sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Com polêmica, equipe Samurais vence primeiro Mestre do Combate

Virada do time carioca começa com decisão dividida na terceira luta; após evento, Rickson Gracie admite, em tom de brincadeira, torcida pela equipe

Por SporTV.comRio de Janeiro
13 comentários
O primeiro Mestre do Combate, evento de MMA idealizado por Rickson Gracie, teve vitória da equipe Samurais (RJ) no duelo com os Escorpiões (SP), nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro. O torneio, que apresenta inovações em algumas regras, teve polêmica logo na sua primeira edição: o triunfo dos cariocas incluiu uma decisão dividida dos juízes, que incluem o próprio Rickson, o árbitro central - nesta edição, o renomado americano "Big" John McCarthy - e o público da internet. Tudo certo, exceto que, ao final do evento, Rickson admitiu, num tom de brincadeira, torcer pelo time de sua cidade, o Rio de Janeiro.
- São Paulo que me perdoe, mas eu, como bom carioca, estava torcendo pelo Rio de Janeiro - disse o idealizador do evento, no microfone aberto, sorrindo.
Murilo Bustamante exibe o troféu do Mestre do Combate (Foto: Ana Hissa/SporTV.com)Murilo Bustamante exibe o troféu do Mestre do Combate (Foto: Ana Hissa/SporTV.com)
A luta que foi à decisão dos juízes foi a terceira do torneio entre equipes, quando São Paulo havia aberto 2 a 0, com vitórias nos pesos-leves (Glauke Eugênio) e nos meio-médios (Udi Lima). No combate de pesos-médios, entre Gersinho Conceição e Alexandre Sagat, nenhum dos dois conseguiu o nocaute ou a finalização nos 15 minutos de luta (10 minutos de primeiro round e cinco de segundo round). O público viu vitória de Sagat, da equipe paulista, mas Rickson e Big John deram a vitória para Conceição, que colocou o oponente para baixo três vezes no combate.
Rorion Gracie posa durante o Mestre do Combate (Foto: Ana Hissa/SporTV.com)Rorion Gracie, criador do UFC, prestigiou o evento
do irmão Rickson (Foto: Ana Hissa/SporTV.com)
Foi o início da virada dos cariocas, que venceram os dois combates seguintes por finalização, com Alexandre "Sapinho" Sixel e Fernando Camolês. Treinador dos Samurais, Murilo Bustamante recebeu o troféu da organização. Ele aprovou o formato da decisão.
- Hoje, o teste foi na luta do Gersinho. A internet estava dando para o Sagat. Acho que não pode deixar na mão do internauta. O Gerson ganhou claramente e poderia ter ido para o adversário porque o pessoal da internet em São Paulo, de repente, votou mais - analisou Bustamante.
Rickson também defendeu o modelo e a decisão após o torneio.
- Foi acertado, porque, na verdade, o público pensou no outro, e eu e o Big John estávamos alinhados na opinião de quem tinha vencido, que foi o atleta do Rio de Janeiro. Desde que haja dois com consciência, não interessa muito o que o público pense. Claro que é respeitado e vale o voto, mas, a não ser que ele (o público) esteja coberto de razão, não vai ganhar uma.
Polêmicas à parte, o evento teve bons combates e um festival de finalizações. Apenas a primeira luta foi encerrada por nocaute e somente o duelo entre Sagat e Conceição foi à decisão dos juízes. De resto, todos os combates se encerraram via finalização no primeiro round.
Marcelo Novaes confere lutas do Mestre do Combate (Foto: Ana Hissa/SporTV.com)O ator Marcelo Novaes conferiu as lutas do Mestre
do Combate (Foto: Ana Hissa/SporTV.com)
- Estou muito satisfeito com o resultado do primeiro evento, porque a regra se mostrou eficiente. Não sei se foi sorte, mas o tempo mais longo fez com que as lutas fossem mais bonitas e definidas. A estratégia dos lutadores foi um pouco mais calma, mas foi bem interessante para a audiência. Foi um sucesso este primeiro evento e já estou pensando no próximo - disse Rickson, que planeja oito eventos em 2013, incluindo uma copa entre equipes de diversos estados.
Apesar do público aquém das expectativas - estimativas de cerca de 2 mil pessoas - o torneio foi prestigiado por muitas presenças VIP. Os atores Cauã Reymond, Marcelo Novaes, Stênio Garcia e Sheron Menezes foram vistos na plateia, assim como o músico Ivo Meirelles.
Confira os resultados completos do Mestre do Combate 1:
EVENTO PRINCIPAL:
Vitor Miranda venceu Elton Monstro por finalização (kata-gatame) aos 4m23s do primeiro round
LUTAS CASADAS:
Oséias Viana venceu Luciano Izzy por finalização (mata-leão) aos 4m30s do primeiro round
Pety Maffort venceu Robert Petter por nocaute técnico aos 7m52s do primeiro round
TORNEIO: SAMURAIS (RJ) 3 X 2 ESCORPIÕES (SP):
Peso-pesado - Fernando Camolês (RJ) venceu Kitnet Moura (SP) por finalização (chave de calcanhar) a 1m17s do primeiro round
Peso-meio-pesado - Armando "Sapinho" Sixel (RJ) venceu Thiago Fernandes (SP) por finalização (estrangulamento norte-sul) aos 6m07s do primeiro round
Peso-médio - Gersinho Conceição (RJ) venceu Alexandre Sagat (SP) por decisão dividida
Peso-meio-médio - Udi "O Herói" Lima (SP) venceu Celso Farpado (RJ) por finalização (triângulo) a 1m52s do primeiro round
Peso-leve - Glauke Eugênio (SP) venceu Jeffinho Nunes (RJ) por finalização (kimura) aos 46s do primeiro round
* Colaborou Ana Hissa.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Tenorio pede união ao Vasco 2013 e diz: 'As coisas têm que ser trocadas'

Atacante reforça que deve ficar em agradecimento ao carinho da diretoria e da torcida, mostra confiança, mas também preocupação com a grave crise

Por André Casado Rio de Janeiro
20 comentários
Gaúcho e Tenório no treino do Vasco (Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)Tenorio e Gaúcho após treino do Vasco
(Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)
Se São Januário vive momento de incertezas quanto ao futuro, inclusive sobre a permanência de Juninho, ídolo e principal jogador do Vasco no Campeonato Brasileiro, Tenorio faz questão de segurar a barra e entrar em cena com seu rotineiro otimismo. Mas com o acúmulo das dívidas com o elenco (dois meses de atraso de salários e quatro dos direitos de imagem), sem perspectivas concretas de solução, o equatoriano também já começa a expor sua preocupação. O discurso ainda sustenta a indicação de que diretoria e torcida podem contar com ele para 2013, mas mudanças devem ser feitas com urgência para conter uma debandada.
- Falo mais pela minha parte, que é a futebolística. Mas as coisas têm que ser trocadas. É difícil, cada vez mais, mas temos que saber conviver. Todos estão aqui porque gostam do clube. Quem não gosta, não se preocupa, não estaria se esforçando e deve mudar porque vai ser preciso união. Os caras (diretoria) estão fazendo de tudo, não adianta só ficar pensando que ano que vem vai ser o mesmo - acredita o Demolidor, autor de cinco gols em 16 partidas.
A crise financeira afetou o Vasco em hora crucial da competição e tirou o clube da disputa por vaga na Libertadores pela queda de rendimento, diretamente ligada à insatisfação extracampo. Há 20 dias, Tenorio falava animado em "estrear" na próxima temporada, devido às lesões que o perseguiram. Agora, apesar do contrato em vigência, prefere a cautela.
- Não podemos antecipar as coisas, é cedo, mas acho que meu futuro é esse aí. Já disse que quero ficar pelo agradecimento ao que o Vasco fez por mim, pela torcida que me acolheu. É um desejo meu e do clube que deve se concretrizar - ponderou o equatoriano.
Na Colina, além do provável adeus a jogadores como William Matheus, Eduardo Costa, Chaparro, Pipico, Diego Rosa e William Barbio, entre término do vínculo e tentativas de empréstimo, os titulares Jonas, Juninho e Alecsandro não estão assegurados. Por outro lado, o lateral-direito Elsinho, do Figueirense, vai ser anunciado, e o clube procura ainda um lateral-esquerdo, um volante, um meia e pelo menos um atacante, em caso de o grupo ser mantido.
Para Tenorio, o espaço que a garotada que tem começado a se destacar vai ter, em especial no Campeonato Carioca, pode ser importante para os cofres posteriormente.
- É uma situação ruim que traz coisas boas. Não acredito que o time vai apostar 90% na base em 2013, mas dá para misturar com a experiência de alguns. Uma parte disso o Vasco ganharia no futuro. O Gaúcho (técnico) conhece tudo no clube, tem personalidade e vai ajudar nisso junto com o Ricardo Gomes. Nessa parte, está tudo sendo bem feito - elogiou.
Neste sábado, o Vasco enfrenta o Flamengo, às 19h30m (de Brasília), no Engenhão, e no domingo da semana que vem, dia 2, pega o Fluminense para encerrar o Brasileirão

Vasco rejeita clima de férias antes de últimos clássicos do Brasileiro

Mesmo com equipe sem objetivos na competição, Fernando Prass ressalta importância das vitórias para o desfecho da temporada

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro
5 comentários
Fernando Prass treino Vasco (Foto: André Casado / Globoesporte.com)Fernando Prass promete empenho nos clássicos
(Foto: André Casado / Globoesporte.com)
Por mais que a tabela e o ânimo da torcida digam o contrário, 2012 ainda não acabou em São Januário. Pelo menos é esse o discurso dos jogadores antes das últimas duas rodadas do Campeonato Brasileiro. E quando se trata de antevéspera do clássico contra o Flamengo, a intenção é ainda mais clara de mostrar que, no Vasco, a seriedade e o nível de competitividade serão altos até o fim da temporada, já que o encerramento será o duelo contra o Fluminense, atual campeão nacional.
- Não tem como dizer que é clima de férias ou de fim de festa. São dois clássicos, e independentemente do que eles somem para a competição, vamos encarar com muita seriedade. Todos aqui estão treinando e com vontade de jogar - garantiu o goleiro Fernando Prass.
O camisa 1 lembrou que o Vasco termina o ano frustrado por não ter conseguido cumprir o objetivo de ser campeão brasileiro ou nem ao menos ter garantido uma vaga na Libertadores. Por isso, ressaltou a importância de fechar a temporada vencendo dois de seus maiores rivais, o que, para ele, ajudaria a amenizar o clima que ficou em São Januário.
- Jogador de futebol é cobrado no dia a dia, seja por imprensa, torcida ou direção do clube. Mas para mim, a cobrança maior é a do próprio jogador. Em termos de competição, os dois últimos jogos não valem muita coisa. Mas a rivalidade do Vasco com Flamengo e Fluminense por si só dá a importância necessária para que não haja falta de motivação - ressaltou Prass.
 

Técnico Sorato dispensa gritaria e mantém postura da época de jogador

Há cerca de dois meses no cargo, comandante dos juniores se mostra discreto e tranquilo durante derrota para o Atlético-MG em São Januário

Por GLOBOESPORTE.COM* Rio de Janeiro
Sorato teve uma carreira agitada como jogador, num vai e vem que lhe rendeu 23 clubes no currículo. Mas carregou sempre o jeito introvertido e tranquilo. E é com esse perfil que atua em sua nova função, como treinador de juniores do Vasco: nada de gritos em excesso, gestos agressivos ou inquietação. Foi assim também durante a derrota por 1 a 0 para o Atlético-MG, resultado nessa quarta-feira que valeu a eliminação nas quartas de final da Copa do Brasil Sub-20.
A mão esquerda passa praticamente o tempo inteiro no queixo, demonstrando concentração nos lances. Quando não está erguida, para na cintura, enquanto os olhos observam o jogo. Sorato não senta no banco de reservas: assiste à partida inteira de pé, no limite da área técnica de São Januário. Às vezes, vira-se para comentar algum lance com seus auxiliares. O silêncio é, na maioria das vezes, interrompido por um "boa!" seguido de palmas - sua forma de elogiar alguma jogada dos comandados.
- Acho que temos que ter as atitudes nos momentos em que são necessárias. A gente vê o time indo para cima, até dominando o jogo, então não tem muito o que falar - justifica-se o treinador.
A identificação entre Sorato e o Vasco é antiga. Revelado nas categorias de base, o atacante teve uma estreia gloriosa nos profissionais, com dois gols sobre o grande rival Flamengo, em 1988. No ano seguinte, um dos maiores brilhos da carreira: o gol do título brasileiro, sobre o São Paulo, no Morumbi. Deixou São Januário para passar por Palmeiras, Botafogo, Fluminense e outros clubes - até se aposentar e retornar ao Vasco em uma nova aposta.
Sorato Vasco  (Foto: Marcelo Sadio / Site Oficial do Vasco da Gama)Sorato em um raro momento de (não muita) gesticulação (Foto: Marcelo Sadio / Site do Vasco)
Sorato está há pouco mais de dois meses no cargo e acumula eliminações no Torneio Otávio Pinto Guimarães (ficando em quinto lugar) e agora na Copa do Brasil Sub-20. Por outro lado, viu alguns de seus comandados - Marlone, Jhon Cley e Romário - serem aproveitados na equipe principal de maneira mais constante.
Antes do jogo, o ex-atacante garante que não há uma preleção teatral. Procura apenas chamar a atenção para o que foi treinado durante a semana e diz que não é preciso falar muito para motivar os atletas. Depois de perder por 1 a 0 na partida de ida, o Vasco precisaria ir para cima com o caminho mostrado por Sorato.
- Eles têm a marcação forte com os volantes, e a gente tem que explorar as laterais do campo - diz.
Com certeza ser treinador é uma situação mais difícil. Mas é algo prazeroso e empolgante"
Sorato
O olhar para o relógio é constante. Mas a tranquilidade é demonstrada até na hora da reclamação. Quando a torcida - que teve portões abertos para o jogo - protesta de um pênalti na metade do primeiro tempo, Sorato concorda. Mas sem gritos ou xingamentos: abre os braços, olha de cara feia para o árbitro e mantém o silêncio.
O adversário abre o placar pouco depois. O ex-jogador mantém a mão no queixo e observa o jogo, passando informações quase sempre para Marquinho, que atua pelo lado direito de ataque, mais perto de sua área técnica. Na volta do intervalo, é o primeiro a chegar ao banco de reservas, carregando uma prancheta.
- É apenas um campo magnético, onde marco o posicionamento do adversário, o nosso posicionamento. Não tem nada de extraordinário.
O Vasco tenta chegar ao empate seguindo as orientações de Sorato, sempre pelas laterais. As substituições vão acontecendo. Aos poucos, alguns torcedores começam a dar pitacos sobre quem deve sair ou entrar. E chamam Sorato pelo nome.
- Estou contente com essa minha função. O jogador pensa individualmente, em estar bem para jogar. E o treinador pensa no todo. Essa é uma diferença que eu vejo. E com certeza ser treinador é uma situação mais difícil. Mas é algo prazeroso e empolgante de se fazer - avalia.
Ricardo Gomes e Daniel Freitas tribuna Vasco jogo (Foto: Marcelo Sadio / Site Oficial do Vasco da Gama)Ricardo Gomes e Daniel Freitas observam jogo em São Januário (Foto: Marcelo Sadio / Site do Vasco)
O jogo termina com a vitória do Atlético-MG. Sorato mantém a tranquilidade de antes do jogo e faz um balanço da participação do Vasco na Copa do Brasil Sub-20.
- O saldo, acho, é positivo. Estou há 70 dias como treinador nos juniores, está muito no início do trabalho. É natural que haja uma oscilação, mas estou bastante otimista com a evolução desses garotos até agora. Uma competição desse nível é muito importante para esses garotos mais jovens ganharem experiência, para realmente começar uma adaptação a uma pressão maior.
Não há brecha para uma superstição no novo cargo. Quando é perguntado se tem algum ritual antes da partida, Sorato responde com um sorriso no rosto.
- Trabalho - resume.
* Jorge Natan, estagiário, sob a supervisão de Bernardo Ferreira

'Rei das Américas': Neymar, R49 e mais sete brasileiros concorrem

Diário uruguaio divulga lista dos candidatos ao prêmio de melhores do
ano. Campeão da Libertadores, Corinthians tem cinco representantes

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Neymar gol Brasil x Argentina (Foto: AP)Neymar concorre pelo bicampeonato (Foto: AP)
O jornal uruguaio "El País" divulgou nesta quinta-feira a lista dos concorrentes ao "Rei das Américas", premiação que elege o craque e a seleção de 2012 nos continentes. Os brasileiros novamente estão em alta, com nove representantes, entre eles Neymar, atual vencedor, e Ronaldinho Gaúcho, dono de boas atuações com o Atlético-MG.
Tite, do Corinthians, está entre os cotados como técnico junto a Luis Fernando Tena, campeão das Olimpíadas com o México, Alejandro Sabella, da Argentina, José Pekerman, da Colômbia, e Óscar Tabárez, do Uruguai. O Timão, inclusive, é o clube brasileiro com mais nomeados, muito provavelmente pela conquista inédita da Taça Libertadores da América: cinco.
A 27ª edição terminará como de costume no dia 31 de dezembro e terá a participação de mais de 200 jornalistas dos 19 países dos continentes americanos. Pela primeira vez, há uma enquete na página do diário que permitirá também o voto dos internautas.
Em 2011, Neymar superou o chileno Eduardo Vargas, atualmente no Napoli e então campeão da Copa Sul-Americana com a Universidad do Chile. O meia Paulo Henrique Ganso terminou em terceiro. No ano anterior a honraria ficou com o argentino Andrés D'Alessandro, do Internacional (veja a lista completa abaixo).
Emerson com a taça da Libertadores (Foto: EFE)Emerson com a taça da Libertadores: herói da final concorre contra o companheiro Guerrero (Foto: EFE)
Brasileiros: Rafael Cabral (Santos), Cássio (Corinthians), Durval (Santos), Juninho Pernambucano (Vasco), Ronaldinho (Atlético-MG), Lucas (São Paulo), Neymar (Santos), Emerson (Corinthians) e Tite (Corinthians).
Estrangeiros que atuam no futebol brasileiro: Pablo Guiñazu (Internacional), Victor Cáceres (Flamengo), Luis Ramírez (Corinthians), Walter Montillo (Cruzeiro), Andrés D'Alessandro (Internacional), Hernán Barcos (Palmeiras) e Paolo Guerrero (Corinthians).
Veja todos os concorrentes:
Confira todos os vencedores do 'Rei das Américas'
1986 - Antonio Alzamendi (Uruguai/River Plate-ARG)
1987 - Carlos Valderrama (Colômbia/Deportivo Cali-COL)
1988 - Rubén Paz (Uruguai/Racing-ARG)
1989 - Bebeto (Vasco)
1990 - Raúl Amarilla (Paraguai/Olimpia-PAR)
1991 - Oscar Ruggeri (Argentina/Vélez-ARG)
1992 - Raí (São Paulo)
1993 - Carlos Valderrama (Colômbia/Atlético Junior-COL)
1994 - Cafu (São Paulo)
1995 - Enzo Francescoli (Uruguai/River Plate-ARG)
1996 - José Luis Chilavert (Paraguai/Vélez-ARG)
1997 - Marcelo Salas (Chile/River Plate-ARG)
1998 - Martín Palermo (Argentina/Boca Juniors-ARG)
1999 - Javier Saviola (Argentina/River Plate-ARG)
2000 - Romário (Vasco)
2001 - Juan Román Riquelme (Argentina/Boca Juniors-ARG)
2002 - José Cardozo (Paraguai/Toluca-MEX)
2003 - Carlos Tevez (Argentina/Boca Juniors-ARG)
2004 - Carlos Tevez (Argentina/Boca Juniors-ARG)
2005 - Carlos Tevez (Argentina/Corinthians)
2006 - Matías Fernández (Chile/Colo Colo-CHI)
2007 - Salvador Cabañas (Paraguai/América do México-MEX)
2008 - Juan Sebastián Verón (Argentina/Estudiantes-ARG)
2009 - Juan Sebastián Verón (Argentina/Estudiantes-ARG)
2010 - Andrés D'Alessandro (Argentina/Internacional)
2011 - Neymar (Santos)
Goleiros: Alexander Domínguez (LDU), Rafael Cabral (Santos), Agustín Orión (Boca Juniors), Cássio (Corinthians) e Martín Silva (Olimpia).
Lateral-direito: Gino Peruzzi (Vélez), Carlos Bonet (Libertad), Neicer Reasco (LDU), Luis Advíncula (Sporting Cristal) e Matías Rodríguez (La U).
Zagueiro pela direita: Rolando Schiavi (Boca Juniors), Osvaldo González (La U), Santiago Acasiete (Cienciano), Durval (Santos) e Oswaldo Vizcarrondo (Lanús).
Zagueiro pela esquerda: Gabriel Heinze (Newell's), Aquivaldo Mosquera (América do México), Frickson Erazo (Barcelona-EQU), Seba Domínguez (Vélez) e Guillermo Burdisso (Boca Juniors).
Lateral-esquerdo: Clemente Rodríguez (Boca Juniors), Walter Ayoví (Monterrey), Juan Valencia (Atlético Nacional), Yoshimar Yotún (Sporting) e Eugenio Mena (La U).
Meia pela direita: Carlos Sánchez (River Plate), Mauricio Pereyra (Lanús), Charles Aranguiz (La U), Diego Villar (Racing) e Juninho Pernambucano (Vasco).
Meia-central: Pablo Guiñazú (Internacional), Victor Cáceres (Flamengo), Rodrigo Braña (Estudiantes) e Francisco Silva (Universidad Católica).
Meia pela esquerda: Luis Ramírez (Corinthians), Jorge Rodríguez (Jaguares), Jefferson Montero (Morelia), Walter Montillo (Cruzeiro) e Andrés D'Alessandro (Internacional).
Meia ofensivo: Ronaldinho (Atlético-MG), Álvaro Recoba (Nacional), Lucas (São Paulo), Macnelly Torres (Atlético Nacional) e Juan Román Riquelme (Boca Juniors).
Atacante 1: Neymar (Santos), Hernán Barcos (Palmeiras), Santiago Silva (Boca Juniors), Juan Manuel Olivera (Peñarol) e Marcelo Zaleyeta (Peñarol).
Atacante 2: Paolo Guerrero (Corinthians), Carlos Núñez (Liverpool), Emerson (Corinthians), Christian Benítez (América do México) e Teófilo Gutiérrez (Junior Barranquilla).
Técnico: Luis Fernando Tena (México), Alejandro Sabella (Argentina), José Pekerman, (Colômbia), Tite (Corinthians) e Óscar Tabárez (Uruguai).

Agente de Alecsandro espera fim do Brasileiro para procurar novo clube

Insatisfeito, atacante não descarta ficar, mas oferta que interesse ao Vasco pode levá-lo de São Januário. Lesionado, ele não deve mais jogar este ano

Por André Casado e Gustavo Rotstein Rio de Janeiro
181 comentários
Alecsandro Juninho Pernambucano vasco treino (Foto: Gustavo Rotstein / Globoesporte.com)Como Juninho, Alecsandro pode não ir mais a
campo (Foto: Gustavo Rotstein / Globoesporte.com)
Depois de desfalcar o time contra o Coritiba, Alecsandro também deve ficar fora das duas últimas rodadas do Brasileirão e pode não jogar mais pelo Vasco. O atacante é um dos titulares com chances de deixar a Colina no fim da temporada. A insatisfação com a crise financeira vivida pelo clube, que se intensificou recentemente, fez com que o jogador desse sinal verde para seu empresário procurar outro destino a partir do dia 3 de dezembro. Até agora, garante Oldegard Filho, ainda não há sondagens pelo camisa 9, mas as chances de permanência não parecem grandes.
O artilheiro cruz-maltino na competição, com dez gols, marcou apenas duas vezes no segundo turno e tem convivido com lesões - primeiro foi na coxa e, depois, na panturrilha. A ponto de o departamento médico não crer que ele entre mais em campo na temporada, a exemplo de Juninho, com  fadiga muscular.
Ao longo de 2012, porém, Alecsandro fez 58 partidas (26 gols) e segurou a barra quando não havia um substituto, já que Tenorio operou o tendão de Aquiles em fevereiro. Seu contrato vai até fevereiro de 2014, mas uma proposta que interesse às duas partes pode tirá-lo da Colina.
- Vou me movimentar no mercado para ver se fazemos uma boa colocação para o atleta e para o Vasco. Isso eu tenho certeza de que vou fazer, com a autorização do Alecsandro. Se essa situação continuar, vai ser insustentável para qualquer jogador. Tomara que encontrem uma solução logo - afirmou o agente, que aproveitou para registrar que seu cliente não pensa em acionar o clube na Justiça, como fez o meia Bernardo, por exemplo, sem sucesso.
O Vasco nunca honrou com o pagamento em dia, à exceção da época do Rodrigo Caetano, que brigava muito por isso. Por uns seis meses, o Alecsandro nunca teve problema. Depois, piorou tudo. Em uma analogia, o clube estava normal, entrou no leito, passou para a UTI e agora parece que espera a hora da morte"
Oldegard Filho, agente de Alecsandro
No início de setembro, o atacante concedeu sua última entrevista coletiva, na qual já mostrava sua chateação com o cenário sombrio. Sua declarações repercutiram muito, e Alecsandro alega que foi mal interpretado. Por isso, tem evitado a imprensa desde então. Neste meio tempo, a queda de rendimento no ataque vascaíno tornou a despertar as críticas dos torcedores.
De acordo com o empresário, é consenso entre o grupo e pessoas do meio que a saída de Rodrigo Caetano foi fundamental para que a administração perdesse o controle.
- O Vasco nunca honrou com o pagamento em dia, à exceção da época do Rodrigo Caetano, que brigava muito por isso. Por uns seis meses, o Alecsandro nunca teve problema. Foi apresentado um plano de carreira para ele, mostrando que tudo que estava sendo oferecido era em cima das receitas. O (José Hamilton) Mandarino (ex- vice de futebol, que saiu há dois meses e meio) ajudou nisso. Depois, piorou tudo. Em uma analogia, o clube estava normal, entrou no leito, passou para a UTI e agora parece que espera a hora da morte - lamentou.
Alecsandro assumiu um compromisso financeiro alto com um imóvel, e a incerteza vem lhe chateando cada dia mais. Em contrapartida, o diretor de futebol do Vasco, Daniel Freitas, diz que ainda não notou nenhuma manifestação de vontade de sair por parte do camisa 9.
- Ainda não conversei com o empresário, mas tenho falado com o Alecsandro e ele nunca manifestou qualquer tipo de insatisfação. Sempre disse que gostaria de permanecer no Vasco na próxima temporada, até porque tem contrato em vigor - frisou.

II Fight Center Combat acontece no fim de semana em Vila Velha, no ES

Evento de MMA rola na academia de mesmo nome, onde estão treinando vários atletas, entre eles Erick Silva, do UFC e Vitor Vianna, do Bellator

Por Richard Pinheiro Vila Velha, ES
Comente agora
O final de semana que se aproxima tem tudo para ser mais uma oportunidade para que novos talentos do MMA capixaba possam 'mostrar serviço' e seguir sonhando com uma chance nos maiores eventos de lutas do mundo. Acontece em Vila Velha, no Espírito Santo, a segunda edição do Fight Center Combat, iniciativa que terá combates de MMA, jiu-jitsu e kickboxing.
Bruno Silva, Gabriel Silva, irmãos de Erick Silva, além de Vitor Vianna, Augusto Nasser, Júnior Assunção  (Foto: Arquivo Pessoal/Facebook)Bruno Silva e Gabriel Silva, irmãos de Erick Silva, além de Vitor Vianna, Augusto Nasser, Júnior Assunção e Gabriel 'Monkilla' Siqueira em treino na academia Fight Center (Foto: Arquivo Pessoal/Facebook)
A promoção de MMA vai rolar na noite deste sábado, dia 24 de novembro, a partir das 19h, na academia Fight Center, que fica localizada na avenida Santa Leopoldina, Nº 635, no bairro Itapoã, em Vila Velha. Com duas lutas de kickboxing e cinco de MMA, o evento irá acontecer no mesmo local onde, recentemente, estiveram treinando dois capixabas de destaque no cenário mundial das artes marciais: o meio-médio Erick Silva, do UFC e o peso-médio do Bellator, Vitor Vianna. Além destes, outros atletas de renome, como Júnior Assunção, ex-UFC e Fábio Defendenti, do Jungle Fight, além do peso-leve Gabriel 'Monkilla' Siqueira e os irmãos de Erick Silva, Bruno e Gabriel também fazem parte da equipe que se formou para treinar na Fight Center.
SporTV.com/Combate: as últimas notícias do MMA e UFC
O 2º Fight Center Combat é organizado por Fabrício Balthar e Vitor Vianna, além do técnico do lutador do Bellator, o mestre de kickboxing Augusto Nasser. Os ingressos estão sendo vendidos na recepção da própria academia, no valor de R$ 10,00 para as vendas de forma antecipada. No sábado, dia do evento, o valor da entrada sobe para R$ 15,00. A pesagem dos lutadores irá acontecer nesta sexta-feira, às 19h, na academia Fight Center, em Itapoã, Vila Velha.
Confira o card atualizado do evento:
2º Fight Center Combat
24 de novembro, em Itapoã, Vila Velha (ES)
CARD DE MMA
Peso-pena: Rafael Prata (CT Barros Fight) x Jorge Luiz Pinheiro (Fight Center)
Peso-pena: César Barros (CT Barros Fight) x Iago Ricas (Fight Center)
Peso-mosca: Brayan Marchezi (CT Barros Fight) x Igor Neves (Fight Center)
Peso-mosca: Wanderson Bianchi (CT Barros Fight) x Marcus Vinícius Motta
Peso-leve: Saulo Junior (Fight Center) x Efraim Coimbra (Pro Fight)

Com adversário definido no UFC, Erick Silva volta à XGym no sábado

Atleta capixaba vai retomar rotina de treinos no Rio de Janeiro, mas buscará técnicos específicos para cada arte marcial, como boxe, jiu-jitsu e wrestling

Por Richard Pinheiro Vila Velha, ES
Comente agora
Erick Silva (Foto: Richard Pinheiro)Erick Silva em bate-papo com a imprensa esportiva
em sua academia (Foto: Richard Pinheiro)
O lutador capixaba Erick Silva já conta os dias para sua próxima luta pelo UFC, diante do norte-americano Jay 'The Thoroughbred' Hieron, na edição 156 do evento, que acontece no dia 2 de fevereiro de 2013, em Las Vegas, nos Estados Unidos. O anúncio do combate, feito na noite desta quarta-feira, pegou o atleta de surpresa e até agora foram poucas as informações que Erick conseguiu do rival estrangeiro. Mesmo sem ter um grande conhecimento do adversário, o capixaba deseja sair do octógono vitorioso para devolver a confiança aos compatriotas no seu estilo de luta.
Em bate-papo com a imprensa esportiva capixaba, realizado na tarde desta quinta, em sua academia, a Pro Fight, em Cobilândia, Vila Velha, Erick Silva confirmou que a única luta de Jay Hieron que assistiu até agora foi a última dele, na derrota para Jake Ellenberger, no UFC: Browne x Pezão, em outubro. Mesmo assim, o lutador brasileiro confia numa 'volta por cima' diante de um adversário mais velho e mais 'rodado', para ficar com a moral elevada novamente.
- Pelo que eu sei, o Jay Hieron vem do wrestling. Ainda tenho um longo caminho, onde vou estudar o jogo dele e montar a minha estretégia, junto com os meus treinadores. Na verdade qualquer luta serviria para levantar a moral, desde que eu ganhe, né. Já que eu venho de derrota, independente de contra quem eu vá lutar, eu tenho que mostrar uma boa performance, para tentar apagar a última luta que eu fiz. Dessa vez, mais do que nunca eu vou querer ganhar e da mesma forma, acho que ele também, então acho que vai ser uma boa luta.
Erick Silva (de azul) com os companheiros de treino em terras capixabas (Foto: Arquivo Pessoal/Facebook)Erick Silva (de azul) com os companheiros de treino em terras capixabas (Foto: Arquivo Pessoal/Facebook)
De malas prontas para o Rio de Janeiro, Erick Silva irá reencontrar seus treinadores e amigos na academia XGym. Com viagem marcada para este sábado, após um período de treinos mais técnicos no Espírito Santo, acompanhado de lutadores do calibre de Vitor Vianna, do Bellator, Fábio Defendenti, do Jungle Fight e Júnior Assunção, ex-UFC, o meio-médio capixaba pretende aumentar o ritmo na 'Cidade Maravilhosa' e chegar em 'ponto de bala' no evento de fevereiro. Com duas vitórias e duas derrotas na franquia de lutas, o 'Índio' continua focado em sua meta de treinos mais específicos nas diversas artes marciais que compõem o MMA.
- A princípio, a minha primeira ideia é ir pra a XGym. Estou voltando para o Rio de Janeiro agora, mas é claro que dessa vez eu vou querer fazer diferente. Algumas coisas que eu deixei de fazer na última luta, eu quero fazer agora, eu quero mudar. Quero ter professores específicos para essa luta. Vou contratar o Eric Albarracin pro wrestling, o Edelson Silva para o boxe e vou buscar professores para o muay thai e o jiu-jitsu. Mesmo assim, vou continuar com o (Josuel) Distak, como meu headcoach e o (Rogério) Camões coordenando a parte física.
SporTV.com/Combate: confira as últimas notícias do mundo do MMA
Confira o card atualizado do UFC 156:
UFC 156
2 de fevereiro de 2013, em Las Vegas (EUA)
CARD PRINCIPAL*
José Aldo x Frankie Edgar
Rashad Evans x Rogério Minotouro**
Antônio Pezão x Alistair Overeem
Erick Silva x Jay Hieron
Demian Maia x Jon Fitch **
Urijah Faber x adversário a ser definido**
**lutas ainda não anunciadas oficialmente

Lutador japonês esquece intervalo e seca ring girl

Michinori Tanaka e seu corner não foram nada sutis
Abby Poblador é famosa no PXC e arrancou suspiros até mesmo dos lutadores - Reprodução
Abby Poblador é famosa no PXC e arrancou suspiros até mesmo dos lutadores - Reprodução
Não é fácil manter a concentração dentro de um octógono de MMA. A torcida grita, seu corner te dá orientações o tempo todo e os golpes de seu adversário podem de deixar um pouco desnorteado. A vida é ainda mais difícil para o lutador Michinori Tanaka, que resolveu prestar atenção em outra coisa no intervalo de sua luta.
O japonês lutava com Russell Doane, em um evento da PXC (Pacific Xtreme Combat), nas Filipinas, no último sábado. A foto mostra que ao invés de ouvir o que seu treinador falava fora do octógono ele preferiu dar uma “conferida” na ring girl Abby Poblador, que mostrava a chamada para o terceiro round da luta.
Esta foi a 34ª edição da organização, realizada no ginásio Smart Araneta Coliseum. Não deve ter sido fácil manter o foco para o round seguinte, já que a ring girl realmente fez mais do que a plateia delirar.
O lutador não é o único com culpa no cartório, já que seu treinador também parou o que estava fazendo para dar uma olhadinha na moça.
Apesar de tudo, Tanaka conseguiu finalizar Russell Doane com um mata-leão e manteve sua invencibilidade no MMA. A vitória veio no início do terceiro round, curiosamente o round que a Abby mostrava quando foi olhada pelo japonês. Essa foi sua estreia no PXC e suas cinco outras lutas haviam sido no Shooto. Talvez por isso a surpresa do lutador ao vê-la no octógono.

Shooto monta seleção de musas para serem ring girls

Tem Panicat, ex-Panicat, dançarina e até pivô de escândalo
Carol Belli é uma das musas escolhidas para participar do Shooto – Reprodução/Band.com.br
Carol Belli é uma das musas escolhidas para participar do Shooto – Reprodução/Band.com.br
O Shooto terá um elenco de dar inveja em muitos eventos maiores de MMA, pelo menos no que diz respeito às ring girls. As musas são Aryane Steinkopf, ex-panicat; Karen Kounrouzan, dançarina do Faustão e capa da Playboy deste mês; Carol Belli, atual panicat; e Denise Rocha, o Furacão da CPI, ex-assessora parlamentar que ficou famosa por ser demitida após um vídeo íntimo ter vazado na internet.
Contratar uma musa famosa para participar do evento é um truque para chamar bastante mídia para ele, seja ela especializada ou não. O Shooto Brasil é um evento comandado pelo técnico Dedé Pederneiras.
O evento será em Brasília, no Ginásio Nilson Nelson, e tem a disputa do cinturão sulamericano até 100 kg, entre Francimar Bodão, da Nova União (RJ), e Bobsap, da Barreto Team (DF). Além disso, o campeão dos leves do UFC José Aldo já confirmou presença no evento de 23 de novembro.

Dana White afirma que Spider x GSP não valerá cinturão dos meio-médios

Presidente do Ultimate revela desejo de fazer superluta em peso-combinado

Por SporTV.com Montreal, Canadá
144 comentários
Apesar da vontade da equipe de Georges St-Pierre de que a iminente superluta com o brasileiro Anderson Silva seja na categoria original do canadense, os meio-médios, o chefão do Ultimate praticamente descartou essa possibilidade. Em entrevista ao site americano ''MMA Junkie'', Dana White afirmou que acha improvável que o atual campeão dos pesos-médios possa defender outro cinturão em caso de vitória.
- Provavelmente não. Porque não sei quantas vezes Anderson poderia de fato defender esse cinturão. É mais um duelo entre peso por peso, uma luta por um legado. - disse Dana.
MONTAGEM - Anderson silva e Georges St-Pierre ufc (Foto: Agência AP)Anderson silva e Georges St-Pierre: superluta deve acontecer em 2013  (Foto: Agência AP)
SporTV.com/Combate: as últimas notícias do MMA e UFC
Apesar de Anderson Silva já ter competido com 76,2kg no começo da carreira, isso foi há muito tempo atrás. O brasileiro, no entanto, jamais competiu no UFC abaixo dos 84kg, e só subiu para os meio-pesados (93kg) três vezes. Por conta disso, foi sugerido um peso intermediário entre os meio-médios e os médios - algo em torno de 79,4kg e 81,6kg.
O presidente Dana White já declarou sua intenção de fazer a superluta entre GSP e Anderson em maio de 2013. O brasileiro lutou duas vezes neste ano, nocauteando Chael Sonnen e Stephan Bonnar. St-Pierre, por sua vez, voltou de 18 meses de inatividade vencendo Carlos Condit na decisão dos jurados, no último fim de semana.

No Rio, Big John McCarthy responde críticas de Dana White à arbitragem

Principal árbitro do Ultimate diz que dirigente nunca exerceu sua função e, por isso, não conhece pressão que existe dentro do octógono

Por Marcelo Russio Rio de Janeiro
1 comentário
Dono de um currículo, segundo ele, de milhares de lutas, sendo mais de 600 somente no UFC, o árbitro Big John McCarthy é uma lenda no mundo do MMA. No Rio de Janeiro para arbitrar o torneio "Mestre do Combate", Big John parece esquecer do tempo quando fala de lutas. Com uma memória prodigiosa, de quem esteve no octógono mais famoso do mundo em momentos históricos, como a primeira derrota de BJ Penn, as duas derrotas de Georges St-Pierre e o primeiro título de Anderson Silva no UFC, o hoje veterano decreta: arbitrar no MMA é uma pressão absurda, e só quem está lá pode avaliar.
Big John, Mestre do Combate (Foto: Marcelo Russio / Globoesporte.com)Big John durante a coletiva de imprensa do Mestre do Combate (Foto: Marcelo Russio / Globoesporte.com)
Em quase 30 minutos de conversa descontraída, Big John abordou assuntos como a evolução dos atletas de MMA, a experiência de julgar e arbitrar uma luta ao mesmo tempo no Mestre do Combate, e aproveitou para responder a Dana White sobre as críticas que o presidente do UFC faz aos erros de arbitragem nos torneios de MMA.
Confira a entrevista na íntegra:
SPORTV.COM: Como é a experiência de arbitrar e julgar uma luta ao mesmo tempo?
Big John McCarthy: Eu já fiz isso antes, mas a diferença agora é que eu não tenho que preencher um cartão com as notas do lutador a cada round. Estou mais livre para julgar quem venceu a luta, e isso facilita um pouco a função. O julgamento é sobre o que acontece em toda a luta, e não em cada parte dela. Será mais fácil para mim porque saberei quem está mais castigado, quem está trabalhando melhor. Nesse sistema novo, toda a luta é julgada, e se os dois lutaram bem, é empate. Não vou precisar pegar um detalhe de uma luta equilibrada para dar um 10 a 9, quando o mais correto é o empate.
Dentro do octógono, você sabe que um lutador venceu assim que acaba a luta?
Todas as vezes. Recentemente, em Abu-Dhabi, eu arbitrei uma luta em que eu vi claramente que um lutador havia vencido, e na hora do resultado, os juízes me fizeram levantar o braço do cara que perdeu, e eu sabia que ele tinha perdido. É horrível. Fico louco quando isso acontece. As pessoas que assistem aos torneios, sendo o UFC ou não, imaginam que um lutador que vem sendo derrotado na trocação, ao levar o oponente para o chão e o segurar por cinco segundos no chão, leva vantagem na pontuação. Mas ele não fez nada ali. Não fez diferença alguma. Acho que a luta deve ser julgada baseado em quem levou mais perigo ao adversário. Na luta entre Jeff Curran e Takeya Mizagaki no WEC, em 2009, Curran ficou por baixo toda a luta, e fez um trabalho esplêndido. Mas Mizugaki conseguiu a vantagem de um ponto por round por aplicar um takedown em cada, e ficar por cima a luta toda, sem fazer mais nada. Isso, para mim, é errado. O juiz deve ser capaz de entender o esporte, e dar crédito a quem cria a ação, e não a reação.
Então você é totalmente favorável aos critérios do Mestre do Combate?
Ele é muito parecido com o do Pride, em que o primeiro round tinha dez minutos, o segundo tinha cinco minutos, e a luta como um todo era julgada. Isso quer dizer que toda luta no Pride era julgada corretamente? Não. Às vezes um lutador sabe o que juiz gosta, e atua nesse sentido. Isso sempre pode acontecer. Eu posso achar que um atleta venceu, e Rickson pode achar que outro venceu. No ringue, o árbitro vê e ouve coisas que quem está fora não vê nem ouve. Na luta entre Vitor Belfort e Tito Ortiz, o primeiro round definiria a luta, já que Vitor definitivamente venceu o segundo round, e Tito, o terceiro. Não tenho dúvida que Vitor venceu aquele primeiro round, mas dois juízes deram a vitória para Ortiz. O que deu a vitória para Vitor no primeiro round estava perto de onde toda a ação aconteceu, e ele viu e ouviu o que os lutadores fizeram realmente.
Rickson Gracie e Big John, Mestre do Combate (Foto: Marcelo Russio / Globoesporte.com)Rickson Gracie e Big John, juntos no Mestre do Combate (Foto: Marcelo Russio / Globoesporte.com)
Quão difícil é ser um árbitro? Quanta pressão existe sobre o árbitro, que precisa tomar uma decisão em um segundo?
É muito, muito difícil ser um árbitro. Quem está assistindo em casa ou na arena não tem o impacto real da luta, e sempre há alguma simpatia por esse ou aquele lutador. Como árbitros, nós não ligamos para quem está lutando. O nosso trabalho é fazer com que as regras sejam aplicadas corretamente.
Como você vê as críticas de Dana White aos árbitros? Ele se mostra muito irritado com os erros que vem acontecendo...
Dana é, antes de mais nada, um promotor de eventos, e um excelente promotor. Ele quer as melhores lutas para vender o seu produto, que é o UFC. Sempre que um árbitro comete um erro, ele fica insatisfeito, porque esse erro prejudica o seu produto. Entendo totalmente que ele fique chateado com os árbitros, mas o que precisa ser entendido é que os árbitros são humanos, e muitas coisas acontecem durante uma luta. E, apesar de Dana saber bastante de luta, ele nunca foi um árbitro. Ele não sabe como é ser o terceiro cara no octógono, e as coisas que acontecem lá dentro. Há coisas que acontecem para as quais você não está preparado, ou são tão rápidas que não dá tempo de parar a luta na hora exata. Os árbitros são humanos, e isso é parte do jogo.
Como você lida com os erros?
Eu tento aprender com eles e não cometê-los novamente. Eu cometi um erro terrível com Murilo Bustamante, o maior da minha carreira, na luta contra Matt Lindland, e eu aprendi com ele (na ocasião, Bustamante encaixou uma chave de braço, e Lindland deu tapinhas tímidos de desistência. Big John parou a luta, mas Lindland reclamou, alegando que não tinha desistido, e os dois tiveram que recomeçar o duelo. O brasileiro, então, aplicou outra finalização - uma guilhotina - e por fim conseguiu a vitória). Eu não sentei e fiquei me lamentando. Aconteceu e eu não vou errar assim de novo. É assim que se cresce como árbitro. Todos vão errar alguma hora. A diferença é você isolá-lo e não cometê-lo de novo.
Você acha que uma luta entre Georges St-Pierre e Anderson Silva seria justa? Quem seria o vencedor?
Veja bem, a minha opinião é a mesma de Dana White: Anderson Silva é o melhor lutador de todos os tempos. E Georges St-Pierre é um lutador fenomenal. Eu já arbitrei inúmeras lutas dos dois. Fui o árbitro das duas derrotas de St-Pierre - e sei que ele não estava tão bem preparado para elas - e arbitrei a estreia de Anderson Silva contra Chris Leben, e a conquista do cinturão contra Rich Franklin. Ele foi fenomenal nas duas lutas. Acabou com Leben em segundos, e destruiu Franklin. O que é preciso entender é que Anderson Silva é humano, e pode estar em um mau dia, como qualquer pessoa. Mas ele, mesmo num dia desses, consegue se superar e fazer coisas incríveis. Mas Georges sabe usar o seu wrestling, e consegue controlar seus adversários no chão. Ele pode usar isso contra o Anderson. E Anderson pode usar seus golpes contra Georges muito bem. Qualquer um dos dois pode vencer essa luta, e quem perder não poderá dizer que foi derrotado, porque são dois atletas de elite. Eu vou dizer quem vence? De jeito nenhum! Só quero ver essa luta como fã de MMA e dos dois.

SporTV.com/Combate: confira as últimas notícias do mundo do MMA

Confira a programação completa do "Mestre do Combate":
EVENTO PRINCIPAL:
Vitor Miranda x Elton Monstro
COEVENTOS PRINCIPAIS:
Pety Mafort x Robert Peter
Luciano Correa Izzy x Oséias Vianna
TORNEIO SAMURAIS (RJ) X ESCORPIÕES (SP):
Peso-pesado - Fernando Camolês (RJ) x Kitnet Moura (SP)
Peso-meio-pesado - Armando Sixel (RJ) x Thiago Fernandes (SP)
Peso-médio - Gersinho Conceição (RJ) x Alexandre Sagat (SP)
Peso-meio-médio - Celso Farpado (RJ) x Udi "O Herói" Lima (SP)
Peso-leve - Jeffinho Nunes (RJ) x Glauke Eugênio (SP)