domingo, 15 de dezembro de 2013

Fla dá entrada em pedido como 3º interessado no processo da Lusa

Advogado explica que Portuguesa usará argumentos sustentados também pelo Rubro-Negro e, por isso, espera ter a palavra no julgamento dela, que será o primeiro

Por Rio de Janeiro
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Michel Assef Filho, dir. Jurídico do Flamengo (Foto: Marcelo Baltar / Globoesporte.com)Michel Assef Filho (E), dir. Jurídico do Flamengo (Foto: Marcelo Baltar / Globoesporte.com)
Nesta segunda-feira, Flamengo e Portuguesa serão submetidos ao julgamento do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que pode mudar a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. A Portuguesa corre o risco de perder quatro pontos e cair - o que salvaria o Fluminense - por ter usado o jogador Héverton na última rodada do Brasileirão, diante do Grêmio. Suspenso por dois jogos, o atleta havia cumprido apenas um e não poderia ter atuado na partida. O início da pauta está marcado para 17h. O caso da Lusa está previsto para ser o primeiro em pauta. O Flamengo, que também pode perder quatro pontos pela escalação do lateral-esquerdo André Santos contra o Cruzeiro, pela última rodada (ele teria de ter cumprido a suspensão de um jogo nessa partida), contudo, deu entrada em pedido para ser homologado como terceiro interessado no processo da Lusa na última sexta-feira.
Como a Lusa usa argumentos que também serão sustentados pelos rubro-negros, o advogado que defenderá o clube da Gávea, Michel Asseff Filho, entrou com o pedido no tribunal para poder fazer uma sustentação desses argumentos em comum já no julgamento do clube paulista, para não exaurir o tema antes do início da análise do processo de infração do Flamengo. A Portuguesa será defendida pelo advogado do Corinthians, João Zanforlin. O Fluminense também deu entrada em pedido para ser registrado como parte interessada.
O detalhe é que o Flamengo também corre risco de rebaixamento. Se for punido, e a Portuguesa, absolvida, o clube rubro-negro entrará para a zona de rebaixamento, com 45 pontos ganhos, livrando da queda o Fluminense, que terminou a campanha com 46.
Durante a semana, o presidente rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello, mostrou indignação pelo que chamou de “tentativa de golpe” e rechaçou qualquer possibilidade de queda do Fla.
 - Nem vamos falar de queda, porque tenho certeza que não vai acontecer. Mas meu sentimento é de indignação. Estávamos em uma tentativa de moralizar o esporte e, de repente, vemos uma tentativa de golpe contra os princípios éticos e morais que deveriam reger o esporte - disse o mandatário, na ocasião em Assunção para o sorteio dos grupos da Libertadores, em entrevista à Band News.
Bandeira disse ainda que não houve erro por parte do Flamengo na escalação de André Santos, principalmente porque o jogo contra o Cruzeiro já não valia nada para ambas as equipes. Apesar das críticas, o presidente disse confiar na decisão do STJD.
- Temos razão nesse caso. Não houve nada errado. Admitindo que os membros do Tribunal entendam que Portuguesa e Flamengo erraram, não existe nada nem ninguém que obrigue a perda de pontos. Foram jogos praticamente amistosos, ninguém se beneficiou da escalação desses jogadores. Confio na decisão do STJD, mas temos que nos perguntar qual é a definição de Justiça Desportiva. Ela deve trabalhar para que os interesses esportivos se sobreponham a outros interesses. É uma situação extremamente desagradável.

Personagens centrais do julgamento da Lusa já defenderam teses opostas

No passado, advogado do Fluminense sustentou teoria semelhante à atual defesa da Portuguesa, e procurador-geral do STJD descarta contradição no caso Tartá em 2010

Por Rio de Janeiro
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Saem os jogadores, entram os advogados. Em semana agitada com a expectativa pelo julgamento da Portuguesa, que acontecerá nesta segunda-feira, eles estiveram sob os holofotes. Procurador do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e autor da denúncia da irregularidade do jogador Héverton (após notícia de infração feita pela CBF), Paulo Schmitt foi um dos protagonistas. Na sexta-feira, circulou uma declaração sua de 2010, na qual a posição difere da adotada atualmente. O procurador, contudo, nega ter caído em contradição e chegou a enviar uma nota oficial para explicar a questão. Outros dos três personagens do julgamento desta segunda, como o advogado do Fluminense Mário Bittencourt, parte interessada no processo que pode livrar o clube do rebaixamento, já defendeu tese oposta ao que seu atual cliente alega.
Em 2010, Bittencourt esteve do outro lado. O seu escritório era contratado pelo Grêmio Prudente, que perdeu três pontos no Brasileirão por ter escalado irregularmente o jogador Paulão na derrota para o Flamengo. O caso é bastante semelhante ao da Lusa, já que na sexta-feira anterior ao jogo o atleta havia sido suspenso pelo STJD. A tese foi elaborada pelo escritório de Mário Bittencourt e sustentada no julgamento pelo advogado Pedro Vasconcellos.


Bittencourt explicou que construiu a tese a pedido do cliente, reconhecendo ser bastante semelhante aos argumentos atuais da Portuguesa, mas ressaltou que saiu derrotado do tribunal com essa defesa. Por isso, acredita que o mesmo acontecerá com o time paulista nesta segunda-feira.
 – Na época, quem atuou diretamente no caso foi o doutor Pedro Vasconcellos, que trabalhava conosco. A pedido do cliente, construímos uma tese bastante semelhante a esta que a Portuguesa vai defender agora. Perdemos. O que me faz ter a convicção de que o STJD manterá seu entendimento e a Portuguesa perderá os quatro pontos neste caso. Mas nosso cliente se convenceu de que fizemos o possível para defendê-lo, apesar de termos perdido, não prosperando a tese defendida que era frágil diante do que diz a lei, o regulamento e toda a jurisprudência do tribunal. Até mesmo por isso o cliente manteve o contrato com nosso escritório – disse Mário Bittencourt.
documento Grêmio Prudente advogado (Foto: Reprodução)Parte da defesa do Grêmio Prudente em 2010: clube perdeu três pontos por escalação irregular (Foto: Reprodução)
Agora, terminado o campeonato, o Fluminense torce pela perda dos pontos da Portuguesa. Se a Lusa for punida por ter colocado o suspenso Héverton para atuar contra o Grêmio, perderá quatro pontos e será rebaixada, livrando o time das Laranjeiras de disputar a Série B. Na última quinta-feira, o Tricolor entrou com o pedido de habilitação no STJD para participar do julgamento como parte interessada do caso.
Construímos uma tese bastante semelhante a esta que a Portuguesa vai defender agora. Perdemos. O que me faz ter a convicção de que o STJD manterá seu entendimento e a Portuguesa perderá os quatro pontos
Mário Bittencourt
A Portuguesa será defendida no tribunal por João Zanforlin, advogado do Corinthians. Em outubro, o advogado viu a corte, numa sexta-feira, punir o atacante Emerson por um jogo. Ligou para o clube paulista avisando para não escalá-lo na partida do dia seguinte contra o Criciúma. Agora, precisará convencer os auditores de que não houve dolo por parte da Lusa em escalar Héverton.
–  Eu vou levar essa contradição do Paulo Schmitt ao julgamento no STJD. Isso vai ser importante para a nossa defesa. Em 2010, ele achou que o vermelho era vermelho. Agora, ele diz que o vermelho é amarelo. Como ele é o fiscal da lei, a mudança de opinião do Paulo Schmitt vai ser levada em consideração. A opinião dele que vale é a de 2010, claramente – disse Zanforlin.
A opinião a que se refere o advogado foi a que circulou na última sexta-feira e deixou irritado o procurador do STJD (veja vídeo acima). Em 2010, após o título do Fluminense, foi ventilada a hipótese de que o Tricolor teria escalado o atacante Tartá de forma irregular. Porém, não houve erro por parte do clube carioca, e o caso sequer foi a julgamento. Na ocasião, Paulo Schmitt deu a seguinte opinião sobre o caso.
Se clubes não puderem perder pontos quando culpados, passa a ideia de que se faz julgamento político.
Paulo Schmitt
- Não acredito que haja condição moral, disciplinar até (de tirar os pontos do Fluminense). Pode ter (condição) técnica. Técnica e jurídica, com base em uma jurisprudência. Mas moralidade… Rediscutir o título que foi conquistado no campo de jogo, da forma como foi, agora, abrindo um precedente… Essa decisão poderia ser em algum momento revista, mas isso seria um caos.

Ao saber que o advogado João Zanforlin utilizaria suas supostas contradições de 2010 no processo deste ano, o procurador-geral afirmou.
– Já manifestei em nota e pela TV. Podem usar o que quiserem. Nada mudou. Se está irregular tem que ser julgado. É para preservar o resultado de campo, sim, que seria outro se atletas punidos tivessem atuado sem cumprir suas penas, como fizeram Portuguesa e Flamengo. Em 2010, não havia irregularidade. Seria um caos fazer recontagem de cartões de todos os clubes com base no julgamento do Duque, que não gerava precedente algum.
Se é para falar em jurisprudência, temos em 2013 onze irregularidades de atletas julgadas, sendo nove condenações e duas absolvições. Uma delas, a do Cruzeiro, aguardando recurso. A única absolvição do ano foi do Duque (novamente ele), porque a CBF admitiu anotar errado no BID (Boletim Informativo Diário) por falha de sistema, e foi até investigada por isso. Em suma, são nove condenações. E se é para fazer comparações, entre essas condenações tem o caso do Naviraiese deste ano, defendido pelo doutor Zanforlin. O clube foi punido por irregularidade de atleta e deu lugar ao Paysandu na Copa do Brasil. Contra o Naviraiense pode, mas contra a Portuguesa não? Simplesmente porque vai beneficiar o Fluminense? Inadmissível! - rebateu Schmitt.

Pivô de polêmica já ganhou pontos no tribunal

Osvaldo Sestário, advogado (Foto: Reprodução SporTV)Osvaldo Sestário, advogado da Lusa no julgamento de Héverton no STJD (Foto: Reprodução SporTV)
Advogado da Portuguesa no julgamento em que Héverton foi suspenso por dois jogos, Osvaldo Sestário foi dispensado do clube após a polêmica, já que é acusado pela Lusa de não ter passado corretamente o resultado. No passado, o advogado já esteve em audiências nas quais defendeu clubes interessados em tirar pontos dos adversários. E ganhou.
Em 2007, o Rio Branco-PR se classificou diante do Avaí na primeira fase da Copa do Brasil ao empatar o primeiro jogo em 1 a 1 e vencer o segundo confronto por 1 a 0. Os paranaenses chegaram a enfrentar o Villa Nova-MG pela fase seguinte e venceram por 3 a 0 no jogo de ida. Mas devido à escalação irregular do jogador Paulo Massaro, o Rio Branco-PR foi eliminado, e os catarinenses avançaram na competição. Em 2013, outro caso semelhante. O Paysandu retornou à Copa do Brasil após ser eliminado pelo Naviraiense na segunda fase, porque o adversário havia escalado jogadores irregulares – Paulo Sérgio e Bahia.
– Já houve casos de equipes voltarem para a Copa do Brasil. Lembro um episódio do Avaí com o Rio Branco de Paranaguá, a conseguimos voltar o Avaí para a Copa do Brasil. Esse ano teve o Paysandu, que voltou porque conseguimos a eliminação do clube do Mato Grosso por problema de documentação. É cheio de coisas, talvez não vou lembrar detalhes. São muitos julgamentos importantes, e tenho isso com muito carinho, porque obtivemos muitos resultados favoráveis – disse Sestário, que não participará do processo de segunda-feira.
O julgamento da Portuguesa acontecerá às 17h (de Brasília) desta segunda, na sede do STJD, no Centro do Rio de Janeiro. Na mesma sessão, o Flamengo será julgado por ter escalado o lateral-esquerdo André Santos irregularmente na última rodada do Brasileiro. Se for punido, o Rubro-Negro também perderá quatro pontos, mas não será rebaixado. Vai encerrar o nacional com 45 pontos, em 16º lugar. A Lusa, se punida, ficará em 17º, com 44 pontos.

Veja o texto da defesa assinada por Mário Bittencourt para o Grêmio Prudente:
Mário Bittencourt advogado Fluminense julgamento Fred (Foto: Globoesporte.com)Mário Bittencourt, advogado do Fluminense, em julgamento de Fred (Foto: Globoesporte.com)
"No presente Código não consta qualquer dispositivo que mencione que será o dia seguinte à condenação independente de ser ou não dia útil, e com o entendimento do voto vencedor que não importa em dia últil, o princípio da ampla defesa preconizado pelo Primeiro Inciso do artigo 2º do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) encontra-se plenamente confrontado, eis que em casos semelhantes ao do apresentado na lide o condenado jamais terá o direito de recorrer de sua suspensão sem cumprir ao menos uma partida de suspensão.

Logo, resta demonstrada a contradição da referida decisão com o princípio da ampla defesa, sem mencionar o periculum in mora que neste caso também não seria respeitado, uma vez que o prazo de execução já teria se inciado, sem que o mesmo tivesse iniciado o seu prazo para recurso, consequentemente a possibilidade de efeito suspensivo.

A segunda é corroborada pelo brilhante entendimento do Dr. Alberto Puga que votou no sentido de absolver o embargante nas penas do artigo 214 do CBJD, uma vez que o atleta entrou apenas no meio do segundo tempo da partida de sábado, e ao fazê-lo cumprir a suspensão na partida de quarta-feira comprovou sua boa-fé quanto ao caso, e de que em nada queria desrespeitar a decisão proferida, razão pela qual o mesmo estaria amparado pelo artigo 282 do CBJD.

Senão vejamos:

Artigo 282 - A interpretação das normas deste Código far-se-á com a observância das regras gerais de hermenêutica, visando à defesa da disciplina, moralidade do desporto e do espírito desportivo.

Ou seja, o atleta, ao cumprir a suspensão na quarta-feira e ao ser colocado apenas no final do jogo de sábado, comprovou que em nada feriu o que visa punir o artigo 214 do CBJD, qual seja a defesa da disciplina, da moralidade do desporto e do espírito desportivo, o mesmo por ter agido de plena boa-fé não merece a condenação a que lhe foi imposta, razão pela qual os presentes embargos merecem ser conhecidos".

Veja a íntegra da nota de esclarecimento emitida pelo procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt:

"Vamos esclarecer de uma vez por todas esses casos de 2010 e de hoje, e minhas declarações. Mas vamos fazer um acordo, as pessoas de bem e que buscam a verdade, não aquelas que querem "ganhar" a discussão, tem que poupar o tribunal e os abnegados que lá atuam de críticas infundadas e ou levianas. Lá não é um circo, não tem nenhum palhaço, não tem tapetão ou se faz viradas de mesa. É um lugar de respeito, de pessoas honestas e probas, capitaneadas por um Presidente, Dr Flávio Zveiter, calmo, sereno, inteligente, preocupado com julgamentos sempre técnicos e em melhorar as condições de atuação de todos, e que emprestam voluntariamente seu tempo e conhecimento em prol de um futebol sem máculas, na proporção que ele é dentro de campo e representa para nosso país e toda sociedade.

Vamos aos casos e o que eu disse e continuo dizendo e defendendo, sempre:

Em 2010 a CBF encaminhou comunicado de irregularidade de um atleta do Duque de Caxias, identificando que ele não havia cumprido impedimento automático pelo acúmulo de 3 cartões amarelos. A defesa do clube logrou êxito em demonstrar que seria impossível para saber acerca de cartões aplicados a atletas de outras agremiações, devendo constar essa informação no documento de transferência do atleta. O que fez o tribunal? Absolveu por essa razão, e não porque entendeu que se um atleta vier de outro clube transferido não deve carregar seus cartões de origem. Com o resultado desse julgamento, campeonato encerrado, quase um mês depois fui procurado pelo SporTV e disse que isso seria um caos, rediscutir um certame encerrado com um campeão já homologado e sem nenhuma irregularidade, apenas porque alguns defendiam que o precedente do Duque de Caxias possibilitava rever pontos conquistados em campo.

Daí o que eu disse de ser imoral, pois teríamos que recontar todos os cartões, e desconsiderar os cartões de atletas transferidos, mesmo que eu tivesse um prazo de 60 dias das datas dos fatos e jogos para oferecer denúncias. Seriam dezenas de clubes eventualmente punidos com perda de pontos, concordam? Afinal são muitos os atletas transferidos de um clube para outro no mesmo campeonato, sendo que todos se submetem a esse tipo de contagem de cartões, tanto que a CBF nunca jamais em tempo algum enviou a irregularidade do Tartá. Justamente porque seguiu o parâmetro correto, e esse atleta sempre cumpriu suas automáticas. Ele e, fora o do Duque, todos os demais aliás sempre desfalcaram suas equipes a cada 3 amarelos ou 1 vermelho, considerando o que fora aplicado de cartão em clubes de origem. A jurisprudência do tribunal e minha fala portanto não tem nada de incoerente, pois nunca o STJD fixou entendimento de que um cartão aplicado em clube anterior quando o atleta for transferido não pode ser considerado. Isso seria contra as normas. Apenas entendeu que NO CASO CONCRETO (o que não faz jurisprudência) o Duque não tinha como saber desses cartões se nada constava da ficha de transferência do atleta.

Difícil de entender? Com um pouco de boa vontade não E o que temos agora? Os clubes não sabiam das punições de seus atletas no tribunal? Sim sabiam, pois foram intimados para a sessão e se fizeram representar por advogados. Os atletas cumpriram suas penas? Não! E como ficam todos os atletas de 2010 e agora em 2013, para fazer um comparativo, que cumpriram suas penas e desfalcaram suas equipes? Tem reflexo técnico, seria modificar resultado de campo? Sem dúvida que sim! É disso que estamos falando. Processo, julgamento, irregularidade, cumprimento de penas para todos, sem exceção, senão causa um desequilíbrio, favorecimento indevido a quem não cumpre as penas impostas.

Em 2010 não houve irregularidade de Tartá, não houve julgamento, não houve pena. E a irregularidade do Duque não deixou de existir, apenas foi isento de culpa o clube por inexigibilidade de conduta diversa por entenderem os auditores que o clube de destino deve receber informação oficial sobre cartões aplicados em atletas transferidos de clube de origem. Abre precedente para agora? Para mim não, são casos totalmente diferentes. Temos dois atletas punidos, cujos clubes tinham ciência através de seus advogados, que simplesmente não cumpriram suas penas. Imoral? Caos? Sim, tanto em 2010 se fôssemos recontar cartões para punir todos os clubes, apenas porque o tribunal absolveu o Duque da forma como foi (sem desconsiderar o controle correto diga-se), como agora em 2013 quando atletas punidos pelo STJD, não cumpriram suas penas. Se perderem pontos, como pretende a Procuradoria, será justo porque não se trata da relevância ou fase que um jogador entrou ou não em campo, ou mesmo se ficou no banco, mas sim de tantos outros que se soubessem que não era para cumprir poderiam ter auxiliados suas equipes em campo, por melhores resultados.

Desculpem se não me fiz entender anteriormente mas é difícil lembrar de milhares de casos julgados em tantos anos de tribunal. A minha fala de 2010 na matéria do Sportv no mínimo descontextualizada. É assim mesmo, te pegam nas mais diversas situações por telefone. Hoje mesmo, em um estúdio, na Globo, para o GE, houve muita edição. Você fala 15 as vezes 20 minutos, e editam, colocam apenas poucos minutos ou segundos. Em outros programas pode sair na íntegra talvez. Tudo depende do tempo de cada programa, matérias a serem veiculadas, enfim.

Fiquem certos porém que estamos sempre tentado acertar, ser coerentes, e não camaleônicos, mudando de opinião conforme o freguês da vez. Isso é inadmissível pensar. Não temos compromisso com nossos erros, ninguém tem, e não apenas pode como deve mudar de opinião quem achar que errou no passado. Mas isso está longe, anos-luz, de ocorrer nessas comparações esdrúxulas de 2010 para 2013.

Agora vamos aos julgamentos, e que venham as defesas, acusações, as argumentações e sejam os auditores iluminados para que decidam de acordo com as provas e suas convicções, como deve ser".

Justiça acata pedido, e obras da Arena da Amazônia são interditadas

Pedido foi feito na noite deste sábado pelo MPT após morte de operário que caiu de uma altura de 40 metros durante a madrugada

Por Manaus
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A Justiça do Trabalho do Amazonas acatou o pedido do Ministério Público do Trabalho da 11ª região (MPT 11ª região), feito na noite do sábado (14), e pediu a interdição das obras no estádio da Arena da Amazônia, em Manaus, após a morte de um operário que caiu de uma altura de 40 metros durante a madrugada. A assessoria do MPT confirmou na tarde deste domingo, oficialmente, a suspensão das obras de forma parcial - já que está restrita apenas às atividades na cobertura e na fachada do estádio.
Arena da Amazônia, Manaus (Foto: Alírio Lucas)Arena da Amazônia, Manaus, teve um fim de semana marcado por duas mortes (Foto: Alírio Lucas)

Na manhã deste domingo (15), a entrega da notificação da empresa responsável pelas obras da Arena da Amazônia foi acompanhada pelos procuradores o Ministério Público do Trabalho da 11ª Região (MPT 11ª Região), Maria Nely Bezerra de Oliveira e Jorsinei Dourado do Nascimento.
O pedido de interdição imediata de todos os setores da obra da Arena da Amazônia que envolvem atividades em altura foi protocolado na tarde desse sábado, após a morte do operário.
 A Construtora responsável pela obra terá que apresentar um atestado de atendimento dos requisitos mínimos e das medidas de proteção para trabalho em altura, previstos nas Normas Regulamentadoras nº 35 e 18 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
De acordo com MPT, em caso de descumprimento do previsto, a empresa deverá pagar multa no valor diário R$ 200 mil, para o caso de descumprimento da medida judicial de interdição.
Duas mortes em um único dia
Aproximadamente seis horas após a morte do operário Marcleudo de Melo Ferreira, de 22 anos, dentro da Arena da Amazônia, outra fatalidade foi registrada neste sábado (14) nas proximidades do estádio. O encarregado do setor de pavimentação das obras do Centro de Convenções do Amazonas (CCA), José Antônio do Nascimento, 49 anos, sofreu um infarto durante o horário de trabalho e faleceu às 10h (12h em Brasília). O corpo só foi retirado do local pelo IML por volta das 14h15 (16h15 de Brasília).
- Atualizado em

'Jogo da paz' reúne mais de 10 mil na Arena Joinville, após violência em SC

Mobilizados, torcedores e moradores da cidade de Joinville se vestem de branco uma semana depois da briga entre torcedores do Vasco e do Atlético-PR pela Série A

Por Joinville, SC
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joinville, arena joinville, jec, copa sc, jogo da paz,  (Foto: Divulgação / Joinville Esporte Clube)Torcedores pintaram as arquibancadas da Arena Joinville de branco, pela paz (Foto: Divulgação / Joinville Esporte Clube)

O vermelho, do sangue, e o negro do luto, deram lugar ao branco. O branco da paz. Mais uma vez na Arena Joinville a torcida deixou o futebol em segundo plano. Desta vez, por uma boa causa. Neste domingo, ao invés dos episódios lamentáveis ocorridos há exatamente uma semana, torcedores e moradores da cidade lotaram o estádio, localizado no Norte de Santa Catarina, para incentivar a paz no futebol. Com mais de 10 mil pessoas vestidas de branco, a vitória do JEC sobre o Canoinhas foi apenas pano de fundo para um recado ao futebol brasileiro que sofre com a violência entre torcidas: ‘Isso é Joinville’.

FOTOS: Confira uma galeria de fotos da tarde memorável em Joinville
O placar de 1 a 0, em partida realizada pela Copa Santa Catarina, não significava muito para a competição. Afinal, o JEC já havia conquistado a taça, e a vaga para a Copa do Brasil de 2014, que a disputa estadual garante. Porém, depois da violência que chocou todo o Brasil, na última rodada do Brasileiro 2013, na partida entre Atlético-PR e Vasco, a população da cidade catarinense se mobilizou. (confira no vídeo ao lado alguns momentos da tarde de domingo)

Por meio de redes sociais, com rashtags - #Issoéjoinville #jogodapaz -, torcedores e moradores buscaram ao longo da última semana, uma mobilização para demonstrar ao país como um torcedor deve se portar nas arquibancadas de um estádio de futebol. Diante da má imagem deixada pelas brigas entre torcidas rivais, o desejo de recuperar a autoestima da cidade, fez também a diretoria do Joinville Esporte Clube participar da campanha.

E, com ingressos no valor de R$ 5 para os setores descobertos do estádio, 10.758 pessoas reescreveram uma história que estava manchada de sangue e de ódio. O branco, que simboliza a paz, reuniu crianças, mulheres, idosos e também cadeirantes nas arquibancadas. O gol, marcado por Fernando Vianna, aos 20 minutos do primeiro tempo, garantiu a invencibilidade do JEC e a vitória sobre o Canoinhas.
'somos um povo de paz', diz Prefeito

joinville, arena joinville, jec, copa sc, jogo da paz,  (Foto: Fronzi Press / Divulgação)Grupo do JEC recebeu a taça antes da partida (Foto: Fronzi Press / Divulgação)
Antes da partida iniciar, o Joinville recebeu das mãos do presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim Peixoto, e do prefeito da cidade, Udo Döhler, a taça de campeão da Copa Santa Catarina. O prefeito ressaltou a presença do público nas arquibancadas, pela paz nos estádios.

— Hoje estamos entregando esta taça ao nosso JEC, como uma grande homenagem, para esta cidade que veio a campo, em paz, o que aconteceu aqui foi lamentável. Quero cumprimentar o torcedor de Joinville, cumprimentar a população que comparece em massa, e em branco, para mostrar ao mundo que somos um povo de paz — disse, à rádio 89 FM, o prefeito.

Para Delfim, presidente da FCF, a torcida de Joinville deu mostras de que sabe torcer nas arquibancadas.

— A torcida de Joinville não faz o que as torcidas que vieram aqui fazem e que enojaram o estado e o país. Nós mostramos e conseguimos mostrar no tribunal que a Arena tem segurança — fez referência à absolvição do estádio, que foi julgado pelo STJD e também pela Justiça. Em ambos os casos, o estádio corria o risco de ser interditado, porém, foi absolvido das acusações.
joinville, arena joinville, jec, copa sc, jogo da paz,  (Foto: Reprodução / Twitter)Torcedores tomaram o estádio, em Joinville (Foto: Reprodução / Twitter)
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'Jogo da paz' reúne mais de 10 mil na Arena Joinville, após violência em SC

Mobilizados, torcedores e moradores da cidade de Joinville se vestem de branco uma semana depois da briga entre torcedores do Vasco e do Atlético-PR pela Série A

Por Joinville, SC
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joinville, arena joinville, jec, copa sc, jogo da paz,  (Foto: Divulgação / Joinville Esporte Clube)Torcedores pintaram as arquibancadas da Arena Joinville de branco, pela paz (Foto: Divulgação / Joinville Esporte Clube)

O vermelho, do sangue, e o negro do luto, deram lugar ao branco. O branco da paz. Mais uma vez na Arena Joinville a torcida deixou o futebol em segundo plano. Desta vez, por uma boa causa. Neste domingo, ao invés dos episódios lamentáveis ocorridos há exatamente uma semana, torcedores e moradores da cidade lotaram o estádio, localizado no Norte de Santa Catarina, para incentivar a paz no futebol. Com mais de 10 mil pessoas vestidas de branco, a vitória do JEC sobre o Canoinhas foi apenas pano de fundo para um recado ao futebol brasileiro que sofre com a violência entre torcidas: ‘Isso é Joinville’.

FOTOS: Confira uma galeria de fotos da tarde memorável em Joinville
O placar de 1 a 0, em partida realizada pela Copa Santa Catarina, não significava muito para a competição. Afinal, o JEC já havia conquistado a taça, e a vaga para a Copa do Brasil de 2014, que a disputa estadual garante. Porém, depois da violência que chocou todo o Brasil, na última rodada do Brasileiro 2013, na partida entre Atlético-PR e Vasco, a população da cidade catarinense se mobilizou. (confira no vídeo ao lado alguns momentos da tarde de domingo)

Por meio de redes sociais, com rashtags - #Issoéjoinville #jogodapaz -, torcedores e moradores buscaram ao longo da última semana, uma mobilização para demonstrar ao país como um torcedor deve se portar nas arquibancadas de um estádio de futebol. Diante da má imagem deixada pelas brigas entre torcidas rivais, o desejo de recuperar a autoestima da cidade, fez também a diretoria do Joinville Esporte Clube participar da campanha.

E, com ingressos no valor de R$ 5 para os setores descobertos do estádio, 10.758 pessoas reescreveram uma história que estava manchada de sangue e de ódio. O branco, que simboliza a paz, reuniu crianças, mulheres, idosos e também cadeirantes nas arquibancadas. O gol, marcado por Fernando Vianna, aos 20 minutos do primeiro tempo, garantiu a invencibilidade do JEC e a vitória sobre o Canoinhas.
'somos um povo de paz', diz Prefeito

joinville, arena joinville, jec, copa sc, jogo da paz,  (Foto: Fronzi Press / Divulgação)Grupo do JEC recebeu a taça antes da partida (Foto: Fronzi Press / Divulgação)
Antes da partida iniciar, o Joinville recebeu das mãos do presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim Peixoto, e do prefeito da cidade, Udo Döhler, a taça de campeão da Copa Santa Catarina. O prefeito ressaltou a presença do público nas arquibancadas, pela paz nos estádios.

— Hoje estamos entregando esta taça ao nosso JEC, como uma grande homenagem, para esta cidade que veio a campo, em paz, o que aconteceu aqui foi lamentável. Quero cumprimentar o torcedor de Joinville, cumprimentar a população que comparece em massa, e em branco, para mostrar ao mundo que somos um povo de paz — disse, à rádio 89 FM, o prefeito.

Para Delfim, presidente da FCF, a torcida de Joinville deu mostras de que sabe torcer nas arquibancadas.

— A torcida de Joinville não faz o que as torcidas que vieram aqui fazem e que enojaram o estado e o país. Nós mostramos e conseguimos mostrar no tribunal que a Arena tem segurança — fez referência à absolvição do estádio, que foi julgado pelo STJD e também pela Justiça. Em ambos os casos, o estádio corria o risco de ser interditado, porém, foi absolvido das acusações.
joinville, arena joinville, jec, copa sc, jogo da paz,  (Foto: Reprodução / Twitter)Torcedores tomaram o estádio, em Joinville (Foto: Reprodução / Twitter)

Jogador do Raja desdenha de Ronaldinho e garante que vai à final

Vivien Mabide diz que não teme craque brasileiro e questiona seu momento: ‘Não é mais aquele que jogava no Barcelona. É só nome hoje’

Por Direto de Agadir, Marrocos
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Mabide Raja Casablanca (Foto: Reuters)Mabide, do Raja Casablanca, não teme encontro
com Ronaldinho Gaúcho (Foto: Reuters)
Personalidade não falta a Vivien Mabide, 31 anos, meio-campista reserva e um dos líderes do elenco do Raja Casablanca. Depois de ir a campo no segundo tempo da vitória de 2 a 1 sobre o Monterrey, do México, o jogador da equipe marroquina garantiu que seu time também passará pelo Atlético-MG e irá à final do Mundial. E desdenhou de Ronaldinho Gaúcho.

O atleta da seleção da República Centro-Africana, e que defende o Raja Casablanca desde o ano passado, foi questionado sobre a oportunidade de duelar com o craque do Galo na próxima quarta-feira. E fez pouco caso. Afirmou que o atual Ronaldinho não tem relação com aquele que se tornou o melhor do mundo no Barcelona.

- Eu já enfrentei Messi. Se já enfrentei Messi, como vou temer Ronaldinho? Ele não é mais aquele Ronaldinho que jogava no Barcelona. É só nome hoje - afirmou.

A confiança é mais escancarada ainda quando o jogador fala sobre a oportunidade de disputar a decisão. Mabide se mostra convicto de que o Raja Casablanca vai passar pelo Atlético-MG.

- Por que não? Vamos chegar à final. Penso que vamos, sim. Confio nisso.

Atlético-MG e Raja Casablanca duelarão na próxima quarta-feira, em Marrakesh, em busca de vaga na decisão do Mundial. O vencedor pegará na final o ganhador do jogo entre o Bayern de Munique, da Alemanha, e o Guanghzou Evergrande, da China.
Mabide, Raja Casablanca x CF Monterrey (Foto: Getty Images)Mabide acredita que Raja pode vencer o Galo e chegar à final do Mundial (Foto: Getty Images)

No Jungle Fight 63, Rodrigo 'Monstro' quer usar torcida contra mexicano

Para último evento de 2013, meio-médio paraense quer aproveitar energia do público para vencer Gabriel 'Gorilla' pelo cinturão da categoria até 77kg

Por Rio de Janeiro
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No dia 21 de dezembro, em Belém (PA), o Jungle Fight 63 encerra o ano de 2013 com duas disputas de cinturões, nas categorias meio-médio (até 77kg) e galo feminino (até 61kg). Atleta da casa, Rodrigo "Monstro" terá a honra de terminar a temporada em grande estilo diante do mexicano Gabriel "Gorilla", na luta principal da noite. Entusiasmado com a oportunidade logo em sua segunda luta no evento, o paraense comentou como pretende usar a energia da torcida em seu primeiro duelo internacional.
- Estou muito feliz com essa chance. Treinei muito para essa luta, estou pronto para deixar esse cinturão aqui em Belém. Sei que não será uma luta fácil, mas acho que a energia da torcida tem tudo para jogar ao meu favor. O MMA no Pará, e em toda região Norte do Brasil, tem muita força. Tenho consciência da minha responsabilidade e sei que quando entrar dentro do cage, serei eu e meu adversário, mais ninguém. Preciso estar muito focado para conseguir essa vitória -  disse Rodrigo "Monstro".
Rodrigo "Monstro" Jungle Fight 57 (Foto: Divulgação)Rodrigo "Monstro" disputa cinturão dos meio-médios no Jungle Fight 63 (Foto: Divulgação)
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Após estudar o jogo do adversário e de estratégia traçada, o atleta da Trator Team atribui ao jogo em pé o maior perigo do mexicano. Confiante, Rodrigo se diz pronto para neutralizar as qualidades de "Gorila" para sair como campeão de dentro da arena.
- O meu adversário é muito bom na parte em pé e tem a mão pesada. Vou precisar tomar bastante cuidado, já que ele também põe bem para baixo. Apesar dele ser um bom atleta, eu também tenho minhas armas e sei como fazer para o meu jogo prevalecer. Estou muito confiante para essa disputa de cinturão. Lutar no Jungle Fight significa muito, é uma grande porta, muitas pessoas vão poder assistir minha luta - falou o lutador.
Com Lyoto Machida e seu irmão, Michel "Trator", como exemplos no esporte, Rodrigo "Monstro" busca progredir e aumentar seu cartel como profissional de MMA que conta com sete vitórias e apenas uma derrota. Sua estreia no evento foi no Jungle fight 57, quando derrotou Ederson Macedo por finalização aos 53s do primeiro round.
JUNGLE FIGHT 63
21 de dezembro de 2013 - Ginásio da UEPA, Belém (PA)
CARDO OFICIAL
Rodrigo “Monstro” x Gabriel "Gorilla" Toussaint  - disputa do cinturão dos meio-médios
Larissa Moreira Pacheco x Irene Aldana “Robles”  - disputa do cinturão feminino dos pesos-galos
Marcio Gemaque x José Suavessito
Rivaldo Junior x Antonio Da Silva "Titan"
Michel “Psicopata de Jesus” x Joel “Aranha” Silva
Douglas da  Silva " D'Silva " x Thiago Passos
Junior "Boya"x Francis John
Rafael "Rafa thai " da Silva x Breno Moura “Zeca Urubu”
Robert "Pato" Fonseca x Paulo Victor “Cabal” Lisboa
Iago Gomes Souto x Nildo Katchal

Mesmo gripado, Chad Mendes vence quinta seguida desde revés para Aldo

Americano começa a mil, balança Nik Lentz na trocação, mas sente cansaço e diminui o ritmo. Ainda assim, derrota rival por decisão unânime dos jurados

Por Sacramento, EUA
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Nem uma forte gripe foi suficiente para atrapalhar a boa fase de Chad Mendes. O peso-pena americano derrotou o compatriota Nik Lentz por decisão unânime dos jurados  (30 a 27, 30 a 27 e 29 a 28) no "UFC Fight Night: Johnson x Benavidez", na noite deste sábado, em Sacramento (EUA), e chegou a cinco vitórias seguidas desde que perdeu para o campeão da categoria, o brasileiro José Aldo, em janeiro de 2012 - as quatro anteriores foram por nocaute. Mas é fato que o problema de saúde foi nitidamente ruim para o gás de Chad, que foi com tudo para nocautear no início e, como não conseguiu, demonstrou bastante cansaço ao longo do duelo e utilizou as quedas para tentar recuperar o ar. Após a luta, ele comunicou ao matchmaker do Ultimate Joe Silva que estava gripado e não teve uma boa noite de sono, conforme revelou o presidente Dana White no Twitter.
Mendes soltou a mão pesada logo no primeiro minuto e acertou Nik Lentz, que sentiu e andou para trás. O atleta do Team Alpha Male foi para cima e disparou mais golpes, mas o adversário resistiu e ainda contra-atacou. Lentz aceitou o duelo em pé, avançou e tomou um gancho. Mendes, na sequência, botou para baixo, mas logo se levantou. Lentz encaixou um jab, mas não balançou o rival, e mandou um chute alto que passou perto. Mendes derrubou mais uma vez. Quando se levantaram, ele acertou bom gancho.
No segundo round, Lentz emendou boa combinação em pé. O ritmo da trocação diminuiu bem, com os dois se respeitando mais, e Mendes derrubou mais duas vezes, ambas sem trabalhar o ground and pound e apenas se mantendo por cima. Lentz pedalou e jogou o oponente para longe, mas sofreu nova queda. Na parte final, Mendes já estava bem cansado.
Ainda bem fisicamente, Lentz voltou agressivo para o terceiro assalto, conectou bons chutes e caçou Mendes na trocação. Chad tentou quedar, mas dessa vez ficou na defesa. Ele enfim derrubou, e nada fez. Lentz encaixou bom cruzado de esquerda. Num último gás, Chad soltou uma joelhada voadora que desequilibrou o oponente e, no chão, partiu para o estrangulamento. Lentz se defendeu, e a decisão ficou nas mãos dos jurados. Melhor para o ex-desafiante ao título e talvez futuro candidato novamente, possivelmente contra o vencedor de Aldo x Ricardo Lamas.
Joe Lauzon vence Mac Danzig com tranquilidade
Após sofrer duas derrotas, o peso-leve Joe Lauzon voltou a vencer no UFC contra Mac Danzig. O americano trabalhou bem as quedas e o ground and pound e derrotou o compatriota por decisão unânime dos jurados (triplo 30 a 27). Lauzon botou para baixo logo no primeiro minuto. Danzig tentou sair, e o adversário pegou seu braço para tentar a chave. Quando o golpe parecia bem encaixado, Danzig se defendeu e saiu da posição. Os dois se levantaram, e Danzig botou Lauzon com as costas na grade. O duelo ficou travado na parte final, e Lauzon quedou o rival mais uma vez, só que sem muita efetividade. O segundo round foi bem morno, com uma troca de socos lenta que fez o público vaiar o combate. Lauzon, então, voltou a botar para baixo e machucou o rosto de Danzig com boas cotoveladas no ground and pound. Com um grande sangramento, Danzig enfrentou dificuldades para enxergar. Lauzon esboçou uma chave de braço, mas o tempo de esgotou. E o terceiro assalto foi bem parecido com o anterior, com Lauzon quedando o oponente e trabalhando as cotoveladas após momentos de trocação nada empolgante. No fim, Lauzon engatilhou outra chave de braço, mas perdeu a pegada.

Curtinhas: Dana vai à pesagem com camisa que 'pede' Hunt x Pezão II

Dirigente exibiu a estampa durante a pesagem oficial para o UFC: Johnson x Benvidez. Pedro Rizzo posta foto de treino com Anderson e diz: 'Está pronto'

Por Rio de Janeiro
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Um dos maiores entusiastas da luta entre Mark Hunt e Antônio Pezão, dia 7 de dezembro, na Austrália, Dana White apareceu na pesagem oficial do UFC Fight Night Combate: Johnson x Benavidez nesta sexta-feira com uma camisa fazendo referência à batalha épica dos pesos-pesados. E apesar de ter dito que não acreditava em um segundo encontro entre o brasileiro e o neozelandês tão cedo, o dirigente exibiu na estampa o nomes dos lutadores e o número dois no centro, como se "pedisse" por um novo duelo.
Em entrevista ao Combate.com recentemente, Antônio Pezão confirmou que, apesar de ter sido o combate mais difícil de sua carreira, não poderia esperar o tempo de recuperação de Mark Hunt, que ficará seis meses parado. Entretanto, o peso-pesado brasileiro deixou aberta a possibilidade de nova luta com o neozelandês posteriormente.
Dana Pesagem UFC (Foto: Evelyn Rodrigues)Dana White demonstrou seu desejo em uma nova luta entre Mark Hunt e Antonio Pezão na camisa em qu usou na pesagem do UFC: Johnson x Benavidez (Foto: Evelyn Rodrigues)
- Amo o que faço. Gosto de lutar e já estou com 34 anos. Não posso ficar aí esperando. O Hunt vai ficar seis meses parado, depois levaria mais dois ou três se preparando para a luta. É muito tempo, eu ficaria 2014 todo esperando. Vou fazer algumas lutas e depois, se o UFC achar que deve fazer a revanche, podemos ver - disse Pezão.
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Pedro Rizzo diz que Anderson Silva está pronto para o UFC 168
Pedro Rizzo e Anderson Silva mma (Foto: Facebook)Pedro Rizzo e Anderson Silva mma (Foto: Facebook)
Treinador de muay-thai de Anderson Silva, Pedro Rizzo postou em sua conta particular no Facebook uma foto do treino com o ex-campeão peso-médio do UFC. Na legenda, Rizzo garantiu que o Spider já está pronto para aquela que é considerada a luta mais aguardada da história do Ultimate dia 28 de dezembro, no UFC 168, em Las Vegas (EUA), contra o americano Chris Weidman.
- Anderson está pronto. Agora é só esperar o dia. Tenho certeza da vitória...rumo a vitória!!!! - postou Pedro Rizzo.
Ultimate anuncia Al Iaquinta contra Kevin Lee no UFC 169
Nesta sexta-feira, o Ultimate revelou mais uma luta para o card do UFC 169, dia 1º de fevereiro de 2014, em Newark (EUA). O peso-leve Al Iaquinta enfrenta o estreante na organização Kevin Lee.
Aos 26 anos, Al Iaquinta possui um cartel de sete vitórias, duas derrotas e um empate. O lutador vem de duas vitórias seguidas no UFC, já que bateu Ryan Couture e Piotr Hallmann, em agosto e outubro, respectivamente. Já Kevin Lee chega ao evento invicto como profissional de MMA, com seis vitórias em seis lutas disputadas.
UFC 169
1º de fevereiro de 2014, em Newark (EUA)
CARD DO EVENTO
Dominick Cruz x Renan Barão
José Aldo x Ricardo Lamas
Frank Mir x Alistair Overeem
Chris Cariaso x Kyoji Horiguch
Nick Catone x Tom Watson
John Makdessi x Alan Nuguette
Al Iaquinta x Kevin Lee

Em nova polêmica, Dana White afirma que Askren não tem 'perfil do UFC'

Dirigente rebate acusações do meio-médio de que teria sido imaturo ao colocar sua rivalidade com Bjorn Rebney como empecilho para sua contratação

Por Rio de Janeiro
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Após a novela envolvendo o destino de Ben Askren ter sido finalizada com o anúncio do ex-campeão do Bellator como novo lutador do evento asiático ONE FC, outra polêmica entre o meio-médio e Dana White, presidente do UFC, parece estar sendo criada. Isto porque após meses de negociações depois de se desligar da organização de Bjorn Rebney, Ben Askren viu negada sua ida ao Ultimate e passou a colocar White como o responsável por isso.
- Eu acho que Lorenzo não deixou seu ego se envolver nisso. Ele é um pouco mais maduro e não tem tantos problemas com o Bellator quanto Dana. Acho que Lorenzo foi a favor para que eu fosse para o UFC, mas Dana é tão imaturo que coloca uma rivalidade com o Bellator e Bjorn Rebney no meio de um negócio, que é colocar os melhores do mundo no octógono para lutarem. Isso é uma loucura - disse Ben Askren ao site "MMA Fighting".
Dana White UFC MMA (Foto: Evelyn Rodrigues)Para Dana White, Ben Askren não tem perfil de lutador do UFC (Foto: Evelyn Rodrigues)
Ao mesmo site, Dana White explicou seu ponto de vista após a polêmica reunião com o meio-médio nesta semana e disse que os motivos que levaram Ben Askren a não seu um lutador do UFC foi o perfil do atleta para a organização.
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- Ouvi algumas coisas negativas que ele disse, especialmente sobre mim. Mas primeiro de tudo, nós não pedimos essa reunião com Ben. Foi ele que quis se reunir com a gente. E isso é um negócio e um esporte. Nós trazemos os melhores caras do mundo, eles lutam, eles se tornam campeões, mas isso continua sendo um negócio. E quero fazer negócios com caras que queiram fazer parte disso com você. Caras que estejam felizes. E eu só posso dizer que Ben Askren não é um desses caras e não tem um perfil de lutador do UFC - falou Dana White, que completou:
- Tenho escutado muita estupidez sobre a razão dele ter ido para o ONE FC. Parece que ele soube que eu queria que ele fosse para o World Series of Fighting (WSOF). Mas ele pode lutar onde ele quiser que eu não me importo. Eu queria ele no WSOF? Eu não me importo nada com isso, pessoalmente. Mas existe competição no WSOF, o que não acontecia no Bellator. Eu nem sabia que ainda existia o ONE FC. Não estou ofendendo eles (ONE FC), mas eu realmente não sabia que eles ainda estavam no negócio. No WSOF existe competição, mas me parece que Ben Askren quer ficar lutando, fazendo algum dinheiro e sinceramente, ele não é tipo de lutador para o UFC - disse Dana White.

Gustafsson vence torneio virtual e divide capa de game com Jon Jones

Lutador sueco supera nomes como Miesha Tate, Chael Sonnen e Georges St-Pierre, este na final, para estrelar capa de jogo eletrônico em 2014

Por Sacramento, EUA
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Após mais de um mês de disputa virtual, Alexander Gustafsson foi escolhido pelos internautas e será capa do jogo do UFC para videogame ao lado do campeão peso-meio-pesado, Jon Jones. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, na Califórnia (EUA), antes da pesagem oficial do "UFC Fight Night: Johnson x Benavidez", e contou apenas com a presença do americano, pois o sueco teve um problema em seu voo. Na final do torneio, Gustafsson derrotou Georges St-Pierre, que anunciou hoje sua renúncia ao cinturão da categoria meio-médio do Ultimate.
Game UFC MMA (Foto: Evelyn Rodrigues)Anúncio da capa do game do UFC em 2014: Jon Jones e Gustafsson (Foto: Evelyn Rodrigues)
Curiosamente, Jones e Gustafsson fizeram uma das lutas mais empolgantes deste ano, quando o americano sofreu para derrotar o sueco por decisão unânime, no UFC 165, dia 21 de setembro, em Toronto, Canadá.
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Com 11 milhões de fãs votando desde o dia 4 de novembro, todos os campeões do Ultimate estiveram na disputa, exceção feita ao dono do cinturão dos pesos-pesados, Cain Velásquez. O detentor do título dos pesos-penas, José Aldo, e o número um no ranking oficial do UFC dos pesados, Junior Cigano, foram os representantes nacionais da competição. Anderson Silva, ex- campeão peso-médio, foi uma das ausências mais sentidas, ao lado de grandes nomes do esporte como Vitor Belfort e Rodrigo Minotauro. Renan Barão, campeão interino dos pesos-galos, também não foi relacionado para o torneio virtual.
UFC video game combates (Foto: Divulgação)Na primeira rodada eliminatória, Gustafsson venceu Daniel Cormier (Foto: Divulgação)
Para ser campeão do torneio, Alexander Gustafsson derrotou inicialmente Daniel Cormier nas oitavas de final. Posteriormente, o sueco venceu Miesha Tate nas quartas de final, e nas semifinais, a vitória veio sobre Chael Sonnen, um dos lutadores mais populares da organização.

Josh Thomson encara fãs mirins antes da pesagem em Sacramento

Atleta atende torcida e comenta seu futuro na divisão dos leves do Ultimate

Por Sacramento, EUA
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Atual número quatro no ranking dos pesos-leves do UFC, Josh Thomson participou de um quadro de perguntas e respostas com fãs antes da pesagem desta sexta-feira, na Sleep Train Arena, em Sacramento, nos EUA. Escalado originalmente para desafiar o campeão da divisão, Anthony Pettis, no card desse sábado, Thomson viu o duelo ir por água abaixo depois que Pettis lesionou o joelho e foi retirado do card. Agora ele enfrenta o ex-campeão da divisão, Ben Henderson, no card principal do dia 25 de janeiro, em Chicago (EUA).
Questionado por uma fã se chegou a pensar em se recusar a lutar antes da recuperação de Pettis, para não perder a chance ao cinturão, Josh explicou que a decisão foi mais fácil do que pensava:
Josh Thomson encara criancas UFC MMA (Foto: Evelyn Rodrigues)O 'desafiante' não se intimidou com Thomson (Foto: Evelyn Rodrigues)
- A opção de não ter outra luta e esperar o Anthony durou dois segundos. Quando eu perguntei quanto tempo o Anthony ficaria afastado e me responderam 10 meses, eu disse “Não. Ok eu tenho que lutar”. Eu enfrentei o Nate Diaz em abril e quero que os fãs me  mantenham na memória recente deles e, para isso, eles têm que me ver em ação. E, no final das contas, eu realmente amo lutar e entrei aqui para fazer isso. Eu sei que eu esperei a minha carreira inteira para lutar por aquele cinturão, mas eu não quero perder outros 10 meses, pois significa que eu teria que ficar quase um ano e oito meses sentado do lado de fora esperando por essa luta. Eu sei que posso estar me despedindo dos meus sonhos, mas eu amo lutar e amor fazer isso todos os dias. - declarou, explicando que não se importa se não tiver a chance ao cinturão logo depois dessa luta:
- Eu não tenho esse direito de escolher, mas se eu pudesse escolher quem enfrentaria depois desse duelo, sem contar o Anthony, talvez o Nate de novo. Eu posso garantir o meu  pagamento.
O ex-campeão do Strikeforce já enfrentou Gilbert Melendez três vezes na organização, levando a pior em duas lutas. Perguntado por um fã se ainda se sente na obrigação de vencê-lo no UFC, o lutador desconversou:
- Já passou, não é mais tão importante, até porque tem tanta gente para eu enfrentar. Eu só quero ter certeza que vou ser o primeiro ex-lutador do Strikeforce a conquistar aquele cinturão.
Josh Thomson (Foto: Evelyn Rodrigues)O americano brincou com as crianças, mas também
falou sério no evento (Foto: Evelyn Rodrigues)
Outro fã perguntou a Josh quem oferecia mais perigo a ele, Henderson ou Pettis:
- Eu tenho muito respeito pelo Pettis e pelo Ben, os dois são lutadores muito talentosos. Falando de estilos, acho que o Henderson seria mais perigoso para mim, porque eu precisaria me preocupar com tudo o que ele pode trazer para o jogo. Com o Pettis, eu acho que eu tive uma boa estratégia durante as primeiras 4 semanas de preparação para esse camp, mas eu acho que há bastante espaço que eu posso explorar no jogo dele para vencer.  Então para mim, o Ben é mais uma partida de xadrez e eu tenho que jogar de forma mais cautelosa. Ele é bom no chão, tem um excelente wrestling, é canhoto - seus golpes vêm em ângulos diferentes.
As crianças da plateia deram um show à parte. Uma delas perguntou ao americano o que poderia fazer para entrar no UFC quando ficasse mais velha:
- Quantos anos você tem?  - perguntou o lutador?
- Cinco - respondeu o menino.
- Então você deveria começar treinando wrestling.
Quando a criança respondeu que já fazia isso, Thomson soltou um sorriso e respondeu:
- Muito bem. Continue treinando wrestling até os seus 10 anos de idade, e aí comece a trabalhar o boxe -  sem contato direto, só para ajudar a desenvolver sua mente - e parta de lá.
Ao final da sessão que durou em torno de 30 minutos, Thomson aceitou o desafio de um fã adolescente, que queria tirar uma foto de encarada, e aproveitou para chamar todas as crianças presentes para fazerem o mesmo. A atitude gerou encaradas divertidas, com as crianças tentando fazer caretas e imitar o estilo do lutador no momento do olho no olho.