terça-feira, 22 de julho de 2014

Bandeira diz respeitar organizadas e garante: "Queda não vai acontecer"

Presidente do Fla condena agressão a André Santos, mas cita que há "gente bem intencionada entre torcedores", explica alto gasto com folha e promete time na Série A

Por Rio de Janeiro
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Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo (Foto: Fabrício Marques)Eduardo Bandeira de Mello garante que Fla não vai cair na Série A (Foto: Fabrício Marques)
O Flamengo vive em estado de ebulição, é pressão de tudo quanto é lado, mas Eduardo Bandeira de Mello segue sereno, como de costume. Apesar de admitir viver o pior momento em 19 meses de gestão, o presidente rubro-negro tenta manter a calma e o equilíbrio para tirar o clube do buraco onde se encontra no futebol e corre riscos de retornar até mesmo em termos financeiros. A fala mansa e pausada são características de sua personalidade e também vão ao encontro de uma certeza do mandatário: o Fla não disputará a segunda divisão do Brasileirão em 2015. Otimismo traduzido em palavras, por mais que a tabela apresente a última colocação na competição.
- A queda não vai acontecer. Até porque, a queda traz consequências econômicas e tenho certeza de que não vai acontecer. Agora, acho que não é necessário fazer nenhum tipo de loucura, de irresponsabilidade. Não é algo da minha natureza ou das pessoas que estão no Flamengo. Estamos tentando mudar a imagem do clube, a imagem de mau pagador. Pagar impostos não é uma questão de opção de financiamento. Acho que isso é uma coisa que devemos praticar como cidadãos e como clube. A queda não vai acontecer. Estamos trabalhando para isso.
O fraco desempenho em campo tem transformado tudo que cerca do departamento de futebol em uma espécie de campo minado. Qualquer passo em falso pode resultar na explosão de uma bomba. Na derrota para o Internacional, no Beira-Rio, foi assim, e a vítima foi André Santos. Primeiro, foi agredido por torcedores. Depois, revelou ter ouvido da diretoria a decisão de que seu contrato será rescindido. Realidade que Bandeira de Mello não confirma, mas também não nega sob justificativa de que "todos vivem constante avaliação".
Avaliação que obriga também Ney Franco a vencer o Botafogo, domingo, no Maracanã, para seguir no cargo de treinador. O que não muda no Flamengo é a chamada política de austeridade. Bandeira deixou claro que não fará nenhum tipo de loucura para reforçar a equipe. A folha salarial atual, no entanto, aponta para números astronômicos, que não condizem com o futebol apresentado em campo. No total, quase R$ 9 milhões são gastos por mês, com cerca de R$ 5 milhões destinados ao elenco atual. O presidente se justifica:
- É claro que é muito, mas não existe outra alternativa. A nossa folha, sem esses penduricalhos todos do passado, não é grande em relação aos outros principais clubes brasileiros. Se formos olhar os 12 grandes, eles não têm uma folha inferior. Alguns são muito superiores. O que tentamos fazer é minimizar esse custo com boas negociações. Temos conseguido isso ao longo do tempo. Algumas negociações não foram bem sucedidas, mas isso acontece com todos os clubes. Nossa filosofia é de sempre buscar o melhor pagando o menos possível.
Bandeira de Mello aproveitou o longo bate-papo com o Globoesporte.com, na sala de presidência da Gávea, nesta terça-feira, para falar ainda dos protestos de torcedores no último fim de semana. Fosse no embarque e no desembarque no Galeão, para partida com o Inter, ou após o revés no Sul, o tom foi de hostilidade, com muitas cobranças e ofensas verbais, além da já citada agressão a André Santos. O mandatário, por sua vez, evitou generalizar nas condenações e manteve o tom cordial ao falar de torcidas organizadas.
- Temos que estar preparados para conviver com isso. Sou torcedor de arquibancada e conheço esses movimentos. Temos que respeitar. Afinal de contas, no movimento de torcida organizada há gente muito bem intencionada (...) O que aconteceu com o André Santos foi extremamente desagradável, é condenável, e tenho certeza que não partiu da direção das organizadas. Sem contar que estamos falando de um jogador que estava defendendo o Flamengo. Por mais que parte da torcida possa ter restrição, violência não é o caminho e nada justifica um gesto brutal e covarde.
Eduardo Bandeira de Mello falou ainda sobre a dívida de R$ 80 milhões por conta de correção na conversão de valores em transferências de jogadores na década de 90 que bloqueou o pagamento do patrocínio da Caixa Econômica Federal, e admitiu que é necessário abreviar um acordo para que as Certidões Negativas de Débito não fiquem em risco. Na conversa, avaliou também as 24 contratações do clube em duas gestão e explicou o rumo político rubro-negro, com o distanciamento de figuras determinantes para a tão propagada Chapa Azul.

Confira a íntegra da entrevista:
Este momento que o Flamengo está vivendo é o mais delicado de toda sua gestão? Como o presidente do clube avalia a realidade atual?
- É o momento mais delicado, principalmente porque, acima de tudo, sou torcedor. Ver o time em último lugar no campeonato é extremamente desagradável para o torcedor. O presidente sabe que muita coisa está sendo feita para reverter essa situação, que, com certeza, será revertida. Temos informações que nos permitem avaliar tudo que aconteceu neste início de campeonato e o que pode acontecer. Temos a consciência de que as coisas estão sendo bem tocadas. Para o torcedor, é difícil conviver com uma situação dessas e é preciso conviver com outros torcedores, como amigos, filhos, irmãos...
Protesto torcida desembarque flamengo Galeão (Foto: André Durão)Torcida protesta contra o time (Foto: André Durão)
A situação chegou a um ponto extremo, onde novas decepções podem gerar episódios ainda mais delicados. Qual sua posição a respeito de todos os protestos que aconteceram nos últimos dias e como isso influencia na tomada de decisões?
- Temos que estar preparados para conviver com isso. Sou torcedor de arquibancada e conheço esses movimentos. Temos que respeitar. Afinal de contas, no movimento de torcida organizada há gente muito bem intencionada. Outro dia me entregaram um manifesto pedindo uma série de coisas e fiquei impressionado de ver que não tinha nada que fosse em benefício próprio, nenhum pedido de ingresso, viagem de graça... Foram todas colocações que podemos concordar ou não, mas reivindicações sobre o time, ao desempenho, a imagem do Flamengo. As pessoas que me abordaram no embarque foram educadas. Ninguém me tratou mal ou xingou. Claro que a situação de estar em último desagrada a todos, mas não vi problema da organização das torcidas. O que aconteceu com o André Santos foi extremamente desagradável, é condenável, e tenho certeza que não partiu da direção das organizadas. Até porque, é algo que pode prejudicar muito o Flamengo, gerar punições. Sem contar que estamos falando de um jogador que estava defendendo o Flamengo. Por mais que parte da torcida possa ter restrição, violência não é o caminho e nada justifica um gesto brutal e covarde.
Como você vê o risco de rebaixamento do Flamengo atualmente? É algo que já assusta ou ainda há muito tempo pela frente?
- Nós temos que estar sempre preocupados. Pela minha natureza, sou sempre assim. Podia estar em segundo lugar que ia me preocupar com a possibilidade de não chegar em primeiro. Temos que estar sempre alerta e agindo para que nenhuma ameaça se concretize. Tenho plena confiança de que vamos sair dessa situação, vamos nos recuperar. Dizer que não estou preocupado seria contrariar minha natureza. Sou paranoico por excelência.
Um risco mais forte de queda pode fazer com que o Flamengo mude a conduta de administração desta gestão ou mesmo que isso aconteça é algo que não fará com que o clube tome medidas por maiores investimentos?
- A queda não vai acontecer. Até porque, a queda traz consequências econômicas e tenho certeza de que não vai acontecer. Agora, acho que não é necessário fazer nenhum tipo de loucura, de irresponsabilidade. Não é algo da minha natureza ou das pessoas que estão no Flamengo. Estamos tentando mudar a imagem do clube, a imagem de mau pagador. Pagar impostos não é uma questão de opção de financiamento. Acho que isso é uma coisa que devemos praticar como cidadãos e como clube. A queda não vai acontecer. Estamos trabalhando para isso. Medidas que vamos tomar que não estavam no nosso radar é abaixar o valor dos ingressos para o jogo com o Botafogo, será bem inferior. Podemos manter essa política, mesmo sabendo que é algo que vai nos causar contratempos do ponto de vista financeiro. É um sacrifício que precisa ser feito e quero pedir para o torcedor comparecer. Quem puder, que prestigie o sócio-torcedor para compensar essa perda de receita. Não é nem questão de ter direito de pedir, mas como presidente e torcedor gostaria de ver nossa torcida comparecendo e apoiando. Nada vai ser mais decisivo na recuperação do que esse apoio. A torcida pode ter restrições ao time , que certamente não está com um bom desempenho ao longo do campeonato, mas nada nos fará melhorar sem esse apoio.
Mas a diretoria diminui o preço para atrair o torcedor. Se a situação ficar melhor no Brasileiro e o time chegar novamente nas fases finais da Copa do Brasil, é um valor que pode ser mantido até como forma de gratidão?
- Podemos conversar. Não tinha pensado nisso. Acho que o que a torcida quer mesmo é ver o time vencedor. Se superarmos essa fase e conseguimos chegar no período decisivo da Copa do Brasil, como estava na final do ano passado... Mesmo com o aumento dos preços a resposta da torcida foi excelente. O que pretendemos dar em contribuição é uma recompensa interessante no ponto de vista técnico e de vantagem.
 Temos que estar preparados para os contratempos, mas não vamos mudar a nossa conduta
Eduardo Bandeira de Mello
No ponto de vista financeiro, o clube também tem tido problemas desde a revelação da nova dívida, tanto que há atrasos e o pagamento da Caixa está retido. Qual a situação de momento?
- Temos que estar preparados para os contratempos, mas não vamos mudar a nossa conduta de responsabilidade. Daqui a algum tempo, ninguém vai se lembrar disso, porque vamos conseguir controlar esse problema. Estamos trabalhando muito para em breve ter retomado o pagamento da Caixa, o que vai nos permitir voltar para uma relação relativamente confortável. São coisas que acontecem. A diferença é que em outros clubes a pessoa diz que não vai pagar mais os impostos, etc... No caso do Flamengo, estamos com esse problema, mas não deixamos de pagar um centavo de imposto. Até para mostrar para torcida que damos o exemplo, mas também para o Governo que não alteramos a filosofia.
Essa dívida coloca em risco de alguma maneira as CNDs?
- Poderia colocar se a coisa se estender por algum tempo, mas esperamos que nas próximas semanas tudo esteja equacionado.
Vocês tentam a redução ou o parcelamento desta dívida?
- Estamos buscando alternativas. Alguns clubes tiveram este mesmo tipo de cobrança e conseguiram provar na Justiça que era indevido. Podemos partir para o mesmo caminho, mas todas as alternativas estão sendo consideradas. O importante é que nenhuma dívida deixa de ser paga.
O Flamengo adota o discurso de austeridade, mas apresenta uma folha salarial no departamento de futebol de R$ 9 milhões, sendo cerca de R$ 5 milhões só com o elenco atual. Esse valor não é muito alto?
- É claro que é muito, mas não existe outra alternativa. A nossa folha, sem esses penduricalhos todos do passado, não é grande em relação aos outros principais clubes brasileiros. Se formos olhar os 12 grandes, eles não têm uma folha inferior. Alguns são muito superiores. O que tentamos fazer é minimizar esse custo com boas negociações. Temos conseguido isso ao longo do tempo. Algumas negociações não foram bem sucedidas, mas isso acontece com todos os clubes. Nossa filosofia é de sempre buscar o melhor pagando menos possível.
Das 24 contratações realizadas na sua gestão, podemos dizer que apenas Elias e Paulinho deram certo. Você diria que muitos investimentos foram errados?
- Não concordo com essa análise. Praticamente todos os clubes fizeram números semelhantes. Trouxemos esses jogadores, mas dispensamos outros tantos. O que houve foi uma renovação do elenco. Achar que só o Elias deu certo é um exagero. O Wallace deu certo e virou titular, o Léo, lateral-direito, está contundido, mas foi eleito o melhor do Brasileiro, os dois que contratamos agora (Canteros e Eduardo) são de renome internacional, o Alecsandro foi o artilheiro do Carioca, o próprio Hernane, que veio da gestão anterior, o clube tinha perdido a contratação e tivemos que contratar de novo, o Paulinho... Alguns outros, como o próprio André Santos, que foi importante na campanha da Copa do Brasil. Outros vieram para compor elenco, entram e saem do time e têm um potencial grande, caso do Gabriel, do Bruninho, que está emprestado e pode dar certo.
Ney Franco no treino do Flamengo (Foto: Marcos Tristão / Agência O Globo)Trabalho de Ney Franco é questionado pela torcida (Foto: Marcos Tristão / Agência O Globo)
A diretoria optou pela continuidade do Ney Franco e medidas devem ser tomadas para que o time mude o panorama atual. Temos a informação de que foi decidido que o André Santos terá o contrato rescindido, além de outros nomes. Como presidente, como você vê isso? A troca de peças é a melhor alternativa?
- A troca de peças é natural. Nenhum contrato foi rescindido, mas é evidente que faz parte de um processo natural rever e renovar o seu elenco em momentos necessários. Nenhuma decisão está tomada. Tanto jogadores, como treinadores, diretores, presidentes, estão sob permanente avaliação. O futebol é dinâmico e é algo que acontece em qualquer empresa. Não é pelo fato de passarmos por um momento de crise. Avaliamos para em determinados momentos fazer, ou não, ajustes.
Alguns vice-presidentes importantes se desligaram do clube ao longo da gestão. Queria saber que tipo de influência o Wallim ainda tem no Flamengo e qual a situação do Tostes, vice de finanças, que está um pouco mais afastado por obrigações com a organização das Olimpíadas?
- Todo nosso corpo de vice-presidentes é formado por pessoas altamente bem-sucedidas na vida empresarial e que têm seus negócios para tocar. Isso foi muito dito na campanha e explicitamos que tudo seria tocado por profissionais. Desde o primeiro dia, os vices compõem um conselho de administração que atua no ponto de vista estratégico, define diretrizes, e cobra resultados. Isso vale para todos. A exceção sou eu, que decidi dar meu tempo integral para o Flamengo. Temos um corpo de profissionais altamente qualificados. Nossa administração é assim. O Wallim deixou de ser vice, mas segue nos ajudando e é parte do conselho, assim como o Tostes.

Taffarel é convidado por Dunga para ser preparador de goleiros na Seleção

Novo técnico do Brasil, junto com Gilmar, conversa com colega de 94 para assumir cargo na comissão técnica, mas ex-arqueiro precisa negociar saída do Galatasaray

Por Rio de Janeiro
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Companheiro de Dunga e Gilmar Rinaldi na conquista da Copa do Mundo de 1994, Taffarel foi convidado nesta terça-feira pela dupla para integrar a nova comissão técnica da seleção brasileira. Atualmente trabalhando como preparador de goleiros no Galatasaray, da Turquia, o ex-jogador exerceria a mesma função caso haja acordo.
Taffarel está em Istambul e deve conversar na quarta-feira com dirigentes do Galatasaray para definir seu futuro.  Por telefone, a esposa do ex-goleiro, Andréa, confirmou o contato feito por Dunga e Gilmar.
- Houve o convite. Ele conversou com o Dunga e o Gilmar hoje (terça-feira), e ficaram de conversar amanhã. Conversaram sobre a possibilidade de ele fazer parte da comissão técnica, mas ainda não acertaram nada – explicou Andréa.
Taffarel no Galatasaray (Foto: Reprodução / Facebook Oficial)Taffarel está no Galatasaray e pode integrar comissão técnica de Dunga no Brasil (Foto: Reprodução / Facebook Oficial)

Taffarel já trabalhou com Dunga na Seleção, quando foi observador na Copa do Mundo de 2010. Além dele, outro provável nome na nova comissão técnica é de Cebola, que foi auxiliar técnico de Dunga no Internacional e desempenharia a mesma função no Brasil. Fábio Mahseredjian é o mais cotado para ser preparador físico.
Dunga foi confirmado como novo técnico da seleção brasileira nesta terça-feira. Ele retorna ao comando da equipe após quatro anos. Sua primeira convocação nesta nova fase será no dia 25 de agosto, quando ele chamará atletas para os amistosos contra Colômbia e Equador, nos dias 5 e 9 de setembro, respectivamente, nos EUA.

Dunga se "desarma" e usa bom humor para superar reencontro com imprensa

Treinador admite erros com a imprensa, mas diz que não vai mudar estilo com os jornalistas. Em alguns momentos da coletiva, técnico é irônico em suas respostas

Por Rio de Janeiro
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Dunga entrou na sala de coletivas da nova sede da CBF, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, acompanhado do presidente da entidade, José Maria Marin, do coordenador de Seleções, Gilmar Rinaldi, e do futuro mandatário da confederação, Marco Polo Del Nero. O sorriso no rosto já dizia muito do estado de espírito do novo treinador da seleção brasileira. Tanto que iniciou a coletiva com um pronunciamento. Disse que "estava feliz" com o retorno e fez um mea- culpa sobre os problemas de relacionamento que teve com a imprensa em sua primeira passagem.
Deixou de lado o estilo sisudo e "armado" do período em que comandou o Brasil de 2006 a 2010. Em vez das respostas ácidas, Dunga preferiu rebater questões mais polêmicas com ironias e até mesmo com algumas piadas. Arrancou gargalhadas no auditório da CBF ao não visualizar um interlocutor que já iniciava um questionamento sobre a reprovação de seu nome como treinador da Seleção na maioria das enquetes realizadas pelas TV´s e sites.
 - Ele acha que é bonito, que eu tenho que olhar para ele - disse o treinador.
Dunga usou bom humor até em questões direcionadas à diretoria da CBF. Enquanto o presidente da entidade era questionado sobre a falta de privacidade na Granja Comary, o treinador da Seleção pegou papel e caneta e começou a escrever algumas palavras sob o olhar atento de Gilmar Rinaldi. Ao ler o recado do novo comandante, o coordenador da Seleção abriu um largo sorriso para logo em seguida ouvir a resposta do técnico sobre atividades fechadas.
Aos poucos, sem respostas mais ríspidas, Dunga afastou a apreensão de parte da imprensa com possíveis reações mais ásperas por conta de questionamentos mais polêmicos. O treinador admitiu que repensou o seu comportamento, mas que não vai mudar o seu estilo.
- Quanto a falar da minha pessoa, vocês me conhecem. Sabem que dificilmente algumas pessoas mudam, quanto à ética, trabalho e profissionalismo. Sei que tenho que melhorar muito no contato com os jornalistas. Por eu ser oriundo do futebol, na outra passagem, eu foquei mais no trabalho dentro de campo. Os resultados estão aí. Agora é normal que eu tenha que aprimorar o meu relacionamento com a imprensa. É minha culpa pela relação que tivemos. Trabalhei para me aprimorar.
dunga coletiva seleção brasileira (Foto: Mowa Press)Dunga durante a coletiva de apresentação nesta terça-feira, na sede da CBF (Foto: Mowa Press)

A primeira convocação de Dunga acontecerá no dia 25 de agosto. A estreia acontecerá no dia 5 de setembro, contra a Colômbia, nos Estados Unidos. Quatro dias depois, o adversário será o Equador, também na Terra do Tio Sam.

Demetrious Johnson diz não ligar se seus adversários estão "se dopando"

Campeão peso-mosca do UFC voltou a falar do flagrante de Ali Bagautinov no teste antidoping realizado antes da luta entre os dois, no UFC 174, em junho

Por Rio de Janeiro
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Demetrious Johnson entrevista UFC (Foto: Evelyn Rodrigues)Demetrious Johnson diz que não se importa se os rivais
estão ou não dopados no octógono (Foto: Evelyn Rodrigues)
Desde que derrotou Ali Bagautinov na luta principal do UFC 174, em Vancouver, no dia 14 de junho, e viu o adversário ser pego no antidoping pelo uso de EPO (droga utilizada para melhoria de desempenho), o campeão peso-mosca do Ultimate, Demetrious Johnson, vem sendo questionado sobre o uso de substâncias proibidas pelos lutadores de MMA. Mas o “Super Mouse”afirma não ligar para o que os oponentes estão tomando:
- Eu não ligo se os meus adversários estão trapaceando ou não. Eu treino todos os dias para lutar contra o cara que eles colocam na minha frente, com ou sem esteróides. Quero jogar em um terreno nivelado, mas se eles sabiam sobre isso de antemão e não fizeram nada para parar, eu estava cuidado dos meus negócios. Não é grande coisa. Quem sabe se o EPO realmente afetou a performance dele? Como saber que ele está tomando isso e o que o EPO faz? Talvez ele tivesse cansado no terceiro round. No quarto round eu estava nas suas costas e ele foi salvo pelo gongo. Quem sabe? Nós assistimos às suas lutas anteriores e ele começa a cansar a partir do terceiro round. Ele ainda tinha alguma vitalidade indo para o terceiro round - declarou o lutador ao site americano “MMA Fighting”.
Independente de sua opinião sobre o assunto, Johnson ficou feliz em saber que Bagautinov foi pego no exame antidoping:
- Ele foi pego antes da luta, então eu fico me perguntando como o teste dele estava depois da luta. Se você olhar para a oportunidade em que eles o pegaram, parece que os exames estavam limpos durante a luta. Então, quem sabe quem estava tomando essas drogas de melhoria de performance antes de lutar, se depois da luta elas poderiam não estar mais no seu sistema? Parabéns para quem o pegou.
Enquanto o atleta russo cumpre suspensão de um ano, Johnson já tem data para voltar ao octógono. Ele defenderá seu cinturão contra Chris Cariaso no UFC 177, dia 30 de agosto, em Sacramento. A luta principal do evento será a revanche entre TJ Dillashaw e Renan Barão pelo cinturão dos pesos-galos do Ultimate.
UFC 177
30 de agosto, em Sacramento (EUA)
CARD DO EVENTO
Peso-galo: TJ Dillashaw x Renan Barão
Peso-mosca: Demetrious Johnson x Chris Cariaso
Peso-galo: Bethe Correia x Shayna Baszler
Peso-leve: Danny Castillo x Tony Ferguson
Peso-médio: Derek Brunson vs. Lorenz Larkin
Peso-pesado: Anthony Hamilton x Ruan Potts
Peso-leve: Ramsey Nijem x Carlos Diego Ferreira
Peso-leve: Justin Edwards x Yancy Medeiros

Poirier: "Venha cortar minha cabeça, McGregor. Estou aqui esperando..."

Americano diz que será a primeira luta de verdade que o rival fará na vida e afirma que acabará rápido com toda a badalação sobre o nome do irlandês

Por Louisiana, EUA
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Dustin Poirier UFC (Foto: Getty Images)Dustin Poirier diz que não vê a hora de calar o irlandês
Conor McGregor no octógono (Foto: Getty Images)
Se há um lutador que não consegue ouvir o nome de Conor McGregor sem dar uma resposta, é Dustin Poirier. Cotado para ser o próximo adversário do polêmico irlandês, o peso-pena garante que mal pode esperar para subir ao octógono do UFC e se deparar com o mais novo queridinho da mídia e dos fãs de MMA ao redor do mundo. O americano espera fazer um evento principal contra McGregor, o que significa uma luta de cinco rounds.
- Os irlandeses são apaixonados pelos seus lutadores. Não sei se o Twitter tem um limite de bloqueios por usuário, mas eu devo estar perto dele. Tenho recebido muitas mensagens raivosas. Mas isso é bom, porque aumenta a rivalidade, e vai tornar mais doce o sabor da minha vitória sobre ele. Ele não é quem os fãs pensam que é. Eu sou o cara nessa divisão, e tenho muita confiança nas minhas habilidades e me sinto mais perigoso que nunca. Ele vem dizendo que vai cortar a cabeça de todos os pesos-penas. Pois bem, pode vir, Conor. Estou pronto e esperando. Quero uma luta de cinco rounds, para mostrar a minha vontade. Espero que ele mostre a dele. Vou vencer, isso é certo. Não sei nem se vou precisar de três ou de cinco rounds. Pode ser aonde o UFC quiser. Eu quero grandes lutas, contra os melhores do mundo. Mas há horas em que temos que sujar nossas mãos, e eu terei que ir ao fim da fila para acabar com esse cara - disse o lutador, que pode enfrentar o irlandês no UFC 178, em entrevista ao programa "MMA Hour".
Perguntado se havia sido cogitado para substituir Cole Miller, que originalmente lutaria contra McGregor na Irlanda, Poirier disse que jamais foi consultado sobre a possibilidade.
- Muita gente me mandou mensagens dizendo que eu tive a chance de enfrentá-lo, que eu fiquei quieto quando não deveria. Mas a verdade é que eu soube das notícias junto com todo o restante do mundo. Não cheguei nem perto de fazer aquela luta. Assim que soube da lesão de Cole Miller eu liguei para meu empresário e perguntei se já podia começar a cortar o peso. Ele pediu um tempo para verificar e, de repente, Diego Brandão foi anunciado como o substituto. A verdade é que McGregor não está nem entre os dez melhores dos pesos-penas do UFC. Eu serei a primeira luta de verdade da sua vida.
UFC Conor McGregor (Foto: Agência Getty Images)McGregor vem sendo alvo da atenção de Dana White e do UFC por seu jeito polêmico (Foto: Getty Images)
Para Dustin Poirier, a atenção que Conor McGregor beira o inacreditável.
- Eu venho nesta categoria desde o WEC. Fiz o que tinha que fazer, calei a boca e me arrebentei nos treinos dia após dia. Venci quem tinha que vencer, e algumas foram bem duras. Eu sinto que mereço estar aonde estou, e que as pessoas falem de mim. As palavras "McGregor" e "cinturão" jamais deveria ser pronunciadas na mesma frase. É inacreditável a promoção que ele está tendo. Para ser honesto, eu deveria estar sendo cogitado para lutar contra os melhores da categoria, como Frankie Edgar, Chad Mendes e Cub Swanson novamente. Eu pedi essas lutas, mas não as ganhei. O que posso fazer? O que eu acho é que McGregor desrespeitou toda a divisão dos penas do UFC. Como ninguém se posicionou e calou a boca dele? O UFC é a minha casa. Construí meu caminho até aqui, e ninguém vai entrar ficar nele falando esse monte de besteiras sem que nada aconteça - finalizou.
UFC 178
27 de setembro de 2014, em Las Vegas (EUA)
CARD DO EVENTO
Peso-meio-pesado: Jon Jones x Alexander Gustafsson
Peso-galo: Dominick Cruz x Takeya Mizugaki
Peso-pena: Conor McGregor x Dustin Poirier *
Peso-galo: Cat Zingano x Amanda Nunes
Peso-médio: Tim Kennedy x Yoel Romero
Peso-meio-médio: Brian Ebersole x John Howard
Peso-meio-médio: Patrick Côté x Stephen Thompson

* Luta não confirmada oficialmente

Bermudez: "Estou quase com inveja de McGregor pela fama que ele tem"

Invicto há seis lutas no UFC, peso-pena se surpreende com a popularidade do irlandês, e diz que seu objetivo é vencer lutas e se mostrar dominante

Por Las Vegas, EUA
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UFC Dennis Bermudez (Foto: Getty Images)Dennis Bermudez diz ter uma ponta de inveja de Conor
McGregor por sua popularidade (Foto: Getty Images)
Com apenas uma derrota no UFC, justamente em sua estreia na organização, quando perdeu para Diego Brandão a final dos pesos-penas do TUF 14, o americano Dennis Bermudez vem de seis vitórias seguidas na categoria, mas mesmo assim seu nome não vem sendo citado como um dos prováveis desafiantes ao cinturão de campeão mundial. Para Bermudez, ver o irlandês Conor McGregor se destacar e ter a chance de furar a fila pela disputa por seu jeito de desafiar adversários e promover as lutas é, no mínimo, desconfortável.
- Não me preocupo com o que ele faz. Por mim, Conor pode falar o quanto quiser, e eu tiro o meu chapéu para ele por ser capaz de trazer tanta atenção para cima de si. Na verdade, chego a quase ter inveja. Estou em uma sequência de seis vitórias e ninguém fala sobre mim. Esse cara, com três lutas apenas, tem centenas de milhares de seguidores somente pelas maluquices que fala. Não foi para isso que eu me tornei um lutador. Não estou aqui para parecer um astro do WWE (evento de lutas encenadas muito comum nos EUA). Eu sou lutador para bater nos meus adversários e ser um atleta dominante - disse, em entrevista à "Submission Radio".
Bermudez fará sua próxima luta no "UFC: Lawler x Brown" diante de Clay Guida, que acontece no próximo sábado, em San Jose, na Califórnia.
UFC: Lawler x Brown
26 de julho de 2014, em San Jose (EUA)
CARD PRINCIPAL
Peso-meio-médio: Robbie Lawler x Matt Brown
Peso-meio-pesado: Anthony Johnson x Rogério Minotouro
Peso-pena: Clay Guida x Dennis Bermudez
Peso-leve: Josh Thomson x Bobby Green
CARD PRELIMINAR
Peso-leve: Jorge Masvidal x Daron Cruickshank
Peso-meio-pesado: Kyle Kingsbury x Patrick Cummins
Peso-meio-médio: Hernani Perpétuo x Tim Means
Peso-mosca: Brian Ortega x Mike De La Torre
Peso-leve: Tiago Trator x Akbarh Arreola
Peso-pena: Noah Lahat x Steven Siler
Peso-meio-médio: Gilbert Durinho x Andreas Stahl
Peso-palha: Juliana Lima x Joanna Jedrzejczyk

Tim Kennedy alfineta Vitor Belfort: "Yoel Romero é um lutador melhor"

Americano diz que aceitou encarar o cubano, vice-campeão olímpico de luta grego-romana em Sydney-2000 por não ser ainda um grande nome no UFC

Por Novo México, EUA
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Tim Kennedy lutador MMA (Foto: Getty Images)Tim Kennedy alfineta Belfort e diz que Yoel Romero, seu
rival no UFC 178, é uma luta melhor (Foto: Getty Images)
Sempre que pode, o peso-médio Tim Kennedy alfineta possíveis adversários no UFC nas redes sociais e através da imprensa. Entrevistado pela "Submission Radio", nos EUA, e perguntado sobre o que achava de sua próxima luta, contra o cubano Yoel Romero no UFC 178, Kennedy aproveitou para provocar Vitor Belfort.
- Eu queria lutar contra Vitor Belfort. Bem, eu queria um Vitor Belfort limpo, mas aparentemente isso não foi possível. Mas Yoel é um bom lutador, muito talentoso. Para falar a verdade, acho que ele é melhor que Belfort, e pode me trazer muitos problemas. Não é um grande nome e tem apenas quatro lutas no UFC. Mas venceu as quatro, o que mostra que ele é um excelente lutador. Joe Silva me pediu para lutar com ele, e como também não sou um grande nome, e tenho só três lutas no UFC, não posso dizer não. Minha resposta, enquanto estiver com o status que tenho hoje, é: "Claro, vamos lutar!".
Kennedy confirmou também que pediu ao UFC e à Comissão Atlética de Nevada (NSAC) que fossem feitos testes antidoping surpresa tanto nele quanto em Romero.
UFC 178
27 de setembro de 2014, em Las Vegas (EUA)
CARD DO EVENTO
Peso-meio-pesado: Jon Jones x Alexander Gustafsson
Peso-galo: Dominick Cruz x Takeya Mizugaki
Peso-pena: Conor McGregor x Dustin Poirier *
Peso-galo: Cat Zingano x Amanda Nunes
Peso-médio: Tim Kennedy x Yoel Romero
Peso-meio-médio: Brian Ebersole x John Howard
Peso-meio-médio: Patrick Côté x Stephen Thompson

* Luta não confirmada oficialmente

Lineker: "Luto com McCall agora. Só não brinco de esconde-esconde..."

Brasileiro ironiza o estilo do americano na vitória sobre Brad Pickett em Dublin, com muita movimentação para evitar o duelo confronto na curta distância

Por Rio de Janeiro
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A declaração de Ian McCall de que o brasileiro John Lineker pode até bater forte, mas não conseguiria tocá-lo no octógono, dada após o UFC Dublin, no ultimo sábado, não ficou sem resposta por parte do brasileiro. Em entrevista ao site "MMA Junkie", o peso-mosca paranaense disse que pedirá que seja criada uma nova regra para a luta.
john lineker mma ufc (Foto: Evelyn Rodrigues)John Lineker respondeu com ironia às declarações de Ian McCall, dadas em Dublin (Foto: Evelyn Rodrigues)
- Não tenho problema algum em lutar contra Ian McCall, se for essa a vontade do UFC. Mas pedi ao meu empresário que sugerisse a eles a criação de uma regra de dedução de pontos para um número tão alto de jardas percorridas dentro do octógono. Eu luto contra Ian agora, só não brinco de esconde-esconde - disse o brasileiro.
Lineker também ironizou o estilo de luta de McCall contra Brad Pickett.
- Eu estava assitindo à luta, e em determinado momento fiquei confuso sobre o que eu estava vendo. Não sabia se era uma luta ou uma espécie de "pique-tá", de tanto que Ian corria de Pickett - brincou Lineker.

"Herói de Laranjal", Tiago Trator leva esperanças do Amapá ao UFC

Lutador começou carreira no MMA sem saber nenhuma arte marcial e se tornou maior representante de cidade de menos de 60 mil habitantes

Por Rio de Janeiro
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O peso-leve Tiago "Trator" dos Santos e Silva estreia no UFC no próximo sábado, em San Jose (EUA), carregando as esperanças de um estado inteiro nas costas. O lutador de 27 anos será apenas o segundo representante do Amapá a lutar pela organização - o primeiro foi John "Macapá" Teixeira, em 2012, após participação no TUF Brasil. Tiago não esteve no reality show do UFC; entrou na companhia após anos batalhando por reconhecimento. Natural de Laranjal do Jari, cidade no sul do estado, o peso-leve tem 25 lutas registradas, e mais algumas não contabilizadas em seu cartel oficial.
Tiago Trator vence Geraldo Luan Santana no Jungle Fight 59 (Foto: Fernando Azevedo / Jungle Fight)Tiago Trator com o cinturão do Jungle Fight: longo caminho até o UFC (Foto: Fernando Azevedo / Jungle Fight)
A maior parte desses combates foi feito sem treinamento adequado, a começar pela própria estreia nas lutas. Não havia academias de artes marciais em Laranjal, e Tiago jogava futebol pela seleção da cidade, como goleiro. Mesmo sem jamais haver lutado na vida, foi convidado a participar de um evento local por causa de seu tamanho.
- Recebi o convite pelo fato de ser grande, por ter 98kg, era um evento amador. Só corria, não sabia nada. Foi briga de rua mesmo. Fui lutar sem saber nada, mas ganhei e gostei do esporte, gostei muito mesmo. A partir daí comecei a treinar várias artes marciais. Sonhava em ser jogador de futebol, joguei na seleção de Laranjal, fiz vários jogos como profissional por ela, mas vi que o futebol lá não trazia nenhum retorno. Não tinha futuro lá na minha cidade. Gostei muito do MMA, porque, no final, você tinha a recompensa, que era a bolsa, um dinheirinho, dava pelo menos uma coisa. No futebol, era sem futuro - lembra Trator em entrevista por telefone ao Combate.com.
A partir dali, o lutador faria uma dúzia de lutas antes de sofrer sua primeira derrota, justamente sua primeira luta registrada em seu cartel, no evento Amazônia Combat. Sem treinamento adequado em Laranjal, Tiago arrumou as malas e partiu para a capital Macapá, a 270km de distância. A viagem de ônibus dura até 12 horas devido à má qualidade das estradas, e o lutador precisou se mudar. Ficou por lá por cerca de dois anos.
- Eu trabalhava na noite, como segurança, ganhava 50 reais. Trabalhava de quinta-feira a domingo, um amigo conseguiu para mim. Mesmo me alimentando mal, eu ia levando a vida assim. Mas teve uma época em que não estava mais conseguindo, estava numa situação muito ruim financeiramente, e precisava ajudar minha família, aí voltei para minha cidade. Mas nunca parei de treinar, sempre treinando. Quando surgia uma luta, eu ia, lutava, e ganhava meu dinheirinho. Nunca desisti não, sempre estive focado - conta.
"Treinar" talvez seja uma palavra forte. Sem academias de artes marciais na sua cidade, Tiago corria e nadava para manter a forma entre as lutas. Usava o batalhão de polícia local para treinar.
Tiago Trator e Rodrigo Minotauro MMA (Foto: Arquivo Pessoal)Tiago Trator foi para a Team Nogueira, equipe de
Minotauro, neste ano (Foto: Arquivo Pessoal)
Foi nessas condições que Trator estreou no Jungle Fight, levado pelo empresário Yuri Pelaes, em maio de 2012. Com apenas nove dias de antecedência, ele aceitou enfrentar Silvio Pantera no Jungle 39, no Rio de Janeiro. Lutador da forte equipe XGym, mesma de Anderson Silva, Erick Silva, Ronaldo Jacaré e Rafael Feijão, Pantera era considerado o favorito, e o combate aconteceu na categoria peso-meio-médio (até 77kg). Mesmo assim, o laranjalense venceu por finalização no terceiro round e deu início a uma série de sete vitórias seguidas na organização, que culminou com a conquista do cinturão dos pesos-leves.
O título abriu novas perspectivas para Trator. Conforme foi crescendo no Jungle, ganhou mais patrocínios - inclusive da firma de segurança na qual trabalhava em Macapá - e voltou à capital, desta vez junto à família. Neste ano, deixou a esposa e os três filhos (dois dele, um da mulher) para virar parte da Team Nogueira no Rio de Janeiro. Pouco depois da mudança, foi contratado pelo UFC, algo que, admitiu, ainda não esperava.
- O Tiago é ultra humilde. Ele dizia que não estava preparado, era uma coisa tão inatingível o UFC, uma coisa tão dificil para brasileiros de lugar mais remoto, que parecia inacreditável. Sair de onde ele saiu e chegar ao UFC é um fenômeno. A gente acredita que foi algo de Deus, porque o Tiago tem um brilho diferenciado - afirma Yuri Pelaes.
A estreia será contra o mexicano Akbarh Arreola, veterano da cena centro-americana de MMA e especialista no solo, com 16 de suas 22 vitórias através de finalização. Tiago acredita que o treinamento na Team Nogueira fará a diferença a seu favor.
- Evoluí muito mesmo, estou me sentindo super bem. Estou mais soltinho no meu jogo. Tem muita diferença (em relação aos treinos no Amapá). Lá, a gente não tem estrutura como tem aqui no Rio. O ensinamento é outro, aqui é outro nível. Lá, era um tatame e sacos na academia. Aqui não, tem octógono, tem fisioterapia, tem vários tatames, tem vários treinadores de boxe, de wrestling, de jiu-jítsu, tem toda uma estrutura que lá não tem - explica.
Outro investimento de sua equipe para a estreia é em acompanhamento psicológico, para garantir que Tiago Trator não sinta a pressão da estreia e das expectativas de sua cidade e seu estado. Yuri Pelaes fala até em colocar um psicólogo dentro do córner.
- Não é apenas a parte tecnica, mas os estrangeiros hoje estão superando os brasileiros com o tratamento psicológico, que é fundamental também. Nós temos que ter o psicológico forte também. Ele tem que estar preparado para reverter isso. Hoje ele tem um acompanhamento e estamos tentando fazer essa pessoa acompanhar dentro do córner. Laranjal do Jari tem uma expectativa grande, porque ele é o único representante da cidade. Uma cidade com 50, 60 mil pessoas, ele é sem dúvida um herói daquela cidade - frisa Pelaes.
UFC: Lawler x Brown
26 de julho de 2014, em San Jose (EUA)
CARD PRINCIPAL
Peso-meio-médio: Robbie Lawler x Matt Brown
Peso-meio-pesado: Anthony Johnson x Rogério Minotouro
Peso-pena: Clay Guida x Dennis Bermudez
Peso-leve: Josh Thomson x Bobby Green
CARD PRELIMINAR
Peso-leve: Jorge Masvidal x Daron Cruickshank
Peso-meio-pesado: Kyle Kingsbury x Patrick Cummins
Peso-meio-médio: Hernani Perpétuo x Tim Means
Peso-mosca: Brian Ortega x Mike De La Torre
Peso-leve: Tiago Trator x Akbarh Arreola
Peso-pena: Noah Lahat x Steven Siler
Peso-meio-médio: Gilbert Durinho x Andreas Stahl
Peso-palha: Juliana Lima x Joanna Jedrzejczyk

Em busca de cinturão, Minotouro vê luta de "vai ou racha" com Johnson

Brasileiro acredita que ainda não é a hora de pensar em parar, apesar de frequentes lesões, e diz: "Consegui chegar no pico da preparação física"

Por Rio de Janeiro
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Rogério Minotouro entrevista (Foto: Ivan Raupp)Rogério Minotouro garante que vê luta como passagem
para disputar o cinturão do UFC (Foto: Ivan Raupp)
A vitória de Rogério Minotouro sobre Rashad Evans em fevereiro de 2013 o colocou em boa posição na categoria dos meio-pesados (até 93kg) do UFC, já beirando uma disputa de cinturão, mas ele foi atrapalhado por algumas lesões que o afastaram do octógono por quase um ano e meio. O brasileiro enfim estará de volta à ação neste sábado, contra outra pedreira, Anthony Johnson, e um novo triunfo deve trazer à tona novamente as questões em torno do título. Ao mesmo tempo, uma derrota terá ainda mais peso, uma vez que Minotouro tem se lesionado muito e não será fácil retornar à posição onde ele se encontra agora na divisão.
- Essa luta é um grande desafio para eu chegar aonde quero, que é a disputa de cinturão. Ela vem num ótimo momento. É luta de ou vai, ou racha. Ou está ali na disputa de cinturão, ou fica depois dos cinco primeiros. Essa luta provavelmente vai me colocar entre os quatro principais do ranking até 93kg - disse ele, em entrevista ao Combate.com.
As lesões também fizeram Minotouro ficar mais de um ano parado entre as vitórias sobre Tito Ortiz e Rashad Evans. Mesmo com essas dificuldades, o lutador de 38 anos ainda não pensa em aposentadoria:
Montagem MMA Rogério Minotouro x Anthony Johnson (Foto: Reprodução/UFC)Rogério Minotouro e Anthony Johnson fazem o co-evento principal em San Jose (Foto: Reprodução/UFC)
- Estou me sentindo bem treinando. Enquanto eu estiver me sentindo bem e competindo bem, em alto rendimento... Por enquanto estou me sentindo bem. Fiz uma excelente luta contra o Rashad Evans. Tenho feito sparrings para esta luta melhor do que fiz para a última, o pessoal tem comentado. Tive bastante tempo para trazer as pessoas certas para treinar defesa de queda comigo. Não é o momento de pensar em parar. Isso só vai acontecer quando eu começar a não treinar bem.
Minotouro admitiu que enfrentou dificuldades na volta aos treinos e não se arrepende de ter feito o processo num ritmo mais lento do que o normal:
- No início ficou meio apertado. Foram dois meses, quase três, e achei que não daria tempo. Mas deu certo, o corpo respondeu legal. As dores foram passando. No começo eu senti o corpo por falta de ritmo e de preparação física. Depois, à medida que o corpo foi se fortalecendo, fui sentindo menos e apertando mais o treino. Acho que fiz certo de não ter voltado de vez. Demorei, desde janeiro, três meses para pegar o ritmo e mais três para pegar mais pesado. Então, foi o tempo certo. Os meses seguintes foram de aproveitamento máximo. Consegui chegar no pico de preparação física.
Anthony Johnson UFC (Foto: Evelyn Rodrigues)Anthony Johnson é o favorito nas casas de apostas
para a luta contra Minotouro (Foto: Evelyn Rodrigues)
Vindo de sete triunfos consecutivos, Anthony Johnson é considerado grande favorito para o duelo, de acordo com as casas de apostas dos Estados Unidos. Mas o fato de ser o azarão não incomoda Minotouro, que já se diz acostumado com isso:
- Ele vem de uma boa luta (contra Phil Davis) e de uma sequência grande de vitórias, por isso o pessoal está botando todas as fichas nele. Acho que é normal. Já passei por isso, inclusive na minha última luta (contra Rashad Evans), de entrar como azarão e surpreender. Minha meta é tentar surpreender.
O duelo entre Rogério Minotouro e o americano Anthony Johnson será o penúltimo do "UFC: Lawler x Brown", que será realizado na noite deste sábado, em San Jose, na Califórnia, nos EUA. O canal Combate transmite o evento ao vivo, e o Combate.com acompanha todos os detalhes em Tempo Real.
UFC: Lawler x Brown
26 de julho de 2014, em San Jose (EUA)
CARD PRINCIPAL
Peso-meio-médio: Robbie Lawler x Matt Brown
Peso-meio-pesado: Anthony Johnson x Rogério Minotouro
Peso-pena: Clay Guida x Dennis Bermudez
Peso-leve: Josh Thomson x Bobby Green
CARD PRELIMINAR
Peso-leve: Jorge Masvidal x Daron Cruickshank
Peso-meio-pesado: Kyle Kingsbury x Patrick Cummins
Peso-meio-médio: Hernani Perpétuo x Tim Means
Peso-mosca: Brian Ortega x Mike de la Torre
Peso-leve: Tiago Trator x Akbarh Arreola
Peso-pena: Noad Lahat x Steven Siler
Peso-meio-médio: Gilbert Durinho x Andreas Stahl
Peso-palha: Juliana Lima x Joanna Jedrzejczyk

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Divulgado pôster exclusivo de Ronda Rousey no filme “Mercenários 3″


seg, 21/07/14
por ultimmato |
categoria Ronda Rousey
O filme “Mercenários 3″, que conta com um elenco estelar, terá Ronda Rousey entre suas estrelas. A lutadora, campeã do UFC no peso-galo, teve divulgado nesta segunda-feira um pôster exclusivo de sua personagem no filme.
Confira a imagem:
Ronda_Expendables3

Em reunião, presidente do Atlético-PR confirma UFC na Baixada em outubro

Mario Celso Petraglia diz que o estádio receberá um evento ainda no final deste ano

Por Curitiba
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estádio Arena da Baixada jogo Irã x Nigéria (Foto: Getty Images)Arena da Baixada receberá edição do UFC no dia 25 de outubro, segundo presidente do Furacão (Foto: Getty Images)
O presidente do Atlético-PR, Mario Celso Petraglia, revelou que a Arena da Baixada receberá uma edição do UFC (Ultimate Fighting Championship, maior organização de MMA do mundo) ainda este ano.
A informação foi divulgada pelo Jornal Tribuna e pela Rádio 98FM após ser revelada aos conselheiros do clube pelo mandatário rubro-negro durante a reunião do clube, na noite desta segunda-feira, em um hotel no centro de Curitiba.
Segundo Petraglia, o evento será no dia 25 de outubro, ainda sem informações sobre quais serão os lutadores. Petraglia falou que, até outubro, a Baixada terá teto retrátil. Ele afirmou ainda que a negociação está praticamente fechada e deverá ser confirmada pelo UFC nos próximos dias.
A Arena da Baixada, após mais de dois anos e meio de obra, recebeu quatro jogos da primeira da Copa do Mundo de 2014. O estádio teve, durante o Mundial, capacidade para 41 mil pessoas e recebeu, em média, 39 mil por jogo. Após algumas mudanças, esse número aumentou para 43.981. Com a possibilidade de os espectadores assistiram ao UFC do gramado, a capacidade seria de aproximadamente 50 mil no evento de MMA.