Futebol brasileiro ganha jogador com nome de peso: Mahatma Gandhi
Aos 19 anos, volante acaba de assinar contrato profissional com o Atlético-GO e garante: 'Sou pacífico. Nunca briguei. Tenho preguiça até de falar palavrão'
Atlético-GO (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)
- É meu sonho. Fico imaginando que as pessoas do mundo todo iriam gostar de ver um Ghandi com a camisa da seleção - diz o jovem jogador, que conta em detalhes como surgiu a ideia da mãe, Patrícia Augusta, de batizá-lo com a graça de um dos símbolos da paz.
- No momento do parto, ela estava sentindo muita dor e conta que fechava os olhos e via a imagem de Ghandi. Depois foi só registrar.
Fã de Zidane e Hernanes, Mahatma garante que o nome sempre causa estranheza, mas só num primeiro momento.
- Não vou negar. Quando falo meu nome, a primeira cara é de dúvida. Mas depois as pessoas se acostumam e gostam. A prova disso é que eu nunca tive apelido.
Talvez por influência do nome, o volante revela que jamais entrou numa confusão.
- Dizem que sou calmo até demais. Sou pacífico, nunca briguei. Tenho preguiça até de falar palavrão - brinca.
Quando falo meu nome, a primeira cara é de dúvida. Mas depois as pessoas se acostumam e gostam "
Mahatma Gandhi
Ghandi é filho de Heber, atacante que integrou o elenco do Grêmio Campeão Brasileiro de 1981. Nascido em Goiânia, o volante ficou três anos na base do Goiás e algumas temporadas em times de empresários antes de chegar ao Atlético-GO em novembro do ano passado. Agora, ele trabalha em busca de uma oportunidade no time que disputa a Série A do Brasileirão.
- Estou treinando muito forte. Tenho que estar preparado porque a chance pode aparecer a qualquer momento.
No mês passado, Gandhi quebrou o nariz num jogo do sub-20 do Atlético-GO. Mas revidar nunca passou pela sua cabeça. Afinal, a não-violência é um dos seus fundamentos.
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