Inter supera altitude, busca empate no fim e segue líder do Grupo 1
Time gaúcho sofre os efeitos dos 3,6 mil metros de La Paz, mas chega a empate salvador com o The Strongest em gol de Gilberto após furada
A CRÔNICA
por Diego Guichard
Quando faltava oxigênio ao time do Inter, surgiu o pé salvador de Gilberto, aos 43 minutos do segundo tempo. Depois de chutar o vento e enganar o goleiro adversário sem querer, o atacante marcou o gol de empate contra o The Strongest no estádio Hernando Siles, na noite desta quarta-feira, nos 3,6 mil metros de altitude de La Paz. O resultado de 1 a 1 soa como vitória para a equipe de Dorival Júnior, que segue bem viva na Libertadores.Com o interino Uber Acosta, os bolivianos iniciaram a partida mansos e deixaram para apresentar as garras do Tigre, mascote do clube, na segunda etapa, quando os jogadores vermelhos já não tinham o mesmo fôlego. No início da segunda etapa, o atacante Rodrigo Ramallo abriu o placar. Gilberto deixou tudo igual, quando a partida parecia perdida. A furada antes do toque para a rede serviu para dar um ar ainda mais dramático ao empate.
O The Strongest segue em terceiro com seis pontos, mas pode ser ultrapassado pelo Santos, que joga nesta quinta-feira contra o Juan Aurich, às 22h, no Pacaembu.
Pela Libertadores, o próximo jogo do Inter será contra o Santos no Beira-Rio, numa quarta-feira, dia 4 de abril, às 21h50. Já o The Strongest visita o Juan Aurich no dia 5, às 21h30. Pelo Gauchão, o time de Dorival tem compromisso no domingo, diante do São José, às 18h30, no Complexo Esportivo da Ulbra.
Inter entra nervoso
Minutos antes do apito inicial da partida, uma informação que desceu amarga, como um chá de coca boliviano, para o técnico Dorival Júnior. O São Paulo havia vencido a queda de braço judicial: conseguiu recuperar o vínculo de Oscar na CBF. Para não diminuir o oxigênio de uma equipe com faixa etária alta, manteve a juventude de João Paulo como um terceiro volante, pelo lado direito. Tinga ficou centralizado, enquanto Guiñazu cuidava do lado esquerdo. Centralizado, Dátolo servia como homem de ligação para Dagoberto e Leandro Damião.
Só que aí veio um fator inesperado: o time da casa também parecia acusar os efeitos da altitude da mesma maneira que os vermelhos. Passes errados erram constantes.
Sem qualidade técnica para entrar na área do Inter, restou ao “Tigre” mostrar as garras com pancadas de fora da área. Valia de qualquer lugar, independentemente do ângulo. Cristaldo, Pablo Escobar, Chumacero eram os que mais arriscavam.
(Foto: Alexandre Lops/Divulgação Inter)
Os tigres se enfureceram e deram a resposta no lance seguinte, em tiro longo, obviamente. Cristaldo disparou cruzado, rasteiro e a bola saiu venenosa, em curva na direção do gol. Muriel se lançou ao chão, e rebateu. O goleiro esbravejou, faltava a barreira na frente da área contra a principal e talvez única arma adversária.
O lateral-direito Nei ainda deu um susto. Ao tentar cabecear uma bola e afastar o perigo, sentiu a pancada. Caiu tonto e recebeu atendimento médico no gramado.
Drama no segundo tempo
Quando o Inter começava a sorver o segundo tempo, veio o gol boliviano antes do primeiro minuto. Após cruzamento de Pablo Escobar para a pequena área, Rodrigo Moledo e Kleber não cortaram. Rodrigo Ramallo teve apenas o trabalho de empurrar para o gol: 1 a 0.
A partir daí, foi um “Deus nos acuda”. Apoiados pelo urro da torcida local, o The Strongest passou a tocar a bola no campo colorado, aproveitando-se da instabilidade brasileira. De dentro da grande área, Cristaldo bateu cruzado, com muito perigo. Depois, Escobar atirou por cima, raspando o travessão.
A reação esboçada foi em uma cabeçada de Damião, por cima da meta, após cobrança de escanteio. O problema é que os colorados acusavam o desgaste com passadas mais lentas, erros de posicionamento. Faltava oxigênio.
Mesmo com a vantagem, a posse de bola seguia com o The Strongest. Animado, Cristaldo fez um giro com a bola na frente de Tinga, e levou uma pancada. Logo depois, o meia arriscou da intermediária. Muriel espalmou.
Valeu a pena Muriel ter segurado atrás. Aos 43 minutos, após cruzamento de Nei, Gilberto, que havia entrado no segundo tempo, furou feio na primeira, mas teve calma para se redimir na sequência do lance: 1 a 1, e festa colorada nas alturas. Um empate com sabor de vitória na bagagem.
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