quarta-feira, 13 de junho de 2012

Para Mario Andretti, GP nos EUA irá resgatar paixão de americanos por F-1

Maior piloto da história dos EUA na F-1, campeão de 1978 é embaixador do circuito de Austin e crê que GP abrirá portas para novos pilotos do país

Por GLOBOESPORTE.COM Texas, EUA
Mario Andretti com Bernie Ecclestone no GP do Canadá (Foto: Getty Images)Andretti com Ecclestone, chefe comercial da F-1 no
GP do Canadá (Foto: Getty Images)
Em novembro, os Estados Unidos voltarão a receber a Fórmula 1, em um intervalo de cinco anos desde a corrida em Indianápolis, em 2007. O palco para a prova será o Circuito das Américas, localizado em Austin, no Texas, que está em fase final de construção. E para ser o embaixador do evento, ninguém melhor que o maior piloto norte-americano de todos os tempos da categoria. Campeão de 1978 e dono de 12 vitórias e 18 poles, Mario Andretti acredita que a construção de um circuito especialmente para a F-1 será fundamental para resgatar a paixão dos norte-americanos. Distante nos últimos anos, os EUA têm uma longa história na categoria: 49 GPs realizados, 233 pilotos, dois campeões mundiais (além de Mario, Phil Hill em 1961), 33 vitórias, 39 poles e por aí vai.
- Só pode ser positivo. A base de fãs da Fórmula 1 nos Estados Unidos é muito discreta e acho que vai se concretizar agora por ter uma casa adequada e sólida. Você tinha Watkins Glen, Phoenix, Long Beach, você tinha muitos locais, mas nenhuma estabilidade. Se você não em estabilidade, não pode olhar para a frente e fazer planos. Esse é o grande aspecto porque a Fórmula 1 se tornou menos interessante (nos EUA). E finalmente a estabilidade estará lá - explica Mario Andreti, em entrevista ao site oficial da F-1.
RBR realizou apresentação em local de futuro circuito (Foto: Getty Images)RBR realizou apresentação em local de futuro circuito (Foto: Getty Images)
Os Estados Unidos não contam com um representante desde Scot Speed, em 2007, coincidência ou não, ano da última edição de um GP dos EUA. Último norte-americano a vencer na Fórmula 1 (GP da Holanda de 1978), Mario Andreti crê que a nova casa da Fórmula 1 em Austin será o primeiro passo para os Estados Unidos voltar a ter representantes no grid. Para ele, a presença de categorias tradicionalmente americanas como Indy e Nascar permitem que os pilotos do país tenham futuro no automobilismo sem precisar atingir o nível de exigência da F-1.
- Os Estados Unidos, provavelmente, são o único país do mundo que pode oferecer e satisfazer a carreira de um piloto em categorias como Indy e Nascar. Por isso, aspirantes não precisam se preocupar em ter nível de Fórmula 1. Acho que há muitos jovens nos EUA que poderiam começar a sonhar com a F-1. Mas eles precisam de ajuda, de patrocinadores por trás para conseguir lugares nas equipes de ponta. Não apenas estar lá, mas ter chances reais de resultado e dar ao esporte uma chance real de ser popular. Eu tive sorte de sempre estar em uma das equipes de ponta, o que me deu a oportunidade de bons resultados. E é isso que os jovens precisam hoje. O circuito das Américas, na minha opinião, será uma vitrine para começar isso. Um americano na F-1 será bom para F-1 e isso será bom para os EUA. É um ganho mútuo.
O GP dos EUA, em Austin, será realizado de 16 a 18 de novembro e será a penúltima etapa da temporada 2012. O diretor de provas da F-1, Charlie Whiting, visitou o local nesta semana e ficou satisfeito com o andamento das obras. O circuito de 5,516 quilômetros de extensão foi desenhado pelo alemão Herman Tilke, arquiteto oficial da Fórmula 1.

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