Para Mario Andretti, GP nos EUA irá resgatar paixão de americanos por F-1
Maior piloto da história dos EUA na F-1, campeão de 1978 é embaixador do circuito de Austin e crê que GP abrirá portas para novos pilotos do país
GP do Canadá (Foto: Getty Images)
- Só pode ser positivo. A base de fãs da Fórmula 1 nos Estados Unidos é muito discreta e acho que vai se concretizar agora por ter uma casa adequada e sólida. Você tinha Watkins Glen, Phoenix, Long Beach, você tinha muitos locais, mas nenhuma estabilidade. Se você não em estabilidade, não pode olhar para a frente e fazer planos. Esse é o grande aspecto porque a Fórmula 1 se tornou menos interessante (nos EUA). E finalmente a estabilidade estará lá - explica Mario Andreti, em entrevista ao site oficial da F-1.
- Os Estados Unidos, provavelmente, são o único país do mundo que pode oferecer e satisfazer a carreira de um piloto em categorias como Indy e Nascar. Por isso, aspirantes não precisam se preocupar em ter nível de Fórmula 1. Acho que há muitos jovens nos EUA que poderiam começar a sonhar com a F-1. Mas eles precisam de ajuda, de patrocinadores por trás para conseguir lugares nas equipes de ponta. Não apenas estar lá, mas ter chances reais de resultado e dar ao esporte uma chance real de ser popular. Eu tive sorte de sempre estar em uma das equipes de ponta, o que me deu a oportunidade de bons resultados. E é isso que os jovens precisam hoje. O circuito das Américas, na minha opinião, será uma vitrine para começar isso. Um americano na F-1 será bom para F-1 e isso será bom para os EUA. É um ganho mútuo.
O GP dos EUA, em Austin, será realizado de 16 a 18 de novembro e será a penúltima etapa da temporada 2012. O diretor de provas da F-1, Charlie Whiting, visitou o local nesta semana e ficou satisfeito com o andamento das obras. O circuito de 5,516 quilômetros de extensão foi desenhado pelo alemão Herman Tilke, arquiteto oficial da Fórmula 1.
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