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Dividido entre Brasil e EUA, Drysdale critica "malandragem" dos brasileiros
Meio-pesado nasceu em Utah, mas cresceu em Itu e afirma: "Em qualquer outro país ser malandro é ser desonesto. Malandragem no Brasil é virtude"
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- Hoje, se fizer a matemática, passei metade da vida no Brasil e metade nos EUA. Meus anos formativos foram no Brasil. Estudei no Brasil, fiz a maior parte dos meus treinos, mas hoje sou muito americanizado. São características minhas que mudei. No Brasil tem muita coisa de malandragem. A palavra malandro não tem tradução em nenhuma outra língua. É coisa de brasileiro. É bonito ser malandro né? Em qualquer outro país, ser malandro é ser desonesto. Mas no Brasil é bonito. Malandragem no Brasil é virtude. Até entendo de onde vem, vem do morro, da situação precária da população. Mas é algo que, em qualquer outro país, os caras não suportam - afirmou, ao Combate.com.
- Não teria mudado nada na minha vida. Teria feito tudo exatamente como fiz. Gosto de ter cidadania americana, mas acho melhor ter sido criança no Brasil porque acho a criança no Brasil mais feliz. Tive a opção de ver os dois lados. No Brasil ser criança é melhor. Pega a bicicleta, pula muro, sobe em árvore. Aqui é só video game. A gente brincava de pega-pega na rua e aqui nunca vi isso. Mas estou feliz pelo que vivi lá e estou feliz aqui também. Não sou do tipo nacionalista, tenho um carinho enorme pelo Brasil, é o povo mais feliz do mundo, tudo é festa. Juntou 20 reais, comprou uma carne de segunda e jogou na grelha? Virou bagunça. Americano não se diverte assim. Por outro lado, é organizado, corre atrás, não espera acontecer. Costumo dizer que no futebol torço para o Brasil e no basquete para os EUA. Torço para quem ganha (risos) - disse.
Sobre a vitória contra Berish, após fechar o triângulo na linha de cintura, encaixar o mata-leão e pesar para o rival cair, ele viu seu adversário torcer o joelho e dar os três tapinhas com a posição encaixada no pescoço. Drysdale acredita que o esforço de Keith Berish para ficar de pé foi o responsável pela lesão sofrida.
- Não vi que ele machucou o joelho. Eu estava trabalhando para o pescoço. Quando estou nas costas, tem um desequilíbrio que faço. Vou pesando para o lado, e fica muito peso na perna do cara. O que acho que aconteceu ali é que ele brigou demais para ficar em pé, para não cair no chão, e aí entortou o joelho. Se o cara cede, ele cai de lado e não se machuca. Eu boto pressão justamente para ele ceder e cair. Acho que ele brigou demais para ficar em pé e por isso torceu o joelho - concluiu.
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