Comissão Atlética de Nevada bane Wanderlei Silva de lutar no estado
Lutador, que anunciou aposentadoria no fim de semana, foi punido por fugir
de teste antidoping em maio. Advogado avisa que vai apelar de decisão
No início da audiência, o advogado de Wand, Ross Goodman, disse que o atleta gostaria de manter o testemunho dado durante uma audiência informativa em junho. A comissão, então, iniciou o processo deliberativo para determinar qual seria a punição do lutador:
estado de Nevada (Foto: Evelyn Rodrigues)
Em outro momento, o chairman da NSAC, Francisco Aguilar, perguntou ao advogado de Wand o motivo de o agora ex-lutador não ter se submetido ao teste, sendo que alegava só ter tomado diuréticos na época do exame:
- Se ele só estava tomando diuréticos, por que não se submeteu ao teste?
- Porque ele não estava licenciado e não havia razão legal para ele se submeter - respondeu Goodman.
A Comissão argumentou que Wand sabia que iria lutar:
- Vocês viram que no dia em que solicitamos o teste, Wanderlei estava na coletiva de imprensa do UFC promovendo o evento de número 175. Não há dúvida de que ele estava promovendo sua luta. Ele sabia disso. No momento do teste, o coletor pediu para se identificar. O Senhor Silva sabia o que estava acontecendo e correu.
Os comissários questionaram o advogado de defesa sobre o valor da bolsa que Wanderlei receberia pelo combate. Após pesquisarem nos arquivos, eles chegaram ao valor da multa que seria estipulada: 35%.
- Correr, fugir e trapacear é uma coisa que precisa ser eliminada do esporte. Teremos tolerância zero com isso. Não estamos considerando que ele se aposentou. Nós já ouvimos isso e não estamos presumindo que ele não vai lutar de novo, porque por muitas vezes vimos lutadores dizerem isso e voltarem atrás - defendeu a NSAC, antes de anunciar a punição.
Ao sair da audiência, o advogado de Wanderlei se disse estarrecido com o comportamento da Comissão e avisou que vai apelar da decisão:
- Nunca vi tanta arrogância de uma comissão atlética que está indo além de seus limites. Eles não têm jurisdição sobre um lutador não licenciado. Não existe nenhum estatuto que prove que eles têm jurisdição. Me senti até desrespeitado pela forma como conduziram a audiência, mas não tem problema. Vamos apelar. Vou conversar com o Wanderlei e, mesmo aposentado, ele quer seguir em frente com o processo, porque uma ação como esta é inadmissível. Eles dão penas mais brandas a lutadores com quem querem trabalhar. Wanderlei está no Brasil, mas vamos apelar assim que possível. Temos um prazo de 30 dias para fazer isso.
Se o advogado de Wanderlei realmente apelar, será a primeira vez que um atleta leva uma decisão da comissão atlética para os tribunais.
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