Contra corrupção, atletas de Cruzeiro e Sesi-SP usam narizes de palhaço
Atletas protestam contra as suspeitas de corrupção na Confederação Brasileira
de Vôlei (CBV), que fizeram o Banco do Brasil suspender verbas para a entidade
Por David AbramveztSão Paulo
Assim como os atletas de Canoas e Taubaté,
os jogadores de Sesi-SP e Cruzeiro entraram em quadra com narizes de
palhaço para duelo pela Superliga Masculina de vôlei, neste sábado.
Antes do começo da partida, depois dos times ficarem perfilados para o
hino nacional, os dois times vestiram os narizes. Todos mostraram
indignação contra as suspeitas de corrupção na Confederação Brasileira
de Vôlei (CBV). Mesmo fora de ação, já que ainda se recupera de uma
raspagem no ombro direito, o ponteiro Murilo, do Sesi-SP, foi quem
comandou a ação de protesto. Chegou-se a cogitar o boicote à competição,
porém, as partidas deste fim de semana foram confirmadas.
- Nós vamos continuar cobrando. A nova gestão
da CBV precisa resolver os problemas. É um caminho sem volta. Nós vamos
brigar para que o vôlei brasileiro recupere a sua honra e honestidade -
disse Murilo.
Jogadores de Sesi e Cruzeiro usam narizes de palhaço (Foto: David Abramvezt)
Entre os jogadores que protestaram estão os atletas da seleção brasileira: Lucarelli, Murilo, e Lucão, do Sesi-SP; Wallace
e Éder, do Cruzeiro. Também merece destaque Serginho, campeão
olímpico e tricampeão mundial e Marcelinho, vice-campeão olímpico em
Pequim 2008
A auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) identificou
irregularidades em contratos que juntos têm o valor de R$ 30 milhões em
pagamentos feitos entre 2010 e 2013. O primeiro efeito colateral da
crise foi a suspensão do pagamento de verbas do Banco do Brasil para a
CBV. A parceria dura 23 anos.
Atletas dos dois times se abraçaram após o hino nacional (Foto: David Abramvezt)
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