segunda-feira, 11 de outubro de 2010

W. Paulista: 'Sonhar não custa nada,
e nós vamos continuar sonhando'

Autor do gol que garantiu a liderança do Brasileirão ao Cruzeiro, atacante ficou fora dos campos por seis partidas e voltou a marcar após dois meses


wellington Paulista cruzeiro entrevistaWellington Paulista curte o grande momento
(Foto: Tarcisio Neto / Globoesporte.com)
Ele fez o gol que colocou o Cruzeiro na liderança do Campeonato Brasileiro. Depois de seis partidas em recuperação de uma lesão, Wellington Paulista voltou ao time e foi decisivo diante do Fluminense, domingo, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. Mesmo longe da condição física ideal, o atacante foi "iluminado" e usou de sorte e competência para balançar as redes, garantindo a vitória por 1 a 0.
- Um pouco de cada coisa. A gente sabe que o atacante tem que estar iluminado, tem que ter estrela para estar ali na hora certa. Tem que ter sorte, o atacante também tem que ter muita sorte. Mas acho que é mais trabalho do que as duas outras coisas. E eu venho trabalhando forte. Faço com muita determinação para que eu possa ir bem na hora do jogo - disse o atacante, que havia marcado pela última vez no empate em 2 a 2 com o São Paulo, dia 15 de agosto, no Morumbi.
O artilheiro sabe que o Cruzeiro tem grandes chances de se manter na ponta, embora considere ser uma empreitada mais difícil do que ter chegado ao primeiro lugar. A vitória de 1 a 0 sobre o Tricolor carioca desbancou o até então líder, que ficou 16 rodadas na ponta. Agora, restam nove rodadas para a Raposa levantar a taça.
- Eles ficaram dezeseis, e a gente poderia ficar essas nove agora. Vamos continuar trabalhando com a mesma humildade e determinação. Sonhar não custa nada, e nós vamos continuar sonhando para que possamos ser campeões no fim do ano.
A volta de Paulista pôs fim a um período de ansiedade. O atacante teve uma lesão muscular antes de enfrentar o Internacional, pela 20ª rodada, ficou dois jogos fora da equipe e retornou contra o Guarani. Ainda no primeiro tempo da partida diante do Bugre, o jogador voltou a sentir o mesmo problema e acabou substituído. Até o ultimo domingo, foram mais de 20 dias na posição de torcedor. Uma troca nada interessante, segundo o artilheiro.
- Para nós, é a pior parte. Estava acostumado a sempre estar jogando, e ter me machucado, ficar quase um mês parado, só vendo os jogos de fora é horrível, foi complicado. É muito ruim querer ajudar e só poder olhar e torcer. Mas graças a Deus eu consegui me recuperar rápido e voltar. E voltar bem para ajudar o Cruzeiro.

Muricy celebra fim de maratona: ‘Vai melhorar o futebol’ Após cerca de dois meses com rodadas no meio de semana, treinador terá tempo para preparar equipe para o clássico de domingo, contra o Botafogo

O Fluminense não é mais líder do Brasileirão, a derrota por 1 a 0 (assista aos melhores momentos) para o Cruzeiro, domingo, no Parque do Sabiá, em Uberlândia, pela 29ª rodada, custou a posição, mas Muricy Ramalho acordou nesta segunda-feira feliz. Se a colocação na tabela não é mais a ideal, o treinador ao menos terá tempo para fazer nos próximos dois meses o que mais gosta: trabalhar.

Depois de muito reclamar da maratona de jogos dos últimos dois meses, que causou inúmeras lesões musculares em seus jogadores, Muricy Ramalho terá uma semana para preparar a equipe para o clássico com o Botafogo, domingo, às 18h30m (de Brasília), no Engenhão, e assim será em quase todas as partidas até o fim da competição.

Animado, o treinador garante que o Flu brigará pelo título até o dia 5 de dezembro e aposta em uma melhora até mesmo da qualidade do futebol apresentado no Brasileirão.

- Essa semana é importante demais. Não só para mim, mas para todos os times. Os jogadores estão em uma maratona incrível. Dava para perceber alguns, até do próprio Cruzeiro, muitos cansados no fim do jogo. Não é fácil. São temperaturas altíssimas, viagens... Certamente esses dias para trabalhar serão importantes. Vai melhorar o futebol. Vejo uma reta final muito boa e com o Fluminense brigando pelo título.

Com 52 pontos, o Fluminense é o segundo colocado, atrás do Cruzeiro, que tem 54, e na frente do Corinthians, que tem 49 e um jogo a menos.
 
CDs - Submarino.com.br

Fernando Prass está perto de assinar com o Vasco por mais três anos

Clube e jogador chegam a um acordo, que ainda não foi oficializado

Fernando prass vasco treinoFernando Prass no treinamento do Vasco
(Foto: Marcelo Sadio / Site Oficial do Vasco)
Falta só assinar. O Vasco está muito próximo de oficializar a renovação de contrato com Fernando Prass por mais três temporadas. O diretor de futebol do clube, Rodrigo Caetano, já se reuniu com o empresário do goleiro, Paulo Roberto, e com o próprio atleta e deixou tudo acordado. Agora falta colocar tudo no papel para garantir o camisa 1, de 32 anos, na Colina.
- Estamos bem avançados, tanto da nossa parte quando da do Fernando. Agora vou conversar com o Roberto (Dinamite) e com o Mandarino - disse Caetano.
Depois de renovar com Prass, a próxima meta da diretoria cruzmaltina é resolver a situação de Dedé, que pertence ao Vila Rio, e Romulo, que é vinculado ao Porto, de Caruaru. O Vasco já avisou que vai exercer seu direito de compra sobre estes jogadores.
 

Andrés despista sobre Parreira: 'Para ouvir não, não vamos procurar'

Presidente do Corinthians se esquiva sobre interesse no treinador, que tem a intenção de não trabalhar mais como técnico de futebol. Timão insiste

Por Diego Ribeiro e Leandro Canônico São Paulo
Andres SanchesAndrés Sanches na coletiva desta segunda-feira
(Foto: Diego Ribeiro / Globoesporte.com)
Depois de preferir o silêncio no domingo, após a demissão do técnico Adilson Batista, o presidente do Corinthians, Andrés Sanches, deu uma entrevista coletiva nesta segunda-feira, no Parque Ecológico do Tietê. Diante das especulações sobre o nome de Carlos Alberto Parreira para a vaga, ele foi categórico.
- Eu estive com o Parreira há 15, 20 dias em uma festa e o convidei para assumir um cargo de gerência no CT, para o ano que vem. Ele me disse que gostaria de descansar e não queria saber de nada. Sobre ser treinador, ele me disse na Copa que não queria mais. E para ouvir não, não vamos procurar – disse o presidente.
Parece descarte, mas é despiste. A diretoria do Timão vai insistir mais um pouco na contratação de Parreira, tetracampeão com a Seleção Brasileira em 1994 e campeão do Rio-São Paulo e da Copa do Brasil pelo Corinthians em 2002. Andrés Sanches viaja para o Rio de Janeiro esta noite, mas assegura que é para compromissos particulares.
- Eu adoraria dizer o que vou fazer lá, porque faz muito tempo que não faço. Mas não posso – declarou o mandatário, insinuando que vai namorar.
Sobre ser treinador, ele me disse na Copa que não queria mais"
Sanches
Parreira está passando o fim de semana prolongado em Angra dos Reis, mas já teria conversado, via um intermediário, com a diretoria alvinegra. A resposta? Não. De qualquer maneira,
- Impossível – disse Andrés Sanches ao ser questionado se poderia haver uma manchete nos próximos dias com a contratação de Parreira.
O Corinthians tem mais dez jogos no Campeonato Brasileiro. Nenhum outro nome, além do de Parreira, foi citado nos bastidores do clube. A equipe está na terceira colocação, com um jogo a menos, e a cinco pontos do líder Cruzeiro.

Roda que salvou corrida de Webber em Cingapura será presente de Natal

RBR transformará peça que ficou danificada após toque com Hamilton.
Pneu ficou a 5mm de se soltar, mas resistiu até o fim da corrida noturna

Christian Horner, chefe da RBR, já decidiu o que a equipe dará a Mark Webber, atual líder do campeonato, de Natal neste ano. O time austríaco guardou a roda do australiano no GP de Cingapura, danificada após o toque com Lewis Hamilton, da McLaren, na 36ª volta. De acordo com a Bridgestone, fornecedora de pneus da F-1, ele ficou a apenas cinco milímetros de abandonar.
montagem Mark Webber detalhe rodaNo detalhe, a roda danificada de Mark Webber no GP de Cingapura após toque com Hamilton (Foto: AFP)
De acordo com Horner, a roda é a evidência perfeita do tipo de boa sorte que Webber está tendo neste ano e uma compensação pelo azar nas partes iniciais de sua carreira. O dirigente revelou que os mecânicos guardaram a peça para presenteá-lo no dia 25 de dezembro.
- Vamos transformá-la em uma mesinha de café e dar a ele. Como o pneu ficou naquele pneu foi realmente impressionante - diz Horner.

Brasil bate a Ucrânia, e Mano quebra escrita de 18 anos na Seleção

Técnico consegue terceira vitória em três jogos e é o primeiro desde Parreira, em 1992, a atingir o feito. Daniel Alves e Pato voltam a marcar

O Brasil subiu mais um degrau na renovação implantada pelo técnico Mano Menezes. Nesta segunda-feira, a Seleção venceu a Ucrânia por 2 a 0, em Derby, na Inglaterra, e manteve 100% de aproveitamento sob o comando do treinador, que assumiu logo após o fracasso da equipe de Dunga na Copa do Mundo. Os gols foram marcados por Daniel Alves e Alexandre Pato. Com o resultado, o atual comandante chegou à terceira vitória nos três primeiros jogos, quebrando uma escrita que durava mais de 18 anos.
Entre outubro de 1991 e fevereiro de 1992, Carlos Alberto Parreira estreou com uma sequencia de vitórias sobre Iugoslávia (3 a 1), Tchecoslováquia (2 a 1) e os Estados Unidos (3 a 0). Na era Mano Menezes, além da Ucrânia, o time canarinho também derrotou os americanos (2 a 0) e o Irã (3 a 0), na última quinta-feira, em Abu Dhabi. A equipe de Mano ainda tem outro ponto positivo a seu favor: não sofreu nenhum gol até agora.
A Seleção Brasileira voltará a campo apenas em novembro para o seu compromisso mais complicado sob o comando de Mano: dia 17, a equipe encara a Argentina, no Qatar. E já pensando no confronto com os hermanos, o treinador vai permanecer na Europa após a vitória sobre a Ucrânia para ver jogos de Real Madrid (Marcelo), Tottenham (Sandro e Gomes), Milan (Thiago Silva, Robinho, Pato e Ronaldinho Gaúcho) e Inter de Milão (Julio César, Lúcio, Thiago Motta, Mancini, Maicon e Philippe Coutinho).
VEJA GALERIA DE FOTOS DA VITÓRIA BRASILEIRA NA INGLATERRA
alexandre pato brasil gol ucrâniaPato comemora seu terceiro gol com a Seleção sob o comando de Mano: artilheiro (Foto: Getty Images)
Contra os ucranianos, que não contaram com o ídolo Shevchenko, Mano escalou o volante Elias como titular e deixou Philippe Coutinho no banco. A Seleção começou melhor a partida, tomando a iniciativa do jogo. A entrada de Elias na vaga de Philippe Coutinho surtiu efeito, e o time dominava as ações. Além do jogador do Corinthians, os laterais Daniel Alves e André Santos e os volantes Lucas e Ramires apareciam com destaque na partida. Carlos Eduardo, escalado como referência do meio-campo, não tinha uma boa atuação.
E foi em uma boa jogada de Elias que o Brasil abriu o marcador aos 24 minutos do primeiro tempo. O volante roubou a bola no meio-campo e tocou para Robinho. O Rei das Pedaladas tabelou com Alexandre Pato e recebeu pelo lado esquerdo da grande área. De canhota, o ex-santista de canhota cruzou e Daniel Alves acertou um belo chute de primeira para fazer 1 a 0 para a Seleção Brasileira. Um golaço.
Após sofrer o gol, a Ucrânia acordou para o jogo. A equipe europeia passou a trabalhar mais no campo ofensivo, tentando pressionar o Brasil. Mas foi justamente ao tentar controlar o jogo que a equipe quase levou o segundo gol. Tymoshuk errou o passe e deixou Alexandre Pato no mano a mano com um defensor. O camisa 9 balançou o corpo para se livrar do zagueiro, ficou de frente para o goleiro e chutou na trave. Na sobra, com o gol vazio, Carlos Eduardo finalizou por cima do travessão.
Mesmo melhor, o Brasil quase sofreu o gol de empate já no fim do primeiro tempo. Aos 42, Gusev passou por André Santos pelo lado esquerdo, se enrolou com Lucas e cruzou para área. Aliyev recebeu o passe e soltou a bomba para empatar. O árbitro assinalou falta no primeiro lance e anulou o gol de forma equivocada. Curiosamente, na vitória brasileira sobre o Irã por 3 a 0, na última quinta-feira, os rivais da Seleção também tiveram um gol mal anulado pelo trio de arbitragem.
Logo com cinco minutos do segundo tempo, a Ucrânia assustou Victor novamente: Rotan arriscou de fora da área, a bola tocou em Ramires e bateu na trave direita do goleiro brasileiro. A resposta do time de Mano veio aos 13, com Robinho. O camisa 7 driblou pela direita na área e bateu cruzado, mas a bola saiu sem perigo.
O segundo gol do Brasil saiu aos 18: Carlos Eduardo cruzou da direita, Pato dominou na área, rodou com a bola dominada e bateu sem chance para Dykan. Belo gol do artilheiro da era Mano Menezes com três em três jogos.
Logo após o gol, o treinador tirou Carlos Eduardo, que havia melhorado na etapa final, e Ramires para as entradas de Giuliano e Sandro. Aos 32, Giuliano fez boa jogada na entrada da área e foi derrubado por Tymoshuk, quase na linha. Daniel Alves cobrou colocado e a bola passou rente o travessão. Em seguida, Mano fez mais mudanças (apenas Victor, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Lucas atuaram os 90 minutos) e a equipe criou menos chances.

BRASIL 2 X 0 UCRÂNIA
Victor, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e André Santos (Adriano); Lucas, Ramires (Sandro), Elias (Wesley) e Carlos Eduardo (Giuliano); Robinho (André) e Alexandre Pato (Nilmar) Dykan, Kucher, Mandziuk, Fedetskiy e Romanchuk; Tymoshuk, Rotan, Polovyi (Gay), Gusiev (Khudobyak) e Aliyev; Milevski (Seleznyov)
Técnico: Mano Menezes Técnico: Yuri Kalitvintsev
Gols: Daniel Alves, aos 24 minutos do primeiro tempo; Alexandre Pato, aos 18 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Ramires (Brasil); Tymoshuk, Kusher (Ucrânia)
Árbitro: Martin Atkinson (Inglaterra). Auxiliares: Simon Beck (Inglaterra) e Steve Child (Inglaterra)

domingo, 10 de outubro de 2010

Max Wilson faz corrida espetacular e vence a etapa de Londrina da Stock

Piloto consegue sua terceira vitória na temporada após largar na oitava posição. Cacá Bueno chega em segundo lugar e Duda Pamplona é terceiro

Com uma prova sensacional, após largar na oitava posição, Max Wilson venceu neste domingo a etapa de Londrina da Stock Car, sendo seguido por Cacá Bueno e Duda Pamplona, e assumiu a liderança da Superfinal com os 25 pontos conquistados com a vitória.  A vice-lidrança da competição está com Ricardo Maurício, e Cacá Bueno aparece na terceira posição.
A prova começou com uma bela largada de Cacá Bueno, que assumiu a ponta após largar na segunda posição. Duda Pamplona, o pole position, ficou em segundo logo na primeira curva. A prova, que foi disputada sob forte calor, teve diversos momentos emocionantes, como a disputa entre Marcos Gomes, Ricardo Maurício e Allam Khodair. Após Ricardo Maurício ultrapassar Khodair, Gomes tentou aproveitar uma desatenção de seu companheiro de equipe e acabou tocando o seu carro.
Stock Car Max WilsonApós largar na oitava posição, Max Wilson faz prova de recuperação e vence em Londrina (Foto: Duda Bairros)
Na continuação da prova, Gomes tentou superar Ricardo Maurício e tocou irregularmente o carro do adversário, tirando-o da pista. A organização da prova decidiu punir Marcos Gomes com um 'drive through' pelos boxes. Quando os boxes foram abertos, cacá Bueno entrou e trocou os quatro pneus. A equipe demorou mais que o previsto, e o piloto voltou atrás de Max Wilson, que fazia uma bela prova e assumia a liderança.
- Foi um excelente começo de Superfinal. Vencer a primeira etapa é muito importante nessa fase. Meu carro estava muito bom, a equipe fez um excelente trabalho e estou muito feliz com essa vitória - disse Wilson após a prova.
A próxima prova, a décima da temporada 2010, acontece em Santa Cruz do Sul (RS), no dia 24 de outubro. As duas últimas provas acontecerão em Brasília, dia 21 de novembro, e em Curitiba, no dia 5 de dezembro.
O resultado da etapa de Londrina:
1 - Max Wilson - 48m54s358
2 - Cacá Bueno - 48m56s418
3 - Duda Pamplona - 48m58s888
4 - Júlio Campos - 49m13s284
5 - Giuliano Losacco - 49m15s801
6 - Ricardo Maurício - 49m16s988
7 - Luciano Burti - 49m21s932
8 - Nonô Figueiredo - 49m22s347
9 - Valdeno Brito - 49m22s558
10 - Allam Khodair - 49m23s227
11 - Alceu Feldmann - 49m36s751
12 - Popó Bueno - 49m38s999
13 - Antonio Pizzonia - 49m39s458
14 - Lico Kaesemodel - 49m39s700
15 - Betinho Gresse - 49m50s913
16 - Felipe Maluhy - 49m53s350
17 - Alan Hellmeister - 49m53s517
18 - Thiago Marques - 49m57s445
19 - Antonio Jorge Neto - 49m57s622
20 - Marcos Gomes - 49m00s962
21 - Ricardo Zonta - abandonou
22 - Átila Abreu - abandonou
23 - Christian Fittipaldi - abandonou
24 - Ricardo Sperafico - abandonou
25 - Rodrigo Sperafico - abandonou
26 - Daniel Serra - abandonou
27 - Thiago Camilo - abandonou
28 - Wilian Starostik - abandonou
29 - Xandinho Negrão - abandonou
30 - Cláudio Ricci - abandonou
31 - David Muffato - abandonou
32 - Diego Nunes - abandonou
Classificação da Superfinal:
1 - Max Wilson, 239 pontos
2 - Ricardo Maurício, 235
3 - Cacá Bueno, 232
4 - Nonô Figueiredo, 224
5 - Átila Abreu, 220
6 - Allam Khodair, 215
7 - Marcos Gomes e Popó Bueno, 210
9 - Felipe Maluhy, 208
10 - Daniel Serra, 207

Dragão vence, derruba o São Jorge do cavalo e Adilson Batista do Timão Em dia desastroso da defesa alvinegra, Atlético-GO faz 4 a 3 no Corinthians e ganha fôlego na luta contra Z-4. Paulistas somam cinco jogos sem vencer

A história de São Jorge, padroeiro do Corinthians, conta que ele venceu uma batalha contra um dragão. Mas no futebol, pelo menos na tarde deste domingo, foi diferente: o Dragão, no caso o Atlético-GO, é que venceu São Jorge e seu cavalo e ainda causou a saída de Adilson Batista do comando do Timão.
Eficiente e contando com atuação desastrosa da zaga alvinegra, o time de Goiás fez 4 a 3, de virada, dentro do Pacaembu. Melhor para os visitantes, na luta contra o rebaixamento e péssimo para os anfitriões, na briga pelo título do Brasileirão.
O resultado ainda não tira o Atlético-GO do Z-4, mas dá fôlego nessa empreitada. Até porque é a segunda vez que o time vai a São Paulo e derruba um grande. Foi assim quando fez 3 a 0 no Palmeiras, também no Pacaembu. Neste Brasileirão, o Dragão tem sido carrasco do Timão. No primeiro turno, no Serra Dourada, já havia vencido por 3 a 1.
Ao Corinthians agora resta conter a crise que certamente vai ganhar mais força dentro do clube, que chegou ao quinto jogo sem vitórias (três derrotas e dois empates). Terceiro colocado com 49 pontos, o Timão não tem mais chance de assumir a liderança caso vença o Vasco. Pior ainda, viu o Cruzeiro disparar ao vencer o Fluminense por 1 a 0. Os mineiros foram a 54 pontos e assumiram a liderança, seguidos pelos cariocas, com 52.
Se a reunião com representantes da maior organizada do clube no sábado foi mais para apoio do que para cobrança, a voz da arquibancada mostrou neste domingo que a cobrança será forte. Pedidos de raça, gritos de burro para Adilson e hostilidades contra o presidente Andrés Sanches. Os próximos dias serão quentes.
Na próxima quarta-feira, em São Januário, no Rio de Janeiro, o Corinthians encara o Vasco, em jogo atrasado do primeiro turno. A equipe carioca, aliás, é a próxima adversária do Atlético-GO, no próximo domingo, dia 17, às 16h, em Goiânia. No mesmo dia, o Timão joga com o Guarani, no Brinco de Ouro, em Campinas.
Dragão cospe fogo em São Jorge
Bruno César cobrou escanteio da esquerda, e Thiago Heleno cabeceou na trave. No rebote, o meia cruzou rasteiro e Leandro Castán completou para a rede. O gol do Corinthians contra o Atlético-GO, a um minuto de jogo, parecia ser o pontapé inicial de uma reação tranquila dentro do Campeonato Brasileiro. Só parecia.
A equipe alvinegra até que tinha o controle da partida. Com bom toque de bola, envolvia o adversário. Mas não tinha finalização. Quando tinha, saía tudo errado. O único que tentava algo diferente era Bruno César. Sempre que tinha condição, o camisa 10 arriscava. Fosse de dentro ou fora da área. De longe ou perto.
Só que o Timão parecia não contar com um Atlético-GO eficiente. Foram três chutes e três gols. Sem tirar o mérito do Dragão, todos com falhas da defesa. No primeiro, aos 19, Robston estava em posição de impedimento quando recebeu a bola na esquerda, é verdade, mas a zaga parou totalmente e viu Juninho marcar.
O Corinthians sentiu o gol e passou a jogar nervoso. Melhor para a equipe do técnico René Simões. Aos 38 minutos, Robston cobrou falta da esquerda para dentro da área. Contando o goleiro Julio Cesar, havia sete jogadores do Timão na área. A bola passou por todos eles, e Gilson só rolou para o fundo do gol.
Sabendo aproveitar o mau momento do adversário, o Atlético-GO chegou ao terceiro gol aos 45 minutos. Thiago Heleno vacilou na marcação e na linha de impedimento, permitindo toque de Juninho para Marcão: 3 a 0. À Fiel restou gritar: “Chicão, Chicão, Chicão”, “Raça Timão, você é tradição” e “Vamos jogar bola, ô, ô”.
Sob vaias, os jogadores do Timão foram para o vestiário.
Marcão gol Atlético-GOMarcão comemora gol do Atlético-GO no Pacaembu (Foto: Ag. Estado)

Dragão derruba até o cavalo de São Jorge
No retorno para o segundo tempo, a torcida voltou a gritar “Vamos jogar bola, ô, ô, ô”, mas o canto se confundiu com os gritos de “burro” para o técnico Adilson Batista. Ele atendeu ao pedido da torcida e colocou Chicão, retornando depois de dez jogos fora, mas no lugar de William, o que revoltou a Fiel.
As primeiras ações da etapa final davam indícios de que seria ataque (do Corinthians) contra defesa (do Atlético-GO). Mas o nervosismo do Timão ainda propiciava espaços ao Dragão. Irritada, a torcida alvinegra pediu mais um jogador: o argentino Defederico. Adilson, mais uma vez, aceitou a sugestão e tirou Moacir.
Adilson Batista CorinthiansAdilson Batista tenta orientar o time do Corinthians.
No fim, técnico pediu demissão (Foto: Ag. Estado)
Só que a situação não melhorou. Piorou. Não pela entrada de Defederico, mas pela expulsão infantil de Leandro Castán aos 12 minutos, por conta de uma cotovelada. Se com o mesmo número de jogadores, o Corinthians já tinha dificuldades em superar o Dragão, com um a menos as chances de reação diminuíam.
O que está ruim, aliás, pode ficar pior. E ficou para o Corinthians. Aos 22 minutos, o eficiente Atlético-GO fez o quarto gol. Marcão recebeu bom passe de Adriano e não deu chance para o goleiro Julio Cesar. Revoltados, alguns torcedores começaram a ir embora. Até o presidente Andrés Sanches deixou a numerada.
Até porque alguns torcedores começaram a hostilizá-lo depois do quarto gol sofrido. Aos 26 minutos, o Corinthians ainda conseguiu marcar. William Morais recebeu de Jucilei e mandou para a rede, dando esperança aos mais fiéis da Fiel. E aos 41, Thiago Heleno aumentou esse sentimento ao marcar de cabeça.
Mas já era tarde. Faltava tempo e qualidade para um heroico empate. Após a jornada infeliz, restou apenas a inesperada saída de Adilso Batista.
CORINTHIANS 3X4 ATLÉTICO-GO
Julio Cesar; Alessandro, Thiago Heleno, William (Chicão) e Leandro Castán; Moacir (Defederico), Paulinho, Jucilei e Bruno César; Iarley e Souza (William Morais). Márcio; Adriano, Daniel Marques, Gilson (Jairo) e Thiago Feltri; Agenor, Pituca, Robston e Anaílson (Renatinho); Juninho (William) e Marcão.
Técnico: Adilson Batista. Técnico: René Simões.
Gols: Leandro Castán, a 1, Juninho, aos 19, Gilson, aos 38, e Marcão, aos 45 minutos do primeiro tempo; Marcão, aos 22, William Morais, aos 26, Thiago Heleno, aos 41 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: .Jucilei (COR); Agenor, Jairo (ATL). Cartão vermelho: Leandro Castán (COR).
Público: 23.459 pagantes. Renda: R$ 748.606,00.
Local: Pacaembu, em São Paulo (SP). Data: 10/10/2010. Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG). Auxiliares: Márcio Eustáquio Santiago (Fifa-MG) e Dibert Pedrosa Moisés (Fifa-RJ).

Cruzeiro 1 x 0 Fluminense


Cruzeiro de Cuca desbanca Flu de Muricy e assume ponta do Brasileirão

Wellington Paulista foi o autor do gol que colocou a Raposa na primeira colocação, com 54 pontos, dois a mais que o Tricolor

Cuca cruzeiroCuca comemora gol de Wellington Paulista: técnico
agora é o líder (Foto: Juliana Flister / VIPCOMM)
Falar em troco ou resposta seria exagero. Até pela relação afetiva entre as partes. Mas é inegável que o destino pregou uma peça no Fluminense na tarde deste domingo, no Parque do Sabiá, em Uberlândia. Ao trocar Cuca por Muricy Ramalho no início do Brasileirão, o Tricolor tinha como objetivo ficar mais próximo do sonhado título nacional. Pois é, mas foi justamente o ex-treinador que tirou a equipe tricolor da ponta da tabela, com a vitória por 1 a 0 do Cruzeiro, em partida válida pela 29ª rodada. Agora, o técnico líder do Brasil é ele.
Na quarta partida em Uberlândia, os mineiros conquistaram a quarta vitória pelo mesmo placar (Corinthians, Flamengo e Inter foram as outras vítimas). De volta ao time após seis rodadas, Wellington Paulista mostrou, ao contrário de muitos tricolores vindos do departamento médico, que o estiramento na coxa esquerda não o incomoda mais e cabeceou firme, aos 14 do primeiro tempo, para garantir os três pontos que colocaram a Raposa no topo da tabela. São 54, contra 52 dos cariocas, que estão em segundo.
Além da liderança, o Flu perdeu ainda Deco, mais um na grande lista de jogadores com problemas musculares, por tempo indeterminado e já acumula três partidas sem vitória. No próximo domingo, o compromisso é contra o Botafogo, às 18h30m (de Brasília), no Engenhão. Já o Cruzeiro, que deixou o gramado ouvindo os gritos de “o campeão voltou”, defende a liderança pela primeira vez contra o embalado Grêmio, também no domingo, às 16h, no Olímpico.
Confira a classificação atualizada do Brasileirão!
Fumaça azul toma conta do Parque do Sabiá e ‘liga’ o Cruzeiro
Torcida do Cruzeiro no Parque do SabiáTorcida do Cruzeiro faz a festa antes do jogo
(Foto: TV Globo Minas / Globoesporte.com)
O Parque do Sabiá não é o Mineirão, mas o Cruzeiro cuidou de todos os detalhes para se sentir em casa em Uberlândia. Se as arquibancadas não estavam lotadas como deveria ser em um jogo tão decisivo, a festa em campo, comandada pelos mascotes Raposão e Raposinha e embalada por músicas de incentivo no sistema de som, criava o clima favorável para o time celeste.
Com os torcedores extasiados sob uma fumaça azul, o Cruzeiro entrou em campo a mil e o argentino Montillo não diminuiu a adrenalina nem mesmo durante a execução do hino nacional brasileiro, dando corridinhas para manter o aquecimento. Como se não bastasse tudo isso, o gol do Corinthians sobre o Atlético-GO, no Pacaembu, antes mesmo de a bola rolar, transformou o jogo em ainda mais importante.
Setor esquerdo da defesa tricolor é o caminho cruzeirense
Sem Mariano, na Seleção, e com seu substituto Marquinhos lesionado, o Fluminense mandou para campo Thiaguinho improvisado na lateral direita. No treino de sábado, Muricy Ramalho deu atenção especial ao setor, mas o volante até que cumpriu bem seu papel, bem no combate e apoiando com desenvoltura. O problema, no entanto, estava do outro lado, com Carlinhos.
Wellington Paulista comemora o gol no  jogo entre Cruzeiro e FluminenseWellington Paulista comemora o gol com Fabrício (Foto: Juliana Flister / Vipcomm)
Famoso pela força ofensiva, o lateral-esquerdo ficou preso a marcação do arisco Thiago Ribeiro, e não foi feliz. Válvula da escape da equipe de Cuca, o atacante estava o tempo todo com a bola, sempre dando trabalho. Não à toa, foi por este setor que saiu o primeiro gol da partida. Se Thiago Ribeiro sozinho estava difícil de segurar, imagine uma dupla com Montillo? Pois é, não foi necessário imaginar, eles entraram em ação.
Aos 14, o atacante puxou a marcação e o argentino deu o toque de classe. Com muita calma, do bico da área, ele levantou a bola no segundo pau e encontrou a cabeça de Wellington Paulista. Facilitado por um Gum totalmente perdido na marcação, o camisa 9 escorou no contrapé de Rafael e correu para o abraço.
Nos duelos individuais, cruzeirenses são mais decisivos
O lance, por sinal, diz muito do primeiro tempo. Apesar de o Fluminense até ter bastante posse de bola, o Cruzeiro se mostrava mais seguro de si e parecia ter total consciência de cada ato. Coletivamente e individualmente. No lado de tricolor, Washington recebeu uma, duas, três, quatro bolas e não foi feliz. No lado celeste, Wellington Paulista precisou de apenas uma chance para marcar após seis partidas fora da equipe.
A situação vale também para o duelo de argentinos. Conca participou mais da partida, estava sempre com a bola, arriscava chutes de longe, passes e sofria com a marcação individual de Marquinhos Paraná. Não conseguia ser decisivo. Já Montillo em determinados momentos se mostrou sonolento, lento. Entretanto, também precisou de apenas uma chance para fazer o que dele se espera: a diferença.
Deco, lesionado, foi substituído ainda no primeiro tempo por Marquinho. Nada que fizesse o torcedor arrancar os cabelos. O luso-brasileiro não jogava bem e sua participação se resumiu a um bom passe para Rodriguinho, que perdeu chance na frente de Fábio, aos 23. O Cruzeiro também sofreu uma baixa: Caçapa voltou a sentir dores no joelho e deu lugar a Gil.
Nos 15 minutos finais, o ritmo da partida diminuiu bastante. Bom para o Cruzeiro, que fez uso do meio-campo para trocar passes, manter a posse de bola e descer para o vestiário em vantagem. Para melhorar, assim que Carlos Eugênio Simon apitou o fim da primeira etapa o sistema de som entrou em ação para avisar: no Pacaembu, Atlético-GO 3 a 1 sobre o Corinthians. Era o momento certo para o Raposão entrar novamente em campo.
Montillo sai, Cruzeiro abaixa a guarda, mas Flu erra demais
Rodriguinho Fluminense x CruzeiroRodriguinho disputa bola com Pablo: atacante
perdeu gol incrível (Foto: Photocamera)
Como se tivesse um roteiro, a partida se desenhou da mesma forma no segundo tempo: o Fluminense com posse de bola, e o Cruzeiro mais perigoso. A dupla Montillo e Wellington Paulista seguia bem demais, como no lance em que o argentino lançou para o atacante carimbar o travessão de Rafael, logo aos três. Empolgado, “Wellingol”, como é chamado pelo pai, até marcou o segundo, mas em posição irregular, após escanteio, aos oito.
E assim seguiu o jogo até os 20 minutos, quando a parceria se desfez. Montillo, sentindo dores musculares, saiu para a entrada de Roger, e o Flu, até então apático, voltou para o jogo. Era chute daqui, cabeçada de lá, cruzamento, escanteio. Pressão total, que sempre esbarrava em um mal: os erros de finalização. O pior deles foi de Rodriguinho, aos 24, quase na linha gol, quando, incrivelmente, conseguiu chutar por cima do travessão.
Edcarlos se agiganta e ‘se vinga’ do Flu
Cansado e sem seu principal condutor, o Cruzeiro passou a segurar o resultado, e teve em um ex-tricolor um dos grandes responsáveis por isso. Escorraçado das Laranjeiras após muitas vaias da torcida, Edcarlos reencontrou Cuca na Toca da Raposas, ganhou confiança, assumiu o posto de titular, e foi o grande carrasco do Flu nos minutos finais. Nas bolas aéreas e no combate direto, ele ganhou todas de Washington e cia., se impôs e garantiu a liderança celeste.
O Flu dispensou Edcarlos, trocou Cuca por Muricy, mandou Everton (que ficou o jogo todo no banco) embora, e viu suas “crias” assumirem a liderança do Brasileirão. Ainda faltam nove rodadas, mas agora o bilhete premiado tem a cor azul. Ah, e, lógico, o Raposão foi o dono da festa ao apito final de Simon.

Cruzeiro x fluminense
Fábio, Jonathan, Edcarlos, Caçapa (Gil) e Pablo; Fabrício, Marquinhos Paraná, Henrique e Montillo (Roger); Thiago Ribeiro (Farías) e Wellington Paulista. Rafael, Thiaguinho (Belletti), Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos(Julio Cesar); Diogo, Fernando Bob, Deco (Marquinho) e Conca; Washington e Rodriguinho.
Técnico: Cuca. Técnico: Muricy Ramalho.
Gols: Wellington Paulista, aos 14 minutos do primeiro tempo.
Estádio: Parque do Sabiá, em Uberlândia (MG) Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa/RS) Auxiliares: Alessandro Rocha de Matos (Fifa/BA) e Carlos Berkenbrock (Fifa/SC)

10/10/2010 18h44 - Atualizado em 10/10/2010 19h05 Adilson Batista deixa o comando do Timão após cinco jogos sem vencer Logo após a derrota para o Atlético-GO, neste domingo, no Pacaembu, veio a confirmação de que técnico está fora. Diretoria diz que ele pediu para sair

Adilson Batista não é mais o técnico do Corinthians. Ele entregou o cargo logo após a derrota por 4 a 3 para o Atlético-GO, neste domingo, no Pacaembu, pela 29ª rodada do Brasileirão (assista aos gols no vídeo ao lado). O treinador assumiu o comando do Timão após a saída de Mano Menezes, que foi convidado a dirigir a Seleção Brasileira. Estreou contra o Palmeiras, dia 1º de agosto. De lá para cá foram 17 jogos. Sete vitórias, quatro empates e seis derrotas.
Quando Adilson chegou, o Corinthians era líder da competição, com 24 pontos em 11 jogos. Agora está em terceiro, com 49, a cinco pontos do líder Cruzeiro. O Timão não venceu nenhum dos últimos cinco jogos, o título ficou distante e o treinador não resistiu. Segundo o diretor de futebol do clube, Mário Gobbi, Adilson pediu para sair.
- O professor nos procurou entendendo que deveria deixar o caminho livre, pois não quer causar nenhum prejuízo ao clube, que vive um momento de decisão. Enxergou com a grandeza de alma, de espírito. Percebeu que, pelo Corinthians, seria boa a saída dele. Quero dizer que foi uma honra ter o Adilson conosco, um treinador competente - afirmou.
Adilson Batista CorinthiansAdilson Batista comandou a equipe em 17 jogos. Nos últimos cinco, nenhum triunfo (Foto: Ag. Estado)

Gobbi disse ainda que tudo aconteceu muito rapidamente. Por isso, o clube ainda não pensou num substituto. Ele garantiu que a diretoria corintiana não tinha intenção de demitir Adilson fosse qual fosse o resultado deste domingo. No entanto, o presidente Andres Sanches deixou o seu camarote, logo após o fim da partida, bastante transtornado e seguiu em direção ao vestiário. Minutos depois, veio a confirmação de que o técnico estava fora.
- Nós não viemos ao Pacaembu hoje para trocar de treinador. Isso é fato novo, que aconteceu há meia hora. Como sempre fizemos, vamos sentar com o presidente, ver o que é melhor para o grupo, para o Departamento de Futebol e vamos buscar uma solução. O que for melhor para o Corinthians vai ser feito. Não temos um plano, porque não tínhamos a intenção e nem cogitávamos a mudança que está acontecendo.

Brasil pulveriza Cuba, embolsa o tri e confirma sua dinastia em Mundiais

Com atuação irretocável, seleção de Bernardinho deixa todos os percalços para trás, atropela equipe caribenha e conquista o terceiro título consecutivo

Por Carol Oliveira Direto de Roma
Difícil foi antes da final. A campanha recheada de dramas se arrastou ao longo de 15 dias com lesões, troca de farpas, derrota de propósito, chuva de críticas. Nada disso entrou em quadra no domingo. Quando a bola subiu na Arena de Roma, o Brasil fez a decisão contra os cubanos parecer um treino de luxo contra juvenis. Sem medo de mostrar quem manda no vôlei neste planeta. Agressivos, vibrantes e impiedosos, os comandados de Bernardinho transformaram a valente seleção de Cuba em pó. Com 3 sets a 0 (25/22, 25/14 e 25/22), derrubaram os caribenhos em apenas 1h14m, chegaram ao tricampeonato e esticaram sua dinastia em Mundiais. Desde 2002, ninguém tira o verde-amarelo do topo.
Acusado de perder para a Bulgária na segunda fase para escapar dos cubanos na terceira, o Brasil mostrou neste domingo que não precisava temer os rivais. Com mais uma atuação memorável de Leandro Vissotto, que também tinha sido o herói da semifinal contra a Itália, a seleção se impôs desde o início e não foi ameaçada em nenhum momento. Venceu como time grande que é.
Brasil e Cuba Mundial Masculino de VôleiFesta brasileira na Arena de Roma: a seleção brasileira é tricampeã mundial de vôlei (Foto: FIVB)
O terceiro título mundial consecutivo coroa uma campanha cheia de obstáculos: além das críticas pela derrota para os búlgaros, o grupo teve de lidar com o problema intestinal de Marlon, a lesão de Bruninho, a pressão da torcida italiana e a superação de um grupo renovado, com alguns jogadores que nunca tinham disputado um Mundial.
A vitória deste domingo veio com um ataque pela ponta de – quem mais? – Vissotto, que fez 19 pontos. Quatro a mais que o jovem fenômeno cubano Leon, de 17 anos, autor de 15. Com a conquista garantida, os jogadores correram pela quadra, gritaram, pularam, choraram. Tiraram da garganta um grito que ficou engasgado durante duas semanas: tricampeão mundial.
- Só quem está aqui pode julgar o que passamos. Pressões, dificuldades, mas chegamos ao título, e o time mostrou que é sólido, guerreiro, focado e reage bem à pressão - festejou Bernardinho, em entrevista ao SporTV logo após a partida.
Vissoto Brasil e Cuba Mundial Masculino de VôleiVissotto foi um gigante neste domingo (Foto: FIVB)
Domínio desde o início
A incerteza sobre as condições de Bruninho acabou assim que o locutor da Arena chamou seu nome. Camisa 1, o levantador foi o primeiro a entrar na quadra. Mas quem começou brilhando foi o número 6, Leandro Vissotto. A exemplo da semifinal contra os italianos, o oposto brilhou no primeiro set. Com dois ataques seguidos, colocou o Brasil em vantagem de três pontos. Na primeira parada obrigatória, o placar mostrava 8/3.
Bruninho fazia cara de dor na metade do set. Parecia jogar na marra. Depois de um bloqueio que deixou o Brasil com 9/3, comemorou muito virado para o grupo de torcedores brasileiros na arquibancada. Vissotto continuava virando todas, mas agora tinha a companhia de Murilo e Dante. Cuba ainda esboçou uma reação no fim da parcial, com Hernandez soltando o braço no saque. Quando a vantagem caiu para dois pontos (21/19), Bernardinho pediu tempo para esfriar o rival. Deu certo. A Arena de Roma gritava por Cuba, mas foi o Brasil, após um ataque de Theo, que fechou o set em 25/22.
Os cubanos voltaram cometendo muitos erros. Com Murilo no saque, não conseguiam acertar o passe, e o Brasil abriu 4/0. Com 7/1, Orlando Samuels tirou o levantador Hierrezuelo e colocou Diaz, mas os vacilos não cessaram. O Brasil continuava com Vissotto inspirado. Giba, com seu bigode mexicano da sorte, jogava junto do banco. Orientava e não deixava os companheiros perderem a motivação. No fundo, nem era preciso alertar. A seleção jogava fácil.
Após a segunda parada técnica, a diferença era de seis pontos: 16/10. Bernardinho parecia gostar do que via e não reclamava como de hábito. Samuels parou o jogo quando o placar apontava 20/11 e o estrago já estava feito. Foi com um ataque de Vissotto o set terminou em implacáveis 25/14.
O terceiro set sugeria mais equilíbrio. Cuba parecia enfim acordar para o jogo e, pela primeira vez, teve uma liderança no placar. Mas a alegria caribenha durou pouco. Quando o Brasil passou à frente (7/6), Vissotto e Leon se desentenderam na rede. O oposto brasileiro chegou a colocar o dedo na cara do jovem cubano, que manteve a cabeça erguida. Murilo tentou acalmar os ânimos dos jogadores, mas o juiz interveio e encerrou a discussão. A vantagem verde-amarela se manteve apertada até a segunda parada, quando Bruninho e Vissotto resolveram encurtar o caminho para o título.
Brasil e Cuba Mundial Masculino de VôleiOs jogadores festejam na Arena de Roma: após duas semanas, o tricampeonato mundial (Foto: FIVB)
Ao fazer o 19º ponto, o oposto correu em direção ao levantador, e os dois comemoraram muito. A euforia era tanta que Bernardinho precisou pedir calma, principalmente ao filho Bruninho. Com 20/15 no placar, o técnico brasileiro fez a inversão do 5-1. Marlon e Theo entraram no lugar de Vissotto e Bruninho, mas quando Cuba cortou para 20/18, a alteração foi logo desfeita. Como nada poderia ser fácil na campanha, a seleção demorou a fechar o jogo. Murilo tentou, Lucão também, mas o último ponto tinha dono. Vissotto. Pelas mãos dele, num ataque pela ponta, veio o tricampeonato.
Naquele momento, não era mais preciso manter a cabeça no lugar. Após duas semanas, tinha chegado a hora da festa. Os jogadores correram pela quadra feito crianças. Bernardinho, ainda com as muletas e a expressão de alívio, abraçava quem estava à sua volta. Os campeões gritavam e tiravam tudo que estava guardado na garganta. Agora não há mais. O Brasil é tricampeão do mundo.

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