quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Ladeira acima, Santos é o time com melhor aproveitamento do returno

Cinco jogos, quatro vitórias e um empate: 86,7% dos pontos disputados. Peixe consolida recuperação e já sonha com título nacional no fim do ano

Por GLOBOESPORTE.COM Santos, SP
Lá vem o Santos subindo a ladeira. Se no primeiro turno do Campeonato Brasileiro o time marcou passo, priorizando a Taça Libertadores, no returno o Peixe apresenta uma excelente recuperação. É o time com melhor aproveitamento na segunda parte da competição: em cinco jogos, quatro vitórias e um empate: 86,7%.
Borges gol Santos (Foto: Ag. Estado)Borges diz que Peixe vai pensando passo a passo, mas vislumbra título (Foto: Ag. Estado)





O Alvinegro Praiano não lidera o returno porque tem menos pontos que o Fluminense. O Tricolor carioca somou 15 pontos da 20ª rodada para cá, mas tem aproveitamento menor que o do Peixe (83,3%) porque jogou mais e perdeu um jogo: seis partidas, com cinco vitórias e uma derrota. O time da Vila Belmiro, que obteve 13 pontos no returno, teve um confronto - contra o Botafogo - adiado para outubro.
Para o técnico Muricy Ramalho, o Santos está subindo no momento certo e ainda vai incomodar neste Brasileiro. O treinador evita falar em título para não criar muitas expectativas, mas lembra que a equipe se aproximou bem dos primeiros colocados. Está em nono lugar, com 35 pontos, dez atrás do líder São Paulo (e com dois jogos a menos, contra Botafogo e Grêmio).
- É importante essa nossa sequência. O campeonato está afunilando e estamos subindo. Os jogadores voltaram a atuar bem e o time está competitivo novamente, focado na competição - afirmou.

Borges, artilheiro do Brasileirão, com 18 gols em 21 jogos, afirma que o Santos deve seguir pensando em jogo a jogo para, depois, ver se dá para brigar pelo título.

- É um passo de cada vez. Estamos fazendo um ótimo segundo turno, fazendo a nossa parte e esperando o pessoal da frente tropeçar.
CLASSIFICAÇÃO DO RETURNO POR APROVEITAMENTO
Santos (cinco jogos no returno) 86,7%
Fluminense (seis jogos) 83,3%
Vasco (cinco jogos) 66,7%
Grêmio (cinco jogos) 60%
Botafogo (quatro jogos) 58,3%
Atlético-MG, Bahia, Coritiba, Internacional e São Paulo (seis jogos) 55,6%
Atlético-GO (cinco jogos) 53,3%
Corinthians e Figueirense (seis jogos) 38,9%
América-MG (seis jogos) 33,3%
Atlético-PR e Avaí (seis jogos) 27,8%
Palmeiras (cinco jogos) 20%
Ceará (cinco jogos) 13,3%
Cruzeiro e Flamengo (seis jogos) 11,1%







 

Efeito vaga-lume incomoda Diego Souza: 'Quem está sempre no auge?'

Em entrevista exclusiva, camisa 10 comemora a boa fase e diz que sonha levantar a taça do Brasileiro com Ricardo Gomes, que se recupera de um AVC

Por Rafael Cavalieri Rio de Janeiro
Quando surgiu nas categorias de base do Fluminense, Diego Souza foi apontado como um promissor volante. Logo se transferiu para o Benfica onde não obteve o mesmo sucesso. De lá foi para o rival Flamengo. Mas o brilho só voltou mesmo quando chegou ao Grêmio em 2007. Nos anos seguintes, pelo Palmeiras, ainda mais destaque. Mas veio 2010 e a estrela novamente se apagou. Neste ano, o  Vasco chegou para fazer o camisa 10 brilhar novamente a ponto de ser convocado por Mano Menezes para a Seleção Brasileira.
Os altos e baixos na carreira acabaram rotulando o jogador, que chegou a ser comparado a um vaga-lume. Em entrevista exclusiva ao GLOBOESPORTE.COM, Diego Souza deixou clara a insatisfação sobre o assunto, com direito a pitadas de indignação. O camisa 10 vascaíno considera que não existe um jogador no Brasil que mantenha um alto nível de atuações por várias temporadas seguidas. E, em sua avaliação, nos últimos quatro anos apenas um é para ser esquecido.
- Quem está sempre no auge? É claro que este rótulo me incomoda. Depois de três anos maravilhosos um ruim coloca tudo a perder? Não concordo com isso não - afirmou.
Diego Souza especial do Vasco (Foto: Rafael Cavalieri / GLOBOESPORTE.COM)Diego Souza já se sente em casa com a camisa do Vasco (Foto: Rafael Cavalieri / GLOBOESPORTE.COM)
Durante a conversa em São Januário, que durou cerca de 25 minutos, Diego Souza revela o que o atrapalhou em 2010 e reconhece que suas últimas transferências foram precoces. Mas, ao mesmo tempo, admite que reencontrou o prazer e a felicidade no Vasco sob o comando de Ricardo Gomes. A empolgação com o momento é tanta que ele já sonha levantar a taça de campeão brasileiro ao lado do técnico Ricardo Gomes, que se recupera de um AVC (acidente vascular cerebral), que sofreu há 25 dias durante o clássico contra o Flamengo.
- É para ele que vamos correr. Já imagino a cena - resumiu.
Nesta quinta-feira, o Vasco enfrenta o Atlético-GO, em São Januário. O time tenta recuperar a liderança do Brasileirão perdida para o São Paulo, que empatou com o Corinthians nesta quarta-feira. Diego Souza, que brilhou na última vitória por 4 a 0 sobre o Grêmio, vai comandar novamente o trem bala da Colina.
GLOBOESPORTE.COM: Muito se falou após a partida contra o Grêmio que quando o Diego Souza brilha, o Vasco encanta. Foi assim em outros momentos da temporada. Concorda com isso?
Tenho minha importância para o grupo, mas não sou eu que faço o Vasco vencer. Todos têm os seus papéis. Contra o Grêmio, por exemplo, o Eder Luis também marcou o seu gols e fez belas jogadas... O Elton brilhou, o Jumar marcou tudo pela esquerda, o Eduardo Costa protegeu muito o meio, o Fellipe Bastos também ajudou... O detalhe é que tenho tido bastante liberdade para atacar sem ter de me desgastar demais com a marcação. Com toda essa liberdade tenho obrigação de fazer algo diferente.
Então você está gostando deste novo posicionamento?Estou adorando, não é (risos)? O Ricardo Gomes já tinha me dado essa liberdade e o Cristóvão só reforçou. Como vou reclamar (risos)?
E como você sente após uma partida em que brilhou tanto?
Saio feliz, satisfeito e com a sensação de dever cumprido. No domingo acompanhei durante a folga os jogos que complementaram a rodada e a sensação de ter dormido e acordado no dia seguinte com a liderança foi muito boa.
De todos os jogos no qual você se destacou na temporada, consegue apontar um favorito?Pela importância e pelo contexto acho que foi o contra o Avaí, pelas semifinais da Copa do Brasil (veja os gols ao lado). A pressão era grande, a gente precisava de gols para alcançarmos a final do campeonato. Foi uma noite especial.
É difícil você repetir duas grandes atuações de maneira consecutiva. Tem algum motivo especial para isso?
Cada jogo tem a sua história. Tem sempre um que vai ser mais difícil do que o outro por diversos fatores. Mas nestes momentos, quando você sente que a noite não está para você, é necessário ser inteligente abrir espaço para os seus companheiros., marcar mais e sempre tentar ajudar o time da melhor maneira possível. Dar o máximo sempre.
Esta situação acaba remetendo a uma discussão antiga. Há quem considere que sua carreira nunca emplacou o que o levou até a ser rotulado como vaga-lume. Ouvir este tipo de comentário incomoda? É um rótulo do qual você pretende se livrar?
Claro que me incomoda. Se for analisar desta maneira, quem está no auge o tempo todo? Tive três anos maravilhosos recentemente. Em 2007, pelo Grêmio, fiz uma grande campanha na Libertadores e no Brasileiro. No ano seguinte estive entre os melhores da posição no Brasileiro. Em 2009 fui eleito o craque do campeonato. Em 2010 reconheco que tive um ano ruim por diversos motivos. Mas isso é ser vaga-lume ou o que quer que falem?
Foram muitas derrotas que fizeram o time virar motivo de chacota. O ser humano se torna vencedor quando consegue aprender com os erros. Foi o que aconteceu aqui."
Diego Souza
O que se faz necessário para você conseguir ter uma boa temporada pela frente?
É simples. Quando faço uma boa pré-temporada, tudo fica melhor e mais fácil. Foi assim durante estes anos e também nesta temporada. Ano passado que tive alguns problemas que atrapalharam o desenvolvimento do restante do ano.
Dá para apontar quais foram os problemas?
A reta final do Brasileiro de 2009 foi desgastante. Estávamos brigando pelo título e no fim o time caiu e ficou fora da Libertadores. Tiveram inúmeros problemas (NR: A torcida do Palmeiras o considerou um dos principais culpados pela queda de rendimento). No fim do ano surgiram propostas e eu achava que iria jogar fora do país. Não foi o que aconteceu e acabei indo para a pré-temporada com isso na cabeça. Tudo foi me atrapalhando e o desempenho foi muito abaixo. Acabei não rendendo até me transferir para o Atlético. Mas aí isso tudo refeletiu no restante do ano. Foram saídas precoces.
O Vasco apareceu e o momento do clube não era o ideal. Você imaginava que fosse dar tão certo aqui?
Pessoalmente achava sim que poderia render. Tinha feito uma boa preparação e cheguei para ajudar. Mas o encaixe realmente foi tão bom que impressionou e acabou se tornando uma surpresa. Até porque o início da temporada do Vasco tinha sido muito ruim. Foram muitas derrotas que fizeram o time virar motivo de chacota. O ser humano se torna vencedor quando consegue aprender com os erros. Foi o que aconteceu aqui.
O AVC do Ricardo Gomes foi um baque grande. Chegou a temer que a temporada poderia estar perdida em função do psicológico?
Naquele momento não pensávamos em nada. Só na boa recuperação dele. Sabíamos também que o trabalho não iria mudar. Foram belos meses que serviram para implementar uma filosofia que não iria se perder de uma hora para outra.
Chegou a temer pela vida dele?
Fiquei com medo sim. Na hora ninguém tinha noção da gravidade do caso (veja o vídeo ao lado). Só fomos tomar conhecimento depois da partida. Bateu um receio de nunca mais tê-lo ao nosso lado. Mas graças a Deus cada dia que passava vinha com uma boa notícia. A gente acompanhava em conversas e nas próprias matérias da imprensa a evolução do caso.

Vejo essa cena na minha cabeça: o título com ele ao nosso lado brigando com a gente"
Diego Souza
Você revelou um pacto feito entre os jogadores para o Vasco seguir firme na briga pelo título homenageando Ricardo Gomes desta maneira. Acredita que o time comprou o barulho?Nossa responsabilidade é cada vez maior até para premiá-lo. No primeiro jogo após o ocorrido, contra o Ceará, só pensávamos na vitória para homenageá-lo mesmo. E é isso que precisa acontecer. Ele acreditou na gente em um momento difícil e tornou esse time vencedor. É para ele que precisamos vencer.
Já parou para pensar na possibilidade de levantar a taça de campeão Brasileiro com o Ricardo Gomes em campo?
Vejo essa cena na minha cabeça: o título com ele ao nosso lado brigando com a gente. Para isso temos de continuar correndo e dando o nosso melhor. Faltam 14 rodadas para esse dia tão sonhado por todos nós.
Diego Souza comemora gol do Vasco sobre o Grêmio (Foto: Alexandre Loureiro/Fotocom.net)Diego Souza comemora gol do Vasco sobre o Grêmio (Foto: Alexandre Loureiro/Fotocom.net)

Deco resume balão em Batista: 'Ele não acreditou que eu fosse conseguir'

De volta após 50 dias, camisa 20 do Fluminense relembra lindo drible na vitória por 3 a 1 sobre o Avaí e afirma que se sentiu bem em campo

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Deco voltou. E com estilo. O apoiador participou de apenas 20 minutos da vitória por 3 a 1 sobre o Avaí, nesta quarta-feira, no Engenhão, pelo 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. Tempo suficiente para iniciar a jogada do terceiro gol do Fluminense e ainda dar um balãozinho desmoralizante no volante Batista (veja no vídeo ao lado). Após a partida, o camisa 20 comentou o lance.
- A bola veio muito rápida e o domínio era difícil. Acho que ele não acreditou que eu fosse conseguir. E depois eu não tinha outra opção - disse Deco por intermédio de sua assessoria de imprensa.
Diante do Avaí, Deco voltou a vestir a camisa tricolor após 50 dias se recuperando de um estiramento na panturrilha direita e fez sua sétima partida no Brasileirão. Mesmo sem o ritmo de jogo ideal, o apoiador disse ter se sentido bem em campo.
- Me senti bem. Foi bom entrar com a equipe vencendo, porque deu mais tranquilidade na minha volta. Claro que entrei para ajudar a controlar a partida. Depois saiu o terceiro gol e ficou mais fácil - lembrou o jogador.
Deco dá chapeu em Batista durante Flu x Avaí (Foto: Photocamera)Deco no momento exato do balãozinho sobre Batista (Foto: Photocamera)
O elenco do Fluminense se reapresenta já nesta quinta-feira, às 15h30m, nas Laranjeiras. A equipe volta a campo no próximo sábado, diante do Atlético-PR, às 18h (de Brasília), na Arena da Baixada, em Curitiba.

Apoio e preocupação: Inter remói lesão de Damião

Principal jogador do time faz exames à tarde em Porto Alegre e deve ficar 20 dias fora dos jogos

Por GLOBOESPORTE.COM Porto Alegre
leandro damião machucado figueirense x internacional (Foto: Agência Estado)Leandro Damião tem lesão muscular na coxa
direita (Foto: Agência Estado)
Leandro Damião voltará a defender o Inter apenas em meados de outubro. A lesão muscular do principal jogador colorado chega em péssimo momento: é um duro golpe em um time que tenta migrar para a zona de classificação para a Libertadores da América. Quando o jogador caiu no gramado do Orlando Scarpelli, desabaram com ele os 39 gols marcados em 2011, determinantes para os colorados na temporada. O Inter remói a lesão de seu goleador.
Damião fará exames de imagem nesta quinta-feira, em Porto Alegre. A previsão inicial do departamento médico é de que ele fique 20 dias parado. Com isso, certamente desfalcará o Inter contra Atlético-MG, Atlético-PR e Vasco. Talvez possa enfrentar o São Paulo, em 12 de outubro, ou o Avaí, no dia 16.
O momento é de apoio ao jogador. Lesão é novidade para o centroavante, que já começa a receber a força dos colegas.
Temos que torcer para que não seja nada grave. Uma lesão muscular é sempre preocupante. Só nos resta torcer para que não seja tão grave, para não interromper essa sequência que ele vem tendo – disse o meia Andrezinho. A situação preocupa. O Inter deu provas de que é dependente de Damião, o maior artilheiro do país em 2011.
- É um prejuízo grande. Temos que buscar as soluções aqui dentro – afirmou o técnico Dorival Júnior.
O prejuízo não é só para o Inter. Damião certamente seria convocado por Mano Menezes nesta quinta-feira para os jogos da Seleção Brasileira contra Argentina, Costa Rica e México. O treinador, porém, já foi aconselhado a não chamar o atleta. O Inter diz que ele não estará recuperado até lá – as partidas são, respectivamente, em 28 de setembro, 7 de outubro e 11 de outubro.
A lesão abateu Damião. Ao sentar no banco de reservas, o jogador chorou nesta quarta-feira. Depois, ao comentar a situação, mal conseguiu completar a frase. Estava emocionado.
Horas mais tarde, já no hotel onde o Inter ficou concentrado em Florianópolis, Damião usou seu perfil no twitter para falar com os fãs. Agradeceu pelas mensagens de carinho dos admiradores. E avisou:
- Eu vou voltar logo.

Pasteleiro, pescador e vigia: a nada mole vida de jogador de futebol na D

Ao contrário de nomes como R10 e Neymar, a divisão revela atleta como operário padrão, que se desdobra para sustentar família ou realizar sonhos

Por Cahê Mota Direto de Macapá (AP), Plácido de Castro (AC), Rio Branco (AC) e Santarém (PA)
Cordões reluzentes, brincos de diamante nas orelhas, roupas de grifes estrangeiras, carros imponentes e assédio constante de mulheres e fãs. Com essa descrição, não é preciso qualquer outra dica para uma criança matar a charada: trata-se de um jogador de futebol. O estereótipo que se tornou senso comum e empolga milhares de jovens Brasil afora a seguirem os caminhos da bola, porém, está longe de ser padrão. No país do futebol, a realidade é cruel e a imagem ilusória. Longe do glamour da elite, a Série D abriga operários da bola. Profissionais que no lugar dos celulares ou chaves de automóveis, carregam no bolso a carteira de trabalho.
Serie D - Irisvaldo (Foto: Cahê Mota/Globoesporte.com)Lateral do Plácido de Castro, Irisvaldo sustenta a família vendendo pastel (Cahê Mota/Globoesporte.com)
Divisão mais baixa do futebol brasileiro, a Série D é um celeiro de atletas das mais variadas histórias. Todas de superação, nenhuma de luxo. Em visita a região Norte, de futebol menos desenvolvido do país, o GLOBOESPORTE.COM encontrou uma realidade bem diferente dos salários milionários que transformam Ronaldinhos e “Neymares” em espelhos. Com remuneração que varia de um salário mínimo (R$ 545) a R$ 7 mil – passando por jovens que ainda jogam de graça -, a quarta divisão transforma em privilegiado aquele que se dá o direito de viver apenas do esporte que se apaixonou quando criança.
Jogo pelo sonho, não pelo dinheiro. Sei que não vou sair daqui, mas sou feliz como se fosse do Flamengo, Corinthians... Sou realizado"
Irisvaldo, lateral do Plácido de Castro
Vigilante, pescador, eletricista e pasteleiro se dividem entre o sonho da bola e a obrigação de sustentar a família em uma vida dupla que não lhes causa o mínimo constrangimento. Muito pelo contrário. É o caso do acreano Irisvaldo. Nascido em um seringal na Bolívia e registrado em Plácido de Castro, o lateral-direito da equipe que leva o nome da cidade natal vingou tarde no futebol, com 30 anos – hoje tem 33 -, mas se orgulha por fazer do esporte uma diversão diante de uma trajetória marcada por sonhos, dor e superação.
- Nasci no seringal e vim para cidade com oito anos. Meu pai sempre me incentivou a ser profissional e apostou em mim. Quando eu tinha 13 anos, ele se desentendeu com um cara em um campo de pelada, foi esfaqueado e morreu. Ali, acabou o meu sonho. Não tinha quem me apoiasse e não queria mais jogar futebol. Acabei indo morar em uma serraria para trabalhar, onde fiquei por 10 anos. Em 2008, o Plácido virou profissional e abriu para teste. Fiz e fui aprovado. Pude realizar o sonho do meu pai, mesmo depois dessa idade. Jogo pelo sonho, não pelo dinheiro. Sei que não vou sair daqui, mas sou feliz como se fosse do Flamengo, Corinthians... Sou realizado – disse em testemunho que fala por si só.
Pastel, bola e gratidão
Casado e pai de três filhos, Iris recebe R$ 1.500 no atual vice-campeão do Acre. Valor que está na média da maioria dos clubes da Série D, mas abaixo do que fatura no ofício onde realmente tira o sustento da família: comerciante. Lateral-direito por prazer, ele tem como principal virtude o talento na cozinha, onde produz pastéis, coxinhas e rissoles para encomenda. O pastel, no entanto, é a especialidade da casa. De acordo com o pedido, até mil são feitos e entregues diariamente na rodoviária. O lucro mensal? R$ 2 mil líquidos! Irisvaldo cobra R$ 23 por cada cota de 100 pastéis pequenos e R$ 0,75 nos grandes, produzidos nos sabores queijo, carne e misto para serem revendidos a R$ 1.
O sucesso na cozinha faz com que o lateral do Plácido de Castro tenha uma qualidade cada vez mais em falta no futebol: os pés no chão. Sem se iludir, ele sabe que sua trajetória nos gramados não ultrapassará as fronteiras de sua cidade, mas se diz satisfeito, realizado e grato com a história escrita em três anos como profissional.
- Nunca tinha andado de avião, poxa. Realizei esse sonho, fiquei concentrado em grandes hotéis, joguei uma final de estadual, uma competição oficial da CBF... Fiz tudo que sempre imaginei vendo TV. Futebol é um mundo de sonho. Quem dera se todos sentissem esse gostinho.
Os traumas do passado? Ficaram no passado. De cabeça em pé, Irisvaldo não encara, mas desfruta a vida que tem na fronteira com a Bolívia. Com rotina simples, aproveita as folgas quando o time não joga no fim de semana para visitar o seringal onde nasceu. No caminho, onças e outros animais surgem como perigo na caminhada de três horas.
- Nunca reclamei da vida. Sou perfeito, tenho saúde. Quando era pequeno, só tomava café e almoçava. Só fui saber o que era pizza, sorvete, essas coisas, depois de velho. Hoje, sustento minha família, minhas filhas. Sou muito feliz.
Goleiro, pescador e sonhador
Sei que minha realidade hoje é bem diferente, mas quem chegou lá em cima batalhou bastante. Tenho que seguir esse caminho e acreditar que se da Série D só sair um, esse um serei eu"
Adenildo, goleiro do Vila Aurora e pescador
Feliz como Adenildo, companheiro de profissão com história tão parecida e sonhos bem opostos. No auge de seus 17 anos, o goleiro do Vila Aurora (MT) é daqueles que cultiva as mais profundas ambições despertadas pelo futebol. Revelado nas categorias de base do clube de Rondonópolis, estreou como profissional justamente contra o Plácido de Castro de Irisvaldo e de cara com uma goleada de 9 a 1. Placar assustador, mas que não diminui a esperança do jovem. Ele encara como apenas mais um obstáculo, como os que está acostumado a enfrentar diariamente do sítio onde mora até o CT.
- Meu pai é pescador profissional e faço bico com ele. Também quebro um galho de garçom, essas coisas, para ganhar dinheiro e poder treinar. Todo dia acordo por volta das 6h da manhã para ajudar meu pai, vou treinar umas 8h, depois volto para o sítio, que fica a 40km do CT. Pego dois ônibus e depois busco uma carona.
O bico rende cerca de R$ 100 reais por mês ao jovem, que ainda não recebe nada como profissional do Vila Aurora. O valor, para muitos irrisório, é suficiente para alimentar o sonho de Adenildo, que, apesar da goleada, vai guardar para sempre o que viveu na tarde de 10 de setembro, na Arena da Floresta, em Rio Branco, no Acre.
- Foi meu primeiro jogo como profissional, em uma competição oficial da CBF, como titular... Só posso agradecer a Deus. Ele faz sempre o melhor.
Lançado em um funil cada vez mais apertado, o goleiro tem consciência do mundo de ilusões que cerca um iniciante no futebol. Entretanto, prefere se agarrar a minoria que vê a fantasia virar realidade para seguir os passos de um ídolo.
- Meu ídolo é o Júlio Cesar. Sonho um dia chegar onde ele chegou, acredito que posso ser abençoado e seguir essa carreira. Sei que minha realidade hoje é bem diferente, mas quem chegou lá em cima batalhou bastante. Tenho que seguir esse caminho e acreditar que se da Série D só sair um, esse um serei eu.
Em dez meses, cinco dias em casa
Caso não consiga se tornar um novo Júlio Cesar, não faltarão exemplos a Adenildo para mostrar que a luta dos operários da bola não se encerra na primeira frustração. Palco de nômades do futebol, a Série D abriga incontáveis histórias de quem faz do esporte sua profissão padrão e responsável pelo sustento da família sem que necessariamente se iluda com os milhões dos supercraques. É o caso de Lucas, zagueiro de 27 anos do Plácido de Castro.
Nascido em Foz do Iguaçu, no Paraná, fronteira com o Paraguai, ele caminhou bastante até chegar a seu quarto na pousada onde os jogadores placidianos ficam alojados, a menos de 100 metros da Bolívia. São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Tocantins, Goiás, Alemanha e Uruguai fazem parte do currículo do jogador, que já tem compromisso com o Aparecida de Goiânia, da Terceirona de Goiás, quando deixar o Acre.
- A palavra que me guia é esperança. Sei que lá em cima, na elite, as coisas são boas, tem visibilidade, salários altos... Já tive a oportunidade de chegar perto, e se voltei é porque fiz alguma coisa errada. Tenho que trabalhar para acertar. Já pensei em parar, mas surgiu outra oportunidade e acabei persistindo.
Campeão tocantinense pelo Gurupi, neste ano, Lucas passou incrivelmente apenas cinco dias em casa com a família em todo 2011. Tanto sacrifício é justificado pelo prazer de exercer a profissão que escolheu.
- Vale a pena. Faço o que eu gosto, é isso que importa. Tenho que continuar batalhando para poder ajudar minha família, realizar meus sonhos. O que digo aos mais novos é somente para não deixarem de estudar, porque se não der certo no meio do caminho, têm o que fazer.
A perseverança com que Lucas encara o futebol muito tem a ver também com uma verdade revelada por Manoel Paulo, técnico do Vila Aurora. Se os percalços de uma disputa como a Série D podem transformar o mundo da bola em frustração para quem sonhava ser um novo Ronaldinho, estes mesmos se sentem privilegiados em um mercado cada vez mais escasso.
- A Série D é um choque de realidade. Desde que comecei a trabalhar com categorias de base, se eu treinei mil garotos, no máximo dois ou três têm uma estrutura razoável atualmente, com carro e casa. A verdade é bem diferente do que vendem. É importante dizer isso para quem pensa que o futebol é um mar de rosas. E isso está longe da realidade. Não dá para pensar em ser Ronaldinho, Neymar... A verdade é que tem muita gente desempregada.
Labilá, a celebridade da Série D
Serie D - Labilá (Foto: Cahê Mota/Globoesporte.com)Labilá exibe camisa comemorativa pelos 150 jogos
no São Raimundo (Cahê Mota/Globoesporte.com)
Se não dá para ser ídolo nacional, há quem se contente em distribuir autógrafos e fotos nas fronteiras regionais. Campeão brasileiro da Série D pelo São Raimundo em 2009, o goleiro Labilá é apontado como celebridade na pequena Santarém, no interior do Pará. Com 150 jogos recém-completados pelo Pantera, ele se diz plenamente satisfeito com sua realidade.
Dono de casa própria, carro, moto e uma loja, o arqueiro pode ser considerado um popstar para os padrões da quarta divisão, e se comporta como tal.
- Sempre busquei esse reconhecimento como jogador. Não sou ídolo só em minha cidade. Sou ídolo em Manaus, onde joguei três anos, dou autógrafos, tiro fotos, e tudo que envolve minha carreira sai na imprensa. Já no Pará, sou um ídolo estadual. Em todos os lugares que vou, todo mundo me assedia. Sou um cara muito elogiado, até mesmo por ser pequeno e fazer grandes defesas. Algumas vezes, até onde não me conhecem, param e perguntam: “Cadê o Labilá?”.
Com 1,79m, Labilá contrariou prognósticos decepcionantes quando jovem para se tornar um ícone na posição no estado do Pará. Perguntado se uma proposta de equipes em divisões acima o balançaria, a resposta veio de primeira.
- Aqui é minha cidade, conheço todo mundo, a torcida gosta do meu trabalho, me respeita bastante, minha opinião é ouvida no grupo, e isso é o que é importante. Vivo tranquilo com minha família. Minha ideia é viver a carreira por aqui mesmo, fazer história com o São Raimundo.
Quem também quer fazer história no São Raimundo, mas por outros motivos, é o atacante Belo. Aos 30 anos, ele vive sua primeira experiência em uma competição nacional e deixou a família em uma vila distante, no município de Óbidos, interior do Pará, para buscar uma vida melhor. Uma transferência salvadora é vista como utopia, e todo esforço é feito para aproveitar ao máximo o pouco tempo que ainda terá como jogador. Morando no alojamento do clube, ele sequer toca nos R$ 1 mil mensais que recebe e repassa para a esposa, filha e a mãe, que mora sozinha há 16 anos em um quarto alugado.
Tenho alimento e moro no clube. Não posso ficar com o dinheiro. Deposito tudo para minha mãe e minha família"
Belo,  atacante
- Tenho alimento e moro no clube. Não posso ficar com o dinheiro. Deposito tudo para minha mãe e minha família.
Essa realidade simples de “ajudar com o que der” é o que norteia muitos dos jogadores que se aventuram na Série D e têm idade avançada para o mundo da bola. Para eles, carro, acessórios e eletrônicos são supérfluos diante da possibilidade de melhorar de vida.
- Luxo não é para todos. Sou do interior, cheguei ao São Raimundo, e apenas busco uma forma de melhorar minha vida. Luxo, carro, essas coisas, não fazem parte da nossa realidade. O importante é usar o dinheiro para ajudar a família – garante o volante Marcelo Pitbull, de 28 anos, também do São Raimundo.
Estrela em um mundo recheado de caras desconhecidas, o meia Vélber, ex-São Paulo e Paysandu, resume em poucas palavras o sentimento de quem já passou por todas as divisões até defender o time paraense na Série D.
- A realidade aqui é muito diferente. Nunca na minha vida tinha encarado viagens de navio, passar 22 horas, mas... É isso o que tem. O comum aqui é o cara ser guerreiro. O que não podemos é deixar de jogar.
Afinal, o show não pode parar. Com boné para o lado, cordão no pescoço, ou simplesmente com o pés no chão.

Após 17 dias internado, Sócrates recebe alta e deixa o hospital

Decisão foi tomada na noite de quarta-feira após conversa entre a equipe médica e a família do ex-jogador. Ele seguirá o tratamento em casa

Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo
 
Foram 17 dias internado. Mas às 9h45m desta quinta-feira, o ex-jogador Sócrates recebeu alta do hospital Albert Einstein, na zona sul de São Paulo. Abatido, o "Doutor" saiu amparado pela esposa, Kátia Bagnarelli, e não quis falar com a imprensa. Ele ainda se sente fraco e foi diretamente para sua residência. A orientação é de repouso total.

Sócrates dará continuidade ao tratamento em casa. Ele será submetido a uma rigorosa dieta e terá sessões regulares de fisioterapia. A decisão de liberá-lo foi tomada na quarta-feira à noite, quando houve uma conversa entre a equipe médica e a família do ex-jogador. A conclusão é de que o quadro dele é bom o suficiente para seguir a recuperação fora do hospital.

Com o fígado comprometido, a expectativa agora é saber se ele precisará entrar na fila por um transplante. Para isso, porém, é preciso que seu quadro clínico fique estável por alguns meses.

O "Doutor" estava internado desde o dia 5 de setembro, quando sofreu um sangramento no esôfago, causado por uma crise de cirrose hepática. A primeira vez que ele foi hospitalizado, no entanto, ocorreu no dia 19 de agosto, quando sofreu uma hemorragia digestiva alta. Na ocasião, ele recebeu alta após nove dias.

Veja o comunicado emitido pela assessoria do hospital.

COMUNICADO DE ALTA
(São Paulo, 22 de setembro de 2011, 9h45)
O Hospital Israelita Albert Einstein informa que Sócrates Brasileiro Sampaio de Sousa Vieira de Oliveira recebeu alta hospitalar no dia de hoje, 22 de setembro, às 9h45.
Médicos Responsáveis
Dr. Ben-Hur Ferraz Neto
Dr. Pedro Custódio de Mello Borges
Diretor Superintendente do Hospital
Dr. Miguel Cendoroglo Neto

Pato para por um mês, e Milan fica preocupado com série de lesões

'Conversei com os médicos e o técnico para entender por que esse jogador parou agora pela enésima vez', teria dito Adriano Galliani a jornal

Por GLOBOESPORTE.COM Milão, Itália
Pato deixa o jogo do Milan contra o Udinese (Foto: AP)Pato deixou o campo contra o Udinese logo aos 20
minutos, com dores na coxa (Foto: AP)
O atacante Alexandre Pato ficará um mês fora do Milan. Nesta quinta-feira, o clube divulgou que o jogador passou por um exame na manhã desta quinta-feira e que não poderá jogar por pelo menos quatro semanas, após ter sofrido uma lesão na coxa direita logo no início da partida contra o Udinese. Segundo a imprensa italiana, a série de contusões do ex-colorado tem deixado a diretoria do clube rubro-negra preocupada.
De acordo com o jornal "Gazzetta dello Sport", esta é a oitava vez que Pato sofre uma lesão muscular nos últimos dois anos. Logo após o empate de 1 a 1 com o Udinese, o técnico Massimiliano Allegri teria se reunido com os médicos e preparadores físicos do Milan para tentar entender o problema do atacante.
- Conversei com os médicos e o treinador para entender por que esse jogador, que entre 2008 e 2009 nunca teve um problema, parou agora pela enésima vez - disse o vice-presidente Adriano Galliani, segundo a "Gazzetta".
Pato saiu de campo aos 20 minutos do primeiro tempo, com a mão na coxa. Além do ex-colorado, Allegri tem outros atletas lesionados: Ibrahimovic, Robinho, Boateng, Gattuso, Ambrosini, Flamini, Antonini, Mexes e Bonera.

Loco e Jefferson desfalcarão o Botafogo contra Bahia e Corinthians

Enquanto atacante é convocado para defender o Uruguai nas eliminatórias da Copa de 2014, goleiro representará a Seleção Brasileira em amistosos

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
O Botafogo terá dois importantes desfalques contra o Bahia, no dia 8 de outubro, no Engenhão, e quatro dias depois, contra o Corinthians, no Pacaembu. Convocados por suas receptivas seleções, o goleiro Jefferson e o atacante Loco Abreu não estarão em campo nesses jogos. Loco foi lembrado pelo técnico Oscar Tabárez para os jogos da seleção uruguaia contra Bolívia e Paraguai, pelas primeiras rodadas das eliminatórias sul-americanas da Copa do Mundo de 2014.

Nome constante nas listas de mano Menezes, Jefferson foi convocado para os amistosos diante da Costa Rica, dia 7, em San José, e do México, no dia 11, em Torreón.

O goleiro também foi lembrado para a decisão do Superclássico das Américas, contra a Argentina, na próxima quarta-feira, em Belém. No entanto, a data da partida não coincide com nenhum jogo do Botafogo. Além de Jefferson, os alvinegros Cortês e Elkeson também foram chamados por Mano Menezes.
Loco Abreu no treino do Botafogo (Foto: Fernando Soutello / Divulgação AGIF)Loco desfalcará o Botafogo em duas rodadas em outubro (Foto: Fernando Soutello / Divulgação AGIF)

Atacante do Zaragoza admite abuso sexual, diz jornal

Detido na quarta-feira, Braulio Nobrega teria confirmado ataque a uma mulher em plena rua

Por GLOBOESPORTE.COM Zaragoza, Espanha
braulio zaragoza (Foto: Agência EFE)Situação de Braulio se complica na Espanha
(Foto: Agência EFE)
Os jornais “El Heraldo de Aragón” e “El Periódico de Aragón” divulgaram nesta quinta-feira que o atacante Braulio Nóbrega teria admitido o abuso sexual a uma mulher em plena rua de Cuarte de Huerva. As informações foram veiculadas também pelo madrileno "Marca".
Detido na manhã da quarta-feira por dois agentes à paisana, o jogador prestou depoimento e acabou liberado pela Polícia na parte da tarde.
A autora da denúncia foi uma moça, de cerca de 30 anos, que caminhava próxima a uma estrada para Valencia. Braulio teria se aproximado por trás e a agarrado, segurando seus seios e acariciando suas partes íntimas. A vítima teria gritado, o que provocou a fuga do jogador em direção a um carro preto.

Ainda segundo os periódicos espanhóis, o avante, formado no Atlético de Madri, teria afirmado em seu depoimento que não conseguiu controlar seus impulsos.
Por meio de nota postada em no site oficial do clube, a diretoria do Zaragoza se pronunciou em relação ao ocorrido.

"O Real Zaragoza quer mostrar sua preocupação, dada a gravidade das acusações alegadas contra seu jogador, Braulio Nobrega, e sua subsequente detenção e libertação após suas declarações diante do juiz.

O Real Zaragoza deseja expressar publicamente a sua fé na justiça e apela para o legítimo direito da presunção de inocência do atacante zaragocista atacante, como qualquer outro cidadão, em uma situação tão delicada. Uma vez esclarecidos os fatos, serão estudadas as medidas a serem tomadas."

 

Em Cingapura, Alonso elogia Vettel: 'Está pilotando de forma fantástica'

Espanhol admite que chances de título acabaram antes da corrida noturna

Por GLOBOESPORTE.COM Cingapura
Alonso nos boxes em Cingapura (Foto: AFP)Alonso chega aos boxes de Cingapura (Foto: AFP)
Vice-líder do campeonato, Fernando Alonso disse que Sebastian Vettel e a RBR merecem estar em boa posição após uma temporada quase perfeita em 2011. O alemão tem 112 pontos de vantagem sobre o espanhol, já venceu oito corridas neste ano e pode assegurar o bi neste fim de semana em Cingapura. O piloto da Ferrari admitiu que o rival foi o melhor deste ano e afirmou que, mesmo com o melhor carro, Vettel provou ser muito forte em todas as circunstâncias.
- Ele está pilotando de forma fantástica. Quando você tem um carro dominador, é fácil marcar a pole ou vencer, mas tivemos várias ocasiões neste ano quando as condições eram complicadas, como no Canadá ou em Silverstone, e ele conseguiu, mesmo assim, fazer uma volta perfeita e ter uma corrida perfeita. No geral, então, ele foi o melhor piloto na melhor equipe com o melhor equipamento. Merecem estar onde estão - disse Alonso, em entrevista coletiva.
Blog Voando Baixo: Vettel tem seu primeiro match point em Cingapura. Opine!
Para o espanhol, a RBR tinha o melhor carro desde 2010, só que a equipe austríaca sofreu com problemas. Alonso acha que eles aprenderam com os erros da temporada passada.
- . Acho que neste ano ele cometeu poucos ou nenhum erro. No ano passado tivemos uma chance maior. Acho que a RBR foi dominadora também em 2010, mas sofreu com problemas em algumas corridas. Eles melhoraram e mantiveram o carro rápido. Vettel terminou todas as provas. Acho que ele é o único e ainda está pilotando muito, muito bem.
Alonso admitiu que suas chances de título acabaram neste ano. Em Cingapura, ele acha que a Ferrari estará forte, apesar da concorrência de McLaren e RBR. O espanhol venceu duas vezes em três anos no circuito de rua da cidade-estado.
- Cingapura é uma de nossas melhores oportunidades nas corridas restantes porque as características do circuito são parecidas com a de Mônaco, onde fomos bem competitivos. E temos os pneus macios e supermacios, uma combinação da qual gostamos mais. Por isso deve ser um bom fim de semana para nós, mas vencer nunca é fácil quando estamos lutando contra RBR e McLaren. Será difícil, mas espero estar melhor do que em outras pistas.
Horários GP Cingapura 2011 (Foto: ArteEsporte)

África do Sul humilha Namíbia e fica perto das quartas no Mundial de rúgbi

Campeões vencem por 87 a 0 e abrem vantagem na liderança do grupo D

Por GLOBOESPORTE.COM Auckland, Nova Zelândia
Foi como se os campeões do mundo enfrentassem um time amador. Na maior vitória da Copa do Mundo de rúgbi, na Nova Zelândia, a África do Sul mostrou que está disposta a manter o título em seu país. Na noite de quinta-feira, em Auckland, os sul-africanos atropelaram a Namíbia por impiedosos 87 a 0. O resultado deixou a equipe muito perto das quartas de final da disputa.
África do Sul x Namíbia, Mundial de Rúgbi (Foto: Reuters)Assim como sua equipe, Frans Steyn 'atropela' o rival e ajuda a África do Sul na implacável vitória (Reuters)












Bryan Habana, um dos destaques da equipe, marcou seu 39º try e se tornou o maior marcador da seleção. Os sul-africanos, que já haviam superado País de Gales (17 a 16) e Fiji (49 a 3), lideram o Grupo D agora com 14 pontos, oito a mais que a segunda colocada Samoa e nove à frente de Gales e Fiji. Todos os três rivais, no entanto, ainda cumprirão seus compromissos pela terceira rodada da competição, que projeta cinco jogos na primeira fase para cada participante.
A África do Sul voltará a jogar somente dia 30 (sábado), contra a vice-líder Samoa. A equipe samoana, entretanto, enfrentará antes Fiji, no próximo domingo. A já eliminada Namíbia encerra sua participação na segunda-feira, diante de País de Gales.
No rúgbi a vitória vale quatro pontos, empate dois e derrota por diferença de até sete dá direito a um ponto. Também soma mais um o time que obtiver quatro ou mais tries (espécie de touchdown do futebol americano). Duas equipes por grupo passarão às quartas de final.

Na SuperFinal com irmão Cacá, Popó Bueno diz: ‘Não tem jogo de família’

Em entrevista para Reginaldo Leme, piloto revela que os dois nem conversam quando dividem o grid de largada nas provas da Stock Car

Por SporTV.com São Paulo
A diferença de idade entre os irmãos Cacá e Popó Bueno é de apenas dois anos. E, os dois pilotos, que estão na SuperFinal em busca do título da Stock Car, são de equipes coirmãs. Mas engana-se quem pensa que existe qualquer tipo de combinação ou ''jogo de família'' entre os dois. Grande admirador de Cacá, Popó diz que nem conversa com o irmão quando dividem o grid de largada.. (assista ao vídeo ao lado)

- É uma satisfação muito grande estar junto com o Cacá. O considero o melhor piloto, mas ele não é um cara que ajuda muito na pista. Na última corrida em que chegamos ao pódio juntos, nós dois largamos na primeira fila, eu dormi na casa dele, e não teve aquele negócio de combinar a largada. Não tem jogo de família - contou o piloto no "Linha de Chegada" desta semana.

Segundo o piloto, um irmão torce pelo outro, mas dentro da pista existe um grande profissionalismo e os dois querem ganhar a corrida, o que faz com que qualquer tipo de ‘combinação familiar’ fique de lado e cada um defenda o seu patrocínio.

Em 2010, na corrida de Campo Grande da Stock Car, etapa que definiu os classificados para a SuperFinal, os dois irmãos foram acusados de terem feito jogo de equipe para que Popó garantisse vaga no playoff. Na ocasião, foram divulgadas algumas conversas de Cacá perguntando a seu engenheiro se Popó chegaria ao playoff se ele o superasse, como aconteceu depois.

Mas, Popó contou que estava mais rápido do que o irmão, e que a declaração de Cacá foi retirada do contexto.

- Foi uma circunstância de corrida o que aconteceu. Na verdade, eu tinha um rendimento melhor do que o do Cacá, ele não segurou ninguém para poder me ajudar. Durante a corrida ele fala no rádio como se tivesse no telefone no sofá de casa, é o jeito dele de se concentrar na corrida. E, ele perguntava como eu estava. Foi uma circunstância o que aconteceu. Mas, isso tudo passou e mostrou que eu não preciso da ajuda de ninguém para poder disputar o campeonato – complementou.

Agora, após a primeira etapa do playoff, Popó Bueno está na quinta colocação do campeonato com 219 pontos e 11 atrás do irmão, um dos favoritos a conquistar o título da temporada e que está na segunda colocação.

- Todo mundo que entra na Stock Car não acredita quão alto é o nível de pilotos. E, conseguir entrar na SuperFinal é uma coisa muito difícil. Eu estou muito feliz na equipe que eu estou, aprendo muito com o Cacá, também com o Daniel Serra e com o Alceu Feldman (...) Mas, ganhar do Cacá é muito difícil – concluiu.
Cacá Bueno e Popó comemoram dobradinha no RJ (Foto: Duda Bairros / Stock Car)Cacá Bueno e Popó comemoram dobradinha no Rio de Janeiro (Foto: Duda Bairros / Stock Car)