domingo, 16 de outubro de 2011

Botafogo faz o dever de casa, vence Atlético-PR e pode ser líder na quarta

Antônio Carlos e Abreu fazem os gols do triunfo por 2 a 0. Se vencer o jogo adiado contra o Santos, Alvinegro será líder. Furacão permanece no Z-4.

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
O dono da casa não deu espetáculo, não primou pela beleza, mas venceu e manteve a fama de não permitir brecha aos visitantes do Engenhão. Com um gol de Antônio Carlos e outro de Loco Abreu, o Botafogo fez 2 a 0 sobre o Atlético-PR na tarde deste domingo, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. O triunfo empolgou os torcedores, que deixaram o estádio aos gritos de "seremos campeões".
O Alvinegro pulou para os 52 pontos e está a dois do Corinthians. Porém, a equipe tem uma partida a menos que os concorrentes. O jogo adiado contra o Santos será realizado na próxima quarta-feira, na Vila Belmiro e uma vitória garante a liderança isolada do torneio.

- O único time que depende das suas forças para ser campeão é o Botafogo - comemorou Loco.
Melhor mandante do Brasileiro, o time comandado por Caio Júnior chega a dez vitórias, quatro empates e uma derrota no Rio. O triunfo deste domingo teve um gol em cada etapa – e em lances de bola parada.

Derrotado pela 15ª vez na competição, o Atlético-PR permanece pregado na zona de rebaixamento, com 28 pontos. O time jogou mal e foi dominado amplamente pelo adversário. Fora uma chance de Morro Garcia no primeiro tempo não houve mais lance digno de lamentos. O time continua a epopeia para evitar o rebaixamento no próximo domingo, contra o Ceará.
fabio ferreira botafogo atlético-pr (Foto: Celso Pupo / Agência Estado )Fábio Ferreira disputa bola com jogador do Furacão neste domingo (Foto: Celso Pupo / Agência Estado )
Antônio Carlos marca e garante a tranquilidade
Diante das posições das equipes na tabela e do fator campo, era de se esperar que o Botafogo imprensasse o Atlético-PR no campo defensivo. E foi o que aconteceu. Elkeson cobrou falta de longe e assustou. Aos dez, a bola sobrou para Elkeson na marca de pênalti. O meia pegou de primeira, com força, e Renan Rocha fez excepcional defesa.
O gol não demorou a acontecer. Aos 16 minutos, Renato cobrou falta da intermediária, Renan saiu mal e Antônio Carlos desviou de cabeça para abrir o placar.
Desorientado em campo, o time paranaense tinha dificuldades para ultrapassar o meio-de-campo. Chance de gol era hipótese quase utópica.
A fragilidade do oponente contaminou o Alvinegro. Passes errados e erros tolos se somaram e começaram a incomodar a torcida. Aos 45, a insatisfação só não aumentou porque Jefferson usou a canela esquerda para salvar uma chance claríssima do Furacão. Paulo Baier chutou torto, Morro Garcia completou de esquerda e o goleiro da Seleção evitou o empate.
Frágil Furacão não consegue ameaçar
No intervalo, Antônio Lopes trocou Renan pelo experiente Cleber Santana. A ideia era melhorar a saída de bola e aproximar o meio do ataque. Porém, na prática, não funcionou. Por sua vez, o Botafogo usou a velocidade e o jogo aéreo para assustar. Herrera cruzou da esquerda, Abreu cabeceou e Renan Rocha salvou. A bola voltou, bateu na coxa do zagueiro e novamente o goleiro do Atlético-PR salvou. O uruguaio pediu gol, mas o goleiro parou a bola sobre a linha.
Se a aproximação da área estava difícil, o time visitante tentou de longe com Marcelo Oliveira. A bola passou rente à trave esquerda de Jefferson e saiu. Nos quinze minutos finais, o Botafogo administrou a vantagem e fez o segundo. Manoel agarrou Antônio Carlos aos 35. Loco Abreu bateu no meio, fez o segundo e garantiu a segunda vitória consecutiva no Brasileirão.

Corinthians vence em MG, segura a liderança e afunda Cruzeiro na crise

Paulinho marca no segundo tempo e mantém o Timão em primeiro lugar. Montillo perde pênalti, e Raposa fica ainda mais perto da zona do rebaixamento

Por Carlos A. Ferrari e Fernando Martins Direto de Sete Lagoas, MG
O Corinthians não deu chances para a instabilidade voltar a rondá-lo no Campeonato Brasileiro. Depois de perder em casa para o Botafogo, o Timão reagiu imediatamente, venceu o Cruzeiro por 1 a 0, neste domingo, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas-MG, e manteve a liderança. A euforia paulista pela chance de ser campeão contrasta com o desespero mineiro pela possibilidade de ser rebaixado pela primeira vez em sua história para a Série B.
O Timão mostrou maturidade para suportar a pressão de um adversário em crise e de um estádio quase lotado. Paulinho, aos 19 minutos do segundo tempo, deu o golpe fatal que segurou os paulistas na primeira colocação, agora com 54 pontos. Na próxima rodada, eles enfrentam o Internacional, domingo, às 16h, no Beira-Rio.

Já o Cruzeiro entra em colapso com o 11º jogo consecutivo sem vencer, sua pior sequência na história do Brasileirão. A grande estrela da equipe, o argentino Montillo, perdeu um pênalti na etapa final e viu a torcida entrar em desespero. O time permanece com apenas 31 pontos e pode entrar na zona da degola até o encerramento da rodada. O próximo jogo será contra o Atlético-GO, domingo, às 16h, novamente em Sete Lagoas.

K9, um atacante odiado pra cachorro!
A necessidade de um bom resultado para fugir da parte de baixo da classificação fez o Cruzeiro tomar a iniciativa do jogo. A escalação, porém, não ajudou a equipe a sufocar o adversário. Pelos problemas apresentados pela defesa nos últimos jogos, o técnico Vagner Mancini apostou em um meio de campo com três volantes para travar o bom momento vivido pelos armadores corintianos e acabou prejudicando a criação azul.
Responsável por levar a Raposa ao ataque, Montillo procurou o jogo, foi voluntarioso, mas não brilhou como de costume com a forte marcação de Ralf. Vitor, liberado pela direita para avançar bastante, se transformou na principal opção para abrir a defesa rival. A primeira boa chance veio aos 16 minutos em rebote de cobrança de escanteio. Fabrício ficou com a bola na entrada da área e bateu rasteiro. Julio Cesar espalmou no canto esquerdo.
A dificuldade do Cruzeiro em criar refletiu nos centroavantes Wellington Paulista e Keirrison. O último, aliás, levou a torcida ao desespero com os erros nas únicas bolas que chegaram com qualidade. Na primeira, recebeu cruzamento de Everton livre na pequena área e tocou por cima. Na segunda, já nos acréscimos, avançou livre, mas demorou a chutar ou cruzar para Montillo e foi travado. Motivos de sobra para ser muito vaiado na saída do campo.
O Corinthians também teve seus momentos de perigo. O Timão só cresceu em campo depois que Tite inverteu o posicionamento de Alex e Willian. Pela esquerda, o atacante subiu de produção e parou em Fábio com bom chute da entrada da área. Pouco depois, o goleiro fez linda defesa em cabeçada de Paulo André após escanteio. Apagado durante boa parte da primeira etapa, Liedson apareceu só no fim, quando foi lançado na área, mas foi travado pelo camisa 1.
Paulinho marca, e Montillo perde pênalti
Mancini atendeu aos pedidos da torcida e colocou Anselmo Ramon no lugar de Keirrison na volta do intervalo. No embalo da torcida, presente bom número na Arena do Jacaré, a Raposa apostou na pressão. Léo teve boa oportunidade logo nos primeiros minutos ao cabecear para fora uma cobrança de falta de Montillo.
A tentativa cruzeirense de abafar o adversário permitiu que o Corinthians encontrasse espaços para o contra-ataque. Com Willian caindo de rendimento na etapa final, Tite sacou o atacante para a entrada do volante Edenílson. Na primeira bola que recebeu, aos 19, o jogador criou o lance do gol alvinegro. Alex foi lançado por ele, ganhou de Diego Renan e tocou para Paulinho. Na entrada da área, o marcador bateu com categoria, no canto esquerdo baixo de Fábio: 1 a 0.
A desvantagem fez o Cruzeiro se abrir ainda mais. Mancini sacou o volante Charles e colocou o jovem atacante Élber. A Raposa ganhou velocidade e teve a chance de empatar em um lance polêmico, aos 32. Após cruzamento o Élber disputou jogada com Edenílson, caiu e o árbitro marcou pênalti. Montillo foi para a cobrança e chutou por cima para desespero da torcida.
Logo em seguida, o técnico Tite foi expulso por reclamar da pênalidade. O treinador chegou a se recusar a deixar o gramado, mas acabou indo para os vestiários esbravejando bastante. Nos minutos finais, o Cruzeiro ainda tentou uma nova pressão, mas o empate não veio. Wellington Paulista, de cabeça, parou em Julio Cesar na última grande chance.

Vascaínos secam o Corinthians nas televisões do Setor Premium

Torcedores aproveitam o novo espaço Em São Januário para ver os jogos da rodada e torcer pelo resultado que pode ajudar o time a voltar ao topo

Por Rafael Cavalieri Rio de Janeiro
torcida do vasco setor premium (Foto: Rafael Cavalieri / Globoesporte.com)Torcida no Setor Premium: secando no conforto
(Foto: Rafael Cavalieri / Globoesporte.com)
O Setor Premium de São Januário está longe de estar lotado. No entanto, os torcedores que desembolsaram R$ 100 por um ingresso estão usufruindo do espaço. Além das opções de lazer e da comida diferenciada, os itens que mais fizeram sucesso foram as televisões que transmitem os jogos das 16h do Campeonato Brasileiro. A grande maioria dos vascaínos não desgrudava os olhos do jogo entre Corinthians e Cruzeiro. Uma derrota ou empate dos paulistas aliado com a vitória vascaína leva o Cruz-Maltino de volta ao topo da tabela.
Uma pequena parte dos torcedores preferiu secar o Fluminense, mas sempre com um olho ligado no Corinthians. O estudante Flávio Santos, de 18 anos, estava acompanhado do pai e manteve a confiança nos dois resultados que ele considera ideal.
- O Cruzeiro vai fazer um golzinho. Aí depois os nossos jogadores vão confirmar o que todos esperamos e depenar o Galo. Hoje é dia de voltar à liderança do Campeonato Brasileiro - afirmou Flávio, que elogiou o espaço novo.
- É caro o ingresso, mas vale o investimento. É muito bom poder acompanhar esses jogos em um espaço diferente e exclusivo - afirmou.
Nas sociais, o Vasco organizou também uma ação para comemorar o dia das crianças. A molecada que tradicionalmente entra em campo com os jogadores ganhou balões de gás hélio para soltar assim que o time aparecer no gramado.

brasileirão série a 2011

CLASSIFICAÇÃOPJVEDGPGCSG%
1
Corinthians
54
30
16
6
8
43
30
13
60
2
Botafogo
52
29
15
7
7
46
32
14
59.8
3
Vasco
52
30
14
10
6
45
35
10
57.8
4
Flamengo
51
30
13
12
5
49
38
11
56.7
5
Fluminense
50
30
16
2
12
44
38
6
55.6
6
São Paulo
49
30
13
10
7
45
35
10
54.4
7
Internacional
47
30
12
11
7
50
37
13
52.2
8
Figueirense
44
30
11
11
8
38
36
2
48.9
9
Grêmio
42
30
12
6
12
34
38
-4
46.7
10
Coritiba
41
30
11
8
11
47
37
10
45.6
11
Palmeiras
41
30
9
14
7
35
30
5
45.6
12
Atlético-GO
40
30
10
10
10
36
34
2
44.4
13
Santos
38
29
11
5
13
40
44
-4
43.7
14
Bahia
36
30
8
12
10
34
37
-3
40
15
Ceará
32
30
8
8
14
36
51
-15
35.6
16
Cruzeiro
31
30
8
7
15
34
39
-5
34.4
17
Atlético-MG
31
30
8
7
15
35
46
-11
34.4
18
Atlético-PR
28
30
6
10
14
29
45
-16
31.1
19
Avaí
26
30
6
8
16
39
63
-24
28.9
20
América-MG
24
30
4
12
14
38
52
-14
26.7
  • Sab 15/10/2011 - 18h00 Orlando Scarpelli
    FIG
    2 1
    AMG
  • Sab 15/10/2011 - 18h00 Presidente Vargas
    CEA
    0 1
    FLA
  • Dom 16/10/2011 - 16h00 Canindé
    PAL
    1 2
    FLU
  • Dom 16/10/2011 - 16h00 Vila Belmiro
    SAN
    0 1
    GRE
  • Dom 16/10/2011 - 16h00 Engenhão
    BOT
    2 0
    CAP
  • Dom 16/10/2011 - 16h00 Beira Rio
    INT
    4 2
    AVA
  • Dom 16/10/2011 - 16h00 Arena do Jacaré
    CRU
    0 1
    COR
  • Dom 16/10/2011 - 18h00 São Januário
    VAS
    0 0
    CAM
  • Dom 16/10/2011 - 18h00 Couto Pereira
    CFC
    0 0
    BAH
  • Dom 16/10/2011 - 18h00 Serra Dourada
    ACG
    0 0
    SPO
Taça LibertadoresSul-AmericanaRebaixados
P pontosJ jogosV vitóriasE empatesD derrotasGP gols próGC gols contraSG saldo de gols(%) aproveitamento

Vettel supera Hamilton, vence e dá o
bi do Mundial de Construtores à RBR

Após um ano, alemão supera quebra dolorosa na Coreia e chega ao décimo triunfo em 2011. Button é o quarto e abre dez pontos na disputa pelo vice

Por GLOBOESPORTE.COM Yeongam, Coreia do Sul
Um ano após uma das maiores desilusões de sua carreira, o bicampeão Sebastian Vettel deu a volta por cima no mesmo GP da Coreia do Sul, em Yeongam. No ano passado, o alemão dominou toda a corrida, mas sofreu uma quebra de motor a dez voltas do fim. Em 2011, a supremacia se repetiu ao superar Lewis Hamilton após a largada, mas a vitória veio: foi a décima na temporada e, de quebra, ainda marcou o bi do Mundial de Construtores para a RBR. O inglês da McLaren foi o segundo e o Mark Webber completou a festa da equipe austríaca em terceiro.
Na briga pelo vice-campeonato, Button foi o maior beneficiado. Apesar de não ter subido ao pódio na Coreia, o inglês foi o quarto e chegou aos 222 pontos, dez à frente de Fernando Alonso, o terceiro. O espanhol da Ferrari acabou a corrida apenas na quinta posição. Webber se manteve em quarto, com 209, e Hamilton em quinto, com 196. Eles estão separados por apenas 26 pontos a três corridas do fim. Os carros voltam à pista no inédito GP da Índia, no dia 30 de outubro.
VOANDO BAIXO: Vettel + RBR = bi². Clique e opine!
Sebastian Vettel vitória GP da Coreia do Sul Yeongam RBR (Foto: Getty Images)Sebastian Vettel faz a festa após a vitória no GP da Coreia do Sul, sua décima em 2011 (Foto: Getty Images)
Felipe Massa fez uma boa corrida desde o início, atacando os adversários, mas sofreu com um erro da Ferrari em seu primeiro pit stop e acabou superado pelo companheiro Alonso no fim. O brasileiro chegou em quinto, dez segundos atrás do espanhol. Com problemas de desempenho, Rubens Barrichello, da Williams, foi o 12º, seguido por Bruno Senna, da Renault-Lotus.
O espanhol Jaime Alguersuari, da STR, fez uma excelente corrida, superou Nico Rosberg, da Mercedes, na última volta e terminou na sétima posição. Foi sua sexta chegada na zona de pontuação nesta temporada. O suíço Sebastien Buemi, seu companheiro na equipe italiana, foi o nono e o escocês Paul di Resta, da Force India, salvou mais um ponto no campeonato.
A corrida
Após um sábado com tempo seco, a chuva voltou a ser uma ameaça a poucos minutos da largada em Yeongam após aparecer com força na sexta-feira. Nuvens ameaçadoras e um vento de 40 km/h deixavam pilotos apreensivos. E saída para a volta de apresentação foi autorizada já com alguns pingos caindo no circuito.
Na largada, com a pista já um pouco úmida, Hamilton manteve a ponta na primeira curva. Mas o inglês foi superado por Vettel ainda na volta inicial. Atrás deles, uma disputa ferrenha entre Massa, Webber, Button e Alonso. O australiano assumiu o terceiro posto, seguido pelo brasileiro, o espanhol e o inglês.
Após oito voltas, ainda com uma garoa fraca caindo no circuito, Vettel abriu mais de dois segundos sobre Hamilton, que se mantinha em segundo. Neste momento, a chuva parou de cair em Yeongam e a atenção se voltava para a batalha pelo terceiro posto, entre Webber, Massa, Alonso e Button.
Dos primeiros colocados, Button foi o primeiro a fazer seu pit stop, na volta 14. Webber e Massa fizeram suas paradas na passagem seguinte e o brasileiro perdeu alguns segundos por causa de um erro da Ferrari. Enquanto isso, o inglês da McLaren superava o alemão da Mercedes e recuperava a posição.
Hamilton e Alonso fizeram suas paradas na 16ª e Vettel entrou na 17ª. A ordem dos primeiros colocados permaneceu inalterada, com o alemão em primeiro, o inglês em segundo e Webber em terceiro. Massa era o sexto colocado, apesar do tempo perdido nos boxes, atrás de Rosberg.
Só que um acidente entre Petrov e Schumacher provocou a entrada do safety car na 17ª volta. O russo perdeu o ponto de freada e encheu a traseira do alemão. Alonso, que vinha junto deles, escapou por pouco de ser colhido pelo acidente.
O safety car entrou nos boxes na 21ª volta e Vettel manteve a ponta na relargada, seguido por Hamilton, Webber e Button. O alemão não teve problemas para começar a abrir vantagem sobre os rivais. Mais atrás, Massa vinha colado em Rosberg, com Alonso próximo dos dois. O brasileiro superou o alemão na 27ª passagem, no que foi seguido pelo companheiro espanhol.
Na frente, com Vettel já longe, Hamilton e Webber começavam a travar uma forte disputa pela segunda posição. O australiano usou a asa móvel e deu o primeiro bote na 32ª, mas o inglês conseguiu se segurar na frente. A história se repetiu na volta seguinte e ele se defendeu bem mais uma vez.
Hamilton e Webber fizeram suas últimas paradas juntos, na volta 34. O inglês se manteve à frente, apesar de um breve duelo na saída dos boxes. Já Vettel entrou para seu pit stop na 35ª e voltou com quase dez segundos de vantagem sobre os rivais.
Na briga das Ferraris, Massa fez sua parada na 35ª, enquanto Alonso entrou três voltas depois. O brasileiro voltou encaixotado, enquanto o espanhol ficou com pista livre antes da parada. E não deu outra: o bicampeão ganhou a quinta posição do companheiro no retorno.
Com Vettel tranquilo na liderança, a RBR pediu que o alemão economizasse pneus, para que ele não fosse forçado a fazer uma parada extra nos boxes. Bem atrás dele, Hamilton e Webber duelavam pela segunda posição, com Button apenas aguardando um erro dos dois. O inglês chegou a ser ultrapassado, mas deu o troco no australiano na curva seguinte. E o bicampeão não teve problemas para cruzar a linha de chegada 12 segundos à frente dos rivais, que mantiveram as posições.
Confira o resultado final do GP da Coreia do Sul, em Yeongam (305,909 quilômetros):
1 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - 55 voltas em 1h30m01s994
2 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - a 12s019
3 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - a 12s477
4 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - a 14s694
5 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - a 15s689
6 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a 25s1337 - Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) - a 49s538
8 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - a 54s053
9 - Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - a 1m02s762
10 - Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) - a 1m08s602
11 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - a 1m11s229
12 - Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) - a 1m33s068
13 - Bruno Senna (BRA/Renault-Lotus) - a 1 volta
14 - Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Renault) - a 1 volta
15 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - a 1 volta
16 - Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari) - a 1 volta
17 - Jarno Trulli (ITA/Lotus-Renault) - a 1 volta
18 - Timo Glock (ALE/MVR-Cosworth) - a 1 volta
19 - Daniel Ricciardo (AUS/Hispania-Cosworth) - a 1 volta
20 - Jerome D'Ambrosio (BEL/MVR-Cosworth) - a 1 volta
21 - Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth) - a 3 voltas
Não completaram:
Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth) - a 25 voltas/motor
Vitaly Petrov (RUS/Renault-Lotus) - a 39 voltas/acidente
Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - a 40 voltas/acidente
Melhor volta: Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - 1m39s605, na 55ª

Valdeno Brito vence 'corrida maluca' em Brasília e líder Cacá fica em 3º

Em prova que chegou a ser interrompida pela chuva, abandonos de rivais deixam Cacá Bueno mais perto do título, que só será decidido na última etapa

Por GLOBOESPORTE.COM Brasília, DF
Valdeno Brito, vencedor da etapa de Brasília da Stock Car (Foto: Carsten Horst)Valdeno Brito, vencedor em Brasília, comemora com a
bandeira da Paraíba no pódio (Foto: Carsten Horst)
Na primeira prova da história da Stock Car em Brasília disputada sob chuva, o paraibano Valdeno Brito largou em sétimo e adotou a melhor estratégia para vencer pela terceira vez na carreira e levar com orgulho a bandeira de seu estado ao alto do pódio na capital federal. Numa corrida confusa e cheia de alternativas, Allam Khodair terminou em segundo e Cacá Bueno, em terceiro.
Com o resultado, Cacá, que largou na pole, se mantém na liderança com 271 pontos, mas o campeonato só será decidido mesmo na última etapa, no dia 6 de novembro, em Nova Santa Rita (RS). Ricardo Maurício, que terminou em quinto, agora é o vice-líder, com 258 pontos. No entanto, por causa do sistema de descartes, ele não tem mais chances de alcançar o bicampeonato. Quem mantém a oportunidade de chegar ao segundo título é seu companheiro de equipe Max Wilson, que não marcou pontos nesta etapa. Ele mantém os 248, mas vai descartar o mau resultado de Brasília.
A 11ª etapa começou antes mesmo de os motores roncarem. Cacá Bueno e Thiago Camilo, primeiro e segundo do grid, respectivamente, subiram à torre e disseram aos comissários que, devido à forte chuva, a pista estava sem condições para a disputa da prova. A providência tomada foi dar a largada com carro de segurança.
Após sete voltas com carro de segurança, os comissários interromperam a prova com bandeira vermelha e os carros pararam no grid. A decisão foi aprovada pelo chefe das equipes RC e RCM, Rosinei Campos, o Meinha.
- A segurança dos pilotos tem que estar em primeiro lugar. É melhor interromper a prova e retomá-la com a pista em condições - afirmou.
Na relargada, os líderes optaram por parar logo nos boxes, apostando em uma nova entrada do carro de segurança. A disputa ficou quente no pelotão formado por Allam Khodair, Átila Abreu, Duda Pamplona, Daniel Serra, Cacá Bueno, Max Wilson e Ricardo Maurício, que alternaram posições por várias voltas. Porém, nenhum acidente aconteceu – apenas algumas rodadas, como a de Thiago Camilo – e quem deixou para parar mais tarde acabou se beneficiando: como a chuva deu uma trégia, a pista foi secando volta a volta, e a opção por pneus slicks se revelou uma aposta válida.
Neste cenário, até o estreante Bruno Junqueira, o último a entrar nos boxes, liderou a prova antes de fazer seu pit stop. Mas quem se deu melhor foi Valdeno Brito, da FTS, que escalou o pelotão de forma impressionante com os pneus mais adequados para as novas condições do piso. O paraibano alcançou a liderança na última volta, ao superar Allam Khodair. Cacá Bueno, que andou grande parte da prova atrás de seus adversários diretos, foi beneficiado nas duas voltas finais pela falta de combustível de seus concorrentes na briga pelo título, o que o coloca com a mão na taça.
Valdeno Brito, vencedor da etapa de Brasília da Stock Car (Foto: Carsten Horst)Com pneus slicks, Valdeno Brito superou Allam Khodair, equipado com pneus de chuva (Foto: Carsten Horst)
Numa cena inusitada de jogo entre equipes coirmãs, Thiago Camilo, da RCM, empurrou Ricardo Maurício, que ficou sem combustível, até a linha de chegada. Graças à ajuda, o piloto do carro 90 da RC conseguiu terminar a prova em quinto lugar. Sorte que Max Wilson, também da RC, não teve: ele ficou pelo caminho antes de receber a bandeirada. Apesar das posições de chegada apontarem outros resultados em algumas colocações, como o terceiro posto de Giuliano Losacco, a classificação final também levou em conta as sete voltas computadas com o carro de segurança antes da paralisação. Na soma dos tempos, o resultado ficou assim:

1. Valdeno Brito, 43 voltas
2. Allam Khodair, a 9s683
3. Cacá Bueno, a 15s726
4. Giuliano Losacco, a 16s595
5. Ricardo Maurício, a 23s072
6. Marcos Gomes, a 28s595
7. Felipe Maluhy, 29s814
8. David Muffato, a 45s137
9. Tuka Rocha, a 53s210
10. Rodrigo Sperafico, a 57s721
11. Julio Campos, a 1m02s231
12. Eduardo Leite, a 1m06s578
13. Luciano Burti, a 1m19s369
14. Bruno Junqueira, a 1m21s785
15. Denis Navarro, a 1m29s001
Confira como ficou o campeonato:
1. Cacá Bueno, 271 pontos
2. Ricardo Maurício, 258
3. Max Wilson, 248
4. Allam Khodair, 236
5. Popó Bueno, 233
6. Luciano Burti, 226
7. Marcos Gomes, 226
8. Thiago Camilo, 225
9. Átila Abreu, 216
10. Daniel Serra, 215
11. Valdeno Brito, 54
12. Ricardo Zonta, 51

Com que roupa? Seleção Brasileira faz troca-troca de uniformes no Pan

Regras do Comitê Olímpico Internacional fazem times masculino e feminino de futebol mudarem seus trajes de acordo com local onde circulam

Por Gustavo Rotstein Direto de Guadalajara, México
Quando veem o uniforme da Seleção de futebol do Brasil, os mexicanos olham com admiração e reverência. Mas nos Jogos Pan-Americanos, com certeza muitos deles estranham as mudanças no material de treino e jogos que apresentam as delegações masculina e feminina. Por causa de regras impostas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), a passagem pelo futebol brasileiro por Guadalajara tem sido uma verdadeiro desfile de moda.
henrique amistoso seleção sub-20 x chivas guadalajara (Foto: gustavo Rotstein / Globoesporte.com)Em amistoso, Henrique veste Nike com bandeira do Brasil no lugar de escudo da CBF (Foto: Gustavo Rotstein / Globoesporte.com)
O COI proíbe a exibição do escudo de qualquer federação esportiva, apenas o do comitê olímpico local. Por isso, as equipes de futebol trocaram o símbolo da CBF pelo da bandeira brasileira. O mesmo acontecerá nas Olimpíadas de Londres, em 2012. Nos Jogos de Pequim, em 2008, o futebol atuou com um unifome improvisado, no qual inicialmente o escudo da entidade foi coberto com uma fita ou um pano.
Ney Franco e Henrique chegada da Seleção sub-20 à Vila do Pan (Foto: Gustavo Rotstein/Globoesporte.com)Na Vila do Pan, Ney Franco usa Olympikus
(Foto: Gustavo Rotstein/Globoesporte.com)
Além disso, o COI determina que nas áreas de circulação comum dos Jogos, é proibido que os atletas usem outro uniforme que não seja o fonecido pelo comitê nacional. Por isso, os times de futebol andam pela Vila Pan-Americana com o material da Olympikus, apesar de a Nike ser a patrocinadora da CBF.
No entanto, nos treinos e partidas, é permitida a utilização de uniformes com o fabricante que patrocina a CBF. Então os times de futebol fazem os trabalhos diários vestidos de forma bem diferente da usualmente vista em outras competições.
Maurine Futebol Feminino (Foto: Gustavo Rotstein/Globoesporte.com)Em Guadalajara, Seleção feminina da lateral Maurine treina com uniforme bem diferente do habitualmente fornecido pela CBF (Foto: Gustavo Rotstein/Globoesporte.com)

Sem fazer muito esforço, Brasil goleia Guatemala na estreia do Grand Prix

Diante da torcida em Manaus, equipe brasileira aplica um 5 a 0 no rival e vence na estreia da competição. Próximo confronto será diante de Angola

Por Flávio Dilascio Manaus, Amazonas
O Brasil estreou com o pé direito no Grand Prix de Futsal. Apesar de não ter feito um placar mais elástico, os comandados de Marcos Sorato jogaram o suficiente para vencer a Guatemala por 5 a 0, neste domingo, em Manaus (AM). A seleção volta a jogar nesta segunda-feira, quando enfrenta a Angola às 21h (de Brasília), novamente na Arena Amadeu Teixeira. O SporTV transmite ao vivo.
Diante de sua torcida,  a equipe brasileira começou no ataque, como já era de se esperar, e encurralou a Guatemala em seu campo de defesa. Com pouco mais de dois minutos de jogo, Jackson tabelou com Valdin e bateu firme para abrir o placar: 1 a 0.
Fernandinho e Falcão comemoram vitória sobre Guatemala no Grand Prix de Futsal (Foto: Cristiano Borges/CBFS)Fernandinho e Falcão comemoram vitória sobre Guatemala no Grand Prix dl (Foto: Cristiano Borges/CBFS)
Pressionando a saída de bola da Guatemala e apostando na velocidade no ataque, o Brasil não demorou a marcar o segundo: Simi roubou a bola e deixou Valdin na cara do gol para driblar o arqueiro e rolar para o fundo das redes.
Aos cinco minutos do jogo, o técnico Marcos Sorato causou euforia no ginásio de Manaus, colocando Falcão no jogo. A entrada da estrela só melhorou o time brasileiro, dando mais qualidade ao passe. O time da Guatelamala, por sua vez, pouco assustava. Nos primeiros 10 minutos, deram apenas um chute despretensioso, com Macal. A bola desviou em Rodrigo e bateu na trave, dando apenas um susto no goleiro Tiago.
Jackson comemora gol no Grand Prix de Futsal contra Guatemala (Foto: Cristiano Borges/CBFS)Brasileiro Jackson comemora gol marcado diante da
Guatemala (Foto: Cristiano Borges/CBFS)
Aos 10 minutos de jogo, o time brasileiro perdeu uma ótima chance de ampliar a vantagem. Após um chute cruzado de Gadeia, Fernandinho, que entrou durante a partida, ficou de frente para o gol, mas acabou mandando para fora.
Um minuto depois, a Guatemala tentou assustar novamente. Em um bonito lance, Henriques se livrou da marcação brasileira e chutou forte, mas acabou parando em uma bela defesa do goleiro Tiago.
Com 17 minutos de jogo, a equipe brasileira aumentou a vantagem. Após uma bela jogada individual, o craque Falcão cruzou na segunda trava e, dessa vez, Fernandinho não desperciçou e balançou a rede.
Na sequência, o Brasil ainda conseguiu armar um contra-ataque bonito, com direito a tabelinha de Gadeia e Fernandinho. Bem posicionado, o goleiro Merida conseguiu afastar o perigo.
Brasil freia no segundo tempo
Falcão Grand Prix de Futsal Brasil Guatemala (Foto: Cristiano Borges/CBFS)Aos 34 anos, Falcão mostrou que ainda tem muito
fôlego para jogar (Foto: Cristiano Borges/CBFS)
Com uma boa vantagem, o Brasil iniciou o segundo tempo com menos velocidade que na primeira etapa, jogando com mais inteligência do que rapidez. Lukaian, que entrou no intervalo, deu dois excelentes chutes, mas acabou parando no goleiro Merida.
Aos 6 minutos de jogo, a Guatemala resolveu acordar para o jogo. Com três chutes seguidos, os adversários pararam diante de defesas espetaculares de Tiago
Aos oito minutos, a equipe brasileira encontrou o caminho para aumentar a goleada. Após limpar a jogada e se livrar dos marcadores, Jackson encontrou Falcão livre diante do gol. Coube ao craque apenas o dever de mandar para a rede, sem chances para o goleiro da Guatemalala: 4 a 0.
Com a partida ganha, o Brasil se acomodou ainda mais e, apesar de buscar sempre o gol, continuou sem muita velocidade. A Guatemala, por sua vez, continuava em busca do gol de honra, mas, sem muita qualidade, não conseguia concluir o último chute com precisão.
Para fechar a partida, o Brasil conseguiu o quinto gol no último minuto do jogo. Em um lance onde todos os jogadores em quadra participaram, Vinicius recebeu livre e chutou de primeira, encerrando a vitória incontestável.
Falcão afirma que se divertiu na partida
Após a partida, a estrela do time, Falcão, não escondeu o sorriso do rosto. Depois de passar por um período de muitas lesões, o brasileiro deixou claro que se sentiu solto na estreia do Grand Prix.
- Estou feliz. Me diverti. Depois de um tempo lesionado, consegui uma boa sequeência. É muito bom jogar com alegria, sem sentir dores. Não adianta tambem achar que aos 34 anos vou render como antes, mas me cuido para estar sempre bem - disse o craque.
Sobre a estreia em si, o capitão Vinicius,demonstrou satisfação com a exibição brasileira, mas reclamou do forte calor enfrentado em Manaus.
- Foi uma vitória importante, mas ainda porque não sofremos gols. A tendência é evoluirmos ainda mais. Mas o calor está quase insuportável. Difícil manter um semblante saudável aqui - disse Vinicius.
 

Nova Zelândia vence e decide Mundial de Rúgbi contra a França

Jogando em casa, Nova Zelândia não toma conhecimento do Austrália

Por GLOBOESPORTE.COM Auckland, Nova Zelândia
A Nova Zelândia não decepcionou sua apaixonada torcida e será a adversária da França na Copa do Mundo de Rúgbi. Jogando em casa, na madrugada deste domingo (horário de Brasília), no estádio Eden Parks, em Auckland, os All Blacks atropelaram a Austrália por 20 a 6 e garantiram vaga na decisão do torneio.
Com um primeiro tempo primoro, os donos da casa imprimiram um ritmo forte desde o início do jogo e foram para o intervalo vencendo por uma larga vantagem: 14 a 6.
A final da Copa do Mundo de Rúgbi acontece no próximo domingo, Eden Parks, em Auckland.
Um dia antes, Austrália e país de Gales disputam o terceiro lugar.

Cielo ignora a altitude e avança em primeiro à final dos 100m livre

Recordista mundial da prova segura no finalzinho e mostra que está sobrando na turma; estreante Bruno Fratus fica fora da disputa de medalhas

Por Lydia Gismondi Direto de Guadalajara, México
Natação - Cesar Cielo 100m livres Pan-Americano (Foto: Satiro Sodré/AGIF)Cesar Cielo foi muito aplaudido pelo público
(Foto: Satiro Sodré/AGIF)
Há quatro anos, quando bateu na frente nos 100m livre no Pan do Rio, Cesar Cielo era um rosto ainda desconhecido do público brasileiro. Morava nos Estados Unidos, tinha alcançado um quarto lugar no Mundial de Melbourne, mas famoso mesmo no país era Thiago Pereira. Nada que os ouros nos 50m e 100m livre não resolvessem. Neste domingo, o recordista mundial entrou na piscina do Pan de Guadalajara atrás do bicampeonato. Temia a altitude, passou por um susto na noite de sexta-feira, mas fez o que se esperava dele: avançou à final com o primeiro tempo.
- Foi legal. Ainda não encaixei a minha saída da forma que eu queria ter encaixado. Abri um pouquinho a mão debaixo d’água, mas o tempo foi muito bom. Gostei de ter feito 48s89 do jeito que eu nadei. Hoje à noite dá para nadar mais ou menos como em Xangai. Não sei se 48s, mas pelo menos 48s baixo - disse Cielo, ainda ofegante depois da prova.
Saudado pela arquibancada após o anúncio de seu nome pelo locutar oficial, Cielo mostrou o semblante confiante de sempre. Saiu na frente, abriu meio corpo para os adversários nos primeiros 50m e diminuiu o ritmo, deu uma segurada, no finalzinho: 48s89, ficando a dez centésimos do seu recorde pan-americano. A melhor marca na temporada estabelecida pelo velocista foi 48s01, quarta do mundo no ano. Estreante na competição, Bruno Fratus foi terceiro em sua série (50s51), não conseguiu um lugar entre oito melhores e saiu da água passando mal. 
Na última sexta-feira, Cielo foi a um hospital fazer exames. Segundo médico da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, Marcus Bernhoeft, o nadador teve um mal-estar devido à altitude. Em sua estreia em Guadalajara, porém, o campeão olímpico afirmou que tudo não passou de um procedimento de rotina.
- Não passei mal. Foi mais um exame de check-up mesmo durante a competição. Mas, como a gente estava na Vila, fomos no hospital fazer. Mas não foi nada demais não. Queria só ver como estava reagindo na altitude. Estou me sentindo super bem - garantiu.
Os 1500m de altitude de Guadalajara, no entanto, exigem mais cuidados com a recuperação após as provas.
- Depois da prova, é um pouquinho mais complicado, tem essa sensação de boca seca. É mais difícil do que uma competição a nível do mar. No meu caso, estou com um pouquinho de vantagem porque vou ter três dias até os 50m livre para descansar. Mas eu sei que a recuperação aqui é um pouquinho mais difícil. Para o Thiago, vai ser um grande desafio essa maratona - opinou Cielo.
Cielo e Bruno foram poupados na eliminatória do 4x100m livre, assim como Nicolas Oliveira. O quarteto formado por Gabriel Mangabeira, Henrique Rodrigues, Thiago Pereira e Nicholas dos Santos (o único titular) garantiu a classificação em segundo (3m23s64), atrás apenas dos americanos (3m17s57). Na final, o Brasil deverá competir com Fratus, Nicolas Oliveira, Nicholas Santos e Cielo.