domingo, 14 de outubro de 2012

Massa sem dúvidas sobre renovação com Ferrari: 'Será muito em breve'

Outra boa atuação, com direito a calor em Alonso, faz piloto recuperar de vez a confiança do time: 'Se não fosse muito forte, já teríamos tomado outra decisão'

Por GLOBOESPORTE.COM Yeongam, Coreia do Sul
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Depois de encerrar o jejum de pódios no Japão, Felipe Massa emplacou mais uma bela atuação, desta vez na Coreia do Sul. No GP deste domingo, chegou em quarto, com direito a ritmo mais forte que o companheiro de equipe, o badalado Fernando Alonso. O brasileiro só não foi mais longe porque a própria Ferrari pediu para pegar leve e não ameaçar o terceiro lugar do espanhol, que está na briga pelo título com Sebastian Vettel, vencedor da prova e novo líder do campeonato.
Após a quinta exibição consistente seguida, o vice-campeão de 2008 está confiante de que renovará seu contrato com o time de Maranello para a próxima temporada. Perguntado se tem dúvidas se seguirá na equipe em 2013, foi enfático:
- Não, não tenho. Vamos esperar a hora. Quando tiver o OK das duas partes, é quando você tem certeza. Acredito que será muito em breve, para ser honesto – declarou à revista inglesa “Autosport”.
Felipe Massa foi 4º no GP da Coreia: quinta atuação consistente consecutiva (Foto: Getty Images)Felipe Massa foi 4º no GP da Coreia: quinta atuação consistente consecutiva (Foto: Getty Images)

A reação de Felipe na temporada fez a escuderia mais tradicional da Fórmula 1 recuperar a confiança no piloto brasileiro, que é piloto titular do time desde 2003. O chefe da equipe, Stefano Domenicali, antes receoso na manutenção de Massa, em razão do mau início do ano, deu sinais claros de que o acerto acontecerá logo:
- Com certeza, ele está entendendo melhor o carro agora. Ele está entendendo melhor os pneus também. Além disso, Felipe é um piloto muito, muito forte. Porque se fosse o contrário, já teríamos tomado uma decisão diferente. Sinto que agora, Felipe tem sob controle o entendimento dos pneus e do carro e está dirigindo no nível que deveria – reconheceu o chefão.
Felipe massa sebastian vettel kamui kobayashi pódio gp do japão (Foto: Agência Reuters)No GP do Japão, Massa quebrou um jejum de quase dois anos sem pódio (Foto: Reuters)
Nas cinco corridas após as férias da categoria em agosto, Massa é o segundo piloto que mais somou pontos: foram 56, atrás apenas do novo líder, Sebastian Vettel, que marcou 93. Nesse período, o brasileiro fez 11 pontos a mais que o parceiro de time, Alonso.
O crescimento de Massa no ano contribuiu também para a Ferrari tirar a McLaren da vice-liderança do Mundial de Construtores, competição que rende muitas cifras aos times bem posicionados e um dos principais pontos de preocupação da equipe em relação aos poucos pontos somados pelo brasileiro no início do ano.
Longa história com Ferrari
Após nove etapas, Felipe Massa é o 13º colocado, com 23 pontos (Foto: Getty Images)Brasileiro está em sua sétima temporada com o
time de Maranello (Foto: Getty Images)
A história de Massa com o time de Maranello começou em 2001, quando o brasileiro teve o passe comprado pela escuderia após o título da F-3000 Europeia, uma das principais divisões de acesso da F-1. Cumpriu uma temporada na Sauber em 2002, mas não caiu nas graças de Peter Sauber e passou o ano seguinte como piloto de testes da Ferrari. Voltou ao time suíço em 2004 e estreou com titular da equipe italiana em 2006, com Michael Schumacher como companheiro. Um ano depois, fez parceria com Kimi Raikkonen, campeão daquele ano.
Em 2008, fez sua melhor temporada, sendo vice-campeão. Venceu seis corridas, mas perdeu o título quando Lewis Hamilton superou Timo Glock na última curva do histórico GP do Brasil. Em 2009, sofreu o mais grave acidente da carreira ao ser atingido por uma mola do carro do amigo Rubens Barrichello nos treinos classificatórios do GP da Hungria. De fora do restante da temporada, retornou às pistas no ano seguinte, já com Alonso como parceiro.
Após um campeonato discreto, enfrentou um jejum de pódios que durou do GP da Coreia de 2010 até a corrida de Suzuka. Massa tem 167 GPs disputados,11 vitórias, 34 pódios e 15 pole positions.

Figuraças se juntam a promessas do MMA na seletiva do novo TUF Brasil

Lutador de terno contrasta com cabelos coloridos de candidatos a uma
vaga no reality. Joe Silva explica que cartel é o principal critério de seleção

Por Ivan Raupp e Raphael Marinho Rio de Janeiro
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Foi dada a largada para a realização do grande sonho dos lutadores do país. A segunda temporada do "The Ultimate Fighter Brasil - Em busca de campeões", que dá ao campeão um contrato com o UFC, teve sua seletiva realizada neste domingo, no Rio de Janeiro, e contou com uma mistura de grandes promessas do MMA nacional e personagens, no mínimo, bastante característicos. O evento teve a pariticipação de cerca de 200 atletas e foi dividido em três partes: 90 segundos de grappling (luta agarrada), 40 segundos de manopla, e a entrevista, tudo sob a supervisão de Joe Silva e Sean Shelby, os casadores de lutas do Ultimate. Ainda não há previsão para que sejam conhecidos os 32 nomes selecionados para o primeiro episódio, onde haverá eliminatórias que decidirão os 16 que entrarão na casa.
Joe Silva e Shean Shelby seletiva TUF Brasil II (Foto: Ivan Raupp / Globoesporte.com)Joe Silva e Sean Shelby são os responsáveis pela seleção do TUF (Foto: Ivan Raupp / Globoesporte.com)
- Estamos procurando os melhores lutadores. Eu me importo muito com os cartéis. Gosto de ver o que você realmente já fez profissionalmente. É ótimo ver o que você pode fazer no treino, mas nada diz mais do que o que você já fez no ringue. Nós vemos alguns caras que às vezes não têm tanta experiência mas mostram algo especial, como: "Esse cara é um atleta, olha como ele finaliza, olha como ele bate forte". Toda vez a gente pega alguém que não tenha um cartel impressionante ainda, mas que pode surpreender - disse Joe Silva, explicando quais são os critérios mais importantes da seleção.
O "matchmaker" afirmou que esta nova edição do TUF Brasil não vai ocorrer nas divisões dos leves (até 70,3kg) e meio-médios (até 77,1kg), e sim em apenas uma delas, conforme o presidente Dana White já havia antecipado logo após o UFC 153:
Galeria Seletiva TUF Brasil II lutadores (Foto: Ivan Raupp / Globoesporte.com)
- Na verdade, isso não é incomum. Primeiro vamos fazer a seletiva em duas categorias, depois vamos analisar tudo e ver qual delas nos impressionou mais. Essa será a escolhida para o programa - disse Joe, explicando ainda que, se um lutador agradar mas a categoria dele não for escolhida, caberá a ele próprio decidir se aceitaria competir em um peso inferior ou superior.
Um dos mais conhecidos da seletiva era Gilbert Durinho, parceiro de treinos de Vitor Belfort e que foi um dos técnicos auxiliares dele no primeiro TUF Brasil. A fera do jiu-jítsu, que entrou nos leves, acredita que muitos dos inscritos não têm ideia do que poderão encontrar dentro da casa:
lutadores seletiva TUF Brasil II MMA (Foto: Ivan Raupp / Globoesporte.com)Gilbert Durinho (à esquerda) inicia o teste de
grappling (Foto: Ivan Raupp / Globoesporte.com)
- Sei mais ou menos como é. Não senti aquilo, eu só vi. Estou começando a me preparar. A galera está aqui festejando, mas sei que é pedreira. Chegar lá e encontrar um monte de macho, os caras zoando na hora de dormir, e você querendo descansar. Quando chega a sua luta você fica mais carente. É a hora em que você precisa dos amigos, da esposa, da família, e isso não vai mudar. Você vê todo dia o cara contra quem você vai lutar, é difícil. Três quesitos que são difíceis: bater o peso, conviver com quem você não conhece, e o treinamento com um pessoal totalmente diferente.
Outras duas promessas subiram de peso para tentarem a vaga no reality show. Originalmente atletas do peso-pena, Renato Moicano e Edimilson Kevin bateram na trave e foram os dois reservas dessa categoria no primeiro TUF.
- Eu tinha ficado de primeiro reserva, na expectativa. E acabei ficando meio frustrado nas primeiras semanas do programa. Um amigo meu, Massaranduba, participou, e isso mudou a vida dele. Eu tinha condições não só de estar lá, mas de estar disputando o título. Não sei se ganharia, mas pelo menos condições eu teria - afirmou Moicano.
Edimilson Kevine Renato Moicano seletiva TUF Brasil II (Foto: Ivan Raupp / Globoesporte.com)Edimilson Kevin e Renato Moicano na seletiva do novo TUF Brasil (Foto: Ivan Raupp / Globoesporte.com)
Já Kevin tem sido um dos mais elogiados pelo ex-lutador Wallid Ismail, presidente do Jungle Fight, evento no qual vinha atuando. Ele pensa que pode melhorar sua situação desta vez:
- Espero que isso me credencie. Acredito que tenho grande chance de entrar pelo simples fato de ter batido na trave na temporada passada. Fiquei de reserva. Tomara que o Jungle me dê essa moral (risos).
Atleta dos meio-médios, companheiro de Moicano na Constrictor Team e também com passagem pelo Jungle, Diogo Fofão comentou a importância de um evento do porte do UFC, que é o sonho de consumo de todos esses lutadores. Assim exemplificou Gustavo Coelho, que se inscreveu no peso-leve:
lutador seletiva TUF Brasil II MMA (Foto: Ivan Raupp / Globoesporte.com)Estilo: Juliano Ninja foi de terno e óculos escuros
(Foto: Ivan Raupp / Globoesporte.com)
- Eu gosto de lutar em eventos grandes. Eles chamam a responsabilidade e me fazem lutar melhor ainda. Eu me amarro quando o evento é grande. Quanto maior o show, para mim é melhor - declarou Fofão.
- Meu sonho é o UFC. Isso aqui é a ponte aérea para o UFC. Estou trabalhando todo dia para isso - disse Gustavo.
Terno ou cabelos coloridos?
Mas a seletiva também ficou marcada pelas figuraças, como os que ostentavam cabelos coloridos, e Juliano Ninja. O atleta de Blumenau-SC vestiu uma roupa exageradamente formal neste domingo.
- Deixa eu te fazer uma pergunta: por que lutador tem de andar mal vestido? Tem que estar sempre bem arrumado para acabar com esse estereótipo. Nós temos uma imagem a passar, temos que estar bem alinhados.
Ninja, por sinal, é da mesma equipe de Cristiano Psicopata, que usava uma máscara de horror semelhante à do filme "Hannibal".
- O apelido é porque, quando comecei, lutava em todas as categorias, médio, medio-médio, leve... Uma vez fui lutar contra um atleta que se chama Jason, e ele usava uma máscara (não é o Rony), aí a gente resolveu tirar onda.
Entre outros nomes experientes como Luis Sapo e Paulo Bananada, estava também Cassiano Tytschyo, que, apesar de ter só 24 anos, já tem 34 lutas na carreira e conquistou recentemente o cinturão meio-médio do Bitetti Combat.
lutadores seletiva TUF Brasil II MMA (Foto: Ivan Raupp / Globoesporte.com)Atletas aguardam para serem fichados como participantes (Foto: Ivan Raupp / Globoesporte.com)
- Tenho bastante luta, quero muito isso para minha vida, coisa que muita gente também quer. É Deus quem vai escolher. Minha vontade de vencer é muito grande, sempre que lutar vou ter muita agressividade e vou para dar show. Esse é meu diferencial.
Houve ainda quem nem pôde fazer os testes. Aos 36, Gustavo Labareda não foi adiante por ter estourado o limite de 35 anos. Ele participou das eliminatórias do primeiro TUF e foi derrotado por Cezar Mutante na luta que valia a vaga na casa.
- Eles têm um critério da fica principal da inscrição. Mas eu ainda persisti para ver se abriam uma exceção, porque essa (meio-médios) é a minha categoria. Fiz uma boa luta contra o Mutante e vim tentar novamente. Infelizmente, a idade está um pouco avançada. Mas por dentro estou novinho, novinho. Tem muito caldo ainda para sair desse caldo de cana - lamentou.
mesa de juizes seletiva TUF Brasil II (Foto: Ivan Raupp / Globoesporte.com)Joe Silva e Sean Shelby observam o trabalho dos
lutadores (Foto: Ivan Raupp / Globoesporte.com)
Sem dormir por causa do UFC Rio III
E teve até quem tivesse virado a noite sem dormir. Mas por uma boa causa, diga-se de passagem. Fábio Defendenti foi córner de Erick Silva na derrota para Jon Fitch no UFC Rio III, enquanto Thiago Jambo foi córner de Fábio Maldonado no revés diante de Glover Teixeira no mesmo evento.
- Nem dormi, vim virado. Fiquei preenchendo uns papéis que o UFC exige para poder passar na seletiva até 6h da manhã. Terminei, deitei, e 6h45m eu estava de pé. Estamos na guerra - disse o capixaba.
- Estou virado aqui. estava no córner do Maldonado. Eu o acompanhei até o hospital. Ele fraturou o nariz, está passando por uma cirurgia. Ele ficou p... porque eu estava lá (risos). O Maldonado é um irmão meu - completou Jambo.

Entrevistão: Adriano, Seleção, Copa, Mano... Os pitacos do tetra Jorginho

Auxiliar em 2010 e campeão em 94, técnico do Kashima usa experiência
para alertar: Brasil tem que abrir os olhos, e Imperador precisa ser homem

Por Lucas Loos Rio de Janeiro
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O tetracampeão mundial e atual treinador Jorginho tem bastante história para contar. Com passagens por grandes clubes, como Flamengo, Bayer Leverkusen, Bayern de Munique, São Paulo, Vasco e Fluminense, o carioca de 48 anos tem uma forte ligação com a seleção brasileira, muito por conta da conquista com a equipe de Parreira em 1994. Teve também a Copa de 2010, quando integrou a comissão técnica de Dunga. Nesse ciclo recente, teve a oportunidade de se aproximar de Adriano, que, nas palavras do atual técnico do Kashima Antlers, vacilou e acabou “se punindo” com a ausência do Mundial. Esse, particularmente, é um assunto que mexe com o ex-lateral. Não a derrota para a Holanda na África do Sul, mas a situação em que se encontra o Imperador.
JOrginho kashima antlers (Foto: Divulgação)No Kashima Antlers, Jorginho diz que recebeu uma sondagem forte do Fla neste ano (Foto: Divulgação)
- Ele não pode fazer as mesmas besteiras. Tem que demonstrar que é o Adriano do Flamengo e precisa saber ser homem. Ser exemplo. Não pode mais faltar treinamento. Chega disso. As pessoas o amam, querem abraçá-lo. Isso aqui é papo de quem ama ele. Não o estou criticando, estou alertando. Tem que ser profissional, procurar tratamento psicológico. Não precisa de amigos que só querem o dinheiro dele. Precisa de pessoas que o amem - disse Jorginho, que revela que houve uma “forte sondagem” para comandar o Flamengo antes da chegada de Dorival Júnior.
JOrginho kashima antlers (Foto: Divulgação)Carioca de 48 anos, Jorginho está no comando do
Kashima desde o início do ano (Foto: Divulgação)
Crescido em Guadalupe, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, ele, assim como o Imperador, sabe muito bem o que é deixar uma comunidade mais humilde para ganhar o mundo. Mas o capítulo Adriano integra apenas uma parte da coleção de histórias de Jorginho no mundo da bola. A Copa de 2010 merece uma menção à parte. Por exemplo, o critério usado por Dunga e sua comissão técnica para deixar a dupla Ganso e Neymar fora da África do Sul é outro tema que segue fresco na memória do treinador.
Se o passado já está escrito, o futuro ainda está sendo desenhado. E, quando se fala de seleção brasileira, o que aparece no horizonte é a Copa de 2014. Mesmo distante, ele acompanha a equipe de Mano e tem seus pitacos na ponta da língua. Jorginho diz que entende o treinador, mas vê duas falhas na preparação atual: o modo como a renovação de jogadores foi feita e o nível dos adversários brasileiros.
- É o momento de abrir os olhos. Precisamos enfrentar seleções de peso.
De sua casa no Japão, Jorginho conversou por telefone durante cerca de uma hora com a reportagem do GLOBOESPORTE.COM. Desde janeiro no comando do Kashima Antlers, clube pelo qual já havia defendido na época de jogador durante meados da década de 90, ele diz já estar habituado novamente à vida na Terra do Sol Nascente, após um período em Florianópolis à frente do Figueirense. Apesar da idolatria no país, o futuro ainda é incerto, e uma definição deve sair apenas no fim do ano. Confira algumas das histórias de Jorginho, e os personagens que protagonizaram sua biografia ao longo dos últimos anos.
GLOBOESPORTE.COM: após uma boa passagem pelo Figueirense, você retornou ao Japão no início do ano para assumir o comando do Kashima Antlers. Como está sua situação no futebol asiático?
 O Campeonato Japonês está muito embolado. Estamos em 13º na tabela, a sete pontos do G-4 e da zona do rebaixamento, e temos mais seis jogos. Peguei um momento de transição. O Oswaldo (de Oliveira, ex-técnico da equipe) mesmo falou que era normal, até porque a equipe mudou muito. Trouxemos o Renato Cajá, que deu uma melhorada sensível. E os resultados estão aparecendo. Na Copa Nabisco, estamos na semifinal contra o atual campeão, o Kashiwa Reysol, dos brasileiros Nelsinho Batista, Jorge Wagner e Leandro Domingues. O primeiro jogo ganhamos em casa por 3 a 2 (NR: neste sábado, o time de Jorginho empatou por 2 a 2 com o Kashiwa Reysol e garantiu vaga na final contra o Shimizu S-Pulse). Também tem a Copa do Imperador, que estamos na briga.
Tabela de classificação do Campeonato Japonês 2012 (até agora foram disputadas 28 de 34 rodadas)
Colocação Equipe Pontuação Saldo de gols
1 º Sanfrecce Hiroshima 54 25
2 º Vegalta Sendai 51 20
3 º Urawa Red Diamonds 48 6
4 º Shimizu S-Pulse 44 2
13 º Kashima Antlers 37 5
16 º Albirex Niigata 30 - 7
18 º Consadole Sapporo (último colocado) 13 - 49
Como jogador, você já havia defendido as cores do Kashima. O cotidiano do futebol japonês é muito diferente do que vemos no Brasil?
O respeito à história conta muito aqui no Japão. Eles não esquecem isso. Nós ficamos um tempo sem ganhar, mas a própria torcida falou para a diretoria que não poderiam me mandar embora. A equipe se recuperou e está no meio da tabela. O respeito com a história é impressionante. Mas, apesar de ser uma responsabilidade muito grande, eles sabem que a equipe está numa fase de mudança.
JOrginho kashima antlers (Foto: Divulgação)Kashima de Jorginho está na 13ª posição do Japonês, mas segue bem na Copa Nabisco (Foto: Divulgação)
E a vida na Terra do Sol Nascente? Como está a adaptação à mudança de cultura?
Kashima é uma das menores cidades dos times que estão na J League. É uma cidade pequena que não tem muita coisa para se fazer. Mas morei aqui quatro anos na época de jogador e estou muito bem adaptado. Na minha primeira vinda, tinha chegado da Alemanha, que, apesar de ter seus contrastes com o Japão, é um país diferente do Brasil. A família até sente falta. Mas este não é um problema e, por isso, não pensamos em voltar ao Brasil. Nisso eu não tenho problema. A gente fica batendo papo. Convivo mais com a comissão técnica. Com atleta, o convívio não é tão intenso, só às vezes, num aniversário ou coisa do tipo. Mas o relacionamento é ótimo, e tem também o contato com os japoneses, que é muito bom.
Assim como no Brasil, a temporada no Japão já está em seu final. Faltam seis rodadas para o término da J League. Já definiu seu futuro? O objetivo é seguir em Kashima em 2013?
Já demos início ao planejamento do próximo ano. Mas ainda não chegamos a uma definição quanto à renovação. Vamos aguardar mais para frente. Tem essa questão do respeito, mas sabemos que resultado é importante. Acredito que eles devem renovar. Só que é melhor aguardar, tanto para o lado deles quanto para o meu.
Info_Jorginho_TECNICO-JOGADOR-2 (Foto: infoesporte)
Você recebeu proposta de algum clube brasileiro desde que chegou ao Kashima?
Eu tive uma oferta do Brasil e achei que não tinha a menor condição de voltar atrás com minha palavra. Tenho um contrato e precisaria sair quase no início do campeonato. Ficaria ruim a minha situação. Além disso, gosto de manter minha palavra. Tenho que cumprir os compromissos até o fim.
Pode falar qual clube brasileiro foi esse?
Tive uma sondagem forte do Flamengo neste ano. Mas, como já falei, foi difícil tomar essa decisão pelo compromisso que eu tenho. Da mesma forma que se eu estivesse lá não sairia para um clube da Europa. Não é o tipo de decisão fácil de tomar porque há uma ligação. Já tive outra chance em 2009, antes do Andrade, e não pude assumir porque estava na Seleção. De repente, em uma outra oportunidade. Mas não me arrependo.
No Flamengo, você poderia reencontrar o Adriano, com quem trabalhou na Seleção. Na ocasião, em 2010, a comissão técnica do Brasil preferiu deixá-lo fora do Mundial da África do Sul. Qual foi o verdadeiro motivo?
O Adriano é um cara por quem tenho carinho especial. Quando voltou ao Brasil após dar um tempo do futebol em 2009, fui à sua casa conversar com ele e com a mãe. Mantinha contato por telefone. Mas a verdade é que o Adriano se desconvocou em 2010. Ele sabe disso. O mais triste é que ele voltou a fazer as mesmas coisas daquela oportunidade. Não é a primeira vez que falta a treinamento. Quando parar verdadeiramente, vai sentir muita falta. Falei naquela ocasião que ele precisava ouvir umas verdades, e o Adriano precisa de um acompanhamento, sim. Ele está jogando a carreira fora. Que bom que o Liedson chegou ao Flamengo, o Vagner joga muito, mas ele poderia estar jogando e até voltar à Seleção.
Se pudesse reencontrá-lo como naquela oportunidade em 2009, o que falaria para o Adriano?
Mas a verdade é que o Adriano se desconvocou em 2010. Ele sabe disso. O mais triste é que ele voltou a fazer as mesmas coisas daquela oportunidade. Quando parar de jogar verdadeiramente, vai sentir muita falta. "
Jorginho
Quando volto às minhas raízes, em Guadalupe, todo mundo me respeita. Todo mundo sabe que saí e venci. Eu mudei e transformei minha vida. Nunca fui de fazer besteira, mais ia para baile e fazia bagunça. Quando decidi parar de beber e fumar com 17 anos, quis vencer. Hoje, quando retorno à minha comunidade, as pessoas me respeitam. Falei para ele que as pessoas o têm como exemplo. Precisa mudar a imagem. Chegar na comunidade e não esquecer os amigos é bom. Mas os caras precisam ter respeito por você. Não pode fazer as mesmas besteiras. Tem que demonstrar que é o Adriano do Flamengo e precisa saber ser homem. Ser exemplo. Não pode mais faltar treinamento. Chega disso. As pessoas o amam, querem abraçá-lo. Isso aqui é papo de quem o ama. Não o estou criticando, estou alertando. Tem que ser profissional, procurar tratamento psicológico. Não precisa de amigos que só querem o dinheiro dele. Precisa de pessoas que o amem.
Assim como Adriano, a dupla Ganso e Neymar foi outra ausência sentida por torcedores e imprensa na África do Sul. Fica algum arrependimento por tê-los deixados fora da lista?
Arrependimento nunca. Tínhamos convicção naquilo que estávamos fazendo. O Dunga tinha uma linha que só convocaria jogadores os quais já havia testado. O Ganso estava mais maduro e por isso entrou entre os 30 (relação que incluía os sete jogadores da "lista de espera" composta por Diego Tardelli, Carlos Eduardo, Paulo Henrique Ganso, Ronaldinho Gaúcho, Marcelo, Alex e Sandro para o caso de corte por lesão). O Neymar ficou no banco diversas vezes em 2009 e não estava pronto, porque encontrava-se naquele processo de transformação. Chegamos a 2010 com um amistoso apenas, e o grupo estava mais ou menos se definindo. Na oportunidade, o Ganso estava infinitivamente na frente. Tinha maturidade e inteligência. Ficamos balançados em relação a isso. Mas pesou que estávamos dando preferência aos jogadores que vinham sendo testados.
Dunga e Jorginho no treino do Brasil (Foto: agência Reuters)Jorginho fez parceria com Dunga no ciclo até a Copa do Mundo de 2010 (Foto: agência Reuters)
De lá para cá, muita coisa mudou. Ganso sofreu com as lesões, se mudou para o São Paulo... enquanto o Neymar virou titular absoluto da Seleção. Acha que agora eles estão preparados para 2014?
Somos considerados os melhores, mas a Espanha, por exemplo, está muito à nossa frente"
Jorginho
Hoje é muito fácil falar do Neymar. Do Ganso não, já que não conseguiu manter a sequência de 2010 e um pouco de 2011. Acredito que a lesão o atrapalhou muito. O Neymar veio subindo e era mais para o futuro, assim como o Ronaldo em 94. Mas o Parreira tinha um pensamento, e o Dunga, outro. O Neymar hoje é outro jogador. Só que não é o mesmo no Santos e na Seleção. Que fique bem claro. Acredito que ele joga muito. O Messi é o Messi, mas ele joga com Xavi e outros craques. Com o Neymar não é assim. Para mim, o que o Neymar fez em 2011 fez dele o melhor do mundo. Acho que ele não pode demorar muito a ir à Europa porque vai ser um dos melhores do mundo. Mas Seleção é resultado. Você tem que chegar e fazer. E ele ainda tem que mostrar isso. É importante ele ser o mesmo do Santos na Seleção.
Como vê o Brasil em relação aos rivais para 2014?
Somos considerados os melhores, mas a Espanha, por exemplo, está muito à nossa frente, em termos de resultado e ter uma base formada. Eles têm praticamente uma base de dois times. Além disso, o jogador europeu está muito próximo do local de jogo para disputar eliminatórias e amistosos. No Brasil, é mais difícil. O jogador, muitas vezes, tem uma viagem longa só para defender a Seleção.
Quando o Mano assumiu a Seleção, ele atendeu o pedido da torcida. Deixou alguns jogadores pouco populares fora e fez a renovação, lançando Neymar e Ganso no time titular. Como avalia esse processo?
O Mano fez a renovação que precisaria ter. Ao meu ver, com todo respeito, é claro que existia um clamor público. Mas um líder nato como o Lúcio deveria ter sido mantido por um ou dois anos até que o Thiago Silva e o David Luiz pegassem mais experiência. Precisariam desse contato com o Lúcio (NR: Lúcio disputou a Copa América de 2011 sob o comando de Mano). Acabou a Copa e quase não vimos mais um pentacampeão convocado. A experiência não pode ser deixada de lado. A minha crítica é na estratégia. Deveria ter sido mantida uma base. Começou tudo novo e teve suas consequências. Como não ganhou a Copa América, a pressão aumenta. Sei dos problemas que ele enfrenta e sou solidário a isso. E sei muito bem o que ele sofreu.
JOrginho kashima antlers (Foto: Divulgação)Jorginho critica o nível dos adversários da preparação da seleção brasileira (Foto: Divulgação)
Apesar de as vitórias estarem vindo, o Mano ainda recebe muitas críticas à frente da Seleção. Assim como ele recebe vaias, vocês também tiveram diversos momentos turbulentos. Acha que é pressão natural do cargo ou há um certo exagero por parte da imprensa e da torcida?
Seleção brasileira não tem jeito. É um mundo à parte. Joguei no Flamengo e outros grandes clubes, mas nada se compara à Seleção. A gente sabia da cobrança dos tempos de jogador, porém a cobrança em cima do treinador é grande. A cobrança sempre existiu e vai continuar existindo. Só que tivemos uma cobrança maior por várias razões: o Dunga não tinha sido treinador. É o jeito autêntico dele: bateu, levou. O Mano é mais polido. Tem uma personalidade completamente diferente. Ele está vendo que, por mais educado que seja, deve tratar todos com respeito. O Parreira era um exemplo de postura, por tudo que sofreu e deu a volta por cima. Procuro pegar coisas dos treinadores e aprendi com o Parreira esse jeito de tratar as pessoas.
Ainda sobre essa pressão. Nos bastidores, teve algum momento no qual você e o Dunga pensaram em chutar o balde?
Nunca pensamos em entregar os pontos. Sabíamos que seria difícil. Quando perdemos para o Paraguai (2 a 0, no dia 15 de junho de 2008) e empatamos com a Argentina (0 a 0, dia 19 de junho), o presidente foi firme e nos segurou. Perdemos as Olimpíadas em seguida, mas subimos nas eliminatórias. Para o Mano, a coisa está apertando e não tem uma disputa de eliminatórias ou um teste real para mudar a situação. As melhores seleções contra as quais vi o Brasil jogar recentemente foram México, Japão e EUA. Com todo respeito ao Iraque, de um grande amigo que é o Zico, mas não dá (o Brasil goleou por 6 a 0).
Acha que essa preparação contra seleções mais fracas pode prejudicar o Brasil?
É o momento de abrir os olhos. Precisamos enfrentar seleções de peso."
Jorginho
Não tem nenhum amistoso que vale a pena. Sei que não é fácil arrumar amistoso para a seleção brasileira, mas minha preocupação é o nível dos amistosos. Sei que nem todos os países querem enfrentar o Brasil. Mas conversei com o Zico e ele falou que nem todos estavam treinando no Iraque. A obrigação é toda da seleção brasileira. Como não teve vitória na Copa América, a coisa aperta para a Copa das Confederações. Não é momento para desespero, é para reflexão. O Brasil necessita enfrentar seleções com capacidade e tradicionais. É a única oportunidade, porque não está disputando as eliminatórias. Só não acho que é momento. É o momento de abrir os olhos. Precisamos enfrentar seleções de peso.
Uma possibilidade concreta para 2014 atende pelo nome de Wellington Nem, convocado contra a Argentina e um dos principais nomes do Fluminense, líder isolado do Brasileiro. Você trabalhou com ele no Figueirense em 2011. Achava que em um período tão curto ele poderia estourar desta forma? Além disso, houve algum plano para desenvolvê-lo?
Para mim é especial, porque o Nem estava largado quando cheguei. Fora dos planos, com muito peso, largado... E o conhecia da seleção juvenil e já tinha visto ele treinando. Falei que ele não podia estar assim, desinteressado. Quando perdia a bola voltava desinteressado. Disse que um jogador como ele tem que estar ligado o tempo todo. Além disso, ele estava como meia-atacante e o coloquei como segundo atacante, ao lado do Julio César. Cobrei que ele voltasse para marcar quando o time perdesse a bola. Ele não é apenas ofensivo, brilhante e veloz. Ele, taticamente, é importante. Rouba a bola, dá o combate. É taticamente muito mais responsável que antes. Claro que, com a experiência do Abel, está aprendendo bastante. Era uma questão de tempo até que se desse bem.
Jorginho, Botafogo x Figueirense (Foto: Ide Gomes/Agência Estado)Jorginho diz que encontrou um Wellington pesado e largado no Figueira (Foto: Ide Gomes/Agência Estado)
Para finalizar: ano passado, com o Wellington Nem, você quase levou o Figueirense à Libertadores. Agora, o rebaixamento é uma realidade próxima do clube. O que houve para tamanha queda?
De longe, fica naturalmente difícil apontar um erro ou outro. Não tenho dúvida que a campanha do ano passado foi fantástica e surpreendente para muita gente. Sinceramente, ao ver as contratações que fizeram, esperava um rendimento até melhor do que na temporada passada. Financeiramente, é muito melhor atualmente. Contrataram, por exemplo, o Ronny e o Loco Abreu, alguns jogadores que não teríamos condições de trazer no ano passado. O que eu vejo é o planejamento que foi feito. Eles começaram com o Branco e ele ganhou os dois turnos, mas não foi campeão. Perderam na final para o Avaí. Botaram o Argel e não deu certo. Em seguida, o Helio dos Anjos e agora volta o Márcio Goiano. Isso tudo atrapalha. Muita mudança.

Lesão de Sheik: de uma semana a um mês de recuperação

Médico diz que, se problema no joelho direito for simples, jogador ficará fora por sete dias. Caso seja mais grave, tempo subirá para 30 de repouso

Por Carlos Augusto Ferrari São Paulo
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O departamento médico do Corinthians quer aguardar a reapresentação na segunda-feira, mas já calcula que os danos não serão tão grandes ao atacante Emerson. O jogador sente dores no joelho direito e, em uma primeira análise do corpo clínico, não preocupa para o Mundial de Clubes, marcado para dezembro, no Japão.
emerson SHEIK corinthians  contusão portuguesa (Foto: Marcos Bezerra / Futura Press)Sheik se machuca contra a Portuguesa (Foto: Marcos Bezerra / Futura Press)
De acordo com o médico Júlio Stancati, que acompanhou Sheik durante toda a partida contra a Portuguesa, sábado, no Canindé, o jogador ficará uma semana ausente caso o problema não seja dos piores. Se a lesão nos ligamentos for mais grave, o período de recuperação não passará de um mês.
- Se estiver dolorido na segunda vamos fazer outro o exame. A princípio, ele vai precisar de uma semana. Se for um problema mais sério, um mês. O ligamento deu uma estirada e voltou para o local. Não creio que seja nada grave – explicou.
O Corinthians não acredita que Emerson será problema para a competição no Oriente no fim do ano. A dois meses da estreia na competição internacional, o corpo clínico crê que há tempo suficiente para ele se recuperar. O técnico Tite quer aproveitar as últimas cinco rodadas para escalar os principais jogadores e escolher os titulares.

- Ele não corre risco algum para o Mundial. Uma operação está fora de cogitação – ressaltou o médico.
Emerson se lesionou logo no primeiro minuto do empate por 1 a 1 contra a Portuguesa. O jogador dividiu um lance com Zé Antônio e caiu no gramado. Ele ainda tentou permanecer em campo, mas voltou a sentir dores no local e foi substituído aos 19 minutos ainda da primeira etapa. 

Falcão e Manoel Tobias colocam ponto final em rusgas do passado

A reconciliação dos jogadores, que já havia acontecido, foi reforçada com a primeira entrevista com os dois grandes atletas do futsal juntos

Por André Garcia e André Gallindo Brasília
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O reencontro foi feito. Olho no olho. Os sorrisos mostraram que tudo se resolveria facilmente. Nem os mais otimistas esperavam escutar tantos elogios. A briga começou em 1999. Manoel Tobias e Falcão, dois grandes nomes do futsal mundial, foram o assunto na mídia depois da Copa do Mundo de 2004. Naquela ocasião, a seleção brasileira não chegou à final e ficou em terceiro lugar, mas o destaque foi dado aos problemas internos do grupo. Ou melhor, aos problemas entre os dois maiores craques.
O péssimo resultado em quadra resultou num desentendimento, mas com o amadurecimento profissional, os craques deixaram as desavenças de lado e depois de uma boa conversa, voltaram a se abraçar.
Falcão e Tobias Entrevistas Esporte Espetacular (Foto: André Garcia / TV Globo)Falcão e Tobias durante entrevista ao Esporte Espetacular (Foto: Divulgação)
Por que podemos chamar esse reencontro de raro?
Falcão - Eu acho que na história do futsal a gente sabe que tem a nossa parcela. Assim como outros grandes jogadores também. Ele participou de uma geração que colocou o futsal no topo do mundo. Uma geração vitoriosa, em que ele foi o maestro. E eu tive o prazer de jogar com ele. A primeira Liga de Futsal eu ganhei ao lado dele, onde ele fazia toda diferença do mundo. Foi o artilheiro com 50 e poucos gols.
Foram quantos gols, Manoel?
Tobias - Alguns, foram alguns. Mas é claro que fui ajudado, não só pelo Falcão, mas por toda aquela equipe do Atlético-MG. E eu acho que até hoje foi a melhor equipe, né?
Falcão - Eu acho que sim, eu acho que os números mostram isso. Todo mundo aponta como a melhor equipe da história do futsal.
Por que esse é um reencontro tão inédito e especial?
Tobias - É inédito porque nunca pensaram em fazer isso aqui. Ele está representando muito bem a geração dele. Então, eu me sinto privilegiado e acho que ele também. É bom lembrar nesses momentos, daqueles que não puderam ter esse apelo de mídia que hoje temos. Acho que a história do futsal, a essência dela, não passa só pelo Falcão e Manoel Tobias. Ela passa lá nos anos 70, nos anos 80, onde a seleção brasileira se apresentava de manhã para jogar de noite, sem condição nenhuma.
No fim, a gente acabou sendo vítima de uma situação que não tinha nada a ver"
Falcão sobre briga
Aconteceu alguma divergência entre vocês? Vocês chegaram a falar alguma coisa em relação ao outro que não deveriam ter dito?
Falcão – Eu sinceramente só guardo as coisas boas. A gente vai aprendendo durante a vida com os erros. Aconteceu. Talvez eu tenha me pronunciado errado e ele também. Nós não nos entendemos num certo momento.
Mas você acha que foi imaturidade, Falcão?
Falcão – Imaturidade. Eu acho que algumas coisas não precisariam ter saído publicamente. Outras coisas não precisariam ter acontecido. Não vou culpar ele, nem vou puxar a culpa. Isso é o que menos importa nesse momento, o que importa é que a gente conversou e que eu olho pro Manoel Tobias como um ídolo do esporte.
O que você pode falar também sobre esse momento, Manoel?
Tobias – Eu sempre fui um cara sincero e de personalidade muito forte. Ele não quis comentar, mas eu não tenho problema algum de comentar. Na verdade, isso aconteceu no Mundial de 2004. A gente queria ser campeão. E muito mais eu, porque sabia que seria meu último Mundial. E infelizmente não conseguimos esse título. Não sei se o Falcão me permite falar, mas eu fui padrinho do casamento dele, eu conheci o pai dele. O problema aconteceu com outra pessoa, claro que por ser ético, eu não vou falar quem fez esse problema. No segundo jogo, não sei se você lembra, teve uma confusão no ônibus com a comissão técnica e daí começou a briga.
O que disseram na época?
Falcão - Na verdade, houve as cobranças normais de quem quer ser campeão. E justamente foi o que o Manoel falou. Nós fomos ali, treinamos e houve um problema com outro jogador. E depois direcionaram pra mim e pra ele. Acabou vazando e no fim a gente acabou sendo vítima de uma situação que não tinha nada a ver. Claro, nos cobramos no vestiário, como cobrei ele, como cobrei aquele e ele me cobrou. Acabou tomando uma proporção muito grande, porque depois eu me arrependi e publicamente falei isso.
O que vocês gostariam de dizer um para o outro neste momento?
Falcão – Para o Manoel eu só tenho que falar que ele é o ídolo, sempre foi o meu ídolo e o ídolo de todos. Um cara espetacular. Um cara que hoje, o que conquistei dentro da minha profissão e onde consegui chegar, eu devo muito a ele. Isso aqui tem uma história. Quando o meu pai estava doente, ele foi ao hospital visitar o meu pai. São coisas que quando a gente vai ficando velho, a gente vai aprendendo. Do perdão, de guardar as coisas boas. Eu aprendi muito com ele. Eu aprendi a ser decisivo como ele era. Ficou tudo pra trás, a gente já se encontrou e é isso que importa.

Tobias – A recíproca é totalmente verdadeira. O mais importante, Falcão, é que como você falou, ficou no passado. Tem coisas que muita gente não sabe. E que não tem problema algum, acho que pra mim e pra ele, de estar revelando isso aqui. Ele ligou pra mim e mandou uma mensagem quando eu parei de jogar. Eu perdoei tranquilamente, entendeu. Não teve nada disso e hoje a gente está rindo aqui. O Falcão com certeza está fazendo um trabalho maravilhoso, ele cresceu muito.
entrevista tobias falcão futsal reconciliação (Foto: Divulgação)Entrevista mostra a reconciliação dos jogadores no Esporte Espetacular (Foto: Divulgação)

Vettel vence na Coreia e vira líder; Massa aperta Alonso e chega em 4º

Alemão da RBR conquista terceira vitória seguida e supera espanhol da Ferrari na classificação do Mundial a quatro etapas do fim. Bruno Senna é 15º

Por GLOBOESPORTE.COM Yeongam, Coreia do Sul
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A quatro etapas do fim, a temporada 2012 tem um novo líder, e ele se chama Sebastian Vettel. Neste domingo, o alemão venceu o GP da Coreia do Sul - 16ª etapa do campeonato - e desbancou Fernando Alonso, que liderava a classificação desde a oitava prova do ano. Após ultrapassar o companheiro Mark Webber na largada, Vettel passeou em Yeongam até receber a bandeirada do rapper coreano PSY, em versão bem mais contida que a dancinha do hit “Gangnam Style”, que dominou o circo da Fórmula 1 durante todo o fim de semana. Vettel emplacou seu terceiro triunfo consecutivo, um domínio que lembra a soberania da RBR em 2011, e virou o jogo sobre Alonso: chegou aos 215 pontos na tabela de classificação e agora está seis à frente do espanhol, terceiro colocado na corrida.

Desta vez, Felipe Massa não subiu ao pódio como no Japão. Mas voltou a fazer uma boa prova, mostrando estar em ascensão. Após largar da sexta posição, o brasileiro ultrapassou Kimi Raikkonen (Lotus) na primeira volta, ganhou a posição de Lewis Hamilton (McLaren) e chegou em quarto. De quebra, apresentou um ritmo mais forte que o de Alonso durante toda a disputa. No fim, chegou a dar um calor no espanhol, ficando a um segundo de distância e fazendo a Ferrari pedir pelo rádio para pegar mais leve. “Felipe, você está mais rápido que Fernando. Por favor, segure a onda”, disse Rob Smedley, engenheiro do brasileiro. Ficou claro que teria condições de lutar pelo pódio caso o companheiro de time não estivesse na briga pelo título. O resultado também foi importante para o time de Maranello, que tomou a vice-liderança da McLaren no Mundial de Construtores (campeonato que rende boas cifras às equipes) e para o próprio Felipe, cada dia mais perto de renovar o contrato para 2013.
Com os carros da Williams em dia ruim, Bruno Senna ficou apenas com a 15ª colocação, logo atrás de seu parceiro, Pastor Maldonado - não sem antes tentar um bote no venezuelano nas voltas finais.
sebastian vettel rbr gp de Coreia do sul (Foto: Agência Reuters)Rapper coreano PSY dá bandeirada para vitória de Vettel no GP da Coreia do Sul (Foto: Reuters)
Depois de ser surpreendido e perder a pole para Webber no sábado, Vettel rapidamente deu o troco. Ultrapassou o companheiro de RBR logo na primeira curva e, em seguida, administrou a corrida para cruzar a linha de chegada oito segundos à frente do australiano. Sem ameaçar os carros da equipe austríaca em nenhum momento, Alonso completou o pódio, a 14s de Vettel. Massa terminou logo atrás. Em quinto, apareceu Kimi Raikkonen, para marcar pontos pela 15ª vez no campeonato, seguido por Nico Hulkenberg, um dos destaques da prova, com a Force India.
Lewis Hamilton sofreu com os desgastes dos pneus da McLaren, terminou em décimo e praticamente deu adeus à briga pelo título. Mesmo assim, chamou a atenção por protagonizar grandes duelos e devido a um fato inusitado: completou a corrida com o pedaço de um tapete de grama sintética preso na lateral do carro após recolhê-lo na área de escape do circuito.
O próximo capítulo da luta de Vettel e Alonso pelo tricampeonato mundial tem data marcada: dia 28 de outubro no GP da Índia, 17ª etapa da temporada. A corrida no Circuito Internacional de Buddh está programada para as 7h30m (horário de Brasília) e terá transmissão ao vivo da TV Globo. O GLOBOESPORTE.COM acompanha em Tempo Real.
Primeira volta movimentada
Foi uma primeira volta de tirar o fôlego, com intensas disputas na estreita pista de Yeongam. Apesar de estar na parte suja do traçado, Vettel largou melhor que Webber e tomou a ponta na primeira curva. Mesmo com o companheiro de RBR na briga pelo título, o australiano não aliviou: nas curvas seguintes, tentou dar o troco no alemão, sem sucesso.
Logo atrás, Hamilton, Alonso, Raikkonen e Massa protagonizaram belos duelos, e os quatro carros praticamente ficaram lado a lado. Melhor para a dupla da Ferrari: Alonso ganhou a terceira posição de Hamilton, enquanto Massa tomou o quinto lugar de Raikkonen.
Psy Fórmula 1 GP da Coreia (Foto: AFP)PSY foi figura onipresente no GP (Foto: AFP)
No pelotão intermediário, Button penou com a dupla da Sauber. Foi tocado pelo seu futuro companheiro de McLaren, Sergio Pérez, na primeira curva. Na sequência, foi acertado em cheio por Kobayashi e deixou a corrida. Com a asa dianteira danificada, o japonês precisou ir para os boxes, caiu para o fim do pelotão e, voltas depois, ainda foi punido com drive through. Nico Rosberg também foi tocado no incidente e abandonou a prova na volta seguinte.
Partindo de 17º, Bruno fez uma excelente largada: conseguiu desviar da batida, ganhou mais duas posições e completou a primeira volta em 12º. Só não ganhou mais posições que Daniel Ricciardo, da STR, que pulou de 21º para 15º. Já Grosjean, o “maluco da primeira volta”, cumpriu o prometido. Foi extremamente cauteloso, não mudou de linha na largada e não se envolveu em nenhum acidente.
Com a Mercedes de Rosberg parada na saída da curva 3, a direção de prova não permitiu o uso da asa móvel até conseguir remover o carro, o que aconteceu na 10ª volta - até lá, poucas ultrapassagens.
Com a asa móvel liberada, os duelos voltaram, com destaque para as brigas entre Ricciardo e Senna pela 13ª posição e Schumacher e Di Resta pelo 10º lugar. Enquanto isso, Vettel imprimiu uma boa sequência e abriu boa vantagem sobre Webber na ponta.
Se Grosjean passou ileso na primeira volta, quase bateu nos boxes. Ao sair dos pits, por pouco não acertou a Force India de Hulkenberg.
A primeira rodada de pit stops não provocou mudanças no pelotão da frente. Hamilton foi o primeiro a parar, na 13ª volta. Uma passagem depois, foi a vez de Webber, Massa e Raikkonen. Na sequência, Vettel e Alonso foram aos boxes. Vettel voltou na ponta com tranquilidade, seguido de Webber, Alonso e Hamilton. Massa e Raikkonen retornaram atrás de Pérez, que ainda não havia parado, e precisaram ultrapassar o mexicano para assumir a quinta e a sexta posições, respectivamente.
Na 20ª volta, Grosjean e Maldonado, pilotos que mais se envolveram em confusão na temporada, fizeram belo duelo pelo oitavo lugar. O francês da Lotus levou a melhor.
Logo depois, foi a vez de Massa e Hamilton disputarem posição, num confronto que rendeu muita confusão em 2011. Desta vez, ambos saíram inteiros do duelo, e o brasileiro se deu melhor, assumindo o quarto lugar. Com problemas para imprimir um bom ritmo com a McLaren, Hamilton ainda sofreu pressão de Raikkonen. O finlandês usou a asa móvel na reta e passou o britânico. Mas o piloto da McLaren deu o troco sem DRS nem nada na curva 4 e recuperou a quinta posição com uma linda manobra. A briga se estendeu por mais seis voltas, até Hamilton parar nos boxes pela segunda vez. O piloto perdeu tempo no pit em razão de um problema no pneu dianteiro.
Massa aproveitou o duelo entre Raikkonen e Hamilton para abrir vantagem na quarta colocação. Com uma boa sequência de voltas, se mostrou mais rápido que Alonso e se aproximou do espanhol. Porém, a Ferrari pediu para o brasileiro segurar a onda e não ameaçar o companheiro de equipe. Mais à frente, Vettel passeava. Na 28ª volta, a vantagem para o segundo colocado, Webber, era de nove segundos.
Alonso e Massa no GP da Coreia (Foto: EFE)Felipe Massa chegou a ficar a menos de um segundo de Fernando Alonso (Foto: EFE)
Distração de Vettel
Vettel estava tão tranquilo na liderança que pareceu ter relaxado. Na 35ª volta, o alemão se distraiu, freou tarde na curva 3 e deu uma forte fritada que desgastou o pneu dianteiro direito. Com medo da queda de rendimento, a RBR logo chamou o piloto para os boxes e antecipou o segundo pit stop. Massa também realizou sua parada, enquanto Webber e Alonso visitaram os boxes algumas voltas antes.
Uma disputa tripla roubou a cena na 39ª volta. Com pneus desgastados, Hamilton sofria investidas de Grosjean e fechava a porta. Hulkenberg se aproveitou da briga e tomou as posições dos dois, subindo para o sexto lugar. E a luta para segurar o francês da Lotus de nada adiantou. O britânico precisou para novamente nos boxes em razão da intensa degradação dos compostos. Voltou no meio do pelotão e precisou ultrapassar os carros da STR para voltar à zona de pontuação.
Hamilton e o tapete verde
De tanto buscar atalhos para ganhar posições, Hamilton acabou se enroscando com um objeto inusitado: um pedaço de grama sintética que cobria uma área de escape da pista. Ele seguiu até o fim da prova com o tapete enganchado em seu carro e ainda precisou segurar a pressão de Pérez – que o substituirá na McLaren em 2013 – na volta final.
 Rapper PSY dá bandeirada na Coreia
Depois do susto durante a corrida, Vettel voltou mais atento da segunda parada. Mesmo assim, não pôde ficar tranquilo até o fim. Por causa de um grande desgaste do pneu dianteiro, precisou diminuir o ritmo, administrou a vantagem e recebeu a bandeirada do cantor coreano PSY, oito segundos à frente de Webber. Alonso completou em terceiro, seguido por Massa, Raikkonen e Hulkenberg. Grosjean, Vergne, Ricciardo e Hamilton completaram os dez primeiros.
Vettel e Alonso no pódio do GP da Coreira (Foto: AFP)Sebastian Vettel e Fernando Alonso tem mais quatro etapas à frente na luta pelo título (Foto: AFP)
Confira a classificação final do GP da Coreia do Sul (55 voltas):
1 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - 1h36m28s651
2 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - a 8s200
3 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - a 13s900
4 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a 20s100
5 - Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) - a 36s700
6 - Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) - a 45s300
7 - Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) - a 54s800
8 - Jean-Eric Vergne (FRA/STR-Ferrari) - a 1m09s500
9 - Daniel Ricciardo (AUS/STR-Ferrari) - a 1m11s700
10 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - a 1m19s600
11 - Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) - a 1m20s000
12 - Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) - a 1m24s400
13 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - a 1m29s200
14 - Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) - a 1m34s900
15 - Bruno Senna (BRA/Williams-Renault) - a 1m36s900
16 - Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault) - a 1 volta
17 - Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault) - a 1 volta
18 - Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth) - a 1 volta
19 - Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth) - a 2 voltas
20 - Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth) - a 2 voltas
Melhor volta: Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - 1m42s037
Não completaram:
Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth) - 17ª volta
Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - 17ª volta
Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - 2ª volta
Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - 1ª volta

Com 13 mil ingressos vendidos, Flu mira recorde de São Januário no ano

Expectativa é de casa cheia diante da Ponte Preta. Em 2012, maior público do estádio foi entre Vasco e Corinthians pela Libertadores: 17.259 pagantes

Por Edgard Maciel de Sá Rio de Janeiro
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Públicos do Flu no nacional
 
x Figueirense - 3.762
x Internacional - 3.777
x Portuguesa - 2.852
x Flamengo - 32.591
x Bahia - 5.395
x Atlético-MG - 16.175
x São Paulo - 3.938
x Palmeiras - 6.079
x Sport - 5.293
x Corinthians - 7.358
x Santos - 13.007
x Atlético-GO - 6.340
x Náutico - 6.132
x Botafogo - 16.919
 
Enfim a torcida tricolor parece fazer sua parte. Dona da sétima pior média de público do Campeonato Brasileiro (9.258 por partida) mesmo com o Fluminense na liderança isolada da competição com 65 pontos, ela dá sinais de que poderá lotar São Januário neste domingo para a partida contra a Ponte Preta, às 18h30m (de Brasília), pela 30ª rodada da competição nacional. Até a noite do último sábado, 13 mil ingressos da carga de 20 mil haviam sido vendidos. A meta agora é bater o recorde de público do estádio em 2012, alcançado na partida entre Vasco e Corinthians pelas quartas de final da Libertadores: 17.259 pagantes.
No atual Brasileirão, o Fluminense só ultrapassou o recorde de São Januário em uma oportunidade como mandante: no clássico que marcou o centenário do Fla-Flu, que teve 32.591 pagantes. Um dos piores públicos do Tricolor, aliás, foi justamente na casa do Vasco: 3.938 pagantes na vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo.
Para o confronto diante da Macaca, a diretoria tricolor realizou uma promoção de ingressos. Os preços variam de R$ 10 a R$ 50. Depois da vitória sobre o Bahia por 2 a 0 na última quarta, em Salvador, o atacante Fred e o vice-presidente de futebol, Sandro Lima, fizeram questão de convocar a torcida, pedindo para que a mesma faça do estádio do Vasco a sua casa por um dia. Neste domingo, dia do jogo, as entradas serão vendidas apenas na internet, nas Laranjeiras, até as 15h, e em São Januário, até o intervalo da partida.
Crianças menores de 12 anos e acompanhadas dos responsáveis não pagam ingresso na social e no Espaço GEO Premium. Para isso, os responsáveis devem levar a identidade ou a certidão de nascimento delas, comprovando a idade. Em comemoração ao Dia das Crianças, haverá uma programação especial, com recreação, no Espaço GEO Premium a partir das 17h.
A reserva de ingressos para os sócios do clube que aderiram ao pacote futebol poderá ser feita pelo site www.fluminense.com.br/seja-socio. Confira o serviço completo abaixo.
Pontos de venda
- Sede do Fluminense – Rua Álvaro Chaves, 41 – Laranjeiras
- São Januário (Bilheteria 11) – Rua São Januário s/nº
www.futebolcard.com
Preço dos Ingressos (carga total: 20 mil)
Arquibancada – R$ 20,00 / meia-entrada – R$ 10,00
Arquibancada (visitante) – R$ 20,00 / meia-entrada – R$ 10,00
Cadeira social – R$ 30,00 / meia-entrada – R$ 15,00
Espaço GEO Premium – R$ 50,00 / meia-entrada – R$ 25,00
Meia-entrada
Seguindo determinação do Ministério Público, não serão aceitos boletos bancários como comprovação de escolaridade e compra de meia-entrada, tendo em vista a facilidade de falsificação dos mesmos. Além do momento da venda, a conferência também será feita nas entradas do estádio. Compradores de meia-entrada só terão acesso se apresentarem carteira de estudante e carteira de identidade.

Fla vira lanterna do returno, Dorival descarta mágica e prevê sofrimento

No segundo turno do Brasileirão, Rubro-Negro soma apenas sete pontos em 11 jogos. Técnico diz que primeira meta é fugir do Z-4

Por Janir Júnior Rio de Janeiro
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Dorival Junior, Flamengo e Cruzeiro (Foto: Rafael Moraes / Agência o Globo)Dorival admite preocupação com a tabela
(Foto: Rafael Moraes / Agência o Globo)
Em situação complicada na tabela, o Flamengo soma números negativos no Brasileirão. O empate por 1 a 1 com o Cruzeiro, na noite deste sábado, no Engenhão, fez o time completar sequência de quatro jogos sem vitória e assumir a lanterna do returno da competição, tendo o pior aproveitamento entre as 20 equipes. O Rubro-Negro somou apenas sete pontos em 11 jogos, sendo uma vitória, quatro empates e seis derrotas, com rendimento de 21%.
A matemática dos pontos não deixa dúvidas para Dorival Júnior: a primeira meta é se livrar de vez do rebaixamento. Com garantias de sofrimento até o fim.
- Os resultados não estão acontecendo. A diretoria sabe como avaliar o trabalho. Isso cabe a quem está dirigindo. Não é justificativa, mas estamos tendo que buscar equilíbrio numa equipe em que precisamos mexer a todo instante. Paga-se um preço alto. Não vamos desanimar, não. Vai ser assim até a última rodada. Não vou criar uma ilusão no torcedor. Vamos sofrer um pouco esse ano para que, quem sabe, no ano seguinte tenhamos dias melhores. Mas até as últimas rodadas vamos lutar, a disputa será feroz, primeiro pela permanência, depois pelo alcance de uma posição melhor – afirmou o treinador.
Diante do Cruzeiro, Dorival completou 19 jogos no comando da equipe, com números que também não são favoráveis: cinco vitórias, seis empates e oito derrotas. Na quarta-feira, o time volta a campo contra a Portuguesa, em São Paulo. E até o fim do Brasileirão terá uma sequência de jogos complicados.
O treinador não promete tirar coelho da cartola. Trabalho é a solução apontada por Dorival.
- Difícil ter sequência fácil no Brasileiro, independentemente de ser jogo dentro ou fora de casa. Já ganhamos de equipes que achavam que perderíamos, e já perdemos de times que acreditavam que venceríamos. O futebol brasileiro está muito igual. Acredito apenas no trabalho. Mágica não existe no futebol – disse o treinador.
O Flamengo é lanterna do returno seguido pelo Atlético-GO, que também somou sete pontos em 11 jogos, mas tem duas vitórias, além de um empate e oito derrotas. Na sequência, vem o Palmeiras, com 10 pontos em 10 partidas.
Falta de resultado desestabiliza
Flamengo_8-ultimas_rodadas (Foto: infoesporte)
A crise de resultados, segundo Dorival, não afeta o time apenas na tabela. O técnico acredita que a equipe sente o reflexo em campo.
- A falta de resultados incomoda, cria uma situação na cabeça de todos, incerteza, insegurança, de não saber o que vai acontecer na rodada seguinte. Em certos momentos desequilibra os jogadores – disse o treinador.
Depois da folga deste domingo, o time se reapresenta segunda-feira, às 15h, no Ninho do Urubu.

Jon Fitch vence Erick Silva em luta repleta de reviravoltas no UFC Rio III

Ex-desafiante ao cinturão dos meio-médios da organização vence brasileiro na decisão unânime dos juízes e conquista grande resultado no UFC

Por SporTV.com Rio de Janeiro
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Sensação brasileira no UFC, o capixaba Erick Silva foi derrotado pelo americano Jon Fitch em um combate repleto de reviravoltas, disputado na madrugada deste domingo, na Arena da Barra, no Rio de Janeiro. Apesar do brasileiro mostrar que tem um espírito de guerreiro e aguentar uma grande punição durante a maior parte do combate, o americano mostrou mais uma vez que é um lutador de grande qualidade e que merece a posição que ocupa entre os meio-médios. A vitória veio somente na decisão dos juízes, mas ambos os lados tiveram grandes oportunidades de finalizar, deixando todos os presentes na Arena da Barra com o coração na boca.
Jon Fitch e Erick Silva, UFC RIO III  (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Jon Fitch castigou Erick Silva durante boa parte do combate (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
No início do primeiro round, os lutadores se estudaram e Erick fez algumas fintas para sentir como estava Fitch. Em uma troca de base, Erick deu um chute de encontro no americano que segurou sua perna e o levou para o chão. Em seguida, o americano pegou as costas do brasileiro e grudou sem deixar que ele se livrasse. Com o Erick em pé e ainda com Fitch em suas costas, o americano começou a golpear a cabeça do brasileiro. Aos poucos, Erick foi se virando e saiu de uma tentativa de estrangulamento. Com a volta ao centro do octógono, o brasileiro voltou a arriscar e acertou um belo overhand de direita que explodiu na cabeça do americano. O americano devolveu com um soco e o brasileiro se desequilibrou, mas conseguiu levantar e ir para o centro do octógono.
Erick Silva encurralou Fitch na grade e soltou uma bela cotovelada, mas em troca recebeu um soco de esquerda. Voltando ao centro do octógono, os atletas trocaram golpes sem efetividade até que Fitch grampeou Erick e o derrubou novamente. De costas para o americano, o brasileiro conseguiu levantar, mas foi levado ao solo novamente e passou a ser golpeado nas costelas.
No segundo round, o brasileiro tentou um soco rodado logo no início, mas Fitch se agarrou ao brasileiro. Se desvencilhando, Erick passou para trocação franca e conseguiu uma bela banda no americano. Colando no americano, o brasileiro começou a agredir e passou para as costas, mas Fitch conseguiu levantar-se. A luta passou a ser disputada no clinch e os lutadores ficaram agarrados enquanto o americano tentava derrubar o brasileiro. Na disputa, o brasileiro pegou as costas e derrubou Fitch. Pegando o pescoço, o brasileiro caiu para trás e fez duas tentativas frustradas de finalizar o combate. Aos poucos, o americano foi se virando e virou a situação, passando a socar o brasileiro.
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A situação se inverteu e o americano perdeu as costas e também não conseguiu a finalização. Na girada, Fitch pegou o braço em uma justa chave e deixou a situação complicada para Erick. Em uma bela rodada, o brasileiro fugiu da chave e gongo tocou acabando com o round.
O terceiro round começou com o americano levando o brasileiro para o chão e montando nas suas costas. Com socos fortes na cabeça, Erick passou a ser castigado e passou um grande sufoco. O americano tentou outras duas finalizações, mas o brasileiro escapou. Mais uma vez houve uma inversão e por pouco Erick não encaixou uma guilhotina. Mudando novamente de posição e com o brasileiro mais cansado, Fitch voltou a agredir o brasileiro no solo e mais uma vez pegou suas costas. Conseguindo levantar-se, Erick Silva foi mais uma vez derrubado. Fitch montou nas costas e deu uma saraivada de socos na cabeça do brasileiro. Apesar de se virar, o brasileiro continuava sofrendo uma grande punição e se defendendo como podia. Erick conseguiu se levantar, mas não havia mais tempo para nada. Fitch mais uma vez foi dominante e a vitória veio na decisão unânime dos juízes.
Jon Fitch e Erick Silva, UFC RIO III  (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Jon Fitch tenta finalizar Erick Silva no UFC Rio III (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Erick Silva acumulou sua terceira derrota na carreira. No UFC, o brasileiro estreou com vitória diante do compatriota Luis Beição, através de um nocaute técnico. Em seguida, Erick perdeu por desclassificação em um resultado polêmico, quando o árbitro brasileiro Mário Yamasaki alegou que ele havia dado socos na nuca de Carlo Prater, o que é probido nas regras do UFC. A segunda vitória do brasileiro veio sobre o americano Charlie Brenneman, que foi cortado da organização recentemente. No total no UFC, agora são duas derrotas e duas vitórias.
Jon Fitch tem 24 vitórias em sua carreira e quatro derrotas. O americano enfrentava a pior fase de sua carreira, já que acumulava uma derrota diante Johny Hendricks, e um empate, diante de BJ Penn, em seus últimos dois combates. A vitória sobre Erick Silva serviu para o americano se recuperar na categoria e voltar as primeiras posições entre os meio-médios. No UFC, o americano conta com 14 vitórias, duas derrotas e um empate.

Phil Davis finaliza Wagner Caldeirão, que sofre primeira derrota no cartel

Com um triângulo de mão no final do segundo round, Mr. Wonderful conquista sua décima vitória na carreira

Por SporTV.com Rio de Janeiro
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Se a primeira luta entre Wagner Caldeirão e Phil Davis foi rápida, com o americano atingindo o olho do brasileiro de forma involuntária, dessa vez foi diferente, com Davis impondo seu poderoso wrestling contra o atleta da Team Nogueira por quase dois rounds inteiros. Com um triângulo de mão aos 4m29s do segundo round, o "Mr. Wonderful" venceu o brasileiro e saiu vitorioso da Arena da Barra.
Os dois lutadores começaram se estudando muito e Caldeirão defendeu a primeira tentativa de queda do americano com tranquilidade. Mas na segunda, Davis conseguiu derrubar o brasileiro, após um cruzado no vazio do lutador da Team Nogueira. Wagner Caldeirão evitou um mata-leão e chegou a se levantar com o apoio da grade, mas Phil Davis voltou a colocar para baixo rapidamente. O americano ainda acertou um forte golpe na nuca do brasileiro e recebeu muitas vaias da torcida, mas o árbitro não deu advertência alguma e ouviu xingamentos do público.
UFC 153 Wagner Caldeirão x Phil Davis (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Phil Davis dominou Wagner Caldeirão e finaliza brasileiro no UFC Rio III (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

Phil Davis controlou bem a distância no início do segundo round e tentou colocar Wagner Caldeirão para baixo novamente. Com muita dificuldade, acabou conseguindo, mas o brasileiro se levantou e abria bem a base para evitar nova queda. Com o combate de pé, Caldeirão tentou trabalhar seu muay thai, mas foi novamente derrubado. Davis encaixou um bom katagatame, que foi bem defendido pelo brasileiro, mas o americano partiu para um triângulo de mão e conseguiu a finalização.
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Caldeirão sofreu sua primeira derrota na carreira, e agora tem oito vitórias em dez lutas (um "no contest" contra o próprio Davis), sendo sete delas por nocaute. Já Phil Davis venceu seu 10º combate, em 12 lutas, com apenas uma derrota.

Fim de jejum leva Minotauro a vencer prêmio de 'Finalização da Noite'

Brasileiro não vencia com sua especialidade desde fevereiro de 2008

Por SporTV.com Rio de Janeiro
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Foram 56 meses sem conseguir uma vitória por finalização, mas neste sábado, diante de 16.844 torcedores presentes na Arena da Barra, Rodrigo Minotauro enfim conseguiu usar o seu jiu-jítsu para superar um adversário. O triunfo por chave de braço sobre Dave Herman por eleito pelo UFC a "Finalização da Noite". O ex-campeão do Pride vai levar para casa US$ 70 mil (R$ 142.541,00).
A "Luta da Noite" ficou com outros lutadores do card principal. Em um duelo cheio de reviravoltas, Erick Silva e Jon Fitch proporcionaram um grande duelo pelo peso-meio-médio. Ambos ficaram bem perto de vencer por finalização, mas o americano conseguiu o triunfo por pontos. Os dois também vão receber US$ 70 mil.
UFC RIo 3 Rodrigo Minotauro e Dave Herman (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Rodrigo Minotauro finalizou Dave Herman com uma chave de braço (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Já o prêmio de "Nocaute da Noite" saiu para o card preliminar. Rony Jason conseguiu superar Sam Sicilia depois de um golpe de direita fortíssima e faturou a bolada de US$ 70 mil.
Confira as lutas do UFC Rio III: