segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Diretor explica 'clarões' no UFC 163 e cogita luta principal com estrangeiros

Marshall Zelaznik conta que apenas 1.300 ingressos não foram vendidos no Rio e diz que brasileiros gostam de ver lutadores internacionais

Por Rio de Janeiro
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A direção do UFC considerou seu evento do último sábado no Rio de Janeiro, o UFC 163, como um sucesso, mas a quarta visita da organização à cidade em três anos foi aparentemente a que menos empolgou o público carioca. Se o público oficial não foi o menor da companhia no Rio - as 13.873 pessoas presentes, público anunciado na coletiva de imprensa pós-evento, foram mais do que as 12.500 pessoas (total não oficial) do UFC 142, em janeiro de 2012 - os clarões nas arquibancadas, especialmente nos cantos, ficaram evidentes. Mesmo durante a luta principal entre José Aldo e Chan Sung Jung, alguns buracos vazios ficaram visíveis.
Marshall Zelaznik UFC MMA (Foto: Adriano Albuquerque)Marshall Zelaznik acredita que um card com dois estrangeiros na luta principal venderá tão bem no Brasil quanto nos Estados Unidos (Foto: Adriano Albuquerque)
O diretor de relações internacionais do UFC, Marshall Zelaznik, minimizou os clarões e disse que cerca de 1.300 ingressos sobraram na bilheteria, o que qualificou o evento como um "sucesso maciço".
- Uma das coisas interessantes sobre como esses ingressos são vendidos é que há apenas certas áreas da arena onde as pessoas têm assentos marcados. O que isso significa é que as pessoas ficam livres para se mover e trocar de lugar. Se você notar, na arquibancada superior, não havia um lugar vazio, parecia muito lotado. Parte disso é que não esgotamos (os ingressos), chegamos muito próximos de esgotar, mas, da forma como esses ingressos são vendidos, as pessoas podem se mover e sentar em outros lugares, e achamos que as pessoas podem ter se sentado em lugares em que não deviam, e isso criou alguns clarões. Conforme as lutas seguiram, esses espaços diminuíram, então acho que as pessoas voltaram aos seus lugares. As pessoas têm muita liberdade para se mover pela arena. Mas foi um evento de sucesso, um sucesso maciço para nós, estamos felizes com todos os aspectos da noite. Esta arena é nossa casa no Rio e voltaremos aqui - afirmou Zelaznik.
UFC 163 HSBC ARENA (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Cantos da Arena da Barra tinham grandes clarões
no UFC 163 (Foto: André Durão/Globoesporte.com)
A organização tem mais três eventos programados para 2013 no Brasil: o de 4 de setembro, com o brasileiro Glover Teixeira contra o americano Ryan Bader no evento principal em Belo Horizonte, e torneios em outubro, ainda sem local confirmado, e novembro, em Goiânia. Para estes, ainda não há lutas principais programadas. De acordo com fontes próximas à organização, Vitor Belfort está nos planos para ser destaque de um deles, mas o outro está em aberto. Com Anderson Silva já programado para uma revanche contra Chris Weidman em Las Vegas no fim do ano, Rodrigo Minotauro em recuperação de lesão e José Aldo lesionado, a organização tem poucas opções brasileiras de peso para colocar no topo do card. Entretanto, Zelaznik admitiu que poderia colocar dois estrangeiros como destaques sem se preocupar em perder público.
- Acho que podemos vir aqui com um desafiante importante de qualquer nacionalidade, de qualquer país. Os brasileiros conhecem (MMA). Sim, eles amam seus compatriotas, mas eles reagem tão positivamente... Apesar de vaiarem, eles gostam de ver os lutadores internacionais, não-brasileiros, vindo. Pense em Michael Bisping, quando ele veio. As pessoas apareceram por ele. Se tivéssemos por exemplo uma luta do Michael Bisping por posição na divisão dos pesos-médios, acho que os brasileiros compareceriam. Apesar de estarmos alimentando os brasileiros com muitos eventos principais incluindo brasileiros, não acho que é uma necessidade para nós. Acho que podemos vir para cá com qualquer card e venderíamos bem. Esta é uma audiência faminta e conhecedora, nada diferente da que temos nos EUA. Lá, veremos dois brasileiros lutando pelo título ou qualquer coisa, eles virão. E os brasileiros são iguais. Eles querem ver seus compatriotas, mas acho que, com certeza, no futuro, veremos dois não-brasileiros num evento principal - cravou.

Com Jonas Bilharinho x Mario Israel, Jungle Fight vai a Foz do Iguaçu-PR

Evento com disputa do cinturão dos galos será realizado em 24 de agosto. Card terá ainda Elizeu Capoeira x Warlley Alves e quatro atletas estrangeiros

Por Rio de Janeiro
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Foz do Iguaçu, no estado do Paraná, será o próximo lugar a abrigar uma edição do Jungle Fight. O Ginásio Costa Cavalcante vai receber o Jungle 56, que será realizado no dia 24 de agosto, às 22h (de Brasília). A cidade faz divisa com o Paraguai e a Argentina, formando a Tríplice Fronteira.
O card já está definido, e a luta principal será entre os invictos Jonas Bilharinho, da Team Nogueira, e Mario Israel, da Top Life. Os dois se enfrentarão pelo cinturão vago dos pesos-galos (até 61kg). O primeiro tem um cartel de quatro vitórias e um empate, enquanto o segundo tem oito triunfos.
Jungle Fight 56 Jonas Bilharinnho  mario israel  (Foto: Divulgação)Mário Israel (E) e Jonas Bilharinho vão brigar pelo cinturão dos galos do Jungle (Foto: Divulgação)
No coevento principal, Elizeu Capoeira, da CM System, encara Warlley Alves, da XGym, pela categoria dos meio-médios (até 77kg).
Presidente do evento, Wallid Ismail mostrou-se empolgado com a presença de quatro estrangeiros no card e falou sobre a intenção de promover cada vez mais duelos entre latino-americanos:
- A nossa meta agora é o começo de lutas latinas dentro do Jungle Fight. Espero que sirva para incentivar o crescimento do esporte na América Latina. Vamos trabalhar forte para ultrapassar a barreira de 1 milhão e 140 mil lares que assistiram a nossa última edição no Sportv. Para isso trouxe uma luta de invictos para disputar o cinturão do pesos-galos.
Os canais SporTV e Combate transmitirão ao vivo, para todo o Brasil, o card na íntegra. O Combate.com transmite ao vivo as duas primeiras lutas do torneio, entre os galos Ronaldo Santana e Pedro Souza, e entre os penas Fabrício Dias e Aldo Villalba.
JUNGLE FIGHT 56
24 de agosto, em Foz do Iguaçu-PR
CARD OFICIAL (sujeito a alterações)
Jonas Bilharinho x Mario Israel - cinturão dos galos
Elizeu Capoeira x Warlley Alves - meio-médios
Ivan Demoledor (México) x Tulio Benegas (Paraguai) - galos
Leandro Vasconcelos x Fabian Armoa (Argentina) - leves
Miller Nunes x Geraldo Luan Santana - meio-médios
Fabrício Dias x Aldo Villalba (Paraguai) - penas
Ronaldo Santana x Pedro Souza - galos

Pettis rebate Dedé sobre lesão: 'É estúpido ele falar uma coisa dessa'

Técnico de Aldo disse que ex-campeão do WEC deixou card do UFC 163 sem estar machucado. Americano diz querer enfrentar o brasileiro após UFC 164

Por Rio de Janeiro
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A acusação do técnico de José Aldo, Dedé Pederneiras, de que Anthony Pettis saiu do card do UFC 163 por conta de uma lesão inexistente foi prontamente respondida pelo americano. Ao Combate.com, o ex-campeão do WEC não só fez questão de enfatizar que a lesão realmente ocorreu como também garantiu que uma luta contra Aldo ainda está em seus planos. E nem precisa ser no peso-leve, como pretende o brasileiro. Pettis aceita que um novo combate seja marcado no peso-pena, categoria em que o pupilo de Pederneiras reina absoluto.
- É estúpido ele (Dedé Pederneiras) falar uma coisa dessa, essa luta era um sonho para mim. Minha lesão foi real, e o UFC me tirou da luta. Espero ganhar a disputa de cinturão (contra Ben Henderson) e enfrentar o Aldo no peso-pena. Meu foco agora é o Ben Henderson. Sei que vai ser uma grande luta e, vencendo, quero essa luta com o Aldo. O público ficou muito triste com a minha saída, vai ser uma luta boa para todos - disse Pettis.
Anthony Pettis e Diego Moraes (Foto: Ivan Raupp)Anthony Pettis (E) e o treinador Diego Moraes responderam a Dedé Pederneiras (Foto: Ivan Raupp)
Na visão de Dedé Pederneiras, a lesão de Anthony Pettis seria uma desculpa para o fato de o americano não conseguir bater o peso dos penas. Entretanto, para Diego Moraes, um dos treinadores de Pettis, o peso-pena é justamente a divisão em que ele poderia render melhor.
Espero ganhar a disputa de cinturão (contra Ben Henderson) e enfrentar o Aldo no peso-pena"
Anthony Pettis
- O Pettis bate 70kg sem esforço, na minha opinião o peso ideal para ele é 66kg, sabemos que ele não teria dificuldade para descer. Mas já temos atleta nesse peso, por isso nunca trabalhamos essa ideia. O Pettis é um atleta sério e muito responsável, nunca teria uma atitude dessa - declarou o brasileiro faixa-preta de jiu-jítsu.
A lesão no joelho de Anthony Pettis foi revelada no dia 14 de junho, cerca de um mês e meio antes do UFC 163, quando ele enfrentaria José Aldo. Para o seu lugar foi escolhido Chan Sung Jung, sul-coreano derrotado pelo brasileiro no último sábado.
No dia 12 de julho, o Ultimate anunciou que outra lesão atrapalhou os planos de uma disputa de cinturão. TJ Grant, que enfrentaria Ben Henderson pelo título dos leves no dia 31 de agosto, no UFC 164, teve que sair do card, e então Pettis foi colocado em seu lugar.
UFC 164
31 de agosto de 2013, em Milwaukee (EUA)
CARD PRINCIPAL
Ben Henderson x Anthony Pettis
Josh Barnett x Frank Mir
Chad Mendes x Clay Guida
Ben Rothwell x Brandon Vera
Dustin Poirier x Erik Koch
CARD PRELIMINAR
Jamie Varner x Gleison Tibau
Louis Gaudinot x Tim Elliott
Pascal Krauss x Hyun Gyu Lim
Chico Camus x Kyung Ho Kang
Yoel Romero x Brian Houston
Soa Palelei x Nikita Krylov
Al Iaquinta x Ryan Couture
Jared Hamman x Magnus Cedenblad

Em Belo Horizonte, Glover Teixeira e Ryan Bader têm a primeira encarada

Meio-pesados vão protagonizar evento em 4 de setembro na capital mineira

Por Belo Horizonte
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Protagonistas do UFC que será realizado em Belo Horizonte, dia 4 de setembro, os meio-pesados Glover Teixeira e Ryan Bader tiveram a primeira encarada na manhã desta segunda-feira. Os dois estão na capital de Minas Gerais para um dia de promoção do evento. O americano publicou um registro do momento em sua conta no Instagram. O duelo ganhou um ingrediente especial logo após o UFC Rio 4, quando Marshall Zelaznik, dirigente da organização, anunciou durante a coletiva de imprensa que o brasileiro irá disputar o cinturão contra o vencedor de Jon Jones x Alexander Gustafsson (marcado para 21 de setembro) se conquistar uma boa vitória sobre Bader.
Encarada Glover Teixeira x Ryan Bader mma ufc (Foto: Reprodução)Encarada de Glover Teixeira e Ryan Bader em Belo Horizonte (Foto: Reprodução)

Anúncio de Barueri-SP como sede do UFC do dia 9 de outubro fica próximo

Estado de São Paulo deve receber o evento pela terceira vez na história

Por Rio de Janeiro
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A cidade de Barueri, no estado de São Paulo, está perto de ser anunciada como sede do UFC que será realizado no dia 9 de outubro. A bola da vez é o Ginásio Poliesportivo José Corrêa, que foi visitado recentemente pela organização e tem capacidade para 5 mil pessoas. As informações foram confirmadas pelo Combate.com durante o UFC Rio 4 com fontes ligadas ao Ultimate.
Jaraguá do Sul-SC, que também estava forte no páreo, acabou ficando um pouco para trás, principalmente pelo fato de já ter recebido um evento em maio deste ano. Na ocasião, Vitor Belfort nocauteou o americano Luke Rockhold na luta principal.
Ginásio Poliesportivo José Corrêa, em Barueri. (Foto: Divulgação)A frente do Ginásio Poliesportivo José Corrêa, em Barueri (Foto: Divulgação)
Se confirmado o anúncio, será a terceira vez que o UFC irá desembarcar no estado de São Paulo. As anteriores foram na capital: a primeira em outubro de 1998, no primeiro evento da história da organização no Brasil, com a clássica vitória de Vitor Belfort sobre Wanderlei Silva; e a segunda em janeiro deste ano, novamente com Belfort vencendo, em duelo contra o inglês Michael Bisping.
CARD DO EVENTO (até agora)
Demian Maia x Jake Shields*
Erick Silva x Dong Hyun Kim*
Thiago Silva x Matt Hamill*
* Lutas ainda não anunciadas oficialmente

UFC não renova contrato, e Roger Gracie está fora da organização

Derrota para Tim Kennedy na estreia no Ultimate era última luta do contrato incorporado do Strikeforce. Ele pode retornar à categoria dos meio-pesados

Por Rio de Janeiro
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A derrota para Tim Kennedy em sua estreia no octógono e a performance abaixo do esperado custaram a Roger Gracie a permanência no UFC. O duelo contra o americano era o último do contrato de quatro lutas, que havia sido incorporado do Strikeforce, e o Ultimate optou por não renovar com o brasileiro, que agora está livre para negociar com outros eventos. As informações foram confirmadas pelo Combate.com com fontes ligadas à organização.
Roger Gracie x Tim Kennedy UFC 162 (Foto: Getty Images)Roger Gracie (à direita) perdeu para Tim Kennedy em sua estreia no Ultimate (Foto: Getty Images)
Contra Kennedy, Roger foi bem no primeiro round, mas perdeu o gás rapidamente e deixou a desejar no restante da luta. O peso-médio (até 84kg) ainda não definiu, mas cogita voltar à categoria dos meio-pesados (até 93kg) para não sofrer tanto com a perda de peso. O Bellator é visto pela equipe dele com bons olhos, mas nenhum evento o procurou ainda de forma oficial. Decacampeão mundial de jiu-jítsu, Roger tem um cartel de seis vitórias e dois reveses no MMA.

Minotauro reprova declaração de Werdum: 'Mandou mal para c...'

Gaúcho disse que soltou o braço do compatriota por respeito na vitória por finalização em Fortaleza. Para o líder da Team Nogueira, foi 'desnecessário'

Por Rio de Janeiro
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Minotauro Werdum UFC TUF Brasil 2 (Foto: Adriano Albuquerque)Minotauro e Werdum se encaram no evento que
teve a final do TUF 2 (Foto: Adriano Albuquerque)
Adversários duas vezes na história, Rodrigo Minotauro e Fabricio Werdum sempre tiveram uma relação totalmente tranquila e respeitosa, mesmo quando foram treinadores de equipes rivais no TUF Brasil 2. Uma declaração do gaúcho na semana passada, porém, deixou o baiano irritado. Werdum, que finalizou Minotauro com uma chave de braço em Fortaleza, em junho, causando a ruptura total do ligamento colateral do cotovelo esquerdo do compatriota, disse que soltou o braço dele por respeito. A desistência foi considerada verbal, por conta dos gritos do líder da Team Nogueira.
- Ele não bateu e nem pediu para parar. Na verdade, ele gritou de dor. Como o golpe foi justo e forte, ele gritou, e eu, por respeito, parei na hora. Depois disso é que o árbitro viu. Parei por respeito e pela certeza de que o Minotauro jamais negaria que tinha gritado. Dependendo do lutador, eu teria levado o braço para casa e esperado o juiz interromper - disse ao portal "R7".
Minotauro foi ao UFC Rio 4, no fim de semana, mostrou-se chateado e respondeu ao Combate.com a polêmica declaração. Para ele, a atitude do gaúcho foi desnecessária:
Se ele tivesse soltado alguma coisa, tinha soltado e pronto. Acho que foi desnecessário. Mandou mal para c***"
Minotauro, sobre declaração de Werdum
- Sei lá. Foi desnecessário o comentário do cara. Para que ele falou isso, cara? Você acha que ele soltou alguma coisa? Eu acho que não. Ele "quebrou" meu braço. Se ele tivesse soltado alguma coisa, tinha soltado e pronto. Acho que foi desnecessário. Mandou mal para c***.
Por conta da longa recuperação, Minotauro ainda não sabe quando poderá estar de volta aos treinos, muito menos ao octógono:
ufc 163 rodrigo minotauro (Foto: Adriano Albuquerque)Rodrigo Minotauro apareceu rapidamente na sala de imprensa do UFC 163 (Foto: Adriano Albuquerque)
- Não sei. A recuperação está demorando um pouco. Eu estava prevendo três meses para voltar a treinar (desde a luta, que foi no dia 8 de junho), mas acho que não vai dar.
A primeira vez em que os dois se enfrentaram foi em julho de 2006, pelo extinto Pride. Na ocasião, Minotauro venceu Werdum por decisão unânime dos jurados após três rounds.

Minotauro reprova declaração de Werdum: 'Mandou mal para c...'

Gaúcho disse que soltou o braço do compatriota por respeito na vitória por finalização em Fortaleza. Para o líder da Team Nogueira, foi 'desnecessário'

Por Rio de Janeiro
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Minotauro Werdum UFC TUF Brasil 2 (Foto: Adriano Albuquerque)Minotauro e Werdum se encaram no evento que
teve a final do TUF 2 (Foto: Adriano Albuquerque)
Adversários duas vezes na história, Rodrigo Minotauro e Fabricio Werdum sempre tiveram uma relação totalmente tranquila e respeitosa, mesmo quando foram treinadores de equipes rivais no TUF Brasil 2. Uma declaração do gaúcho na semana passada, porém, deixou o baiano irritado. Werdum, que finalizou Minotauro com uma chave de braço em Fortaleza, em junho, causando a ruptura total do ligamento colateral do cotovelo esquerdo do compatriota, disse que soltou o braço dele por respeito. A desistência foi considerada verbal, por conta dos gritos do líder da Team Nogueira.
- Ele não bateu e nem pediu para parar. Na verdade, ele gritou de dor. Como o golpe foi justo e forte, ele gritou, e eu, por respeito, parei na hora. Depois disso é que o árbitro viu. Parei por respeito e pela certeza de que o Minotauro jamais negaria que tinha gritado. Dependendo do lutador, eu teria levado o braço para casa e esperado o juiz interromper - disse ao portal "R7".
Minotauro foi ao UFC Rio 4, no fim de semana, mostrou-se chateado e respondeu ao Combate.com a polêmica declaração. Para ele, a atitude do gaúcho foi desnecessária:
Se ele tivesse soltado alguma coisa, tinha soltado e pronto. Acho que foi desnecessário. Mandou mal para c***"
Minotauro, sobre declaração de Werdum
- Sei lá. Foi desnecessário o comentário do cara. Para que ele falou isso, cara? Você acha que ele soltou alguma coisa? Eu acho que não. Ele "quebrou" meu braço. Se ele tivesse soltado alguma coisa, tinha soltado e pronto. Acho que foi desnecessário. Mandou mal para c***.
Por conta da longa recuperação, Minotauro ainda não sabe quando poderá estar de volta aos treinos, muito menos ao octógono:
ufc 163 rodrigo minotauro (Foto: Adriano Albuquerque)Rodrigo Minotauro apareceu rapidamente na sala de imprensa do UFC 163 (Foto: Adriano Albuquerque)
- Não sei. A recuperação está demorando um pouco. Eu estava prevendo três meses para voltar a treinar (desde a luta, que foi no dia 8 de junho), mas acho que não vai dar.
A primeira vez em que os dois se enfrentaram foi em julho de 2006, pelo extinto Pride. Na ocasião, Minotauro venceu Werdum por decisão unânime dos jurados após três rounds.

Renato nega rebeldia, diz não saber a razão da rescisão e chora em coletiva

Mais de um mês após ser demitido via site oficial, atleta concede entrevista e se emociona ao comentar a saída do Flamengo: 'Fui muito humilhado'

Por Richard Souza* Rio de Janeiro
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Renato Abreu coletiva (Foto: Richard Souza)Emoção tomou conta de Renato durante a
entrevista coletiva (Foto: Richard Souza)
Renato Abreu disputou 271 partidas, marcou 73 gols e conquistou três títulos com a camisa do Flamengo. Agora, é adversário do clube na Justiça. Na última sexta-feira, ele e seu advogado, Paulo Reis, entraram com uma ação contra o Rubro-Negro em razão de sua demissão. Além de R$ 1,5 milhão referente aos seis últimos meses do seu vínculo, que era válido até dezembro de 2013, o jogador pede uma indenização por danos morais. O representante do ex-camisa 11 calcula que ele conseguirá receber pelo menos R$ 3 milhões do Flamengo.
Na tarde desta segunda-feira, Renato concedeu entrevista coletiva para falar sobre o assunto. O jogador recebeu os jornalistas no escritório do empresário dele, Cláudio Guadagno, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Falou por uma hora e meia, emocionou-se várias vezes, principalmente ao falar das filhas, da mãe e da torcida rubro-negra. Ao entrar na sala, pediu a palavra e só depois de um longo pronunciamento começou a responder perguntas. O jogador negou qualquer tipo de problema de relacionamento com companheiros, dirigentes ou o técnico Jorginho, comandante na época de sua saída. Afirmou que por muitas vezes desde o desligamento chorou escondido da esposa (Karina) e das filhas (Karen, Rebeka e Renata) e repetiu o que seu advogado dissera há duas semanas: sente-se humilhado pelo Flamengo.
Nunca fiz panela em grupo nenhum. Nunca precisei disso. Não vou fazer. Com a diretoria, muito menos. Nunca fiz nada a não ser ajudar"
Renato
- Fui muito humilhado, exposto. Fiquei muito triste, jamais pensei que aconteceria comigo. São 15 anos como profissional, mas dez anos de futebol em times amadores, brigando pelo pão de cada dia. É a primeira vez que isso acontece comigo. Realmente fiquei muito chateado, chorei muito em casa, com minha família. Pelo carinho que tenho pelo Flamengo desde 2005, o respeito e gratidão pelo Flamengo são eternos. Isso jamais sairá da minha cabeça e do meu coração. A todo momento dei respeito e fui respeitado. Só nesse momento que aconteceu uma coisa dessa, uma forma desrespeitosa, poderia ser diferente. Até porque cheguei no Flamengo em 2005 e em nenhum momento deixei de me esforçar, fazer tudo que estava determinado pelo meu contrato. Ou até mais. Muitas vezes acabei abrindo mão de muita coisa para poder ajudar de  alguma forma. Mas são coisas que fazem parte da vida, que aconteceram. Você ser mandado embora de um clube, de um trabalho, é normal. Mas até agora vocês não sabem e nem eu sei o que aconteceu.
Aos 35 anos, o jogador até falou em encerrar a carreira, mas logo depois afirmou que ainda tem condições de jogar em alto nível. A saída conturbada o pegou de surpresa, mas Renato pretende voltar ao Flamengo.  
- Um dia, se tiver que voltar, espero que não demore muito, que eu volte ao clube. Um dia eu volto. Pode ser daqui a cinco anos, dez anos, com cabeça branca. Quero encerrar meu ciclo no Flamengo de alguma forma.
Renato Abreu coletiva (Foto: Richard Souza)Renato Abreu coça a testa durante a entrevista coletiva que concedeu (Foto: Richard Souza)
Renato foi demitido via site oficial do Rubro-Negro no dia 17 de junho. No início de julho, o departamento de futebol ordenou que o jogador voltasse a treinar separamente, mas ele se negou. Na primeira rodada de negociação entre as partes, logo que o clube anunciou a decisão, o Flamengo propôs um acordo: pagar R$ 500 mil a Renato, um terço do que ele tem direito a receber pelo restante do contrato. A oferta foi prontamente descartada pelo atleta. A partir dali, decidiu ir à Justiça.
Desde o início do Brasileirão, Renato se envolveu em algumas situações polêmicas. Vaiado contra a Ponte Preta, após perder um pênalti, não reagiu bem e questionou a posição da torcida. Na partida seguinte, diante do Atlético-PR, marcou o gol do empate por 2 a 2 e tirou a camisa durante a comemoração. A atitude gerou um puxão de orelhas por parte da diretoria por conta da obrigação da exposição dos patrocinadores. Por fim, na derrota para o Náutico, em Florianópolis, foi expulso após tentar concluir uma cobrança de escanteio com a mão.
Fiquei muito mal duas semanas seguidas. Minha esposa não percebia, mas fiquei. Não brincava com minhas filhas. Chorei no banheiro muitas vezes"
Renato
Internamente, a diretoria acredita que Renato Abreu boicotou o trabalho do ex-treinador Jorginho e o somatório de suas atitudes resultou na demissão. Ele nega.

- É só olhar para minha carreira aqui no Rio e ver se alguma vez eu fiz alguma coisa assim. Estão dizendo que briguei com o Jorginho quando fui substituído contra a Ponte Preta. Não é verdade. É normal o jogador não querer sair do jogo. Depois do ocorrido, pedi desculpas ao Jorginho e ao grupo. Isso vocês podem falar com ele. O que aconteceu ficou para trás. Não tive desgaste com ele. Ele jogou futebol e entende a cabeça do jogador. Aquilo aconteceu e acabou. Estão especulando. Podem perguntar se em algum clube tive problema com treinador.
Renato Abreu coletiva (Foto: Richard Souza)O antigo camisa 11 foi demitido logo após a apresentação de Mano Menezes (Foto: Richard Souza)
Sobre o fato de ter tirado a camisa na comemoração, reconheceu o erro, mas disse que em nenhum momento foi advertido sobre o assunto.
Estava com muita vontade de entrar com minha outra filha no Maracanã, ter uma foto. Isso me tiraram"
Renato
- Falaram em tirar a camisa. Qual jogador nunca tirou a camisa na comemoração? Entrei no jogo e nem me dei conta naquela hora. Alegaram que me chamaram atenção. Tudo mentira. Ninguém falou comigo sobre isso.
Confira os principais trechos da entrevista:
Sonho de voltar ao Maracanã pelo Fla
- A última coisa que queria era acontecer isso. Estava com muita vontade de entrar com minha outra filha no Maracanã, ter uma foto. Isso me tiraram. Meu sonho era encerrar minha carreira no Flamengo. A vida segue. Isso não vai me impedir de levantar a minha cabeça, seguir em frente, mesmo com toda a decepção, com tudo que aconteceu. Vou procurar trabalhar da mesma forma, em todos os lugares. Vou ser profissional como sempre fui.
Processo da saída
Estão dizendo que briguei com o Jorginho quando fui substituído contra a Ponte Preta. Não é verdade. É normal o jogador não querer sair do jogo. Depois do ocorrido, pedi desculpas ao Jorginho e ao grupo. Isso vocês podem falar com ele. O que aconteceu ficou para trás. Não tive desgaste com ele. Ele jogou futebol e entende a cabeça do jogador. Aquilo aconteceu e acabou. Estão especulando "
Renato
- No começo do ano, tinha uma viagem para fazer e pediram para eu me apresentar. Estava com tudo certo para resolver alguns problemas pessoais. Já que era no tempo de folga, ia para resolver. Na época, pediram para eu me apresentar porque seria muito importante. Convenci a minha esposa e não fomos. Mas na pausa para a Copa das Confederações eu fui lá. Quando voltei, assim que botei o pé no aeroporto, meu empresário me ligou dizendo que eu estava demitido. E disse que tinha de esperar o grupo viajar para ir buscar minhas coisas. Chorei, pois a primeira coisa que pensei foi em entrar com minhas filhas no Maracanã. Queria saber do meu empresário o que tinha acontecido, mas ele disse que não tinham alegado. Sou um jogador de identificação com o clube, assim como o Leonardo Moura. Não esperaram eu me apresentar para falar olho no olho. Eu queria saber o que aconteceu, pelo menos isso. Para deitar minha cabeça no travesseiro e saber o que fiz. Essa resposta estou esperando até agora. Fiquei muito mal duas semanas seguidas. Minha esposa não percebia, mas fiquei. Não brincava com minhas filhas. Chorei no banheiro muitas vezes. Você vê a declaração do presidente do Flamengo dizendo que foi por parte técnica? Como pode isso se até momento eu era o vice-artilheiro do time? Como você pode ser escalado como titular. Uma pessoa fala uma coisa, que foi pela expulsão, pela camisa, por briga pelo treinador, outro fala por parte técnica. Na mesma entrevista o presidente disse que sou um dos melhores batedores de falta do país e depois disse que saí por deficiência técnica. É uma contradição.
Chegada do Mano influenciou?
- Eu acredito que não. Vi a declaração dele quando chegou, que só ia tirar base do que aconteceria com ele para definir o grupo de trabalho. Se ele tivesse tempo para ouvir, ele veria o meu lado. Foi ele que me deu a única oportunidade de vestir a camisa da Seleção. Isso sou grato pelo resto da vida. Não sei se ele teve alguma interferência no que aconteceu, não sei se falaram com ele alguma coisa, se alguém do Flamengo falou algo com ele ou algum outro treinador. Acredito que não. Eu quero acreditar que não foi ele.
Contato com a diretoria
Renato Abreu coletiva (Foto: Richard Souza)Renato Abreu fica com os olhos marejados durante
a entrevista coletiva (Foto: Richard Souza)
- Procurei, liguei para algumas pessoas do clube. Disseram que só poderia ir quando o time saísse para  ir a Pinheiral. Procurei saber o que tinha acontecido e ninguém soube dizer o que aconteceu. Todo mundo ficou assustado com o que aconteceu. Mas vocês vão sempre ao clube podem perguntar e nem eles sabem. Eu procurei saber e estou procurando saber até hoje. Podem perguntar ao meu procurador, para as pessoas que trabalharam lá. Eu não tenho nem como desconfiar, não sei o que fiz. Se tivesse feito alguma coisa dentro do grupo, ser mau caráter, algum tipo de panela, nunca fiz panela em grupo nenhum. Nunca precisei disso. Não vou fazer. Com a diretoria, muito menos. Nunca fiz nada a não ser ajudar. Duas semanas antes das férias (para a Copa das Confederações), conversei com o Wallim, ele me procurou dizendo que contava comigo, que o time precisava da minha ajuda para levantar a molecada. Conversei com ele numa boa. Disse que ajudaria conversando com os meninos dentro de campo. Ele falou “então está bom, conto com você até o fim do ano para sairmos dessa situação”. Aí aconteceu o que vocês sabem.
Problemas com Jorginho
Se foi um gol de mão, tirar a camisa, o futebol vai acabar. Lá dentro do futebol é calor, intensidade o tempo todo, você não planeja tirar a camisa, botar a mão na bola, para poder fazer o gol. Seria muito otário com toda a tecnologia que tem hoje. Isso não tem sentido"
Renato
- Nunca tive problema com treinador nenhum. Se quiserem entrevistar todos os técnicos que conversaram comigo. Isaías Tinoco, que foi gerente do clube, o Marcos Braz, tive um pequeno problema, mas pode perguntar se tive algum problema em relação a trabalho. O que aconteceu com o Jorginho foi algo normal de jogo. No outro dia, o Jorginho sempre teve o hábito de falar sobre o jogo, e diante do grupo pedi desculpa. Acabou ali. Ele era o comandante, disse que tinha errado até o momento. Mas a minha vontade era estar junto com o time para poder ajudar. O que aconteceu acontece com muitos jogadores e que não aconteceria mais. O Jorginho saiu, né? E logo em seguida eu saí. Não deu para entender. Um tinha que ter ficado pelo menos. Se o errado era eu, não poderiam demitir o Jorginho. Dentro das condições que ele poderia fazer, ele fez. Foi uma sequência de resultados, de três jogos seguidos, estávamos ele e eu nesses resultados. São coisas pequenas que aconteceram comigo dentro do clube. Com seis anos de clube, poderiam ter um pingo de respeito e chegar e falar. Mas isso não foi a gota d’água. Tanta gente fez muito mais e não aconteceu nada disso. Se foi um gol de mão, tirar a camisa, o futebol vai acabar. Lá dentro do futebol é calor, intensidade o tempo todo, você não planeja tirar a camisa, botar a mão na bola, para poder fazer o gol. Seria muito otário com toda a tecnologia que tem hoje. Isso não tem sentido. É uma coisa que estão querendo alegar, mas isso não cola. O que eu fiz pelo Flamengo, eu acho que merecia um pouquinho mais de respeito. Não quero ser mais respeitado que Adílio, Zico, Nunes. Mas quero ser respeitado como profissional. Se meu trabalho tivesse sido ruim, minha passagem teria sido interrompida na primeira passagem (em 2005). Mas foi o contrário. Cheguei em fevereiro de 2005, tinha um ano de contrato com o Flamengo e teria mais um ano de contrato com o Corinthians. Flamengo fez esforço para eu voltar, abri mão de três salários que eu tinha e não me importei. Me senti muito feliz e acolhido dentro do Flamengo naquela época. Tinha por respeito voltar ao clube que estava me dando esse carinho.
Contatos com a diretoria
- A primeira coisa que me disseram é que era demissão. Demissão? Nem afastado. O que aconteceu de lá para cá, recebi três telegramas do Flamengo para me reapresentar ao clube e treinar afastado. Isso depois de 20 dias. O último dizia que se eu não me apresentasse eu teria problema. Eu tinha me apresentar ou ia correr riscos. Foram as únicas coisas que tentaram me dizer. Mas nenhum diretor, ninguém do Flamengo, me ligou para me falar o que aconteceu, para bater um papo. Houve uma única vez que fui chamado para rescindir contrato. Estava  tudo apalavrado, certinho, chegou na hora o Flamengo não aceitou acertar o que era meu. Eu não estava pedindo nada a mais. Tinha seis meses de contrato, não poderia abrir mão do meu salário até o fim do ano. Jamais vou abrir mão. Alguém abre mão do salário aqui? Em outras situações até abri, mas dessa forma? Ser demitido? Foi aí que a diretoria, parte jurídica do clube, disse que nada estava acertado. É isso até o momento.
Relação com Pelaipe
É o que meu advogado falou. Fui muito humilhado, exposto. Me colocaram como um filho da p..., como um cara que não respeita ninguém. Mas isso eu não sou."
Renato
- Sempre foi de profissionalismo puro. Nunca tive problema. Eu tinha projeto dentro do Flamengo. Sempre tive carinho pela base do Flamengo todinha. Sempre que podia batia uma bola, uma falta com os meninos, brincava com eles. O próprio Pelaipe disse que no fim do meu contrato me encaixaria para trabalhar dentro do clube. Minha relação sempre foi tranquila. Se fiz algo para ele, não estou sabendo. Não sei o que fiz para ele. Em todos os momentos que ele me pediu ajuda, a passar uma palavra para o time, sempre me coloquei à  disposição. Sempre que fui à sala dele, foi para conversar. Não sei se ele teve algo com isso, mas poderia dizer quem eu era para o clube. A gente sabe que algumas coisas são inexplicáveis. Não sei se pediram a opinião de alguém. Em outras situações, que aconteceram com o próprio Pelaipe, da minha assessoria, fiz questão de apresentar quem eram. Houve um desentendimento com uma pessoa no saguão do hotel antes de  um jogo, conversei com ele para dar um tempo. Estava ali para apartar, minimizar.
Relação da diretoria com os jogadores
- Sempre falei que a diretoria estava tentando fazer o melhor, de forma certa, leal, que eram sérios. Eu acreditava nisso aí. Até na clareza da forma que falavam com a gente, se pronunciaram em algumas reuniões, falavam que o salário ia sair. A única coisa que pedia era clareza para termos um planejamento de vida, a gente depende do salário. E sempre se mostraram claros. Muita coisa aconteceu e sempre acolhemos com respeito e carinho. Nunca cobrei salário na frente de vocês, talvez uma única vez, em 2006. Sempre foram transparentes, mas não vimos essa transparência agora. Poderiam dizer que tenho salário alto, que o clube não tem condições de cumprir. Mas nem isso. Só na primeira passagem tive aumento. Desde que voltei praticamente colocaram a mesma coisa.
Medidas judiciais
- É o que meu advogado falou. Fui muito humilhado, exposto. As pessoas sabem quem eu sou. Passou talvez para 40 milhões de torcedores do Flamengo e de outros times, uma imagem que eu não sou. Disseram que sou briguento, que arrumo confusão com jogadores, que sou mau caráter. Fui muito humilhado nessa situação. A imagem que vocês têm minha, é de ser briguento dentro do campo. Mas só quem está lá dentro pode dizer. O rosto não é dos mais bonitos, mas pela sua expressão na televisão acabam te julgando. Me colocaram como um filho da p..., como um cara que não respeita ninguém. Mas isso eu não sou. O que acontece no campo é lá dentro. Jamais eu levei para fora.
Futuro
- Até nisso respeitei o clube para esperar o momento, falei que não conversaria enquanto não resolvesse.
Tenho certeza de que um dia eu volto para o Flamengo. Pode ser daqui a cinco anos, dez anos, com cabeça branca. Quero encerrar meu ciclo no Flamengo de alguma forma. Não me julguem pelo que não sabem. Antes, procurem saber a minha história"
Renato
Contato do Atlético-MG
- Até agora não (Atlético-MG procurou). Mas olha aí, o Cuca foi meu treinador. Mais uma prova de que não tive nenhum problema. Estou esperando a rescisão do contrato para poder ouvir algum outro clube.
Vasco procurou?
- Houve especulação. Tem muita gente querendo que eu trabalhe num time no Rio, muitos querendo que trabalhasse no Vasco, torcedores de outros clubes. Quero resolver minha situação com o clube. Estou feliz pelo carinho de todos. A grande maioria da torcida do Flamengo sempre esteve do meu lado. É difícil falar um pouquinho, pois foi uma relação muito forte. Tenho um carinho enorme por eles. O que está acontecendo não tem nada com os torcedores. Em nenhum momento passou pela minha cabeça sair do Flamengo.
Volta ao Flamengo
- Tenho certeza de que um dia eu volto para o Flamengo.
Despedida do clube
- Foi muito emocionante ver a despedida do Pet, Júnior, Zico. Não sei se sou ídolo, mas estava construindo uma história legal no Flamengo. Na primeira entrevista, disse que não prometeria título, mas dedicação. E essa história eu construí um pouquinho. Quando saí depois da primeira passagem, tive 13 propostas, algumas melhores que a do Flamengo. Pelo carinho que tinha, pelo trabalho, fiz questão de voltar para o clube. Carinho muito grande pela torcida, pelas pessoas que me acolheram lá dentro. É emocionante ouvir muitos pedindo, é emocionante ver o carinho deles comigo. Fiz a operação no coração, foram carinhosos quando voltei em 2010. O que escrevi dentro do clube, podem interromper, mas ninguém apaga. Quando alguém for lembrar das faltas, das mascotes, será inevitável falar, mesmo que não gostem. São 15 anos como profissional, queria só mais um tempinho. Sofri muito para chegar aqui. Tenho que agradecer, principalmente minha mãe (pausa emocionado), meu pai. Mãe, estou bem. Não sei se vou parar, acho que tenho ainda muita coisa para queimar. Obrigado aos torcedores do Flamengo e aos dos outros clubes. Só escuto que os diretores do Flamengo fizeram uma sacanagem comigo. Que eles deveriam sair e não eu.
Ligou para Pelaipe ou Wallim?
- Ligar eu não liguei. Não tenho direito de ligar para  tirar satisfação, mas sim me dar satisfação. Sou empregado do clube. Quando uma empresa demite alguém, você é chamado e te demitem. Isso não teve. Seria mais elegante chegar e falar para mim que fui mandado embora. Até porque não tenho nada contra ninguém. Não me senti no direito de ligar, quem tinha de dar uma satisfação para mim é a pessoa que me mandou embora. Pelo menos me chamar. Não sei se Pelaipe poderia fazer isso. Mas mesmo assim procurei saber, esperar se alguém ia me ligar. Mas em nenhum momento se manifestaram.
Relação com Wallim
Renato Abreu coletiva (Foto: Richard Souza)No detalhe, a mão de Renato: o jogador negou
desavenças com a diretoria (Foto: Richard Souza)
- Minha relação com ele nunca foi de muitas conversas porque quem era o capitão da equipe era o Léo Moura. Uma coisa que nunca tive questão de ter é faixa de capitão para ter autoridade com a diretoria e falar alguma coisa. Pelo meu trabalho, minha experiência, sempre que fui chamado pelo Wallim nunca tive problema. Até momento que ele perguntou para  todos que precisava fazer para melhorar, ele perguntou para mim o que precisava fazer para melhorar. Única coisa que falei é que eles (dirigentes) precisavam nos apoiar, só assim iríamos longe. E foi a vez que ele pediu para poder falar alguma coisa para os mais jovens, outra vez me chamou para conversar e falar que contava comigo. Disse que se precisasse da minha pessoa para ajudar, ia procurar fazer. Ele falou que eu tinha importância grande, eu e mais uns dois jogadores. “Vou contar com você até o fim do ano, a gente vai batendo um papo, conversando, falando para poder acertar”. Foi o que ele disse. Nunca tive atrito com ele, o contato com ele era menor. Não participava todas as vezes do treinamento. Sempre cumprimentava, não tinha problema nenhum. Nunca tive problema com diretor ou presidente. Nem com Patricia Amorim, Márcio Braga, Kleber Leite.
Campanha da torcida pela saída dele
- São 40 milhões de torcedores, tirar 10%, sempre vai ser questionado. Se pegaram esse gancho, não sei. Acredito que não.
Jorginho disse que havia X-9 no grupo
- Eu peço para vocês ligarem agora para o Jorginho e perguntar se eu sou X-9. Nunca precisei boicotar trabalho de ninguém para ser titular da equipe, entregar alguém para me beneficiar. Nem na minha vida pessoal preciso disso. Não uso da minha imagem nem para pegar fila em banco. Tudo que tinha para falar com qualquer jogador, desde o Ronaldinho Gaúcho, que é um fenômeno, sempre cheguei nele e em outras pessoas e falei frente a frente. Não tenho motivo para chegar na sua frente e te elogiar e falar de você pelas costas. Eu tenho duas pernas e dois braços. Não preciso ficar dependendo de ninguém. Vou trabalhar.
Mensagem ao torcedor
Não estou fazendo contra o Flamengo. Se estou entrando na Justiça, procurando meus direitos, isso que está acontecendo não é minha culpa"
Renato
- Quero agradecer aos torcedores do Flamengo, apoiando na rede social, ajudando, me querendo em campo. Quero agradecer profundamente ao Flamengo pelo que fez por mim. Por ter me acolhido, cheguei desconhecido ao futebol carioca e me acolheram. Muitas coisas que aconteceram dentro do Flamengo, minha relação com a torcida foi mais por carinho, por afeto que eu tinha. Pelo que eu tenho. Você conseguir o respeito deles não é fácil, não. Vocês sabem. Onde fui com o Flamengo sempre fui respeitado. De Norte a Sul. Não teve um lugar que não fui com a torcida que ela não me ajudou. Não estou fazendo contra o Flamengo. Se estou entrando na Justiça, procurando meus direitos, isso que está acontecendo não é minha culpa. Eu queria chegar no fim do ano, agradecer ao presidente pelo carinho, queria muito encerrar a carreira no Flamengo. Só que não aconteceu. Foi a pessoa que tomou essa decisão contra mim. Não sei se tem alguma coisa pessoal, meu carinho por vocês (torcedores) é eterno. Os anos vão passar, vai ter momentos bons, vão ganhar títulos, outro jogador que bata faltas, com liderança, mas nada vai apagar o que eu fiz dentro do clube. Nos priores momentos do clube, sempre estive presente para ajudar. A máscara (do urubu) está lá em casa, minhas camisas de épocas difíceis e felizes. Está lá a camisa da Copa do Brasil. As taças e prêmios que conquistei com o Flamengo. Isso ninguém apaga. Tenho certeza de que o conselho do Flamengo inteiro sabe do que eu fiz pelo clube. Um dia, se tiver que voltar, espero que não demore muito, que eu volte ao clube. Um dia eu volto. Pode ser daqui a cinco anos, dez anos, com cabeça branca. Quero encerrar meu ciclo no Flamengo de alguma forma. Não me julguem pelo que não sabem. Antes, procurem saber a minha história (emocionado).
* Colaborou Thiago Benevenutte, estagiário.

Cofre gordo: Fla vai precisar de
R$ 24,3 milhões para manter Elias

Contrato do volante termina em dezembro, e o Rubro-Negro teria de comprá-lo do Sporting. Dívida dos portugueses com o jogador pode ajudar

Por Eduardo Peixoto e Richard Souza Rio de Janeiro
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Elias Flamengo gol atlético-mg série A (Foto: Andressa Anholet / Agência Estado)Elias comemora gol sobre o Atlético-MG
(Foto: Andressa Anholet / Agência Estado)
Mano Menezes define Elias como o jogador mais constante do Flamengo na temporada. E a diretoria começa a traçar um plano para juntar dinheiro e contratar o destaque do time em definitivo. A permanência do volante é uma das prioridades do diretor de futebol Paulo Pelaipe, que neste mês de agosto começa a conversar com o conselho gestor sobre o assunto. O cofrinho rubro-negro terá de estar bem cheio no fim do contrato de empréstimo com o Sporting de Portugal, em dezembro. Isso porque o clube europeu fixou um valor salgado para negociar o volante com os brasileiros: € 8 milhões (R$ 24,3 milhões). Os portugueses são donos de 50% dos direitos econômicos do camisa 8, e a outra metade pertence a um grupo de investidores capitaneado pelo empresário português Jorge Mendes.
Na contratação do jogador, o Flamengo comprometeu-se a pagar € 500 mil (R$ 1,5 milhão) no fim do vínculo, mesmo que não tenha interesse em ficar com ele. No documento firmado entre as partes há uma cláusula que pode tirar Elias do clube antes do fim do ano. Ficou acordado o seguinte: caso o Sporting receba alguma proposta pelo jogador de um clube de fora do Brasil, o Flamengo tem de liberá-lo. Neste caso, estaria livre do pagamento do empréstimo (R$ 1,5 milhão). A janela europeia de transferências fechará em 31 de agosto. Apesar de viver um bom momento, é pouco provável que o volante aceite sair antes do fim do ano. A intenção de Elias é cumprir o contrato e só depois sentar para uma nova negociação.
- Penso em uma coisa de cada vez. Enquanto tivermos condições de brigar por título, vamos brigar por esse Brasileiro, a Copa do Brasil. Depois, é outra conversa, outra negociação, sentar, conversar, decidir o que é melhor para mim e para o Flamengo – disse Elias.
Acordo com Sporting pode facilitar saída
A relação de Elias não é boa com o Sporting neste momento. Contratado pelos portugueses em 2011 por € 8,8 milhões (R$ 26,8 milhões na cotação atual) - a maior negociação da história do time de Lisboa, com quem tem contrato de 2016, ele alega que tem oito meses de salários atrasados. O jogador tenta um acordo para receber dos lusos e deixar o clube. Existe ainda uma possibilidade radical: ir à Fifa para resolver o caso e conseguir o desligamento.

Segundo o GLOBOESPORTE.COM apurou, Elias recebia no Sporting € 1,3 milhão (R$ 3,9 milhões na cotação atual) por ano – cerca de R$ 330 mil mensais. A dívida dos portugueses com ele gira na casa de R$ 2,6 milhões.
Por ora, o Flamengo se cala sobre o assunto. O diretor de futebol Paulo Pelaipe diz que o tema ainda entrará em pauta.

- O assunto será tratado pelo conselho gestor do Flamengo na hora certa – disse.

Jogos das oitavas serão conhecidos nesta terça-feira: entenda o sorteio

Evento será realizado no Rio, com início às 12h e transmissão em Tempo Real, com vídeo, do GLOBOESPORTE.COM

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
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Ronaldinho Atlético-MG festa título Libertadores (Foto: AP)Campeão da Libertadores, Atlético-MG entra nas
oitavas de final da Copa do Brasil  (Foto: AP)
Um novo regulamento, uma fase com novos clubes. Assim serão as oitavas de final da Copa do Brasil. Os confrontos serão conhecidos através de sorteio, a partir de 12h desta terça-feira, em um hotel na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A ordem dos jogos - quem decide em casa - será conhecida em outro sorteio, também nesta terça, mas às 16h. O GLOBOESPORTE.COM fará a transmissão em Tempo Real, com vídeo, dos dois eventos.
A primeira novidade em relação a edições anteriores é a entrada, nessa fase, dos times que disputaram a Libertadores - Atlético-MG, Corinthians, Fluminense, Grêmio e Palmeiras. O São Paulo ficou fora porque já jogará a Sul-Americana - por ser o atual campeão - e foi substituído pelo Vasco, quinto colocado no último Brasileiro.
Info_SORTEIO_Copa-Brasil_01 (Foto: Infoesporte)
O primeio passo do sorteio é a divisão, em dois blocos, dos 16 times classificados para as oitavas. No bloco A, estão os cinco brasileiros da Libertadores, mais o Vasco, e Flamengo e Inter, os dois clubes mais bem colocados no Ranking Nacional de Clubes da CBF entre os dez que chegaram da terceira fase da Copa do Brasil. No bloco B, estão os demais classificados: Atlético-PR, Botafogo, Cruzeiro, Goiás, Luverdense, Nacional-AM, Salgueiro e Santos.
Cada confronto das oitavas será necessariamente formado por um time do bloco A e um do bloco B. Primeiro, serão sorteados todos os times do bloco A, e só depois serão conhecidos seus adversários.
O sorteio do bloco A é dividido em quatro duplas, com base mais uma vez no posicionamento no Ranking Nacional de Clubes. A primeira dupla é formada por Fluminense (1º do ranking) e Corinthians (2º); a segunda, por Vasco (3º) e Grêmio (5º); a terceira, por Inter (6º) e Flamengo (7º); a quarta, por por Palmeiras (8º) e Atlético-MG (12º). Para cada time da dupla, será sorteado em que lado do diagrama ele ficará (esquerdo ou direito) e qual jogo daquele lado ele fará (jogo 1, 2, 3 ou 4).
Info_SORTEIO_Copa-Brasil_02 (Foto: Infoesporte)
Como o Fluminense irá para um lado do diagrama, e o Corinthians, para outro, é certo que eles só se encontrarão numa possível final. Isso vale para os times que formam cada dupla.
Depois de distribuídos no diagrama os times do bloco A, serão sorteados os do bloco B, seguindo a mesma mecânica. Neste caso, as duplas são formadas por Santos (9º) e Cruzeiro (10º); Atlético-PR (13º) e Botafogo (14º); Goiás (16º) e Luverdense (52º); e Salgueiro (55º) e Nacional-AM (82º).
Nas edições anteriores, era possível ver no diagrama da Copa do Brasil como seria o mata-mata do início ao fim. Neste ano, a competição ficou maior, ocupando o ano inteiro. Ela começou com 80 clubes, que participaram de três fases eliminatórias, até sobrarem dez. Eles se juntam aos cinco da Libertadores e ao Vasco, formando os 16 integrantes das oitavas de final.
Info_SORTEIO_Copa-Brasil_03 (Foto: Infoesporte)

Consórcio dá a entender que seguirá na gestão do Complexo do Maracanã

Em nota no início da noite desta segunda, "Consórcio Maracanã S.A" diz que respeita decisões do governo e reitera que busca alternativas para alterações no contrato

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
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O impasse envolvendo as alterações do governo do Rio de Janeiro no contrato de concessão do Complexo do Maracanã não devem tirar o consórcio vencedor da licitação da gestão do estádio. Em nota, no início da noite desta segunda-feira, o “Consórcio Maracanã S.A” deu a entender que seguirá no comando do estádio pelos próximos 35 anos e reiterou que busca alternativas, após o governador Sérgio Cabral anunciar que o Parque Aquático Júlio Delamare, o Estádio d Atletismo Célio de Barros e a Escola Municipal Friedenreich não serão mais demolidos.
O edital de licitação do Complexo do Maracanã previa a demolição dos centros esportivos, do Museu do Índio e da escola municipal, onde seriam construídos um prédio-garagem que serviria como estacionamento e um centro de entretenimento. No entanto, o governo do Rio de Janeiro cedeu à pressão popular e anunciou que os locais serão preservados.
Na última sexta-feira, ao anunciar que o estádio de Atletismo permanecerá no mesmo local, Sérgio Cabral deixou a licitação “em suspenso” e passou a bola para o consórcio. O governo gestores deu um prazo de 20 dias para o consórcio buscar uma alternativa ou até mesmo desistir a Parceira Público-Privada.
projeto complexo do Maracanã obras Copa 2014 (Foto: Marcelo Baltar / Globoesporte.com)Projeto original do complexo previa estacionamento e centro de entretenimento
(Foto: Marcelo Baltar / Globoesporte.com)
Processo foi marcado por confusões
Após um longo processo, o "Consórcio Maracanã SA" venceu em maio a licitação para gerir o Complexo do Maracanã pelos próximos 35 anos. Na ocasião, a oferta (R$ 5,5 milhões anuais, em 33 parcelas, totalizando R$ 181,5 milhões) foi R$ 26,4 milhões superior à do outro concorrente, o "Consórcio Complexo Esportivo e Cultural do Rio de Janeiro" (R$ 4,7 milhões por ano, também em 33 parcelas, R$ 155,1 milhões no total).
Antes da apresentação das propostas das empresas, no início de abril, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP/RJ) ingressou com ação civil pública para suspender a licitação. O órgão alegava que diversas obras previstas no edital - como a demolição do parque aquático Júlio Delamare e do estádio de atletismo Célio de Barros - não são necessárias para a realização da Copa do Mundo, assim como os Jogos Olímpicos de 2016.
O MP/RJ também questionava a legalidade da participação da empresa IMX, de Eike, no processo de licitação, uma vez que foi ela a responsável pelo estudo de viabilidade da concessão. Segundo o órgão, todo o processo favorece a IMX, já que a empresa teve acesso a informações privilegiadas e exclusivas. A baixa rentabilidade do negócio para o governo do Rio de Janeiro é outro ponto abordado.
No ano passado, durante o lançamento do edital, as receitas e despesas do Maracanã foram estimadas pelo governo. Pelo estudo, o estádio vai gerar R$ 154 milhões por ano e terá um gasto de R$ 50 milhões. A previsão é de que os recursos investidos pelo concessionário sejam quitados em 12 anos. Com isso, o novo gestor teria lucro durante 23 anos do contrato, gerando R$ 2,5 bilhões.

Confira a nota na íntegra

A concessionária Complexo Maracanã Entretenimento S.A. vai respeitar a decisão do Governo do Estado do Rio de Janeiro, poder concedente, de manter a Escola Municipal Friedenreich no terreno da Avenida Maracanã, onde ela funciona atualmente. A concessionária reitera que permanece à frente da concessão do Maracanã e que vai encontrar uma alternativa à sua viabilização e continuidade após a resolução do Governo de manter tanto a escola, como o Estádio de Atletismo Célio de Barros e o Parque Aquático Júlio Delamare.
O objetivo do Complexo Maracanã de Entretenimento S.A. é oferecer um espaço de qualidade para entretenimento, esporte, lazer e convivência, que já tem média de público acima de 33 mil pessoas e comprovado convívio entre torcedores tradicionais e famílias com conforto e segurança.