terça-feira, 17 de maio de 2011

Vascaínos poderão estampar as mãos nos muros de São Januário

Clube lança campanha que faz parte do movimento 'Eu Abro mão', iniciado com a nova camisa número 3

Por Fred Huber e Rafael Cavalieri Rio de Janeiro
O Vasco lança nesta terça-feira uma campanha que faz parte do movimento "Eu Abro mão", tema da camisa 3 do clube, que lembra a história cruz-maltina contra o racismo. Serão escolhidos 1923 sortudos torcedores que irão estampar suas mãos nos muros de São Januário. Alguns jogadores irão participar desta iniciativa.
Blog Meio de Campo: veja quem já aderiu à campanha
O número 1923 representa o ano em que o Vasco, então Campeão Carioca, se recusou a demitir seus jogadores negros e mulatos para participar do campeonato do ano seguinte ao lado de Fluminense, Flamengo, Botafogo, América e Bangu.
Campanha do Vasco contra o racismo (Foto: Fred Huber / Globoesporte)Como ficarão os muros de São Januário após a pintura (Foto: Fred Huber / Globoesporte)

Como participar
Terceira camisa Vasco (Foto: Reprodução)Campanha será feita nas redes sociais da internet
(Foto: Reprodução)
Para concorrer, o torcedor precisa utilizar o aplicativo que está disponível na página do patrocinador do Vasco no Facebook (www.facebook.com/Penaltybr), e também pode ser instalado no perfil no Orkut. Pela webcam, a pessoa terá que capturar uma imagem da mão. Com isso, estará automaticamente no sorteio que escolherá as 1923 mãos. Quanto mais cedo os torcedores se cadastrarem, mais chances terão, já que os sorteios irão acontecer a partir do momento que a campanha estiver no ar até o dia 27 de maio.
O diretor de marketing do Vasco, Marcos Blanco, disse que os não escolhidos ainda terão a chance de colocar a marca da mão em um "muro" na internet.
- Haverá um sorteio para ficar com a marca em uma parede na internet. O torcedor poderá dar um zoom e achar sua mão - afirmou.
A designer canadense Vanessa Carpenter e o engenheiro dinamarquês Nicolas Friis irão trazer para o Brasil uma impressora capaz de estampar imagens gigantes na vertical.
 

De partida dos Emirados, Abel Braga se surpreende com Maradona no país

Técnico diz que El Pibe poderia ter ido para a Europa. Novo time de argentino, Al Wasl é considerado melhor do país no século XX pelo IFFHS

Por Gabriel Fricke Rio de Janeiro
maradona sheik (Foto: AFP)Maradona abraça xeique, vice-presidente do Al Wasl
(Foto: AFP)
Al Wasl: esse é o nome da nova equipe de Diego Armando Maradona. Desconhecido no Brasil, o clube é considerado grande para os padrões dos Emirados Árabes, sendo considerado pelo IFFHS como melhor time do país no século XX. Mas a equipe engatinha no âmbito internacional. Por esse motivo, a contratação de El Pibe surpreendeu o técnico do rival Al-Jazira, o brasileiro Abel Braga, que venceu o título nacional de 2011 justamente sobre o novo time do ídolo argentino na última segunda-feira.

- O clube já foi maior, hoje não é assim. Para o jogador que ele foi é pouco, na Europa cairia muito melhor. Disputar a Copa do Mundo pela seleção da Argentina e vir para o Al Wasl? A média de público aqui é de três mil pessoas. Um clássico não lota o estádio - disse Abel, por telefone, ao GLOBOESPORTE.COM.

O treinador, que no dia 7 de junho chega ao Brasil para comandar o Fluminense, acredita que a contratação de Maradona possa ser positiva para o futebol do país.

- Vai motivar sim, é um cara simpático, tem muito nome, pode começar a encher mais os estádios. Mas o mais importante é que ele faça algo inovador. Até hoje o pessoal se surpreende comigo porque jogo com três atacantes. Ele vai ter que trazer novidades. O Al Wasl não tem personalidade e confiança para encarar desafios, mas tecnicamente até que é uma boa equipe, é rápida. Precisa só de um comando para organizar melhor as coisas.
site do Al Wasl, time do Maradona (Foto: Reprodução / Site Oficial)Página oficial do Al Wasl, time novo de Maradona com jogador em destaque e foto de El Pibe no canto direito (Foto: Reprodução / Site Oficial)
O clube já foi comandado por Joel Santana, de 1981 a 1986, e por Antônio Lopes, de 1988 a 1989. Propriedade de um rico conglomerado esportivo do xeique Ahmed bin Rashid Al Maktoum e fundada em 1974, a equipe tem sete títulos do campeonato do pais, além de duas Copas do Presidente e uma Copa dos Campeões do Golfo.

O Al Wasl, que conta com dois brasileiros (o meia Alex de Souza, de 20 anos e formado na base do Fluminense, e o atacante Alexandre Oliveira, de 32 anos e ex-atleta do Coritiba), só participou em uma oportunidade da Liga dos Campeões da Ásia, em 2008, sendo eliminado na fase de grupos. A melhor classificação em uma competição internacional foi em 1993, quando terminou na terceira posição no Copa Asiática de Clubes.

Artilheiro do Mundialito, André volta para o Corinthians: 'É a minha casa'

Depois de brilhar com a camisa do Flamengo no torneio em março, o atacante defenderá o Timão na Copa Brasil de Futebol de Areia, em Manaus

Por Igor Christ Manaus
Futebol de areia André Dunga Mão (Foto: Igor Christ / Globoesporte.com)André (E) ao lado de Dunga e Mão. Atacante está de
volta ao elenco do Corinthians (Foto: Igor Christ )
Artilheiro do Mundialito de Clubes com a camisa do Flamengo, o atacante André está de volta ao Corinthians para a disputa da Copa Brasil, que será realizada de 18 a 22 de maio, em Manaus. O atacante, que foi emprestado ao time carioca apenas para a competição internacional, disse que voltou para 'sua casa' para brigar pelo título.
- Eu estava emprestado, mas aqui é a minha casa. A expectativa é grande para a Copa Brasil e espero ser feliz, não só buscando a artilharia, mas lutando pelo título da competição. O primeiro objetivo é colocar o Corinthians na final. Se vier a artilharia, melhor ainda - disse André.
Na competição em Manaus, o Timão da areia segue com uma base forte, com jogadores que fazem parte da seleção brasileira. Mão, Buru e Benjamin são os principais nomes do elenco. Para André, esse entrosamento trazido da equipe canarinho vai ser importante para o Alvinegro, que teve pouco tempo para treinar.
- O time já se conhece há muito tempo e dentro de quadra isso vai ser fundamental. Temos que aproveitar o entrosamento que já temos até adquirirmos o ritmo com o decorrer das partidas.

Astro da equipe, o experiente Benjamin aproveitou para falar sobre o nível da competição. Ele ressaltou o equilíbrio das equipes e preferiu não apontar um favorito.
- A competição está nivelada e será diferente do Mundialito. Todos os times estão muito fortes, com jogadores competitivos e outros que estão buscando aparecer no cenário nacional do futebol de areia. Não tem como apontar um favorito. É cedo ainda - ponderou o atacante alvinegro.

Rogério Dutra avança no qualifying de Roland Garros. Hocevar é eliminado

Outros quatro brasileiros ainda tentam garantir participação na chave principal

Por GLOBOESPORTE.COM Paris
Rogério Dutra da Silva começou com o pé direito sua campanha rumo à chave principal de Roland Garros. Nesta terça-feira o paulista superou o francês Gregoire Burquier, 228º do ranking da ATP, por 2 sets a 0, parciais em duplo 7/6 (3). No segundo desafio para se classificar para a disputa principal do Grand Slam, Rogério encara o vencedor do confronto entre o monegasco Jean-René Lisnard e o belga Steve Darcis.
Ricardo Hocevar, número 250 do mundo, não teve a mesma sorte. Diante do cabeça de chave número 1 do classificatório, o americano Alex Bogomolov, número 84 da ATP, o brasileiro foi derrotado por 2 sets a 1, parciais de 6/3, 2/6 e 9/7. Na fase seguinte, Bogomolov enfrenta o sul-africano Rik De Voest.
Júlio Silva, Thiago Alves, Fernando Romboli e João Souza, o Feijão, ainda entram em quadra nesta terça-feira.

Morte de campeão olímpico não está esclarecida. Polícia fala em acidente

Após suspeita inicial de suicídio, autoridades quenianas dizem que maratonista Samuel Wanjiru pode ter tentado escapar de quarto após briga com a esposa

Por Agências de notícias Nairóbi, Quênia
Samuel Wanjiru atletismo (Foto: Getty Images)Samuel Wanjiru foi ouro na maratona dos Jogos de
Pequim (Foto: Getty Images)
A polícia queniana indicou que a morte do campeão olímpico de maratona nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, Samuel Wanjiru, nesta segunda-feira, pode ter sido resultado de um acidente, após a suspeita inicial de suicídio. Segundo as autoridades locais, o queniano de 24 anos pulou do terraço de sua casa, na localidade de Nyahururu. O motivo da fatalidade, no entanto, segue sem uma explicação oficial.
Tudo começou quando Wanjiru foi para casa por volta das 17h (horário de Brasília) de domingo acompanhado de uma mulher. Pouco depois, sua esposa, Triza Njeri apareceu inesperadamente e os dois tiveram uma forte discussão, informou a polícia. Na primeira versão, o campeão olímpico, que havia bebido, pulou propositalmente do terraço da casa e sofreu graves ferimentos. Em seguida, foi levado com urgência ao hospital local, onde foi impossível reanimá-lo, e certificaram sua morte na madrugada da segunda-feira.
Essa versão apontava para um possível suicídio, mas um policial indicou que a esposa de Wanjiru o encontrou na cama com outra mulher, em seu quarto, no primeiro andar da casa, e os trancou após uma breve discussão. Segundo o jornal local "Daily Nation", Wanjiru saltou do terraço para sair do aposento e, supostamente de forma acidental, sofreu os ferimentos que o levaram a morte.
Como detalhou o jornal, alguns amigos do maratonista disseram que Wanjiru estava com problemas familiares e havia enviado mensagens pelo celular nos quais ameaçava suicidar-se. No entanto, seu treinador, Federico Rosa, descartou a possibilidade de suicídio e afirmou que falou com ele no sábado e o atleta estava relaxado e feliz.
 

Thiago Camilo afirma que o carro da Stock Car ainda não é 100% seguro

Piloto da RCM Motorsport destaca as modificações já atendidas na lista da comissão de segurança, mas afirma que ainda há coisas a serem modificadas

Por Rafael Honório Nova Santa Rita, RS
Stock Car: Thiago Camilo fora das pistas (Foto: Fernanda Freixosa/Divulgação)Thiago Camilo afirma que modificações estão sendo
feitas, mas ainda falta segurança (Foto:Fernanda Freixosa)
A morte de Gustavo Sondermann alertou os pilotos da Stock Car para a falta de segurança na categoria. Durante a etapa de São Paulo, o piloto da J.Star disputava uma corrida da divisão de acesso à Stock Car e se envolveu em um grave acidente com Pedro Boesel. Como consequência dessa fatalidade, os esportistas da principal categoria do automobilismo brasileiro se mobilizaram em uma comissão de segurança e acabaram exigindo a modificação de alguns pontos nos carros de competição.
- Quando nos reunimos antes de Ribeirão Preto e depois do acidente do Gustavo, nós apontamos 18 itens para mudanças. Mas todos eles não poderiam ser imediatamente atendidos. A CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo), junto com a organizadadora  do evento e a JL (empresa responsável por fabricar os carros da Stock Car), fez um cronograma e nossos pedidos estão sendo atendidos com sequência nesse cronograma - afirmou Thiago Camilo.
Na etapa de Nova Santa Rita, no Rio Grande do Sul, cinco dessas mudanças foram postas em prova: a pintura da parte interna do carro com tinta resistente ao fogo, uma nova saída de ar para deixar a temperatura mais amena para os pilotos, novidades no freio (que passou a ter discos e pastilhas maiores), uma nova entrada de ar no teto dos carros e o uso obrigatório de parabrisa com desembaçador elétrico na corrida. Mesmo assim, Thiago destaca que ainda faltam outros pontos.
- Se o carro é 100% seguro? Não é. Ele melhorou, mas ainda não é totalmente seguro. Não tem nem como dizer que um carro de corrida é 100% seguro, mas nós temos sempre que ter o que há de melhor no mercado - disse o dono do carro 21 da RCM Motorsport.
Pedro Boesel Gustavo Sondermann acidente (Foto: Vanderley Soares)Acidente mortal de Sondermann levou pilotos a criarem a comissão de segurança (Foto: Vanderley Soares)
Durante a etapa gaúcha, os pilotos aproveitaram uma reunião de rotina nas corridas para abordar um outro ponto da lista: os bancos utilizados na Stock Car. Thiago Camilo afirma que existem novos modelos mais seguros para os pilotos.
- Nós tivemos uma conversa com o dr. Dino Altmann (médico responsável pela Stock Car) e vamos buscar uma evolução no banco que usamos hoje. Parece que essa é a quarta geração do banco usado na Nascar, então vamos tentar trazer o que eles usam de melhor para a nossa categoria. Depois, vamos dar sequência ao trabalho: tem uma série de coisas que ainda precisam ser feitas, mas têm algumas que precisam de tempo. Vamos esperar para que todos os nossos pedidos sejam atendidos - finalizou.

Costa Rica aceita convite e vai disputar a Copa América

Seleção entra no lugar do Japão, que desistiu de participar da competição

Por GLOBOESPORTE.COM San Jose, Costa Rica
A Costa Rica aceitou o convite da Conmebol e vai disputar a Copa América na Argentina, em julho. A seleção da América Central vai substituir o Japão, que iria participar da competição também como convidado, mas desistiu. Alegando que os clubes europeus não liberaram seus jogadores, os japoneses avisaram que não iriam disputar o torneio na última segunda-feira e a substistituição veio de maneira bem rápida.
- Queremos elevar o nome da Costa Rica a nível internacional - declarou o presidente da Federação Costarriquenha de Futebol, Eduardo Li.
A Costa Rica vai ao campeonato com sua seleção sub-23, reforçada por cinco jogadores acima deste idade. A seleção está no grupo A, junto com a anfitriã, Argentina, além de Bolívia e Colômbia. O técnico Ricardo La Volpe já havia até iniciado os treinamentos com o time, apesar de ter reclamado do pouco tempo de preparação.

Com patrocínio e alusão à Catalunha, Barcelona divulga novos uniformes

Camisa reserva apresenta um gráfico distintivo preto e cinza no ombro, que lembra a bandeira da região autônoma, a "Senyera".

Por GLOBOESPORTE.COM Barcelona, Espanha
Em evento realizado no Camp Nou, o Barcelona divulgou nesta terça-feira os novos uniformes do clube para temporada 2011/2012. Com o patrocínio da Qatar Foundation, entidade árabe que trabalha com educação e pesquisa científica, fechou acordo em dezembro e renderá aos cofres catalães € 150 milhões (R$ 346,5 milhões) por cinco anos de contrato, a nova camisa número 1 terá listras mais finas.
Na gola da camisa, um gráfico leva o lema: "Tots unit fem força" ("Todos juntos somos fortes"), que é retirado do hino do clube. Já o uniforme número 2 será todo negro e usado nos jogos fora do Camp Nou. A camisa preta apresenta um gráfico distintivo preto e cinza no ombro, que lembra a bandeira da Catalunha, a "Senyera".
puyol  barcelona uniforme (Foto: Divulgação)Puyol com a nova camisa número 2 do Barcelona (Foto: Divulgação)
Os novos uniformes serão colocados à venda a partir do dia 24 de maio.
puyol  barcelona uniforme (Foto: Divulgação)Puyol ataca de modelo (Foto: Divulgação)
Enquanto a história e a tradição do clube estão presentes no design da camisa, os novos uniformes são feitos a partir de material ecologicamente correto. Cada kit completo é composto de até treze garrafas plásticas recicladas. Este novo processo de fabricação reduz o consumo de energia em até 30% em relação à fabricação do poliéster tradicional e evita que quase 100 milhões de garrafas plásticas de água sejam despejadas em aterros sanitários.
Os calções são azuis, com uma linha grená de cada lado, e as meias, também azuis, carregam as iniciais do clube “FCB”, na parte de trás de cada panturrilha. Já os calções pretos contarão com as letras "FCB", em amarelo, na parte de trás do tecido.
Os uniformes pesam menos (13% mais leve que as versões anteriores) e regulam ativamente as temperaturas do corpo dos jogadores através do uso da tecnologia Dri-FIT, que facilita a rápida evaporação do suor e mantém os atletas secos por mais tempo. Além disso, pela primeira vez, o brasão do clube na frente da camisa possui propagação térmica, o que o torna ainda mais leve, permitindo que esta área seja bem ventilada.
 

Lenny diz que 'faltou proteção' do Flu e admite dívida com o Palmeiras

'Nunca vi rato no Fluminense, mas já vi gambá', revela o atacante, que vem
de uma sequência de lesões e ainda não fez sua estreia pelo Figueirense

Por Ivan Raupp Rio de Janeiro
lenny família (Foto: Arquivo Pessoal)Lenny foi criado pelos avós, Zino e Eneida. Força
para superar a maré ruim (Foto: Arquivo Pessoal)
A palavra superação já se tornou comum dentro do meio esportivo, mas nem por isso pode deixar de ser valorizada. Ronaldo é o caso mais clássico. O Fenômeno precisou vencer graves lesões, a desconfiança da maioria e as perspectivas de que jamais voltaria a render bons frutos no futebol. É nele que se espelha o atacante Lenny, que aos 23 anos passa por problema similar. Há tempos enfrentando uma sequência de lesões, o jogador chegou ao Figueirense no terceiro dia do ano e ainda não conseguiu fazer sua estreia oficial. No último sábado, ele esteve em campo durante 60 minutos em um jogo-treino contra o Americana-SP e marcou seu primeiro gol com a camisa alvinegra no empate por 2 a 2.
Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, Lenny falou sobre o início no Fluminense, a passagem devedora no Palmeiras, a experiência no futebol português e a expectativa para o recomeço no Figueira, clube com o qual tem contrato até o fim do ano. O atacante, cujos direitos estão vinculados à Traffic, revelou que precisou superar até uma depressão por causa das seguidas contusões e confirmou a estreia pela equipe catarinense, enfim, para a primeira rodada do Campeonato Brasileiro, contra o Cruzeiro, no dia 22.
- Se até lá não acontecer nada - faz a ressalva.
Confira abaixo a entrevista completa:

Qual a sua expectativa para a estreia pelo Figueirense? Vai ser contra o Cruzeiro mesmo?

Sim, se até lá não acontecer nada, vai ser contra o Cruzeiro. Eles vinham atropelando todo mundo, mas agora tiveram essa infelicidade contra o Once Caldas na Libertadores. Espero que continuem assim pelo menos até a primeira rodada do Brasileiro (risos).
Em relações às lesões, está totalmente recuperado? Como está a questão física?
Totalmente. Para mim está sendo muito bom. Já estou conseguindo fazer a jogada que é característica minha, de arranque. O pessoal da comissão técnica até brinca comigo: "Tem jogador novo aí?".
Quantas lesões você sofreu? Você se sente azarado por causa disso?
Minhas lesões foram todas juntas. Operei o pé e o joelho recentemente. A última foi na parte muscular. Não me sinto azarado, pelo contrário. E não sei se posso falar que foram falhas do departamento médico. Foram coisas muito seguidas, por isso fiquei tanto tempo sem jogar.
Em algum momento pensou em desistir? Ficou depressivo? Como fez para superar?
Fiquei depressivo, sim. Mas minha vontade maior é estar em campo. Na hora (da lesão) tem aquele baque, mas a vontade supera tudo.
lenny figueirense (Foto: Divulgação/Site Oficial)Sob os olhares do técnico Jorginho, Lenny mostra disposição no treino (Foto: Divulgação/Site Oficial)
Como foi sua rotina nesse tempo parado? Passou a fazer alguma coisa diferente?
A cidade é pequena, não tem tanto o que fazer. Não tem tantas opções como no Rio de Janeiro e em São Paulo. Como existe uma expectativa grande em torno da minha estreia, eu ia a algum lugar e ouvia sempre as mesmas perguntas. Já estava chato. Não tenho dado entrevista para cá (Santa Catarina) porque os repórteres daqui estavam falando muita besteira. Tinha um cara só, que é o que vai lá sempre, está de manhã e à tarde. Os outros não estão lá sempre e querem falar besteira. O jornalista tem o poder da palavra. Às vezes se fala mentira e as pessoas acreditam. Têm que ter mais cuidado com o que falam. Disseram que saí aqui na noite, mas é mentira.
Você atingiu o sucesso muito rápido. Acha que isso pode ter te prejudicado?
Eu sou novo, mas já passei por muita coisa. As pessoas me veem como experiente, não acreditam que eu tenho 23 anos, porque já apareço na televisão há alguns anos. É o que eles dizem. O que aconteceu de errado, por exemplo, foi eu não ter tido uma proteção por parte da assessoria de imprensa do Fluminense. Eu estava sempre botando a cara, mesmo com Pet e Tuta no elenco. Na época eu era considerado o craquezinho do time. Só que não tinha caixa para suportar, tinha acabado de fazer 18 anos. O Fluminense não era tão estruturado. Você vê o Lucas no São Paulo, o moleque se destacou e não tinha nada falando dele. Outra coisa foi ter ido para o Braga-POR. Cheguei e estava bem demais lá, mas mudou o técnico, a comissão. O técnico que chegou era de handebol. Quando se está bem, o barco segue reto. Quando não, cai em alguém. Isso foi o que aconteceu comigo. Comigo mais ainda porque eu era novo e tive muita pressão.
Eu estava sempre botando a cara, mesmo com Pet e Tuta no elenco. Na época eu era considerado o craquezinho do time. Só que não tinha caixa para suportar, tinha acabado de fazer 18 anos"
Lenny, sobre a passagem pelo Fluminense
Acha que agora está mais maduro em relação ao início da carreira? Por quê?
Acho que já passei por muitas coisas, já aprendi muito. Sou um cara que gosto de olhar as coisas certas e erradas. Você só cresce se olha o seu erro. Só falta eu estar bom para entrar em campo e jogar. Não tem como crescer mais sem jogar. Para provar que você cresceu, tem que estar em campo. Eu chutava mal de esquerda para caramba, por exemplo. Hoje já estou bem melhor.
Como está o ambiente no Figueirense?
É tranquilo. A expectativa em torno da minha estreia é grande. Os outros jogadores me perguntam: "E aí, vai entrar para a guerra com a gente ou não?". Antes era a torcida, agora já virou coisa dos jogadores. "Vai ficar só vendo?", dizem eles. Eles já estão loucos para me ver em campo, e eu mais ainda. Os que eu tenho mais contato são o Reinaldo, o Breitner e o Maicon.
Você passou pelo Fluminense, com jogadores pagos pelo clube e outros pagos pelo patrocinador, e pelo Palmeiras, em uma época de racha político. Até que ponto o elenco se sentia afetado com essas questões?
No Fluminense eu não recebia pela Unimed, e sim pelo clube, mas no campo você não se liga nisso. A parte do Fluminense atrasava, e a da Unimed, não. No Palmeiras todo mundo recebe igual. Os caras que recebem cobram da diretoria os salários atrasados. Eles já foram moleques e ganharam pouco. Eles querem que os caras também recebam. Uma vez estava atrasado no Palmeiras, mas você entende. É muito gasto, quando acontece de atrasar um mês, dá para entender tranquilo. Se pudesse não atrasar o dos funcionários... Melhor atrasar o nosso, mas o deles não. Mas cada um faz seu contrato. Se você pedir 100 e tiver alguém para te dar, mérito seu. O jogador que se escala. Ele chega para jogar, mas se vai manter ou não é diferente.
lenny família (Foto: Arquivo Pessoal)Lenny com Daniela, com quem namora há cinco
anos (Foto: Arquivo Pessoal)
Como compara a estrutura do Figueirense às de Fluminense e Palmeiras?
A estrutura do Palmeiras é muito boa. Lá é tudo favorável. No Fluminense, pode ser melhor. O Figueirense tem CT, é grande, com muitos campos, e me falaram que querem melhorar muito ainda. Espaço necessário para isso, tem. Não é o melhor, não é igual ao do Palmeiras, mas é bom. Mas eles estavam há dois anos na Segunda Divisão, então você tem menos receita, menos torcida. Sou grato demais ao Fluminense e ao Palmeiras, quero que eles cresçam, torço por eles. Queria que o Fluminense tivesse um CT bom, no Recreio, na Barra, que é onde a maioria dos jogadores mora. Xerém é muito longe, não é uma solução. Se não tivesse a Unimed lá, o Fluminense não seria o mesmo. Os caras têm só um campo para treinar. Vão se machucar porque o campo não vai durar. Achava a aparelhagem boa, mas, quando cheguei ao Palmeiras, vi o que era aparelhagem boa mesmo. E isso ajuda, se você se machuca, volta mais rápido. O Léo Lima me falou uma vez que o refeitório do São Paulo oferecia vários tipos de carne: filé mignon, alcatra... Eu fiquei impressionado.
Muricy Ramalho fez duras críticas à estrutura do Fluminense quando saiu de lá. O que você tem a dizer? Viu rato no vestiário também?
Nunca vi rato no Fluminense. Jogava lá desde os sete anos. Lá em cima na sede, perto das quadras de futsal, tem muito gambá que fica em uma florestazinha perto. Quando treinava à noite, a gente via gambá, mas rato nunca vi.
Sente saudade do assédio?
No Rio tem assédio, mas é bem menor do que em São Paulo. No Palmeiras era maior. Os caras em São Paulo respiram futebol. No Rio, não, talvez pela questão de ter muito ator, cantor, talvez o futebol não fique em primeiro plano. Aqui (em Florianópolis), o assédio também é grande, a cidade é pequena, só tem dois times, você chega de fora e é sempre reconhecido.
Como foi sua experiência lá fora, no Braga-POR?
Foi uma experiência curta, mas boa. Tive uma noção de vida lá fora, que é completamente diferente. Dá para o cara se adaptar legal, a não ser que seja muito ligado aos amigos e à família. A cobrança lá é tranquila. Aqui você tem que ganhar sempre. Aqui o jogador é tratado como máquina. Lá, não. Você é ídolo, te tratam como ser humano.
Cresci e evoluí, mas as pessoas ainda não viram. Vão ver agora quando eu começar a jogar.
Vou mostrar isso neste ano"
Lenny
Você se sente frustrado por não ter conseguido emplacar em um time grande?
Vir para cá foi uma opção minha. Poderia ter seguido no Palmeiras. Voltava de lesão no joelho. E eu tenho como característica usar muito a força e a agilidade. Quando estou arracando, breco e já arranco de novo. Uma lesão no joelho para um cara como eu é dificil por eu ter essas características. O atacante está toda hora trombando com o zagueiro. Achei que aqui seria mais tranquila essa minha volta. Vim para cá confiando em mim. Estava em um time maior, com uma mídia maior, onde você é muto mais visto. Vim para ter mais tranquilidade para meu recomeço. Aqui vou ter plenas condições para atingir de novo um nível de topo. A resposta lá (Rio e São Paulo) tem que ser mais rápida por causa da cobrança, que é maior.
Pensa em um dia voltar para Fluminense ou Palmeiras?
Penso, sim. Falei isso no Palmeiras recentemente. Sou muito grato ao Palmeiras. Tive duas lesões sérias lá, operei e fiquei bom pelo fato de os médicos de lá serem bons, por darem o amparo que deram. Saí de lá sentindo que fiquei devendo. Não aconteceu de eu não ter jogado porque não quis. Eu não pude. Se tivesse jogado lá e tivesse jogado mal, seria uma coisa. Mas outra coisa é você estar em um lugar e não poder fazer aquilo de que gosta. Do Fluminense eu saí muito novo. Hoje teria muito prazer em voltar mais adulto.
Sonha com a Seleção Brasileira?
Sonho mesmo. Acho que é uma coisa bem possível. As pessoas falam que comecei bem e caí, mas depois de cair você sobe de novo. Falta para mim subir de novo. Tenho muito a percorrer ainda. Cresci e evoluí, mas as pessoas ainda não viram. Vão ver agora quando eu começar a jogar. Vou mostrar isso neste ano.
Ainda é lembrado por aquele golaço contra o Cruzeiro (2 x 3 Fluminense, pelas quartas de final da Copa do Brasil de 2006). Mesmo em pelada, já fez um mais bonito?
Na base (do Fluminense) e no Palmeiras (veja no vídeo ao lado), já fiz alguns lances daquele. Eu jogo mais pela esquerda, tenho essa característica de vir correndo com a bola. No Palmeiras fiz umas quatro jogadas assim. Acho que os gols assim, em que o jogador conduz a bola, são os mais bonitos. Os principais gols que gosto de ver do Ronaldo (Fenômeno) são esses em que ele conduz a bola.
Imagina como seria a sua carreira se não tivesse tantas lesões?
Poderia estar na Europa. Ninguém olha para mim e diz: "Esse cara é ruim". Olham para mim e veem que tenho potencial, tenho o que mostrar. Penso que estaria bem, mas talvez não tivesse tido o aprendizado que tive enquanto estive parado, porque pensei muito. Não digo que gostei de me machucar, mas acho que poderia não ter crescido tanto. Em 2008, por exemplo, fui mal, mas em 2009 fui bem. Passei olhando o que eu errei nesse intervalo de tempo. Vi o que errei e melhorei nesses aspectos. Você tem que ver os seus erros sempre. Foi um grande aprendizado.

Se fizer um gol na estreia oficial, vai dedicar para alguém em especial?
Vou dedicar para a minha familia, meu avô, minha avó, namorada, as pessoas que merecem. É neles que acabo descontando meu estresse por não estar jogando. Quando estou jogando, estou mais tranquilo, mais calmo.

Daniel Carvalho afirma que chegou
ao fundo do poço no Atlético-MG

Mesmo confiante em um futuro muito mais promissor com a
camisa alvinegra, meia do Galo afirma: ‘Pior do que está não fica’

Por GLOBOESPORTE.COM Belo Horizonte
daniel carvalho no treino do atlético-mg (Foto: Tarcísio Badaró / Globoesporte.com)Daniel Carvalho está descontente no Galo
(Foto: Tarcísio Badaró / Globoesporte.com)
A situação do meia Daniel Carvalho, do Atlético-MG, é, no mínimo, curiosa. O jogador, anunciado como reforço do clube em maio de 2010, chegou respaldado por uma carreira longa no futebol europeu. No entanto, em Minas Gerais, não deslanchou. Daniel Carvalho disputou apenas 19 partidas pelo Galo, sendo quatro neste ano.
Após uma série de lesões e cirurgias, o técnico Dorival Júnior condicionou a volta do jogador à recuperação física e técnica. No entanto, as chances não têm aparecido com a frequência desejada pelo jogador. Daniel chegou a ficar de fora até mesmo da relação dos reservas do time, como na última partida, na decisão do Campeonato Mineiro, contra o Cruzeiro. O jogador, apesar de se mostrar confiante em ajudar o Atlético-MG, já admitiu: 'Pior do que está não fica'.
- Não estou nem preocupado em pensar o que vai acontecer comigo daqui para frente. Acredito que pior não fica. Acho que o pior que pode acontecer para um jogador é ficar de fora do banco, e isso já aconteceu comigo. Daqui para frente, tem que ser coisas melhores. O que me deixa chateado não é só ficar fora do banco, até porque isso acontece, mas são histórias que não acontecem.
De fora da decisão contra o Cruzeiro, Daniel Carvalho disse que tinha condições de disputar a partida. No entanto, o jogador tem respeitado a opção de Dorival Júnior.
- Com certeza, tinha condições de jogar, mas também entendo que é opção do Dorival. Ele é o treinador, temos que respeitar. O importante é ter respeito não só pelo treinador, mas pelo colega que joga. Foi uma opção dele. Trabalhei à parte durante a semana. Então, tive o pressentimento de que ficaria de fora. O que faço é correr atrás, agora é tentar no Campeonato Brasileiro.
Contradição?
Embora se mostre triste por não ganhar chances suficientes para entrar em campo, Daniel Carvalho não reclamou do Atlético-MG e afirmou que está feliz em Belo Horizonte. O meia ainda não deu o 'braço a torcer'.
- Não estou feliz porque não fui útil nessa reta final, mas estou bem adaptado a Belo Horizonte, bem feliz no Atlético-MG. Eles oferecem tudo o que podem oferecer a um atleta. Profissionalmente, estou feliz. A partir do momento em que a comissão técnica, ou o próprio presidente, acharem que eu não deva permanecer, a decisão é deles. Se depender de mim, não vou dar o braço a torcer, não vou desistir, vou brigar até provar que tenho condições de ser titular.
Mea culpa
Uma das explicações de Daniel Carvalho para o fato de estar fora é a forte concorrência do setor. O jogador admitiu que deve no quesito marcação. Porém, mais uma vez, o jogador entende que, para corrigir o problema, só mesmo jogando.
- Dorival Júnior exige de mim bastante na marcação, e sei que tenho essa dificuldade. Os meias que temos no Atlético-MG, Renan, Giovanni, Bernard, são jogadores mais marcadores que eu. De repente, eles levam vantagem em cima de mim, porque são jogadores que atacam e defendem mais. Mas acho que consigo superar essa dificuldade com ritmo de jogo.
 

Dirigente do Atlético de Madri diz que Fla o procurou por causa de Forlán

Jesus Garcia Pitarch, manager do clube espanhol, confirma informação em entrevista a rádio do Rio. Patrícia Amorim e Luxemburgo negam interesse

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Embora tenha procurado não se aprofundar no assunto, o manager do Atlético de Madri, Jesus Garcia Pitarch, disse nesta terça-feira que foi procurado pelo Flamengo. O assunto seria a transferência do meia uruguaio Diego Forlán. Pitarch procurou fugir às perguntas feitas a ele na entrevista que concedeu à Rádio Tupi do Rio de Janeiro. Mas, segundo ele, o clube rubro-negro já começou a agir para tentar a contratação do melhor jogador da Copa do Mundo de 2010.
Ao ser perguntado se há alguma chance de Forlán ser liberado pelo Atlético, Pitarch disse o seguinte:
- Ainda não falamos (sobre o assunto), mas a partir de segunda-feira, quando o Campeonato Espanhol estiver terminado, pode ser.
Em relação ao interesse de o jogador deixar o clube por causa de divergências com o técnico Quique Sánchez Flores, o manager afirmou que essa resposta só Forlán pode dar.
- Você tem quem falar com o jogador, não com o clube. Ele tem contrato e se quer sair é problema do jogador.
Finalmente, confirmou o contato do Flamengo, mas empurrou o assunto para outro setor do clube espanhol:
- Não posso falar com você sobre mais nenhuma informação. Tem de falar com departamento de imprensa.
Na semana passada, a presidente Patrícia Amorim e o técnico Vanderlei Luxemburgo negaram o interesse no uruguaio. Fabiano Farah, representante de Forlán no Brasil, disse que não foi procurado por ninguém ligado ao Flamengo desde o fim do ano passado, época em que o nome do jogador também foi comentado na Gávea.

Hora do adeus…

 

A mais preciosa jóia garimpada pelo Sport nos últimos anos está de malas prontas para deixar a Ilha. Europa? Oriente Médio? Ásia? Nada disso. O voo vai ser curto, conexão Recife-Rio de Janeiro, Ilha do Retiro-Laranjeiras – esse o destino do atacante Ciro.
Nem mesmo o mau momento na carreira foi capaz de desvalorizar o jovem jogador de 22 anos. Na atual temporada, Ciro amargou a reserva no Sport e balançou as redes apenas em duas oportunidades.
O Sport está vendendo os direitos federativos do atleta a um grupo de investidores por R$ 4 milhões (já com os descontos que cabem ao empresário do atacante) e terá a prerrogativa de escolher onde Ciro irá atuar. Fluminense, Cruzeiro e Internacional compõem o concurso por Ciro , mas a nova casa do jogador deve ser mesmo o Flu, já que o Sport tem interesse no empréstimo dos meias William e Tartá e do atacante Rodriguinho.
Em três anos como profissional, Ciro vestiu a camisa rubro-negra em 132 oportunidades marcando 52 vezes. O atacante também tem passagens pela seleção sub-20, onde foi vice-campeão mundial em 2009, e ano passado ficou na terceira posição do Prêmio Friedenreich, com 31 gols assinalados, atrás de Jônas e Neymar, com 42 .

Ciro