domingo, 18 de setembro de 2011

brasileirão série b 2011

CLASSIFICAÇÃOPJVEDGPGCSG%
1
Portuguesa
49
24
14
7
3
50
23
27
68.1
2
Náutico
44
24
12
8
4
30
22
8
61.1
3
Ponte Preta
43
24
12
7
5
41
27
14
59.7
4
Americana
41
24
12
5
7
30
28
2
56.9
5
Sport
40
24
11
7
6
40
29
11
55.6
6
Bragantino
39
24
12
3
9
42
36
6
54.2
7
Vitória
36
24
10
6
8
34
26
8
50
8
Boa Esporte
35
24
10
5
9
26
22
4
48.6
9
Criciúma
34
24
9
7
8
25
27
-2
47.2
10
ABC
33
24
7
12
5
31
31
0
45.8
11
Paraná
32
24
9
5
10
30
28
2
44.4
12
Barueri
32
24
9
5
10
31
32
-1
44.4
13
ASA
32
24
9
5
10
31
38
-7
44.4
14
Goiás
30
24
9
3
12
34
38
-4
41.7
15
Icasa
28
24
6
10
8
33
34
-1
38.9
16
Guarani
27
24
7
6
11
29
33
-4
37.5
17
São Caetano
25
24
5
10
9
30
38
-8
34.7
18
Vila Nova
24
24
6
6
12
21
29
-8
33.3
19
Salgueiro-PE
22
24
6
4
14
25
40
-15
30.6
20
Duque de Caxias
10
24
1
7
16
19
51
-32
13.9
  • Ter 20/09/2011 - 20h30 Frasqueirão
    ABC
    VIL
  • Ter 20/09/2011 - 20h30 Décio Vitta
    AME
    GUA
  • Sex 23/09/2011 - 20h30 Durival de Britto
    PAR
    NAU
  • Sex 23/09/2011 - 20h30 Serra Dourada
    GOI
    SAL
  • Sex 23/09/2011 - 20h30 Melão
    BOA
    CRI
  • Sab 24/09/2011 - 16h20 Ilha do Retiro
    SPT
    VIT
  • Sab 24/09/2011 - 16h20 Moisés Lucarelli
    PON
    DUQ
  • Sab 24/09/2011 - 16h20 Nabi Abi Chedid
    BRG
    POR
  • Sab 24/09/2011 - 16h20 Anacleto Campanella
    SCA
    ICA
  • Sab 24/09/2011 - 16h20 Municipal Arapiraca
    ASA
    BAR
Série ASérie C
P pontosJ jogosV vitóriasE empatesD derrotasGP gols próGC gols contraSG saldo de gols(%) aproveitamento
De virada, Santos confirma evolução e derruba o Corinthians da liderança
Com grande atuação no segundo tempo, Peixe faz 3 a 1 no Pacaembu e volta a sonhar com o título. Torcida do Timão pede a demissão de Tite
 
A CRÔNICA
por Carlos Augusto Ferrari e Wagner Eufrosino
A acirrada disputa pelo título do Brasileirão promete ganhar ainda mais ingredientes de emoção nas últimas 14 rodadas. Em um clássico que confrontou determinação e talento, o Santos venceu o Corinthians por 3 a 1, de virada, no Pacaembu, e colocou fogo no campeonato. Liedson abriu o placar, e Henrique, o artilheiro Borges - que agora tem 17 gols - e Alan Kardec fizeram para o clube do litoral. Os torcedores corintianos cobraram raça nos minutos finais do jogo e depois pediram a demissão do técnico Tite.

O campeão paulista e da Libertadores confirma a sua recuperação na tabela e vê renascer a esperança de levar para a Vila Belmiro seu terceiro troféu em 2011. Soma 32 pontos e tem dois jogos a menos do que a maioria dos concorrentes - ainda enfrenta o Grêmio, no Olímpico, e o Botafogo, em casa. Antes disso, na quarta-feira, visita o lanterna América-MG, às 20h30m, em Uberlândia.
O resultado negativo derruba o Corinthians da primeira colocação depois de 17 rodadas consecutivas. Está para o terceiro lugar, com 43 pontos, um a menos do que o São Paulo - seu próximo adversário, às 21h50m de quarta-feira, no Morumbi - e dois atrás do Vasco, o novo líder.
O placar põe fim a outra série: o Corinthians vinha de uma invencibilidade de 17 clássicos no Pacaembu - o último revés havia sido em 2006, quando perdeu por 3 a 0 para o mesmo Santos. Esta foi primeira vitória da geração Neymar sobre o Timão no mais tradicional estádio paulistano.
Nos acréscimos da partida, houve um susto. O meia Alex desmaiou ao bater a cabeça no joelho esquerdo de Danilo, do Santos, e precisou ser retirado do gramado por uma ambulância.
borges comemora, Corinthians x Santos (Foto: Marcos Ribolli/Globoesporte.com)Artilheiro com 17 gols, Borges comemora ao lado de Ibson (Foto: Marcos Ribolli/Globoesporte.com)
Iguais nas chances e nos gols

O placar de 1 a 1 foi pouco pelo que fizeram Corinthians e Santos nos primeiros 45 minutos. Se Muricy Ramalho apostou no talento refinado da estrela Neymar para carregar o Peixe no campo inimigo, Tite fez valer o empenho tático e a garra de seus jogadores para o Timão responder com um futebol menos vistoso, mas de muita eficiência.
O início de jogo foi dos visitantes. Com apenas 50 segundos, Neymar já havia criado a primeira grande chance, que Chicão salvou em finalização de Ibson. O Santos só não contava com o dia ruim de seu jogador mais experiente: Léo. Mal na marcação, o lateral se transformou na arma de que o Corinthians precisava para responder. Aos 12, após boa jogada de Emerson e Alessandro, que apareceu como homem surpresa no lado esquerdo do ataque, Liedson aproveitou cruzamento que o lateral santista não conseguiu afastar e marcou o 20º gol dele na temporada.
A tarde serviu também para Julio Cesar ganhar moral em sua eterna luta pela confiança da torcida corintiana. Não fosse por ótima defesa dele no canto esquerdo, Edu Dracena teria empatado de cabeça logo no reinício do jogo. Dois minutos depois, o camisa 1 voltou a aparecer ao parar o grandalhão Alan Kardec, também pelo alto.
O Corinthians passou a controlar o jogo quando corrigiu a marcação. Alex se transformou em um volante pela esquerda para segurar as descidas de Danilo, enquanto Emerson fechou o meio para impedir a saída rápida dos volantes santistas. Pouco abastecido, Neymar sumiu, e o Timão quase ampliou. Liedson carimbou o travessão em lindo chute com efeito de fora da área, e Willian parou em Rafael, no ângulo esquerdo.
No momento em que era melhor, o Corinthians voltou a cometer os erros defensivos que atormentam Tite nas últimas rodadas e permitiu o empate. Neymar bateu escanteio, a bola passou por toda a defesa e sobrou para o volante Henrique, livre, bater rasteiro, sem chances para Julio Cesar.
Emerson sheik, Corinthians, Santos (Foto: Marcos Ribolli/Globoesporte.com)Emerson briga com a marcação no Pacaembu (Foto: Marcos Ribolli/Globoesporte.com)
Peixe vira, e crise volta a rondar o Timão
O Santos voltou melhor para o segundo tempo. A velocidade imposta pelo setor ofensivo abriu a defesa do Corinthians, mas encontrou Julio Cesar. Assim como na etapa inicial, o goleiro fez duas grandes defesas em chutes de Alan Kardec e Neymar. A cota de milagres, porém, acabou aos oito minutos. Após cruzamento da direita, o artilheiro Borges se antecipou a Leandro Castán e virou o jogo. O Peixe ainda poderia ter feito o terceiro pouco depois quando Alan Kardec chutou para fora em lance sem marcação na área.
A pressão que a torcida do Corinthians esperava não aconteceu. Muricy usou toda a sua especialidade em montar bons sistemas defensivos para trancar o Santos e impedir muitos sustos. O Timão só ganhou fôlego aos 21, quando Henrique foi expulso. Não conseguiu encurralar o adversário, mas passou a dominar o jogo.
Alex, em cobrança de falta muito perigosa, e Liedson, cabeceando na pequena área, tiveram boas oportunidades para empatar. O golpe fatal veio aos 35, exatamente nos espaços dados pela ofensividade corintiana. Alan Kardec disparou pela direita e cruzou rasteiro. A bola desviou em Chicão e entrou. Felipe Anderson poderia ter transformado a vitória em goleada se não tivesse errado um toque de cobertura de frente para o goleiro rival.

No fim, a paciência da torcida corintiana acabou. Os gritos de incentivo deram lugar a cânticos de ameaça aos jogadores, pedidos de raça e demissão do técnico Tite. O clima ficará quente até, pelo menos, o clássico contra o São Paulo. Do lado santista, em meio aos gritos de “olé”, torcedores entraram em confronto com policiais. Alguns ficaram feridos e precisaram de atendimento médico. O Pacaembu teve público de 34.308 pagantes, com renda de R$ 1.178.406.
 
Bota sai na frente com debochado Abreu, mas Jael salva Fla da derrota
Alvinegro domina grande parte do clássico, mas para em Felipe e fica a quatro pontos do líder Vasco. Rubro-Negro não vence há nove rodadas
 
A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM
O Botafogo saiu na frente, com direito a deboche de Loco Abreu, dominou no primeiro tempo e deu a impressão que colaria no líder Vasco. Porém, a troca de Deivid por Jael no intervalo funcionou, e o Flamengo arrancou um empate por 1 a 1 no clássico deste domingo, no Engenhão. É a terceira vez que as duas equipes terminam iguais este ano, a segunda nesta edição de Campeonato Brasileiro.
Mesmo assim, o time rubro-negro não tem por que comemorar. Acumula nove partidas sem vitória no Brasileirão - a sua pior série na história dos pontos corridos - e continua em sexto, fora da zona de classificação à Libertadores, com 37 pontos. A atuação, mais uma vez, ficou abaixo do esperado. Felipe terminou como principal jogador da equipe e evitou a quinta derrota consecutiva. Ele fez seis defesas difíceis.

O Alvinegro tem 41 pontos e termina a 24ª rodada na quarta colocação, a quatro pontos do líder Vasco, mas com um jogo a menos. O resultado é para ser lamentado pelos alvinegros: foram superiores durante grande parte dos 90 minutos e saíram na frente com uma cabeçada de Abreu, que imitou a comemoração que ficou famosa com Ronaldinho, cruzando os braços e parando na esquina.
- A cada jogo faço uma comemoração especial - disse.
Porém, mesmo superior, o Botafogo sofreu o castigo em um cochilo da zaga. Foi o tempo que Jael precisou para driblar dois zagueiros e igualar. O empate serviu apenas para o Flamengo manter tabus sobre o rival. O time não perde para o rival há 18 jogos no Brasileiro - desde 2000 - e nunca foi derrotado por ele no Engenhão.
Na próxima rodada, o Botafogo viaja a Porto Alegre para duelar com o Grêmio. O jogo será na quinta-feira, às 20h30m. O Flamengo por sua vez visita o Atlético-MG, quarta-feira, em Sete Lagoas-MG.
Maicosuel e Loco Abreu comemoram, Botafogo x Flamengo (Foto: Satiro Sodré/AGIF)Maicosuel pula sobre Loco Abreu, que para na esquina na comemoração (Foto: Satiro Sodré/AGIF)
Avalanche alvinegra no primeiro tempo, e Abreu 'para na esquina'
Os dois goleiros tiveram que trabalhar antes dos cinco minutos. Primeiro, Jefferson espalmou chute de Thiago Neves. Na sobra, Ronaldinho disputou com Renato e pediu pênalti. Péricles Bassols acertadamente deixou a partida seguir. No contragolpe, Alex Silva cometeu falta em Herrera. Felipe Menezes cobrou, Felipe saltou e colocou para fora. Era apenas o esboço do predomínio alvinegro.
Aos poucos, o Botafogo passou a controlar a partida. Mesmo sentindo a falta de Elkeson, suspenso, o time de Caio Júnior martelou e quase abriu o placar em uma linda tentativa de Herrera, que deu uma bicicleta de fora da área e obrigou Felipe a se esticar e colocar para escanteio. O goleiro voltou a entrar em ação após a cobrança, em chute forte de Maicosuel.
O Flamengo levava desvantagem por baixo e por cima. Em um cruzamento rasteiro de Cortês, Welinton foi cortar, bateu de tornozelo e por muito pouco não colocou a bola na própria rede. Até os 25 minutos, foram 15 passes errados do time rubro-negro e nove do alvinegro. Até Ronaldinho entrou na ciranda dos erros. O previsível aconteceu aos 26. Lucas foi à linha de fundo, cruzou alto, e Loco Abreu ganhou facilmente de Alex Silva, que sequer saiu do chão. Cabeceou por cima de Felipe e comemorou com uma paródia de “parado na esquina”.
Aos trancos e barrancos, o Fla tentou acordar. Mas as melhores chances foram em dois chutes de Thiago Neves por cima da baliza e uma tentativa frustrada de bicicleta de Deivid. A marcação frouxa, sem firmeza do adversário favoreceu o jogo rápido do Botafogo. Em um destes ataques, Herrera evitou Alex Silva com facilidade, bateu forte, e Felipe defendeu com um soco. A desvantagem mínima ao final do primeiro tempo merecia celebração dos rubro-negros, tamanha a superioridade alvinegra.
Ronaldinho, Flamengo x Botafogo (Foto: Nina Lima/Vipcomm)Ronaldinho, em atuação abaixo da média, encara a marcação de Renato (Foto: Nina Lima/Vipcomm)
Jael salva o Fla
Vanderlei Luxemburgo repetiu a substituição dos últimos jogos e trocou Deivid por Jael no intervalo. Deu certo. Aos quatro minutos, o atacante recebeu de Léo Moura na meia-lua, deu um drible lindo em Antônio Carlos e bateu no ângulo direito para empatar.
O lance isolado acordou o Flamengo, que passou a incomodar sobretudo pelo lado direito, com Léo Moura e Thiago Neves. A chance da virada foi de Ronaldinho. Ele matou no peito, finalizou, e Jefferson defendeu com dificuldade. Diferentemente da etapa inicial, o time rubro-negro agrediu mais e equilibrou a partida.
Sumido em campo até então, Felipe Menezes participou de boa chance. Primeiro, bateu rasteiro e fez Felipe dar rebote. Em seguida, construiu boa jogada com Cortês e Abreu, que, livre na marca do pênalti, finalizou por cima. O Flamengo também teve chance parecida, aos 24. Após cobrança de falta lateral, a bola sobrou livre para Renato na área. Ele se ajeitou, chutou forte, e Jefferson fez defesa impressionante, sem espalmar.
O ritmo das duas equipes diminuiu e apenas aos 39 houve outra chance de perigo. Fábio Ferreira cabeceou no canto esquerdo, mas Felipe impediu o gol. No fim, a igualdade que não ajudou ninguém persistiu, e os times saíram de campo vaiados pelos pouco mais de 20 mil torcedores que pagaram ingresso no Engenhão.
 
Bahia vence, coloca freio na boa sequência do Flu e sai do Z-4: 3 a 0
Souza marca duas vezes e ajuda no triunfo baiano em Pituaçu. Pelo lado carioca, Gum faz gol contra, pênalti e leva cartão vermelho
 
 
A CRÔNICA
por Edgard Maciel de Sá e Eric Luís Carvalho
Com uma atuação segura, o Bahia venceu o Fluminense por 3 a 0 neste domingo, no Pituaçu, e conseguiu sair da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Também freou a arrancada dos cariocas, que vinham de quatro vitórias em sequência. Souza, duas vezes, e Gum (contra) fizeram os gols. O zagueiro do Flu teve uma tarde especialmente infeliz: além do gol contra, cometeu um pênalti e foi expulso.
O Bahia pulou para o 16º lugar, com 27 pontos, e empurrou o Atlético-MG para o Z-4. O Fluminense está na quinta posição, com 37, e depende de um tropeço do Inter diante do Coritiba (ainda neste domingo) para continuar na zona de classificação para a Libertadores. Os dois times voltam a campo às 20h30m da próxima quarta-feira, ambos como mandante: os baianos enfrentam o Atlético-PR, e os cariocas pegam o Avaí.
Souza coloca o Bahia em vantagem
Quando a bola rolou em Pituaçu, nem parecia que o Fluminense vinha de quatro vitórias seguidas e o Bahia ocupava a zona de rebaixamento. Logo nos primeiros minutos, a equipe da casa perdeu duas boas chances - primeiro com Souza, em belo chute de fora da área que Diego Cavalieri mandou para escanteio, e depois com Titi, que cabeceou para fora quase na pequena área tricolor.
Acuado em seu campo de defesa, o Fluminense era facilmente dominado. Tanto que a sua primeira boa jogada só saiu aos 17 minutos. Fred avançou pela esquerda e cruzou para Ciro, que quase desviou antes da chegada do goleiro Marcelo Lomba. De tanto atacar pelo lado esquerdo, o Bahia abriu o placar. Em um erro de cobertura da defesa tricolor, Carlinhos ficou no mano a mano com dois adversários. Marcos driblou o lateral e soltou a bomba. Diego Cavalieri conseguiu defender, mas a bola sobrou no pé de Souza, que só teve o trabalho de empurrar para a rede.
O gol animou a torcida baiana e acordou o Fluminense, que passou a jogar. Mas faltava organização ao time do técnico Abel Braga. As únicas chances cariocas nasceram em jogadas de bola parada. Em uma delas, os tricolores pediram pênalti no zagueiro Gum, que o árbitro Héber Roberto Lopes não marcou. Capitães, Fred e Titi se estranhavam a cada ataque do time das Laranjeiras. De tanto reclamar das pancadas que levou do zagueiro, o atacante do Flu recebeu cartão amarelo.
Souza comemora gol do Bahia sobre o Fluminense (Foto: Felipe Oliveira/Agência Estado)Souza comemora: atacante marcou duas vezes, uma delas de pênalti (Foto: Felipe Oliveira/Agência Estado)
Gum dá uma ajuda ao time baiano
O Bahia voltou para o segundo tempo sem o meia Carlos Alberto, que se machucou e deu lugar a Lulinha. Insatisfeito com o rendimento do seu time, o técnico Abel Braga retornou com duas mudanças: Martinuccio no lugar de Ciro e Fernando Bob na vaga de Rodrigo. O Fluminense até deu impressão que iria melhorar no jogo, mas Gum jogou uma ducha de água fria no ânimo do time. Aos 12 minutos, Marcos foi até a linha de fundo e cruzou forte para dentro da área. O zagueiro deu um carrinho e jogou a bola para dentro do próprio gol: 2 a 0.
No prejuízo, o Fluminense se lançou ao ataque para tentar a reação e criou boas oportunidades. Fred teve duas chances, mas não conseguiu colocar a bola para dentro. Tranquilo com a vantagem, o Bahia se fechou na tentativa de encaixar os contra-ataques. Em um deles, Lulinha tentou o drible em cima de Gum e foi derrubado dentro da área. O árbitro marcou o pênalti e ainda expulsou o defensor do Flu, que já tinha um amarelo. Na cobrança, Souza bateu forte no canto direito de Diego Cavalieri e colocou o 3 a 0 no placar.

O Flu ainda tentou até o fim diminuir o prejuízo, mas esbarrou na sua má pontaria e na forte marcação do Bahia, que tocou a bola para fazer o tempo correr. A partida teve muitos lances ríspidos, como uma entrada de Edinho em Lulinha que deixou marcas na perna do meia.
Coritiba segura o Inter e impede entrada vermelha no G-5: 1 a 1
Colorado manda duas na trave, perde pênalti e desperdiça chance de entrar na zona da Libertadores. Coxa mantém objetivo continental
 
 
A CRÔNICA
por Alexandre Alliatti
Leandro Damião, internacional x Coritiba (Foto: Lucas Uebel/Vipcomm)Damião sofre pênalti e tem bola na trave, mas vê
Inter empatar (Foto: Lucas Uebel/Vipcomm)
Jogar às 18h permitiu que Inter e Coritiba fossem a campo com o roteiro da tabela do Brasileirão guardado dentro das chuteiras. Novos tropeços de concorrentes diretos permitiam que os gaúchos entrassem na zona da Libertadores e que os paranaenses se aproximassem um pouco mais dela. Resultado: nem uma coisa, nem outra. O empate por 1 a 1 no Beira-Rio ficou no meio-termo entre a esperança e a decepção para as duas equipes.
O resultado doeu mais no Inter, que largou na frente, com Oscar, desperdiçou um pênalti, com Kleber, e mandou duas bolas na trave. Leandro Damião, mesmo sem gol, voltou a ser a principal figura vermelha na partida. Emerson, de cabeça, marcou para os visitantes.
O resultado manteve o Inter na sétima colocação, com 36 pontos, agora a apenas um do G-5. O Coritiba, com 33, é o nono. Na quarta-feira, os colorados visitam o Figueirense, e os alviverdes recebem o Cruzeiro.

Quando não faz, dá o passe
Tinha torcedor entrando no Beira-Rio, tinha torcedor se acomodando na arquibancada, tinha torcedor comprando pipoca no pátio do Beira-Rio quando o Inter, com a precocidade de quem quer mergulhar na zona da Libertadores de uma vez por todas, abriu o placar contra o Coritiba. Era o segundo minuto de jogo. E coube aquele velho raciocínio da torcida vermelha: se tem gol, tem Leandro Damião – mesmo que não seja necessariamente marcando.
Desta vez, o habitual goleador deu o passe, e o costumeiro passador fez o gol. O primeiro grande ato do jogo foi Damião pegar a bola pela ponta direita, encarar o marcador e encaixar o cruzamento – feito um criador. Foi Oscar quem apareceu feito um centroavante (feito um Damião) para completar. O jogo era um recém-nascido, e os gaúchos já estavam na frente.
A notícia não podia ser melhor para o time da casa. Mas o Coritiba não aceitou papel passivo na partida. Os minutos seguintes foram de leve domínio alviverde, embora sem chances claras.
Os episódios do primeiro tempo envolvendo Damião foram muito além do gol. Muito. Ele esparramou pelo gramado do Beira-Rio o repertório de ações que um centroavante pode ter. Fez gol, de cabeça, mas o lance foi anulado – por impedimento de Dellatorre. Acabou sendo engraçado: com todos no Beira-Rio cientes de que não havia valido, Damião comemorou, fez dança, mandou beijo, cumprimentou os colegas. Levou uns 15 segundos para perceber que o gol havia virado impedimento.
O goleador teria duas outras chances. Na primeira, aconteceu uma raridade: ele dominou livre na área, olhos nos olhos com o goleiro Vanderlei, encaixou o corpo, mandou o chute e... perdeu. Na segunda, em cruzamento de Dellatorre, Damião desviou a bola para a trave.
O Coritiba jamais foi abafado pelo Inter. Também jamais abafou, é bem verdade, mas criou suas chances. Bill, aproveitando cruzamento da direita, forçou Muriel a praticar boa defesa. Tcheco e Rafinha estiveram bem controlados pelo meio. Os laterais foram tímidos. Por isso, o Coxa mais trabalhou a bola do que chegou com profundidade. Foi pouco incisivo.
Repeteco às avessas
A largada do segundo tempo foi um repeteco às avessas do que aconteceu na primeira etapa. Teve gol muito cedo, mas para o outro lado. Marcos Aurélio bateu falta para Emerson subir bem, desviar de cabeça e empatar o jogo no Beira-Rio.
A chuva que passou a cair no estádio aumentou o volume d’água do balde gelado que despencou na cabeça dos colorados. O Inter sentiu o golpe, ficou perdido por alguns minutos, demorou a voltar para o jogo. Dorival Júnior resolveu redesenhar o time: colocou Ilsinho no lugar de Dellatorre.
Não por acaso, o Inter cresceu. E jogou fora a chance de pular novamente na frente. Leandro Damião trombou com a zaga após balão de Guiñazu e foi derrubado por Vanderlei. Pênalti. Kleber bateu, e o goleiro do Coxa voou no canto para defender.
O Inter seguiu no caminho ofensivo. E quase fez mais um, novamente com Oscar, de cabeça - foi a segunda bola na trave. A entrada de Jô na vaga de Andrezinho foi a última tentativa de Dorival por uma vitória. Mas o Coritiba, fixo na defesa, teve solidez para manter o placar.
Em jogo de três expulsões, Avaí e Verdão maltratam a bola e empatam
Dois times pecam pela falta de qualidade e não merecem nada melhor do que o 1 a 1 registrado na tarde deste domingo, no estádio da Ressacada
 
 
A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM
Qualidade. Foi o que faltou a Avaí e Palmeiras na tarde deste domingo. O empate por 1 a 1 reflete a dificuldade das duas equipes de subirem na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro. O time catarinense, que desde os 23 minutos de partida atuou com mais jogadores do que o adversário, mostrou que terá muita dificuldade para fugir da zona do rebaixamento. Já o paulista, que perdeu nova chance de se aproximar do grupo da Taça Libertadores, segue em oitavo na tabela e sem ganhar no segundo turno da competição.
Rivaldo e Gerley foram expulsos no Palmeiras, deixando o time com dois jogadores a menos durante 15 minutos. A situação ficou um pouco menos desfavorável quando Rafael Coelho recebeu cartão vermelho quatro minutos após substituir Batista, autor do gol dos donos da casa. Chico marcou para os visitantes.
As duas equipes voltarão a campo no meio da próxima semana. O Avaí irá ao Rio de Janeiro para enfrentar o Fluminense na quarta-feira, no Engenhão. Já o Palmeiras tentará fazer as pazes com a vitória no duelo com o Ceará, marcado para quinta-feira, no Canindé.
Empate justo no primeiro tempo
Mesmo com a situação dramática na tabela de classificação, o técnico Toninho Cecílio escalou o Avaí com apenas um atacante, William. No Palmeiras, sem Cicinho, machucado, Felipão improvisou Márcio Araújo no setor, deu uma chance a Chico no meio-campo e manteve os três homens mais ofensivos (Luan, Kleber e Fernandão).
Mal a bola havia rolado na Ressacada, o Avaí abriu o marcador. Batista desceu pela esquerda e bateu cruzado. A bola desviou em Henrique e encobriu Marcos, que só pôde olhar: 1 a 0. O Palmeiras não esboçou reação, muito pela falta de criatividade da equipe. Kleber, bem vigiado, pouco produzia, assim como Fernandão.
Fernandão, Avaí x Palmeiras (Foto: Antônio Carlos Mafalda/Agência Estado)Fernandão foi sacrificado com a expulsão de Rivaldo (Foto:Antônio Carlos Mafalda/Agência Estado)
O que já estava difícil ficou ainda mais complicado aos 23, quando Rivaldo - que já tinha cartão amarelo - foi expulso por Evandro Roman por fazer falta em Cleverson. Para recompor a marcação, Felipão substituiu Fernandão por Gerley. Como já virou rotina, o time passou a depender da bola parada de Marcos Assunção para levar perigo.
Evandro Roman, que havia acertado na expulsão de Rivaldo, errou ao não aplicar o mesmo critério com Pedro Ken, que já tinha cartão amarelo e fez falta feia em Luan. Na cobrança, Marcos Assunção, sempre ele, colocou na cabeça de Chico, que desviou no canto esquerdo de Felipe: 1 a 1 justo no marcador, já que o Avaí, após ficar com um homem a mais em campo, não criou absolutamente mais nada.
Duas expulsões e raros momentos de emoção no segundo tempo
Quando a partida reiniciou no segundo tempo, as coisas novamente se complicaram para o Verdão, que teve mais um expulso: Gerley, por falta violenta no zagueiro Dirceu. Com nove homens em campo, Felipão deslocou Luan para fazer a lateral esquerda e passou a se preocupar claramente em não tomar gol. Só que o Avaí, por sua vez, além de seguir omisso no ataque, passou a cometer inúmeras faltas na intermediária, o que permitia os cruzamentos perigosos de Marcos Assunção.
Aos 16, foi a vez de o time da casa perder um atleta: Rafael Coelho, que havia acabado de entrar para dar mais força ofensiva, recebeu cartão vermelho por acertar Kleber por trás. Com dez, os catarinenses finalmente levaram perigo ao gol defendido por Marcos: William, em dois lances, foi travado pela defesa palmeirense na hora do chute quando se aprontava para concluir ao gol defendido por Marcos. Aos 33, na melhor oportunidade, Cleverson invadiu a área e, cara a cara com o goleiro rival, tentou bater por cobertura, mas não teve qualidade para tanto.
O Palmeiras, que até então não havia levado perigo, chegou em cobrança de escanteio de Marcos Assunção, que exigiu grande defesa de Felipe. Foi o último momento de emoção de uma partida que se arrastou até o final e não mereceu ter um vencedor.
Disposição e correria não valem gol, e Cruzeiro e América-MG ficam no zero
Times tentam mais na base da vontade do que dá técnica, se equivalem e ficam no justo empate em clássico realizado na Arena do Jacaré
 
 
A CRÔNICA
por Leonardo Simonini
Cruzeiro e América-MG correram muito, mas a bola de nenhum dos times alcançou o fundo das redes de Fábio e Neneca. O empate por 0 a 0 acabou sendo justo pelo que as equipes criaram em campo - o que foi péssimo para os dois lados. A Raposa permanece no 14º lugar, com 29 pontos, enquanto o Coelho chega aos 19 e continua em último lugar no Brasileirão. O público na Arena do Jacaré foi de 7.892 pagantes, com renda de R$ 128.905,00.
Montillo, com muita força e raça, foi o autor das melhores chances do Cruzeiro, mas sem um bom ponto de referência dentro da área, criou boas jogadas em vão. O conjunto do Coelho se mostrou consistente, mas a pontaria de André Dias não estava calibrada na hora de finalizar. Nas arquibancadas, a torcida celeste presente em maior número, vaiou o time e xingou o presidente Zezé Perrella. O único poupado foi o meia argentino, mais uma vez aplaudido.
Na próxima quarta-feira, os dois times voltam a campo no mesmo horário, às 20h30m (de Brasília). A Raposa vai ao Paraná, enfrentar o Coritiba no Estádio Couto Pereira. Já o Coelho recebe o Santos, no Parque do Sabiá, em Uberlândia.
Equilíbrio em estilos diferentes
O vento frio na noite deste domingo, aliado às campanhas ruins de Cruzeiro e América-MG neste Brasileirão, poderiam ser o prenúncio de uma partida gelada na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. Mas, dentro de campo, os jogadores estavam a fim de espantar a baixa temperatura com muita correria e disposição.
E quem demonstrava mais disposição no início da partida era o América-MG, que bem armado no 3-5-2, avançava a marcação no campo de ataque e também se aproveitava de descuidos na saída de bola do time adversário A Raposa demonstrava desatenção e apatia, e em cruzamentos laterais e escanteios, o goleiro Fábio era exigido. O veterano Irênio, aposta de Givanildo Oliveira para a partida, cadenciava bem o jogo pelo lado americano.
Mas aos poucos, a Raposa passou a chegar mais ao ataque, principalmente com a dupla de gringos Montillo e Ortigoza, que infernizava o zagueiro Otávio pela direita de ataque do time azul. Mesmo tentando jogadas com o atacante, o camisa 10 celeste não desempenhava o mesmo papel de jogos anteriores, graças à marcação individual exercida pelo volante Dudu. Por onde o meia se movimentava, o camisa 5 do Coelho acompanhava e chegava firme na marcação. Com Montillo bem marcado, cabia a Roger criar as jogadas de ataque, mas com pouca inspiração, a bola não chegava até Bobô, mais fixo dentro da área.
Como o ímpeto inicial não surtiu efeito, o Coelho resolveu apostar nos contragolpes, e num deles, aos 25 minutos, até que chegou ao gol, que acabou anulado corretamente por impedimento. Como homem surpresa, o zagueiro Otávio invadiu a área em velocidade, e num chute que se transformou em cruzamento, deixou André Dias à vontade para mandar para a rede, mas o camisa 9 estava adiantado.
Depois do susto, o Cruzeiro melhorou no jogo. Apesar de bem marcado, Montillo dava trabalho, e num lance com Ortigoza, ele conseguiu cruzar para Bobô, que mandou para fora. A esta altura, o carrapato Dudu havia dado lugar a Leandro Ferreira, por ter sentido uma lesão, e coincidência ou não, foi logo em seguida que veio a melhor chance do jogo. Montillo, o craque da equipe, escapou pela direita, levantou a cabeça dentro da área e rolou para trás. Bobô, de frente para Neneca, pegou muito mal na bola e mandou para fora. Foi o último lance de um primeiro tempo movimentado e equilibrado.
Mudanças no segundo tempo
O gol perdido por Bobô, custou caro ao camisa 9. Na volta do intervalo, o jogador deu lugar a Keirrison, que teria a missão de melhorar o poder ofensivo da equipe. Nos primeiros minutos a alteração se mostrou pouco eficiente, já que o atacante saia da área para buscar o jogo, mas não mostrava qualidade.
O Coelho, por sua vez, voltou com a mesma disposição dos minutos iniciais do primeiro tempo e apertava o Cruzeiro em seu campo de defesa. Antes dos dez minutos foi feita uma verdadeira blitz na área de Fábio, com a bola viajando da esquerda para a direita. O Coelho ficava mais tempo no ataque, mas não conseguia finalizar na meta rival.
Sem gols, os treinadores começaram a trabalhar com o que tinham no banco de reservas. Ávila fez a segunda alteração ao tirar o cansado Diego Renan para a entrada do jovem Gil Bahia. Como resposta, Givanildo sacou Irênio, que não mantinha o mesmo ritmo, para a entrada de Rodriguinho.
E logo depois o Coelho teve ótima chance. Marcos Rocha fez jogada pela direita e cruzou. André Dias chegou com muita velocidade, e na dividida com Naldo mandou para fora, por muito pouco.
O lance de perigo fez o jogo ganhar em emoção, e Kempes perdeu uma chance para o Coelho, enquanto Neneca evitou gol certo de Charles. Apesar da falta de qualidade, o jogo era muito corrido e disputado, já que a torcida do Cruzeiro, presente em maior número, exigia postura mais ofensiva da equipe.
Os treinadores tentaram a última cartada. Ávila colocou em campo o jovem Éber, no lugar de Ortigoza, que saiu balançando a cabeça em sinal de desaprovação. O jogador entrou bem, mas quem levava perigo mesmo era Montillo, sempre com muita raça. O jogador teve o nome gritado pela torcida, que vaiou a maioria dos jogadores e inclusive xingou o presidente Zezé Perrella.
No fim, a disposição e correria não se transformaram e gol, e os dois times amargaram um péssimo empate, pior para o Coelho, que permanece na lanterna.
Tudo igual no duelo dos Furacões: Atlético-PR e Figueira ficam no 0 a 0
Times desperdiçam boas chances e só empatam na Arena da Baixada. Pior para o Rubro-Negro, que segue na zona de rebaixamento do Brasileirão
A CRÔNICA
por Fernando Freire
Tudo igual no duelo dos Furacões. Atlético-PR e Figueirense, que têm o mesmo apelido, ficaram no empate por 0 a 0 na tarde deste domingo, na Arena da Baixada. Pior para o Rubro-Negro, que segue na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. A equipe paranaense é a 18ª colocada, com 23 pontos. Além disso, está quatro pontos atrás do Bahia, que passou pelo Fluminense e é o primeiro logo acima do Z-4. Já o Figueira chega aos 32 pontos, no 12° lugar.
O jogo até começou bom, com chances de gol dos dois lados. Porém, depois dos 15 minutos, os lances de perigo se tornaram raros e a marcação prevaleceu sobre os ataques adversários. Na etapa final, o Atlético-PR chegou a exercer forte pressão, mas o goleiro Wilson fez boas defesas e garantiu o empate sem gols na Arena.
Atlético-PR e Figueirense voltam a campo na quarta-feira. Às 20h30m (horário de Brasília), o Furacão visita o Bahia no Estádio Pituaçu. Mais tarde, às 21h50m, o Figueira recebe o Internacional, no Orlando Scarpelli.
Madson, Atlético-Pr x Figueirense (Foto: Heuler Andrey/Agência Estado)Primeiro tempo começou quente, mas esfriou depois dos 15 minutos (Foto: Heuler Andrey/Agência Estado)
Pressionado pela situação na tabela de classificação, o Atlético-PR tentou surpreender logo no início. Antes dos cinco minutos, Edílson e Cléber Santana arriscaram da entrada da área, direto para fora. O Figueirense, no meio da tabela, conteve o ímpeto rubro-negro e equilibrou a partida, que seguiu movimentada até os 15. Os mandantes voltaram a assustar com Edílson, em chute cruzado, e Renan "Foguinho", de longe, ambos sem direção. A equipe catarinense respondeu com Wellington Nem, o mais perigoso do time visitante na etapa inicial, e Edson Silva, que cabeceou com muito perigo, à esquerda do gol de Renan Rocha.
Depois disso, o jogo esfriou. Ou melhor, congelou. O Atlético-PR, no 4-3-1-2, dependia do avanço ora de Edílson, ora de Heracles. Sem um atacante de referência e com Adaílton aberto pela direita e Rodriguinho pela esquerda, faltavam tabelas ao time rubro-negro, que só ameaçava em lances de bola parada. Já o Figueirense, no 4-2-3-1, era forte na marcação, mas demorava na transição da defesa para o ataque. Com isso, Wilson e Renan Rocha viraram meros espectadores.
Pressão atleticana; nenhum gol
Para tentar mudar o panorama da partida no segundo tempo, o técnico Antônio Lopes trocou o apagado atacante Adaílton pelo meia Paulo Baier. O primeiro a assustar, porém, foi o Figueirense, que voltou do intervalo sem alterações. Wellington Nem, livre pela direita, finalizou por cima do gol adversário. O Rubro-Negro deu o troco em dose dupla. Primeiro, Paulo Baier passou por dois e chutou forte, mas Wilson agarrou. Depois, Madson bateu de fora, por cima. Com as chances desperdiçadas, Lopes promoveu mais uma mudança: tirou Rodriguinho, que saiu vaiado, e colocou Nieto. Jorginho, por outro lado, trocou Fernandes por  Rhayner. Depois, Wellington Nem deu lugar a Aloísio.
Pela necessidade da vitória e por jogar em casa, o Atlético-PR adiantou a marcação e cresceu no jogo. Aos 26, após passe de Edílson, Paulo Baier e Nieto furaram e desperdiçaram oportunidade clara de gol. Na sequência, Cléber Santana, depois do toque de cabeça de Rafael Santos, também errou. Nieto, da entrada da área, finalizou fraco e rasteiro, sem problemas para Wilson. A pressão rubro-negra cresceu aos 34 minutos, quando Baier, em cobrança de falta, e Kleberson, em chute a queima roupa, exigiram grandes defesas do goleiro adversário.
Nos últimos minutos, com os buracos deixados pela defesa rubro-negra, o Figueira assustou o goleiro Renan Rocha. Na chance mais clara, Júlio César soltou a bomba, e o goleiro atleticano espalmou. E foi só. Ruim para o Figueirense, que segue no meio da tabela. Péssimo para o Atlético-PR, que continua na zona de rebaixamento.
 

Diretor do São Paulo rebate Roth: 'Ele se ofereceu, mas nós não quisemos'

Adalberto Baptista também falou sobre o clássico contra o Corinthians

Por Marcelo Prado São Paulo
Celso Roth em coletiva no Gremio (Foto: Wesley Santos/Pressdigital)Celso Roth foi criticado pela diretoria do São Paulo
(Foto: Wesley Santos/Pressdigital)
No último domingo, Grêmio e São Paulo se enfrentaram no estádio Olímpico, em Porto Alegre, e o time da casa, com um gol do meia Doulgas, levou a melhor e venceu por 1 a 0. Após a partida, o técnico Celso Roth fez críticas ao time paulista, dizendo que o time comandado por Adilson Batista não está mostrando em campo um futebol que condiz com a sua posição na tabela de classificação.
- O São Paulo veio aqui com a soberba do São Paulo. O que aconteceu? Perdeu. Quem viu os últimos dois jogos do São Paulo? Ganhou do Figueirense mas merecia perder. Contra o Atlético-MG, uma jogada individual do Dagoberto decidiu a partida. Mas, no coletivo, o São Paulo não vem enchendo os olhos. O que eu disse foi exatamente isso, não tenho nada contra o São Paulo nem contra o colega de profissão, o Adilson, que não citei e nem vou citar – afirmou o treinador na ocasião.
Após a goleada de 4 a 0 sobre o Ceará, o diretor de futebol do clube, Adalberto Baptista, resolveu responder ao treinador gaúcho. Além de achar deselegante o comportamento ético em relação ao colega Adilson Batista, o dirigente são-paulino disse que Roth está frustrado por ter sido desprezado pelo time paulista, mesmo tendo se oferecido várias vezes.
- Não temos problema nenhum com ele. O que pode ter acontecido é que ele se ofereceu muito para trabalhar no São Paulo, mas não atende ao nosso perfil. Então não quisemos contar com ele. Se ofereceu muitas vezes recentemente, inclusive quando o Carpegiani estava no comando.
Na mesma entrevista, Adalberto falou do Corinthians, rival da próxima quarta-feira, pelo Campeonato Brasileiro.
- Ultimamente, o clássico contra o Corinthians está muito polarizado, especialmente pelo lado deles, que querem muito nos vencer. É normal que fique polarizado, assim como tem no Rio Grande do Sul, com Inter e Grêmio, em Minas, com Cruzeiro e Atlético-MG, no Rio, com Vasco e Flamengo, e agora em São Paulo, com Corinthians e São Paulo. É bom porque estamos polarizados por cima e não por baixo, perdendo título ou caindo para a segunda.

Ricardo Gomes deixa hospital e médico fala em retomada da carreira

Depois de 21 dias internado, técnico do Vasco teve alta na manhã deste domingo, 'perfeitamente lúcido e falando praticamente tudo'

Por Rafael Cavalieri Rio de Janeiro
Fabio Miranda, ROberto Dinamite, Fernando Gjorup, diretor médico do Hospital Pasteur e José Antonio Guasti (Foto: Rafael Cavalieri / Globoesporte.com)Dinamite dá coletiva ao lado da junta médica
(Foto: Rafael Cavalieri / Globoesporte.com)
A previsão dos médicos neste sábado era que Ricardo Gomes tivesse alta na terça-feira. Mas o técnico do Vasco já deixou o hospital na manhã deste domingo, 21 dias depois de ser internado devido a um acidente vascular cerebral (AVC), sofrido durante o clássico com o Flamengo, no Engenhão.
Neurocirurgião que operou Gomes, José Antônio Guasti comentou o estado atual do técnico e como está sendo sua recuperação.
- Ele está perfeitamente lúcido, recuperando toda a força motora no lado direito, mas o braço ainda se movimenta com limitações. Fala praticamente tudo, articula bem as palavras. A recuperação foi muito boa – disse Guasti.
O médico falou ainda sobre a possibilidade de Gomes voltar a trabalhar como técnico.
- Não tem um prazo. Temos que dar tempo, mas, se Deus quiser, ele vai voltar às atividades. Pela rápida recuperação, podemos ter uma surpresa em breve. Estou muito feliz com o resultado de tudo – concluiu.
Entenda o caso:
Ricardo Gomes sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) no segundo tempo do clássico entre Flamengo e Vasco, no domingo, dia 28 de agosto, no Engenhão. Foi levado inicialmente para o centro médico do estádio e, em seguida, encaminhado para o Hospital Pasteur, na Zona Norte do Rio de Janeiro, onde foi submetido a uma cirurgia que durou cerca de três horas e meia. A hemorragia no cérebro em decorrência do AVC sofrido pelo treinador foi estancada, e a circulação, restabelecida.
No ano passado, quando ainda comandava o São Paulo, Ricardo Gomes teve uma vasculite, considerada um pequeno AVC, e precisou ficar internado após o clássico contra o Palmeiras, pelo Campeonato Paulista. No entanto, o médico do Vasco Clovis Munhoz assegura que o problema não é relacionado com o enfrentado pelo treinador na outra ocasião.

Ministro do Esporte abre o jogo, fala de futebol e da organização da Copa

Em entrevista exclusiva, Orlando Silva diz que relação com cidades-sede é 'entre tapas e beijos', mas mostra otimismo quanto à realização do torneio

Por Marcelo Parreira Direto de Brasília
Orlando Silva Ministro do Esporte (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)Torcedor do Vitória, Orlando Silva fala de futebol,
mas evitar dar pitacos na Seleção de Mano
Menezes (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)
Mano Menezes é o responsável por convocar e escalar a Seleção Brasileira. O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, por coordenar as ações do comitê organizador local (COL), principalmente a fiscalização das obras nos estádios que receberão os jogos da Copa de 2014. Porém, uma pessoa é responsável por tomar conhecimento de todas as medidas que estão acontecendo no país para a realização do Mundial. Mobilidade urbana, melhoria dos aeroportos... Tudo passa pelo gabinete do ministro do Esporte, o baiano Orlando Silva, de 40 anos.
Torcedor do Vitória, o político conversou com o GLOBOESPORTE.COM com exclusividade para falar de Copa do Mundo, do andamento das obras de infraestrutura e até mesmo sobre futebol. Orlando Silva falou do desempenho do time baiano na Série B, de como acompanha o trabalho do técnico Mano Menezes à frente da Seleção Brasileira e da importância de realizar uma boa competição daqui a 998 dias.
- Sobre o Vitória? Está difícil, vamos ter que recuperar os pontos que perdemos em casa. Mas eu sou otimista: o Vitória tem elenco para estar entre os quatro. Nunca é bom mudar o técnico, mas eu creio que o Benazzi tem experiência em série B, tem um elenco bom e o Vitória tem condições ir pra A - disse o ministro, mostrando conhecimento de futebol.
Orlando Silva, que nasceu em Salvador, tem uma tarefa tão importante quanto (ou até mais) a do técnico Mano Menezes, para quem torce.
- O Mano tem o desafio de transformar individualidade numa equipe, isso não é fácil. Mas eu tenho muita confiança no trabalho do Mano, acho que ele é preparado, experiente. Espero que ele chegue até 2014 e tenha condições. Eu cuido do meu ministério, quem cuida da seleção é Mano Menezes - afirmou o político, sem querer dar pitacos na escalação do comandante.
O Mano tem o desafio de transformar individualidade numa equipe, isso não é fácil. Mas eu tenho muita confiança no trabalho dele"
Orlando Silva
Ainda sobre escalações, o ministro elogiou a seleção brasileira de basquete, recentemente classificada para as Olímpiadas de 2012, em Londres. Ao comentar a possibilidade de jogadores como Nenê e Leandrinho - que pediram dispensa do Pré-Olímpico - ficarem fora do time que disputará o torneio, Orlando Silva mostrou sua faceta política.
- O que não pode é quebrar a harmonia que foi montada na equipe, mas eu acredito que a seleção, a comissão técnica, têm que ter juntos muita maturidade. Não pode quebrar a harmonia, mas o Brasil tem que ir com potência máxima. Se o Brasil pode ter mais potência, porque ter menos potência? - questionou.
Já sobre os preparativos para 2014, o ministro diz que a relação com prefeituras e governos estaduais é "entre tapas e beijos", defende as novas regras de licitação - questionadas pelo Ministério Público - e descarta a possibilidade de descontrole nos gastos públicos para o evento. Confira os principais trechos da entrevista do ministro ao GLOBOESPORTE.COM.
Avaliação geral da preparação até agora?
ORLANDO SILVA
: Nós temos uma visão crítica e uma visão positiva. Nós não temos uma visão ufanista de que está tudo pronto, tudo certo, sabemos que tem desafios que tem que ser superados. Eu diria que os dois temas cruciais, estádios e aeroportos, são temas que entraram nos trilhos. Muitos outros temas são legado. Não são absolutamente essenciais para a Copa, mas é importante que fiquem para depois. Mesmo mobilidade urbana, que não é um tema fundamental para a Copa, é um legado. Nós queremos que a Copa do Mundo no Brasil seja marcada também por conquistas para as cidades.
Mobilidade urbana foi colocada em estado de alerta...O que eu percebo sobre este assunto, que é um assunto que é executado pelas cidades e estados, é que há uma evolução. Porque quando nós selecionamos os projetos lá atrás, os cinquenta projetos, a maiorias das cidades tinha projetos conceituais. Tinha uma ideia na cabeça, um traçado no mapa da cidade, uma indicação no plano diretor, mas não tinha um projeto executivo. Essa fase foi consumida com a elaboração de projetos, licitações, contratações e agora entrando na fase de obras. A minha perspectiva é de que devemos virar 2011 para 2012 com uma aceleração de obras, o que vai nos dar segurança de que em 2012 o Brasil será um canteiro de obras na preparação do Mundial de 2014.
Há risco de se excluir alguma obra da chamada matriz de responsabilidades?Se no próximo balanço, nós não tivermos mais segurança quanto à execução desses empreendimentos, existe o risco de excluir um ou outro projeto da matriz. Não é o nosso desejo, mas é possível.A nossa perspectiva é de que o financiamento seja mantido em qualquer hipótese, mas vai ficar claro para a sociedade que não é uma intervenção para a Copa de 2014. Essa é uma oportunidade que as cidades têm de melhorar seu transporte coletivo, seu transporte de massa. O prefeito, o governador que perder essa oportunidade, poderá pagar um preço político alto. Porque as pessoas estão prestando atenção.
pelé orlando silva  (Foto: Reuters)Ao lado de Pelé, o embaixador da Copa, Orlando Silva acredita no sucesso da Copa (Foto: Reuters)
Já existe previsão de uso do Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC)?No caso de aeroportos, por exemplo, tem uma equipe estudando a regra, e já fomos consultados por prefeituras e governos estaduais. O regime diferenciado bebe na experiência internacional, incorpora elementos de experiência privada e já estava sendo pensado antes no governo. É uma proposta que foi apresentada, votada pelo Congresso, sancionada pela presidente, que moderniza a regra de compras governamentais. Inclusive a aplicação nesses grandes eventos pode até permitir a incoporação em todo, ou em parte, na regra geral do país. Eu sou otimista e, no que eu observo, ele pode ser muito positivo para o país aperfeiçoar a legislação de compras governamentais.
Acredita que o RDC possa ser estendido a outras compras governamentais?Evidentemente que os órgãos de controle vão ter mais chance de observar a aplicação prática disso, e acredito que vão ganhar confiança, tanto o Ministério Público como os tribunais de contas. Não me surpreenderá se mais adiante eles próprios recomendem que o governo amplie o alcance dessas regras.
A presidenta Dilma tem o mesmo interesse que o presidente Lula tinha com a preparação do Brasil para a Copa"
Orlando Silva
Copa depende do RDC?Eu evito tratar dessa maneira porque o Brasil tem lei, e nós faremos uma Copa extraordinária com a lei do país. Portanto poderia soar a uma chantagem, se falasse "ou esse regime ou nada". Hoje, o Regime Diferenciado de Contratações é uma regra que está valendo, e isso vale pra mim, vale para todos os gestores, para os órgãos de controle, para os tribunais. Essa é a melhor lei que o Congresso Nacional pôde produzir, está valendo e vamos cumprí-la.
Contestação do regime pelo Ministério Público no Supremo Tribunal Federal não pode gerar insegurança?A contestação da constitucionalidade é uma decisão da Procuradoria Geral da República, mas o governo está absolutamente seguro quanto a essa matéria. O exame foi feito antes de enviar o projeto, na Câmara, no Senado, e foi feito ao final pelo governo, então estamos seguros que o Supremo vai sustentar a constitucionalidade dessa matéria. Portanto não está no nosso horizonte nenhuma instabilidade.
Presidente da Fifa, Joseph Blatter, disse em entrevista recente que relação era melhor com o presidente Lula do que com a presidente Dilma. Concorda?Ele fala da percepção dele. A presidenta Dilma tem o mesmo interesse que o presidente Lula tinha com a preparação do Brasil, o mesmo interesse com o cumprimento de todos os compromissos que nós firmamos. É claro que cada um tem o seu estilo. Talvez o presidente Lula tenha uma paixão pelo esporte, uma motivação pelo futebol acima da média dos brasileiros. Eu vi uma vez o Blatter chegar na sala do presidente Lula, e o presidente Lula comentar a rodada da Champion's League do dia anterior da qual o Blatter não sabia o resultado. É o jeito dele, é um homem apaixonado pelo esporte, particularmente apaixonado pelo futebol. Mas cada um tem um jeito, eu não percebo mudança de conduta do governo do Brasil. E olha que eu vivi com o presidente Lula, vivo com a presidenta Dilma, convivi com o Blatter e com o Ricardo Teixeira. Eu percebo que são estilos diferentes, mas o essencial é sustentar os compromissos do país, e os compromissos todos estão sendo sustantados.
E as notícias sobre demora no envio da Lei Geral da Copa para que texto limitasse melhor a atuação da Fifa?Eu insisto, a relação é positiva. Eu tenho uma relação de diálogo permanente com o presidente Ricardo Teixeira, não tem nenhum tema que envolva a Copa de interesse do país que eu não dialogue com ele para construir uma posição conjunta, e creio que esse é o papel do governo. A Lei Geral é um capítulo à parte, inclusive boa parte dos temas tratados nela já tem abrigo na lei brasileira, mas nós não somos contra reafirmar esse abrigo para sinalizar à Fifa o compromisso do país com a garantia que nós firmamos. Daqui até 2014, a Fifa e o governo brasileiro vão ter que trabalhar cada vez mais próximos. Nós estamos no mesmo barco. A Fifa tem interesse no sucesso da Copa, o Brasil tem interesse no sucesso da Copa. Então nós temos que cooperar para que o sucesso possa acontecer.
Ricardo Teixeira, Orlando Silva e Agnelo Queiroz no seminário de Sedes da Copa do Mundo (Foto: André Coelho / Ag. O Globo)Orlando Silva ao lado do presidente do COL,
Ricardo Teixeira e do governador do DF, Agnelo
Queiroz  (Foto: André Coelho / Ag. O Globo)
Relação difícil com governos das cidades-sede?Nós temos um sistema político no Brasil, uma estrutura federativa. A cidade, o estado e a União são instâncias que têm autonomia administrativa, competências próprias e a ação do poder federal tem limite. A relação com as cidades e estados vai ser sempre entre tapas e beijos. Tem momentos de aproximação, tem momentos de distância, tem momentos de tensão, tem momentos de distensão, e vai ser assim até 2014. Porque eles nos cobram tarefas e nós temos as nossas razões, nós temos critérios. O Brasil tem lei, tem regra. Então não adianta chorar, tem que trabalhar, e isso vale pra nós, isso vale pra eles. Mas assim como eu falei sobre o governo federal e a Fifa, eu diria que o governo federal, os governos estaduais e municipais estão no mesmo barco pelo sucesso de 2014. O sucesso lá é o sucesso de todos nós.
Algumas autoridades citaram o temor de descontrole nos gastos e um novo Panamericano de 2007...O projeto que foi aprovado pela Odepa em 2002 para a realização dos jogos era absolutamente inconsistente, era frágil. Eu dou sempre um exemplo que pra mim é clássico: segurança neste projeto custava R$ 13 milhões, era segurança patrimonial das instalações esportivas. Imaginar que você vai ter 5 mil atletas de 42 países, 10 mil membros da comunidade esportiva internacional, dignatários, chefes de Estado, e vai fazer segurança no Rio de Janeiro ou em qualquer cidade do mundo só com segurança patrimonial em instalações esportivas? É uma piada. Nós não tínhamos alternativa, tínhamos que enfrentar o assunto, e foi feito todo um trabalho que deixou legados no Rio. O que houve primeiro foi isso: um plano fraco, inconsistente, que ao ser visto e aplicado à vida, não casava. Segundo, no meio do processo, foi tomada uma decisão política, que pode ser discutida. Nós elevamos o padrão do serviço. Se você for na Vila Pan, o serviço que tinha lá foi no padrão olímpico. Foi uma opção política de elevar o padrão porque pelo menos metade dos eleitores do Comitê Olímpico Internacional estavam no Rio para acompanhar. Então foi uma tática política. Certa ou errada? Na minha opinião, foi certa.
Mas os gastos estão até hoje sob análise do Tribunal de Contas da União (TCU)...Inúmeros processos foram abertos, e um a um tem sido encerrados com justificativas técnicas mostrando o porquê de cada centavo gasto. E uma última observação, porque eu prometi a mim mesmo que não falaria mais disso, mas... Houve um erro político. Teve um dado momento em que se estabeleceu uma gincana, uma disputa entre gente do governo federal e gente do governo municipal sobre quem ia gastar mais com o Pan. Um dia, eu tenho certeza que a poeira vai baixar e vai ser feita justiça quanto à importância de ter-se realizado o Pan nas condições em que foi realizado.
Eu tenho um canal privilegiado com a Fifa, seria uma injustiça da minha parte manifestar preferência"
Orlando Silva, sobre a escolha da cidade que receberá a abertura da Copa
Há risco de repetir o erro?Esse erro não tem hipótese de acontecer. Primeiro, porque o projeto que foi elaborado foi muito cuidadoso e criterioso. Inúmeras vezes me perguntam "qual é o custo total da Copa do Mundo?". Eu só posso dizer quanto vai custar depois que eu tiver o projeto organizado, eu não posso dar um chute. O que nós temos feito é ir aditivando a Matriz na medida em que consolidamos o plano. Então não há risco de estouro de orçamento na Copa do Mundo porque hoje há um planejamento meticuloso e os números que nós confirmamos são mais consistentes.
Alguma estimativa sobre quanto vai custar a Copa ao todo?Tem temas que cobrarão investimento e a decisão vai ser daqui a pouco. Eu não posso decidir quanto eu vou ter de investimento de parte do meu trabalho que vai ser executado daqui a pouco, teremos que ter um pouco de paciência. É impossível você antecipar, e seria uma irresponsabilidade antecipar um número. O que importa é que você tem que saber quanto vai ser feito do investimento, de que maneira vai ser feito o investimento, de maneira clara e eficiente.
Existe a possibilidade de alguma cidade-sede ser excluída?Não.
Alguma aposta para quem sediará a abertura?Eu tenho um canal privilegiado com a Fifa, seria uma injustiça da minha parte manifestar preferência. Eu poderia ter predileção por Salvador, que é minha cidade natal. Hoje eu me divido entre Brasília, onde tenho uma casa, e São Paulo, onde eu tenho outra casa e a minha vida política. E sou amicíssimo do prefeito de Belo Horizonte, gosto muito do governador (Antônio) Anastasia. Então, não teria motivo pra ter uma predileção. O que eu acredito é que a Fifa deve valorizar o trabalho das cidades. São eventos complexos, não adianta dizer que quer fazer a aberura, tem que demonstrar tecnicamente que tem qualidade de serviço, estádio cumprindo os critérios. É importante que a decisão seja técnica, de um lado, e de outro lado, seria conveniente para o país que nós tivéssemos uma distribuição dos jogos da Copa pelas várias cidades. Seria um erro concentrar os principais eventos em uma só cidade. Para o país interessa nacionalizar a Copa, e nacionalizar a Copa significa ter os eventos do Mundial em várias cidades.

Chance de Luis Fabiano enfrentar o Corinthians na quarta é 'quase zero'

Atacante treinou normalmente no sábado e será reavaliado pela comissão técnica na manhã de segunda-feira, quando o elenco se reapresentará no CT

Por Marcelo Prado São Paulo
Luis Fabiano, do São Paulo (Foto: Marcos Ribolli / globoesporte.com)Luis Fabiano treinou normalmente no sábado no
CT (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Passada a goleada sobre o Ceará, o São Paulo volta o seu foco para o clássico da próxima quarta-feira, contra o Corinthians, no estádio do Morumbi. E fica a pergunta no ar: Luis Fabiano estará ou não no campo? Apesar do técnico Adilson Batista ter afirmado na última sexta-feira que o camisa 9 pode ser a surpresa, dificilmente isso irá acontecer.
Neste sábado, o jogador trabalhou firme no CT da Barra Funda, fez tudo que lhe foi solicitado e não sentiu dores. Porém, ele ainda não foi liberado para trabalhar com bola com o grupo.
- Do ponto de vista físico, ele está fazendo tudo o que qualquer outro atleta do nosso elenco faz. Só não está apto a disputar o rachão ou atividades que exijam maior esforço da parte aeróbica, o que será feito de maneira gradual. Em determinado momento, ele será liberado para a comissão técnica, mas é difícil prever quando isso vai acontecer. O importante é que ele segue muito bem e vai se reapresentar na segunda para continuarmos o trabalho – afirmou o médico José Sanchez.
Os dirigentes que comandam o futebol tricolor, no entanto, já descartaram o jogador para quarta-feira. Ambos têm a mesma opinião: Luis Fabiano fará a sua estreia no dia 2 de outubro, um domingo, contra o Flamengo, no Morumbi.
- Existem duas questões que precisam ser analisadas. Se você falar de marketing, é claro que é muito melhor que ele faça a estreia em casa, diante do torcedor, com a chance de ter casa cheia. Seria excelente do ponto de vista mercadológico. A outra questão é o aspecto esportivo. Você poderia até pensar no Luis contra o Botafogo, mas o gramado do Engenhão está muito ruim. Não é culpa do Botafogo e sim da sequência de jogos porque não tem o Maracanã. E penso que seria temerário colocar alguém que está parado a tanto tempo estrear em um campo ruim – ressaltou o diretor de futebol, Adalberto Baptista.
Luis Fabiano, do São Paulo (Foto: Marcos Ribolli / globoesporte.com)Dirigentes defendem a volta do jogo contra o Flamengo, no Morumbi (Foto: Marcos Ribolli / globoesporte.com)
Por sua vez, João Paulo de Jesus Lopes disse que Luis Fabiano só pode ser utilizado quando estiver 100% pronto.
- Acredito que ele precisará de mais uns dez dias para alcançar a forma ideal física e técnica. Para um jogador do nível dele, é importante que esteja em 100% das condições. Acho que na primeira partida de outubro ele estará muito bem – ressaltou o dirigente.