domingo, 13 de maio de 2012

Maldonado leva Williams e Venezuela a vitória histórica no GP da Espanha

Diante da torcida, Alonso é 2º, e Raikkonen completa pódio. Punido, Massa chega apenas em 15º, e Bruno Senna abandona após batida com Schumi

Por GLOBOESPORTE.COM Barcelona, Espanha
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Histórico é pouco para definir o domingo de Pastor Maldonado. Após conquistar sua primeira pole, herdada com a punição que jogou Lewis Hamilton para o fim do grid, o venezuelano teve sangue frio para administrar a vantagem sobre o piloto da casa, Fernando Alonso, e venceu o GP da Espanha, quinta etapa da temporada 2012. Aos 27 anos, Maldonado levou seu país pela primeira vez ao alto do pódio e conduziu a tradicional Williams de volta aos dias de glória, justamente no fim de semana em que a equipe celebrou os 70 anos de seu fundador, Sir Frank Williams. A última vitória da escuderia de Grove tinha sido há quase oito anos, por coincidência com outro sul-americano, o colombiano Juan Pablo Montoya, no GP do Brasil, em outubro de 2004.
Fernando Alonso, da Ferrari, garantiu o segundo lugar e igualou os 61 pontos de Sebastian Vettel, da RBR, que ultrapassou Hamilton e Nico Rosberg nas voltas finais para completar a prova em sexto e manter a ponta do campeonato pelo critério de desempate. Kimi Raikkonen, da Lotus, chegou a se aproximar de Alonso no fim, mas cruzou em terceiro lugar e é o quarto na classificação geral, com 49 pontos. E a rivalidade ficou apenas na pista. No alto do pódio, os campeões mundiais Alonso e Raikkonen ergueram Maldonado, celebrando a entrada do venezuelano no hall de vencedores da F-1.
Se o fim de semana foi de fortes emoções para Maldonado e Alonso, o mesmo não se pode dizer para seus respectivos companheiros de equipe, os brasileiros Bruno Senna e Felipe Massa. Bruno largou apenas na 17ª posição e viu a prova acabar cedo, na 13ª volta, após ser atingido pela Mercedes de Michael Schumacher. A corrida também não foi boa para Felipe Massa. O piloto da Ferrari até largou bem de 16º e ganhou cinco posições na primeira volta, mas foi punido com um drive through (passagem pelos boxes) por excesso de velocidade sob bandeira amarela e terminou apenas em 15º.
pastor maldonado williams pódio gp espanha (Foto: Agência Reuters)Pastor Maldonado conquista primeira vitória na carreira, no GP da Espanha (Foto: Reuters)
Com cinco pilotos diferentes vencendo as cinco primeiras provas do ano, a temporada 2012 iguala o recorde de 1983, quando Nelson Piquet (Brabham), John Watson (McLaren), Alain Prost (Renault), Patrick Tambay (Ferrari) e Keke Rosberg (Williams) faturaram as cinco provas iniciais. Além de Maldonado, na Espanha, venceram também em 2012 Jenson Button (McLaren) na Austrália, Alonso (Ferrari) na Malásia, Nico Rosberg (Mercedes) na China e Sebastian Vettel (RBR) no Bahrein.
bruno senna williams schumacher mercedes gp da Espanha batida (Foto: Agência Reuters)Bruno Senna e Michael Schumacher abandonam após batida (Foto: Reuters)
A Fórmula 1 volta à pista de 24 a 27 de maio, para o GP de Mônaco, sexta prova do Mundial 2012. A tradicional etapa nas ruas do principado terá transmissão ao vivo do treino classificatório e da corrida pela TV Globo e em Tempo Real pelo GLOBOESPORTE.COM. Os treinos livres serão transmitidos pelo SporTV.
Alonso bate Pastor na largada
Diante da torcida espanhola, Alonso usou a experiência e o fato de largar do lado de dentro para tomar a ponta de Maldonado logo na primeira curva. O mesmo conseguiu Raikkonen sobre o companheiro de Lotus, Romain Grosjean, para assumir o terceiro lugar. Os brasileiros largaram bem: Massa subiu de 16º para 13º, e Bruno, de 17º para 15º. O piloto da Ferrari conseguiu mais duas posições na primeira volta, enquanto o da Williams voltou para sua colocação de origem. Após perder a pole e ter sair no fim do grid, Hamilton ganhou quatro posições na largada.
Na briga pela liderança, Alonso abriu 2s sobre Maldonado no início e manteve vantagem até o primeiro pit stop. O espanhol parou nos boxes na 11ª volta e recuperou a ponta com a parada do venezuelano na passagem seguinte. Enquanto isso, Hamilton optou por retardar a parada nos boxes e ganhou posições. Na 11ª volta, o inglês já era o sexto colocado, mas caiu para 14ª após o primeiro pit, na volta 15.
Bruno Senna abandona após batida com Schumacher
Duas passagens antes, a corrida acabava para Bruno, após batida com Schumacher (confira no vídeo ao lado). O brasileiro posicionou a Williams levemente para a direita na reta principal e retornou para frear e fazer a tomada da curva. O alemão se confundiu, atingiu em cheio o carro de Bruno e acabou na brita. Com o pneu traseiro esquerdo furado e o aerofólio danificado, Bruno tentou voltar aos boxes, mas também abandonou metros depois. Visivelmente irritado, Schumacher esbravejou no rádio: “Idiota”, culpando o brasileiro pelo acidente. Senna retrucou: “Óbvio que ele vai me culpar, ele nunca vai se culpar pelo acidente".
Venezuelano recupera liderança após parada nos boxes
pastor maldonado williams fernando alonso ferrari raikkonen lotus pódio gp espanha (Foto: Agência AFP)Maldonado é erguido no pódio (Foto: AFP)
A Williams deu o pulo do gato na segunda rodada de pits e Maldonado assumiu a liderança da prova. Enquanto Alonso perdia tempo com o retardatário Charles Pic (punido por não respeitar a bandeira azul), o venezuelano parou nos boxes antes que o espanhol e ainda anotou a melhor volta em seu retorno à pista. Alonso fez seu pit na volta seguinte e voltou apenas 7s atrás do rival. Alonso tirou boa parte da diferença na terceira rodada de pit stops. Maldonado foi para os boxes na 42ª volta, enquanto o espanhol permaneceu na pista anotando voltas rápidas com pneus duros. Após fazer sua terceira parada na 45ª, o piloto da Ferrari voltou a menos de 2s do venezuelano.
Alonso chegou a ficar a menos de 1s de Maldonado, mas o piloto da Williams conseguiu voltar a abrir nas voltas finais para receber a bandeira quadriculada em primeiro, com 3s de vantagem. Depois de perder contato com o venezuelano em razão dos pneus gastos, o espanhol ainda viu o finlandês Raikkonen se aproximar, mas conseguiu assegurar a segunda colocação. O resultado só não deu a liderança do campeonato a Alonso porque Vettel se recuperou após levar um drive through, ultrapassou Hamilton a três voltas do fim e Rosberg na última passagem. Com os mesmos 61 pontos do espanhol, manteve a ponta da tabela pelo critério de desempate. Também punido com drive through, Massa cruzou em 15º. Após largar do fim do grid em razão da punição no treino classificatório, Hamilton completou a corrida de recuperação em oitavo.
Confira a classificação final do GP da Espanha:
1- Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) – 1h39m9s145
2 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – a 3s195
3 - Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) – a 3s884
4 - Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) – a 14s799
5 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) – a 1m14s641
6 - Sebastian Vettel (ALE/RBR) – a 1m17s576
7 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – a 1m27s919
8 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) – a 1m25s200
9 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) – a 1m28s100
10 - Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) a 1 volta
11 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) a 1 volta
12 - Jean-Eric Vergne (FRA/STR-Ferrari) a 1 volta
13 - Daniel Ricciardo (AUS/STR-Ferrari) a 1 volta
14 - Paul Di Resta (ESC/Force India-Mercedes) a 1 volta
15 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) a 1 volta
16 - Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault) a 1 volta
17 - Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault) a 1 volta
18 - Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth) a 2 voltas
19 - Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth) a 3 voltas
Abandonaram:
Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) na 38ª volta
Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth) na 36ª volta
Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth) na 23ª volta
Bruno Senna (BRA/Williams-Renault) na 13ª volta
Michael Schumacher (ALE/Mercedes) na 13ª volta

Em Santos, confiança total no tri. Até 'Pelé' já está com a faixa

Estátua do Rei, no Canal 5, exibe lembrança do provável título. Nas ruas, festa está pronta. Peixe fica com a taça mesmo se perder por dois gols

Por Lincoln Chaves e Bruno Gutierrez Santos, SP
A Baixada Santista já está em clima de festa para o provável tricampeonato paulista do Peixe. A equipe enfrenta o Guarani, neste domingo, às 16 horas, no Morumbi. Como venceu a primeira partida, domingo passado, por 3 a 0, agora pode perder até por dois gols de diferença que, mesmo assim, será campeã. O Bugre só fica com a taça se fizer vantagem de quatro gols ou se levar a melhor nos pênaltis após um triunfo por três gols. (O GLOBOESPORTE.COM acompanha a partida em tempo real, com vídeos. A TV Globo também transmite a partida, ao vivo, para SP, MT e MS).
Estátua Pelé Santos (Foto: Lincoln Chaves/Globoesporte.com)Estátua de Pelé  com a faixa do tricampeonato (Foto: Lincoln Chaves/Globoesporte.com)
Em diversas ruas de Santos e São Vicente, a comemoração já está armada: camisas, bandeiras e confiança no tricampeonato. Pelas calçadas, diversos torcedores já desfilam com o uniforme do Alvinegro Praiano. Até a estátua de Pelé, que fica no Canal 5, em frente a uma padaria que é tradicional reduto de alvinegros, já está com a faixa do tri.
- Torcer para o Santos é sempre festa, é a própria festa. O Santos é um capítulo à parte no futebol. É por isso que canto: 'ser santista é minha sorte, e vou com o Santos até a morte, porque ele mora no meu coração' - diz o torcedor Reinaldo Nogueira Moreira.
Bandeira enfeita varanda de apartamento, em Santos (Foto: Lincoln Chaves / Globoesporte.com)Nas fachadas dos prédios de Santos, bandeiras alvinegras (Foto: Lincoln Chaves / Globoesporte.com)
Quem está aproveitando para lucrar com o momento vivido pelo Santos são os vendedores. Por diversos locais é possível encontrar varais improvisados com réplicas das camisas do Peixe, além de faixas de campeão. Destaque para o novo terceiro uniforme, azul-turquesa, muito procurado pelos torcedores.
Camisa azul é destaque nas vendas (Foto: Lincoln Chaves / Globoesporte.com)Camisa azul é destaque nas vendas (Foto: Lincoln Chaves / Globoesporte.com)
Com os 50.093 ingressos de santistas para a final no Morumbi esgotados antecipadamente, os torcedores que não conseguiram bilhetes para acompanhar a decisão no estádio poderão assistir ao jogo na Vila Belmiro. Um telão vai exibir a partida e a entrada, liberada a partir das 14h, será um quilo de alimento não perecível.
Caso o provável título seja confirmado, a promessa é de muita festa na Praça da Independência, tradicional local de comemorações das conquistas do Peixe na cidade. Por isso, a Polícia Militar já preparou um esquema especial de segurança: 300 homens foram destacados para trabalhar nos arredores do local e também da Vila Belmiro.
Para evitar transtornos, as ruas que dão acesso ao estádio do Alvinegro serão isoladas a partir das 15h, enquanto as vias próximas à Praça serão interditadas às 17h. O trânsito só será completamente liberado às 23h.

Torcedor do Bota, ambulante ganha dinheiro com faixa e bandeira do Flu

Curioso caso de Cartier Bresson: filho de mãe francesa, vendedor alvinegro visa lucro com boa fase do Tricolor. Manhã de domingo repleta de tricolores

Por Janir Júnior Rio de Janeiro
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Não importa se o time está mal das pernas, o negócio é garantir o bolso. O momento adverso do Botafogo, que vem de eliminação na Copa do Brasil e precisa inverter a vantagem de 4 a 1 imposta pelo Fluminense no primeiro jogo da final do Carioca, fez com que o ambulante Lorran Cartier Bresson, torcedor do Alvinegro, deixasse as bandeiras do Glorioso em casa. Disponíveis para venda, apenas apetrechos do Tricolor e faixa de campeão.

- Sou botafoguense, mas ia encalhar. O Fluminense está com a mão na taça e vende bem. O negócio é ganhar dinheiro – afirmou Cartier Bresson, revelando os inflacionados preços dos produtos vendidos em um sinal de Niterói: bandeira sai a R$ 65; faixa custa R$ 20.
Lorran Cartier Bresson, filho de mãe francesa e torcedor do Botafogo, vende bandeiras e faixa do fluminense final carioca (Foto: Janir Júnior / Globoesporte.com)Lorran Cartier, torcedor do Botafogo, vende bandeiras e faixa do Flu (Foto: Janir Júnior / Globoesporte.com)
Como diz o surrado ditado de que “tem coisas que só acontecem ao Botafogo”, a história de Cartier revela um torcedor curioso. Filho de mãe francesa, Cartier veio para o Brasil com apenas cinco anos. Cresceu e criou identidade com o Alvinegro sem maiores explicações. E que fique claro: mesmo com o sobrenome de Henri Cartier-Bresson, Lorran não tem parentesco com o francês, um dos grandes nomes da fotografia mundial que morreu em 2004.

Lorran também vende produto do time de coração. Mas, com a desvantagem em campo, deixou a emoção de lado, agiu com a razão e pensou no bolso:

- Os tricolores compram bem.

Manhã do Dia das Mães com tricolores e sem alvinegros

Além da final do Campeonato Carioca, os tricolores também estão embalados pela classificação para as quartas de final da Libertadores. O jogo de ida com o Boca Juniors será na próxima quinta-feira. Com isso, o resultado: muito torcedor do Fluminense pelas ruas e praticamente nenhuma camisa do Botafogo.
torcedor fluminense final carioca (Foto: Janir Júnior / Globoesporte.com)Tricolores ainda buscam ingressos nas Laranjeiras
(Foto: Janir Júnior / Globoesporte.com)
Na sede do Tricolor, em Laranjeiras, torcedores ainda buscam ingressos, mas as entradas disponíveis para a torcida Tricolor estão esgotadas. Com isso, dois cambistas agiam no local.

Chove em alguns pontos da cidade. Segundo o Climatempo, “podem ocorrer pancadas de chuva neste domingo” e a temperatura vai cair. O torcedor que for ao Engenhão deve se prevenir para o mau tempo.

Fluminense e Botafogo fazem o segundo jogo da decisão do Campeonato Carioca às 16h deste domingo, no Engenhão. O GLOBOESPORTE.COM acompanha a partida em tempo real, com vídeos. A TV Globo também transmite a partida, ao vivo, para RJ, ES, DF, PB, SE, MA, RN, AL, PI e Região Norte.

Na Espanha, Luiz Razia conquista segunda vitória do ano na GP2

Brasileiro é acompanhado de perto por Berthon no início, mas consegue abrir e vencer. Guerin marca melhor volta, mas fica em 21º. Nasr termina em 9º

Por GLOBOESPORTE.COM Barcelona, Espanha
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O brasileiro Luiz Razia venceu, na manhã deste domingo, a segunda corrida da GP2 no Circuito da Catalunha, na Espanha. O piloto da Arden International largou na pole por ter chegado em oitavo na primeira corrida, foi acompanhado de perto por Nathanael Berthon nas 16 primeiras voltas, mas conseguiu abrir e cruzar a linha de chegada 5s2 à frente do francês da Racing Engineering. Foi a segunda vitória do baiano no ano. Ele havia vencido a prova de abertura da temporada, na Malásia.
Luiz Razia vence segunda prova no ano (Foto: Divulgação GP2)Luiz Razia vence segunda prova no ano (Foto: Divulgação GP2)
Razia não foi o único brasileiro a chamar a atenção na prova deste domingo. Victor Guerin,  que estreou na temporada neste fim de semana, cravou a melhor volta da corrida 1m34s343, na sétima das 25 passagens. O paulista só não ganhou os dois pontos de bonificação porque o regulamento determina que eles sejam concedidos apenas aos pilotos classificados até o 10º lugar e Guerin foi apenas o 21º. Ele teve sua corrida prejudicada ao ser punido com um drive-through por queimar a largada, caiu para a última colocação e chegou a recuperar algumas posições.
Com isso, o bônus de melhor volta ficou com o compatriota Luiz Razia, pontos bem-vindos na luta pelo título do campeonato. Vice-líder da temporada, o baiano chegou aos 104 pontos, 25 a menos que o líder, o italiano Davide Valsecchi, terceiro colocado na prova. O também brasileiro Felipe Nasr chegou em nono após largar em 11º e é o oitavo colocado no campeonato.
A primeira corrida do fim de semana foi vencida pelo holandês Giedo van Der Garde, da Caterham, seguido por James Calado (Lotus) e Stefano Coletti (Coloni). Razia completou em 8º, Nasr foi o 11º e Guerin, o 19º. Os pilotos voltam à pista no fim de semana de 25 e 26 de maio para a rodada dupla nas ruas do principado de Mônaco.
Categoria já revelou diversos pilotos para F-1, como Hamilton, Rosberg e Bruno Senna
A GP2 é a principal categoria de acesso à Fórmula 1. Dos sete campeões desde sua criação em 2005, seis integram o grid da principal categoria do automobilismo mundial em 2012, sendo que um deles, Lewis Hamilton, já foi campeão. Além do inglês, Nico Rosberg, Timo Glock, Nico Hulkernberg, Pastor Maldonado e Romain Grosjean também subiram para a F-1 após se destacaram na GP2. A exceção é o italiano Giorgio Pantano. A categoria já revelou também os brasileiros Bruno Senna, Lucas di Grassi e Nelsinho Piquet, além de Heikki Kovalainen, Vitaly Petrov e Sergio Pérez.
 

Decisão: Flu e Bota escrevem neste domingo o capítulo final do Carioca

Depois da vitória por 4 a 1 na primeira partida, Tricolor vai ao Engenhão com a vantagem de poder perder por até dois gols de diferença

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
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A procura por ingressos para a final do Campeonato Carioca pode ser usada como um termômetro do que será a decisão, neste domingo, às 16h (de Brasília), no Engenhão. Enquanto a torcida do Fluminense já garantiu a lotação dos Setores Leste e Sul até a manhã de sexta-feira, os bilhetes destinados aos torcedores do Botafogo estão longe de acabar. A confiança e descrença nos times reflete a situação que se criou no confronto depois da goleada tricolor por 4 a 1 no primeiro jogo.
Durante a semana, ainda houve motivo para a confiança na conquista do Fluminense aumentar. O time venceu o Internacional, quinta-feira, e se classificou para as quartas de final da Taça Libertadores. Já o Botafogo amargou uma derrota por 2 a 1 para o Vitória, em casa, e a queda nas oitavas de final da Copa do Brasil, na quarta-feira.
De olho no confronto com o Boca Juniors, quinta-feira, pela Libertadores, em Buenos Aires, o Fluminense pode até perder por dois gols de diferença que ainda assim será campeão carioca. O Botafogo, que até o primeiro jogo da final havia ficado 23 jogos invicto, precisa vencer por quatro para conquistar o título nos 90 minutos ou por três para levar a decisão para as cobranças de pênaltis.
Marcelo de Lima Henrique será o árbitro, auxiliado por Wagner de Almeida Santos e Jackson Lourenço dos Santos. O GLOBOESPORTE.COM acompanha a partida no Tempo Real, com vídeos exclusivos, a partir de 15h30. A TV Globo vai transmitir o jogão ao vivo para RJ, ES, DF, PB, SE, MA, RN, AL, PI e Região Norte.
header as escalações 2
Botafogo: na busca pela virada, Oswaldo de Oliveira vai escalar dois jovens com menos de 20 anos na decisão: Gabriel, de 19, e Jadson, de 18. Com isso, o time entra em campo com Jefferson, Gabriel, Antônio Carlos (Brinner), Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Jadson, Renato, Fellype Gabriel, Elkeson e Maicosuel; Loco Abreu.
Fluminense: a grande ausência na equipe do técnico Abel Braga é o atacante Fred, que está com um estiramento na coxa direita e também não jogará o primeiro jogo contra o Boca, pela Libertadores. Rafael Moura será o substituto. Anderson está novamente à disposição, mas a tendência é que fique como opção no banco. O Tricolor deve entrar em campo com: Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Jean, Deco e Thiago Neves; Rafael Sobis e Rafael Moura.
quem esta fora (Foto: arte esporte)
Botafogo: o time tem uma série de desfalques. Os volantes Marcelo Mattos e Lucas Zen, o meia Andrezinho e o atacante Jobson estão fora, todos machucados. Além deles, o lateral-direito Lucas não joga por estar suspenso. O zagueiro Antônio Carlos, com dores no joelho direito, ainda é dúvida.
Fluminense: além de Fred, Abel não tem à disposição Wellington Nem e Diguinho, que estão em processo de recuperação física.
header fique de olho 2
Botafogo: Fellype Gabriel tem sido o jogador mais eficiente do time no Campeonato Carioca. Ele marcou os três gols da vitória por 3 a 1 sobre o Vasco na final da Taça Rio e volta ao time depois de não enfrentar o Vitória, na fatídica eliminação da Copa do Brasil.
Fluminense: depois de fazer uma grande exibição na primeira partida contra o Botafogo, a expectativa em cima de Thiago Neves voltou a aumentar. Livre das dores no joelho esquerdo, o meia é um das esperanças para o Tricolor conquistar o título. O camisa 7 costuma crescer nos clássicos.
header o que eles disseram (Foto: arte esporte)
Oswaldo de Oliveira, técnico do Botafogo: "Não vamos ganhar o jogo agindo de maneira insensata. Respeitaremos nosso adversário e buscaremos a vitória da mesma forma que eles fizeram no primeiro jogo. Temos chances de conquistar o título e não podemos ignorar isso. Tudo tem uma sequência, e estamos no meio de um trabalho. Ainda vamos disputar duas competições este ano, que nos dão a oportunidade de conseguir a classificação para a Libertadores, nosso principal objetivo no ano. A derrota faz parte. Só um vai ser campeão. Temos que seguir e dar continuidade ao trabalho."
Abel Braga, técnico do Fluminense: "Tenho certeza absoluta que não tem nenhum tipo de desânimo (por parte do Botafogo). Se nós entrarmos achando que a coisa vai se repetir... No futebol, não existem dois jogos iguais, nunca houve. A partida de domingo será totalmente diferente da que passou".
header números e curiosidades (Foto: arte esporte)
* Nas últimas 50 partidas, o Botafogo conseguiu quatro vitórias por diferença de três ou
mais gols, contra Ceará (4 a 0), Olaria (5 a 0), Bonsucesso (4 a 1) e Macaé (3 a 0). Em um clássico, a última vez foi diante do Vasco: 4 a 0, em agosto, pelo Brasileiro de 2011.
* A última derrota do Fluminense por três gols de diferença foi em setembro de 2011: 3 a 0 para o Bahia, em Salvador. Em suas últimas cem partidas, o time sofreu três derrotas por diferença
superior a dois gols. Além da derrota para o Bahia, perdeu também por 3 a 0 para o Libertad-PAR e para o América-MG.
* O Fluminense não vencia o Botafogo havia dois anos (ou oito jogos), até golear no último domingo por 4 a 1. A última vitória do Flu havia acontecido no dia 7 de março de 2010, por 2 a 1, de virada, no Maracanã, pelo Campeonato Carioca.

* Conhecido como Clássico Vovô, o primeiro confronto entre Fluminense e Botafogo foi realizado no dia 22 de outubro de 1905, em amistoso vencido pelo Flu por 6 a 0. Já a primeira partida oficial, válida pelo Campeonato Carioca, também foi vencida pelo Flu, por 8 a 0, no dia 13 de maio de 1906. Esta é a maior goleada da história do clássico.
header último confronto v2
No domingo passado, o Fluminense derrotou o Botafogo, de virada, por 4 a 1. Renato abriu o placar no início do primeiro tempo, e Fred, com um golaço de bicicleta, deixou tudo igual antes do intervalo. No segundo tempo, com a expulsão de Lucas, o Tricolor aproveitou os espaços e marcou com Rafael Sobis, duas vezes, e Marcos Junior.

Com Neymar e companhia, Santos busca o tri; Guarani tenta milagre

Peixe tem boa vantagem e pode repetir feito de 1969, quando conquistou o tri estadual pela última vez. Bugre vai atrás de virada histórica

Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo
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Neymar Fabinho santos x Guarani (Foto: Montagem sobre foto da Ag. Estado)Neymar e Fabinho: destaques de Santos e Guarani
(Foto: Montagem sobre foto da Ag. Estado)
O Santos tem uma das mãos na taça do Campeonato Paulista, mas o Guarani ainda sonha com uma virada histórica para desbancar o time de Neymar e conquistar o título estadual pela primeira vez. É nesse cenário que Peixe e Bugre se enfrentam neste domingo, no Morumbi, às 16 horas (de Brasília), na final do Paulistão 2012.
A superioridade santista é enorme. Na partida de ida, também no Morumbi, domingo passado, vitória por 3 a 0, com dois gols de Neymar e um de Paulo Henrique Ganso. Assim, mesmo que perca por dois gols de diferença, o Alvinegro fica com o título. Se quiser estragar a festa peixeira, o Guarani precisa ganhar por quatro gols. Se a vantagem for de três, a decisão vai para os pênaltis.
Caso confirme o favoritismo e arrebate o 20º título estadual de sua história, o Santos também repetirá o feito de 1969, última vez em que venceu o Paulistão por três vezes consecutivas. E se na ocasião a equipe, liderada por Pelé, tinha ainda nomes como Carlos Alberto Torres, Toninho Guerreiro e Edu, dessa vez a marca pode ser alcançada pela turma de Neymar, Ganso, Elano e companhia, que no ano passado já repetira outro dos feitos do Peixe dos anos 60: a conquista da Libertadores.
Já o Bugre, caso realize o milagre, conquistará o estadual pela primeira vez. O título mais importante da história da equipe campineira é o Brasileirão de 1978.
O árbitro da decisão será Paulo César de Oliveira, auxiliado por Marcelo Carvalho Van Gasse e Vicente Romano Neto. A TV Globo transmite a partida ao vivo para os estados de São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os lances em Tempo Real, com vídeos exclusivos.

header as escalações 2
Santos: além de não ter Adriano, suspenso, o técnico Muricy Ramalho teve uma má notícia no último sábado. O lateral-direito Maranhão sentiu dores musculares e nem foi relacionado para o confronto. Assim, Henrique será mais uma vez improvisado no lado direito da defesa. Pelo meio, Ibson é o favorito para ocupar a vaga de Henrique, mas Anderson Carvalho corre por fora. O time provável: Rafael; Henrique, Edu Dracena, Durval e Juan; Arouca, Ibson, Elano e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Alan Kardec.
Guarani: absolutamente nenhuma surpresa após uma semana de notícias ruins. É assim que o Bugre se prepara para tirar o favoritismo do Santos e tentar um milagre, como disse o próprio técnico Vadão. Sem contar com Neto, que distendeu músculo da coxa direita no primeiro jogo da final, o treinador aposta na entrada de André Leone, assim como na semana passada. O restante do time não tem mudanças e deve ir a campo com: Emerson; Bruno Peres, Domingos, André Leone e Bruno Recife; Éwerton Páscoa, Fábio Bahia, Medina e Danilo Sacramento; Fabinho e Bruno Mendes.
quem esta fora (Foto: arte esporte)
Santos: Maranhão, Fucile, Crystian, lesionados, e Adriano, suspenso.

Guarani: Neto, Oziel, Wellington Monteiro e Fumagalli, todos lesionados.


header fique de olho 2
Santos: Neymar. Com 25 gols em 23 jogos na temporada - 18 deles só no Paulistão, do qual é artilheiro isolado - o atacante sobe cada vez mais posições entre os maiores goleadores da história do Peixe. Com os dois marcados diante do Bolívar-BOL, na última quinta-feira, pela Taça Libertadores, chegou a 106, se tornando, isoladamente, o maior artilheiro santista após a era Pelé e o 17º dos 100 anos de história do Alvinegro Praiano, empatado com Álvaro.

Guarani: se o time precisa de gols, é função do centroavante. É por isso que a importância de Bruno Mendes aumenta ainda mais neste domingo. Sem balançar as redes desde a penúltima rodada do Paulistão, o camisa 9 do Bugre quer acabar com o jejum de quatro jogos sem marcar. Se depender do desempenho nos treinos, ele pode ficar animado: no penúltimo treinamento, o jovem de 17 anos fez quatro gols.

header o que eles disseram
Alan Kardec, atacante do Santos: "Temos de reconhecer que obtivemos um placar de respeito, mas acima de tudo precisamos respeitar o Guarani. O futebol prega peças e alguns resultados considerados impossíveis podem acontecer. Devemos pensar que é uma partida única. Não adianta recuarmos e chamarmos o Guarani para o nosso campo."
Oswaldo Alvarez, técnico do Guarani: "A partir daquele momento (fim do jogo), a chance do Santos passou a ser de 99%, com 3 a 0 no placar e a equipe que eles têm. Ninguém nos dava como favorito antes, imagine após o jogo. Nossos jogadores sabem que a chance é mínima. Têm de fazer muito, mas muito além do que fizemos no primeiro jogo."
header números e curiosidades (Foto: arte esporte)
* Quem leva vantagem? Veja o histórico de confrontos na Futpédia
* Há 18 anos, o Guarani não derrota o Santos por três gols de diferença. A última vez que isso aconteceu foi no Campeonato Brasileiro de 1994, quando o Bugre venceu por 4 a 0, em Campinas. Luizão e Amoroso marcaram dois gols cada.
* A última vez que o Santos foi derrotado por uma diferença superior a dois gols foi na decisão do Mundial Interclubes do ano passado,: 4 a 0 para o Barcelona, em Yokohama, no Japão.
* Neste Campeonato Paulista, apenas em três oportunidades o Guarani marcou mais de dois gols na mesma partida: nas vitórias por 3 a 1 e 3 a 2 diante do Palmeiras e no triunfo por 3 a 1 sobre a Ponte Preta, nas semifinais. Em nenhuma das oportunidades, porém, conseguiu a vantagem que precisa para levar a decisão ao menos para os pênaltis.

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Domingo passado, no Morumbi, primeiro jogo da final, um passeio do Santos e de Neymar, em particular. O craque fez dois dos três gols da vitória pro 3 a 0 e subiu ao topo da lista de maiores artilheiros do Peixe após a era Pelé. Assista aos melhores lances no vídeo ao lado.

Aos 35 anos, Giba fecha com clube argentino e voltará a jogar no exterior

Ponteiro, que ainda se recupera de cirurgia na tíbia, acerta com o Bolivar, treinado por Javier Weber, comandante da seleção dos hermanos

Por GLOBOESPORTE.COM Saquarema, RJ
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Após duas temporadas marcadas por lesões no Brasil, Giba está de volta ao vôlei internacional. O ponteiro de 35 anos fechou com o Drean Bolívar, da Argentina, e já publicou no Twitter duas fotos vestindo a camisa do novo clube. A equipe é treinada por Javier Weber, que também comanda a seleção argentina.
Giba ainda se recupera de uma cirurgia na tíbia esquerda e vai desfalcar a seleção brasileira na primeira semana da Liga Mundial, entre os dias 18 e 20 deste mês. Ele está em Saquarema, treinando com o grupo, mas será poupado para as finais da competição. No início do mês, o jogador informou que a fratura na tíbia já está consolidada. Ele se machucou na Copa do Mundo no Japão, no fim do ano passado.
O ponteiro saiu do Brasil em 2001 para jogar na Itália, passou pela Rússia e voltou em 2009 para defender o Pinheiros. As lesões não o deixaram jogar muitas partidas, e a troca de time no ano passado foi ainda mais frustrante: no Florianópolis, o atacante sequer conseguiu atuar. Agora, opta por retomar a carreira internacional no país vizinho.
 

Arianny Celeste revela timidez e diz que não acredita no poder da cantada

Ring girl do UFC conta o que chama sua atenção em um homem: 'Eu me
sinto mais atraída pela cabeça de uma pessoa do que pela aparência dela'

Por SporTV.com Rio de Janeiro
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Arianny Celeste, MMA (Foto: Reprodução)Arianny Celeste na piscina (Foto: Reprodução)
É preciso uma boa dose de desinibição para desfilar de biquíni na frente de milhares de pessoas. Isso, Arianny Celeste tem de sobra, mas ela afirma que é só dentro do octógono. Fora dele, a ring girl mais famosa do UFC se definiu como uma pessoa tímida e reservada:
- Eu era e ainda sou muito tímida. Mas, neste trabalho, eu não posso ser tímida. No trabalho eu sou a "megera". Mas quando estou em casa, eu fico realmente com os pés no chão. Gosto de ficar em casa, de relaxar, e odeio usar maquiagem. Sou uma pessoa completamente diferente. Tenho meu modo de trabalho, e tenho o meu modo "eu". Eu gosto mais do "eu". Mas o meu modo de trabalho funciona muito bem - disse à revista "Vegas Seven".
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A morena contou que, ao contrário do que pensa a maioria, não recebe muitas cantadas no dia a dia, muito menos as mais "abusadas". Para ela, não é isso o que realmente importa:
- Eu não recebo muitas (cantadas). E quando recebo são sempre normais, como "posso te levar para jantar?". Não acho que cantada funciona. Ser você mesmo e ter uma boa personalidade é o que me chama a atenção. Eu me sinto mais atraída pela cabeça de uma pessoa do que pela aparência dela.
Arianny Celeste, MMA (Foto: Reprodução)A ring girl também posou de biquíni para a revista 'Vegas Seven' (Foto: Reprodução)
Quando perguntada, Arianny admitiu ainda que não conhecia nada de MMA quando fez seu primeiro teste para ser ring girl. Hoje, por outro lado, ela se diz uma grande fã do esporte e da capacidade dos lutadores.
- Eu já tinha visto um pouco na TV e meio que me interessei, mas fiquei com um pouco de medo ao mesmo tempo. Mas assim que fui para o meu primeiro evento ao vivo, fiquei viciada. Eu me tornei uma fã, e hoje sou uma grande fã, obviamente. Basta ver a dedicação desses atletas e o quanto é preciso para fazer o que eles fazem. Eles são os melhores atletas do mundo.

Neílson Gomes domina luta no solo e finaliza Rafael Alves no Jungle in Rio

Com vitória, baiano ganhará nova oportunidade de disputar título dos leves

Por SporTV.com Rio de Janeiro
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Neílson Gomes dominou praticamente todo o combate contra Rafael Alves e venceu o adversário por finalização, no Rio de Janeiro, e terá uma nova oportunidade de disputar o cinturão do peso-leve do Jungle Fight. Neílson enfrentou o campeão Adriano Martins em novembro do ano passado e foi nocauteado em apenas 1m21s.
Na luta principal do Jungle in Rio, realizado nesde sábado, no Clube Municipal, Neílson Gomes defendeu bem uma tentativa de queda de Rafael Alves, inverteu a situação e caiu por cima. O baiano tentou diversas posições para finalizar e também desferiu golpes no ground and pound sem sucesso. Ao chegar às costas, entretanto, aproveitou um descuido do rival na hora de Rafael tentar repor a guarda e encaixou um katagatame que decidiu o duelo aos 3m30s do round inicial.
Neilson Gomes x Rafael Alves no Jungle Fight (Foto: Marcelo de Jesus)Neílson Gomes derrotou Rafael Alves no Jungle in Rio disputado neste sábado (Foto: Marcelo de Jesus)
Concentrado no objetivo de conquistar o cinturão, Neílson Gomes se diz pronto para vencer Adriano Martins na revanche.
- Quero muito essa oportunidade de lutar com ele. Fiquei muito triste pelo que aconteceu. Não pela derrota, porque isso acontece. Se ele ganhar, vai ter que suar muito, não vai ser daquele jeito - disse Neílson após a luta, lamentado o rápido nocaute sofrido no primeiro duelo entre eles.
Ring Girls, Jaime Marcelo x Armando "Polêmico", Jungle fight rio (Foto: Marcelo de Jesus)Ring Girls da noite: a ex-BBB Monique e a musa do MMA Geisa Vitorino (Foto: Marcelo de Jesus)
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Americano vence luta internacional
No confronto Estados Unidos x Peru, o veterano de guerra do Iraque Doug Kulbis chegou à sua terceira vitória como profissional de MMA (3v-3d no total) ao superar Martin Obregon por nocaute técnico aos 4m40s do segundo round. A luta foi quase toda ela disputa no solo, mas foi em pé que ela foi decidida. Kulbis aproveitou um momento de clinch para acertar uma joelhada no rosto do peruano, que caiu para trás. Com o adversário tonto, o americano deu sequência ao trabalho no ground and pound, e o árbitro encerrou o combate lhe dando a vitória por nocaute técnico.
Jaime Marcelo x Armando "Polêmico", Jungle fight rio (Foto: Marcelo de Jesus)Jaime Marcelo (esq.) e Armando "Polêmico" fizeram a luta mais esperada da noite (Foto: Marcelo de Jesus)
Confira os resultados do Jungle in Rio:
Neílson Gomes venceu Rafael Alves por finalização (katagatame) aos 3m30s do round 1
Edmilson Kevin venceu Fabiano Soldado por nocaute técnico aos 2m18s do round 1
Doug Kulbis venceu Martin Obregon por nocaute técnico aos 4m40s do round 2
Antenor Peixe venceu Eduardo Kiko por decisão dividida dos jurados
Douglas Silva venceu André Muniz por nocaute técnico aos 2m51s do round 1
Thiago Trator venceu Silvio Pantera por finalização (triângulo de mão) aos 2m37s do round 3
Magno Magu venceu Marco Bailune por nocaute aos 31s do round 1
Armando Polêmico venceu Jaime Marcelo por nocaute técnico aos 2m34s do round 1

Feliz com novo sobrenome, Marcos fala de cigarro e bebida: ‘Pode tudo’

Aposentado, ex-goleiro do Palmeiras defende a liberdade dos jogadores, critica política do clube e torce muito por queda do Timão na Libertadores

Por Alexandre Lozetti, Leandro Canônico e Sergio Gandolphi São Paulo
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“Hoje estou bom para dar entrevista”. Recuperando-se de uma forte gripe, Marcos, ex-goleiro do Palmeiras, anunciou que tinha coisa boa para falar logo na sua chegada à clinica São Marcos Fisioterapia e Treinamento Personalizado, em um hotel na zona norte de São Paulo. Aposentado desde janeiro, o pentacampeão está curtindo a nova vida.
Mais do que isso. Em pouco mais de quatro meses, ele se sente recompensado por tudo que fez nos 20 anos de carreira ao ouvir nas ruas: “Olha lá o Marcos do Palmeiras”. O novo sobrenome de Marcos Roberto Silveira Reis, de 38 anos, é motivo de orgulho, de voz embargada, de lágrimas nos olhos.
– É a grande conquista da minha vida. Até morrer vou ser conhecido assim – declarou o ex-goleiro, em entrevista exclusiva ao GLOBOESPORTE.COM.
Ao mesmo tempo em que capricha na emoção, Marcos sabe, como poucos, ser polêmico. Assim com fazia na época de jogador, não foge de nenhum assunto. Até mesmo aqueles mais delicados, como seu vício no cigarro (ele parou recentemente) e o consumo de bebidas alcoólicas por jogadores de futebol.
– Jogador pode fazer tudo, desde que não atrapalhe seu rendimento – declarou.
No bate-papo de uma hora e meia, entre um cafezinho e outro, Marcos também criticou fortemente a atual fase do Palmeiras, em especial o cenário político do clube alviverde. Falou sobre a torcida contra o Corinthians na Libertadores e deu conselhos a Neymar, considerado por ele “apenas” o melhor do Brasil.
Depois de pouco mais de quatro meses, como está a vida de aposentado?
Ainda não senti falta do futebol. Não me bateu nenhuma depressão, até curti mais do que eu deveria. O bom é que tenho viajado, ficado mais com minha mãe, em Oriente (interior de São Paulo). Participo mais das coisas em casa, mas também não fico muito para não dar problema (risos). Levo minha filha à escola. Estou bem na vagabundagem. O legal é que tenho tempo para conversar. Antes, eu ia ao banco com pressa, porque tinha treino, entrevistas... Com mais tempo, não preciso sair na correria. Sempre me disponho a conversar, até gosto. O pessoal comenta, fala que o Palmeiras está ruim. Mas digo que comigo estaria pior.
É duro as pessoas esperarem um grande jogo e você não ter condições. Talvez se tivesse um grande time..."
Marcos
E como está seu lado torcedor? Difícil acompanhar sem poder fazer nada?
Quando perdeu para o Guarani (nas quartas de final do Paulistão), eu estava lá em Campinas e fiquei bravo. Sabia que seria difícil, ainda mais por jogar fora, mas quando perde, você desanima. Só que no dia seguinte já estava com a cabeça em pé. Quando você está em campo é mais fácil, apesar que quando tentei ajudar muito até atrapalhei tentando ir para área fazer gol. Fora de campo fica com as mãos atadas. Mas procuro sempre incentivar e colocar o pessoal para cima. Em casa, sou mais tranquilo. Torço na hora que sai gol, mas não grito na janela. Tento disfarçar porque os caras (torcedores dos rivais) soltam rojão em cima da minha casa. Mas no ano passado, depois que o Vasco ganhou do Fluminense (no Brasileirão) e tirou o título do Corinthians por uma semana, eu coloquei uma bandeira na minha janela.
Você já pensou em voltar a jogar futebol?
Não. A minha exigência no Palmeiras é muito grande. Sempre o pessoal esperou muito de mim. Sou ídolo, campeão do mundo, então sempre se espera muito de um jogador assim. Consegui suportar essa carga nos últimos anos com muito sacrifício. É duro as pessoas esperarem um grande jogo e você não ter condições. Talvez se tivesse um time...
Ex- coleiro Marcos do Palmeira (Foto: Marcos Ribolli  / Globoesporte.com)Marcos posa em frente a mural que estampa sua academia (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Por que você resolveu parar?
Eu sempre sobrecarregava alguns jogadores e meu joelho esquerdo não deixava mais eu ter algumas atuações como antes. Chegou um momento que deu para mim. Se meu joelho deixasse eu jogar a 70%, eu continuaria, mas tiveram alguns jogos no ano passado que eu estava a 30%. Contra o Flamengo, por exemplo, eu precisei atravessar o campo antes de começar a partida e meu joelho travou.
Goleiro não dá para roubar. Atacante ainda consegue jogar um tempo a mais, enganar dois ou três anos. Mas goleiro, não"
Marcos
E como foi sua preparação psicológica para se aposentar?
O ano passado foi importante para eu preparar o psicológico. Goleiro não dá para roubar. Atacante ainda consegue jogar um tempo a mais, enganar dois ou três anos. Mas goleiro, não. Você joga contra caras novos, velozes e precisa treinar muito. Se atuar mal treinado, enxergam de longe. E outra: eu colocava a camisa e a barriga já começava a aparecer. Só não avisei no fim do ano que ia parar porque não me deixariam em paz nas minhas férias.
Você sentiu que os rivais não lhe respeitavam mais?
Os adversários respeitavam, sim. Era difícil chutarem de longe, mas eu estava sem mobilidade do lado esquerdo. Ele ficou totalmente comprometido. Meu joelho direito não tem problema nenhum, nem o punho, mas o esquerdo é complicado. Da maneira como o futebol está hoje, não dá para jogar.
Então dá para dizer que o respeito dos rivais lhe ajudou a atuar mais?
Até 2010, eu joguei em alto nível, mas no ano passado eu já estava mal. Em 2010, na trombada com o Farías (então no Cruzeiro), arrebentei meu joelho. Eu estava bem naquela partida, mas depois da trombada meu joelho nunca mais ficou bom. Em 2011, até fiz bons jogos. Mas não foi suficiente. Nos lugares quentes, eu tinha mais facilidade. Mas no frio, o sofrimento era dobrado.
Por mais que fosse esperada, a sua aposentadoria foi uma surpresa pela maneira como foi anunciada. Você tem noção da sua importância?
Depois que parei, notei o que significava. Foram várias homenagens de encher os olhos de lágrimas. Quando você para, perde a personalidade. Antes, eu era o goleiro do Palmeiras, respeitado, valorizado. Mas fiquei uns 20 dias perdido ao parar. Após 20 anos de profissão, faço o quê agora? É um momento ruim. Só tive mais facilidade em decidir por causa da dor no joelho. Se ele estivesse bom e o Palmeiras não quisesse renovar meu contrato, acho que eu teria ficado frustrado.
Ex- coleiro Marcos do Palmeira (Foto: Marcos Ribolli  / Globoesporte.com)"Após 20 anos de profissão, faço o quê agora?", diz Marcos (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Do que você sente falta da vida de jogador e do que você não sente?
Sinto falta dos treinos, dos amigos, das risadas... Eu sou amigo de todos ali. Nós, goleiros, nos encontrávamos no final da tarde, na loja de carros de um amigo, e jogávamos truco. Agora, o que não sinto falta é de viagens e aeroportos. Não tinha mais privacidade, era o tempo todo levantando para tirar fotos. Cansativo.
Teve uma fase que os caras chutavam do meio-de-campo em mim. E eu defendia de peito. Quer me zoar? Eu faço também!"
Marcos
O que acontece com o Palmeiras, que de uma hora para outra sai do céu para o inferno?
A idolatria do torcedor só vem com títulos. Sem eles, o time joga bem, a torcida se empolga e depois, quando perde, a decepção é maior. Jogar bem todo mundo joga, em todos os clubes. O negócio é título, currículo. É isso que vale no final. O Palmeiras tem um bom time, e pode brigar de igual para igual com todos. A diferença é o tempo sem títulos, é isso que difere dos outros. O torcedor palmeirese quer zoar com os outros também.
Mas parece que a pressão não é só da torcida. Internamente também não é complicado atuar no clube?
O jogador quando vem para o Palmeiras já sabe da pressão. É muita gente falando, muita cobrança, mas precisa escutar o treinador, o resto entra por um ouvido e sai pelo outro. É preciso saber conviver com a pressão. As grandes partidas da minha vida eu fiz porque estavam me criticando. Eu via o Rogério Ceni e o Dida pegando pênaltis e queria defender mais. É isso que precisa. O lateral do São Paulo tem de querer ser melhor que os laterais dos outros times, tem que querer evoluir na carreira. Difícil é em todo lugar, mas o cara tem de ter personalidade, autocrítica, saber onde precisa melhorar. Teve uma fase que os caras chutavam do meio-de-campo em mim. E eu defendia de peito. Quer me zoar? Eu faço também. Você precisa fazer bem feito e cobrar quem não está fazendo.
Marcos Ademir da Guia Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Marcos se compara a Ademir da Guia: dois ídolos
eternos (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Falta personalidade aos jogadores?
Não acho. Vejo que as escolhas que fiz são o diferencial para quem eu sou hoje. Nunca sair, jogar sempre no Palmeiras, ganhar títulos... Depois que aposenta, isso é legal. Eu sou o Marcos do Palmeiras. Vou ser conhecido assim até morrer. Igual ao Ademir da Guia. Isso fica, mesmo que não ganhe nada por isso. Fica o orgulho do torcedor. O jogador de hoje tem de buscar mais isso. Tem de se fechar mais, deixar essa parte da imprensa que pega no pé de lado, porque no Palmeiras as notícias saem mesmo, a situação trabalha e a oposição coloca matéria na mídia. Depois, é o oposto. Ninguém se junta para o Palmeiras ganhar. Os caras de dentro passam matéria para fora. Sabe o que eu fazia? Não lia, não assistia nada. Se eu sabia que estava mal e que iam me arrebentar na hora do esporte, não via. Se vai me deixar para baixo, não vejo. Sempre fiz assim.
O que precisa mudar para acabar com essa turbulência política?
Ter uma administração profissional, não vazar tanto as informações. Muita gente sabe das coisas que acontecem lá dentro. Ninguém pode saber das coisas que acontecem. Nem as pessoas boas nem as ruins. Essas mudanças não fariam o time campeão, mas ajudariam. Eu posso dizer, de coração, que isso atrapalha dentro de campo. Aí sai que o Assunção brigou com o Felipão, mas é mentira e você precisa dar explicação. Isso cansa. O jogador precisa se desgastar no jogo e não dando explicação.
A alegria do palmeirense é zoar o Corinthians por não ter Libertadores. Se eles ganharem este ano, não sei mais como vai ser"
Marcos
Você falou há pouco sobre ser o “Marcos do Palmeiras”. O que acha desse novo sobrenome?
Esse sobrenome que ganhei ao longo da minha carreira foi a minha maior conquista. A grande conquista da minha vida. O Palmeiras é grande, a torcida é apaixonada. Nessa função em que estou agora (embaixador do Verdão), eu tenho viajado, conversado com torcedores, recebido opiniões, boas ideias... As pessoas falam como se eu mandasse. É legal demais. Às vezes você passa por 20 clubes na carreira e não é lembrado por nenhum. Eu joguei em um clube só, passei por dificuldades, bons momentos e fiquei marcado na história. É uma satisfação muito grande.
O fato de o torcedor do Palmeiras ser o mais "zoado" pelos rivais atualmente em São Paulo lhe incomoda muito?
A nossa sorte é que o Palmeiras é o maior campeão do século passado. Costumo dizer que essa conversa sobre melhor do século só vamos poder ter mais para frente. Acho, na verdade, que nem vou ter essa conversa (risos). Temos sorte de o Palmeiras ter sido sempre muito vitorioso, porque hoje a alegria do palmeirense é zoar o Corinthians por não ter Libertadores. Se eles ganharem este ano, não sei mais como vai ser. O Palmeiras é um clube grande. Espero que voltemos a ter conquistas. O torcedor do Palmeiras não é fiel, porque fiel é do Corinthians, mas é apaixonado. Mas o time precisa dar retorno para que o torcedor volte a ostentar esse amor.
Concentração é sempre um tema polêmico. Você é contra, a favor, acha que dá para eliminar, como pensam alguns?
Com profissionalismo dos atletas, dá para eliminar. O grande problema é que se dez forem profissionais e um for para a balada, o time vai perder por causa dele. E você não pode cobrá-lo na imprensa. Eu não gosto de passar a semana na concentração. O Sócrates disse: "Quando você passa a semana concentrado, o objetivo no fim de semana é pegar a liberdade de volta". Você não se preocupa com o jogo, quer ver sua esposa e filha. O jogador fica sozinho no quarto: internet, celular... É por isso que aparece tanto cara pelado aí na câmera. Eu gostava de concentrar um dia antes, é fantástico. Mas ficar dez dias... Tá louco!
Depois de uma derrota eu fumava uns quatro, cinco cigarros para aliviar a raiva. Mas nunca fumei na frente dos outros, perto de crianças"
Marcos
Qual a sua opinião sobre o consumo de bebidas alcoólicas no futebol?
Jogador pode fazer tudo, desde que não atrapalhe seu rendimento. O jogo acaba à meia-noite, bate uma adrenalina, eu chegava ao hotel pilhado e iria sair às 7h do dia seguinte. Aí bebia duas cervejas. Mais fácil para dormir, relaxar. Não tenho de beber 80 latinhas. Se estou num show sertanejo, não vou beber uma? E ainda vou de táxi para não ser pego no bafômetro. O jogador é jovem como a população que vai à balada. Eu perdi minha juventude para vingar como jogador, mas o cara tem de conhecer seu corpo. Com consciência dá para fazer tudo.
E você ainda fuma?
Eu fumava. Parei. Não estava dando para jogar e fumar. O cigarro não é doping porque atrapalha o jogador, é um péssimo vício porque você fuma quando está feliz, triste, eufórico. Depois de uma derrota eu fumava uns quatro, cinco cigarros para aliviar a raiva. Mas nunca fumei na frente dos outros, perto de crianças. Era hábito de jovem. Houve uma época em que fumar era bonito, a indústria vendia isso. Fumavam na novela, no cinema, naquelas propagandas bonitas. Só agora é que há esse combate (ao fumo).
Você acha que há uma cobrança maior nesse sentido em cima do jogador?
O corpo é a empresa do jogador. O álcool é bonito para quem? Você vai à balada e são pessoas de todas as áreas bebendo, usando drogas. É coisa da sociedade, da juventude, e você acha que não atrapalha na profissão do cara? Atrapalha o jogador porque é uma profissão pública e o cara tem de correr no dia seguinte. As pessoas cobram mais de um jogador de futebol do que de um político que rouba milhões. É que o atleta às vezes não tem uma estrutura legal, sai do nada e vê um dinheiro grande entrando na conta. Acha que é dono do mundo. Até eu, aos 38 anos, ainda passo do limite.
Ex- coleiro Marcos do Palmeira (Foto: Marcos Ribolli  / Globoesporte.com)Marcos, em sua academia: "O corpo é a empresa do jogador" (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
E o Neymar, o que você acha dele?
Neymar é um fora de série, mas vejo comparações... Para mim ele é o maior jogador brasileiro em atividade. E só. O Ronaldinho jogou fora e foi campeão, o Fenômeno foi o melhor do mundo, ganhou a Copa. O Neymar tem condições de ter uma carreira igual, vitoriosa se deixarem, porque muita gente fala no ouvido dele, mas comparam muito cedo. Currículo é importante. Ele não é melhor que o Messi. Para ser melhor, tem de jogar o mesmo campeonato. Se ele pegar um time ajustadinho, se cair no Barcelona, será mais fácil. Tem tudo para fazer igual.
Você acha que a fama meteórica pode atrapalhar?
Ele está descobrindo tudo de uma vez: fama, dinheiro, mulheres em cima, é o cara. Mas isso com o tempo enjoa, você perde privacidade, não pode fazer nada. Por isso saem do Brasil. Quando eu voltei da Copa, em todo lugar era homenagem, foto... Isso estressava. Eu era goleiro, precisava estar mais concentrado. O Neymar tem prazer em jogar futebol, mas acho que isso vai estressá-lo mais pra frente. Que adianta ter 100 milhões na conta e não ter tempo para aproveitar o dinheiro?
Depois que meu pai morreu, fiquei rebelde. Não ia mais ser empregado de treinador que vinha com conversinha de projeto longo, essas coisas. Eu devia satisfação ao torcedor e à diretoria que me pagava"
Marcos
É evidente que você gosta de contar histórias e faz as pessoas rirem com elas. Já pensou em fazer um show de stand up comedy?
Nunca pensei em fazer stand up, mas futebol é um aprendizado diário. É muito engraçado, e pior que é tudo verdade. A maioria estudou pouco, não tem etiqueta, aí você coloca aquele povo todo junto. É muita risada. Se pegar as histórias dá para fazer um bom stand up.
Por outro lado, você também sempre foi duro nos momentos de crise e deu entrevistas polêmicas nas saídas de campo...
Eu me matava todo ano para ganhar alguma coisa, chorava, e os caras vinham me cobrar. Depois que meu pai morreu (novembro de 2008), fiquei rebelde. Não ia mais ser empregado de treinador que vinha com conversinha de projeto longo, essas coisas. Eu devia satisfação ao torcedor e à diretoria que me pagava. O técnico colocava um monte de jogador de tal empresário e ia embora. Às vezes eu falava mais como torcedor, mas quando resolvia ajudar, mais atrapalhava, como ir para o ataque. Os últimos anos foram sofridos, ninguém sabe como eu sofri. Mas se quatro, cinco estão desanimados, não tem jeito.
Existe muito técnico enganador por aí?
Para mim é difícil falar porque joguei num time só. Profissionalmente não é bom jogar muito tempo num clube, para não se vincular emocionalmente. A parte profissional fica prejudicada. O Palmeiras era minha família, minha empresa. É meu. Queria alguém que gostasse assim e até o treinador implantar jeito de trabalho, o jogador aceitar, participar, leva tempo. Eu estava há muitos anos, não tinha esse tempo. Acabei falando besteira porque não tinha mais paciência, esperei muito tempo para ganhar. Principalmente no Brasileiro de 2009, que foi uma das maiores decepções da minha vida (o Palmeiras liderava com folga, mas caiu de rendimento no fim e ficou fora até da zona de Libertadores).

Grávida, Carol treina com barrigão e curte raro Dia das Mães com Isabel

Filha da ex-jogadora não quer saber o sexo do bebê, aproveita folga e vê gestação em momento ideal para se preparar para os Jogos do Rio, em 2016

Por Helena Rebello Rio de Janeiro
Comente agora
Às vésperas do ano olímpico, Carolina Salgado tomou uma decisão corajosa. Ao ver a vaga para os Jogos de Londres distante, decidiu interromper a parceria de oito anos com a irmã Maria Clara para realizar o sonho de ter um filho. Grávida de seis meses, a carioca nem de longe se arrepende da opção que fez. E, enquanto espera o neném, segue treinando e exibindo o barrigão na praia de Ipanema, acompanhada de perto pela mãe e ex-jogadora Isabel.

Carol não quis saber o sexo através da ultrassonografia e prefere pensar em nomes apenas quando vir o rosto da criança. Neste domingo, em um raro Dia das Mães que passará em casa, com a família, a atleta não se preocupou com presentes ou festa. Para ela, o que vale é aproveitar as férias forçadas na agenda de viagens para receber carinho e curtir a nova etapa da vida.

- Como minha mãe sempre viajou muito jogando, nunca teve essa coisa de data certa lá em casa. Para mim e para os meus irmãos, era Dia das Mães quando ela chegava em casa. Não podíamos estar junto por causa das viagens, primeiro as dela e, depois, as nossas. Vamos tomar café da manhã juntas, vai ser bom. Mas o importante não é a data em si, mas sim estarmos juntas. O grande exemplo que ela deixou foi o jeito que criou a gente. Se eu conseguir ser uma mãe perto do que ela foi, serei uma super mãe - disse a atleta, casada há três anos com o fotógrafo Fernando Young Brasileiro.

Isabel teve quatro filhos: Pilar, Maria Clara, Pedro e Carol, os três últimos jogadores profissionais de vôlei de praia. E, em todas as gestações, a então atleta continuou no esporte enquanto foi possível, não apenas treinando, como faz a filha caçula, mas também competindo. A grande diferença é que a matriarca da família Salgado atuava na quadra na época e, além de não sofrer tanto com o calor das competições nas areias, dividia a responsabilidade com outras cinco companheiras, podendo ainda ser substituída, se necessário.
Apesar da vasta experiência com a maternidade, Isabel não costuma dar conselhos à filha. Para ela, o importante é seguir as vontades e aproveitar com intensidade esta fase da vida, sempre respeitando os próprios limites.
Carol treino vôlei de praia grávida (Foto: Helena Rebello / Globoesporte.com)Carol treina na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro
(Foto: Helena Rebello / Globoesporte.com)
- A Carol engravidou depois das férias. Eu vinha jogando, estava me sentindo bem e continuei. Se ela tivesse engravidado competindo, acho que teria continuado também. Não tem receita exata. O que eu digo é para ficar atento ao que está a sua volta. É o momento de curtir, e não de ter neurose. A Carol come o que está com vontade, treina porque está com vontade. Ela queria engravidar e está feliz com isso e em treinar. Quando ela não sua, não faz exercício, fica meio mal humorada, não fica tão feliz. Ficar grávida e jogando a faz ficar bem. Me emociono em lembrar que eu, garota, também estava treinando assim. Hoje vejo minhas filhas crescendo, tendo filhos. É bacana ver a natureza, a vida que segue. Agora isso faz parte da vida dela, e um dia vai fazer parte da vida da Maria também.



Projeto para 2016

Os exercícios físicos que Carolina faz são diários, mas moderados. Os saltos estão cada vez mais raros, e dão lugar a mais repetições de passe, saques e levantamentos. Em períodos regulares, há pausa para hidratação e ingestão de água de coco. Com os cuidados com o corpo e com a alimentação – apesar de não se privar de nenhum desejo -, a carioca engordou apenas sete quilos. Mas confessa que já se sente “pesada” para se movimentar com a mesma agilidade de antes.

- Nessas últimas semanas minha barriga deu uma espichada e estou meio lenta, sinto que não estou mais conseguindo pular da mesma forma. Mas até algumas semanas atrás ainda me sentia super leve. Agora confesso que estou pesada para pular, mas quero continuar treinando. Estou me sentindo super bem, estou me divertindo. Para mim é fundamental estar suando, estar em quadra. Não me vejo parando ainda e vou continuar enquanto der.
Carol Isabel treino vôlei de praia grávida (Foto: Helena Rebello / Globoesporte.com)Carol recebe o carinho da mãe Isabel: conselhos são mais raros (Foto: Helena Rebello / Globoesporte.com)


Aos 24 anos, Carol acredita que o momento que escolheu para ser mãe foi o ideal dentro de um projeto para disputar os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Com o nascimento do filho previsto para agosto, ela acredita que terá o tempo necessário para se preparar no novo ciclo.

- Sempre soube que queria engravidar e que não queria parar de jogar para realizar isso. E eu penso em 2016. Queria estar bem para começar esse novo ciclo, e vi que era um momento bom. Achei que era o momento ideal e estou muito feliz. Está sendo incrível.

Sem dar justificativa, Adriano some de sessões de fisioterapia

Atacante não realiza trabalhos agendados nem avisa a funcionários do Flamengo. Médico garante que recuperação é boa

Por Janir Júnior Rio de Janeiro
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Adriano Eduardo paes (Foto: Assessoria de Imprensa)Adriano com Eduardo Paes em reunião na
Prefeitura  (Foto: Assessoria de Imprensa)
Em recuperação da segunda cirurgia no tendão de Aquiles do pé esquerdo, Adriano não realizou sessões de fisioterapia durante a semana. Segundo o GLOBOESPORTE.COM apurou, o atacante não manteve contato telefônico e também não foi encontrado em casa pelos fisioterapeutas do Flamengo ao menos duas vezes. Médico do clube responsável pela operação e pelo pós-operatório, José Luiz Runco garante que a recuperação está boa. O jogador não tem vínculo com o clube, mas recebeu suporte médico do Rubro-Negro.
Runco resumiu sua afirmação ao quadro clínico geral:

- A recuperação está funcionando. Se ele sai ou não à noite, isso já não é problema meu - disse Runco, único que se pronuncia sobre o assunto.

Adriano foi visto na quarta-feira na boate São Nunca, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O dia seguinte registrou uma das ausências do atacante à sessão de fisioterapia. A assessoria do jogador, então, enviou foto e release, informando que o jogador estivera com o prefeito Eduardo Paes por conta do projeto social Brasil Rumo 2016 na tarde de quinta. Mas o site oficial do projeto relatou que o encontro acontecera na quarta.
A recuperação está funcionando. Se ele sai ou não à noite, isso já não é problema meu"
José Luiz Runco, médico do Flamengo
Adriano teve o tendão de Aquiles do pé esquerdo operado no dia 13 de abril, e a previsão inicial para o retorno é de três meses. Os pontos já foram retirados e, até a última semana, ele estava sendo submetido a sessões diárias de fisioterapia com um profissional do Flamengo. O jogador ainda não está liberado para pisar, o que só deverá acontecer no fim do mês. Neste sábado, ele passeou em um shopping do Rio usando cadeira de rodas.

Esse foi o segundo procedimento realizado no local. O primeiro ocorreu há um ano, quando Adriano defendia o Corinthians. O clube paulista alegou que o jogador faltou a 67 sessões de fisioterapia e por isso sua recuperação não foi adequada. Depois disso, foi demitido por justa causa.

Zinho e o assunto Adriano

Na sexta-feira, dia da sua apresentação como diretor de futebol do Flamengo, Zinho foi questionado sobre o Imperador. Comentou sobre o clube abrir as portas para a recuperação do jogador e o exaltou, mas deixou claro que “contratação é outra história".

- Adriano tem um currículo invejável: Seleção Brasileira, Copa do Mundo e no último título brasileiro do clube ele estava aqui. Tem os problemas particulares dele, os problemas fora de campo. Estou falando isso porque é o que sai na mídia. É um cara que tem a cara do Flamengo, foi formado no clube e se identifica com o clube. Tem esses pontos positivos e, quando quer jogar, é absurdo, baita de um jogador. Acho que o clube, até valorizando um cara identificado com ele, abriu as portas. Ele fez a cirurgia, conversei com o departamento médico e vou conversar mais. Abrir as portas para a recuperação do Adriano? Legal, muito bom. Daí para a contratação é outra história. Vamos ver a recuperação, conversar, ver a necessidade da comissão técnica. Não vou começar a responder coisas que não aconteceram ainda. Vamos viver o momento.

Aos 30 anos, Adriano disputou seu último jogo no dia 30 de março, contra o Santos, quando ficou 68 minutos em campo. No jogo, teve poucas chances e em uma delas finalizou errado de perna direita.