As 11 histórias mais curiosas da biografia de Romário, o polêmico
qui, 13/12/12
por bernardo.pombo |

Romário não sai de cena. Amado e odiado com todas as forças, o
Baixinho jogou muita bola. Agora, como deputado, continua com a língua
afiada, sem medo de falar o que pensa com frases apimentadas por
palavrões. A força das suas opiniões faz com que o eterno camisa 11 siga
como protagonista, para o bem e para o mal. Até a estátua dele gera
polêmica. Para mergulhar no jeito Romário de ser, o
POMBO SEM ASA selecionou 11 (número preferido do Baixinho) histórias curiosas da biografia do ex-jogador, escrita por
Marcus Vinicius Rezende de Moraes.
No livro, lançado em 2009, amigos, familiares e colegas de trabalho do
craque falam sobre aquele que já se classificou como ‘O cara’. Entre as
passagens mais curiosas, a briga com Edmundo por causa de um relógio, a
fuga de três namoradas, ofensas via tradutor, entre outras. Confira!
APANHAVA A CAMINHO DO COLÉGIO
Ronaldo, o irmão: “Durante um período,
quando estava a caminho do colégio, em Cordovil, um cara o esperava e
quando passava batia nele. Várias vezes voltou para casa contando essa
história, o que deixava nossa mãe preocupada. Um dia fomos juntos ao
colégio, ele na frente e eu atrás para pegar o agressor. Quando o cara
se aproximou do Romário, eu pulei em cima dele e rolamos até a ponte, de
onde caímos e ele bateu a cabeça no asfalto, ficou desacordado.
Tratamos de cair fora. Passei a levar meu irmão ao colégio e confesso
que cheguei a ir armado com um revólver 22 do meu pai. O cara reapareceu
e durante alguns dias nos ameaçou. Depois desapareceu. O Romário, por
um bom tempo, sonhou com o agressor”.
FOGO NO CABELO
Luís Cláudio, amigo de infância na Vila da Penha:
“Uma vez o Romário estava de olho numa garota e me chamou pra ir a uma
festa na casa dela. Quando chegamos, vimos os pais dela, a avó e três
amigos sentados no chão, tocando violão. Me senti um peixe fora d’água.
Falei pra irmos embora, mas o Romário disse: “Calma que hoje vou pegar
essa garota”. De fato a mulher era muito bonita. Aí aconteceu o
inesperado. O pai da garota foi acender um cigarro, mas o isqueiro não
funcionava. O Romário foi dar uma de bom moço e, ao tentar acender, o
isqueiro funcionou, só que alto demais, atingindo o cabelo da garota.
Botou fogo no cabelo dela. Eu comecei a rir de nervoso, enquanto todos
acalmavam a garota. Fomos embora e o Romário nunca mais voltou”.
DIA DE PRINCESA
Batatinha, amigo: “Romário sempre fazia uma
brincadeira com a gente que ele chamava dia de princesa, quadro de um
programa do Netinho de Paula. Um dia de princesa era frequentar a casa
dele com direito a sauna, piscina, bebidas, churrasco, música….Mordomia
total.
TRÊS NAMORADAS NO ESTÁDIO
Maurício, amigo e preparador físico: “Num
jogo do Vasco no Maracanã, cheguei nas cadeiras e vi que estavam ali,
quase juntas, três namoradas dele na época. Pedi que avisassem a ele que
as moças estavam no Maracanã. Ele foi avisado e mandou o seguinte
recado pra mim: ‘Vou marcar um gol e com 10 minutos do segundo tempo vou
pedir pra sair e vou embora’. Foi o que aconteceu. Fez 1 a 0 no
primeiro tempo, voltou para o segundo e foi substituído, deixando as
três garotas no estádio. Depois me contou que nem tomou banho”.
SONECA ANTES DE JOGO
Wilson Mussauer, amigo:
“Romário tinha regalias no Flamengo. Uma delas: costumava tirar um
cochilo na maca, antes do quecimento. Em outras ocasiões chegava mesmo a
dormir. Faltando 15 minutos pra começar o jogo, lá estava o craque do
time no maior sono, enquanto os demais jogadores já faziam o
aquecimento. Algumas vezes eu fui convocado a acordá-lo porque, com medo
de levar uma bronca, as pessoas do clube não tinham coragem de
despertá-lo. Eu chegava perto e falava: ‘Qual é, baixola, faltam 10
minutos para começar o jogo’. Ele se levantava, molhava o rosto e mal se
aquecia ou alongava. Quando passava por mim, antes de entrar em campo,
ainda dizia: ‘Bacana, cavalo tem barriga, corre pra caralho e não
precisa alongar’.
MELHOR QUE O DINAMITE
Antônio Lopes, técnico do Vasco, sobre ocorrido na década de 1980:
“Um belo dia ele me chamou num canto e disse: ‘Professor, eu já tenho
que ser titular… Jogo mais que o Roberto Dinamite’. Achei curiosa a
pretensão dele, mas argumentei que o Roberto era artilheiro e ídolo do
clube. Sugeri que esperasse a vez dele chegar. E chegou’.
APOSTOU UMA MULHER
Renato Gaúcho, amigo: “Apostamos uma mulher
dentro de campo, durante um Fla-Flu, no Maracanã, pelo Campeonato
Carioca de 1995. Quem perdesse tinha que botar uma bela mulher na mão do
outro, com tudo pago. Vencemos por 4 a 3 e o Baixinho teve que me
aturar”.
XIXI EM QUEM PASSAVA
Mauricinho, ex-companheiro: “O Romário foi
cortado do Mundial de juniores, em 1985, porque fez xixi da janela do
hotel em Copacabana, acertando as pessoas na rua. O Gilson Nunes
(técnico) não gostou”.
OFENSAS PELO TRADUTOR
Filé, fisioterapeuta: “Na Holanda, ele me
chamou para uma reunião com os médicos do PSV com a presença de um
tradutor. Os médicos holandeses foram contra o meu tratamento. O Romário
disse ao tradutor: ‘Manda esses caras tomarem no c…, manda se foderem e
fala que esse cara aqui vai ficar comigo’. O tradutor ficou assustado:
‘Pô, Romário. Como eu vou mandar os caras tomar no c…? Romário, já
irritado, ordenou: “Porra, eu to pagando você. Manda tomarem no c…, se
foderem. Foi constrangedor, mas aconteceu. Depois da polêmica, fui
autorizado a atendê-lo e ser remunerado pelo PSV”.
JOGOU CLÁSSICO DE TÊNIS
Armando Marcial, preparador físico: “Na
véspera de um clássico contra o Flamengo, ele se apresentou com uma
ferida no dedão do pé direito. Havia jogado uma pelada e não conseguia
calçar a chuteira. Foi um desespero, pois tratava-se de um jogo
importante. Romário jogou de tênis, teve boa atuação, mas caiu bastante
em campo”.
RIXA COM EDMUNDO
Rodrigo Paiva, ex-assessor de imprensa do Flamengo:
“Certo dia, na concentração do Flamengo, o Romário brigou com o Edmundo
por causa de um relógio. Romário perguntou as horas, quando estavam na
concentração. Edmundo respondeu que era hora de ele comprar um relógio.
Romário ficou chateado. A partir daí, deixou de falar com o colega.