quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Sob a batuta de Seedorf, Botafogo bate o Vitória e assume a liderança
Holandês comanda o time e dá passes precisos para os dois gols do Alvinegro no Maracanã. Vitória perde a oportunidade de entrar no G-4

DESTAQUES DO JOGO
  • o nome do jogo
    Seedorf
    O meia deu duas assistências e se comportou como líder, ao abraçar Lodeiro, que saiu vaiado, e puxar Vitinho, que dava entrevista após fazer gol.
  • a decepção
    Biancucchi
    O artilheiro do Brasileirão teve uma atuação apagada. Deu apenas uma finalização (bloqueada) e errou cinco dos 11 passes que tentou.
  • estatística
    superioridade
    Os números são favoráveis ao Bota. Com 61% de posse de bola, finalizou 14 vezes (contra sete do rival) e criou seis chances claras (contra uma).
A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM
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Seedorf voltou a ser o nome do Botafogo e carregou o time rumo à liderança do Campeonato Brasileiro. Antes da partida, convocou os torcedores a irem ao Maracanã - foram 14.825 pagantes (19.075 presentes), com uma renda de R$ 635.540. Em campo, organizou o time, acalmou e confortou os companheiros em momentos difíceis (como quando Lodeiro saiu vaiado no segundo tempo) e, mais importante, deu dois belos passes para os gols nos 2 a 0 sobre o Vitória, no Maracanã, pela décima rodada do Brasileiro.
Vitinho e Elias marcaram para o time de Oswaldo de Oliveira, que chegou aos 20 pontos, os mesmos do Coritiba, mas superando os paranaenses no número de vitórias. Já a equipe baiana ocupa a sexta colocação, com 15 pontos. Pode ser ultrapassada pelo Vasco nesta noite.
Seedorf pediu aos torcedores que ficassem ao lado do time, que comparecessem aos jogos para dar apoio. Mas o alvinegro que decidiu ir ao Maracanã teve dor de cabeça. Assim como aconteceu na quarta-feira, na partida entre Fluminense e Cruzeiro, torcedores tiveram dificuldades para entrar no estádio momentos antes da partida. Longas filas se formaram com alvinegros querendo comprar ou trocar seus ingressos, e alguns chegaram a desistir e voltaram para casa. Mais próximo ao horário marcado para o início da partida, bilheterias extras foram abertas para agilizar o fluxo, mas ainda assim muitos torcedores só conseguiram chegar a seus lugares com o jogo em andamento.
Na próxima rodada, o Botafogo enfrenta o Vasco no clássico carioca no Maracanã, domingo, às 18h30m. O Vitória, que nesta quinta teve a torcida do ator Wagner Moura na arquibancada, recebe a Portuguesa, no Barradão, no mesmo horário.
Vitinho gol Botafogo x Vitória (Foto: Cezar Loureiro / Agência o Globo)Jogadores comemoram com Vitinho o primeiro gol do Botafogo (Foto: Cezar Loureiro / Agência o Globo)
Bela jogada e gol de Vitinho
Se muitos torcedores demoraram a conseguir acesso ao estádio, em campo o time, como que em solidariedade, levou também alguns bons minutos até se ajustar no jogo. Foi um primeiro tempo de poucas chances, com quatro finalizações alvinegras e apenas uma do Vitória. O time baiano marcava forte e apostava na estratégia preferida das equipes que jogam fora de casa: fechadinho atrás, com saídas rápidas. No caso, a formação ofensiva com Renato Cajá, Maxi Biancucchi e Dinei justificava a escolha. Ainda assim, a defesa do Botafogo, credenciada como a segunda melhor do campeonato (apenas oito gols sofridos), segurou bem qualquer investida do adversário e passou por poucos apuros. No mais importante, já no fim do primeiro tempo, Jefferson fez grande defesa em chute forte de Dinei.
Para encontrar espaços na defesa do Vitória, o Botafogo precisava caprichar nos passes e jogar em velocidade. Mas Seedorf, Lodeiro e Vitinho não falavam a mesma língua. Quando se entenderam, saiu o gol. E um belo gol. A jogada começou com o uruguaio na intermediária e chegou a Gabriel, que aparecendo como elemento surpresa deu passe preciso para Seedorf em profundidade na área. O holandês poderia até bater no gol, mas mostrou frieza ao buscar Vitinho mais bem colocado, para apenas empurrar para a rede.
No intervalo, o meia parou para dar entrevistas, mas foi abordado por Seedorf, que retirou o jogador e o levou para o vestiário. O que parecia rebeldia era apenas um ato protetor.
- Primeiro os três pontos, depois conversa com vocês, como estou fazendo agora. Não gosto dessa ênfase sobre o Vitinho. Ele tem que crescer muito ainda, tem que melhorar muito. Mas fez um ótimo jogo para ajudar o time a conquistar os três pontos. Ele foi bem, mas ainda tem que evoluir muito - disse.
Seedorf encontra espaço e brilha
O jogo ganhou ritmo mais intenso na volta do intervalo. Em 15 minutos, houve chances de gols para os dois lados. Primeiro, Wilson salvou cabeçada perigosa de Lodeiro, depois o Vitória ficou pedindo pênalti de Dória em Renato Cajá quase na pequena área, em jogada de contra-ataque. Logo em seguida Seedorf acertou um chute com estilo que passou raspando a trave, e Rafael Marques e Lodeiro desperdiçaram boas chances diante do goleiro do time baiano.
Seedorf começou a encontrar mais espaços para jogar e, assim, a exibir seu cardápio de passes precisos. Depois de criar duas boas oportunidades, foi o coautor do segundo gol, marcado por Elias - que, assim como em seu primeiro gol com a camisa do Botafogo, havia entrado poucos minutos antes. A jogada começou na intermediária, em uma tabela com Marcelo Mattos, e terminou em assistência milimétrica para o atacante dentro da área. Golpe de mestre, certeiro e fatal. Vitória do Botafogo e liderança do Brasileiro garantida. Após a partida, os jogadores foram em direção à arquibanca

Em recurso, procurador do STJD pede a condenação de Carlos Alberto

Paulo Schmitt critica absolvição do jogador no TJD pelo caso de doping. Julgamento na instância superior deve acontecer no próximo dia 22

Por Vicente Seda Rio de Janeiro
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Carlos Alberto julgamento doping absolvido (Foto: Gustavo Rotstein)Carlos Alberto abraça Luciana Lopes no julgamento
do TJD, no mês de maio (Foto: Gustavo Rotstein)
A Procuradoria-geral do Superior Tribunal de Justica Desportiva (STJD) impetrou recurso voluntário para questionar a absolvição de Carlos Alberto no Tribunal de Justica Desportiva (TJD) da Federação de Futebol do Rio, a instância inferior do sistema. De acordo com o procurador Paulo Schmitt, o resultado dos julgamentos nas duas instâncias do TJD são “estranhos“, bem como o fato de o tribunal estadual não ter remetido o processo à instância superior, o que só ocorreu após intimacão do presidente do STJD, Flávio Zveiter.
O procurador do TJD, André Valentim, contudo, afirmou que não enxergou motivos para enviar o recurso, já que o STJD tem a prerrogativa de analisar o caso. Ele acrescentou que não deve satisfacão a Schmitt. Já o presidente do TJD, José Teixeira Fernandes disse que houve demora em razão do volume de páginas no processo e avisou a Schmitt que, se havia pressa, era só ir ao TJD tirar uma cópia. De acordo com Flávio Zveiter, o novo julgamento do jogador deve ser no dia 22, no Pleno do STJD.
No dia 4 de julho, Carlos Alberto foi absolvido pelo Pleno do TJD, a segunda instância do tribunal esportivo estadual, depois de já ter sido considerado isento de culpa na avaliação em primeira instância do órgão. Ele foi defendido por Luciana Lopes, filha do presidente da Ferj, Rubens Lopes. Os medicamentos (hidroclorotiazida, um diurético que combate a hipertensão arterial, e carboxi-tamoxifeno) que causaram a polêmica são produzidos por uma farmácia de manipulação, e o jogador estudava denunciar o estabelecimento.
O contrato do meia-atacante com o Vasco acaba nesta sexta, e a diretoria já anunciou que não vai renovar o vínculo. O então camisa 10 já não treina em São Januário há três semanas.
Paulo Schmitt se baseia em resolucão do próprio tribunal, de maio deste ano, determinando que todos os casos de doping sejam remetidos em 10 dias para a instância superior com cópia para a Comissão Nacional de Controle de Dopagem da CBF. O recurso assinado por Schmitt em 23 de junho narra o resumo dos julgamentos em que Carlos Alberto, então jogador do Vasco, alegou ter sido flagrado no antidoping por conta de contaminação de medicamentos comprados em farmácia de manipulação. Depois do resultado do segundo julgamento, no Pleno do TJD, o documento afirma: “Por ocasião da sessão, a procuradora do ora Recorrido arguiu, “preliminarmente”, reforçando o que fora inovado em sede de contrarrazões, um suposto “vício no laudo” que havia confirmado o doping. (…) Surpreendentemente a “tese” do Recorrido foi abraçada pela maioria dos julgadores do Pleno do TJD/RJ, que “absolveram o atleta por vício no laudo”, alterando a fundamentação da decisão de absolvição proferida pela 7ª CD do TJD/RJ (fls. 1197/1216)“.
A substância foi encontrada na quantidade proibida nas duas amostras. Então é muito ruim a Procuradoria do TJD não ter recorrido para o STJD. Um absurdo isso ao meu ver"
Paulo Schmitt
Mais adiante, Schmitt cita as leis da Agência Mundial Antidopagem (Wada, na sigla em inglês) para reforçar seus argumentos no texto: “É dever pessoal de cada jogador assegurar que nenhuma substância proibida ingresse em seu corpo. Os jogadores são responsáveis por todas as substâncias proibidas ou seus metabólitos ou marcadores encontrados em suas amostras. Consequentemente, não é necessário que a intenção, falha, negligência ou conhecimento do uso pelo jogador seja demonstrado para estabelecer uma violação antidoping de acordo com este artigo".
Ele ressalta ainda no texto do documento que a CBF foi condenada pelo Comitê Disciplinar da Fifa por conta da atitude do TJD: “A atitude do TJD/RJ resultou na condenação da CBF, em pena de multa, pelo Comitê de Disciplina da FIFA, por não colaborar com a entidade máxima do futebol no caso do julgamento do ora Recorrido, nos termos dos artigos 110, parágrafos 1 e 3, do Código Disciplinar da FIFA, conforme notificação enviada pela FIFA a CBF, em anexo. Dessa forma, importante que se dê ciência às entidades de administração do futebol, da não existência de trânsito em julgado no caso do atleta Carlos Alberto, já que a Justiça Desportiva não se posicionou em definitivo, cabendo a esta C. Corte a revisão do julgado a quo".
- Estou pedindo a condenação do atleta porque não há nenhum argumento que possa desconstituir o laudo (que acusou a presença de substância proibida no organismo do jogador). Com base na norma internacional da Fifa, tem de esgotar as instâncias do país e remeter obrigatoriamente à Fifa. A CBF acaba sendo condenada em vários processos quando há essas absolvições e não passa pelo STJD, normalmente em casos de TJDs locais. Então mudou a codificação, e o STJD tem legitimidade em casos de doping para recorrer - disse Schmitt ao GLOBOESPORTE.COM.
Segundo o presidente do STJD, Flávio Zveiter, o caso de Carlos Alberto deve entrar na pauta do tribunal no próximo dia 22
Questionado se haveria semelhança com o caso de Dodô, que foi absolvido no STJD e depois condenado pela Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla original em francês) também usando em sua defesa a tese de contaminação de medicamento em farmácia de manipulação quando defendia o Botafogo, em 2007, Schmitt ressaltou que hoje os casos de doping no STJD são julgados pelo código da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês), ao contrário do julgamento de Dodô. Naquela época, o STJD se baseava, para casos de doping, no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), mais brando em relação à legislação internacional que determinou a suspensão do atacante por dois anos pela CAS.
- A absolvição do Dodô foi muito ruim para nós aqui, não pegou bem para a Justiça Desportiva. Ele foi condenado depois, sem ocorrer uma prova contundente para absolver, e quando não existe isso tem de condenar. Não adianta ficar com pena do atleta. No caso do Carlos Alberto, não existe uma prova robusta que desconstitua o laudo. A substância foi encontrada na quantidade proibida nas duas amostras. Então é muito ruim a Procuradoria do TJD não ter recorrido para o STJD. Um absurdo isso ao meu ver. Achei muito estranha a postura da Procuradoria do TJD local e foi muito bem-vinda essa resolução que obriga que todos os casos, independente de recurso do TJD, sejam encaminhados para análise.
Schmitt revelou ainda que o processo só foi enviado ao STJD após uma intimação
- Todos os casos que passam pelo STJD desse tipo acabam sendo de uma forma ou de outra condenados. O TJD só enviou o processo ao STJD, apesar de terem sido intimados sobre a resolução, depois que o presidente Flávio (Zveiter) os intimou a enviar em 24 horas. Quem não deve não teme. Se acha que está tudo ok, que a absolvição foi dentro dos parâmetros legais e ninguém tem de se meter nisso, não tem por que ficar demorando para encaminhar ou cumprir uma norma, que aliás é anterior ao julgamento do caso.
Procurador e presidente do TJD criticam Schmitt
O procurador do TJD, André Valentim, ficou revoltado com as declarações de Schmitt. Primeiro, atendeu à reportagem do GLOBOESPORTE.COM e rebateu:
- Entendi que julgou em primeira e segunda instâncias, não vi motivos para recorrer já que tinha essa previsão de que eles puxariam o processo mesmo para recorrer. Se existe isso (essa norma), eles que o fizessem, como fizeram. Não tinha obrigação. Para mim, o julgamento em segunda instância foi perfeito e por isso não recorri, não sou obrigado a recorrer. Ele puxou e agora faz o que quiser, já existia essa previsão. Ele que recorra, eu estou satisfeito, já fiz a minha parte aqui embaixo.
Não sou funcionário do Paulo Schmitt, não tenho de dar satisfação a ele sobre o que eu faço no tribunal e ele não tem de se meter onde não é chamado, uma vez que não tem competência para intervir no tribunal"
André Valentim
Minutos depois, Valentim retornou para a reportagem, em tom mais áspero. O procurador afirmou que não deve explicação a Schmitt.
- Não sou funcionário do Paulo Schmitt, não tenho de dar satisfação a ele sobre o que eu faço no tribunal e ele não tem de se meter onde não é chamado, uma vez que não tem competência para intervir no tribunal.
O presidente do TJD, José Teixeira Fernandes, também não se mostrou satisfeito com as declarações de Schmitt. Foi irônico ao comentar o que chamou de pressa “estranha“ do procurador do STJD e deu outra versão para a demora no envio do processo ao tribunal superior.
- Primeiro que é um processo que deve ter não sei quantas páginas, e segundo que houve julgamento em primeira e segunda instância e, depois disso, arregimentamos tudo e enviamos o processo. Só isso. Houve um atraso condizente com a quantidade de folhas que tinha o processo. Quando se julga doping, temos de julgar com muito critério e imparcialidade, e receber do denunciado qualquer que seja a quantidade de provas para serem analisadas pelos auditores. Uma decisão dessas pode acabar com a vida do atleta, talvez sem que ele tenha culpa. A pena mínima é de dois anos. Tem de dar tempo a isso. No processo há duas pessoas que sabem a verdade, o acusado e Deus.
Fernandes, ao ser questionado se esses argumentos não se referiam a um momento anterior ao de remeter o processo ao STJD, emendou:
A gente não pode querer que o meu tribunal julgue com a consciência dele, temos um pensamento diferente, é isso. Se ele tinha essa pressa toda, era só ir lá e tirar cópia do processo no tribunal. Estou estranhando é a pressa dele"
José Teixeira Fernandes
- Claro, mas o processo tem muito laudo. O importante é que foi remetido, entendeu? Foi remetido. É um caso específico, como há outros, o caso do Michael, o caso do Deco (ambos do Fluminense), que também serão assim.
Sobre as afirmações de Schmitt de que não há provas para absolver Carlos Alberto, Fernandes contestou:
- Isso é problema dele, vai julgar da maneira que ele achar. Os nossos auditores julgaram dessa forma. Para isso é que há recurso. A gente não pode querer que o meu tribunal julgue com a consciência dele, temos um pensamento diferente, é isso. Se ele tinha essa pressa toda, era só ir lá e tirar cópia do processo no tribunal. Estou estranhando é a pressa dele. Agora quem estranha sou eu.
A reportagem procurou a advogada de Carlos Alberto, Luciana Lopes, mas ela não foi encontrada para comentar o caso.
da saudar a torcida.

Lembra Dele? Ex-Peixe, Claudiomiro foi personagem contra Barça em 98

Ex-volante teve gol anulado no fim e desperdiçou pênalti no Joan Gamper
há 15 anos, quando enfrentou catalães no dia em que completava 27 anos

Por Flávio Meireles e Fernando Prandi Santos, SP
38 comentários
Todo 25 de agosto é especial para Claudiomiro Salenave Santiago. Ele acorda, repassa os acontecimentos dos últimos 365 dias e, enfim, comemora mais um ano de vida. Mas o aniversário de 27 anos foi o mais especial de todos: no auge da carreira, com a camisa que um dia vestiu o maior jogador de futebol da história, diante de um dos mais tradicionais clubes do mundo. Não tinha como ser diferente. Não tinha mesmo como esquecer.
Naquele 25 de agosto de 1998, Claudiomiro, um volante voluntarioso, mais conhecido pelo jogo duro que a posição exige do que pelas virtudes ofensivas, foi personagem do último duelo entre Santos e Barcelona no Camp Nou. Quase 15 anos depois, o Bombeiro, como era chamado pela torcida - era uma espécie de curinga que resolvia os problemas nas posições - confessou: guarda todas as recordações possíveis daquele momento.
- Marcou muito enfrentar o Barcelona com todas aquelas feras: Giovanni, Rivaldo, Figo, Luis Enrique, além dos holandeses. Até hoje guardo aquela camisa do Barça - contou o agora ex-jogador, prestes a completar 42 anos.
Claudiomiro camisa Barcelona (Foto: Arquivo pessoal)Claudiomiro exibindo a camisa do Barça que ganhou de Giovanni no amistoso de 1998 (Foto: Arquivo pessoal)
A partida em questão era válida pelo Troféu Joan Gamper, o mesmo que Peixe e Barça disputarão na sexta-feira, às 16h30m, novamente no Camp Nou, na segunda aparição de Neymar com a camisa do gigante espanhol - provavelmente, a primeira ao lado de Messi.
Em 1998, o jogo entre Santos e Barcelona terminou empatado por 2 a 2. O lateral-direito Anderson Lima abriu o placar para o Peixe. Rivaldo e Figo viraram para o Barça. Adiel deixou tudo igual para o time brasileiro.
Mas foi um lance antes do apito final que fez de Claudiomiro o personagem daquele confronto. Anderson Lima, o dono de todas as bolas paradas daquele Santos, bateu escanteio, e o volante, que tinha o cabeceio como uma de suas principais qualidades, desviou na primeira trave, vencendo o goleiro holandês Hesp. Gol! Gol? Não.
- Fiz um gol que foi anulado. As imagens mostram que o zagueiro tirou de dentro do gol - comentou o gaúcho de Santana do Livramento, cidade distante quase 500 quilômetros da capital Porto Alegre.
‘Foi vergonhoso’
Quinze anos depois, Claudiomiro parece levar na boa a anulação do gol que daria a vitória ao Santos. Argel, xerife daquele time, não.
Argel Claudiomiro dupla RB Brasil (Foto: Murilo Borges)Argel e Claudiomiro estão trabalhando juntos novamente, agora fora de campo  (Foto: Murilo Borges)
- O Claudiomiro fez um gol de cabeça no fim. A bola entrou um metro. O jogador do Barcelona acabou tirando depois. Foi vergonhoso. Acho que o juiz não quis dar, até porque a partida valia um troféu – reclamou o hoje técnico do América-RN.
Sem o gol de Claudiomiro, a partida terminou empatada, e o Troféu Joan Gamper teve que ser decidido nos pênaltis. E, como em um roteiro de filme onde o mocinho acaba levando a pior no fim, coube ao volante bater e perder o pênalti que praticamente deu a taça ao Barcelona – após o erro do santista, Luis Enrique cobrou e converteu a sua penalidade.
- O goleiro do Barcelona (Hesp) era muito grande. Quando fui bater, ele abriu os braços, pensei: ‘Vixe! E agora?’ – recordou o ex-jogador.
Nem tão ruim assim
Apesar do gol anulado e do troféu perdido, Argel guardou boas lembranças daquela partida contra o Barcelona e da boa fase que o Santos vivia na época.
- Foi uma semana fantástica para o Santos. Ganhamos do São Paulo no Morumbi (3 a 1). Viajamos, jogamos terça contra o Barcelona e empatamos o jogo - só perdemos nos pênaltis. Na quinta, jogamos em Roma e vencemos por 3 a 2, sendo que o primeiro tempo terminou 3 a 0. Depois, retornamos ao Brasil e vencemos do Internacional, por 2 a 0, no fim de semana – relembrou, com riqueza de detalhes.
Para Claudiomiro, nem mesmo o pênalti perdido foi capaz de apagar o caráter especial daquele dia.
- Só de estar lá (no Camp Nou) no dia do meu aniversário já foi incrível. Que presente melhor eu poderia receber? À noite, depois do jantar, o Anderson Lima, o Argel e os outros jogadores pediram um bolo e cantaram os parabéns.
Menos de dois meses depois, o Bombeiro se redimiu. No primeiro jogo da final da Copa Conmebol, o volante marcou o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Rosario Central (veja o vídeo ao lado), na Vila Belmiro. Na partida de volta, o Peixe segurou o 0 a 0 no Gigante de Arroyito e se tornou campeão do torneio.
Outros tempos
Há 15 anos, o futebol era outro. No Brasil e no mundo. No Barça que derrotou o Santos nos pênaltis, por exemplo, José Mourinho - hoje no Chelsea e com um currículo vitorioso na Europa - fazia parte da comissão técnica, mas não como treinador ou auxiliar.
- Uma coisa que chamou atenção era que o intérprete do Van Gaal (técnico holandês que comandava o Barcelona) era o José Mourinho. Olha que interessante – comentou Argel.
Os tempos são outros, é bem verdade. Mas o favoritismo, assim como foi em 1998, está com o Barcelona também em 2013. Quem afirma é Claudiomiro, que hoje trabalha como auxiliar técnico de Argel pelos clubes que o ex-zagueiro comanda.
Cartaz para jogo Barcelona Santos (Foto: Divulgação/ Barcelona)Cartaz do jogo de sexta: estrelas do Barça são exaltadas por ex-jogadores (Foto: Divulgação/ Barcelona)
- O nível técnico do Barcelona hoje é maior. Os jogadores do time atual são muito rápidos e habilidosos. Portanto, mais difíceis de marcar. Além disso, tem o Neymar. Meu Deus! Na hora que ele entrar na equipe, vai se tornar o melhor do mundo! O Santos está muito abaixo. Mas o time espanhol está vindo de pré-temporada. O Peixe pode até surpreender, porque o futebol sempre nos apresenta uma novidade.
Camisa 10 daquele Santos, Jorginho concordou com Claudiomiro e aponta o Barcelona como favorito no duelo de sexta-feira.
- Esse Barcelona de Neymar e Messi é um pouco melhor, embora aquele time (que venceu o Santos nos pênaltis em 1998) fosse fantástico. A equipe atual tem Xavi, Iniesta, Messi e Neymar. Se deixar essa turma no mano a mano com a defesa adversária é rezar para Deus ou tentar parar com uma metralhadora.
  •  
barcelona 2 (5) x (4) 2 santos
Hesp, Nadal, Abelardo, Celades (Roger) e Sergi; Okunowo, Cocu, Giovanni (Oscar) e Figo; Luis Enrique e Rivaldo (Zenden). Técnico: Van Gaal Zetti, Anderson, Argel, Jean (Sandro) e Athirson (Gustavo Nery); Claudiomiro, Narciso, Jorginho (Adiel) e Lúcio (Fernandes); Viola (Elder) e Aristizábal (Alessandro). Técnico: Émerson Leão
Técnico: Van Gaal Técnico: Emerson Leão
Gols: no primeiro tempo, Anderson, aos 32, Rivaldo, aos 39, Luis Figo, aos 41, e Adiel, aos 47min.
Pênaltis: Na segunda série, Claudiomiro desperdiçou a sua cobrança, e Luis Enrique decretou a vitória do Barcelona.
Local: Camp Nou, em Barcelona, Espanha. Renda: 8.000 pesetas. Público: 25.000 pessoas.

Presidente do Fla sofre com susto e gritaria no voo de volta da Bahia

Avião que trazia Bandeira de Mello de Salvador para o Rio de Janeiro demorou sete horas e comandante chegou a falar em falta de combustível

Por Janir Júnior Rio de Janeiro
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Eduardo Bandeira Presidente Flamengo (Foto: Reprodução / Twitter)Eduardo Bandeira conversa com torcedores no voo
do Fla (Foto: Reprodução Twitter/André Tozzini)
Se o último dia de julho soou trágico para o Flamengo, agosto já apresentou seu cartão de visitas ao presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello. Depois da derrota para o Bahia por 3 a 0 na Fonte Nova na noite de quarta-feira, Bandeira sofreu para voltar de Salvador nesta quinta. O dirigente foi assediado em sua poltrona por torcedores que conversaram sobre a qualidade do time, demonstraram preocupação com o futuro no Brasileirão e quiseram saber do paradeiro do vice de futebol, Wallim Vasconcellos. Mas esse não foi o problema. O trajeto - que normalmente demora duas horas para ser percorrido - levou sete horas. E, em certo momento, sem ter onde pousar, o comandante do voo chegou a dizer que tinha apenas "40 minutos de combustível" para desespero e gritaria dos passageiros.
O voo deveria ter saído às 7h13m de Salvador e pousado no Aeroporto Internacional Tom Jobim pouco depois das 9h.  Mas o nevoeiro que fechou os aeroportos do Rio na manhã desta quinta-feira impediu isso e causou  uma série de contratempos.
- Era para sair de Salvador às 7h13m e chegar ao Galeão por volta de 9h10m. Saímos umas 8h20m e, por causa do nevoeiro, avisaram que teríamos que pousar em Guarulhos. Quando chegamos lá, ficamos 2h30m dentro do avião esperando autorização para sair. De repente, parece que liberaram, o avião começou a taxiar, mas de repente voltou. Parecia filme de terror. Depois, voltou, andou na pista, teve autorização e decolou. Percebemos, então, que a velocidade foi reduzida e começaram a fazer o formato de zero, rodando em círculos. Primeiro, quatro círculos por uns 30 minutos; depois, mais 25. O piloto, então, anunciou que só tinha mais 40 minutos de combustível. Começou uma gritaria no avião, o pessoal louco, cobrando da aeromoça como o piloto falava aquilo! Enfim, conseguimos descer às 13h40m no Rio - revelou André Tozzini, torcedor que estava na poltrona ao lado do presidente Eduardo Bandeira de Mello.
O primeiro voo em círculo aconteceu na altura de São José dos Campos. Depois, já na altura de Barra Mansa, quando o piloto fez a previsão de apenas mais 40 minutos de combustível, o que potencializou o pânico a bordo.
Rota de voo do presidente do Fla (Foto: Andre Tozzini)Na rota de voo, os círculos que o avião teve que fazer durante o voo de Guarulhos para o Rio
(Foto: Andre Tozzini)
Além do terror aéreo, o mandatário rubro-negro parecia não encontrar respostas para perguntas de torcedores presentes no mesmo avião. Eles debateram sobre a má fase da equipe, e também destacaram a necessidade de contratar reforços.
Com jeito de pacato cidadão, Bandeira não alterou o tom de voz, admitiu que a situação é complicada e usou o discurso de praxe:
- Estamos tentando, mas não podemos prometer nada.
Por fim, o dirigente foi questionado sobre o paradeiro do vice-presidente de futebol, Wallim Vasconcellos, que estava recentemente em viagem de férias e sumiu do dia-a-dia do clube, mesmo com as turbulências no futebol rubro-negro.
Os torcedores presentes no mesmo voo de Bandeira de Mello chegaram a dar orientações para que ele cobre da sua diretoria, pois não seria justo tudo estourar apenas na presidência.
Cantarelle, preparador de goleiros do Flamengo, também estava no voo, que chegou a ter aplausos de passageiros quando conseguiu decolar de Guarulhos. E alívio quando, enfim, pousou no Rio.

Árbitro beijoqueiro tira 'casquinha'
das auxiliares na quarta divisão de SP

Cumprimentos com beijo no rosto aconteceram na entrada em campo, no fim do 1º tempo, na volta do intervalo e ao final do jogo em Olímpia

Por GLOBOESPORTE.COM Olímpia, SP
39 comentários
A partida entre Olímpia e XV de Jaú, disputada na última quarta e válida pelo Campeonato Paulista da Segunda Divisão – equivalente ao quarto nível do futebol estadual –, não teve grandes emoções, mas chamou a atenção pelo comportamento "carinhoso" do quarteto de arbitragem.
Comandado pelo árbitro Marcelo Prieto Alfieri, o grupo contou com a presença de duas auxiliares, Renata Ruel Xavier de Brito e Alexandra Aparecida Rodolfo, além do quarto árbitro Paulo Nogueira Pinho Junior.
Árbitro beijoqueiro na partida Olímpia x XV de Jaú (Foto: Montagem / GloboEsporte.com)(Montagem / GloboEsporte.com)
A presença feminina na arbitragem, e em dose dupla, animou os torcedores de Olímpia, cidade distante 440 quilômetros de São Paulo.
Mesmo diante de um jogo morno e quase sem chances de gols de lado a lado, muitos torcedores deixaram as arquibancadas assistiram à partida em pé, junto ao alambrado, que fica a poucos metros da linha lateral do campo. E alguns admitiram que a opção foi motivada pela presença das auxiliares.
Mas desde a entrada dos times em campo, o que chamou mais a atenção dos torcedores do Galo Azul de Olímpia foi o festival de beijinhos entre os integrantes da arbitragem.
Os cumprimentos com beijos no rosto aconteceram antes da execução do Hino Nacional, ao fim do primeiro tempo, no retorno do intervalo e, por fim, depois do apito final. E na partida sem gols, quem se destacou para a torcida foi mesmo o árbitro beijoqueiro.
Muitos beijos, pouco futebol
Se em termos de arbitragem a partida foi movimentada, dentro das quatro linhas Olímpia e XV de Jaú fizeram um jogo morno, quase sem chances de gols para nenhum dos times.
Mesmo com um jogador a mais em campo desde o 9 minutos do segundo, o Olímpia não teve forças para superar o rival. Com o resultado, o Olímpia ficou na liderança do Grupo 12 da Segundona e o XV de Jaú terminou na 3ª posição e fora da zona de classificação.
Sob a batuta de Seedorf, Botafogo bate o Vitória e assume a liderança
Holandês comanda o time e dá passes precisos para os dois gols do Alvinegro no Maracanã. Vitória perde a oportunidade de entrar no G-4
 
DESTAQUES DO JOGO
  • o nome do jogo
    Seedorf
    O meia deu duas assistências e se comportou como líder, ao abraçar Lodeiro, que saiu vaiado, e puxar Vitinho, que dava entrevista após fazer gol.
  • a decepção
    Biancucchi
    O artilheiro do Brasileirão teve uma atuação apagada. Deu apenas uma finalização (bloqueada) e errou cinco dos 11 passes que tentou.
  • estatística
    superioridade
    Os números são favoráveis ao Bota. Com 61% de posse de bola, finalizou 14 vezes (contra sete do rival) e criou seis chances claras (contra uma).
A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM
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Seedorf voltou a ser o nome do Botafogo e carregou o time rumo à liderança do Campeonato Brasileiro. Antes da partida, convocou os torcedores a irem ao Maracanã - foram 14.825 pagantes (19.075 presentes), com uma renda de R$ 635.540. Em campo, organizou o time, acalmou e confortou os companheiros em momentos difíceis (como quando Lodeiro saiu vaiado no segundo tempo) e, mais importante, deu dois belos passes para os gols nos 2 a 0 sobre o Vitória, no Maracanã, pela décima rodada do Brasileiro.
Vitinho e Elias marcaram para o time de Oswaldo de Oliveira, que chegou aos 20 pontos, os mesmos do Coritiba, mas superando os paranaenses no número de vitórias. Já a equipe baiana ocupa a sexta colocação, com 15 pontos. Pode ser ultrapassada pelo Vasco nesta noite.
Seedorf pediu aos torcedores que ficassem ao lado do time, que comparecessem aos jogos para dar apoio. Mas o alvinegro que decidiu ir ao Maracanã teve dor de cabeça. Assim como aconteceu na quarta-feira, na partida entre Fluminense e Cruzeiro, torcedores tiveram dificuldades para entrar no estádio momentos antes da partida. Longas filas se formaram com alvinegros querendo comprar ou trocar seus ingressos, e alguns chegaram a desistir e voltaram para casa. Mais próximo ao horário marcado para o início da partida, bilheterias extras foram abertas para agilizar o fluxo, mas ainda assim muitos torcedores só conseguiram chegar a seus lugares com o jogo em andamento.
Na próxima rodada, o Botafogo enfrenta o Vasco no clássico carioca no Maracanã, domingo, às 18h30m. No mesmo horário, o Vitória recebe a Portuguesa, no Barradão.
Vitinho gol Botafogo x Vitória (Foto: Cezar Loureiro / Agência o Globo)Jogadores comemoram com Vitinho o primeiro gol do Botafogo (Foto: Cezar Loureiro / Agência o Globo)
Bela jogada e gol de Vitinho
Se muitos torcedores demoraram a conseguir acesso ao estádio, em campo o time, como que em solidariedade, levou também alguns bons minutos até se ajustar no jogo. Foi um primeiro tempo de poucas chances, com quatro finalizações alvinegras e apenas uma do Vitória. O time baiano marcava forte e apostava na estratégia preferida das equipes que jogam fora de casa: fechadinho atrás, com saídas rápidas. No caso, a formação ofensiva com Renato Cajá, Maxi Biancucchi e Dinei justificava a escolha. Ainda assim, a defesa do Botafogo, credenciada como a segunda melhor do campeonato (apenas oito gols sofridos), segurou bem qualquer investida do adversário e passou por poucos apuros. No mais importante, já no fim do primeiro tempo, Jefferson fez grande defesa em chute forte de Dinei.
Para encontrar espaços na defesa do Vitória, o Botafogo precisava caprichar nos passes e jogar em velocidade. Mas Seedorf, Lodeiro e Vitinho não falavam a mesma língua. Quando se entenderam, saiu o gol. E um belo gol. A jogada começou com o uruguaio na intermediária e chegou a Gabriel, que aparecendo como elemento surpresa deu passe preciso para Seedorf em profundidade na área. O holandês poderia até bater no gol, mas mostrou frieza ao buscar Vitinho melhor colocado, para apenas empurrar para a rede.
No intervalo, o meia parou para dar entrevistas, mas foi abordado por Seedorf, que retirou o jogador e o levou para o vestiário. O que parecia rebeldia, era apenas um ato protetor. O holandês quer evitar o assédio sobre o jovem alvinegro.
- Não gosto dessa ênfase sobre o Vitinho. Ele tem que crescer muito ainda, tem que melhorar muito. Mas fez um ótimo jogo para ajudar o time a conquistar os três pontos. Ele foi bem, mas ainda tem que evoluir muito - disse.
Seedorf encontra espaço e brilha
O jogo ganhou ritmo mais intenso na volta do intervalo. Em 15 minutos, chances de gols para os dois lados. Primeiro Wilson salvou cabeçada perigosa de Lodeiro, depois o Vitória ficou pedindo pênalti de Dória em Renato Cajá quase na pequena área, em jogada de contra-ataque. Logo em seguida Seedorf acertou um chute com estilo que passou raspando a trave, e Rafael Marques e Lodeiro desperdiçaram boas chances diante do goleiro do time baiano.
Seedorf começou a encontrar mais espaços para jogar e, assim, a exibir seu cardápio de passes precisos. Depois de criar duas boas oportunidades, foi o co-autor do segundo gol alvinegro, marcado por Elias, que assim como em seu primeiro gol com a camisa do Botafogo, havia entrado poucos minutos antes. A jogada começou na intermediária, em uma tabela com Marcelo Mattos, e terminou em assistência milimétrica para o atacante dentro da área. Golpe de mestre, certeiro e fatal. Vitória do Botafogo e liderança do Brasileiro garantida.
 

Wagner Moura vai ao Maracanã,
mas funcionária pede para ele 'sair'

Ator, torcedor do Vitória, acompanhou a partida contra o Botafogo nesta
quinta-feira, mas foi 'convidado' a deixar setor em função do ingresso que tinha

Por SporTV.com Rio de Janeiro, RJ
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O Maracanã contou com a presença ilustre do ator Wagner Moura nas arquibancadas na noite desta quinta-feira. Torcedor do Vitória mas morador do Rio de Janeiro, ele aproveitou a passagem do clube baiano pela cidade, para enfrentar o Botafogo, e compareceu ao estádio.
O curioso é que, enquanto se divertia com o filho Bem nas cadeiras, Wagner Moura foi convidado, no melhor "estilo Capitão Nascimento", seu personagem do filme "Tropa de Elite", a sair do local, já que seu ingresso era de outro setor. Seguido pelo filho, prontamente acompanhou a funcionária. No final, Wagner Moura não teve muito o que comemorar, já que o Botafogo venceu o Vitória por 2 a 0.
Wagner Moura costuma desfilar com a camisa do Vitória e sempre participa de campanhas institucionais promovidas pelo clube rubro-negro. Após dez jogos, o Vitória soma 15 pontos e ocupa a sétima colocação.
Wagner Moura, ator, Maracanã (Foto: Reprodução/SporTV)Wagner Moura deixa setor do Maracanã após pedido de funcionária (Foto: Reprodução/SporTV)

Musa 'Padrão Fifa' é presa após participar de assalto no Distrito Federal

Rita Christina Camargo foi detida em flagrante

Modelo do ensaio sensual realizado pelo Brasiliense no mês de julho, Rita Christina Camargo, a 'Musa Padrão Fifa', foi detida após participar do assalto a uma agência bancária no Hospital de Base do Distrito Federal.

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Ao lado de um outro criminoso, Rita tentou fazer com que a funcionária do banco realizasse uma transferência no valor de R$ 80 mil. A quantia seria depositada numa conta no Rio de Janeiro, local onde estava o mandante. A musa e o bandido, que ficariam com R$ 20 mil, ameaçaram explodir a agência caso a ação não fosse concretizada.

Após ser presa em flagrante, Rita Christina Camargo, de 29 anos, foi encaminhada para o presídio de Gama, região administrativa do Distrito Federal. 

Em nota divulgada em seu site oficial, o Brasiliense disse não se responsabilizar com a vida pessoal de suas modelos.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Timão encerra jejum em casa, bate Grêmio e sonha com arrancada
Com gols de ataque contestado, Corinthians faz 2 a 0 e volta a sorrir no Pacaembu. Tricolor perde Zé Roberto e vai preocupado para clássico
 
 
DESTAQUES DO JOGO
  • lance capital
    35 do 2ºT

    Quando o Grêmio mais pressionava, o Corinthians marcou o segundo, com Alexandre Pato, e matou o jogo.
  • deu certo
    Corinthians

    Tite apostou na equipe que vinha tropeçando nos últimos jogos e viu um desempenho bem melhor desta vez. Sheik e Pato fizeram os gols.
  • preocupação
    Zé Roberto

    O capitão gremista saiu lesionado no primeiro tempo e é dúvida para o Grenal. Em campo, o Grêmio sentiu muita falta de seu articulador.
A CRÔNICA
por Diego Ribeiro
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O Pacaembu não estava lotado, nada perto daquele clima contagiante encontrado em jogos decisivos. Mesmo assim, o Corinthians ouviu o apoio das arquibancadas, incendiou-se e voltou a se impor dentro de sua casa na vitória por 2 a 0 sobre o Grêmio, nesta quarta-feira, pelo Campeonato Brasileiro. Já eram três jogos sem ganhar, sem sequer fazer um gol dentro de casa. Do outro lado, o Tricolor gaúcho passa a pensar no Grenal com maior preocupação.
A vitória leva o Corinthians aos 14 pontos, já sonhando com uma arrancada e a caça aos líderes. A noite foi bastante produtiva para o time e seu ataque. Os gols foram de Emerson e Alexandre Pato, artilheiro corintiano no Brasileiro – balançou as redes quatro vezes. Com o total de oito gols na competição, o Timão não tem mais o pior ataque (o posto agora é do Náutico, com sete).
O Grêmio permanece com 15 pontos e perde a chance de encostar nos primeiros colocados. O ataque formado por Kleber e Barcos não jogou bem, mas a equipe de Renato Gaúcho levou perigo no início do segundo tempo. A notícia mais grave é a possível perda de Zé Roberto para o clássico de domingo – ele saiu lesionado aos 19 minutos de jogo.
O Corinthians volta a campo no próximo domingo, quando enfrenta o Criciúma, às 16h (horário de Brasília), em Santa Catarina. Na mesma data e horário, o Grêmio tem um clássico decisivo em sua Arena, contra o Internacional.
Danilo jogo Corinthians contra o Grêmio  (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Danilo cabeceia, observado por Pará (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Timão interessado; Grêmio sem maestro
Tite parecia saber exatamente o que queria ao dar uma última chance ao quarteto de ataque formado por Danilo, Romarinho, Guerrero e Emerson. Com tanta gente boa no banco, casos de Renato Augusto, Douglas e Alexandre Pato, todo mundo entrou mais ligado na missão de tirar do Corinthians o incômodo posto de pior ataque do Brasileirão.
A marcação implacável e adiantada, com os atacantes quase na mesma linha dos zagueiros, não era vista há muito tempo. E com o Timão, essa tática costuma dar certo. Os erros causados pela pressão deram origem às chances de gols – com Emerson, com Guerrero, até com Ralf. Nada que ainda levasse perigo ao goleiro Dida.
Barcos Corinthians e Cruzeiro (Foto: Marcos Ribolli)Barcos se enrola com a bola, diante de Guilherme
e Igor  (Foto: Marcos Ribolli)
Com Kleber e Barcos no ataque, o Grêmio de Renato Gaúcho sabia agredir e dar trabalho à defesa corintiana, melhor do campeonato. O problema é que o principal jogador da equipe saiu machucado logo aos 19 minutos: sem Zé Roberto, o Tricolor perdeu força no meio-campo e cedeu terreno ao Corinthians. O garoto Guilherme Biteco foi o substituto do capitão gremista.
Com mais campo para jogar, o Timão abusou das triangulações, mostrando os movimentos quase automáticos que levaram a equipe de Tite aos grandes títulos dos últimos anos. Na jogada típica, saiu o gol. Aos 33, Romarinho rolou para Guerrero, que chutou e viu Dida rebater. Emerson pegou a sobra e não desperdiçou: 1 a 0.
O gol encerrou um jejum de mais de 300 minutos do Corinthians no Pacaembu – contando apenas jogos do Campeonato Brasileiro. Foram três partidas inteiras sem balançar as redes, contra Portuguesa, Atlético-MG e São Paulo. A torcida, claro, foi para o intervalo mais aliviada.
Emerson Sheik gol Corinthians x Grêmio (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Emerson Sheik é abraçado pelos colegas após gol  (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Pato encerra pressão tricolor
O Timão continuou bem, mas o segundo tempo foi mais aberto, já que o Grêmio entrou com uma proposta ofensiva em busca do empate. O esboço de pressão até deu certo, com vários sustos em uma noite insegura do goleiro Cássio – ele fez a torcida prender a respiração em algumas saídas para cortar cruzamentos na área. Uma delas resultou em bola no travessão de Riveros. Em compensação, fez boa defesa em chute de Alex Telles.
Pelo lado alvinegro, só os contra-ataques levaram perigo. E Guerrero, em fase nada boa, perdeu gols que não perderia em dezembro passado, época do Mundial de Clubes. Tite tentou mudar o panorama com as entradas de Renato Augusto e Alexandre Pato, mas as jogadas ofensivas foram cada vez mais raras.
Renato Gaúcho lançou o chileno Vargas no lugar de Biteco, mas nem o maior poder no ataque foi capaz de levar o Grêmio ao empate. Aos 35, uma cobrança de escanteio confusa decidiu o jogo: Paulo André cabeceou, a bola bateu num gremista, relou em Alexandre Pato e entrou - o atacante acabou sendo premiado com seu quarto gol no Brasileirão. A vitória por 2 a 0 encerrou a pressão gremista e fez o Corinthians encontrar maior tranquilidade para a sequência da competição.
Paulo Andre Corinthians e Grêmio (Foto: Marcos Ribolli)Paulo André cabeceou, Pato tocou, e o juiz deu gol para o atacante (Foto: Marcos Ribolli)
Bahia vence, chega à vice-liderança e empurra o Flamengo para o Z-4
Time comandado por Cristóvão Borges joga bem e domina o Rubro-Negro, que reclama muito de irregularidade no segundo gol do Tricolor baiano
 
 
A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM
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Diante de sua apaixonada torcida na Fonte Nova, o Bahia mostrou mais uma vez seu crescimento sob o comando de Cristóvão Borges e venceu o Flamengo por 3 a 0, pela décima rodada do Brasileiro. Fernandão, Wallyson e Marquinhos Gabriel marcaram os gols do time da casa, que chegou à vice-liderança da competição com 19 pontos, um atrás do Coritiba. O Rubro-Negro de Mano Menezes, por sua vez, segue seu calvário na competição e retornou à zona de rebaixamento, na 17ª posição com apenas dez pontos.
A torcida do Bahia empurrou durante todo o jogo, fez a festa em 90 minutos e até gritou 'olé' nos momentos finais diante da troca de passes de seus jogadores. O público pagante foi de 26.033 pessoas, com renda de R$ 1.131.520,00.
Apesar da vitória incontestável do Bahia, a partida foi marcada por um erro grave do árbitro Heber Roberto Lopes no segundo gol marcado pelo tricolor baiano, no fim do primeiro tempo. Wallyson finalizou depois de rebote de Felipe, que foi atrapalhado por tentativa de cabeçada do zagueiro Rafael Donato, em impedimento. O auxiliar chegou a levantar a bandeira, mas após consulta, Heber confirmou o gol. Os rubro-negros reclamaram muito e o goleiro levou cartão amarelo.
- O auxiliar disse que não levantou a bandeira. Disse na minha cara que não levantou a bandeira. Isso é brincadeira - disse o goleiro no intervalo.
Wallyson, que saiu para comemorar e chegou a se frustrar quando o árbitro foi conversar com o auxiliar, respirou aliviado.
- A alegria foi tão grande que nem olhei para o bandeirinha. Depois achei que ele fosse anular. Mas o importante é que o gol valeu - disse.
O Bahia folga no fim de semana, pois já disputou o jogo da 11ª rodada no dia 10 de julho, na vitória por 2 a 1 contra o São Paulo, que faz excursão pelo exterior. Já o Flamengo enfrenta o Atlético-MG em sua segunda casa, o estádio Mané Garrincha, no domingo, às 16h (de Brasília).
Marcelo Moreno e Wallyson Flamengo x Bahia (Foto: Eduardo Martins / Ag. Estado)Wallyson fez um dos gols do Bahia na vitória sobre o Flamengo (Foto: Eduardo Martins / Ag. Estado)
Bahia melhor e gol irregular
O Bahia se estabeleceu melhor em campo desde o início. Bem arrumado por Cristóvão Borges, não deu espaços. O Flamengo até teve mais posse de bola no primeiro tempo (56% a 44%), mas foi improdutivo. Tocou muito para os lados e não teve qualidade em seus armadores para se aproximar com perigo de Marcelo Lomba. O Tricolor baiano, por sua vez, explorava bem o porte de Fernandão. Com 1,92m, ele levou ampla vantagem sobre a zaga rubro-negra, que tem apresentado falhas em jogadas pelo alto durante todo o Campeonato Brasileiro. Em duas oportunidades, o atacante levou a melhor e cabeceou com perigo, mas Felipe fez defesas acrobáticas em ambos os lances.
O atacante, no entanto, abriu o placar com os pés, em lance de oportunismo, aos 29 minutos. Hélder finalizou de muito longe, quase do grande círculo, e o goleiro Felipe bateu roupa depois do quique da bola, que ficou pronta para a finalização do atacante, agora com cinco gols no Brasileiro. Só no primeiro tempo o camisa 9 finalizou seis vezes ao gol, mais do que todo o time do Flamengo (quatro). Improdutivo, principalmente devido a atuações fracas de Carlos Eduardo e Paulinho, o rubro-negro via o Bahia com mais vontade. E o polêmico segundo gol, no último minuto do primeiro tempo, foi um duro golpe para o time de Mano.
Fla melhora um pouco, mas Bahia amplia
Diante da fraca atuação da dupla, Mano sacou Paulinho e Carlos Eduardo no intervalo e lançou Gabriel e Fernandinho. O time mostrou um pouco mais de movimentação, mas ainda muito pouco para esboçar uma reação em busca do empate. Ainda mais depois de desperdiçar chances claras como a que teve Marcelo Moreno. De frente para Marcelo Lomba, o boliviano chutou no canto, mas o goleiro desviou e a bola ainda foi na trave.
O Bahia seguia com menos posse de bola que o rival, mas nem por isso se sentia seriamente ameaçado. Com tranquilidade e bem distribuídos em campo, os comandados de Cristóvão conseguiram segurar o ímpeto inicial do Flamengo na etapa final e tiveram frieza para matar o jogo no contra-ataque. Depois de cruzamento de Raul, González cortou mal e Marquinhos Gabriel pegou de primeira para fechar o placar, aos 31. Foi a deixa para a festa aumentar ainda mais nas arquibancadas da Fonte Nova.
Em jogo de três viradas e oito gols, Coritiba bate a Ponte e dorme líder
Alex faz belo gol de falta, e Lincoln e Robinho balançam a rede duas vezes, mantendo Coxa como único invicto do Brasileirão. Macaca fica perto do Z-4
 
DESTAQUES DO JOGO
  • momento decisivo
    13 minutos
    Lincoln arriscou um chutaço de fora da área. Com força, a bola desviou na zaga e enganou o goleiro Roberto. Era o quarto gol do Coxa, que se tranquilizou.
  • artilheiro
    Willian
    O atacante da Ponte Preta marcou duas vezes no jogo, se beneficiando do bom posicionamento. Com Alex, ele é o vice-artilheiro, com seis gols
  • vilões
    Dupla argentina
    Não foi a noite dos argentinos Raul Ibérbia e Dário Bottinelli. Com muitos erros no meio-campo e passes errados, eles saíram sob vaias da torcida.
A CRÔNICA
por Gabriel Hamilko
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Uma noite de muitas emoções no Couto Pereira. Em um duelo com três viradas e oito gols no placar, o Coritiba mostrou a sua força ao derrotar a Ponte Preta por 5 a 3, nesta quarta-feira, após ficar em desvantagem por duas vezes. A vitória devolveu ao único invicto do Brasileirão a liderança, e o time Alviverde agora torce por um tropeço do Botafogo contra o Vitória, no complemento da décima rodada, para seguir isolado na ponta. A Macaca segue próxima à zona de rebaixamento.
Em casa e com apoio da torcida, o Coxa começou levando um susto. Willian abriu o placar para os visitantes aos três minutos. Os donos da casa empataram aos 23, com Lincoln, e Robinho fez 2 a 1 três minutos depois.
Assim como na etapa inicial, o Alviverde começou o segundo tempo dormindo. Em apenas quatro minutos, Baraka e Willian deixaram a Macaca à frente no marcador. Mas aí brilhou a estrela de Alex. O camisa 10 fez um belo gol de falta para empatar o jogo, abrindo caminho para a vitória definitiva. Novamente Lincoln e Robinho balançaram as redes, e o time paranaense dorme sem ninguém a sua frente.
Lincoln gol Coritiba (Foto: Heuler Andrey / Ag. Estado)Lincoln marca o gol da terceira virada e encaminha o Coxa para a liderança (Foto: Heuler Andrey / Ag. Estado)
As duas equipes voltam a campo no próximo fim de semana. No sábado, o Coritiba vai até Belo Horizonte enfrentar o Cruzeiro no Mineirão, às 18h30m (de Brasília). A Ponte Preta recebe o Fluminense no Moisés Lucarelli, em Campinas, no domingo, às 16h.
Macaca assusta, mas Coxa neutraliza e vira
Bola rolando, e a Ponte Preta aprontou logo no primeiro contra-ataque, aos três minutos. Oportunista, o atacante Willian aproveitei rebote do goleiro Vanderlei e abriu o placar. O Coritiba assimilou o golpe, mas não demorou a se recomprar e pressionar o rival. Alex, Chico e Bill arriscaram chutes, mas sem levar perido.
A Macaca, por sua vez, fechou bem a armação do Coxa pelo meio. Mas bastou o anfitrião trocar de lado, atacando mais pela direita, para desequilibrar o jogo. E foi num cruzamento do lateral Victor Ferraz que Lincoln deixou tudo igual, aos 23. Três minutos depois, Alex cobrou falta, Chico cabeceou na trave, e Robinho pegou a sobra para mandar para as redes: 2 a 1.
Mais duas viradas agitam o jogo
A história se repetiu no início do segundo tempo: a desatenção do Coritiba foi bem aproveitada pela Ponte. E em dose dupla. Com apenas um minuto, Baraka aproveitou bobeira defensiva, se infiltrou e bem no meio da zaga e empatou o duelo. A festa alvinegra continou pouco depois, aos quatro, quando Willian fez 3 a 2. Mas do lado verde, a dupla Alex e Lincoln resolveu a parada. Sem perder tempo, o meia fez belo gol de falta, aos dez, para colocar nova igualdade no marcador.
Empolgado, o Coxa se lançou ao ataque, e aos 13 Lincoln contou com a sorte para virar. Arriscou de fora da área e contou com desvio da zaga para enganar o goleiro Roberto. Terceira virada, e o Alviverde estava novamente à frente. A Macaca não desistiu, pressionou nos minutos finais, mas abriu espaços para Robinho sacramentar o triunfo alviverde aos 43 minutos.
 

Ronda Rousey e GSP se abraçam e ‘selam a paz’ sobre MMA feminino

Diferente de Los Angeles, clima mais ameno marca edição nova iorquina do UFC World Tour, que tem 'encarada' de Jon Jones e Cain Velásquez

Por Rio de Janeiro
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Nova Iorque foi a segunda cidade que recebeu o UFC World Tour 2013, com a presença dos campeões Cain Velásquez, Jon Jones, Georges St-Pierre e Ronda Rousey, além de seus respectivos desafiantes, Junior Cigano, Alexander Gustafsson, Johny Hendricks e Miesha Tate. O evento desta quarta-feira foi novamente mediado pelo presidente do UFC, Dana White e teve um clima bem mais amistoso, principalmente entre as rivais Ronda Rousey e Miesha Tate, mesmo que ainda tenha ocorrido em algumas oportunidades provocações de ambas as partes.
Sem tanta animosidade entre os atletas, o que marcou esse segundo dia de evento foi um quase pedido de desculpas do campeão meio-médio Georges St-Pierre para Ronda Rousey e Miesha Tate. Perguntado sobre suas declarações de que não gostaria de ver lutas femininas no UFC, o canadense tentou explicar seu ponto de vista, inclusive, sendo “socorrido” por Dana White na resposta.
- Eu gostaria de dizer que eu sou um cara que não assisto muitas lutas, tirando a dos meus amigos. E quando eu via luta entre mulheres, era algo muito bruto, com uma desigualdade de pesos e isso me machucava por dentro. Mas, após a última luta da Ronda, eu pude ver que essa minha impressão estava errada – disse Georges St-Pierre, antes de ser interrompido por Dana.
- A verdade é que eu também era contra e dizia que nunca iria ver mulheres lutando no UFC. Mas, nós precisávamos nos reeducar para essa nova realidade – completou o presidente do Ultimate.
 Georges St-Pierre abraçando Ronda Rousey (Foto: Alexandre Fernandes) Georges St-Pierre abraçando Ronda Rousey no UFC World Tour 2013 (Foto: Reprodução)
Ainda vermelho pela situação embaraçosa, Georges St-Pierre continuou sua explicação. No final do discurso, o canadense e a campeã dos galos-feminino se abraçaram arrancando aplausos de jornalistas e fãs presentes no evento.
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- Eu realmente não prestava muita atenção, mas agora que elas estão no UFC e fazem parte do meu mundo, eu posso ver as habilidades delas e consigo entender e admirar as lutas delas – complementou o lutador.
Jon Jones encara Cain Velásquez
Outro momento curioso da edição nova iorquina do UFC World Tour 2013, foi protagonizado pelo “local” Jon Jones. Após diversas perguntas sobre a possibilidade de subir de categoria após a luta com Alexander Gustafsson, no UFC 165, em setembro, o campeão dos meio-pesados afirmou ter muito trabalho ainda em sua divisão e elogiou o atual campeão dos pesos-pesados, Cain Velásquez. Incitados por um repórter, os lutadores, então,  protagonizaram uma “quase encarada”, levando os espectadores ao delírio.
Cain Velásquez e Jon Jones dando uma encarada (Foto: Alexandre Fernandes)A pedidos, Cain Velásquez e Jon Jones se encaram na edição de Nova Iorque do evento (Foto: Reprodução)

Jornalistas sofrem em treino com lutadores do UFC no Rio de Janeiro

Repórteres do Combate.com passam por circuito de atividades com Léo Santos, Erick Silva e Dominick Cruz na academia de Vitor Belfort

Por Rio de Janeiro
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Falar de MMA do conforto da cadeira de casa ou da redação é fácil. Mas e se colocar nos sapatos - ou, no caso, nas luvas - dos lutadores, como é? Para aproximar os jornalistas que cobrem o esporte da realidade de seus atletas, o UFC convidou a imprensa para um "treinão" com lutadores da companhia nesta quarta-feira. A ação promocional para o evento de sábado, UFC 163, foi realizada na academia de Vitor Belfort, a FortFit, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e teve três atletas do Ultimate no comando: o peso-leve Léo Santos, atual campeão do "The Ultimate Fighter Brasil", o peso-meio-médio Erick Silva e o peso-galo Dominick Cruz, campeão linear de sua categoria.
O Combate.com topou o desafio e mandou dois de seus repórteres, Ivan Raupp e Marcelo Russio, para conferir o que os atletas passam. O que começou como uma brincadeira e competição saudável logo se transformou em exaustão e respeito pelos atletas.
Treino da imprensa do UFC no CT do Vitor Belfort (Foto: Adriano Albuquerque)Léo Santos incentiva Marcelo Russio e Ivan Raupp durante treino de jiu-jítsu (Foto: Adriano Albuquerque)
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A dupla começou no tatame com Léo Santos, que mostrou algumas posições de jiu-jítsu e alguns exercícios da "arte suave". Os dois mostraram dificuldades para encaixar uma kimura, mas, com a ajuda do peso-leve, logo acertaram a mão, apesar das provocações de um ao outro e de fazerem "jogo duro" para bater.
Treino da imprensa do UFC no CT do Vitor Belfort (Foto: Adriano Albuquerque)Exausto, Russio se senta enquanto Raupp segue
no treino (Foto: Adriano Albuquerque)
Em seguida, o grupo partiu para uma aula de 10 minutos de muay thai com Erick Silva. Neste circuito, a dupla mostrou melhor aproveitamento e foi elogiada pelo professor em diversos momentos. Porém, após muita corrida, socos, joelhadas, chutes e combinações, Russio começou a sentir. Cansado, parou de chutar e se sentou. Quando o grupo passou ao octógono para a sessão de wrestling com Dominick Cruz, Raupp seguiu sozinho.
- Não vai dar. A pressão caiu no muay thai. Vou ficar aqui escrevendo a crônica e dando nota - disse Russio.
A sessão com o campeão dos pesos-galos foi a mais tranquila: Cruz apenas passou uma disputa de pegada e as posições corretas para três quedas da luta olímpica: double leg, single leg e high crotch. Ao final, uma brincadeira: fez todos girarem por alguns segundos e, depois, voltarem à disputa de pegada. Tonto, Raupp foi se apoiar na grade e teve dificuldades para voltar à briga com uma das assessoras de imprensa do UFC no Brasil, que substituiu Russio como sua dupla. Depois disso, Cruz explicou: queria que os jornalistas soubessem como um lutador se sente quando leva um golpe forte no rosto e precisa continuar lutando.
- Foi bastante cansativo. Deu para ver um pouco do que esses caras passam, especialmente nesse final com essa brincadeira do Dominick. Foi muito legal e aumentou ainda mais meu respeito por esses lutadores - afirmou Ivan Raupp.
Treino da imprensa do UFC no CT do Vitor Belfort (Foto: Adriano Albuquerque)Ivan Raupp observa enquanto Dominick Cruz ensina uma técnica (Foto: Adriano Albuquerque)
Dominick Cruz elogiou o interesse demonstrado pelo grupo de jornalistas presentes.
- É incrível para mim, e te digo por quê: nunca conheci um grupo de mídia que quer saber o que está acontecendo no mundo do MMA, o que está acontecendo com os lutadores! Vocês estão realmente interessados nos movimentos, nas posições, em como você se cansa, e para mim isso é novidade. É algo que eu amo no Brasil, que o MMA está envolvido em sua cultura, desde as crianças até a imprensa. É algo bonito para mim e aprecio que a mídia sequer tente aprender essas coisas - comentou o campeão.
Treino da imprensa do UFC no CT do Vitor Belfort (Foto: Adriano Albuquerque)O grupo que participou da atividade posa na academia de Vitor Belfort (Foto: Adriano Albuquerque)