sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Análise: Ferrari atacou pontos fracos pela raiz. A dúvida agora é a gestão

Novo carro evidencia preocupação com aerodinâmica e pode representar nova era do time nas pistas, mas gestão de Maurizio Arrivabene e Sergio Marchionne é incógnita

Por Direto de Jerez de la Frontera, Espanha
Livio Oricchio - Especialista GloboEsporte.com (Foto: GloboEsporte.com)
A exemplo do que fez a McLaren, a Ferrari produziu este ano um carro bastante distinto do que estreou em 2014 no início da era da tecnologia híbrida da F-1. O modelo SF15T apresentado nesta sexta-feira incorpora mudanças substanciais quando comparado o monoposto do último campeonato. É a primeira Ferrari não concebida pelo grego Nikolas Tombazis desde 2007.

Os principais responsáveis pelo SF15T são o inglês James Allison, ex-Lotus, o vice de Tombazis, o italiano Simone Resta, o especialista em aerodinâmica Dick de Beer, também egresso da Lotus, e a nova dupla da importante área da unidade motriz, os engenheiros Lorenzo Sassi, no projeto, e Mattia Binotto, administração.

As fotos evidenciam grande preocupação com a aerodinâmica. Apesar de os radiadores da nova unidade motriz serem maiores que os de 2014, é possível ver no SF15T sensível redução nas dimensões da carenagem traseira, prova de importante trabalho de engenharia. De um modo geral as linhas do carro compõem um conjunto harmonioso, parece haver certa coerência aerodinâmica entre os vários setores do monoposto.
Mosaico - Ferrari apresenta o SF15-T (Foto: Divulgação)

Embora essa premissa não seja uma garantia de resultados, não deixa de ser um indício inequívoco de se tratar de um projeto concebido globalmente, a exemplo do MP4/30-Honda da McLaren, exposto ontem. Em geral, modelos que seguem essa receita complexa, pois exige entrosamento das várias áreas da equipe, tendem a se dar melhor que carros do tipo colcha de retalhos, como era o da Ferrari em 2014.

Havia discordância relevante entre as soluções defendidas, e utilizadas, por Tombazis, e as do diretor da unidade motriz, Luca Marmorini. Um acusou o outro depois de deixar a Ferrari, o que atesta a falta de sinergia que existia. Se unindo forças o desafio da F1 já é difícil, com brigas no grupo os resultados não têm como ser alcançados.

O SF15T sugere ser o produto de um conjunto de profissionais competentes e que trabalharam na mesma direção, sem um racha interno, como ficou evidente em 2014. O fato, decorrente também da falta de uma liderança forte, que não chamava para si a responsabilidade e deixava o barco correr solto demais, foi talvez o principal motivo de Fernando Alonso decidir trocar de escuderia.

“Não confio nos rumos que o time está seguindo”, falou enquanto piloto da Ferrari. Saiu Stefano Domenicali, em abril, e entrou um homem de marketing no seu lugar que nunca havia visto a F1 de perto. Não sabia o que era bom e ruim para a equipe. Alonso ficou impressionado, segundo fonte bastante próxima ao espanhol.
O tetracampeão Sebastian Vettel é a grande aposta da Ferrari para a temporada 2015 (Foto: Divulgação)O tetracampeão Sebastian Vettel é a grande aposta da Ferrari para a temporada 2015 (Foto: Divulgação)




Time coeso

O bom desse carro da Ferrari é que Allison e Beer falam a mesma língua, sabem o que funciona e o que gera menores possibilidades de conquistas. Sem os recursos técnicos e financeiros da Ferrari, os dois conceberam monopostos na Lotus capazes de permitir a Kimi Raikkonen, em 2012 e 2013, ter chance de ser campeão.

Obviamente Binotto não contou quantos tokens usou dos 32 permitidos para modificar a unidade motriz na versão que vai começar o campeonato, dia 15 de março na Austrália. Mas com certeza algumas áreas da unidade italiana, a única que não ganhou corrida em 2014, foram completamente revistas. A primeira é a substituição do conjunto turbina-compressor por outro maior.

O time descobriu que o seu era pequeno demais. E assumiram publicamente. Como o regulamento não autorizava a troca, teve de se manter assim até o fim o ano. Outro aspecto que explica as deficiências da unidade motriz da Ferrari era a necessidade de trabalhar com misturas ar/combustível muito pobre, a fim de fazer seus carros concluírem os 305 quilômetros das corridas dentro dos 100 quilos de gasolina autorizados. A unidade da Ferrari era beberrona. Também de conhecimento público.

Este ano Mercedes, Ferrari e Renault poderão modificar 32 áreas da unidade motriz, o que corresponde a 48% do projeto. E podem fazê-lo ao longo do campeonato. Ao menos o básico Sassi e Binotto já foram obrigados a utilizar para rever a unidade motriz da Ferrari. Não há como não imaginar que será mais eficiente que a de 2014, razão importante da pouca competitividade do carro. Desde 1993 a Ferrari não vencia ao menos um GP no ano. A Honda, estreante na tecnologia híbrida, terá algumas liberdades de trabalho na sua unidade, mas não totalmente esclarecida para a imprensa.

Ainda em relação a unidade motriz da Ferrari, Alonso e Raikkonen sinalizavam a sua pouca dirigibilidade. A potência surgia muito abruptamente. Só para lembrar, o controle de tração está proibido há muito na F1. O que colaborou para a unidade da Ferrari não proporcionar acelerações progressivas, essenciais para o melhor tracionamento do monoposto e menor desgaste dos pneus, foi o equívoco também na escolha das oito relações de marchas fixas. E depois homologadas pela FIA. Não era possível mudá-las.
Com novo carro, Ferrari quer resgatar competitividade da equipe nas pistas da Fórmula 1 (Foto: Divulgação)Com novo carro, Ferrari quer resgatar competitividade da equipe nas pistas da Fórmula 1 (Foto: Divulgação)


Pensando em tudo

Este ano, além de uma unidade motriz de resposta de potência mais suave, a caixa de transmissão tem relações que permitirão aproveitar melhor a potência e atenuar a crônica dificuldade de tração da Ferrari de 2014. Vale ainda recordar que este ano o regulamento impõe como limite 4 unidades motrizes por piloto, enquanto em 2014 eram 5. O desafio cresceu.

Deu para ver até agora quantas áreas de carência haviam no modelo do ano passado e atacadas pelo novo grupo de projeto? Uma coisa, contudo, é diagnosticar e desenvolver soluções. Outra, sanar, de fato, as deficiências. As primeiras etapas já vão oferecer uma ideia do sucesso ou não do trabalho coordenado pelo diretor técnico.

Raikkonen deve estar feliz com o trabalho no SF15T, ao menos quanto aos cuidados na sua concepção. Allison se preocupou em melhorar o chamado turn in do carro. O piloto breca bem próximo à curva, como gosta Raikkonen, vira o volante com alguma agressividade e a frente entra na curva, não arrasta as rodas, ou sai de frente, como se diz. O campeão do mundo de 2007 se perdia com isso.

Alonso passou a brecar um pouco antes e mudar parcialmente a trajetória na curva. Adaptou-se ao que o modelo de 2014 exigia, dentre outras requisições estranhas. Raikkonen, não, por mais que tentasse. O resultado foi o espanhol somar em 19 etapas 161 pontos e o finlandês, 55. Pode ser diferente, agora.
Modelo SF15-T é aposta para recuperação após duas temporadas de resultados ruins da Ferrari (Foto: Divulgação)Modelo SF15-T é aposta para recuperação após duas temporadas de resultados ruins da Ferrari (Foto: Divulgação)


Vettel não é Alonso

A Ferrari não tem mais Alonso, piloto que mesmo com um monoposto desequilibrado e carente de potência conseguiu dois pódios na temporada, terceiro na China e segundo na Hungria. Esse claramente não é o forte de seu substituto, Sebastian Vettel. O alemão quatro vezes campeão do mundo é brilhante quando dispõe de um supercarro, como provou nos quatro títulos na RBR, de 2010 a 2013. Não é certo que Alonso fizesse o mesmo, ao menos repetisse o mesmo sucesso estrondoso. O espanhol não é o máximo nas sessões de classificação.

Mas quando Vettel competiu com um modelo que exigia adaptação, descobrir o que o faria ser rápido, como explorar melhor as características deficiente da unidade motriz da Renault e dos pneus mais duros da Pirelli, a exemplo do ano passado, demonstrou um lado que surpreendeu a muitos. Vettel tem limitações. Perdeu para um novato em escuderias de ponta, Daniel Ricciardo, em quase todos os parâmetros. O jovem australiano ganhou três GPs. Vettel, nenhum.
Maurizio Arrivabene e Sergio Marchionne na sede da Ferrari (Foto: Divulgação)Os comandantes Maurizio Arrivabene e Sergio Marchionne na sede da Ferrari (Foto: Divulgação)


Não existe a menor dúvida de que esse foi o maior estímulo para Vettel aceitar o convite da Ferrari, fugir da concorrência com Ricciardo no caso de a RBR produzir, este ano, outro carro mais difícil do que estava acostumado.

Por isso não está claro, ainda, o que Vettel poderá fazer na Ferrari. É trabalhador, interessado, dedicado, fecha com o grupo, não atribui aos outros sua falta de resultados, mas precisará que o SF15T seja um carro eficiente. Talvez não na extensão dos monopostos de Adrian Newey para a RBR, mas que ao menos não exija malabarismos para conduzi-lo, pois não é o seu estilo.

Os primeiros treinos aqui em Jerez de la Frontera já começarão a dar indícios do que esperar da fase inicial do campeonato. O que ficou evidente no lançamento do SF15T foi que os pontos fracos da Ferrari no ano passado receberam tratamento de choque. Há um porém: a liderança do grupo. Seu diretor, apesar da forte personalidade, como a organização exige, não entende muito de F1. Maurizio Arrivabene e seu presidente, Sergio Marchionne, presidente da Fiat e da Ferrari, representam uma grande dúvida.
Esteban Gutiérrez, Kimi Raikkonen e Sebastian Vettel: trio responsável por explorar potencial da nova Ferrari (Foto: Divulgação)Esteban Gutiérrez, Kimi Raikkonen e Sebastian Vettel: trio responsável por explorar potencial da nova Ferrari (Divulgação)

Treinadores lideram ranking ao lado do já falecido Maurício Simões, o "Rei do Nordeste". Nomes como Givanildo, Abel, Dorival, Geninho e PC Gusmão aparecem bem; confira lista completa

Por Thiago Benevenutte

Muricy Ramalho e Vanderlei Luxemburgo têm pela frente, a partir deste final de semana, não só a missão rotineira de tentar conquistar títulos no comando de seus clubes. Além disso, os treinadores de São Paulo e Flamengo, respectivamente, brigam por um recorde no século XXI: buscam a oitava conquista estadual, número inédito entre técnicos. Enquanto Luxa, que já faturou uma vez o Carioca pelo Rubro-Negro em 2011, estreia no sábado, às 19h30 diante do Macaé, Muricy, tricampeão brasileiro pelo Tricolor mas que nunca levou o Paulista pelo clube, começa a caminhada contra o Penapolense, no domingo, às 17h.

Ambos começaram a construir os feitos já no primeiro ano do século: em 2001, o Náutico faturava o Pernambucano, enquanto o Corinthians vencia o Paulista. Até 2005, Muricy não sentiu o gosto da eliminação nos estaduais, e Luxemburgo apareceu bem em 2003 com a Tríplice Coroa do Cruzeiro e entre 2006 e 2008 com um tri em São Paulo, por Santos e Palmeiras (confira abaixo a relação completa).

Também com sete conquistas está Maurício Simões, que ficou conhecido como o “Rei do Nordeste” e foi  soberano nos estados de Sergipe e Paraíba. Entre 2001 e 2008, apenas em 2007 ele não foi vitorioso. Vítima de infarto, faleceu em 2011.

Treinador campeões estaduais parte 1


OUTROS VITORIOSOS

Quem pode se igualar aos atuais líderes é Givanildo Oliveira. Com seis títulos conquistados no Norte e no Nordeste do país, o treinador comanda o América-MG no estadual desta temporada. Com cinco conquistas entre 2001 e 2014, aparecem ainda Abel Braga, Dorival Júnior, PC Gusmão, Flávio Araújo, Geninho, Paulo Moroni, Roberto Oliveira e Zé Teodoro. Destes, apenas os três primeiros não estão no comando de nenhuma equipe no momento.

Os clubes onde os bem ranqueados têm chances de buscar o sexto troféu são: Avaí (Geninho), Baraúnas-RN (Paulo Moroni), Interporto-TO (Roberto Oliveira), Remo (Zé Teodoro) e River-PI (Flávio Araújo). Confira abaixo as conquistas detalhadas:
Técnicos estaduais parte 2

CONFIRA AS LISTAS COMPLETAS DE TODOS OS ESTADOS:

ACREANO
2001 - Marcelo Altino (Vasco-AC)
2002 - Flaviano Caruta (Rio Branco)
2003 - Flaviano Caruta (Rio Branco)
2004 - João Carlos Cavalo (Rio Branco)
2005 - João Carlos Cavalo (Rio Branco)
2006 - Marquinhos Bahia (Adesg)
2007 - Artur Oliveira (Rio Branco)
2008 - Pedrinho Rocha (Rio Branco)
2009 - Edson Maria (Juventus)
2010 - Tiago Nunes (Rio Branco)
2011 - Everton Goiano (Rio Branco)
2012 - Guilherme Macuglia (Rio Branco)
2013 - Nilton Nery (Plácido de Castro)
2014 - João Carlos Cavalo (Rio Branco)

ALAGOANO
2001 - Adeildo (ASA)
2002 - Luiz Carlos Cruz (CRB)
2003 - Canhoto (ASA)
2004 - Júlio César (Corinthians-AL)
2005 - Flávio Barros (ASA)
2006 - Gilson Kleina (Coruripe)
2007 - Flávio Barros (Coruripe)
2008 - Flávio Barros (CSA)
2009 - Vica (ASA)
2010 - Edson Ferreira (Murici)
2011 - Vica (ASA)
2012 - Roberto Fonseca (CRB)
2013 - Ademir Fonseca (CRB)
2014 - Jaelson Marcelino (Coruripe)

AMAZONENSE
2001 - Joel Martins (Rio Negro)
2002 - Aderbal Lana (Nacional)
2003 - Édson Ângelo (Nacional)
2004 - Paulo Galvão (São Raimundo)
2005 - João Carlos Cavalo (Grêmio Coariense)
2006 - Carlos Prata (São Raimundo)
2007 - Carlos Tozzi (Nacional)
2008 - Marquinhos Bahia (Holanda)
2009 - Sérgio Duarte (América)
2010 - Adinamar Abib (Penarol)
2011 - Uidemar Olivera (Penarol)
2012 - Aderbal Lana (Nacional)
2013 - Marcos Piter (Princesa)
2014 - Sinomar Neves (Nacional)

BAIANO
2001 - Evaristo de Macedo (Bahia)
2002 - Joel Santana (Vitória)
2003 - Joel Santana (Vitória)
2004 - Agnaldo Liz (Vitória)
2005 - René Simões (Vitória)
2006 - Ferreira (Colo Colo)
2007 - Givanildo Oliveira (Vitória)
2008 - Vagner Mancini (Vitória)
2009 - Carpegiani (Vitória)
2010 - Ricardo Silva (Vitória)
2011 - Arnaldo Lira (Bahia de Feira)
2012 - Paulo Roberto Falcão (Bahia)
2013 - Caio Júnior (Vitória)
2014 - Marquinhos Santos (Bahia)

BRASILIENSE
2001 - Sérgio Alexandre (Gama)
2002 - Reinaldo Gueldini (CFZ)
2003 - Cristiano Baggio (Gama)
2004 - Mauro Fernandes (Brasiliense)
2005 - Valdir Espinosa (Brasiliense)
2006 - Lula Pereira (Brasiliense)
2007 - Roberto Fernandes (Brasiliense)
2008 - Gérson Andreotti (Brasiliense)
2009 - Roberval Davino (Brasiliense)
2010 - Adelson de Almeida (Ceilândia)
2011 - Marcos Soares (Brasiliense)
2012 - Adelson de Almeida (Ceilândia)
2013 - Márcio Fernandes (Brasiliense)
2014 - Ricardo Antônio (Luizânia)

CAPIXABA
2001 - Rubens Filho (Alegrense)
2002 - Moreno (Alegrense)
2003 - Cosme Eduardo (Serra)
2004 - Cosme Eduardo (Serra)
2005 - Cosme Eduardo (Serra)
2006 - Cipriano Alexandre (Vitória)
2007 - Antônio Carlos Roy (Linhares)
2008 - Paulo Marcos (Serra)
2009 - Vevé (São Mateus)
2010 - Dé Aranha (Rio Branco)
2011 - Vevé (São Mateus)
2012 - Moreno (Aracruz)
2013 - Paulo Marcos (Desportiva)
2014 - Dário Lourenço (Estrela do Norte)

CARIOCA
2001 - Zagallo (Flamengo)
2002 - Robertinho (Fluminense)
2003 - Antônio Lopes (Vasco)
2004 - Abel Braga (Flamengo)
2005 - Abel Braga (Fluminense)
2006 - Carlos Roberto (Botafogo)
2007 - Ney Franco (Flamengo)
2008 - Joel Santana (Flamengo)
2009 - Cuca (Flamengo)
2010 - Joel Santana (Botafogo)
2011 - Vanderlei Luxemburgo (Flamengo)
2012 - Abel Braga (Fluminense)
2013 - Oswaldo de Oliveira (Botafogo)
2014 - Jayme de Almeida (Flamengo)

CATARINENSE
2001 - Arthur Neto (Joinville)
2002 - Roberval Davino (Figueirense)
2003 - Vagner Benazzi (Figueirense)
2004 - Dorival Júnior (Figueirense)
2005 - Luiz Carlos Barbieri (Criciúma)
2006 - Adilson Batista (Figueirense)
2007 - Agenor Piccinin (Chapecoense)
2008 - Alexandre Gallo (Figueirense)
2009 - Silas (Avaí)
2010 - Péricles Chamusca (Avaí)
2011 - Mauro Ovelha (Chapecoense)
2012 - Hemerson Maria (Avaí)
2013 - Vadão (Criciúma)
2014 - Vinicius Eutrópio (Figueirense)

CEARENSE
2001 - Luis Antônio Zaluar (Fortaleza)
2002 - Dimas Filgueiras (Ceará)
2003 - Luiz Carlos Cruz (Fortaleza)
2004 - Givanildo Oliveira (Fortaleza)
2005 - Vagner Benazzi (Fortaleza)
2006 - Zé Teodoro (Ceará)
2007 - Paulo Bonamigo (Fortaleza)
2008 - Heriberto da Cunha (Fortaleza)
2009 - Mirandinha (Fortaleza)
2010 - Zé Teodoro (Fortaleza)
2011 - Vagner Mancini (Ceará)
2012 - PC Gusmão (Ceará)
2013 - Leandro Campos (Ceará)
2014 - Sérgio Soares (Ceará)

GAÚCHO
2001 - Tite (Grêmio)
2002 - Guto Ferreira (Internacional)
2003 - Muricy Ramalho (Internacional)
2004 - Lori Sandri (Internacional)
2005 - Muricy Ramalho (Internacional)
2006 - Mano Menezes (Grêmio)
2007 - Mano Menezes (Grêmio)
2008 - Abel Braga (Internacional)
2009 - Tite (Internacional)
2010 - Silas (Grêmio)
2011 - Paulo Roberto Falcão (Internacional)
2012 - Dorival Júnior (Internacional)
2013 - Dunga (Internacional)
2014 - Abel Braga (Internacional)

GOIANO
2001 - Arturzinho (Vila Nova)
2002 - Edinho (Goiás)
2003 - Nelsinho Baptista (Goiás)
2004 - Wanderley Paiva (Crac)
2005 - Édson Gaúcho (Vila Nova)
2006 - Geninho (Goiás)
2007 - Arthur Neto (Atlético-GO)
2008 - PC Gusmão (Itumbiara)
2009 - Hélio dos Anjos (Goiás)
2010 - Geninho (Atlético-GO)
2011 - PC Gusmão (Atlético-GO)
2012 - Enderson Moreira (Goiás)
2013 - Enderson Moreira (Goiás)
2014 - Marcelo Martelotte (Atlético-GO)

MARANHENSE
2001 - Raimundinho Lopes (Moto Club)
2002 - Paulo Comelli (Sampaio Corrêa)
2003 - Marcos Magalhães (Sampaio Corrêa)
2004 - Ruy Scarpino (Moto Club)
2005 - Pedro Rocha Filho (Imperatriz)
2006 - Arlindo Azevedo (Moto Club)
2007 - Meinha (Maranhão)
2008 - Arlindo Azevedo (Moto Club)
2009 - Sandow Feques (JV Lideral)
2010 - Sandow Feques (Sampaio Corrêa)
2011 - Josué Teixeira (Sampaio Corrêa)
2012 - Flávio Araújo (Sampaio Corrêa)
2013 - Vinicius Saldanha (Maranhão)
2014 - Flávio Araújo (Sampaio Corrêa)

MATO-GROSSENSE
2001 - Edson Porto (Juventude)
2002 - Eder Taques (Operário)
2003 - Oscar Conrado (Cuiabá)
2004 - Oscar Conrado (Cuiabá)
2005 - Marcos Birigui (Vila Aurora)
2006 - Carlos Rufino (Operário)
2007 - Marcos Birigui (Cacerense)
2008 - Arildo Berdum (Mixto)
2009 - Tarcisio Pugliesi (Luverdense)
2010 - Everton Goiano (União Rondonópolis)
2011 - Ary Marques (Cuiabá)
2012 - Dado Cavalcanti (Luverdense)
2013 - Ary Marques (Cuiabá)
2014 - Luciano Dias (Cuiabá)

MINEIRO
2001 - Lula Pereira (América-MG)
2002 - Valter Ferreira (Caldense)
2003 - Vanderlei Luxemburgo (Cruzeiro)
2004 - PC Gusmão (Cruzeiro)
2005 - Ney Franco (Ipatinga)
2006 - PC Gusmão (Cruzeiro)
2007 - Levir Culpi (Atlético-MG)
2008 - Adilson Batista (Cruzeiro)
2009 - Adilson Batista (Cruzeiro)
2010 - Vanderlei Luxemburgo (Atlético-MG)
2011 - Cuca (Cruzeiro)
2012 - Cuca (Atlético-MG)
2013 - Cuca (Atlético-MG)
2014 - Marcelo Oliveira (Cruzeiro)

PARAENSE
2001 - Givanildo Oliveira (Paysandu)
2002 - Givanildo Oliveira (Paysandu)
2003 - Júlio César leal (Remo)
2004 - Agnaldo de Jesus (Remo)
2005 - Sinomar Naves (Paysandu)
2006 - Ademir Fonseca (Paysandu)
2007 - Samuel Cândido (Remo)
2008 - Artur Oliveira (Remo)
2009 - Édson Gaúcho (Paysandu)
2010 - Charles Guerreiro (Paysandu)
2011 - Sinomar Naves (Independente)
2012 - Sinomar Naves (Cametá)
2013 - Lecheva (Paysandu)
2014 - Roberto Fernandes (Remo)

PARAIBANO
2001 - Freitas Nascimento (Treze)
2002 - Tassiano Gadelha (Atlético de Cajazeiras)*
2003 - Washington Lobo (Botafogo-PB)
2004 - Maurício Simões (Campinense)
2005 - Maurício Simões (Treze)
2006 - Maurício Simões (Treze)
2007 - Jorge Luiz (Nacional)
2008 - Freitas Nascimento (Campinense)
2009 - Reginaldo Sousa (Sousa)
2010 - Marcelo Vilar (Treze)
2011 - Marcelo Vilar (Treze)
2012 - Freitas Nascimento (Campinense)
2013 - Marcelo Vilar (Botafogo-PB)
2014 - Marcelo Vilar (Botafogo-PB)

* Não existe um consenso sobre o Paraibano de 2002. Na época, o TJD deu o título para o Botafogo-PB, mas a Federação considera, de forma oficial, o Atlético de Cajazeiras como campeão

PARANAENSE
2001 - Geninho (Atlético-PR)
2002 - Val de Melo (Iraty)
2003 - Paulo Bonamigo (Coritiba)
2004 - Antônio Lopes (Coritiba)
2005 - Edinho (Atlético-PR)
2006 - Luiz Carlos Barbieri (Paraná)
2007 - Amauri Knevitz (Paranavaí)
2008 - Dorival Júnior (Coritiba)
2009 - Geninho (Atlético-PR)
2010 - Ney Franco (Coritiba)
2011 - Marcelo Oliveira (Coritiba)
2012 - Marcelo Oliveira (Coritiba)
2013 - Marquinhos Santos (Coritiba)
2014 - Claudio Tencati (Londrina)

PAULISTA
2001 - Vanderlei Luxemburgo (Corinthians)
2002 - Ademir Fonseca (Ituano)
2003 - Geninho (Corinthians)
2004 - Muricy Ramalho (São Caetano)
2005 - Emerson Leão (São Paulo)
2006 - Vanderlei Luxemburgo (Santos)
2007 - Vanderlei Luxemburgo (Santos)
2008 - Vanderlei Luxemburgo (Palmeiras)
2009 - Mano Menezes (Corinthians)
2010 - Dorival Júnior (Santos)
2011 - Muricy Ramalho (Santos)
2012 - Muricy Ramalho (Santos)
2013 - Tite (Corinthians)
2014 - Doriva (Ituano)

PERNAMBUCANO
2001 - Muricy Ramalho (Náutico)
2002 - Muricy Ramalho (Náutico)
2003 - Hélio dos Anjos (Sport)
2004 - Zé Teodoro (Náutico)
2005 - Givanildo Oliveira (Santa Cruz)
2006 - Dorival Júnior (Sport)
2007 - Alexandre Gallo (Sport)
2008 - Nelsinho Baptista (Sport)
2009 - Nelsinho Baptista (Sport)
2010 - Givanildo Oliveira (Sport)
2011 - Zé Teodoro (Santa Cruz)
2012 - Zé Teodoro (Santa Cruz)
2013 - Marcelo Martelotte (Santa Cruz)
2014 - Eduardo Baptista (Sport)

PIAUIENSE
2001 - Nivaldo Lancuna (River)
2002 - Jaime Oliveira (River)
2003 - Paulo Ricardo Moroni (Flamengo-PI)
2004 - Flávio Araújo (Parnahyba)
2005 - Flávio Araújo (Parnahyba)
2006 - Oliveira Canindé (Parnahyba)
2007 - José Fernando Polozi (River)
2008 - Flávio Araújo (Barras)
2009 - Paulo Ricardo Moroni (Flamengo-PI)
2010 - Aníbal Lemos (Comercial)
2011 - Jorge Pinheiro (4 de Julho)
2012 - Paulo Ricardo Moroni (Parnahyba)
2013 - Paulo Ricardo Moroni (Parnahyba)
2014 - Josué Teixeira (River)

POTIGUAR
2001 - Pedrinho Albuquerque (Corinthians-RN)
2002 - Adilson Batista (América-RN)
2003 - Ferdinando Teixeita (América-RN)
2004 - Miluir Macedo (Potiguar)
2005 - Flávio Lopes (ABC)
2006 - Paulo Ricardo Moroni (Baraúnas)
2007 - Ferdinando Teixeira (ABC)
2008 - Ferdinando Teixeira (ABC)
2009 - Hugo Sales (ASSU)
2010 - Leandro Campos (ABC)
2011 - Leandro Campos (ABC)
2012 - Roberto Fernandes (América-RN)
2013 - Celso Teixeira (Potiguar)
2014 - Oliveira Canindé (América-RN)

RONDIONIENSE
2001 - Da Costa (Ji-Paraná)
2002 - Ionay da Luz (CFA)
2003 - Da Costa (União Cacoalense)
2004 - Ionay da Luz (União Cacoalense)
2005 - Ionay da Luz (Vilhena)
2006 - Dado Cavalcanti (Ulbra)
2007 - Dado Cavalcanti (Ulbra)
2008 - Armando Desessards (Ulbra)
2009 - Ivair Cenci (Vilhena)
2010 - Ivair Cenci (Vilhena)
2011 - Tiago Batizoco (Espigão)
2012 - Luciano de Almeida (Ji-Paraná)
2013 - Marcos Birigui (Vilhena)
2014 - Marcos Birigui (Vilhena)

RORAIMENSE
2001 - Rômulo Bonates (Atlético-RR)
2002 - Rômulo Bonates (Atlético-RR)
2003 - Rômulo Bonates (Atlético-RR)
2004 - Sérgio Caranguejo (São Raimundo)
2005 - Chiquinho Viana (São Raimundo)
2006 - Rômulo Bonates (Baré)
2007 - Fábio Luiz (Atlético-RR)
2008 - Fábio Luiz (Atlético-RR)
2009 - Fábio Luiz (Atlético-RR)
2010 - Fábio Luiz (Baré)
2011 - Edvaldo dos Santos (Real)
2012 - Chiquinho Viana (São Raimundo)
2013 - Serginho Goes (Náutico-RR)
2014 - Chiquinho Viana (São Raimundo)

SERGIPANO
2001 - Maurício Simões (Confiança)
2002 - Maurício Simões (Confiança)
2003 - Maurício Simões (Sergipe)
2004 - Jorge Replay (Confiança)
2005 - Freitas Nascimento (Itabaiana)
2006 - Elenilson Santos (Pirambu)
2007 - Ribeiro Neto (América-SE)
2008 - Maurício Simões (Confiança)
2009 - Nadélio Rocha (Confiança)
2010 - Nadélio Rocha (River Plate)
2011 - Aílton Silva (River Plate)
2012 - Celso Teixeira (Itabaiana)
2013 - Givanildo Sales (Sergipe)
2014 - Betinho (Confiança)

SUL-MATO-GROSSENSE
2001 - Amarildo Carvalho (Comercial)
2002 - Mirandinha (CENE)
2003 - Valter Ferreira (Chapadão)
2004 - Valter Ferreira (CENE)
2005 - Mirandinha (CENE)
2006 - Amarildo Carvalho (Coxim)
2007 - Elói Kruger (Águia Negra)
2008 - Douglas Ricardo (Ivinhema)
2009 - Itamar Bernardes (Naviraiense)
2010 - Amarildo Carvalho (Comercial)
2011 - Mirandinha (CENE)
2012 - Cláudio Roberto (Águia Negra)
2013 - Valter Ferreira (CENE)
2014 - Cláudio Roberto (CENE)

TOCANTINENSE
2001 - Sérgio Belfort (Palmas)
2002 - Everaldo Bezerra (Tocantinópolis)
2003 - Carlos Magnos (Palmas)
2004 - Carlos Magnos (Palmas)
2005 - Luís Carlos (Colinas)
2006 - Roberto Oliveira (Araguaína)
2007 - Roberto Oliveira (Palmas)
2008 - Tomaz Abreu (Tocantis)
2009 - Ricardo Moraes (Araguaína)
2010 - Roberto Oliveira (Gurupi)
2011 - Roberto Oliveira (Gurupi)
2012 - Everton Goiano (Gurupi)
2013 - Roberto Oliveira (Interporto)
2014 - Carlos Magno (Interporto)

obs.: foram considerados os treinadores que comandaram as equipes no jogo do título. Os "Supercampeonatos" de 2002 não entraram na lista.

Central do Mercado: Centurión é do São Paulo, e Arouca, enfim, do Verdão

Bicampeão brasileiro fica próximo de acordo com zagueiro Henrique, atualmente no Napoli e que disputou a Copa do Mundo

Por Rio de Janeiro
Mais uma novela está encerrada no Brasil. O volante Arouca, enfim, desvinculou-se do Santos e assinou por quatro temporadas com o Palmeiras. Alvo de protestos dos santistas quando manifestou o desejo, via Justiça, de deixar a Vila Belmiro, ele enviou carta aos torcedores do Peixe. Outra contratação de peso acertada nesta sexta-feira por um grande paulista foi a de Centurión pelo São Paulo. O Racing, ex-clube do meia-atacante, confirmou o desfecho positivo. O contrato que o argentino firmará com o Tricolor também tem valido de quatro anos.
O zagueiro Henrique, um dos 23 convocados por Felipão para a última Copa e atualmente no Napoli, deve pintar no Cruzeiro. Ainda não se sabe o formato da transferência - empréstimo ou em definitivo -, mas o jogador, revelado pelo Coritiba e com passagem relevante pelo Palmeiras, chega para preencher lacuna.
montagem central do mercado (Foto: Montagem sobre foto de Divulgação)Arouca agora é Verdão, Centurión, tricolor, e Henrique deve virar cruzeirense (Foto: Montagem sobre foto de Divulgação)
O Internacional aproximou-se ainda mais do meia Anderson, herói do Grêmio na Batalha dos Aflitos. Sua chegada a Porto Alegre está prevista para segunda-feira, e, caso tudo dê certo nos exames médicos, a apresentação deve ser feita na terça. O técnico Diego Aguirre, porém, busca mais um atleta para o meio-campo e pediu o uruguaio Álvaro Fernández. O Colorado, aliás, enfim liberou Wellington Paulista, que deve chegar até terça em Curitiba para assinar contrato com o Coxa.
Dois jogadores que defenderam o Flamengo em 2014 tiveram seus destinos definidos nesta sexta-feira. O meia Mattheus, filho de Bebeto, foi emprestado ao Estoril, de Portugal. Já o atacante Elton, que rescindiu com o Fla, acabou anunciado pelo Vitória.
Vagner Love, nos planos do Corinthians para 2015, ainda precisa definir a rescisão de contrato com o Shandong Luneng. O Timão aguarda, mas agora sofre concorrência do exterior.

Bandeira diz que foi ofendido em reunião na Ferj: "Falou da minha mãe"

Presidente do Flamengo afirma que levará o caso à Justiça. Eurico Miranda desdenha de plano de Liga independente e explica dificuldade dos planos de sócio-torcedor

Por Rio de Janeiro
Eduardo Bandeira e Michel Assef Filho, Ferj (Foto: Vicente Seda)Bandeira chegou acompanhado do advogado do Fla Michel Assef Filho (Foto: Vicente Seda)
A Federação de Futebol do Rio (Ferj) realizou nesta sexta-feira mais um Conselho Arbitral, e os ânimos estiveram bem exaltados. Após divulgar um nota com críticas à entidade, o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, deixou a reunião indignado, dizendo ter sido ofendido pelo presidente Rubens Lopes. O motivo da discussão teria sido justamente o comunicado assinado pelo Rubro-Negro em conjunto com o Fluminense.
- O desfecho não foi nada positivo. Estou acostumado a me relacionar com pessoas educadas e de alto nível. Além das injustiças e das intenções em nos prejudicar, o presidente (Rubens Lopes) partiu para ofensas pessoais. Não considero que emitimos uma nota ofensiva e nem mal educada, que foram os termos que ele usou quando estava mais calmo. O Flamengo irá à Justiça. O presidente da federação se emocionou e usou até palavras de baixo calão, coisas que não posso reproduzir. Falou coisas da minha mãe e sugeriu o que eu deveira fazer com a nota. Não sei como posso ser mais explícito. Me retirei porque não posso conviver com isso - disse o dirigente.
Após um encontro na terça-feira, o Flamengo foi representado nesta sexta novamente pelo seu presidente, Eduardo Bandeira de Mello, bem como o Vasco, representado por Eurico Miranda. Pelo Fluminense, compareceu o assessor especial da presidência Marcelo Penha. Pelo Botafogo, esteve na reunião o vice de futebol Antonio Carlos Mantuano. A participação do dirigente cruz-maltino, inclusive, iniciou a confusão, segundo Bandeira.
- Parecia que tudo caminhava bem, até o presidente do Vasco começar a ler a nota. 
Com a reação mais exaltada de Rubinho, Bandeira disse que por pouco a reunião não terminou em briga.
- Em mais 30 segundos, poderia até ter se partido para outra situação. O representante do Fluminense foi até mais ofendido do que eu, mas respondi primeiro, e o presidente da Ferj se voltou para mim. O Eurico somente se mostrou revoltado com a nota, quando fala em empobrecimento do futebol carioca. Mas não ofendeu. - continuou Bandeira.
Em entrevista coletiva após o fim da reunião, alguns presidentes explicaram o que aconteceu na sede da Ferj.
 - Na verdade, o que aconteceu foi que, em função da nota, que foi considerada pelo presidente altamente ofensiva, mentirosa, pura e simplesmente, ele, presidente do Flamengo, confirmava todos os tópicos na nota. A ofensa, o que houve na verdade, foi uma retorção. O presidente falando sobre a nota publicada, as ofensas que estão na nota, estava repudiando uma a uma. Só que o presidente do Flamengo confirmava que era aquilo mesmo. Ele confirmava, quando o presidente dizia que estava se sentindo ofendido, aí a coisa virou um bate-boca pessoal. Eu pessoalmente, acho que falo por todos, acho que na verdade o que aconteceu foi fruto da confirmação, depois do presidente estar contestando uma a uma, a coisa ficou daqui para lá e terminou realmente em uma discussão pessoal, com intervenção dos outros, evidentemente também - relatou Eurico Miranda, mandatário do Vasco.
- Claro que havia discussão. O presidente mostrava o que era verdade e o que não era. E culminou com eles chamando todos os presidente ali presente de palhaços. Eu retruquei e ele foi embora - afirmou Elias Duba, presidente do Madureira.
Eduardo Bandeira de Mello Flamengo, coletiva, FERJ (Foto: Uanderson Fernandes / Ag. Estado)Bandeira de Mello Flamengo fala sobre criação de liga independente (Foto: Uanderson Fernandes / Ag. Estado)
liga independente

Além das críticas à postura da Ferj, a nota de Flamengo e Fluminense falava na criação de uma liga independente, e Bandeira disse que a ideia ainda está sendo estudada.
- A ideia é estudar a criação de uma liga municipal, que está prevista em lei. Existem várias, por que o Rio de Janeiro não pode ter uma? Vinculada à Ferj, como previsto. Mas é só uma ideia para ser estudada e, quem sabe, implementada no momento certo.
Essa ideia foi desdenhada pelo presidente do Vasco, Eurico Miranda.
- Se vocês querem saber a verdade do presidente Bandeira de Mello, esse é um filme que se repete. Não é uma coisa nova. Só estão mudando os diretores. Os produtores são sempre os mesmos. Isso de criação de liga, que não vai disputar, isso é história do boitatá. Ninguém joga sozinho. Ele ir a Justiça comum, pode ir, é um direito de cada um. Mas é filiado a uma federação. Até pode dizer que não vai disputar, só que não disputa campeonato nenhum. Tem de pedir licença para não disputar.
projetos de sócio-torcedor

O presidente do Vasco também aproveitou para explicar porque a situação dos planos de sócios-torcedores não podem ser aplicados no Campeonato Carioca, como são usados em outros torneios.
- O grande fator que tirou o público do estádio é o preço do ingresso. Prejuízo financeiro? Qual? Quanto cada clube recebe pela transmissão? É computado? Mas você pode participar de uma competição em que você beneficia um ou dois, e prejudica os outros 10, 14 restantes. Ninguém aqui é contra o projeto sócio-torcedor. O que não pode é fazer um projeto desse, que é uma relação individual com o clube, e dar um benefício. Tem de subsidiar o adversário. Não pode dar o benefício. A renda do Campeonato Carioca não é renda de mandante, é aquela divisão tradicional. Em caso de empate é 50(%) e 50(%), e 60 (% para o vencedor) e 40 (% para o perdedor). Não pode dar um benefício a um torcedor, mas não ao outro. Porque você está prejudicando o adversário desse clube que tem o sócio-torcedor - explicou Eurico.
Flamengo x macaé fora do maracanã

Após ameaçar tirar o Flamengo do Maracanã no Campeonato Carioca, justamente em razão da polêmica dos ingressos, Bandeira disse que o clube voltará a Macaé na quarta-feira para encarar o Barra Mansa.
- Os nossos dois primeiros jogos não serão no Maracanã. O outro também foi transferido para Macaé.
Diversos temas envolvendo o formato da competição do próximo ano foram discutidos. A criação do programa de sócio-torcedor do futebol do Rio, sugerido pela Ferj, por enquanto não emplacou. O debate sobre o tema será feito durante a temporada. O assunto foi motivo de críticas na nota oficial publicada no site rubro-negro e constava no edital de convocação do arbitral.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

D'Ale visita jovem com doença na medula e se emociona: "Fiz um amigo"

Ídolo presenteou o menino Denis com a camisa que vestiu contra o Shakhtar Donetsk

Por Porto Alegre
D'Alessandro Internacional visita (Foto: Rafael Antoniutti/TXT Assessoria)Denis recebeu a visita de D'Ale, nesta
terça-feira (Foto: Rafael Antoniutti/TXT Assessoria)
Prestes a completar 18 anos em 25 de abril de 2015, Denis Marques da Silva não esconde a ansiedade de, enfim, poder desfrutar do Fusca reformado por seus pais para lhe dar de presente por chegar à maioridade. O modelo, que será pintado nas cores vermelho e branco, é uma de suas três paixões, ao lado do Inter e do ídolo, Andrés D'Alessandro. O adolescente, que teve uma lesão medular aos 12 anos, que limitou sua locomoção e o obrigou a respirar apenas através de aparelhos, não esperava, porém, que receberia um presente ainda melhor, três meses antes do aniversário. Nesta terça-feira, o camisa 10 argentino visitou Denis em casa e o acometeu de uma alegria que a mãe, Flávia Marques, não tem palavras para explicar.
D'Ale ainda presenteou o garoto com a camisa que vestiu no amistoso diante do Shakhtar Donetsk, no último domingo, e com algumas peças de sua linha de roupas. Depois, conversou com Denis sobre o Inter, paixão que cultivam em comum. A iniciativa surgiu de uma campanha nas redes sociais, lançada por Flávia com a ciência do menino, para cativar o ídolo colorado.
- O Denis sabia que estávamos organizando a visita do D'Ale, e o avisamos quando ele disse que viria. Mas ele não queria acreditar. Ele só acreditou quando viu o D'Ale entrando pela porta e logo desatou a chorar. Foi uma alegria muito grande. Algo que nem sabemos como explicar. Hoje (quarta-feira) ele acordou eufórico. Não parava de falar nisso. Foi a primeira noite em muito tempo que ele conseguiu dormir tranquilo - conta Flávia, por telefone, ao GloboEsporte.com.
D'Alessandro Internacional visita (Foto: Rafael Antoniutti/TXT Assessoria)D'Alessandro autografa camisa para Denis (Foto: Rafael Antoniutti/TXT Assessoria)

A camiseta presenteada por D'Alessandro surge como um troféu para homenagear a vitória de um menino que, aos 12 anos teve de ficar internado por seis meses no hospital e que, mesmo diante das limitações, não desiste de levar sua vida dentro da maior normalidade possível. Denis tem preocupações e divertimentos típicos de adolescentes. Frequenta as aulas do segundo ano do Ensino Médio, em aulas domiciliares, joga video games com a mão direita, que o possibilita de maiores movimentos, e "fuça" em um tablet. Atividades que ficam em segundo plano em dia de jogos do Colorado.
- Ele não perde um jogo do Inter. A gente sabe. Quando o Inter joga, ele tem que assistir. É uma paixão muito grande. Ele fica inquieto quando não assiste. Só não vestiu a camiseta ainda, porque quer esperar a fisioterapeuta visitá-lo para poder mostrar a peça para ela - relata Flávia.
Do contato com o ídolo, brotou uma nova amizade. Tocado pela visita à casa onde Dênis mora ainda com o pai, Claudiomiro Rech, os irmãos Deivid, Larissa e Felipe, e com a avó paterna, Romilda, no bairro Cavalhada, zona sul de Porto Alegre, o argentino recorreu ao Facebook para anunciar seu "novo amigo colorado".
- Hoje fui visitar meu novo amigo colorado Denis. Que bom que existem esses momentos para poder ver e viver outras coisas que a nossa carreira de atleta às vezes impede. Encontrei uma família muito legal, com um coração enorme e com uma força imensa. Conhecer o Denis foi emocionante. Foi diferente e sai com um sentimento de alegria. Essa alegria que ele teve quando me viu entrar. Fiz outro amigo em Porto Alegre e se chama Denis. Obrigado por me proporcionar esse momento - escreveu D'Ale.
É difícil que Denis fale em outra coisa, se não a visita de D'Ale, até receber o Fusca vermelho e branco de presente dos pais, em 25 de abril. A partir daí, poderá desfilar na carona do pai, vestindo a camisa autografada pelo maior ídolo.
D'Alessandro Internacional visita (Foto: Rafael Antoniutti/TXT Assessoria)D'Ale posa  para foto ao lado da família de Denis, durante a visita (Foto: Rafael Antoniutti/TXT Assessoria)

Cristiano Ronaldo pega dois jogos de gancho por chute em adversário

Luso desfalcará Real Madrid contra Real Sociedad e Sevilla, mas está liberado para o dérbi contra o Atlético, no dia 7 de fevereiro, trazendo alívio para Carlo Ancelotti

Por Madri
Famoso pela sede de gols e a vontade de atuar em todas as partidas, Cristiano Ronaldo terá que apenas assistir ao Real Madrid nas duas próximas rodadas do Campeonato Espanhol. A Liga de Futebol Profissional (LFP) da Espanha anunciou nesta quarta-feira que o luso recebeu dois jogos de suspensão pelo chute dado no brasileiro Edimar na partida contra o Córdoba, no último sábado.

Desta forma, CR7 desfalcará o time de Carlo Ancelotti nos duelos contra o Real Sociedad, no sábado, e diante do Sevilla, no dia 4 de fevereiro. Entretanto, o sentimento para o clube merengue é de alívio, uma vez que havia a possibilidade do astro ficar de fora do dérbi contra o Atlético de Madrid, no dia 7, no Vicente Calderón. Esta partida marcará o retorno de Cristiano à equipe.
A punição pequena causou revolta nos jornais catalães, que destacaram o fato de que o tapa do luso em Crespo - imediatamente depois do chute em Edimar - não foi considerado agressão. O "Mundo Deportivo" chega a citar "vista grossa" com o segundo ato de Cristiano, que ainda provocou a torcida local ao exibir seu escudo do Mundial de Clubes na saída de campo, logo depois de ser expulso.
Já a imprensa de Madri destacou o fato de Cristiano não ser reincidente na temporada e ter manifestado arrependimento logo depois da partida como favoráveis a uma punição menor. O Real Madrid ainda poderia recorrer da decisão, mas o temor de um aumento de pena certamente fará com que o clube aceite a decisão da LFP.
cristiano ronaldo agressão cordoba x real madrid   (Foto: AFP)Cristiano desfalcará o Real por duas partidas (Foto: AFP)

Palmeiras apresenta patrocínio da Crefisa


O patrocínio da Crefisa virou motivo para mais um confronto entre presidentes de Palmeiras e São Paulo. Carlos Miguel Aidar, são-paulino, disse que os rivais fecharam por menos do que R$ 23 milhões que circularam na imprensa. Paulo Nobre, palmeirense, rebateu que, sem ter visto o contrato, o colega não sabia do que estava falando e o mandou cuidar de seus escândalos. Leila Pereira, presidente da Crefisa, foi vaga em coletiva de imprensa ao dizer que “o projeto do Palmeiras era muito melhor”. O blog comparou propostas e contextos para esclarecer por que a Crefisa preferiu o Palmeiras.

Os valores eram os mesmos. O São Paulo começou a negociar com a Crefisa entre novembro e dezembro de 2014, com reuniões entre diretores, sem que houvesse contato entre Aidar e Leila ou José Roberto Lamacchia, controlador da Crefisa. Os tricolores pediram inicialmente R$ 28 milhões pela cota máster e, depois, fixaram seu mínimo para assinar contrato: R$ 23 milhões. Fariam R$ 22 milhões para não perder o negócio, segundo revelou dirigente são-paulino ao blog, mas não passariam disso.

O valor mínimo do São Paulo foi o que a Crefisa decidiu pagar ao Palmeiras, com quem as conversas também começaram em números acima. O blog obteve confirmações de três fontes, no clube e em empresas que fazem negócios com ele, de que a instituição financeira repassará à equipe alviverde R$ 23 milhões em cada um dos dois anos de contrato. Só Aidar acusa um valor menor, sem saber qual, e ele o faz porque, além do gosto pela polêmica, o São Paulo de fato entregaria mais propriedades.

O São Paulo colocava o Morumbi no pacote do patrocínio. A proposta do clube dava à Crefisa um camarote de frente para o centro do campo, dava 1 mil ingressos por jogo em casa, personalizava um setor de cadeiras numeradas com a comunicação visual da instituição financeira, inseria a marca dela em testeiras e placas nos anéis das arquibancadas e em regiões que são mostradas pela televisão em transmissões – o que aumenta o retorno de mídia da patrocinadora. O banco também teria pontos de venda dentro do estádio, nos quais poderia oferecer empréstimos consignados aos torcedores.

Leila Pereira, Paulo Nobre e José Roberto Lamacchia, representantes de Palmeiras e CrefisaO Palmeiras não tem a mesma liberdade com o Allianz Parque, porque a gestão dele é da WTorre, mas Paulo Nobre montou uma operação para diminuir a desvantagem. O presidente palmeirense primeiro ofereceu cerca de 300 ingressos por partida em toda a temporada para a empresa, mas Lamacchia e Leila preferiram trocar essas entradas por um camarote no estádio. O Palmeiras irá assumir a locação de um espaço, cujo preço varia de R$ 200 mil a R$ 300 mil conforme proximidade ao centro do campo e pavimento da arena, e irá repassá-lo à patrocinadora. Há uma reunião a ser marcada para definir esta operação. Ainda que não entregue outros ativos que o São Paulo oferecia no Morumbi, deste modo Nobre conseguirá ao menos garantir à Crefisa o mais valioso deles, inclusive para além do futebol, em shows.

Em termos de exposição na televisão, o São Paulo joga a Libertadores em 2015. O Palmeiras, não. Isso dá aos são-paulinos jogos transmitidos em TV aberta em noites de meio de semana, quando a audiência é maior, além de dois potenciais clássicos com o Corinthians, caso os corintianos passem pelo Once Caldas e caiam no mesmo grupo. Haveria mais exposição da marca da Crefisa na camisa tricolor.

Para compensar essa desvantagem em visibilidade, Paulo Nobre se comprometeu a ajudar na ativação do patrocínio – como o mercado esportivo chama ações feitas com o intuito de comunicar à torcida que o investimento está sendo feito. No mais, ambas propostas tinham marca exposta na cota máster da camisa, em placas no centro de treinamento e backdrops – fundo usado em entrevistas à imprensa.

Friamente, mesmo com os esforços de Nobre para que o Palmeiras entregue mais resultado, a proposta do São Paulo ainda era superior. Mas aí pesaram o emocional e as circunstâncias de ambos os clubes.
Lamacchia é palmeirense, como admitiu à imprensa, e afirmou ver um sonho realizado ao ocupar a área nobre da camisa do time que torce. Isso faz diferença numa negociação. O contexto palmeirense também favorece ao ser, hoje, um dos únicos clubes que de fato se reforçou na pré-temporada, por ter o sócios-torcedor em ascensão e por prometer à torcida, enfim, uma temporada vitoriosa.

Já o São Paulo, embora tenha também um time promissor, foi colocado em polêmicas pouco simpáticas a patrocinadores recentemente por seu presidente. Aidar tinha um contrato com sua namorada, Cinira Maturana, para que ela recebesse 20% de comissão sobre contratos que trouxesse ao clube. Também a enfiou numa negociação com a Puma para que ela fizesse a “transição” entre fornecedoras. O mandatário ainda manchou a imagem do clube com três grandes fornecedoras de materiais esportivos – Penalty, Puma e Under Armour – ao atravessar executivos brasileiros, desrespeitar contratos e pré-contratos e fazer leilão para ganhar milhões a mais. Fora polêmicas com outros dirigentes.

Além de gerar exposição sobre o logotipo de um patrocinador, o patrocínio trata de transferir valores de uma marca para outra. Companhias, em geral, procuram o esporte para dar a suas marcas aparência de vitória, paixão, emoção. As circunstâncias que Aidar coloca o São Paulo na imprensa e perante agentes do mercado esportivo certamente atrapalham ao negociar um patrocínio desta magnitude.

Após ser vítima de racismo, Fabiana diz: "Não tenho raiva dele, tenho dó"

Ainda chocada, bicampeã olímpica agradece mensagens de apoio e relata insultos de torcedor em Minas: "Não acreditava que um dia isso poderia acontecer comigo"

Por São Paulo
Fabiana protesta contra irregularidades da CBV (Foto:  Lucas Dantas/Sesi-SP Divulgação)Fabiana protesta contra irregularidades da CBV (Foto: Lucas Dantas/Sesi-SP Divulgação)
“Racista! Racista!” Fabiana olhava para a arquibancada sem entender a confusão entre os torcedores. Concentrada no jogo contra o Minas, clube em que começou sua carreira, a central do Sesi-SP mal havia escutado “um senhor” que a insultava com expressões como “macaca quer banana” e “macaca joga banana”, bem ao lado da família da jogadora. Foi inevitável o choque ao compreender o que aconteceu na partida da Superliga feminina, na última terça-feira, em Belo Horizonte, mesmo que a torcida a tenha abraçado e expulsado o agressor. Aos poucos, a bicampeã olímpica juntou forças e deu um primeiro passo para dar um basta no racismo ao tornar o caso público. Um dia após o incidente, Fabiana disse não guardar rancor pelo “senhor” que disparou injúrias raciais, apesar de ainda estar tomada pela tristeza.
- Estou muito triste, parece que a ficha ainda não caiu. Não acreditava que um dia isso poderia acontecer comigo. Estou ainda chocada e um pouco sem reação, mas muito triste. Não tenho raiva dele, não tenho ódio. Só tenho dó, pena. Peço que Deus possa iluminar o coração dele para que reflita, que ele tem que ser um exemplo, ele pode ter filhos, netos, e tem que dar o exemplo - contou Fabiana.
Em entrevista ao GloboEsporte.com, a bicampeã olímpica relatou o incidente e a tristeza de sua família, que presenciou a cena e tentou como pôde proteger a jogadora. Ela agradeceu as manifestações de solidariedade da comunidade do vôlei e de fãs. Fabiana também afirmou que ainda estuda junto com o Minas as medidas adequadas para dar um desfecho ao caso, que está sendo investigado pela Polícia Civil após a abertura do boletim de ocorrência por “atrito verbal” na 2ª Delegacia do Centro de Belo Horizonte.
GloboEsporte.com: No seu desabafo, você disse ter passado por uma situação difícil de vivenciar. Você pode descrever como ocorreu o incidente? Como os xingamentos te afetaram em quadra?
Fabiana: Foi no meio do jogo. Para ser sincera, não sabia o que estava acontecendo no começo, porque eu estava muito concentrada no jogo. Teve uma confusão na arquibancada, na parte de cima. Depois me contaram que era um senhor que estava me insultando quando eu ia para o saque. E ele estava do lado dos meus pais. Os torcedores logo compraram a briga, começaram a gritar: “Racista! Racista!”. Os seguranças do Minas já tiraram o senhor e levaram para a delegacia.
Fabiana Claudino, do SESI e da Seleção (Foto: Reprodução/ Instagram)Capitã da seleção, Fabiana recebeu apoio das jogadoras (Foto: Reprodução/ Instagram)
Como foi o momento em que te contaram o que tinha acontecido?
Quando eu soube, fiquei sem reação. Estou até agora chocada. É um assunto complicado até de se falar. O senhor estava ao lado da família da Suelen (líbero do Sesi-SP) e do meu pai (Vital Claudino). Eles não estavam nem entendendo o que estava acontecendo. Isso que me deixou bem chateada.
Você disse que seus pais estavam na arquibancada. Conseguiu ver a reação deles? Como foi o momento de encontro entre vocês depois do jogo?Meus pais são muito religiosos e muito tranquilos. Eles não estavam acreditando. Ficaram sem reação também. Minha mãe (Maria do Carmo) me ligou hoje (quarta-feira) e disse que estava muito mal por não ter tido reação, de ir para cima, de falar com o senhor. Eles estavam bem chateados (depois do jogo). Eles tentaram esconder de mim. Minha mãe acabou falando: “Filha, eu vi, eu estava lá”. Ela queria me proteger, queria que eu não soubesse.
Muitos jogadores manifestaram solidariedade, e você também recebeu apoio de muitos fãs do vôlei. Nesse momento de dor, o que representam essas palavras de incentivo para você? É um conforto saber que tenho o carinho e o amor das pessoas. É complicado falar sobre esse assunto, até me perco um pouco. Fico feliz pelas mensagens. Todo mundo me ligou, me mandou mensagem. Todas as mensagens me marcaram. Falaram: “Fabiana, você é um pessoa incrível, pelo exemplo que você representa”. Todo mundo está mandando força. O Minas foi o clube em que cresci. Todo mundo lá comprou a briga. Não julgo que ele seja um torcedor do Minas. Tenho um carinho grande pelos torcedores do Minas, e os torcedores têm carinho por mim também. Ele estava ali sem saber direito o que estava acontecendo.
 Não tenho nem palavras, foi muito triste. Enxergo que essas são pessoas sem coração, sem espírito. Não entra na minha cabeça como alguém pode ter esse tipo de atitude
Fabiana
 No seu desabafo você fala que refletiu muito para decidir se divulgava o caso ou não. Que pontos você colocou na balança e o que te motivou a tornar o incidente público?Eu resolvi falar porque acredito que isso possa vir a mudar, que possa ser um exemplo. Refleti por causa dos meus pais, vi o quanto eles sofreram, o quanto ficaram tristes. Quero que as pessoas se coloquem nessa situação, porque atacar e fácil, quero ver se isso acontece com você. Mas a atitude do Minas foi incrível de tirar logo o torcedor de lá.
Você já havia passado por alguma situação semelhante dentro ou fora de quadra?
Foi a primeira vez que passei por isso. Nunca tinha visto acontecer algo parecido com ninguém. Eu já morei em outro país (na Turquia) e também não passei por isso lá.
Vimos no ano passado outros casos de racismo no esporte, como o do goleiro Aranha, que voltou a ser alvo, por vezes com ironias como ser chamado de Branca de Neve por exemplo. Você teme que isso possa se repetir com você?Não tenho nem palavras, foi muito triste. Enxergo que essas são pessoas sem coração, sem espírito. Não entra na minha cabeça como alguém pode ter esse tipo de atitude. Acredito que isso nunca aconteceu com uma pessoa como essa. Fico triste, chateada. No século XXI, a pessoa não entende que somos iguais, que iremos para o mesmo lugar.
O Minas encaminhou o agressor à Polícia Civil. Você está acompanhando o caso para saber o desfecho?
Estou conversando com o Minas, ainda estamos vendo qual é a melhor medida para eu tomar. O Minas está acompanhando o caso de perto e me ajudando.
Um dia depois do calor do momento, qual é o sentimento que fica e que mensagem você tem para ele?
Estou muito triste, parece que a ficha ainda não caiu. Não acreditava que um dia isso poderia acontecer comigo. Estou ainda chocada e um pouco sem reação, mas muito triste. Não tenho raiva dele, não tenho ódio. Só tenho dó, pena. Peço que Deus possa iluminar o coração dele para que reflita, que ele tem que ser um exemplo, ele pode ter filhos, netos, e tem que dar o exemplo.

Central do Mercado: Timão negocia com Love; Vasco tenta Jorge Henrique

Cruzeiro procura Cleiton Xavier e destaques sul-americanos; São Paulo se aproxima de Centurión, e Palmeiras oferece pacote por Arouca. Flu pode perder joias da base

Por Rio de Janeiro
Vagner Love, Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli)Vagner Love ainda tem mais um ano de contrato com o Shandong Luneng, da China (Foto: Marcos Ribolli)
Às vésperas do início dos principais campeonatos estaduais do país, o mercado de negociações do futebol brasileiro teve nesta quarta-feira um de seus dias mais agitados desde dezembro. O Corinthians, por exemplo, que corre o risco de perder Guerrero para a Europa e Lodeiro para o Boca Juniors, abriu negociações com Vagner Love. O atacante do Shandong Luneng, da China, aceitou reduzir o salário e espera por um acordo entre os clubes, embora seu empresário, Evandro Ferreira, e a diretoria alvinegra desconversem sobre o assunto. A procura por reforços ofensivos se intensifica com as situações do elenco: o centroavante peruano revelou à rádio espanhola "Cadena Cope Madrid" o desejo de trocar de continente, e o meia uruguaio deve receber nova investida do clube argentino de R$ 6,45 milhões por 50% de seus direitos.
Com o cofre cheio após as vendas de Lucas Silva, Éverton Ribeiro, Ricardo Goulart e Egídio, o Cruzeiro entrou forte no mercado para qualificar o elenco após as perdas. Um dos alvos é o meia-atacante brasileiro Felipe Gedoz, que brilhou na última Libertadores pelo Defensor, do Uruguai, e está no Club Brugge, da Bélgica, mas os valores foram considerados altos. Jorge Luna, meia argentino de 28 anos do Santiago Wanderers, do Chile, também interessa, e dirigentes celestes já se reuniram com representantes do jogador. Porém, o custo também seria alto: o clube chileno só admite negociar o atleta em definitivo por R$ 6,7 milhões. Outro nome que entrou em pauta é o de Cleiton Xavier, do Metalist, da Ucrânia. Por causa dos conflitos no país, o meia de 31 anos tem o desejo de retornar ao Brasil, embora tenha contrato por lá até 2017. E segundo o portal colombiano "As", a Raposa estaria perto de Sherman Cárdenas, destaque do Atlético Nacional, da Colômbia. Por ora, o único reforço encaminhado não é do exterior: trata-se do lateral-esquerdo Pará, do Bahia, que deve chegar a Minas nesta quinta.
O São Paulo recebeu um "não" do River Plate, da Argentina, para a oferta que fez pelo zagueiro colombiano Balanta. Mas está perto de Centurión. O Racing apresentou uma contraproposta ao Tricolor de € 4,9 milhões (R$ 14,2 milhões) por 70% dos direitos do jogador, e o clube argentino está confiante em fechar negócio. Já o Vasco, após sondar Rafael Moura e ver o atacante recusar uma possível transferência, foi atrás de outro atacante do Internacional: Jorge Henrique. O meia-atacante não faz parte dos planos do Colorado, e o Cruz-Maltino tenta contrato por empréstimo de uma temporada. O Palmeiras, que avançou nas conversas com o goleiro Aranha, ofereceu três de seu elenco ao Santos por Arouca. Mas do trio, o Peixe se interessou apenas por Mendieta - único nome divulgado -, e deve rejeitar o pacote pela negociação. O Alviverde quer definir a contratação antes da audiência do volante contra o clube santista na Justiça do Trabalho.
Entre as outras negociações do dia, destaque para a volta do atacante Élton ao Vitória, após rescindir com o Flamengo; o retorno ao Brasil do zagueiro Jéci, repatriado pelo Avaí aos 34 anos, depois de três temporadas no futebol japonês; a renovação do empréstimo do zagueiro Thiago Heleno com o Figueirense, encerrando uma longa novela; e a chegada de um campeão mundial para jogar a Segunda Divisão do Campeonato Gaúcho: o atacante Adriano Gabiru, herói do Inter na conquista do Mundial de Clubes de 2006, assinou contrato com o Panambi até o fim da primeira fase do estadual. Ele está com 37 anos.
Flu pode perder joias da base
Depois de ver uma debandada no time principal com a saída da ex-patrocinadora Unimed, a torcida do Fluminense corre o risco de perder também destaques da categoria de base do clube. O Wolfsburg, da Alemanha, fez proposta pelo atacante Kenedy, que está a serviço da seleção brasileira sub-20 e também interessa ao futebol inglês. Já o capitão tricolor na última Copinha, o volante Marlon Freitas, de 19 anos, interessa ao Fort Lauderdale Strikers, dos Estados Unidos - equipe que tem Ronaldo Fenômeno como sócio. A transferência seria por empréstimo até outubro. E segundo o jornal italiano "Gazzetta dello Sport", a Juventus está disposta a oferecer 11 milhões de euros pelo meia-atacante Gerson, de 17 anos e que está disputando o Sul-Americano Sub-20 ao lado de Kenedy. O Flu já havia recusado uma proposta de 10 milhões de euros pelo jovem no ano passado.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Fernanda Gentil tira foto com crianças e brinca com 'mão-boba'

A jornalista postou a imagem em rede social nesta terça-feira, 27.

do EGO, em São Paulo
Fernanda Gentil atendeu aos fãs mirins e postou em seu Instagram uma foto em que aparece ao lado de crianças. Grávida de dois meses, a jornalista brincou sobre um dos meninos ter encostado a mão em seu seio na hora do clique. "Cara de criança, malandragem de gente grande. #calmaMomô #eleé #apenasuma #criançacom #mãoboba #porfavor #tenta #secontrolar", escreveu.
  •  
Ego nas redes sociais
Na segunda, 26, ela comemorou os dois anos de casamento com Matheus Braga postando uma foto romântica. Fernanda está grávida de dois meses de seu primeiro filho. Ela confirmou a notícia ao EGO na semana passada após aparecer curtindo um dia de praia com o empresário.
Fernanda Gentil (Foto: Instagram/Reprodução)Fernanda Gentil posa com fãs (Foto: Instagram/Reprodução)

Central do Mercado: Felipe e Aranha ficam livres; São Paulo busca Balanta

Zagueiro colombiano do River Plate está na mira do Tricolor, Richarlyson desiste de aposentadoria e vai para Chapecoense, e Corinthians quer revelação da base de rival

Por Rio de Janeiro
Entrevista Felipe Flamengo (Foto: Richard Souza)Aos 30 anos, Felipe está disponível para acertar
com outro clube sem custos (Foto: Richard Souza)
Os goleiros agitaram a terça-feira de negociações do futebol brasileiro, e dois nomes consagrados no país terminaram o dia disponíveis no mercado: Felipe e Aranha. O antigo camisa 1 do Flamengo, que estava afastado desde agosto do ano passado, foi demitido de acordo com o empresário do jogador, Marcelo Robalinho, e está livre para procurar outro clube aos 30 anos. Já o arqueiro que estava no Santos chegou a um acordo com a direção para rescindir seu contrato e desistir da ação na Justiça - ele tentava se desvincular nos tribunais por atrasos nos salários, e o Peixe poderia ser condenado a pagar uma indenização na casa dos R$ 2,5 milhões. Aos 34 anos, o atleta também virou opção para acertar de graça com outro time, e o Palmeiras seria um dos candidatos.
Sem se interessar por outros goleiros, o São Paulo segue mapeando o mercado argentino e começou a negociar com o River Plate pelo zagueiro colombiano Balanta. O clube precisa se desfazer de algum gringo do elenco para abrir uma vaga de estrangeiro e poder contratar o meia uruguaio Viudez, que joga na Turquia, o que poderia facilitar a ida do defensor para o Morumbi. O Tricolor também mantém em sua mira o atacante Centurión, apesar de o Racing ter recusado a primeira proposta pelo jogador: 4 milhões de euros (cerca de R$ 11,7 milhões) por 70% dos direitos econômicos. Os dirigentes brasileiros apostam na vontade do atleta, já que receberia salários de R$ 200 mil mensais, cinco vezes o valor que ganha atualmente no país vizinho.
Outra novidade do dia tem a ver com aposentadoria. Ou desistência dela. Após anunciar que iria pendurar as chuteiras no ano passado e começar a jogar vôlei pela equipe amadora de Taquarituba, Richarlyson está de volta ao futebol. O volante foi confirmado como reforço da Chapecoense para a temporada. Outro com futuro definido no Sul do país é Fellipe Bastos. Vasco e Grêmio se acertaram para o meio-campo seguir emprestado até dezembro ao Tricolor, que passará a pagar 100% dos salários do jogador de 24 anos, cerca de R$ 150 mil mensais. O clube gaúcho, porém, pode perder o zagueiro Rhodolfo. De acordo com o site italiano Tuttomercattoweb.com, o Inter de Milão está interessado no defensor de 28 anos.
O Goiás está perto de anunciar o volante Ygor, fora dos planos no Internacional. O jogador recebeu proposta de empréstimo até o final do ano, quando também encerraria o vínculo com o Colorado. O Criciúma acertou o retorno do zagueiro Fábio Ferreira, que já assinou pré-contrato com o Tigre e vai para sua terceira temporada no clube. E o Cruzeiro anunciou oficialmente o chileno Mena para substituir Egídio, negociado com o Dnipro, da Ucrânia.
Clássico fora de campo na base
Corinthians e São Paulo travam um clássico fora dos campos nas categorias de base. O Timão apresentou uma proposta ao artilheiro do rival na Copinha: João Paulo, autor de sete gols na competição. Com contrato amador encerrado no domingo, o atacante está seduzido pela investida alvinegra, mas tem também a opção de seguir no clube tricolor, que já lhe fez uma oferta de renovação. Ambas são por cinco anos de duração. E os próximos dias prometem.