Cacá Bueno não engole punição e exige posicionamento da CBA
Piloto está revoltado com penalização em Campo Grande e CBA não sabe explicar por que o equipamento registrou velocidade de 137 km/h nos boxes
De acordo com o regulamento, o limite para os carros passarem pelos boxes é de 50 km/h, mas, segundo o equipamento oficial da categoria, Cacá e Daniel cruzaram a área dos boxes a 137km/h e 74km/h, respectivamente. A velocidade registrada, principalmente a de Cacá, chamou a atenção e gerou protestos da equipe. Ainda durante a prova, pelo rádio, o tricampeão reclamou da penalização, classificando-a como “um absurdo”. A prova já passou, mas o caso ainda gera polêmica e segue sem uma explicação definitiva.
Daniel Serra, que recebeu a bandeirada em 15º, somou apenas um pontinho e chegou aos 22. Se tivesse terminado em sexto, ele somaria mais nove pontos e estaria com 31, mais próximo da classificação para a SuperFinal.
- Foi um erro absurdo, porque é impossível atingir essa velocidade naquele trecho. Fizemos tudo dentro das regras e já comprovamos isso com todas as informações possíveis. Sei que nossos pontos não serão recuperados, mas algo precisa mudar. Não podemos continuar vendo nosso trabalho ser desfeito por mecanismos que não são eficientes.
CBA ainda não sabe explicar o que aconteceu
O presidente do Conselho Técnico Desportivo Nacional (CTDN) da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), Nestor Valduga, reconhece que algo estranho aconteceu, mas ainda não tem uma resposta definitiva para o incidente.
- Foi estranho acontecer só com esses dois carros da mesma equipe, já que, durante todo o fim de semana, houve mais de duas mil passagens naquele ponto, somando os carros da Copa Montana e da Stock Car. Recebi um e-mail da empresa responsável pelo equipamento dizendo que nenhum problema foi constatado. Eu nunca vi nada assim em meus anos de automobilismo - admitiu.
Cacá acrescenta que durante a corrida realmente só ele e seu companheiro de equipe foram punidos, mas, nos treinos, somando Copa Montana e Stock Car, cerca de dez carros sofreram penalizações no mesmo ponto do pit lane.
- Nem um carro de Fórmula 1 chega a 140 km/h naquele ponto. O laudo da JL (fabricante dos carros) mostra que a minha velocidade nos boxes foi até inferior a de muitos carros - afirmou Cacá.
Perguntado por que os comissários aplicaram a penalização, mesmo sendo praticamente impossível um carro passar a 137 km/h no pit lane, Valduga esclareceu:
- Para os comissários que estão na torre, só chega a informação de que o carro número tal passou acima do limite de velocidade. Não chega a informação da velocidade que o carro atingiu.
Através da assessoria de imprensa, a RBR informou que não pretende recorrer à Justiça Desportiva, temendo ser penalizada. Mas Nestor Valduga esclarece que a equipe não correria esse risco, mesmo perdendo o recurso.
- O artigo 70 do regulamento desportivo foi modificado através do adendo 1, editado em 14 de março, portanto antes da primeira etapa, e não prevê punição em caso de recurso - disse.
- Ganhando ou perdendo o recurso, nada mudaria, porque eu já fui punido na corrida. Já ganhei e já perdi campeonatos por um ou dois pontos e eles me tiraram 13 agora - finalizou Cacá
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