Na tarde dos reencontros, Bahia e Botafogo empatam em Salvador
Elkeson, ex-Vitória, abre o placar no Pituaçu, e Fahel, ex-Alvinegro, estabelece a igualdade em partida com mais de 32 mil pagantes
O próximo compromisso do Botafogo, que soma 15 pontos, será contra o Corinthians. A partida está marcada para o próximo domingo, em São Januário, mas pode sofrer modificações de acordo com a programação da Seleção Brasileira na Copa América. Já o Bahia, que segue sem vencer em quatro jogos em casa e chegou a nove pontos, enfrenta o Cruzeiro, também no domingo, em Sete Lagoas (MG).
Além da surpresa pela escalação de Araruama no lugar do machucado Everton, Caio Júnior mostrou um Botafogo com estrutura diferente para enfrentar o Bahia. Lucas Zen atuou como um terceiro zagueiro pelo lado esquerdo, segurando as investidas de Lulinha. Com isso, Márcio Azevedo tinha liberdade para atuar como ala. Do outro lado, René Simões apostou na marcação individual de Fahel sobre Maicosuel como forma de anular uma importante arma do ataque alvinegro.
Elkseon marca e dança coreografia de 'Vai chorar, é?'
Desde o início da partida, foi o Bahia quem mostrou maior iniciativa para atacar. Mas a torcida, que como sempre começou apoiando muito, acabou por se irritar com o excesso de erros de passe da equipe (foram 26 no primeiro tempo), o que acabou por ser determinante para que não fosse possível construir claras chances de gol.
Elas ficaram por conta do Botafogo, que, depois de um período de adaptação à nova forma de jogar, começou a aproveitar os erros do adversário para ameaçar. Herrera perdeu uma excelente oportunidade antes dos dez minutos, mas o time de Caio Júnior teve a calma suficiente para segurar o ímpeto do Bahia com uma marcação sólida e sair ao ataque quando tivesse espaços.
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Com a vantagem, o Botafogo recuou sua marcação para esperar o Bahia e aplicar os contra-ataques. A impaciência que tomou conta da torcida se traduziu em nervosismo dentro de campo, e o Tricolor seguiu errando passes. E o Alvinegro quase ampliou aos 37 minutos, quando Herrera acertou a trave direita de Marcelo Lomba num chute cruzado.
Maranhão dá 'chute no vácuo', depois fura e se machuca
Com duas substituições, o Bahia voltou para o segundo tempo pressionando o Botafogo. A principal arma foi Maranhão, que, pelo lado esquerdo, usava a velocidade para atuar nas costas de Alessandro. Mas aquela que prometia ser a chave para a vitória durou apenas 12 minutos. O jogador usou o “chute no vácuo” para ludibriar a marcação, mas foi o próprio tricolor quem levou a pior ao furar a bola em seguida, desequilibrando-se e caindo sobre o braço esquerdo. Então, o técnico René Simões precisou queimar sua última substituição, colocando o atacante Rafael.
À medida que o tempo passava, o Bahia se lançava ao ataque com mais intensidade e menos organização. Enquanto o time da casa não mostrava objetividade no momento de concluir, o Botafogo se garantia com uma sólida marcação e levava perigo nos contra-ataques. No entanto, deixou de matar o jogo mais cedo por falta de qualidade nos chutes a gol.
Se os homens de frente não faziam sua parte, coube a um defensor igualar o placar para o Bahia. Na primeira vez em que enfrentou o clube que defendeu por dois anos e meio, Fahel marcou de cabeça após cobrança de escanteio de Jancarlos, fazendo 1 a 1 aos 32 minutos.
Logo em seguida o Botafogo teve sua grande chance no segundo tempo, num lance confuso e incrível. Maicosuel chutou para defesa de Marcelo Lomba e, no bate-rebate, Marcone tirou quando a bola tomava o rumo do gol. Os dois times seguiram atacando, num jogo aberto, mas que, pela falta de pontaria, terminou mesmo empatado.
Marcelo Lomba, Jancarlos, Titi, Paulo Miranda e Marcos (Maranhão) (Rafael); Fahel, Marcone, Diones e Ricardinho (Gabriel); Lulinha e Júnior. | Renan, Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo (Thiago Galhardo); Somália (Léo), Lucas Zen, Araruama e Elkeson; Maicosuel e Herrera (Caio). |
Técnico: René Simões. | Técnico: Caio Júnior. |
Gols: Elkeson, aos 30 minutos do primeiro tempo; Fahel, aos 32 minutos do segundo tempo. | |
Cartões amarelos: Marcone, Lulinha (Bahia); Somália, Márcio Azevedo (Botafogo). | |
Local: Estádio Pituaçu, em Salvador (BA). Data: 10/07/2011. Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa/RS). Auxiliares: Erich Bandeira (Fifa/PE) e Julio César Rodrigues Santos (RS). Público: 32.157 pagantes. Renda: R$ 787.897,50. |
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