Emerson Fittipaldi revela que pai tentou tirá-lo do automobilismo
Antes de brilhar na pistas, primeiro brasileiro campeão da Fórmula 1 recebeu do pai um barco, com objetivo de retirá-lo do esporte
Convidados do programa Linha de Chegada, os integrantes do clã Fittipaldi contaram ao jornalista Reginaldo Leme que o destino vitorioso da família poderia ter sido longe dos autódromos. Único fundador vivo da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), o Barão Wilson Fittipaldi, ao perceber que o amor dos filhos pela velocidade estava aumentando, resolveu tentar levá-los para uma atividade com menos risco.
- Quando ele (Barão) viu que começou a esquentar e que o rumo seria o automobilismo, ganhei um barco, que era o melhor. O objetivo era ver se eu sairia o mais rápido possível do automobilismo - contou Wilson.
- Os resultados eram excelentes, penúltimo ou último. Teve um dia em que todo mundo chegou ao clube e nós chegamos só na parte noite. Ficamos perdidos no lago - complementou Emerson.
O envolvimento da família com o esporte é tão grande que Christian brinca:
- Em casa, a gente sempre falou que tomava café da manhã motor, almoçava chassis, e jantava rodas, asa dianteira, asa traseira – brincou Christian Fittipaldi, neto do Barão Wilson, ao contar o envolvimento da família no automobilismo.
Copersucar: um sonho que não deu certo
O pioneirismo não se deu apenas na formação da Confederação Brasileira de Automobilismo, os Fittipaldi também formaram a primeira equipe nacional de Fórmula 1, a Copersucar. Fundada em 1975, a equipe não conseguiu conquistar bons resultados, apesar de contar com a experiência de Emerson, que já havia conquistado seus dois títulos mundiais, e de Wilson. A melhor colocação foi um segundo lugar no Rio de Janeiro em 1978.
Os irmãos destacaram que a constante troca de engenheiros atrapalhou o projeto. Além da falta de resultados, a família precisou se desfazer de quase tudo para pagar as dívidas da equipe.
- Tivemos que vender muita coisa para manter a equipe. Foi difícil. Depois que o time fechou, nós conseguimos voltar a crescer. Foi uma fase muito difícil. Parte da imprensa e do público brasileiro não entendeu quanto seria importante se esta equipe continuasse – recordou Wilson Fittipaldi.
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