Ronaldinho viaja para Goiânia com camisa sem patrocínio master do Fla
Após não participar de ação de marketing contra o Figueirense, jogador usa uniforme da época em que clube não tinha contrato com Procter & Gamble
A presidente Patricia Amorim disse que Ronaldinho não era obrigado a participar da ação e que tinha deixado o jogador à vontade no vestiário. Antes de entrar no ônibus para viajar, no saguão do hotel em que o time costuma se concentrar, ele deu um abraço em Patricia. Naquele momento, já vestia a camisa sem os patrocinadores. Neste sábado, a reportagem do GLOBOESPORTE.COM não conseguiu contato com o diretor de futebol Luiz Augusto Veloso e com o gerente de futebol Isaías Tinoco, que acompanham a delegação, para falar sobre o assunto. O mesmo ocorreu com o diretor de marketing Marcus Duarte.
todas as marcas (Foto: Divulgação/Twitter)
Desde então, a Traffic, insatisfeita com a postura do clube, renegocia questões técnicas ligadas a patrocínios, licenciamento de produtos e ao futuro programa de fidelidade para o torcedor. A exclusividade no agenciamento de anunciantes do uniforme do clube e dos contratos publicitários individuais de Ronaldinho está praticamente resolvida. As reuniões, no entanto, têm sido pouco conclusivas sobre os demais pontos e não há previsão para que o pagamento do jogador seja regularizado.
Mesmo que de forma velada, Ronaldinho e Assis se posicionam. No anúncio da parceria do clube com o Unicef, há 15 dias, o camisa 10 não compareceu. No evento realizado na Gávea, Patricia contou que o jogador alegou que teria um compromisso na escola do filho, João, mas que a participação, assim como no caso da estrela na camisa, não era obrigatória. Na divulgação da cerimônia, o departamento de marketing anunciou a participação do Gaúcho com outros atletas do clube, mas só enviou o convite ao jogador na véspera.
Nas entrevistas, Assis evita fazer críticas sobre a demora do clube para entrar em acordo com a parceira para não criar uma situação ainda mais desconfortável. Mas o empresário acompanha todos os detalhes da negociação e entende que a Traffic, por ter viabilizado a contratação do jogador, pode ser atendida.
A presidente Patricia Amorim também afirma que acompanha as tratativas, mas por enquanto não tem impedido que a corda entre Fla e Traffic estique cada vez mais.
A demora só faz crescer os rumores sobre uma possível saída do jogador, que não vive um bom momento dentro de campo e foi muito vaiado no empate sem gols com o Figueirense, na rodada passada. Nesta semana, Ronaldinho teve seu nome envolvido numa possível transferência. O príncipe Sultan bin Nasser Al Farhan Al Saud, da Arábia Saudita, pretende comprar o Panathinaikos-GRE e quer o craque como principal reforço do clube grego a partir da próxima temporada.
Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, o empresário Vlassis Tsakas, que representa o árabe em Atenas, diz que virá ao Brasil em breve para iniciar as negociações. O príncipe estaria disposto a pagar € 30 milhões (cerca de R$ 71 milhões) pelo craque, que receberia um salário de € 7 milhões (R$ 16,7 milhões) por ano. Assis diz que não houve qualquer contato, mas tem recebido propostas de clubes do exterior. Patricia Amorim quer que o R10 continue, mas não descarta ouvir ofertas. Segundo ela, é uma de suas atribuições como presidente.
Veja a nota da Procter & Gamble:
A P&G esclarece que ficou bastante satisfeita com o resultado da ação promovida no Engenhão. O objetivo da companhia, por meio da marca Duracell, era homenagear o Clube pelos 30 anos da conquista do Mundial, o que aconteceu e foi muito bem aceito pelos torcedores.
Assim, não existe qualquer tipo de mal-estar com o clube e nada que interfira no relacionamento futuro entre as partes.
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