Justiça determina leilão do Brinco por dívidas trabalhistas do Guarani
Descumprimento de acordo com o 15º Tribunal Regional do Trabalho motiva decisão. Um dos credores é o lateral-esquerdo Gustavo Nery
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dezembro (Foto: Carlos Velardi / EPTV)
A falta de pagamento em um acordo com o 15º Tribunal Regional do Trabalho que envolve diversos processos de ex-funcionários e ex-jogadores motivou a decisão. O lateral-esquerdo Gustavo Nery, ex- Seleção, São Paulo e Corinthians e que estava no São Bernardo, é um dos credores. Cabe recurso.
Nery, que passou pelo Bugre em 2000, aparece como autor da ação, datada de 2002, mas a Justiça unificou as execuções sob a condição de o clube depositar mensalmente de R$ 100 mil a R$ 150 mil. A 1ª Vara ficaria responsável por fazer a divisão proporcional do valor entre os requerentes. O Guarani até começou a pagar, mas não foi até o fim.
Lance inicial do leilão Brinco de Ouro é de R$ 210 milhões
O descumprimento começou na gestão de Leonel Martins de Oliveira e
persistiu na atual diretoria, presidida por Marcelo Mingone. Segundo
Leandro Laporta Costa, advogado de Gustavo Nery, foi feito um acordo
individual para a ação do lateral, mas, como o Guarani também deixou de
cumprir, é possível que o crédito de Nery seja recolocado no todo, que
abrange o passivo trabalhista do clube, com exceção de quatro processos
maiores. A dívida total não foi divulgada.- No início, o Gustavo tinha R$ 900 mil a receber. Atualmente, o valor chega perto do R$ 1,5 milhão. O que aconteceu é que, para evitar a penhora de bilheterias e dinheiro de patrocínio, houve uma unificação das demais execuções no processo do Gustavo. É uma prática comum para que o clube não pare de funcionar. Mas o Guarani provavelmente não teve condições de dar sequência aos pagamentos. Tendo em vista o descumprimento do acordo, foi determinado o leilão – disse Costa, em entrevista à Rádio CBN, de Campinas, nesta sexta-feira.
Em abril de 2010, ainda com Leonel Martins à frente do clube, o Brinco já havia sido penhorado devido a uma dívida trabalhista de R$ 20 mil com Simone Pansonato Copia, professora de vôlei que trabalhou durante nove anos no Bugre, entre janeiro de 1998 e março de 2007. Na oportunidade, porém, o departamento jurídico conseguiu a suspensão do leilão.
Ano passado, o clube também atravessou momentos conturbados extra-campo. Durante a Série B, os jogadores chegaram a ficar sete meses com os salários atrasados e ameaçaram uma paralisação. Na atual temporada, Mingone, empossado em dezembro de 2011, priorizou manter em dia as contas da atual administração, o que tem feito até o momento, e sempre fez questão de frisar que não teria condições de arcar com as dívidas da gestão passada.
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