Escuderia italiana poupa pneus médios no treino visando 'pulo do gato' no GP da Alemanha de domingo. Brasileiro larga em 7º, logo à frente de Alonso
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da Alemanha do fim de semana (Foto: Getty Images)
- Foi uma decisão pensando unicamente na corrida. Temos um carro competitivo, como puderam ver no Q2 – disse o chefe do time, Stefano Domenicali, logo após o treino.
Baseada na rápida degradação dos compostos macios, a ideia é que a dupla se mantenha mais tempo na pista no início da prova, descontando o prejuízo no grid e alcançando um bom resultado. O brasileiro, que mostrou bom ritmo e superou Alonso durante todo o treino, está otimista com as possibilidades abertas pela tática para a prova deste domingo, que começa às 9h (de Brasília) com transmissão da TV Globo.
- Acho que será difícil ganharmos posições imediatamente com pneus médios, mas vimos que os compostos macios se degradam após poucas voltas e isso pode funcionar a nosso favor. Se o carro lidar bem e conseguirmos fazer uma boa corrida, podemos obter um resultado realmente fantástico – declarou Felipe Massa.
Por usar pneus macios no Q1 e no Q2 contra compostos médios da maioria dos pilotos, Massa roubou a cena liderando as duas primeiras partes do treino deste sábado (veja os melhores momentos no vídeo). O brasileiro admite que ver seu nome no topo da folha de tempos momentaneamente o fez sentir vontade de tentar forçar ao máximo para tentar brigar por uma pole que não vem desde o GP do Brasil de 2008. Porém, apostando na estratégia da Ferrari, foi para o Q3 com os compostos médios sabendo que poderia alcançar apenas uma posição intermediária.
- Quando vi que eu era primeiro no Q1 e no Q2, deu vontade de lutar com tudo até o fim. Mas baseados na simulação de corrida nos treinos livres, sentimos que nossa escolha era a direção certa a seguir – explicou o brasileiro.
Fernando Alonso explica que a Ferrari decidiu arriscar uma tática diferente por saber que ainda não tem um carro rápido o suficiente em treinos classificatórios para superar Mercedes e RBR. A média das posições de largada do espanhol nas oito primeiras etapas do ano é 5 e a do brasileiro é 9,75.
- A estratégia que usamos foi ditada por olharmos nosso desempenho médio em qualificações. Uma vez que a pole position não está em nosso alcance, os dois cenários possíveis seriam: começar em quinto ou sexto com pneus macios ou um pouco mais atrás com médios. Talvez aqui não seja tão importante começar na frente porque os pneus macios mostraram alto desgaste e, da oitava volta em diante, vão começar os pit stops e o tráfego vai sumir. Nesse momento, precisaremos forçar como se estivéssemos em voltas de qualificação. Estamos na briga. Independentemente de pneus e pneus e posições iniciais, o mais rápido é quem ganha – analisou Alonso.
O GP da Alemanha, nona etapa da temporada, está marcado para as 9h deste domingo (horário de Brasília). A TV Globo transmite a corrida em Nurburgring ao vivo. O GLOBOESPORTE.COM acompanha em Tempo Real.
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