Dia dos Pais, sofrimento de mãe: o domingo atípico de Robson Conceição
Dona Márcia, mãe do atleta, sofre ao lado da esposa do boxeador, Erika Mattos, e almoço de família dá lugar ao confronto, que coloca baiano na final olímpica dos leves
É sempre assim: no segundo domingo de agosto, os restaurantes ficam abarrotados de famílias para comemorar o Dia dos Pais. Os shoppings também não escapam da movimentação daqueles que vão comprar um presente de última hora. Tem, ainda, os que preferem organizar um churrasco ou um jantar. E há, também, as exceções, comoRobson Conceição, que, durante a tarde, esteve em cima de um ringue de boxe, lutando contra Lazaro Alves, em busca de uma vaga na final olímpica do peso-leve (até 60kg). Do lado de fora - em um domingo nada tranquilo - Erika Mattos, esposa do atleta e mãe da pequena Sophia, sofria ao lado da mãe de Robson, dona Márcia.
- É Dia dos Pais, mas o sofrimento é das mães mesmo. Essa semana está muito difícil, não durmo direito, não me alimento. É nervosismo direto. Está sendo complicado, e os próximos dias serão ainda piores. A ansiedade vai ser grande - dispara dona Márcia, cumprimentada por inúmeros companheiros de treino e amigos de Robson, que puxaram o coro da torcida durante os três rounds da luta.
No colo de Erika, Sophia - com uma maçã mordida na mão direita e uma boneca de pano na esquerda - não entendia o que estava acontecendo. Também, pudera, a pequena faz dois anos na sexta-feira. A luta pelo ouro é na terça, 19h15 (de Brasília), contra Sofiane Oumiha, da França, mas, independentemente do resultado, esse Dia dos Pais jamais será esquecido.
- É Dia dos Pais, mas o sofrimento é das mães mesmo. Essa semana está muito difícil, não durmo direito, não me alimento. É nervosismo direto. Está sendo complicado, e os próximos dias serão ainda piores. A ansiedade vai ser grande - dispara dona Márcia, cumprimentada por inúmeros companheiros de treino e amigos de Robson, que puxaram o coro da torcida durante os três rounds da luta.
No colo de Erika, Sophia - com uma maçã mordida na mão direita e uma boneca de pano na esquerda - não entendia o que estava acontecendo. Também, pudera, a pequena faz dois anos na sexta-feira. A luta pelo ouro é na terça, 19h15 (de Brasília), contra Sofiane Oumiha, da França, mas, independentemente do resultado, esse Dia dos Pais jamais será esquecido.
- Eu acredito que não vai precisar contar para a Sophia o que aconteceu neste dia. Ele vai ficar na história como campeão olímpico no Brasil. Mas assim que ela começar a entender as coisas, vou explicar direitinho para ela, com todas as letras - declarou Erika, boxeadora como o marido.
Quando Robson foi declarado vencedor por decisão unânime, com 3 a 0 (29-28, 29-28 e 30-27), Erika se abaixou e, na primeira fila da arquibancada, chorou copiosamente. Atônita e sem descuidar da filha, comemorava com os parentes, à medida que posava para fotos e tentava dar entrevistas. Tudo muito confuso - e natural pela mistura de sensações.
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- Ai, Jesus, é difícil, que sofrimento! Ele estava confiante que ia ganhar. Quando ele diz que vai ganhar, ele vence. Eu acredito nele. São dois ciclos olímpicos, Pequim e Londres, ele tentando, tentando, mas não conseguiu. Deus guardou esse momento para ele para ser medalhista em casa. É bem melhor, né?
Difícil, também, é discordar, afinal, Robson pode se tornar o primeiro medalhista de ouro da história do boxe brasileiro. Dona Márcia crava que o ouro virá na terça-feira e, dizem, coração de mãe não se engana.
- Vai ser medalha de ouro. Não vai ser tranquilo, porque quem chega na final é bom também. Será emocionante. Estou sentindo meu filho firme e forte. Nunca o vi tão preparado quanto agora.
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Dona Márcia, que viu o filho criar asas aos 14 anos, quando começou a viajar para disputar os campeonatos da nobre arte, foi testemunha do sofrimento de Robson. Católica, reza para que o filho alcance o seu objetivo e fez até promessa. Curiosamente, o nome do santo padroeiro é o mesmo do adversário que Robson bateu neste domingo: Lázaro.
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- Ele enfrentou muitas dificuldades, muitas barreiras, não tenho nem palavras. Eu peço sempre a vitória a São Lázaro e agradeço. Se ele ganhar essa medalha, vou entrar na igreja de São Lázaro de joelhos. Coincidiu (com o nome do adversário) até nisso. Está dando certo.
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