segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Segurança não resiste, e torcida do Vasco invade treino em Manaus

Membros do departamento de futebol precisam ajudar jogadores e o diretor Ricardo Gomes a chegarem ao ônibus após a atividade

Por Raphael Zarko Manaus
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Torcida treino Vasco Manaus (Foto: Raphael Zarko)Montoya tira foto com dois torcedores mirins
em Manaus (Foto: Raphael Zarko)
Não houve segurança que desse jeito em controlar os mais de mil torcedores que fizeram um carnaval no fim do treino do Vasco, na região do centro de Manaus. Foram mais de cinco invasões isoladas, com o objetivo de abraçar, pedir autógrafos e tirar fotos com os jogadores do time, que levaram numa boa e interromperam a atividade realizada no clube 3B.
Sentado no banco de reservas, o diretor executivo de futebol Ricardo Gomes era o mais assediado. Aos gritos de "Ricardo, Ricardo, Ricardo", ele se locomoveu com dificuldade, meia hora depois de atender aos torcedores. De Tenorio a Willie, passando por Montoya a Abuda, todos foram alvo do carinho do povo manauara, que de certa forma compensou a distância na chegada do time no aeroporto.
Mesmo com três carros da polícia e mais de cinco seguranças particulares, foi inevitável controlar a multidão. Grades foram arrebentadas ou puladas pelos torcedores que assistiram ao treino todo, cantando muito. Os jogadores só conseguiram ir embora com o empurrão de seguranças, responsáveis pelo campo e até com a ajuda do supervisor de futebol do Vasco, que ia buscar um a um aqueles que ainda estavam tirando fotos e autografando camisas.
Nacional e Vasco se enfrentam às 21h50m (de Brasília) desta terça-feira, no Estádio do Sesi, pela partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. O SporTV transmite para todo o Brasil o jogo, que será acompanhado em Tempo Real, com vídeos, pelo GLOBOESPORTE.COM.
Montoya Treino Vasco Manaus (Foto: Raphael Zarko)Montoya sorri diante de assédio com pedidos de autógrafos e fotos (Foto: Raphael Zarko)
Torcida treino Vasco Manaus (Foto: Raphael Zarko)O diretor executivo de futebol Ricardo Gomes foi um dos mais assediados (Foto: Raphael Zarko)
Torcida treino Vasco Manaus (Foto: Raphael Zarko)Jogadores vascaínos tiveram dificuldade para deixar o local do treino (Foto: Raphael Zarko)

Conto das Arábias de Jobson: 'Estou disposto a mudar antes que seja tarde'

Aos 25 anos, atacante acredita em virada na Arábia Saudita, onde a bebida alcoólica é proibida e ele anda de Camaro, presente da diretoria do Al-Ittihad

Por Janir Júnior Rio de Janeiro
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Aos 25 anos, Jobson acertou contrato de um ano de empréstimo com o Al-Ittihad. Nesta terça-feira, o jogador completa sua primeira semana na Arábia Saudita. Apesar do pouco tempo, ele já percebeu a importância da oração para o islamismo e o extremo rigor em relação às bebidas alcoólicas, que são proibidas no país. O consumo pode levar à prisão. Aprisionado aos problemas e polêmicas de um passado recente, o atacante quer, enfim, se ver livre dos fantasmas que assombram sua carreira. No país onde é proibido beber álcool, Jobson mostra sede pelo momento da virada para que sua passagem não se transforme em um conto das Arábias.
jobson Al-Ittihad (Foto: Divulgação)Jobson posa na frente do Camaro que ganhou para circular pelas ruas de Jidá (Foto: Divulgação)
- É o momento da virada. Realmente, aqui é um lugar para eu me recuperar. Estou longe de festas, tentações, de bebidas e outras coisas. É mesmo o momento de mudar minha vida para muito melhor. Escolhi vir para cá, pois estou disposto a ter paz, mudar antes que seja tarde. Deus me deu essa nova chance na minha vida. E minha vida é Deus – afirmou Jobson, por telefone.
Com fé em Deus, Jobson reza por dias melhores. Mas, para isso, não se apega aos costumes islâmicos. Os primeiros dias em Jidá, onde mora em um hotel, mostraram para Jobson uma nova cultura:
É o momento da virada. Realmente, aqui é um lugar para eu me recuperar. Estou longe de festas, tentações, de bebidas e outras coisas"
Jobson
- A reza me chamou atenção. Estava no shopping e, do nada, tudo parou por 20 minutos para eles rezarem. Aí fecha tudo, não tem como comprar nada. Se você estiver na loja, vai ficar lá dentro (risos). Achei engraçado e legal, é uma cultura que serve para ter respeito. Vou aprender e me adaptar.
São cinco orações diárias comunitárias (slãts), durante as quais o fiel deve ficar ajoelhado e curvado em direção à Meca.
Na sua nova realidade, Jobson tem recebido ajuda do atacante Fernando Baiano, que defende o mesmo time e consegue se virar no inglês. Além do companheiro, os jogadores têm tradutores à disposição e também o facilitador de o técnico Beñat San José ser espanhol.
- A gente entende um pouco - garantiu Jobson.
Difícil mesmo será buscar na leitura da imprensa local algo para se informar. O alfabeto árabe se escreve e se lê de trás para frente. Mas, num português claro, Jobson parece ter entendido bem uma das leis locais.
- Aqui não existe isso (de beber álcool). É preso na hora. É bom que as pessoas vão entender que não sou nada do que falavam – destacou Jobson, usando o meio onde vive atualmente para se defender.
Enquanto tenta não se desviar do caminho certo, Jobson também precisará manter a direção fora das quatro linhas, dirigindo o possante Camaro preto que ganhou da diretoria do Al-Ittihad.
Filosofia do WhatsApp e estreia na segunda-feira
Jobson, que tem contrato com o Botafogo até 2015 e foi emprestado de graça, acredita em um novo momento no clube saudita, depois das polêmicas em que se envolveu ao longo da carreira. Sua estreia pelo Al-Ittihad será na próxima segunda-feira, quando o time enfrentará o Al Shabab Riyadh, na rodada de abertura do campeonato nacional.
Esse primeiro momento aqui foi muito bom. Se aceitei vir para cá, é porque eu realmente  quero. Tratam a gente muito bem"
Jobson
- Esse primeiro momento aqui foi muito bom. Se aceitei vir para cá, é porque eu realmente  quero. Tratam a gente muito bem. Estou muito feliz, fui bem recebido. Espero estrear bem na segunda-feira, com gol e vitória - afirmou o jogador.
Para matar saudade do filho Vitor Leandro, de três anos, e da mãe Maria de Lourdes, Jobson usa recursos da Internet e, como uma criança, ri e se diverte com o WhatsApp, aplicativo de troca de mensagens via celular:
- Faço contato por telefone, Skype, Facebook e WhatsApp. O WhatsApp está quebrando todas as operadoras do Brasil (gargalhada) É de graça! Quebrou todas as operadoras (risos).
Polêmicas e carrinho de compras com vodca e carnes
Jobson são caetano suposta agressão a esposa (Foto: Eduardo Anizelli / Folha Press)Jobson na DP com braço machucado depois de
suposta agressão a esposa (Foto: Folha Press)
Ao longo de sua carreira, o jogador teve problemas com bebidas. O médico Roberto Hallal, que acompanhou Jobson por três meses em 2012, relatou o relacionamento problemático com o álcool.
Em Laranjeiras, bairro onde morou quando defendeu o Botafogo, são muitos os relatos de testemunhas dos carrinhos de compras do atacante no supermercado próximo a sua antiga residência. Três itens eram essenciais, mesmo em dias de semana: vodca, carne e energético. Moradores e porteiros do prédio onde ele viveu também relatam casos de exageros, sonecas do atacante dentro do carro na garagem durante as madrugadas e animados churrascos.
Jobson, porém, diz que não tem problemas com bebida.
Em janeiro de 2010, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva suspendeu o jogador por dois anos depois que exames antidoping flagraram cocaína em sua urina em dois jogos do Botafogo no Brasileiro de 2009. No julgamento, Jobson disse ter usado crack. O caso foi julgado em setembro de 2011 pela Corte Arbitral do Esporte (CAS), que também deu pena de dois anos. Como a suspensão passou a contar em 2010, o atacante foi liberado para voltar aos gramados em março do ano passado.
Contratado em definitivo pelo Botafogo depois do bom desempenho no Campeonato Brasileiro de 2009, Jobson, aos 25 anos, já passou por Bahia, Atlético-MG, Barueri e São Caetano, clube no qual foi afastado e até mesmo proibido de entrar.
Quando estava no clube paulista, o atacante esteve envolvido em polêmica com a ex-mulher Thayne Bárbara, mãe de seu filho, que o acsuou de agressão. O caso acabou na delegacia. Em outro episódio, ele também parou na DP por desacato ao tentar escapar de uma blitz. Na ocasião, o carro estava sendo conduzido por um amigo sem habilitação, já que o jogador havia consumido álcool.
No discurso, Jobson garante viver novo momento na Arábia Saudita e afirma que sua resposta para quem aposta que sua passagem pelo país não terminará bem virá com o tempo:
- Não vou falar nada agora. Vou deixar eles (os críticos) verem.

Jefferson revela que Seedorf admitiu que exagerou com Gilberto

Goleiro elogia holandês e diz que 'espírito de querer vencer, de querer ser campeão' do meia holandês faltava ao Botafogo. 'É um líder nato'

Por SporTV.com São Paulo
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A vitória do Botafogo sobre a Portuguesa por 3 a 1 e a consequente retomada da liderança do Campeonato Brasileiro acabou perdendo um pouco de espaço nas manchetes para a discussão entre Seedorf e Gilberto durante o jogo no Canindé. Na saída do campo, o holandês admitiu que deu uma bronca no companheiro, que precisava escutar os mais experientes. Mas no vestiário, segundo o goleiro Jefferson, o camisa 10 reconheceu que acabou exagerando na reação.
- O Seedorf é um líder nato. Ele quer vencer de qualquer jeito. Nesse caso, o time não estava jogando bem. A bola estava batendo na canela. As coisas não estavam dando certo. Todo mundo estava tenso. E nesse lance a gente viu que ele estava um pouco alterado. Não é o jeito dele de tratar as pessoas, principalmente a garotada, como o Gilberto. Depois no vestiário, os dois conversaram e resolveram ali. Mas ele até reconheceu que acabou exagerando um pouco. Até pela liderança dele - afirmou o goleiro durante o "Bem, Amigos!" desta segunda-feira.
Jefferson, goleiro do Botafogo (Foto: Thiago Braga/SporTV.com)Jefferson elogiou a liderança de Seedorf no grupo
do Botafogo (Foto: Thiago Braga/SporTV.com)
Representante do Botafogo na Seleção Brasileira, Jefferson elogiou o camisa 10 alvinegro e afirmou que um jogador com a sua liderança era algo que o clube precisava.
- Estava fazendo falta para o Botafogo. Esse espírito de querer vencer, de competitividade, de querer ser campeão. A liderança do Seedorf é diferente da (liderança) do brasileiro. Jogadores que atuaram com ele no Milan falaram: o 'negão' é muito bom, mas a personalidade dele é muito forte. Isso não é de agora.
A discussão entre Seedorf e Gilberto ocorreu aos 24 minutos do primeiro tempo, quando o árbitro Alício Pena Júnior marcou uma falta a favor da Portuguesa. Seedorf ficou argumentando com o juiz e pediu para que Gilberto se afastasse. O lateral não atendeu ao pedido do campitão e foi em direção a Alício, reclamando. O que irritou o holandês. Os dois trocaram palavras ríspidas, e o holandês chegou a dar uma tapa no braço direito do companheiro.

domingo, 18 de agosto de 2013

Dana defende Belfort e afirma que seu próximo duelo deve ser em Las Vegas

Chefão descarta luta de não-brasileiros no evento principal dos UFCs do Brasil: ‘Brasileiros gostam de ver brasileiros vencerem’

Por Direto de Boston, EUA
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Vitor Belfort mma ufc (Foto: Nathalya Calil / Divulgação)Belfort em evento de patrocinador: Dana defende o
brasileiro (Foto: Nathalya Cali /Divulgação)
O presidente do UFC, Dana White, voltou a falar neste sábado sobre as teorias conspiratórias de que a organização estaria "escondendo" Vitor Belfort no Brasil. O lutador fez três de suas últimas quatro lutas no país e vem sendo criticado por fazer uso do polêmico Tratamento de Reposição de Testosterona (TRT). Os críticos dizem que Vitor só luta no Brasil porque a Comissão Atlética Brasileira permite que o carioca faça uso do tratamento, mediante a apresentação de exames periódicos de sangue e urina. Já a Comissão Atlética de Nevada, responsável pelos eventos de Las Vegas, não concede esse tipo de permissão a lutadores flagrados no passado por uso de esteroides anabolizantes.
Em conversa com os jornalistas depois da coletiva de imprensa do UFC Fight Night Combate - Shogun x Sonnen, Dana confirmou que o próximo duelo de Belfort deve ser fora do Brasil.
- Sim. Na última coletiva de imprensa eu cheguei a falar sobre isso. Eu não me lembro quem o Vitor estava lutando naquela época, mas eu disse que nós provavelmente vamos fazer a próxima luta dele em Las Vegas. Vamos ver. Os fãs dizem que o Vitor não pode lutar aqui por causa do TRT, e é uma completa idiotice. Vitor Belfort pode lutar aqui, pode lutar em Vegas e em qualquer lugar. Se eles liberarem TRT ou não.
Informado por um jornalista de que Vitor teria dito que poderia desistir do tratamento em uma eventual disputa de cinturão dos pesos-médios, o presidente retrucou.
- Não é para ele desistir do tratamento em Vegas. Ele já foi pego antes, ele teve alguns problemas, ele terá que conversar com a Comissão Atlética e eles vão decidir o que fazer. Não significa que ele não pode lutar em Vegas, que ele está banido da cidade ou escondido no Brasil porque ele está fazendo uso de TRT. Isso é estúpido, é uma coisa ridícula. Vitor Belfort é um grande astro no Brasil, então ele luta lá. A mesma coisa com o Aldo e esses outros campeões brasileiros. Se você nunca foi ao Brasil, os brasileiros querem ver seus conterrâneos chutarem os traseiros de lutadores de outras nacionalidades e não de outros brasileiros. É um mercado muito único e diferente do daqui. Você pode ir para a Inglaterra e, nos levamos o BJ Penn e eles ficaram malucos por ele. Mas os brasileiros não querem ver seus lutadores conterrâneos lutar contra outros brasileiros.
Dana também deu a entender que o Ultimate não pensa em promover duelos entre lutadores de nacionalidades diferentes nas lutas principais dos cards do Brasil - pelo menos por enquanto.
- Eu acho que se você tiver a luta certa, isso pode acontecer (de dois lutadores de outras nacionalidades protagonizarem o duelo principal de um card no Brasil). Mas eu não sei a resposta para essa pergunta. Porque brasileiros gostam de ver brasileiros vencerem.
Machida X Belfort
Vitor Belfort x Lyoto Machida (Foto: Divulgação)Vitor Belfort x Lyoto Machida: duelo estaria nos
planos do Ultimate para o fim do ano (Divulgação)
E por falar em duelo de brasileiros, outro assunto que veio à tona durante a conversa com a imprensa foi o possível duelo entre Lyoto Machida e Vitor Belfort. No início da semana, Dana White tinha declarado que Belfort não queria essa luta porque estaria interessado em enfrentar Dan Henderson. Na oportunidade, ele afirmou que o UFC teria oferecido um duelo contra Machida para Nick Diaz na categoria dos pesos-médios. Mas, neste sábado, ele voltou atrás.
- Machida x Diaz foi uma ideia ruim. Foi uma ideia do Joe Silva. O Diaz não recusou essa luta ainda, mas há outras coisas acontecendo com ele, as quais eu não posso comentar - revelou o mandatário.
Questionado se o duelo entre Belfort e Lyoto Machida ainda faria sentido nesse cenário, Dana disse que ainda vai refletir sobre o futuro da divisão dos médios do UFC.
- Eu não sei. Tem muitas lutas em que nós estamos trabalhando agora. E eu preciso entender o que vai acontecer com o Diaz, com o Lyoto, Dan Henderson e todos esses caras que precisam de luta - finalizou.

Futuro de Uriah Hall no UFC é incerto: ‘Ele não é um lutador’, diz Dana White

Dana White confessa frustração com ‘Homem Ambulância’, a grande promessa do TUF 17, após sofrer segunda derrota sem postura agressiva

Por Direto de Boston, EUA
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Conhecido pelo apelido de "Homem Ambulância" depois que mandou todos os seus oponentes do TUF 17 para o hospital, Uriah Hall ainda não se encontrou no UFC. Depois de ser apontado por Dana White como uma das maiores promessas que já passaram pelo TUF e perder a final do programa para Kevin Gastelum, ele voltou ao octógono neste sábado contra John Howard e perdeu na decisão dividida dos juízes (veja no vídeo ao lado). O combate foi abaixo das expectativas e deixou o presidente do UFC irritado.
-  Eu adoro o Uriah Hall. Eu tenho uma excelente relação com esse garoto. Ele é um dos seres humanos mais bacanas que você pode conhecer, mas ele não é um lutador, cara!  Se eu pudesse pegar o cérebro e o coração do Brad Pickett e colocar dentro do corpo do Uriah Hall, certamente eu causaria estrago. Uriah Hall tem todos os atributos físicos para ser maravilhoso. Ele tem velocidade, força, ele é inacreditável. Mas ele não tem o que precisa ter mentalmente para lutar aqui. Aquela foi uma competição de “high five”. Preste atenção, você é um cara legal e eu entendo, mas a gente não está aqui para ficar se cumprimentando dentro do octógono, nós não estamos aqui para apertar as mãos. Isso você faz depois que a luta termina. Você está aqui para lutar - disparou o mandatário em conversa com os jornalistas depois da coletiva de imprensa do evento.
mma Urijah Hall UFC Boston (Foto: Agência Reuters)Uriah Hall tenta joelhada: 'Homem ambulância' perde a segunda no UFC (Foto: Agência Reuters)
Dana White também contou o diálogo que teve com Hall depois da derrota dele na final do TUF 17. O presidente, no entanto, contou que  ficou surpreso com o que ouviu:
- Ele era o cara de quem todo mundo tinha medo no TUF. E aí ele vem para o grande show, onde tudo o que importa é garantir o seu sustento e todas essas coisas, e acaba se tornando essa nova pessoa, esse cara super legal. Ele me contou quando eu falei com ele depois do TUF: 'Sabe, eu realmente gosto dele (Gastelum). Ele é um cara muito bacana'. Ok, então esse cara superlegal acabou de tirar tudo o que você já quis. Você entende o que estou falando para você? - revelou.

Aposta em vitória de Chael Sonnen pagou até 15,5 vezes o valor jogado

Jogo na finalização do americano contra Maurício Shogun valia 5,75 e no triunfo no primeiro round, 9,75. Finalização de Vick pagou 10 vezes a aposta

Por Boston, EUA
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A vitória de Chael Sonnen sobre Maurício Shogun no UFC Fight Night Combate: Shogun x Sonnen surpreendeu muita gente e rendeu muito dinheiro para quem apostou, especialmente para quem fez jogos específicos na forma como o americano venceu. Quem jogou tanto na finalização quanto na vitória no primeiro round levou 15,5 vezes o valor apostado.
No site "5Dimes Sportsbook", a vitória de Sonnen por finalização estava cotada em +575, o que significa que o apostador faturaria 5,75 vezes o que jogou, e o triunfo do americano no primeiro round tinha cotação de +975, ou seja, um rendimento de 9,75. Um apostador que tenha jogado R$ 100 em cada uma das possibilidades levaria um prêmio de R$ 1.550.
chael Sonnen Mauricio shogun UFC fight night (Foto: Agência Getty Images)Quem previu a forma exata como Chael Sonnen venceu Maurício Shogun no UFC Fight Night Combate faturou 15,5 vezes a aposta (Foto: Agência Getty Images)
O evento deste sábado teve seis zebras: Sonnen, Travis Browne, John Howard, Michael Johnson, Steven Siler e James Vick. Howard, que derrotou Uriah Hall, o "Homem-Ambulância" do The Ultimate Fighter 17, era a maior zebra, pagando 4,2 vezes o valor apostado. Todavia, uma aposta numa vitória do peso-leve Vick por finalização contra Ramsey Nijem rendeu o maior prêmio da noite: 10 vezes, o que significa que uma aposta de R$ 100 renderia R$ 1.000.
Walter decide, Goiás vence, embala e deixa Ponte em alerta no Brasileirão
Atacante faz seu sexto gol na Série A e garante triunfo por 1 a 0 em Campinas. Macaca sofre segunda derrota seguida, e torcida protesta
 
DESTAQUES DO JOGO
  • decepção
    Everton Santos
    Novamente titular, não justificou a escalação. Corre, corre, mas, com a bola no pé, não consegue criar. A insistência de Carpegiani com ele já começa a ficar injustificável.
  • nome do jogo
    Walter
    Os quilos a mais são superados com habilidade e inteligência. É jogador de no máximo dois toques. Para decidir a partida, precisou apenas de um.
  • torcida da ponte
    protesto
    A torcida da Ponte ficou devendo mais uma vez. Apenas 4.416 pagantes compareceram o Majestoso. Apesar do baixo público, a torcida não perdoou e pediu reforços para o time.
A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM
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A dependência de Ponte Preta e Goiás em relação a William e Walter, respectivamente, ficou evidente no duelo entre os times na tarde deste domingo, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. Enquanto a Macaca sofreu com o isolamento do seu camisa 9, o Esmeraldino comemorou a atuação mais participativa do seu artilheiro. Com um gol no primeiro tempo - o sexto na Série A -, Walter foi decisivo e garantiu a vitória goiana por 1 a 0, diante de 4.416 pagantes, para uma renda de R$ 48.315,00.
O resultado embalou de vez o Goiás e ligou o alerta máximo na Alvinegra campineira. Foi o quarto jogo consecutivo sem derrota dos goianos, que pegaram o elevador e subiram para a nona colocação, com 21 pontos. Na parte de baixo da tabela, a Ponte amargou a segunda derrota consecutiva e estacionou nos 15 pontos, à beira da zona de rebaixamento. É a 16ª, com um ponto a mais em relação ao Criciúma, que abre a degola. A torcida não perdoou o tropeço em casa e protestou nos minutos finais, com gritos de 'queremos jogador'.
Os times voltam a campo na quarta-feira por competições diferentes. Pela Sul-Americana, a Ponte enfrenta o Criciúma, em Santa Catarina. No Maracanã, o Goiás tem pela frente o Fluminense, pela Copa do Brasil. Ambas as partidas estão marcadas para as 21h50. Pelo Brasileirão, o próximo desafio da Macaca está marcado para sábado, às 18h30, quando recebe o Cruzeiro, novamente no Majestoso. No domingo, o Goiás visita o Inter, às 18h30.
Waklter gol Goiás (Foto: Luciano Claudino / Ag. estado)Walter comemora gol decisivo do Goiás contra a Ponte Preta (Foto: Luciano Claudino / Ag. estado)
Goiás domina no primeiro tempo e marca com Walter
O placar de 1 a 0 para o Goiás no primeiro tempo pode ser considerado injusto. Pelo futebol apresentado pelos dois times, a vantagem esmeraldina até merecia ser maior. Os visitantes dominaram do início ao fim. Walter deu o aviso logo aos cinco minutos, com uma cabeçada perigosa. Hugo, com uma bomba, também chegou perto. Com um meio de campo apático, a Ponte não esboçava reação e as ligações diretas beneficiavam a defesa do Goiás.
O gol do Goiás parecia questão de tempo. Na segunda chance clara que teve, Walter não desperdiçou. Aos 17 minutos, ele completou com categoria uma jogada que começou em uma roubada de bola de Dudu Cearense sobre Everton Santos e teve sequência com um passe de Renan Oliveira no campo de defesa para William Matheus avançar sem marcação pela esquerda. O cruzamento ainda desviou em Artur e a bola sobrou limpa para Walter mandar no contrapé de Roberto.
Sem criatividade, a única aposta da Macaca era na bola parada. Foi assim que Artur, em uma cobrança de falta da intermediária, obrigou Renan a fazer a primeira defesa difícil na partida, aos 42 minutos. Enquanto isso, o Goiás continuava perigoso. Hugo comandava as jogadas ofensivas, e Walter fazia o time jogar com toques inteligentes. Os dois ainda tentaram ampliar, mas pararam em Roberto. No fim das contas, o 1 a 0 para o Goiás na primeira etapa foi lucro para a Ponte.
Ponte melhora, mas não consegue o empate
A fraca atuação da Ponte no primeiro tempo obrigou Carpegiani a mexer. As apostas foram em Luis Advíncula e Fernando Bob, que entraram nos lugares de Artur e Everton Santos, respectivamente. A Macaca voltou melhor. Se na etapa inicial Renan só foi trabalhar no fim, no segundo tempo precisou agir logo aos seis minutos, quando Chiquinho bateu colocado, e o camisa 1 do Goiás evitou o empate. Na sequência, só torceu em nova finalização perigosa de Chiquinho.
Carpegiani, então, promoveu a terceira substituição. Com Uendel no meio, ele sacou o volante Baraka e colocou Rodrigo Biro para reforçar o apoio pela esquerda. Com a pressão da Ponte, o Goiás praticamente abdicou do ataque e se limitou a defender. A Ponte tentou o empate até o fim. William ainda acertou o travessão em chute da entrada da área. Pouco depois, Chiquinho já saia para comemorar quando a defesa desviou a finalização que tinha endereço certo. Foi a última esperança da Ponte para evitar a derrota. O Goiás respirou aliviado e saiu de Campinas com os três pontos.
 
Marcação prevalece na Fonte Nova, e Bahia não sai do zero contra o Santos
Partida entre Tricolor e Peixe foi truncada, com poucas chances de gol, apesar de duas bolas na trave. Equipes seguem sem vencer no Brasileirão
 
DESTAQUES DO JOGO
  • deu certo
    Marcação
    Bahia e Santos foram a campo com três volantes. A formação, se por um lado truncou o jogo, por outro deu segurança ao setor defensivo de ambos os times.
  • deu errado
    Centroavantes
    Fernandão e Willian José atuaram praticamente isolados dentro da área. Dada a forte marcação de baianos e santistas, pouco encostaram na bola.
  • na seca
    Sem vitórias
    O empate sem gols fez com que o Bahia chegasse a quatro jogos sem vencer e marcar gols. Já o Peixe não ganha há mais de um mês: são seis partida de jejum.
A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM
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No confronto entre dois dos piores ataques do Campeonato Brasileiro, acabou dando a lógica. Em jogo tecnicamente fraco e com poucas situações de gol, no qual a marcação teve protagonismo, Bahia e Santos não saíram do 0 a 0 na Arena Fonte Nova, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro.
A igualdade encerrou a sequência de três derrotas seguidas do Tricolor, mas elevou para quatro o número de jogos sem vitórias da equipe no Brasileirão. O time baiano, aliás, já não marca gols há quatro partidas. O Peixe, por sua vez, atingiu a marca de seis jogos sem vencer na competição nacional.
Com o resultado, o Bahia segue no 10ª lugar do Campeonato Brasileiro, agora com 20 pontos. Já o Santos ganhou uma posição na tabela: é o 15º, com 16 pontos, mas com dois jogos a menos que a maioria dos adversários, devido à recente viagem a Espanha.
O Bahia volta a campo no domingo, às 16h (de Brasília), para enfrentar o Náutico, na Arena Fonte Nova. Já o Santos tem comprimisso na quarta-feira. Às 19h30 (de Brasília), o Alvinegro recebe o Grêmio, na Vila Belmiro, no primeiro jogo do confronto que é válido pelas oitavas de final da Copa do Brasil.
Montillo Santos x bahia (Foto: Erik Salles / Ag. Estado)Montillo encontra dificuldades para escapar da marcação do Bahia (Foto: Erik Salles / Ag. Estado)
Muita marcação, pouco futebol
Três volantes de um lado, três do outro. Apesar de o confronto reunir dois dos piores ataques do Brasileirão, a preocupação maior de Bahia e Santos era a marcação. E esta foi a tônica dos minutos iniciais da partida. No Tricolor, Rafael Miranda, Fahel e Hélder eram os responsáveis pela contenção no meio-campo, dando liberdade para o avanço dos laterais Madson e Raul.
No Peixe, a cobertura ficou a cargo de Alison, Cícero e Marcos Assunção, principal novidade na equipe. A subida dos alas do Bahia, no entanto, engessou os avanços de Cicinho e Eugenio Mena – que, até por isso, acabaram amarelados ao longo da primeira etapa. Sem a mesma saída de jogo do rival, o Alvinegro tentou apostar nos lançamentos a partir da defesa, sem sucesso.
Devido à intensa marcação de ambos os lados, os lances de perigo foram escassos. As jogadas trabalhadas, também – o que ajudou o torcedor mais desavisado a entender porque Bahia e Santos estão entre os ataques menos efetivos do Brasileirão. Tabelas ou triangulações? Poucas. Até porque tanto Fernandão como Willian José atuavam isolados dentro da área.
Marquinhos Gabriel e Montillo ainda tentavam algo diferente, buscando a aproximação com os centroavantes. O argentino, inclusive, foi responsável pela melhor jogada do Peixe nos 45 minutos iniciais. Aos 34, o meia avançou pela esquerda, passou por Lucas Fonseca e cruzou rasteiro para a área. Nenhum santista, porém, estava a postos para concluir a gol.
Quatro minutos depois, o Bahia respondeu com Wallyson, no lance mais perigoso da partida até aquele momento. Após cruzamento de Madson, o camisa 37 do Tricolor, que esteve apagado no primeiro tempo, tentou de cabeça e com os pés, mas parou em Aranha. Pouco, muito pouco.
Duas na trave... E só
A troca de lado para o segundo tempo não significou uma mudança de postura por parte de tricolores e santistas. O Bahia, assim como na etapa inicial, era quem tentava assumir as rédeas da partida, mas, sem criatividade, continuava esbarrando na linha de cinco marcadores formada pelos três volantes do Alvinegro, mais os laterais Cicinho e Mena.
Por isso, a primeira chance real de gol dos 45 minutos finais ocorreu no susto. Aos 12 minutos, depois de uma cobrança de escanteio de Marquinhos Gabriel, a bola resvalou em Cícero e sobrou para Titi. Só que o zagueiro tricolor parecia não estar esperando a bola. Tanto é verdade que, assustado, o camisa 3 desviou por cima do gol de Aranha.
Com Wallyson apagado, Cristóvão Borges resolveu apostar em Anderson Talisca. A alteração surtiu efeito, já que o meia-atacante deu ao meio-campo tricolor a mobilidade que tanto faltou nos minutos iniciais. Com Talisca se aproximando de Fernandão e Marquinhos, o Bahia adotou postura ainda mais ofensiva, a ponto de apenas Titi e Fahel ficarem atrás da linha de meio.
Sob pressão, Claudinei Oliveira resolveu dar mais leveza ao Santos, com as entradas de Thiago Ribeiro e Leandrinho nos lugares de Willian José e Léo Cittadini. As alterações deixaram clara a estratégia santista: contra-ataque. Aos 22, ela quase deu certo, com Thiago acertando a trave de Marcelo Lomba. A resposta tricolor veio aos 28, com Raul mandando a bola no poste.
O jogo pareceu que ia ganhar em intensidade. Só pareceu. As equipes até buscaram trabalhar mais a bola, levá-la com mais qualidade à área adversária, mas continuaram aceitando a marcação. O Bahia tinha a posse da redonda, mas não sabia o que fazer com ela. O Santos, quando tomava a bola para si, não conseguia armar os contra-ataques. Pouco antes do fim da partida, Titi foi expulso ao receber o segundo cartão amarelo. Ainda houve tempo para Alan Santos mandar para fora cruzamento preciso de Marcos Assunção.
Resultado? Um 0 a 0 que, a bem da verdade, não surpreendeu a ninguém.
 
Atlético-PR vence o Criciúma de virada e assume a quinta posição
Resultado de 2 a 1 na Vila Capanema toma a colocação do rival Coritiba. Tigre continua sem vencer fora de casa e continua na zona de rebaixamento
 
 
DESTAQUES DO JOGO
  • artilheiro
    ederson
    Ederson já tem oito gols pelo Atlético-PR e é o artilheiro do time, mas jogou seu primeiro jogo como titular contra o Criciúma e fez o seu.
  • a chance
    sueliton
    O lateral do Criciúma Sueliton viu que o lado esquerdo do Atlético-PR tinha problemas e foi de lá que saiu o seu belo gol no primeiro tempo.
  • arrancada
    atlético-pr
    Já são oito jogos do Atlético-PR sem perder pelo Brasileiro e que fez o time pular da zona de rebaixamento para a quinta colocação do campeonato
A CRÔNICA
por GLOBOESPORTE.COM
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O Atlético-PR venceu o Criciúma de virada por 2 a 1, na Vila Capanema, e chegou a quinta  posição do campeonato Brasileiro com 24 pontos, um a  menos que o quarto colocado, o Corinthians, além da marca de não  perder um jogo há oito rodadas. De quebra, os atleticanos ainda comemoraram o fato de terem ultrapassado o rival Coritiba pela primeira vez na tabela, que caiu para a sexta colocação.
Valente, o Criciúma tentava a sua primeira vitória fora de casa dentro do Brasileirão, que também valeria a saída do time da zona de rebaixamento. A equipe não se intimidou na Vila Capanema que recebeu 9.416 torcedores atleticanos (renda de R$ 107.180,00) e saiu na frente com gol de Sueliton no primeiro tempo, mas viu o veterano Baier e o xodó, e artilheiro, Ederson virarem a partida.
Pelo Brasileirão, o Atlético-PR joga contra o Botafogo no próximo domingo, na Vila Capanema. Antes disso, na quarta-feira, vai a São Paulo para o primeiro jogo das oitavas de final da Copa do Brasil contra o Palmeiras. O Criciúma também joga no meio de semana, mas pela Copa Sul-Americana, contra a Ponte Preta, na quarta-feira. No Brasileirão, o Tigre recebe o Coritiba, no próximo sábado.
Ederson gol Atlético-PR (Foto: Geraldo Bubniak / Ag. Estado)Xodó da torcida, Ederson fez o gol que deu a vitória para o Atlético-PR (Foto: Geraldo Bubniak / Ag. Estado
Primeiro tempo de muita correria e gol do Tigre
A partida começou em alta velocidade com o Atlético-PR empolgado dentro de casa, armando as jogadas e chegando com perigo desde os primeiros minutos. Como corria muito e atacava também, o Rubro-Negro abria espaços para os contra-ataques do Tigre, que aparecia com perigo.
O Atlético-PR tinha mais volume de jogo e criou várias chances de gol, principalmente com Paulo Baier nas cobranças de falta que rondavam a área do Criciúma. Mas a improvisação feita pelo técnico Vagner Mancini com o lateral-direito Léo no lado esquerdo, para cobrir a ausência do suspenso Pedro Botelho, se transformou no caminho do Tigre.
O Criciúma passou a procurar suas chances e Wellington Paulista era o homem de referência do técnico Vadão sendo municiado pelas boas descidas pela direita de Sueliton, que mostrou técnica, visão de jogo e dificultou para o Atlético-PR.
O lateral do Criciúma deu provas que seria complicado para Léo fazer o seu trabalho aos 16 minutos, quando o jogador atleticano recebeu o cartão amarelo tentado segurar Sueliton. Aos 44 minutos, ele fez a bela jogada levando a bola em velocidade, tirando Léo no jogo de corpo e ainda fitando Luiz Alberto dentro da área para finalizar com efeito. Indefensável para o goleiro Wéverton, a bola entrou e o Criciúma foi premiado.
Furacão de Baier e Éderson viram o jogo
No segundo tempo, os dois técnicos fizeram mudança. Do lado do Tigre,  Vadão foi obrigado a tirar Ivo machucado, para colocar Leandro Machado no meio de campo. Já Mancini tentou recuperar o lado direito tirando Jonas e substituindo por Carlos Alberto. No entanto, a improvisação de Léo continuou.
Bastante corrido e com times abertos, o segundo tempo começou como o primeiro. O Criciúma assustou logo no início com um bom lançamento de Leandro Brasília para Wellington Paulista, mas que o juiz viu impedimento. Éverton respondeu pelo Furacão no meio de campo chutando pertinho do ângulo de Helton Leite.
O empate atleticano veio com o pênalti sofrido por Marcelo, que já havia caído na área duas vezes sem Sandro Meira Ricci ter acredito muito no atacante. Na terceira vez, o empurrão por trás de Gilson foi a senha para Paulo Baier marcar o seu 95º na era dos pontos corridos do Brasileiro e deixar o placar igual.
Baier ainda protagonizou umas das jogadas mais feias de sua longa carreira, quando tentou dominar lançamento de Everton dentro da área, mas pisou na bola, caiu e acabou com a tentativa do segundo atleticano.
O torcedor não teve chance de reclamar de Baier, pois logo depois Marcelo descolou um lançamento da esquerda para dentro da área e o xodó da torcida, Ederson subiu para cabecear e fazer o seu oitavo gol se isolando ainda mais como artilheiro do Furacão.  Aos 40 minutos, Baier foi substituído por Juninho para receber os aplausos da feliz torcida atleticana.

Após Jadson perder pênalti, Ceni revela: 'Autuori havia escolhido antes'

Goleiro diz que treinador resolveu determinar um novo batedor após o camisa 1 falhar nas cobranças contra Bayern de Munique e Portuguesa

Por Carlos Augusto Ferrari Brasília, DF
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Ainda não foi neste domingo que o São Paulo fez as pazes com a vitória no Campeonato Brasileiro. E novamente a equipe teve uma chance de ouro para acabar com a má fase quando o juiz Ricardo Ribeiro marcou um pênalti de Luiz Antônio em Lucas Evangelista. Na cobrança, Jadson bateu mal, no canto esquerdo de Felipe, que fez a defesa. No fim, a equipe amargou empate por 0 a 0.
É a terceira vez seguida que a equipe falha nesse tipo de jogada. As outras duas ocorreram com o goleiro e capitão Rogério Ceni, que desperdiçou suas cobranças contra o Bayern de Munique, pela Copa Audi, e Portuguesa, pelo Campeonato Brasileiro.
Na saída do gramado do estádio Mané Garrincha, em Brasília, o camisa 1 foi questionado sobre a mudança do batedor. Ele respondeu dizendo que a decisão foi tomada em conversa com o técnico Paulo Autuori.
- Isso já foi decidido antes do último jogo. O Paulo falou comigo numa boa, perdi os dois pênaltis e era para o Jadson, mas infelizmente não deu sorte. É uma questão de obediência do critério do técnico – afirmou o goleiro.
O curioso é que, durante a semana, o técnico Paulo Autuori havia sido questionado sobre o assunto e garantido que Ceni continuaria como batedor oficial. Na coletiva, quando questionado sobre o assunto, ele saiu em defesa do camisa 10 e disse que, no futuro, Rogério Ceni voltará a bater.
- Conversamos depois do jogo da Portuguesa. Tomamos a decisão com coerência e sensatez. Às vezes, você dá um passo ao lado para recuperar o fôlego e seguir em frente. Se ele (Rogério) tiver de voltar, vai cobrar porque é um batedor de qualidade. Todo mundo está sujeito a errar. Hoje ficou provado que não era o Rogério. Outros passam por isso. Vou apoiar o Jadson como faço com qualquer outro - ressaltou o treinador.
Resta saber quem será o cobrador caso o lance volte a acontecer na próxima partida, contra o Fluminense, marcada para o dia 25 (domingo), no estádio do Morumbi.
Felipe Flamengo x São Paulo (Foto: Jorge William / Agência O Globo)Felipe defende a cobrança de Jadson no final da partida  (Foto: Jorge William / Agência O Globo)

Poupado, sem gols e ansioso,
Neymar diz que está bem fisicamente

Brasileiro admite que disputa pela condição de titular é difícil, depois de Pedro e Sanchez acirrarem a concorrência por vaga no ataque com três gols

Por Cláudia Garcia, especial para o GLOBOESPORTE.COM Barcelona, Espanha
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neymar barcelona banco de reservas levante (Foto: Agência AFP)Neymar pensativo no banco de reservas: cara de
poucos amigos no Camp Nou (Foto: Agência AFP)
Cabisbaixo, menos sorridente do que o habitual e com poucas palavras. Assim, Neymar deixou o estádio Camp Nou, passando pela zona mista, após sua estreia no Campeonato Espanhol. O craque brasileiro entrou em campo na goleada por 7 a 0 sobre o Levante aos 18 do segundo tempo. Jogou apenas cinco minutos ao lado de Messi, não fez qualquer gol e ainda foi punido com um cartão amarelo. Em campo, mostrou um bom futebol, mas viu seus principais concorrentes por uma vaga no ataque balançarem a rede três vezes - Aléxis Sanchez abriu o placar logo no começo, aos dois, e Pedro fez o quarto e o sétimo.
Apesar de não ter marcado, o camisa 11 respondeu da melhor maneira dentro de campo, mostrando rapidez e agilidade nas trocas de bola com os companheiros. Na zona mista no fim da partida, falou pouco, mas defendeu sua boa condição física, contrariando a versão do técnico argentino Gerardo 'Tata' Martino na véspera, ao justificar pelo desgaste do brasileiro na pré-temporada do Barcelona a opção por colocá-lo na reserva.
- Estou me sentindo muito bem fisicamente. Vou continuar treinando e vai dar tudo certo - observou o atacante em frases curtas.
Neymar disse não estar preocupado com o gol, mas não escondeu certa desilusão por passar em branco na estreia. O saldo positivo dos companheiros Pedro e Sanchez pode pesar na escalação de Tata na próxima quarta-feira, no jogo de ida da Supercopa da Espanha, contra o Atlético de Madri, na capital.
- O importante é que o Barça fez uma grande partida e conseguiu a vitória. O gol vai chegar, não tem pressa - disse Neymar.
Disputa a três 
Tata Martino surpreendeu a maioria dos críticos e torcedores ao deixar Neymar no banco. Porém, o treinador argentino seguiu exatamente a conduta que anunciara na véspera. Jogaram aqueles que o técnico vê em melhores condições físicas e os que fizeram viagens longas durante a semana para defenderem suas seleções, casos de Iniesta e Jordi Alba, tiveram descanso.
Neymar barcelona levante (Foto: Agência Getty Images)Neymar lmenta chance perdida no segundo tempo contra o Levante (Foto: Agência Getty Images)
Depois do jogo, Neymar disse não estar surpreendido e se mostrou pronto para a disputa com Pedro e Sanchez pela vaga.
- Não estou surpreendido por não ter jogado, porque já tinha conversado com o Tata. O Barcelona tem um grupo de três ou mais jogadores com muita qualidade para formar o ataque. Infelizmente, só dá para começar com 11.
Questionado sobre a condição de titular no próximo jogo, o brasileiro sorriu e atirou a responsabilidade para o argentino.
Neymar veio para um clube que tem os melhores jogadores do mundo, ele tem de se adaptar a isso"
Daniel Alves, lateral do Barcelona
- O treinador é o Tata - respondeu Neymar, que abandonou o estádio em seguida em passo acelerado.
Fiel companheiro do craque no Barcelona, Daniel Alves minimizou a ausência do amigo entre os 11 titulares de Tata Martino, ressaltando que no time catalão há 22 craques que querem jogar.
- Neymar veio para um clube que tem os melhores jogadores do mundo, ele tem de se adaptar a isso. Hoje, ficaram no banco jogadores como Iniesta e outros habituais titulares. Aqui no Barça você tem de administrar 22 grandes jogadores. Infelizmente, só podem jogar 11. O que ele tem a fazer é precisamente o que tem feito, que é se preparar para quando chegar na vez dele responder em campo como só ele sabe - afirmou.
Ansiedade antes de entrar em campo
neymar barcelona levante (Foto: Reprodução / Facebook)Sem sorrisos, Neymar chega ao Camp Nou para
a estreia no banco (Foto: Reprodução / Facebook)
A desilusão de Neymar por ser reserva chamou a atenção mesmo antes do início do jogo. Quando a delegação chegou ao Camp Nou, cerca de uma hora e meia antes da partida, o time percorreu o habitual percurso da entrada até os vestiários, passando por uma zona em comum com os jornalistas. Normalmente, os jogadores sorriem ao passar, fazem pose para foto e cumprimentam os conhecidos. Neste domingo não foi exceção, todos cumpriram o ritual, menos Neymar, que foi o último a aparecer, cabisbaixo e sem demonstrar sua alegria habitual.
O Camp Nou tentava animar o seu único reforço ao som do último hit sertanejo de Neymar, a música "Escorrega", de Victor e Neto. O objetivo do Barcelona é fazer com que o brasileiro se sinta em casa rapidamente, mas o craque quer ter mais minutos para mostrar seu futebol.
No primeiro tempo, enquanto o Barcelona goleava o Levante, Neymar assistia do banco muito atentamente ao jogo e todos os passos de seus companheiros. O brasileiro raramente desviou o olhar do gramado e se levantou para aplaudir todos os gols do seu time. Sem brasileiros entre os reservas, o camisa 11 se sentou a lado de Iniesta, Jordi Alba e Alex Song e mostrou entrosamento com os novos colegas.
Neymar barcelona levante (Foto: Agência Reuters)Neymar pronto para entrar em campo, com Tata Martino desfocado à frente (Foto: Agência Reuters)
No início do segundo tempo, Tata mandou Neymar aquecer com Iniesta e Jordi Alba. E, aos 14 minutos do segundo tempo, o brasileiro foi chamado para entrar. O Camp Nou não conteve seu entusiasmo, aplaudiu e ovacionou o craque, mas o jogo seguia com o Barcelona no ataque, e o jogador teve de aguardar quatro minutos até que a bola saísse para que a substituição com Sanchez pudesse se concretizar.
Neymar entrou determinado a responder aos três gols feitos por seus rivais e ocupou prontamente o lado esquerdo do ataque. No entanto, com o Barcelona vencendo por 6 a 0, o ritmo de jogo perdeu intensidade, e o time catalão desacelerou as trocas de passe.
Neymar foi o principal prejudicado por essa quebra de ritmo. O craque tentou impor alguma velocidade, mas teve apenas uma clara ocasião de gol, aos 40. Depois de passe de Fàbregas, Neymar dominou com pouco ângulo no lado esquerdo e concluiu. Mas a bola desviou na zaga, e o goleiro Navas defendeu.
Neymar barcelona levante (Foto: Divulgação / Site Oficial do Shakhtar Donetsk)Diante de marcação dupla, Neymar tenta concluir a gol (Foto: Divulgação / )
Durante os 27 minutos em que esteve em campo, o brasileiro ainda arrancou alguns gritos dos torcedores com boas arrancadas com a bola, sempre pelo lado esquerdo. Neymar voltou a mostrar que o entendimento com os companheiros é bom. Com Messi, é ainda uma incógnita, já que os dois ficaram juntos em campo pouco tempo de novo, apenas por cinco minutos desta vez.
Depois do apito final, o camisa 11 recebeu os cumprimentos de vários jogadores do Levante e se dirigiu aos seus companheiros de time para fazer o mesmo. Váldes e Xavi abraçaram e cumprimentaram o brasileiro pela sua estreia. O atacante abandonou o gramado logo depois sem trocar camisa com ninguém e visivelmente desiludido.
A estreia de Neymar foi positiva, o Camp Nou está satisfeito, Tata confia no craque, mas o brasileiro quer mais. A desilusão e consequente ambição do camisa 11 por querer conquistar rapidamente seu espaço entre os titulares pode fazer a diferença nos próximos jogos. Para já, está aberta uma verdadeira disputa a três para apenas duas posições disponíveis ao lado de Messi.

Victor provoca torcida, e Damião reclama : 'Tem que ter humildade'

Camisa 9 do Inter disse que goleiro do Galo, tão logo acabou a partida, foi provocar a torcida colorada

Por GLOBOESPORTE.COM Novo Hamburgo, RS
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Se o jogo no Estádio do Vale foi morno, o término da partida esquentou. Após o empate em 0 a 0 entre Inter e Atlético-MG, Leandro Damião e Victor tiveram um princípio de confusão. Ao comemorar o empate, o ex-goleiro do Grêmio se voltou aos torcedores colorados, vibrou e depois chutou uma bola na direção da arquibancada (assista ao vídeo da confusão).
O centroavante colorado viu a cena e partiu em direção ao goleiro do Galo. Para Damião, faltou espírito esportivo a Victor, que acabou expulso pelo árbitro Luiz Flávio de Oliveira com o jogo já encerrado. De acordo com o camisa 9 do Inter, faltou humildade para o adversário.

- O Victor começou a zoar com a nossa torcida, batendo no símbolo. Ele tem que ter humildade. Não é porque foi campeão que pode tirar com a torcida dos outros - esbravejou.
Leandro Damião Internacional e Victor Atlético-MG (Foto: Itamar Aguiar / A. Estado)Leandro Damião tira satisfação com Victor após o jogo (Foto: Itamar Aguiar / A. Estado)
Outros jogadores tentaram conter os ânimos. O zagueiro Leonardo Silva conversou com Damião e outros atletas do Atlético-MG retiraram Victor de campo.

Com o resultado, o Inter agora soma 22 pontos, e ocupa a oitava posição. Na próxima rodada, o time de Dunga recebe o Goiás.  A partida será disputada no próximo domingo, às 18h30, no Estádio do Vale.
Antes, porém, a equipe gaúcha "muda a chave" e concentra suas forças para o início da disputa das oitavas de final da Copa do Brasil. Nesta quinta-feira, às 19h30, o Colorado enfrenta o Salgueiro-PE, em Novo Hamburgo.