Técnico de Antônio Pezão explica a estratégia usada para vencer Overeem
Roan Jucão revela preocupação em desgastar o holandês e decidir a luta apenas no terceiro round, aproveitando o cansaço dos dois rounds anteriores
O lado psicológico de Pezão também foi muito trabalhado para aproveitar o desgaste do holandês e ter paciência para atacar de forma decisiva no momento certo.
- Psicologicamente o Pezão estava numa forma excelente, ele já vinha treinando na academia. Colocamos cinco sparrings diferentes, contamos com a ajuda do Vitor Miranda, Pedro Rizzo também ajudou muito na preparação. Colocamos isso na cabeça dele, trabalhamos muito o psicológico. Todas as vezes em que o Overeem perdeu foi dessa maneira, com o Liddel, Minotouro, Shogun, e colocamos na cabeça do Pezão que com ele não ia ser diferente.
o UFC 156 (Foto: Adriano Albuquerque/ SporTV.com)
- Não senti que ele amarelou, não. Ele tem vindo de uma sequência muito boa, mas a nossa estratégia funcionou. Na hora em que ele caiu por cima, o Pezão estava com o psicológico tão bom que ele falou: 'Não, não! Bate como homem, rapaz!' Ele batia, mas o Pezão sentiu a respiração ofegante do Overeem, ele sentia que a resistência do Overeem tava indo por água abaixo. Se o Pezão não tivesse mantido a calma e não estivesse com o psicológico em dia, talvez o resultado tivesse sido diferente.
Para o treinador, a vitória sobre Overeem deixa Pezão mais conhecido pelos fãs do MMA.
- As pessoas subestimam muito o Pezão. Ele é um peso-pesado natural. Não digo que o Overeem usou algo ilegal, mas ele era um meio-pesado que forçou a barra para subir de peso. O Pezão não, é um peso-pesado natural, tem uma mão que onde pega não é brincadeira, bate pesado mesmo... Muita gente não conhece ele. Veja as lutas dele contra caras como Fedor, Mike Kyle, Tom Erickson, Arlovski, Ricco Rodriguez. O Pezão não pode ser subestimado, ele não é de brincadeira.
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