Felipão vira "psicólogo" e conquista atletas da Seleção com carinho familiar
De acordo com Regina Brandão, psicóloga da seleção brasileira, técnico está no caminho certo para ter o grupo nas mãos: "É importante essa recepção calorosa"
sentir o carinho do treinador (Foto: Reprodução )
- Em um grupo muito jovem, como esse convocado pelo Felipão (média de 27,7 anos), é muito importante essa recepção calorosa. É muito positivo. E ele é um treinador que tem uma habilidade muito grande para montar grupos e motivá-los. Estudos comprovam que o jogador brasileiro, de uma maneira geral, rende mais quando está feliz, em um ambiente seguro, onde ele tem de fazer apenas o que sabe melhor, que é jogar futebol – declarou Regina Brandão, psicóloga da Seleção.
- A primeira parte positiva é que o Felipão traz na bagagem uma experiência de sucesso em uma Copa do Mundo. Mas não só isso: as experiências anteriores dele formam um pacote muito bom. Os jogadores vão viver muitas emoções num curto período de tempo. É importante ter segurança interna. Isso vai ser fundamental no caminho da seleção brasileira – acrescentou a psicóloga.
Felipão assumiu a Seleção em novembro de 2012, mas foi estrear com o time apenas em fevereiro de 2013. Apesar do pouco tempo de trabalho, o técnico conseguiu conquistar rapidamente os jogadores. Na Copa das Confederações foi possível perceber isso. Assim como às vésperas da Copa do Mundo no Brasil. É comum os atletas elogiarem espontaneamente o treinador. “Bom líder”, “engraçado”, “campeão”, “vencedor”... Essas são apenas algumas das definições.
- O Felipão tem muita capacidade de controlar o grupo. Ele está feliz, tranquilo, bem sereno. E muito confiante com o trabalho dele na Seleção – opinou Regina Brandão.
Mas não é só isso. Se os jogadores veem em Felipão um porto seguro, o técnico tem ao seu lado a experiência de Carlos Alberto Parreira. A caminho de sua décima Copa do Mundo (foram seis como treinador, duas como preparador físico e uma como observador), o coordenador técnico da Seleção é o apoio do atual comandante.
- A presença do Parreira tem sido fundamental. Não existe pessoa melhor para estar nessa missão com o Felipão. É uma pessoa muito tranquila, vencedora, e que dá o apoio necessário ao treinador – finalizou a psicóloga da seleção brasileira.
Apesar de todo o carinho demonstrado por Felipão com os jogadores na chegada a Teresópolis, o grupo sabe que ele não terá pudor quando precisar cobrar veementemente. Os abraços e afagos de ontem podem virar bufadas e reclamações amanhã. Mas isso também faz parte da caminhada rumo ao hexacampeonato.
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