Condição de ídolo e patrimônio do Bota livram Jefferson da demissão
Goleiro está em rota de colisão com o presidente Maurício Assumpção, mas sua saída seria difícil de ser argumentada. Marcelo Mattos também era alvo
Assumpção e Jefferson estão em rota de colisão desde a acentuação da crise financeira do Bota, passando por casos como o da demissão do preparador Flavio Tênius. O último capítulo foi a reclamação do goleiro, após a derrota para o Grêmio, de que não havia comando no futebol. A insatisfação do mandatário aumentou com divulgação do churrasco em comemoração ao seu aniversário no último sábado. Ele desconfiou que o vazamento da festa poderia ter saído do grupo de atletas insatisfeito e prometeu uma atitude drástica.
- O próprio Jefferson disse que sentia falta da diretoria para uma cobrança. Alguma coisa tinha de ser feita. Quem é o responsável? Sou eu. Agora vou tomar as decisões que eu acho que tenho que tomar para tirar o time desta situação. Não adianta falar de coisas erradas agora, não está em questão. Se o Botafogo for rebaixado hoje, a culpa é do presidente - disse Assumpção em entrevista coletiva nesta sexta.
Mas como rescindir com Jefferson, ídolo e considerado um patrimônio do clube? O argumento de "critério técnico" não se encaixaria. As quatro dispensas, no entanto, podem servir como um recado para avisar quem manda no Botafogo.
- Vão surgir novas lideranças, outros jogadores vão poder mostrar o valor. A base sempre correspondeu. Se não tivesse confiança no elenco, não teria tomado essa decisão. Acho que são capazes de fazer o time sair desta situação, senão não tomava essa decisão.
Jefferson sofreu uma luxação no dedo na derrota para o Santos, na última quarta-feira, e desfalca o time neste sábado, contra o Vitória, no Barradão. O goleiro seguirá ausente do time, já que estará junto com a seleção brasileira para a realização de dois amistosos, contra Argentina, no dia 11, e Japão, dia 14.
Longe da ebulição, time tenta se concentrar no Vitória
Depois da manhã conturbada, a delegação alvinegra viajou para Salvador no início da tarde e se hospedou em um hotel longe da agitação da capital baiana. Longe da ebulição no Rio, os jogadores puderam ter mais paz para ao menos tentarem se concentrar no jogo deste sábado. Ao menos nesta sexta, da diretoria apenas o gerente Wilson Gottardo acompanhou a equipe.
Em 17º lugar com 26 pontos, o Botafogo precisa de um bom resultado fora de casa para tentar sair da zona de rebaixamento.
* Colaborou Thiago Franklin, do blogUm Facho de Luz
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