sábado, 13 de outubro de 2012

'Técnico que nunca foi chamado de burro não é técnico', afirma Mano

Cobrado até pela família em casa, treinador analisa relação com a torcida, acha que povo ainda ama a Seleção e diz que ninguém sonha ter a profissão

Por Leandro CanônicoBreslávia, Polônia
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Mano Menezes Seleção entrevista (Foto: Rafael Ribeiro / CBF)Mano com a Seleção na Polônia: menos de dois
anos para a Copa (Foto: Rafael Ribeiro / CBF)
O próprio Mano Menezes reconhece: ninguém sonha ser treinador de futebol. Para aqueles que fogem a esta regra, ele está no posto mais cobiçado. E também o mais cobrado. De questionamentos de familiares a vaias na arquibancada, Mano tem menos de dois anos para comandar a Seleção na Copa do Mundo em casa. Recentemente, ouviu gritos de "burro" e pedidos por Luiz Felipe Scolari em jogos no Brasil. Em entrevista exclusiva ao GLOBOESPORTE.COM na Polônia, o treinador garante que as vaias não o abalaram para a sequência do planejamento até 2014.
- É uma situação obviamente desconfortável. Mas é preciso conviver. Técnico que nunca foi chamado de burro não é técnico de futebol. É técnico de outra coisa - disse.
Em Breslávia, local do amistoso de terça-feira contra o Japão, Mano conversou por 40 minutos com o GLOBOESPORTE.COM. A entrevista foi realizada no hotel onde o time está concentrado, dois dias antes da goleada por 6 a 0 sobre o Iraque, em Malmo, na Suécia. Nela, o técnico fez uma análise da profissão que abraçou e chegou a uma conclusão:

- A gente não fala, mas ninguém tem sonho de ser técnico de futebol. Tem de ser jogador ou atleta de qualquer outra modalidade. Ninguém começa a vida pensando ser treinador de futebol, depois chegar à Seleção e ser campeão do mundo. Objetivamente não temos esses sonhos.
Mano Menezes Seleção entrevista (Foto: Rafael Ribeiro / CBF)Mano evita fazer previsão sobre onde estará em 13/7/2014, data da final da Copa  (Foto: Rafael Ribeiro / CBF)
Confira abaixo a íntegra da entrevista exclusiva com Mano Menezes. Ele fala também sobre Neymar, da relação com a torcida e que é cobrado até em casa.

Como imagina que será seu dia 13 de julho de 2014 (data da final da Copa)?

O futebol está tão imediatista que não penso nisso. Não é possível. Temos tanta coisa para fazer até lá que temos de estar focados. Se não vamos nos perder nesse emaranhado de decisões que precisamos tomar de forma correta para chegarmos bem da maneira que queremos na Copa do Mundo.

Ser técnico da Seleção numa Copa do Mundo é algo que você sonhou?
É obvio que você não pensa. A gente não fala, mas ninguém tem sonho de ser técnico de futebol. Tem de ser jogador ou atleta de qualquer outra modalidade. Ninguém começa a vida pensando ser treinador de futebol, depois chegar à Seleção e ser campeão do mundo. Objetivamente não temos esses sonhos. Mas quando você começa um trabalho que vai culminar numa Copa, especialmente em nosso país, é óbvio que pensa terminar campeão do mundo. Mas como já disse, ainda não estamos pensando nisso. Temos muita coisa para fazer até lá.

Você não conhece ninguém que tinha o sonho de ser técnico?
Todos os meninos da minha idade que tinham sonhos relacionados ao futebol queriam ser jogador. Mas claro que podem ter virado técnico. Ou por não ter tido uma carreira grandiosa ou por ter tido e depois ter enveredado nessa profissão. Ser treinador acaba sendo uma consequência do futebol.

Diante disso, você se sente realizado por ser técnico de futebol?

Sim. É ótimo poder construir alguma coisa, montar equipes vencedoras, principal em um país onde o futebol é uma paixão. É algo muito gratificante.
Mano Menezes no jogo entre Brasil e Iraque (Foto: Mowa Press)Técnico orienta a Seleção durante a goleada de 6 a 0 sobre o Iraque, na última quinta (Foto: Mowa Press)
É triste saber que a felicidade de treinador dura pouco?
Futebol é um segmento da vida, por isso a felicidade eterna não existe. Temos momentos felizes, sim, mas são breves. Você vence uma partida e já termina pensando na outra. Quando você ganha um Campeonato Brasileiro, uma Libertadores, uma Copa do Mundo e continua trabalhando no mesmo lugar, certamente dali a cinco dias a exigência é a mesma. Mas mesmo assim tenho certeza que vale à pena. Os momentos de felicidade são breves, mas intensos.

Você acha que a atuação do treinador está superdimensionada?
A dimensão do cargo de técnico de futebol ficou muito maior nos últimos anos. E a maior prova disso é que você vê direcionado para os mesmos nomes a confiança e a possibilidade de dirigir os grandes clubes. E porque circunstancialmente aumentaram muito as obrigações de um técnico. É preciso se envolver diretamente no trabalho para que ele seja bem sucedido. E em consequência disso, nós somos muito valorizados na hora da vitória, e aceitamos isso com mais naturalidade porque é gostoso ouvir elogios, mas na mesma proporção somos muito criticados e apontados como culpados em caso de derrota de uma injusta. São os dois lados da moeda. Eu diria hoje, sem medo de errar, que montar taticamente uma equipe é a parte menos difícil do trabalho de um técnico. O mais complicado é lidar com a mídia esportiva, quase gerenciar a carreira dos jogadores, que hoje, com staffs, se tornaram verdadeira estrelas e empresas, se relacionar com os dirigentes, com o público...

É notável que mesmo nos momentos mais complicados da Seleção você tem mantido uma frieza que não tinha na época de clube. O que mudou?
A intimidade com o jogador no clube é muito maior. O tempo de convivência e a proximidade te permitem ir além em determinadas situações, porque a aceitação daquilo será melhor e no dia seguinte você está na relação para consertar o que houve de errado. Na Seleção, por outro lado, você faz uma partida ou duas na sequência e depois vai se encontrar novamente dali 60, 90 dias. Nesse período sem convivência não é possível corrigir atritos. A atuação é diferente. Mas eu não faço nada premeditado em relação a isso. Nem é possível premeditar tanto, porque toda hora acontece algo novo que muda toda a situação, como um gol aos 20 segundos.

Mas em relação às críticas do torcedor você também tem mantido a calma. Você não acha que o próprio torcedor quer ver um pouco de ira em você?

O fato de não estar satisfeito pode produzir diversas reações. E eu nunca estou satisfeito quando acho que as minhas equipes estão produzindo abaixo do que eu acho que elas podem. Mas o fato de eu estar insatisfeito não me dá o direito de ser mal educado, grosseiro e desrespeitar o torcedor, embora eu ache que muitas vezes ele é injusto. Mas isso é uma questão pessoal. Técnico que nunca foi chamado de burro não é técnico de futebol. É técnico de outra coisa. Então é preciso estar preparado para isso sem perder o equilíbrio, porque você vai continuar trabalhando no jogo e não poder deixar de enxergar soluções. Mas claro que não é bom. Imagina você (jornalista) escrevendo e alguém no seu ouvido te chamando de burro e gritando nome de outro profissional. É uma situação obviamente desconfortável. Mas é preciso conviver.
Penso que o povo brasileiro continua amando a Seleção da mesma maneira. Se não tivesse amor, a torcida não iria aos hotéis onde a Seleção está, não iria com dez mil pessoas ver um treinamento, não lotaria estádio. Isso é amor... O salário de estrelas dos jogadores também criou um distanciamento da realidade das pessoas normais. Isso vale para os técnicos também. Mesmo assim, acho que o amor continua."
Mano Menezes
Muitos dizem que o povo perdeu o amor pela Seleção. Como o treinador pode ajudar na recuperação desse sentimento?
Bom, eu penso que o povo brasileiro continua amando a seleção brasileira da mesma maneira. E o fato de ter alguma reação diferente disso, que caminhe na direção contrária, é circunstancial, como sempre foi. Se não tivesse amor, a torcida não iria aos hotéis onde a Seleção está, não iria com dez mil pessoas ver um treinamento, não lotaria estádio. Isso é amor. As outras questões estão ligadas à alteração do mundo. Hoje há uma confusão na cabeça do torcedor, que ora vê um time só com jogadores que atuam no Brasil, como no Superclássico, depois vê a equipe completa, mas com mudanças por conta da relação com os clubes. Tudo isso atrapalha. O salário de estrelas dos jogadores também criou um distanciamento da realidade das pessoas normais. Isso vale para os técnicos também. Mesmo assim, acho que o amor continua.

Para a Copa do Mundo de 2014 é necessário que o Brasil faça campanha parecida como fez Portugal na Eurocopa de 2004?

O brasileiro sempre teve esse comportamento em relação à seleção brasileira nas grandes competições. Principalmente na Copa do Mundo. Não acho, portanto, que seja necessária uma campanha na mesma proporção que Portugal fez.

Você costuma ligar para outros treinadores e trocar experiências?
Costumo conversar com aqueles técnicos que tenho mais afinidade. Mas não tenho o hábito de perguntar o que acham da equipe, o que poderiam propor como alteração, porque essas decisões do futebol exigem muito conhecimento do dia-a-dia. E o adversário não pode saber de nada. Até por isso 70% do que acontece no futebol, da essência dele, ninguém fala. Só falamos os 30% que podem. Por isso nossas entrevistas são tão parecidas e as respostas também. Não é porque não temos inteligência para falar melhor. É porque realmente não podemos falar.

Certa vez, o Parreira disse que em 2006 ele olhava para os consagrados Ronaldo, Ronaldinho, Cafu, Roberto Carlos e não via mais empolgação neles, por eles já terem conquistado tudo na carreira. Essa é uma vantagem que você tem, ter um grupo sem tantas conquistas e que quer a Copa do Mundo?
Olha, eu não vou dizer que eu queria ter os problemas que o Parreira teve porque seria um desrespeito com os atletas de agora. Mas existem momentos e momentos. Há compensações por ter no grupo jogadores muito consagrados e existem pequenos problemas. Ao mesmo tempo em que eles podem se acomodar por terem conquistado quase tudo, eles estão muito bem preparados para momentos grandiosos, em que é preciso impor respeito. O futebol, como na vida, tem os dois lados.
Mano Menezes Seleção entrevista (Foto: Rafael Ribeiro / CBF)Para Mano, povo brasileiro segue apaixonado pela Seleção  (Foto: Rafael Ribeiro / CBF)

O esporte de alto nível está cada dia mais exigente. É saudável?

Não. O esporte de alto nível é agressivo há muito tempo. Seja qual for a modalidade. Não é uma questão ligada proporcionalmente à saúde. Saúde é outra coisa. Esporte de alto nível te dá compensações financeiras, mais do que nunca, mas proporcionalmente ao ganho tem um desgaste muito grande em todos os aspectos.

Principalmente no lado psicológico...
Existe uma seleção natural de quem suporta e de quem não suporta. Esses vão ficando no meio do caminho. Mesmo que demonstrem capacidade técnica, vão sucumbindo à pressão, porque não é só a sua mãe e sua família, por exemplo, que tem sonhos em relação à Seleção, a minha mãe e a minha família também tem.

Você é muito cobrado em casa, Mano?

Por todos. A maioria respeito, claro, mas tem uns da família que querem saber porque vai esse ou aquele na convocação. São as mesmas dúvidas e perguntas do torcedor.

Por falar em cobrança, você é questionado nas ruas como é nos estádios?
Não tenha dúvida que tem uma diferença muito grande. E é importante mesmo dizer isso. A maioria das pessoas que encontro nas ruas dá força. E por isso falo que a questão do amor pela Seleção ainda está intacta. O que acontece é que muitas vezes fica fácil se esconder na multidão, porque você é anônimo. Mas eu continua pensando que a maioria dos brasileiros é dos que pensam com a razão.

Para encerrar, Mano, independentemente do que aconteça daqui por diante, é possível dizer que a cara da sua Seleção é a cara do Neymar?
Não gostaria de colocar sobre os ombros do Neymar mais essa responsabilidade, de ele ser "o cara" da Seleção. Eu sempre digo que acredito muito no trabalho das equipes. E só é possível ganhar uma Copa do Mundo tendo uma grande Seleção. Nela, claro, alguns jogadores se destacam individualmente, mas isso é consequência de uma grande equipe. E o Neymar está entre eles. Mas tudo isso só vale se fizermos uma ótima Copa do Mundo. Do contrário, não vai valer absolutamente nada.

Torcida do Coritiba recebe Alex, que promete anunciar futuro em dez dias

'Na minha cabeça, já está decidido. Mas, no momento certo, eu vou divulgar', comenta o camisa 10 no desembarque

Por Fernando FreireCuritiba
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Torcida do Coritiba recebe Alex, meia (Foto: Fernando Freire/GLOBOESPORTE.COM)Torcida do Coritiba recebe o camisa 10 Alex
(Foto: Fernando Freire/GLOBOESPORTE.COM)
Recepcionado pela torcida de Coritiba e com gritos de "o Alex voltou", o meia de 35 anos desembarcou na manhã deste sábado, no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais. O jogador - que é disputado, além do Alviverde paranaense, por Cruzeiro e Palmeiras - revelou que pretende anunciar o futuro em dez dias. Antes, ele quer descansar e resolver questões pessoais:
- Na minha cabeça, já está decidido. Mas, no momento certo, eu vou divulgar. Agora, vou descansar um pouco, resolver minhas coisas e, em dez dias, acho que eu anuncio - falou.
O Palmeiras afirmou ter uma reunião agendada com o meia, e o Cruzeiro, que está na frente para ter ele. Irmão do jogador, Alexandre de Souza, porém, revelou que o camisa 10 já tem um acordo para ficar com Alex. Cerca de 150 coxas-brancas receberam Alex, que viajou cerca de 14 horas entre a Turquia, de onde se despediu da torcida do Fenerbahçe com aeroporto lotado, e Curitiba. Ele deu autógrafos e tirou fotos com os fãs. O meia falou sobre a festa da torcida alviverde:
- Para mim é surpreendente. Em Curitiba, às 8 horas da manhã... É uma coisa que emociona.
Torcida do Coritiba recebe Alex, meia (Foto: Fernando Freire/GLOBOESPORTE.COM)No desembarque, Alex tira foto com fãs (Foto: Fernando Freire/GLOBOESPORTE.COM)
Os torcedores levaram faixas, bandeiras e um cartaz com os dizeres "o bom filho à casa torna". Um coxa-branca, em tom de brincadeira, pediu para Alex estrear já contra o Bahia, às 16h (horário de Brasília) de sábado, no Estádio Couto Pereira, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. O meia só deu risada. O torcedor Gabriel Zornig, de 25 anos, comentou sobre a recepção ao camisa 10 e mostrou confiança:
- Independente da recepção que fizesse aqui, o Alex é coxa-branca de coração e não importa se a torcida do Palmeiras colocar dez mil ou a torcida do Cruzeiro, 30 mil. O Alex vem para o Coritiba, ele é coxa-branca de coração.
Alex, revelado pelo Coritiba, tem passagem por Palmeiras, Flamengo, Cruzeiro, Parma-ITA e Fenerbahçe-TUR.

Com foco no Brasileirão, Dorival não planeja 2013: ‘Quem fala é mentiroso’

Treinador do Fla lamenta constantes desfalques e aponta falta de sequência de vitórias como motivo para colocação ruim do Flamengo

Por GLOBOESPORTE.COM*Rio de Janeiro
Dorival Junior no treino do Flamengo (Foto: Ivo Gonzalez / Agencia O Globo)Dorival gesticula em treino do Flamengo
(Foto: Ivo Gonzalez / Agencia O Globo)
Na 15ª colocação, com 35 pontos, o Flamengo tem repetido o mesmo discurso nos últimos dias: foco na permanência na Série A. Depois da derrota para o Corinthians, por 3 a 2, na última rodada, Dorival Júniorsabe que vitória sobre o Cruzeiro, neste sábado, às 18h30m, no Engenhão, deixará o Rubro-Negro mais longe da zona da degola. O técnico só pensa no aqui e agora, diz que não tem como fazer projeções para 2013, mas faz críticas à falta de planejamento no país.
- Não posso pensar em 2013. Quem fala que planeja no Brasil é mentiroso. Isso é balela. Não existe planejamento no futebol brasileiro. Se você tem resultados, aí você planeja, mas dentro da sua cabeça só. Não acontece isso na prática, até porque na semana seguinte você não sabe se estará no mesmo local - opinou o técnico.
Sem projetar o futuro, Dorival vive um presente em que o time não consegue engatar sequência de três vitórias no Brasileirão. O máximo foram duas. Depois de derrotar Coritiba e Santos, na quarta e quinta rodadas, perdeu para o Grêmio na sexta. Depois de vencer Figueirense e Náutico, foi derrotado pelo Palmeiras, na 17ª. Por último, venceu Atlético-GO e Atlético-MG, mas sofreu revés no clássico com o Fluminense.
Na visão de Dorival Júnior, a incostância se deve aos desfalques, tanto por lesão, quanto por cartões e convocações para seleções. Prova disso é que, em 18 jogos no comando, ele só conseguiu repetir a escalação uma vez.
O Flamengo deixou de jogar bem? Não. Merecíamos as vitórias, jogamos um belo futebol em alguns jogos. Algumas equipes não estão jogando bem, mas conseguem seus resultados. As alterações que faço são em vista dos desfalques. Quantos jogadores perco a cada rodada? Fica impossível manter uma equipe"
Dorival Júnior
Para o jogo com o Cruzeiro, Dorival não terá Cáceres e González, nas seleções paraguaia e chilena, respectivamente. Welinton, Renato e Amaral cumprem suspensão automática por conta do terceiro amarelo. Já Ramon volta ao time depois de ficar dois jogos fora. Airton será titular após recuperação de uma lesão na coxa direita.
- Regularidade é sequência de vitórias. O Flamengo deixou de jogar bem? Não. Merecíamos as vitórias, jogamos um belo futebol em alguns jogos. Algumas equipes não estão jogando bem, mas conseguem seus resultados. As alterações que faço são em vista dos desfalques. Quantos jogadores perco a cada rodada? Fica impossível manter uma equipe - garantiu.
Além disso, o comandante rubro-negro fez críticas ao calendário do futebol brasileiro e à falta de uma pré-temporada mais longa. Para ele, muitas lesões são causadas pela falta de tempo para preparação dos jogadores e pela maratona de jogos.
* Colaborou o estagiário Gabriel Fricke, sob a supervisão de Janir Júnior

Pai de Erick Silva confessa que 'forçou' filho a ser jogador de futebol

José Carlos esteve em todas as lutas da carreira do meio-médio. Lutador capixaba enfrenta o americano Jon Fitch no card principal do UFC Rio III

Por Adriano Albuquerque, Amanda Kestelman e Ivan RauppRio de Janeiro
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A maior promessa do MMA brasileiro na atualidade poderia estar hoje dando dribles e fazendo gols nos gramados de futebol. Pai coruja do meio-médio Erick Silva, José Carlos Nunes confessou que, originalmente, sua intenção era ver o jovem capixaba atuando dentro de campo. Ex-jogador profissional, ele confessa que o herdeiro não obteve muito sucesso dentro das quatro linhas e resolveu, já com 17 anos, se aventurar nas artes marcias. Neste sábado, no UFC Rio III, Erick terá o maior desafio de sua carreira diante do americano Jon Fitch.
Erick Silva e seu pai, Nunes mma ufc rio (Foto: Ivan Raupp / Globoesporte.com)Erick Silva posa com seu pai José Carlos Nunes no Rio de Janeiro (Foto: Ivan Raupp / Globoesporte.com)
- Eu sempre fui esportista, sempre joguei bola, profissionalmente e queria que meu filho jogasse bola também. Mas a partir dos 17 anos, nós todos percebemos que ele não levava muito jeito com a bola e o Erick foi praticar jiu-jítsu. Ele sempre foi um cara muito determinado e com muita dedicação em cima do que faz. A gente tentou segurar ao máximo para ele ficar no futebol, mas com 17 anos ele iniciou jiu-jítsu, aos 21 anos já tava fazendo muay-thai - disse José Carlos, que atuou como jogador profissional do Vitória do Espírito do Santo.
Apesar de ter status de promessa desde o ano passado, quando fez sua estreia no UFC, Erick Silva já tem 28 anos. Entretanto, seu pai continua firme e forte do seu lado. José Carlos revelou que esteve presente em todas as 17 lutas da carreira de seu filho. Emocionado, ele confessou que não esperava uma ascensão tão rápida.
- Eu não perdi nenhuma luta do Erick até hoje. Desde a primeira luta dele, em Guarapari. Para ser sincero, não imaginava que ele chegaria aqui tão rápido. Ele fez quatro lutas no estado e depois foi para o Jungle Fight, onde fez umas 10 lutas e foi campeão. Nós criamos uma expectativa de que era possível ir para o UFC, mas jamais imaginava que fosse tão rápido. Para nós ainda é uma surpresa esse momento. Ver repórteres do mundo todo em cima dele, isso é muito legal - disse.
Erick Silva encarada UFC Rio III (Foto: Reprodução/Youtube)Erick Silva encara o americano Jon Fitch na
pesagem do UFC Rio (Reprodução/Youtube)
Mesmo com um pai ex-jogador de futebol, a nova geração da família de José Carlos está mesmo predestinada a seguir o caminho das artes marciais. Os dois irmãos de Erick já iniciaram a trajetória no esporte. O caçula Gabriel, de 18 anos, inclusive, já tem três vitórias em seu cartel.
- Eu trabalho como dirigente sindical, então minha vida é trabalhar pelos trabalhadores. Eu também luto de certa forma. A família toda luta. Gabriel já tem três lutas e três vitórias, enquanto o Bruno deve estrear em um evento em Cachoeira de Itapemirim. Quem sabe os meus netos são os próximos - brincou.
Erick Silva enfrenta Jon Fitch no card principal do UFC Rio. O capixaba lutou em junho passado, quando finalizou o americano Charlie Brenneman.
O UFC Rio III será disputado no próximo sábado com transmissão ao vivo do canal Combate a partir de 19h45m. O SPORTV.COM acompanha as lutas em Tempo real. Nesta sexta-feira, a partir das 16h, o site também transmite a pesagem.
UFC 153 (UFC Rio III)
13 de outubro de 2012, no Rio de Janeiro
CARD PRINCIPAL
Anderson Silva x Stephan Bonnar
Rodrigo Minotauro x Dave Herman
Glover Teixeira x Fábio Maldonado
Jon Fitch x Erick Silva
Wagner Caldeirão x Phil Davis
Demian Maia x Rick Story
CARD PRELIMINAR
Rony Jason x Sam Sicilia
Gleison Tibau x Francisco Massaranduba
Diego Brandão x Joey Gambino
Serginho Moraes x Renée Forte
Luiz "Banha" Cané x Chris Camozzi
Cristiano Marcello x Reza Madadi

Webber desbanca Vettel e é pole na Coreia. Alonso é o 4º e Massa, o 6º

Australiano acaba com favoritismo do companheiro e comanda dobradinha da RBR em Yeongam. Bruno Senna é eliminado no Q1 e larga em 18º

Por GLOBOESPORTE.COMYeongam, Coreia do Sul
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O favoritismo era todo de Sebastian Vettel no treino classificatório para o GP da Coreia do Sul. E foi assim até o cronômetro zerar no circuito de Yeongam. Aí apareceu, de surpresa, a outra RBR:Mark Webber roubou a cena e vai largar na pole position no domingo. No apagar das luzes, o australiano cravou o tempo de 1m37s242 e desbancou Vettel, que tinha sido o mais rápido nas duas primeiras partes da atividade e em dois dos três treinos livres do fim de semana. O vice-líder do campeonato ficou com o segundo lugar no grid, com 1m37s316. O espanhol Fernando Alonso (Ferrari), líder da temporada, largará em quarto, logo atrás do inglês Lewis Hamilton (McLaren), com quem divide a segunda fila.
Depois de acabar com jejum de pódios no GP do Japão do último domingo, Felipe Massasegue mostrando crescimento na temporada. O piloto da Ferrari avançou à superpole pela sexta vez na temporada e conseguiu o sexto melhor tempo. Ele largará entre os carros da Lotus: Kimi Raikkonen parte em quinto e Romain Grosjean - apelidado de "maluco da primeira volta" por Webber no Japão - é o sétimo. Bruno Senna não teve o mesmo sucesso. O brasileiro da Williams acabou eliminado no Q1 e terá que largar em 18º. Pastor Maldonado, seu parceiro de equipe, ficou com o 15º lugar no grid, confirmando as dificuldades dos carros do time inglês no circuito asiático.
Mark Webber RBR Fórmula 1 treino Coreia (Foto: AFP)Mark Webber largará na pole positon pela segunda vez na temporada - a outra foi em Mônaco (Foto: AFP)
Após não conseguir bater o tempo de Webber, Vettel deu a entender pelo rádio que teria sido supostamente atrapalhado pela aproximação com Massa no final da atividade. Após o treino, porém, o alemão fez questão de eximir o brasileiro de culpa: "Se alguém tem que levar a culpa, este alguém sou eu. Foi erro meu, a pole estava ao alcançe", afirmou.
Esta é a segunda pole de Webber na temporada (a primeira foi no GP de Mônaco, onde saiu vitorioso), a 11ª na carreira e a 200ª de um carro de motor Renault. É também a segunda dobradinha consecutiva da RBR, que mostra força nesta reta final de temporada. A escuderia austríaca deu um salto de qualidade a partir do GP de Cingapura, com um novo conceito de DRS duplo, que proporciona ganho de desempenho em trechos de alta velocidade.
A TV Globo transmite o GP da Coreia, 16ª etapa da temporada, a partir das 2h45m deste domingo (horário de Brasília), e o GLOBOESPORTE.COM acompanha em Tempo Real.
Header_Q1 (Foto: Infoesporte)
Logo na primeira parte da atividade, a RBR mostrou sua força. Vettel fez o melhor tempo (1m38s208), seguido por Webber (1m38s397). Enquanto isso, Alonso teve que suar para não pagar o mico de cair fora logo de cara. Mesmo com pneus supermacios, o espanhol anotou apenas 1m39s144 e ficou em 16º. Massa avançou com tranquilidade, na 11ª posição. Outro que passou sufoco foi Hamilton, que ficou com a última vaga para o Q2. Acabou sobrando para Bruno, eliminado ao lado dois seis pilotos dos times menores: Vitaly Petrov e Heikki Kovalainen (Caterham); Charles Pic e Timo Glock (Marussia); e Pedro de la Rosa e Narain Karthikeyan (HRT). Último colocado, o indiano teve problemas com o freio do carro, rodou e sequer marcou tempo.
Header_Q2 (Foto: Infoesporte)
A decepção do Q2 ficou por conta de Jenson Button. O britânico ficou em 11º e não conseguiu vaga para a superpole. Enquanto seu companheiro de McLaren, Hamilton, fez o terceiro melhor tempo desta parte da sessão. Mais uma vez o mais rápido foi Vettel, com 1m37s767. Já Alonso conseguiu reagir e ficou mais próximo do rival. O espanhol anotou 1m37s987. Sexto melhor, Massa avançou ao Q3 pela sexta vez no ano. A quebra da STR de Daniel Ricciardo no trecho final do circuito provocou bandeira amarela no setor, obrigando os pilotos a reduzirem justamente nos momentos decisivos do Q2.
Header_Q3 (Foto: Infoesporte)
Na superpole, as atenções estavam voltadas para Vettel. A expectativa era de que o bicampeão confirmasse o domínio no fim de semana e garantisse a pole. Na primeira rodada de voltas cronometradas, o alemão fez 1m37s316 e logo apareceu no topo da classificação. Em seguida, os pilotos retornaram aos boxes e trocaram os pneus para a última tentativa de voltas rápidas. Nesse momento, Hamilton e Schumacher quase protagonizaram um acidente nos pits. O alemão não foi avisado pela Mercedes da aproximação do britânico e entrou na frente, obrigado seu substituto na temporada 2013 a fazer um desvio brusco. Quando os pilotos voltaram à pista para a última tentativa, veio a surpresa. Com o cronômetro zerado, Webber marcou 1m37s242 e assumiu a primeira posição. Vettel tentou recuperar a ponta, mas não conseguiu melhorar seu tempo e ficou em segundo. Hamilton e Alonso bateram suas próprias marcas e asseguraram a terceira e a quarta posições, respectivamente.
Sebastian Vettel GP da Coreia treino F1 (Foto: AFP)Sebastian Vettel deixa treino com cara de poucos amigos na Coreia do Sul (Foto: AFP)
Confira o grid de largada do GP da Coreia do Sul (55 voltas):
1 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - 1m37s242
2 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - 1m37s316 + 0s074
3 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - 1m37s469 + 0s227
4 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 1m37s534 + 0s292
5 - Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) - 1m37s625 + 0s383
6 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - 1m37s884 + 0s642
7 - Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) - 1m37s934 + 0s692
8 - Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) - 1m38s266 + 1s024
9 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - 1m38s361 + 1s119
10 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - 1m38s513 + 1s271
Eliminados no Q2:
11 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - 1m38s441 + 0s674
12 - Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) - 1m38s460 + 0s693
13 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - 1m38s594 + 0s827
14 - Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) - 1m38s643 + 0s876
15 - Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) - 1m38s725 + 0s958
16 - Daniel Ricciardo (AUS/STR-Ferrari) - 1m39s084 + 1s317
17 - Jean-Eric Vergne (FRA/STR-Ferrari) - 1m39s340 + 1s573

Eliminados no Q3:
18 - Bruno Senna (BRA/Williams-Renault) - 1m39s443 + 1s235
19 - Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault) - 1m40s207 + 1s999
20 - Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault) - 1m40s333 + 2s125
21 - Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth) - 1m41s317 + 3s109
22 - Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth) - 1m41s371 + 3s163
23 - Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth) - 1m42s881 + 4s673
24 - Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth) - sem tempo

Massaranduba 'se entope' de comida japonesa após pesagem do UFC 153

Lutador bateu o peso dos leves com tranquilidade e recuperou quilos a mais

Por Adriano Albuquerque, Amanda Kestelman, Ivan Raupp e Marcelo RussioRio de Janeiro
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massaranduba ufc rio comida japonesa (Foto: Mauro dos Santos/Divulgação)Pratão de japonês (Foto: Mauro dos Santos)
Francisco Massaranduba participou da pesagem oficial do UFC Rio III, na tarde desta sexta-feira, e bateu o peso limite da categoria dos leves (até 70,3kg) sem maiores problemas. Após o evento, o piauiense e participante da primeira edição do "The Ultimate Fighter Brasil - Em busca de campeões" logo tratou de recuperar as energias e "tirou a barriga da miséria" em um restaurante de comida japonesa na Barra da Tijuca. No sábado, ele encara o também brasileiro Gleison Tibau pelo card preliminar.
massaranduba ufc rio comida japonesa (Foto: Mauro dos Santos/Divulgação)Massaranduba suou para perder peso na semana: recompensa nesta sexta (Foto: Mauro dos Santos)