sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

'Uma das maiores influências na minha vida', diz Pelé sobre Mandela

Rei do Futebol publica foto beijando o sul-africano após saber da morte do amigo

Por Rio de Janeiro
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pelé e mandela (Foto: Reprodução/Twitter)Pelé beija Mandela durante encontro na África do Sul: 'Um herói para mim' (Foto: Reprodução/Twitter)
Na Costa do Sauípe para participar do sorteio da Copa do Mundo de 2014, sexta-feira, Pelé ficou emocionado ao saber da morte de Nelson Mandela. Após receber a notícia, o Rei do Futebol usou as redes sociais para deixar uma mensagem lamentando a perda do amigo.
- Hoje estou entristecido demais. Nelson Mandela foi uma das maiores influências na minha vida. Foi um herói para mim, um amigo e um companheiro na luta pelo povo e pela paz no mundo. Vamos todos nós continuar seu legado com propósito e paixão - escreveu o ex-camisa 10 em sua conta oficial no Twitter.
Pelé e Mandela são dois dos nomes mais conhecidos da história e participaram de vários eventos juntos. Na rede social, o Rei publicou ainda uma foto beijando o ex-presidente da África do Sul.
Outros ídolos do esporte também usaram as redes sociais para dar adeus a Mandela, que morreu aos 95 anos. Nomes como Usain Bolt e Cristiano Ronaldo publicaram mensagens homenageando o sul-africano. O presidente da Fifa, Joseph Blatter, decretou luto na entidade e anunciou que as próximas partidas internacionais terão um minuto de silêncio.

Joel Santana comenta morte de Nelson Mandela: 'Estou emocionado'

Técnico conviveu com ex-presidente da África do Sul quando comandou equipe local

Por Rio de Janeiro
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O técnico Joel Santana se emocionou ao receber a notícia da morte do ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela. Aos 95 anos, o líder sul-africano não resistiu a uma infecção pulmonar. Com um misto de idolatria e tristeza, Joel atendeu o telefone com a voz mansa, nitidamente sentido com a situação, e falou sobre a perda daquele que chama de ‘herói’ e teve a oportunidade de encontrar durante o período em que comandou a seleção da África do Sul entre 2008 e 2009 (relembre o encontro de Joel com Mandela no vídeo ao lado).

- Fiquei surpreso com o falecimento do Mandela. Eu falar dele é muito fácil, é um ídolo, um líder, e fez coisas que jamais a gente pode esquecer. O que esse cara fez é impressionante, e eu, graças a Deus, tive a oportunidade de conhecê-lo e encontrá-lo algumas vezes. É uma vida, e eu estou emocionado porque consegui vê-lo e ter a felicidade de conviver com um herói.
Um dos encontros de Joel Santana com Mandela foi antes da partida semifinal da Copa das Confederações de 2009 contra o Brasil, que acabou com a vitória brasileira.  

- Ele tinha o olhar sublime, de liderança, aquele tipo de líder que você acha que jamais vai morrer. Jamais você o via reclamando, era só sorrindo. Ele defendeu uma causa que defendemos até hoje, essa causa contra o racismo, que é um absurdo.
Mandela e Joel Santana (Foto: AFP)Nelson Mandela e Joel Santana se encontram antes de jogo contra o Brasil, em 2009 (Foto: AFP)
Mandela foi considerado um dos maiores heróis da luta dos negros pela igualdade de direitos no país e foi um dos principais responsáveis pelo fim do regime racista do apartheid, vigente entre 1948 e 1993. A causa emociona Joel, que lamenta os recentes episódios de racismo no futebol.
Na semana passada o zagueiro brasileiro Paulão, do Bétis, viu a sua própria torcida imitar um macaco e fazer gestos obscenos quando deixava o campo após a expulsão pelo Campeonato Espanhol, contra o Sevilla. O zagueiro chorou à beira do campo.

- Eu soube que há 10 dias atrás, na Europa, pegaram um jogador brasileiro com racismo. Até onde vai isso? - indagou Joel Santana.

Atualmente Joel Santana aguarda uma resposta da Federação Angolana de Futebol para saber se comandará a seleção do país. O prazo para uma definição é de 15 dias, e se não houver o acordo o técnico ficará disponível no mercado.

Lembra Dele? Aldo vê Flu só com 1% de chance de escapar da B: 'Mas dá'

Campeão brasileiro em 1984 com Branco e Ricardo Gomes, ex-lateral, hoje técnico no Amapá, treina sub-17 do Santos-AP e critica jogadores do Tricolor

Por Macapá-AP
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Na esquina da Rua Leopoldo Machado com Avenida Diógenes Silva, no bairro Trem, Zona Sul de Macapá, quase todos os fins de semana é possível encontrar com um ex-campeão brasileiro. Aos 50 anos, o amapaense Aldo do Espírito Santo, ou simplesmente Aldo como ficou mais conhecido, tem o local como um de seus preferidos. É lá que o ex-lateral-direito, com o nome na história do Fluminense após a conquista do segundo título brasileiro do Tricolor das Laranjeiras, em 1984, reforça a torcida pela permanência da equipe na Série A do Campeonato Brasileiro, embora admita: a situação é bastante complicada, sobretudo pelo fato de o clube depender de outros resultados.
- Acho que o Fluminense vai ter muita dificuldade para permanecer na Primeira Divisão. Diria que tem apenas 1% de chance de escapar. Além de fazer a sua parte (vencer o Bahia), ainda vai ter que torcer por outros resultados. Quando você depende de terceiros, é complicado. Mesmo assim, com este 1% de chance, continuo acreditando e torcendo. Basta o time ter união, espírito de vitória, além do apoio total dos seus torcedores.
Ciente de que defendeu e honrou a camisa tricolor com a toda a dignidade durante a sua passagem pelo Flu, Aldo vê a atual situação como consequência de sucessão de erros.
- Muitos jogadores que estão lá só pensam em dinheiro, enquanto outros foram vendidos e o time ficou sem entrosamento. Isso sem falar na troca de técnicos e na contusão do Fred. A equipe desandou - ponderou.
Ex-jogador Aldo, campeão brasileiro pelo Fluminense em 1984, agora é técnico de time Sub-20 no Amapá (Foto: Gabriel Penha/GE-AP)Perfil do jogador em publicação histórica do Flu
(Foto: Gabriel Penha/GE-AP)
Em seu auge, Aldo era um jogador que dificilmente errava um cruzamento. Hoje, o ex-atleta determinado deu lugar a um senhor gentil, de sorriso fácil e palavras comedidas. Dono de uma história de brilho no clube e ao mesmo tempo frustrante por não ter sido chamado para a Seleção, Aldo teve uma carreira meteórica, mas que marcou uma geração inteira no Tricolor carioca. Atualmente, o futebol continua fazendo parte de sua vida: ele é técnico do time Sub-17 do Santos-AP.
 O começo de tudo
Nascido no próprio bairro Trem, Aldo começou a carreira aos 17 anos no clube União. Pouco tempo depois se transferiu para o Esporte Clube Macapá para ficar junto dos irmãos, que também jogavam no Azulino - entre eles, Bira, também campeão brasileiro pelo Internacional, em 1979.
- Foi uma época de dificuldades, quando o esporte ainda era amador. Para poder jogar tinha de pedir aos pais todo o material - relembrou.
Ex-jogador Aldo, campeão brasileiro pelo Fluminense em 1984, agora é técnico de time Sub-20 no Amapá (Foto: Gabriel Penha/GE-AP)Amapaense figura no livro que mostra as grandes conquistas do Tricolor carioca (Foto: Gabriel Penha/GE-AP)
O primeiro título foi o de campeão do Copão da Amazônia, em 1975, em Rondônia. Na final, ele começou a partida no banco de reservas, mas acabou fazendo o terceiro gol da vitória por 3 a 0 do Macapá sobre o Ferroviário. Dois anos depois foi para Belém, onde ficou um ano só fazendo testes no Paysandu até ser aprovado. Tanto esforço acabou dando resultado, já que foi bicampeão estadual  em 1980 e 1981 pelo 'Papão' da Curuzu.
Ser convidado para integrar um time de ponta como era o Fluminense era demais para um jogador do Amapá"
Aldo, sobre o convite para o Flu em 1982
Mas foi no ano seguinte, em 1982, que a carreira do jogador começou realmente a deslanchar justamente após uma derrota do Paysandu para o Fluminense por 4 a 1, no Maracanã. Apesar do resultado negativo, Aldo se destacou naquele jogo e acabou recebendo o convite para compor o elenco do Tricolor carioca.
- Eu tremi. Ser convidado para integrar um time de ponta como o Fluminense era demais para um jogador do Amapá. Confesso que fiquei muito nervoso, tinha aquela coisa de mudar para uma cidade grande, mas não podia desperdiçar a oportunidade - recordou.
Título brasileiro e sonho interrompido
Pouco depois de chegar ao clube, o Fluminense dispensou grande parte do elenco, mas o ex-lateral permaneceu e ajudou o clube a conquistar o tricampeonato estadual nos anos de 1983, 1984 e 1985, além de duas Taças Guanabara (1983 e 1985). Nesse período, ele também conquistou o maior título da carreira: o de campeão brasileiro em 1984. Aldo brilhou num time que tinha estrelas como Branco, Ricardo Gomes, Deley, Assis, Washington, Paulo Vítor e Romerito, além do técnico Carlos Alberto Parreira. Ao todo, foram 211 partidas pelo clube das Laranjeiras.
fluminense 1984 campeão (Foto: Agência Globo)Amapaense Aldo (1º em pé da esquerda para a direita) no Flu que ganhou Brasil em 84 (Foto: Agência Globo)
Em 1985, ele foi pré-convocado para a seleção brasileira que iria disputar a Copa do Mundo no ano seguinte no México. No entanto, uma fratura na perna direita tirou-lhe o sonho de vestir a camisa amarelinha.
- Tudo estava encaminhado, até mesmo o passaporte. Infelizmente, o sonho de defender a camisa do Brasil acabou com aquela lesão - emocionou-se Aldo ao falar sobre o assunto.
Após um ano parado, o jogador voltou aos gramados para atuar em clubes como Vitória e Sport. Coincidência ou não, Aldo encerrou a carreira no Paysandu em 1996, onde tudo começou. Hoje, mesmo quase 30 anos depois do título brasileiro, ainda é respeitado e homenageado pelo Fluminense.
- Sempre recebo passagens para ir ao Rio. O clube festeja seus ex-atletas. É muito bom saber que eu, um jogador do Amapá, estou entre os 100 melhores jogadores da história do clube - disse o ex-jogador.
Categorias de base
Para Aldo, um bom futebol depende do investimento nas categorias de base. Atual treinador do time sub-17 do Santos-AP, ele acredita que só investindo em novos talentos é possível fortalecer as competições locais, como o Campeonato Amapaense, e ascender para o cenário nacional.
Ex-jogador Aldo, campeão brasileiro pelo Fluminense em 1984, agora é técnico de time Sub-20 no Amapá (Foto: Jonhwene Silva/GE-AP)O técnico Aldo numa das partidas pelo estadual da categoria, em Macapá (Foto: Jonhwene Silva/GE-AP)
- O time que eu treino foi disputar a Copa Norte este ano (2013) e fizemos uma campanha memorável. Perdemos nos pênaltis nas quartas de final. Mesmo assim, o trabalho rendeu frutos, já que emprestamos jogadores para o Remo, do Pará. No caso do Amapá, falta os clubes criarem identidade, ter seu seus próprios CT´s - avaliou.
Tem que ser profissional, mostrar a importância de seu trabalho, mas com vida regrada, disciplina e responsabilidade"
Aldo, campeão brasileiro pelo Flu em 1984, sobre a postura do jogador profissional
Defensor da profissionalização do futebol no Amapá. Aldo afirmou que a falta de postura dos próprios atletas não incentiva os clubes a respeitarem os direitos dos jogadores.
-  Quando começarmos a valorizar nossos jogadores, a torcida voltará ao estádio. Jogador profissional não tem de jogar pelada, pois o torcedor não vai pagar para ver jogar o atleta que já viu na pelada. Tem que ser profissional, mostrar a importância de seu trabalho, mas com vida regrada, disciplina e responsabilidade - reiterou.
Nos treinos do Sub-17 do Santos, essa cobrança com a garotada fica evidente. Mal sabem os jovens que são privilegiados por serem treinados por um jogador que levou o nome do Amapá para o futebol nacional.

Rotina de troca de técnicos volta
a todo vapor no Brasileirão 2013

Apenas seis treinadores mantêm emprego do início ao fim do campeonato, deixando para trás tendência da última temporada, quando nove continuaram em seus cargos

Por Rio de Janeiro
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Marcelo Oliveira, técnico do Cruzeiro (Foto: Rafael Araújo / GloboEsporte.com)Marcelo Oliveira dirige o campeão Cruzeiro na atual temporada (Foto: Rafael Araújo / GloboEsporte.com)
O ano de 2012 marcou um recorde de nove técnicos mantidos no cargo na Série A do Brasileirão do começo ao fim da disputa, tendência esta que não se confirmou na atual edição da competição nacional. Foram 14 os clubes que optaram por não seguir trabalhos iniciados na primeira rodada do campeonato ou mesmo antes. E essa é justamente a média de equipes que decidem pela mudança, desde 2006 até hoje com a fórmula de pontos corridos e 20 times.

Dos seis que mantiveram o emprego, um já sabe que não fica: Tite, do Corinthians. Oswaldo de Oliveira, do Botafogo, vem sendo especulado como novo treinador do Santos. Às vésperas da disputa do Mundial de Clubes da Fifa, Cuca estendeu seu compromisso com o Atlético-MG até o fim de 2014; Marcelo Oliveira renovou contrato com o Cruzeiro; enquanto Enderson Moreira, do Goiás, e Cristóvão Borges, do Bahia, ainda negociam a permanência com suas respectivas diretorias. Destes, se nem todos foram brilhantes como a campeã Raposa, nenhum vai ser rebaixado para a Série B.
dança dos técnicos da Série A numerologos (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)Confira acima todas as mudanças de técnicos no Brasileirão Série A em 2013 (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)




01
Mudanças: o que deu certo e o que deu errado

Só não dá para dizer que trocar de técnico é mau negócio. Afinal, Grêmio e Atlético-PR mudaram e se deram bem. No Tricolor, Luxemburgo dirigiu o time em cinco rodadas, com aproveitamento de 53,3%. Com Renato Gaúcho à beira do campo, esse percentual subiu para 58,3% e a vaga na Taça Libertadores 2014 foi assegurada. Os números do Furacão são ainda mais significativos. Ricardo Drubscky deixou a equipe na zona de rebaixamento após seis jogos e 33,3% dos pontos conquistados. Após mais uma derrota com o interino Alberto Valentim, Vagner Mancini assumiu o posto na oitava rodada para colocar a equipe rubro-negra nas cabeças graças a um impressionante aproveitamento de 61,1% desde que assumiu o cargo. Os paranaenses ainda não se garantiram na competição sul-americana, mas só dependem do próprio resultado para alcançar a meta.
Vanderlei Luxemburgo Corinthians e  Fluminense (Foto: José Patrício / Agência estado)Luxemburgo teve dificuldades comandando Grêmio e Fluminense (Foto: José Patrício / Agência estado)
Luxa, por sinal, além de decepcionar no Grêmio, também teve passagem frustrante pelo Fluminense com aproveitamento de 37,5%, o que colocou o Tricolor como sério candidato ao rebaixamento. O substituto dele, Dorival Júnior, pode se envolver na queda de dois clubes cariocas. Ele dirigiu o Vasco por 25 rodadas com um aproveitamento ruim, de 33,3%, que manteve o Cruz-Maltino como integrante constante do Z-4 em 2013. O treinador chegou ao Flu para comandar a equipe por cinco jogos e conquistou 58,3% dos pontos disputados em quatro partidas, o que nem seria tão mau se o Tricolor não estivesse desesperado.

Quem mais usou e abusou do troca-troca foi justamente o lanterna Náutico, que foi dirigido por cinco técnicos diferentes até se conformar com o descenso. Silas, Zé Teodoro, Jorginho, Levi Gomes e Marcelo Martelotte se alternaram sem conseguir fazer o Timbu render o suficiente para se manter na elite. Coritiba, Criciúma, Flamengo, Fluminense, Ponte Preta, São Paulo e Vasco tiveram três comandantes. No geral, foram 24 mudanças de comando, quatro a mais que 2012, mas seguindo a média desde 2006.
iNFO - vai e vem dos técnicos (Foto: Editoria de Arte)Tabela mostra total das trocas de treinador ano a ano no Campeonato Brasileiro de pontos corridos (Foto: Editoria de Arte)







02
Série B: só três técnicos do início ao fim

Como é de praxe, as trocas de técnico na Série B foram muito mais intensas. No total, 35 passagens de bastão entre os "professores" movimentaram a Segundona. Apenas três equipes mantiveram os técnicos desde o início: o campeão Palmeiras de Gilson Kleina, o vice Chapecoense de Gilmar Dal Pozzo, e o Paraná de Dado Cavalcanti, que integrou o G-4 durante boa parte do campeonato, mas caiu de rendimento na reta final e perdeu a chance de retornar à Primeira Divisão. Sport e Figueirense, que também subiram, fizeram apenas uma troca.

Os times que caíram para a Série C mexeram bastante, especialmente o Paysandu, recordista no quesito. O trabalho começou com Lecheva, seguiu com Givanildo Oliveira, depois com Arturzinho e Vagner Benazzi, e na última rodada foi a vez do interino Rogerinho tentar em vão promover um milagre, mas já era tarde demais. Outro rebaixado, o Guaratinguetá, após passagem de três treinadores, inovou com um revezamento de interinos, culminando com a queda para a Terceirona. Fechando os integrantes do Z-4 final, o ASA mudou três vezes, e o São Caetano, duas.
dança dos técnicos da Série B numerologos (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)Veja também que técnicos entraram e saíram dos clubes ao longo da Série B (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)

Carleto repórter, Luis Fabiano câmera e Muricy corneteiro: churrasco no CT

Lateral-esquerdo muda de função por alguns minutos e 'pressiona' entrevistados, enquanto o camisa 9 registra todas as imagens do companheiro

Por São Paulo
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O São Paulo realizou nesta quinta-feira seu tradicional churrasco com os repórteres que cobrem o dia a dia do clube, confraternização que marca o fim das atividades no clube em 2013. O lateral-esquerdo Thiago Carleto, recuperando-se de lesão, e o atacante Luis Fabiano foram os destaques do almoço.

Pouco antes de a bola rolar no duelo entre Imprensa x Comissão Técnica do Tricolor, Luis Fabiano pegou a câmera do GloboEsporte.com e avisou:

- Hoje eu filmo!

Acompanhado do lateral-esquerdo, os dois deram uma volta à beira do gramado e fizeram algumas entrevistas, às quais você pode assistir no vídeo acima. Muricy Ramalho, Antônio Carlos, o vice-presidente de futebol João Paulo de Jesus Lopes. Todos passaram pelo microfone do bem informado repórter Thiago Carleto.

O treinador são-paulino, à beira do gramado dirigindo o time da comissão técnica, também mostrou bom humor durante o amistoso e soltou o seu tradicional bordão algumas vezes:
- Aqui é trabalho, meu filho!

No final, o time da casa, da comissão técnica, venceu a equipe dos jornalistas por 6 a 2. O auxiliar-técnico Milton Cruz deixou a sua marca em um golaço de falta (no vídeo acima).

- Com esse, passei a marca de três mil gols na carreira - finalizou.
Mosaico São Paulo repórteres (Foto: Sergio Gandolphi)

Brasil tem 62,5% de chances de pegar pedreira já na 1ª fase, diz matemático

Antes de sorteio, Tristão Garcia simula combinações e avalia ainda que a possibilidade de a seleção de Felipão cair em um 'supergrupo da morte' é de 6,95%

Por Rio de Janeiro
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Antes das bolinhas, a calculadora. Na frieza dos números, pode-se afirmar que a Seleção tem chances consideráveis de enfrentar um adversário de peso logo na primeira fase do Mundial. No mais, vai depender da sorte que Neymar e companhia terão nesta sexta-feira, no Sorteio Final da Copa do Mundo de 2014. E, segundo o matemático Tristão Garcia, a probabilidade de o Brasil ter pedreira pela frente já na primeira fase, seja um campeão mundial (Itália, França e Inglaterra) ou então Holanda e Portugal, rivais tradicionalmente incômodos, é de 62,5%, enquanto há 37,5% de chances de não cruzar com o caminho de nenhum adversário de peso logo de cara.
Existe ainda a possibilidade de a seleção brasileira cair em um “supergrupo da morte”, com dois desses rivais de peso na mesma chave. Nesse caso, a matemática seria bem mais generosa com Felipão, e esse número cairia para 6,95%. Essa é a chance de o Brasil dividir o grupo, por exemplo, com Holanda e Itália. Já a probabilidade de enfrentar apenas uma pedreira antes das oitavas é de 55,55%.
Possíveis cenários de grupos da morte no sorteio da Copa (Foto: Infoesporte)
O cálculo pode ser feito também sem Holanda e Portugal. Nesse caso, a chance de o Brasil cair em um “supergrupo da morte” com três campeões mundiais diminui para 2,08%. As estatísticas mostram ainda que a possibilidade de a equipe de Felipão encarar apenas uma equipe do trio formado por França, Itália ou Inglaterra na primeira fase é de 37,5%.
- Existe uma chance muito considerável de o Brasil enfrentar, ao menos, um campeão mundial. O mais provável é que o Brasil não caia com um campeão, mas esse valor de 37,5% (número que representa apenas um campeão mundial na chave do Brasil) significa mais de um terço, o que é uma probabilidade muito importante - disse o matemático, que disse que a chance de não haver nenhum campeão mundial no grupo do Brasil é de 60,42%.
O matemático simulou também a possibilidade de haver um “supergrupo da morte” com três campeões mundiais, independentemente da presença do Brasil: 6,25%. Já a probabilidade de uma chave que tenha duas nações que já levaram o caneco para casa é de 36,45%, enquanto a chance de haver um grupo sem campeões mundiais é de 15,63% (essa possibilidade acontece apenas nas chaves em que Colômbia, Suíça e Bélgica são cabeças de chave).
info potes sorteio copa (Foto: arte esporte)
O processo do sorteio
Na terça-feira, a Fifa explicou como vai funcionar o sorteio na Costa do Sauípe, na Bahia (veja aqui mais detalhes). Com novidades, até o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, reconheceu que demorou a entender os critérios. A principal mudança é que o Pote 4 terá nove seleções da Europa (incluindo as campeões mundiais Itália, França e Inglaterra) -, mas uma dessas equipes do Velho Continente será sorteada logo no início do evento para compor o Pote 2, que aparece inicialmente com sete equipes (Argélia, Camarões, Costa do Marfim, Gana, Nigéria, Chile e Equador).
Em seguida, Valcke vai selecionar as bolinhas do Pote 1, determinando qual cabeça de chave estará em cada grupo. Depois, uma novidade: como a seleção europeia, que foi sorteada no início, só poderá fazer parte de um grupo com cabeça de chave sul-americano, Brasil, Uruguai, Argentina e Colômbia serão alocadas em um "Pote X". Nele, haverá um sorteio para definir em qual chave a primeira equipe sorteada cairá.
- O momento mais importante será o primeiro sorteio. Se não sortear um campeão mundial no primeiro ato, os grupos terão no máximo dois campeões mundiais cada um. Com um sorteio absolutamente limpo, teria 33,33% de chances de sair um campeão mundial europeu. Depois, 25% de chances de cair em cima do Brasil - explicou Tristão.
Sorteio Copa do Mundo Costa do Sauípe (Foto: EFE)Sorteio Final da Copa do Mundo da Fifa acontecerá nesta sexta-feira na Costa do Sauípe (Foto: EFE)

Com a definição do grupo da primeira seleção europeia, o sorteio terá sequência e todas as seleções do Pote 2 serão sorteadas para conhecerem os seus grupos. Em seguida, os Potes 3 e 4 terão as suas chaves definidas para a Copa de 2014. 
O sorteio da Copa do Mundo terá as participações de ex-jogadores como Zidane (França), Cafu (Brasil), Ghigggia (Uruguai), Cannavaro (Itália), Kempes (Argentina), Geoff Hurst (Inglaterra), Matthäus (Alemanha) e Hierro (Espanha). As atrações musicais ficarão por conta do Rapper Emicida, Alcione, Margareth Menezes, Olodum, Alexandre Pires, entre outros.
O Sorteio Final da Copa do Mundo da Fifa será transmitido ao vivo pela TV Globo. O GloboEsporte.com também vai acompanhar a festa em Tempo Real.

Do rúgbi ao boxe, as relações de Nelson Mandela com o esporte

Ex-presidente da África do Sul praticava a nobre arte na adolescência. Na década de 90, ele ficou marcado por história relacionada à seleção nacional, os Springboks

Por Rio de Janeiro
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francois pienaar nelson mandela 1995 (Foto: Getty Images)Mandela aperta mão de François Pienaar, em 1995 (Foto: Getty Images)
Ex-presidente da África do Sul, dono de um Prêmio Nobel da Paz e um dos homens mais respeitados do planeta, Nelson Mandela morreu aos 95 anos em Pretória, como anunciou o presidente do país, Jacob Zuma, nesta quinta-feira, após ser internado quatro vezes no hospital desde dezembro (saiba mais no G1). A relação de Mandela com o esporte era bastante estreita e muito do legado que deixou para o povo passa por ele.
- O esporte tem o poder de mudar o mundo. Tem o poder de inspirar, tem o poder de unir as pessoas de uma forma que poucas outras coisas conseguem. Ele fala aos jovens em uma linguagem que eles compreendem - relatou Mandela ao receber o Prêmio Laureus inaugural pelas realizações ao longo da vida, no meio de 2000.
Um dos episódios mais marcantes de sua vida pública, por exemplo, teve relação com a seleção nacional de rúgbi, os Springboks (nome vindo de uma espécie de antílope da fauna local), esporte que Madiba, como era carinhosamente chamado pelo povo, nunca praticou. Ele mal entendia as regras, segundo o "USA Today Sports". Em 1994, após deixar a vida no cárcere, onde ficou 27 anos, Mandela percebeu que uma maneira de reduzir as diferenças ainda remanescentes do extinto Apartheid, regime racista que ficou vigente de 1948 a 1993, era usar o esporte, fazendo com que os brancos e os negros sul-africanos se unissem em uma só torcida. A distinção, contudo, era muito marcante, e ele precisou lutar muito.

Os brancos jogavam rúgbi, enquanto os negros, futebol. Há registros de que o próprio Mandela, quando jovem, era um dos opositores dos Springboks. Mas assim que conseguiu o cargo de presidente eleito pelo voto universal no país, o ex-mandatário conseguiu que a África do Sul alcançasse o direito de sediar a Copa do Mundo de rúgbi do ano seguinte. Além disso, Madiba apoiou o time, fato que incomodava tanto brancos quanto negros no início, que acabou vencendo a competição em casa sobre a Nova Zelândia. O episódio culminou no filme "Invictus", estrelado pelos atores Morgan Freeman, que interpretou Mandela, e Matt Damon, que fez o capitão dos Springboks, François Pienaar, crucial na ocasião por ter incorporado as ideias de Madiba.
Entre os anos 1990 e 2000, Madiba ajudou na organização e deu nome a torneios de rúgbi como o Nelson Mandela Challenge Plate, desafio anual entre África do Sul e Austrália, e o Nelson Mandela Challenge, jogo de futebol disputado uma vez por ano entre seu país e um adversário internacional. A renda desses desafios era revertida para sua fundação, que auxilia crianças carentes e portadoras do vírus HIV.
Mandela luva Mohamed Ali boxe (Foto: Reuters)Mandela ganhou luva autografada por Layla Ali, filha do ex-pugilista Muhammad Ali, e está em um museu (Foto: Reuters)

Esporte mais popular entre os negros, o futebol também foi importante na integração da África do Sul. A Copa Africana de Nações de 1996, vencida pelos Bafana Bafana, como é chamada a seleção sul-africana, é um dos marcos no processo. O país não tinha sido escolhido como sede do torneio, mas tomou o lugar do Quênia após a desistência por problemas econômicos. Três estádios utilizados na Copa do Mundo de Rúgbi de 1995 foram utilizados, além do Soccer City, que era um símbolo do futebol em Soweto.
01
Boxe como válvula de escape para a tensão
Muito antes da vida política e do episódio com os Springboks, contudo, Nelson Mandela já lutava dia após dia. Ainda jovem, iniciou a prática de boxe de forma amadora em sua universidade. O Madiba manteve os treinamentos mesmo no período em que esteve preso. Segundo a imprensa sul-africana, Mandela gostava do boxe por achar o esporte muito democrático.
Mandela Boxe 1952 (Foto: Getty Images)Mandela com uniforme em 1952 (Foto: Getty Images)
- Boxe é igualitário. No ringue, idade, cor e riqueza são irrelevantes. Quando você está circulando com seu adversário, sondando seus pontos fortes e fracos, não pensa em seu status social ou sua cor. Meu interesse principal estava no treinamento, eu encontrei um exercício rigoroso para ser uma excelente válvula de escape para a tensão e estresse - escreveu Mandela, em sua autobiografia.
- Eu não gostava da violência do boxe tanto quanto a ciência disso. Era uma forma de me perder em algo que não era a batalha.

Nelson Mandela tinha 1,94m de altura e sempre foi bastante magro. Por isso, costumava dizer que seria melhor no atletismo do que em esportes de luta. Mesmo assim, continuou praticando a modalidade mesmo quando já participava ativamente dos movimentos antiapartheid. Além de ter uma relação com o rúgbi e o boxe, só depois que ele foi libertado da prisão, o país voltou a disputar as Olimpíadas e entrou nas Copas do Mundo de futebol.
02
Mandela e as olimpíadas
A Cidade do Cabo se candidatou a sede dos Jogos Olímpicos de 2004. Ficou em terceiro lugar na votação do Comitê Olímpico Internacional, atrás de Roma e da vencedora Atenas. Mas os sul-africanos não ficaram de fora da festa. Mandela carregou a tocha olímpica em Robben Island, local onde foi mantido prisioneiro entre 1962 e 1990.
- Estive preso aqui por muito tempo e eu me identifico muito com a Robben Island. Estou muito feliz e honrado pela honra de carregar a Tocha Olímpica  aqui - disse Mandela, na ocasião.

Em comunicado, o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, disse que o sul-africano "era um verdadeiro estadista. Um inesquecível homem que entendeu que o esporte poderia construir pontes, derrubar muros e revelar nossa habitual humanidade".
Mandela Tocha 2004 (Foto: Getty Images)Nelson Mandela com a Tocha Olímpica em 2004 (Foto: Getty Images)

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Rotina de troca de técnicos volta
a todo vapor no Brasileirão 2013

Apenas seis treinadores mantêm emprego do início ao fim do campeonato, deixando para trás tendência da última temporada, quando nove continuaram em seus cargos

Por Rio de Janeiro
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Marcelo Oliveira, técnico do Cruzeiro (Foto: Rafael Araújo / GloboEsporte.com)Marcelo Oliveira dirige o campeão Cruzeiro na atual temporada (Foto: Rafael Araújo / GloboEsporte.com)
O ano de 2012 marcou um recorde de nove técnicos mantidos no cargo na Série A do Brasileirão do começo ao fim da disputa, tendência esta que não se confirmou na atual edição da competição nacional. Foram 14 os clubes que optaram por não seguir trabalhos iniciados na primeira rodada do campeonato ou mesmo antes. E essa é justamente a média de equipes que decidem pela mudança, desde 2006 até hoje com a fórmula de pontos corridos e 20 times.

Dos seis que mantiveram o emprego, um já sabe que não fica: Tite, do Corinthians. Oswaldo de Oliveira, do Botafogo, vem sendo especulado como novo treinador do Santos. Às vésperas da disputa do Mundial de Clubes da Fifa, Cuca estendeu seu compromisso com o Atlético-MG até o fim de 2014; Marcelo Oliveira renovou contrato com o Cruzeiro; enquanto Enderson Moreira, do Goiás, e Cristóvão Borges, do Bahia, ainda negociam a permanência com suas respectivas diretorias. Destes, se nem todos foram brilhantes como a campeã Raposa, nenhum vai ser rebaixado para a Série B.
dança dos técnicos da Série A numerologos (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)Confira acima todas as mudanças de técnicos no Brasileirão Série A em 2013 (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)




01
Mudanças: o que deu certo e o que deu errado

Só não dá para dizer que trocar de técnico é mau negócio. Afinal, Grêmio e Atlético-PR mudaram e se deram bem. No Tricolor, Luxemburgo dirigiu o time em cinco rodadas, com aproveitamento de 53,3%. Com Renato Gaúcho à beira do campo, esse percentual subiu para 58,3% e a vaga na Taça Libertadores 2014 foi assegurada. Os números do Furacão são ainda mais significativos. Ricardo Drubscky deixou a equipe na zona de rebaixamento após seis jogos e 33,3% dos pontos conquistados. Após mais uma derrota com o interino Alberto Valentim, Vagner Mancini assumiu o posto na oitava rodada para colocar a equipe rubro-negra nas cabeças graças a um impressionante aproveitamento de 61,1% desde que assumiu o cargo. Os paranaenses ainda não se garantiram na competição sul-americana, mas só dependem do próprio resultado para alcançar a meta.
Vanderlei Luxemburgo Corinthians e  Fluminense (Foto: José Patrício / Agência estado)Luxemburgo teve dificuldades comandando Grêmio e Fluminense (Foto: José Patrício / Agência estado)
Luxa, por sinal, além de decepcionar no Grêmio, também teve passagem frustrante pelo Fluminense com aproveitamento de 37,5%, o que colocou o Tricolor como sério candidato ao rebaixamento. O substituto dele, Dorival Júnior, pode se envolver na queda de dois clubes cariocas. Ele dirigiu o Vasco por 25 rodadas com um aproveitamento ruim, de 33,3%, que manteve o Cruz-Maltino como integrante constante do Z-4 em 2013. O treinador chegou ao Flu para comandar a equipe por cinco jogos e conquistou 58,3% dos pontos disputados em quatro partidas, o que nem seria tão mau se o Tricolor não estivesse desesperado.

Quem mais usou e abusou do troca-troca foi justamente o lanterna Náutico, que foi dirigido por cinco técnicos diferentes até se conformar com o descenso. Silas, Zé Teodoro, Jorginho, Levi Gomes e Marcelo Martelotte se alternaram sem conseguir fazer o Timbu render o suficiente para se manter na elite. Coritiba, Criciúma, Flamengo, Fluminense, Ponte Preta, São Paulo e Vasco tiveram três comandantes. No geral, foram 24 mudanças de comando, quatro a mais que 2012, mas seguindo a média desde 2006.
iNFO - vai e vem dos técnicos (Foto: Editoria de Arte)Tabela mostra total das trocas de treinador ano a ano no Campeonato Brasileiro de pontos corridos (Foto: Editoria de Arte)







02
Série B: só três técnicos do início ao fim

Como é de praxe, as trocas de técnico na Série B foram muito mais intensas. No total, 35 passagens de bastão entre os "professores" movimentaram a Segundona. Apenas três equipes mantiveram os técnicos desde o início: o campeão Palmeiras de Gilson Kleina, o vice Chapecoense de Gilmar Dal Pozzo, e o Paraná de Dado Cavalcanti, que integrou o G-4 durante boa parte do campeonato, mas caiu de rendimento na reta final e perdeu a chance de retornar à Primeira Divisão. Sport e Figueirense, que também subiram, fizeram apenas uma troca.

Os times que caíram para a Série C mexeram bastante, especialmente o Paysandu, recordista no quesito. O trabalho começou com Lecheva, seguiu com Givanildo Oliveira, depois com Arturzinho e Vagner Benazzi, e na última rodada foi a vez do interino Rogerinho tentar em vão promover um milagre, mas já era tarde demais. Outro rebaixado, o Guaratinguetá, após passagem de três treinadores, inovou com um revezamento de interinos, culminando com a queda para a Terceirona. Fechando os integrantes do Z-4 final, o ASA mudou três vezes, e o São Caetano, duas.
dança dos técnicos da Série B numerologos (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)Veja também que técnicos entraram e saíram dos clubes ao longo da Série B (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)
Ponte falha, mas arranca empate com o Lanús e mantém final aberta
Macaca leva gol de falta após desatenção, mas responde na mesma moeda com Fellipe Bastos e confirma 1 a 1. Na quarta, equipes decidem o título
 
 
A CRÔNICA
por Murilo Borges
Falta boba na intermediária. O batedor ajeita a bola. Com carinho, coloca no ângulo e deixa o goleiro imóvel no centro da meta. Gol, que define o clima do estádio. A mesma jogada que fez o pontepretano roer as unhas causou o grito de gol mais espontâneo de toda a campanha na Copa Sul-Americana. Ponte Preta e Lanús fizeram uma típica final entre brasileiros e argentinos: muitas faltas, catimba, empurrões e técnica, que sobrou nos pés de Goltz e Fellipe Bastos. Como um joga para cada time, a primeira metade da decisão acabou empatada em 1 a 1 nesta quarta-feira à noite, no Pacaembu abarrotado com quase 30 mil fanáticos alvinegros. A disputa pelo título se estende até a próxima quarta, em La Fortaleza, na província de Buenos Aires. Lá, Ponte e Lanús disputam de fato o troféu sem a vantagem dos gols fora. Qualquer empate leva o jogo para os pênaltis. Vitória confirma o título.
Fellipe Bastos comemora, Ponte Preta x Lanús (Foto: Marcos Ribolli)Fellipe Bastos recebe os cumprimentos dos companheiros: volante é peça decisiva (Foto: Marcos Ribolli)
Se depender do desempenho desta noite, a Macaca pode ir à Argentina confiante no primeiro título de sua história de 113 anos. O time dominou o primeiro tempo, criou várias oportunidades e falhou duas vezes. Em uma, Santiago Silva ajudou ao perder gol feito. Na outra, Goltz acertou uma bela cobrança de falta para abrir o marcador. O golpe, porém, não foi fatal. A Ponte é guerreira, como a torcida que mais uma vez pegou estrada para liderar o time fora de campo. Porque, no gramado, quem manda é Fellipe Bastos.
O camisa 15 foi dono da Ponte nos dois tempos. Teve a melhor chance na primeira etapa, mas parou em defesa segura de Marchesin. Nos 45 minutos finais, acertou um belo chute em cobrança de falta, no canto direito do camisa 1 argentino. Quase repetiu a dose pouco depois, ao acertar o travessão. Mostrou que está com o pé calibrado e pronto para decidir, como fez contra o Deportivo Pasto nas oitavas de final.
O próximo capítulo da rivalidade será na quarta-feira. A Ponte Preta, já rebaixada no Brasileirão, cumpre tabela com o Internacional em Caxias do Sul, no próximo domingo. Os titulares folgam para pensar exclusivamente na partida em La Fortaleza, no distrito de Lanús. A cabeça está boa. O empate, apesar de não satisfazer nenhum torcedor nesta noite, dá à Macaca o direito de esperar o Lanús, que, em casa, terá que partir para o ataque pois precisa da vitória. Aí, entra a principal característica da equipe. Se contra-atacar como normalmente faz e fez, a taçafica mais próxima.
Ponte Preta x Lanús (Foto: Marcos Ribolli)Goltz vai festejar gol com a torcida: empate na Argentina leva decisão aos pênaltis (Foto: Marcos Ribolli)
Ponte dita o ritmo, cria e toma susto
Como clube, o Lanús sabe bem o que é uma final. Venceu Copa Conmebol, faturou Campeonatos Argentinos das três divisões e já esteve em outras decisões. Mas, nesta quarta, quem pareceu expert no assunto foi a Ponte Preta. Empurrada por cerca de 30 mil torcedores no Pacaembu, a Macaca partiu organizadamente para cima desde o começo. Mordeu a saída de bola dos três zagueiros, anulou o meio-campo e as laterais do adversário e criou chances em contra-ataques. Faltou só o detalhe principal.
Ponte Preta x Lanus (Foto: Marcos Ribolli)Jogo truncado por cima e por baixo: cara de final
entre brasileiros e argentinos(Foto: Marcos Ribolli)
E não foi por falta de oportunidades. Fernando Bob chutou a primeira com seis minutos, mas mandou por cima. Uendel avançou pela esquerda e arriscou cruzamento fechado, que assustou o goleiro argentino. Elias experimentou de longe e parou no peito de Marchesin. A Ponte, como não fez nas outras fases, teve que atacar. A melhor chance, porém, saiu de um contragolpe. Fellipe Bastos roubou na intermediária, avançou até a área e encheu a canhota. O goleiro espalmou, para desespero da macacada.
Se o ritmo pontepretano era frenético, o argentino estava mais para o cuidadoso. Como todos os hermanos que chegam ao Brasil para uma partida decisiva, o Lanús só passou do meio-campo "na boa". Esperou um erro da Macaca para se soltar. Foi assim no cruzamento de Velázquez, que quase surpreendeu Roberto. E no inacreditável gol perdido por Santiago Silva, no último minuto de bola rolando. "El Tanque", livre na pequena área e com o gol aberto, bateu de forma displicente na bola e mandou para fora. O cuidado que sobrou ao time faltou ao centroavante. Sorte da Ponte. De campeã?
Ponte Preta x Lanús (Foto: Marcos Ribolli)Torcida da Ponte compareceu em peso ao estádio
nesta quarta, em São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)
Faltas precisas garantem 1 a 1
A Ponte voltou para o segundo tempo com uma ordem clara de Jorginho: apertar a marcação no campo de ataque. A ordem não foi muito bem assimilada. Ao contrário do primeiro tempo, a equipe brasileira deu mais espaços aos argentinos, que, aos poucos, começaram a se arriscar. A tática ainda era a mesma: esperar pelo erro da Macaca. Foi bem o que aconteceu.
Após chutão para frente, Santiago Silva – o mesmo que perdeu aquela chance incrível – foi agarrado por Diego Sacoman. Falta. Jorginho, do banco, pressentiu o pior. Goltz ajeitou na intermediária, tirou a bola do alcance da barreira e também de Roberto. O chute entra na gaveta e cala o Pacaembu por alguns minutos. Logo, os alvinegros pensam: não é possível que o filme de todos aqueles vices se repetirá novamente?
Nesta primeira metade da decisão, sim. A Ponte sentiu o gol de tal forma que passes simples viraram complexos, dribles básicos foram desperdiçados e chutes tinham a linha de fundo como único caminho. Jorginho tentou com Adaílton e Chiquinho e ganhou um time mais forte e veloz, mas com a mesma falta de precisão. Os dois tiveram chances de finalizar, mas sem perigo a Marchesin.
Até que surgiu Fellipe Bastos. Ele, que quase abriu o placar em contra-ataque no primeiro tempo, respondeu a Goltz da mesma moeda. Cobrança de falta perfeita por cima da barreira e goleiro imóvel no meio do gol. O empate recolocou a Ponte na partida. Bastos ainda teve a chance de virar: em nova cobrança, acertou o travessão. Mas o placar ficou nisso. Com precisão exata, brasileiros e argentinos mantém a igualdade por uma semana. Mas o pontepretano sabe que o empate está só no placar: no que puder disputar, a vantagem está com a Macaca. Pela torcida, pela garra, pela sorte. Para quem dominou Pasto, Vélez e São Paulo, o Lanús é uma etapa. Que, Justiça seja feita, será ultrapassada.
Fellipe Bastos comemora, Ponte Preta x Lanús (Foto: Marcos Ribolli)Fellipe Bastos teve a chance de marcar o segundo, mas parou no travessão (Foto: Marcos Ribolli)

De saída do Vasco, André posta foto na praia e diz: 'Vai bater saudade'

Atacante Willie e volante Sandro Silva, também afastados, já falaram em tom de despedida nesta quarta-feira em São Januário

Por Rio de Janeiro
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A passagem do atacante André pelo Vasco, oficialmente, se encerra no dia 31 de dezembro, quando termina o contrato de empréstimo do jogador com o clube de São Januário. Mas o fim da linha parece ter sido nesta quarta-feira. O atacante, artilheiro do time em 2013 - foram 12 gols em 27 jogos -, não apareceu no campo no treino desta manhã e está definitivamente afastado dos planos do técnico Adilson Batista. Ele esteve no clube e já falou em tom de despedida com os ainda companheiros de Vasco. Na conta do jogador no Instagram, uma foto na praia de Ipanema e mensagem: 'Vai deixar saudade'.
Mas não é só André que está fora do Vasco nessa última semana de competição do clube, em meio à luta contra o rebaixamento. Willie e Sandro Silva, que também estiveram em São Januário esta manhã, mas não subiram ao campo, também não fazem mais parte do elenco vascaíno. Outros dois que não foram relacionados pelo técnico Adilson Batista na semana passada, Francismar e Montoya, no entanto, voltaram a treinar normalmente na atividade desta manhã.
André praia jogador Vasco (Foto: Reprodução / Instagran)André posta foto na praia e diz que vai sentir saudade (Foto: Reprodução / Instagran)
André chegou ao Vasco cercado de expectativa para retomar seu bom início de carreira e também porque ia jogar no clube do coração de seu pai, o seu Lenilson. Fez gols e chegou a conquistar a torcida do Vasco, mas as constantes aparições em noitadas começou a causar incômodo em São Januário, principalmente quando o time ia descendo a ladeira. Chamado a atenção ainda na época de Dorival Júnior pelo diretor de futebol Ricardo Gomes e pelo vice de futebol Ercolino de Luca, o jogador passou para a reserva de Edmilson e depois também foi preterido por Thalles. Com Adilson, o jogador pouco apareceu, embora tenha feito um gol importante no empate contra o Santos por 2 a 2, no Maracanã.
Emprestado pelo Atlético-MG, André deve retornar ao Galo, que pode reemprestá-lo em 2014. Neste ano, o atacante atuou pelo Santos e pelo Vasco.

Grupo que elegeu Peter Siemsen cobra ação nos bastidores para que jogos de Vasco e Coritiba tenham ‘resultado esperado’

O gerente de futebol Marcelo Teixeira, técnico Dorival Junior, ex-jogador Marcão e o presidente Peter Siemsen assistem ao treino do Fluminense
O gerente de futebol Marcelo Teixeira, técnico Dorival Junior, ex-jogador Marcão e o presidente Peter Siemsen assistem ao treino do Fluminense Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo
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Principal grupo de apoio ao presidente Peter Siemsen, a Flusócio tem por hábito publicar em seu blog textos fazendo cobranças, elogios ou dando sugestões à cúpula tricolor. No mais recente deles, levanta uma bandeira para lá de polêmica. Segundo o grupo, nesta última rodada, dentre outras providências, cabe à diretoria “agir nos bastidores” para garantir que os outros jogos que interessam ao clube tenham o “resultado esperado”.
As partidas em questão são Atlético-PR x Vasco e São Paulo x Coritiba. Ao Fluminense, interessa que, nos dois jogos, os clubes mandantes saiam vitoriosos ao menos com um empate. Segundo o grupo político, eles são superiores aos seus rivais deste fim de semana. Confira o trecho da nota que contém esta declaração:
“Vasco e Coritiba têm jogos dificílimos e não é improvável que saiam sem a vitória, resultados que bastam para nós. Cabe à Diretoria agir nos bastidores para que a lógica faça com que esses jogos tenham os resultados esperados, já que Atlético-PR e São Paulo têm times claramente superiores à Vasco e Coritiba”.
Com a proximidade da reta final do Brasileiro, a prática da mala branca voltou a ser debatida ao longo dos últimos jogos. Perguntado na última segunda-feira se concorda com a artimanha, o diretor de futebol do clube, Rodrigo Caetano, despistou.
- É possível (a existência da mala branca). Normalmente acontece. Mas não vou ficar especulando quem vai mandar para quem, se o Bahia vai receber, se o Fluminense vai mandar. Os resultados que nos interessam só vão ter significado se fizermos a nossa parte. Se o Fluminense vencer o Bahia, que vai ser muito difícil, mas não é impossível, nem improvável, nós vamos depender de uma vitória dos nossos concorrentes. Não adianta fazer elações. Nesse momento o Atlético-PR tem interesse no jogo e o São Paulo tem interesse de manter a tradição de grande clube que é. Da mesma forma que o Bahia vai jogar pelas suas tradições.
Abaixo, a íntegra da nota da Flusócio:
"Depender de outros resultados é ruim. Muito pior quando o que está em jogo é a permanência na Série A. Mas, infelizmente, por conta de uma série de fatores e pecados, é essa a situação que se apresenta ao Fluminense, um dos clubes mais vencedores da história recente do futebol brasileiro.
Ao time, não cabe ficar com calculadora na mão ou com a cabeça nos outros resultados. É obrigação lutar pela vitória com tanta ou mais disposição que a mostrada no último sábado. Contra um Bahia já sem objetivos e sem a qualidade de um Atlético-MG ou Santos, é improvável que não consigamos os 3 pontos se realmente entrarmos em campo com disposição para tal.
Vasco e Coritiba têm jogos dificílimos e não é improvável que saiam sem a vitória, resultados que bastam para nós.
Cabe à Diretoria agir nos bastidores para que a lógica faça com que esses jogos tenham os resultados esperados, já que Atlético-PR e São Paulo têm times claramente superiores à Vasco e Coritiba.
A situação hoje lembra a que vivemos em 2011, na última rodada da primeira fase da Libertadores. Naquela noite, Buenos Aires presenciou o verdadeiro time de guerreiros. Um time que entrou em campo voando em busca do resultado e honrou a camisa. Uma atuação que, ainda que o resultado de Nacional-URU e América-MEX não fosse o único que nos interessava, deixaria a torcida orgulhosa.
É esse o espírito que queremos ver. Um dos grandes heróis daquela noite em Buenos Aires estará em campo e poderá dar o seu depoimento. Gum! Justo ele que tem sido um gigante e se superado nesse momento de desespero. Mesmo numa fase não tão boa tecnicamente, Gum vem se superando na raça de uma forma contagiante. Que ele consiga passar esse espírito para os outros jogadores.
Vamos acreditar, jogadores! Nossa torcida quer ver luta! Em nome da honra, lutem até o fim!"

Leia mais: http://extra.globo.com/esporte/fluminense/grupo-que-elegeu-peter-siemsen-cobra-acao-nos-bastidores-para-que-jogos-de-vasco-coritiba-tenham-resultado-esperado-10970414.html#ixzz2mYtW2huB

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Kalil apela a Dilma para liberação da verba de Bernard: 'Presidente, socorro'

Com salários atrasados no Galo, dirigente diz que não terminará o seu mandato se a Fazenda continuar a bloquear o dinheiro: 'Faz uma semana que não durmo direito'

Por Belo Horizonte
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Alexandre Kalil presidente do Atlético-MG coletiva (Foto: Bruno Cantini / Site Oficial do Atlético-MG)Kalil com Rodolfo Gropen, diretor de planejamento (Foto: Bruno Cantini / Site Oficial do Atlético-MG)
A duas semanas da estreia do Atlético-MG no Mundial de Clubes, a competição intercontinental não é a única preocupação do presidente do clube, Alexandre Kalil. Em entrevista coletiva concedida na tarde desta quarta-feira na sede do Galo, em Belo Horizonte, Kalil desabafou contra o bloqueio da verba da venda de Bernard ao Shakhtar Donetsk, pedido pela Fazenda Nacional. Em tom de apelo, o dirigente pediu a ajuda até da presidente da República, Dilma Rousseff, para a liberação do dinheiro. Os salários do clube estão atrasados há um mês e meio, e a diretoria precisou recorrer a parceiros para pagar os últimos vencimentos que foram quitados.
- Faz exatamente uma semana que não durmo direito, estou preocupado. Preciso da torcida. Se o tratamento que nós estamos tendo continuar, eu não fecho o meu mandato (que vai até o fim de 2014). É pedir à nossa presidente que nos trate como mineira como ela é. Estamos pedindo socorro à nossa presidente, ao ministro Fernando Pimentel (do Desenvolvimento), que é poderoso no governo da Dilma. Presidente, socorro. Minas Gerais precisa ser olhada  - afirmou Kalil.
O presidente comparou a situação do Atlético-MG com a de outros clubes brasileiros que recebem verbas federais.
- Não estou pedindo patrocínio federal, como foi dado por Petrobras, Lubrax. Não quero isenção de PIS e Cofins nos estádios, como estão dando para Grêmio, Atlético-PR. Não quero que descontem nada dos impostos do Atlético. Eles que mandam. Só eles que podem nos ajudar. Não temos representatividade. A própria presidente disse que tomaria conta do Atlético, porque ela disse que era atleticana. Mas ela não precisa. Peço que converse com o Luiz Adams (advogado-geral da União), que vetou os dois acordos que fizemos com a Fazenda - desabafou.
Procuradoria da Fazenda aponta tributos não repassados aos cofres públicos
Procurada para comentar as declarações de Kalil, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) enviou nota através de sua assessoria de imprensa para explicar as causas do bloqueio da verba de Bernard.
- A PGFN informa que a questão está na esfera judicial, que boa parte da dívida do clube refere-se a tributos que foram descontados mas não repassados aos cofres públicos e que a penhora relativa à transação do jogador Bernard está mantida por recente decisão do TRF da 1ª região.
Não estou pedindo patrocínio federal, como foi dado por Petrobras, Lubrax. Não quero isenção de PIS e Cofins nos estádios, como estão dando para Grêmio, Atlético-PR. Não quero que descontem nada dos impostos do Atlético
Alexandre Kalil
Maior transferência da história do Atlético-MG, Bernard foi vendido por 25 milhões de euros (cerca de R$ 77 milhões) ao Shakhtar em agosto, logo depois da conquista da Libertadores. Porém, o montante da venda foi bloqueado pela Fazenda Nacional. São três processos distintos. O pedido negado é de apenas um deles. Além deste, de cerca de R$ 27,4 milhões, há um no valor de quase R$ 12 milhões e outro de R$ 4,5 milhões.

O clube teve pedido de desbloqueio negado pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da Primeira Região, em Brasília, em 4 de setembro. Para não ter o valor bloqueado, o Atlético-MG ofereceu, em garantia, um imóvel localizado na região da Pampulha que, segundo o clube, valeria em torno R$ 40 milhões. Mas, de acordo com o documento emitido pelo TRF, o imóvel foi avaliado por um oficial de Justiça em R$ 20 milhões.