quarta-feira, 16 de março de 2011

Mano visita CT do Timão, provável local de treinos do adeus de Ronaldo

Fenômeno vai jogar o amistoso contra a Romênia, no dia 7 de junho, no estádio do Pacaembu. Antes disso, Seleção pega a Holanda, em Goiânia

Por Leandro Canônico São Paulo
mano menezes tite corinthians (Foto: Agência Estado)Mano Menezes e Tite conversam no CT do Corinthians
(Foto: Agência Estado)
Em sua página no Twitter, o técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes, disse que esteve nesta terça-feira no CT do Corinthians, no Parque Ecológico do Tietê, para uma visita técnica. O local deve receber os treinamentos da Seleção para o amistoso do dia 7 de junho, contra a Romênia, no estádio do Pacaembu.
A partida marcará a despedida de Ronaldo da Seleção Brasileira. Maior artilheiro da história das Copas do Mundo, o Fenômeno anunciou a aposentadoria do futebol no último dia 14 de fevereiro. Em junho, porém, ele dará um tempo em sua vida de empresário para jogar pela última vez com a camisa verde e amarela.
Na visita ao CT do Corinthians, que ainda não estava pronto quando era treinador da equipe, Mano Menezes teve a companhia de Guilherme Ribeiro, responsável pela logística da CBF. De acordo com o relato do treinador da Seleção no Twitter, os dois viram de perto alguns detalhes para o período de treinamento no local.
Antes de desembarcar em São Paulo, porém, a Seleção Brasileira tem um compromisso contra a Holanda, no dia 4 de junho, no estádio Serra Dourada, em Goiânia. A ideia da comissão técnica é que Ronaldo participe da preparação para este jogo, mas só entre em campo mesmo contra a Romênia.
O próximo desafio da Seleção Brasileira será no dia 27 de março, contra a Escócia, em Londres. A equipe de Mano Menezes vem de derrotas para Argentina e França. As duas por 1 a 0. Em julho, na Argentina, o técnico terá seu primeiro compromisso oficial: a Copa América. A competição começa dia 1º e termina dia 24.

Tratamento evolui na Espanha, e Luis Fabiano já faz exercício na bicicleta

Atacante ainda não tem previsão de retorno para o Brasil e nem quando e onde será a sua apresentação oficial com a camisa do São Paulo

Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo
A apresentação de Luis Fabiano ainda nem está definida. O atacante, que se recupera de uma lesão na perna direita, ainda tem um longo tratamento pela frente. E, mesmo sem poder atuar no Campeonato Paulista, já que as inscrições foram encerradas, o camisa 9 do Tricolor não vê a hora de estar em campo. Por isso, está fazendo tratamento em dois períodos no Reffis montado em um hotel da cidade de Sevilla pelo fisioterapeuta Ricardo Sassaki, que foi mandado para a Espanha para cuidar do novo reforço do time do Morumbi.
Luis Fabiano na bicicleta ergométrica (Foto: Felipe Espíndola / Site oficial do São Paulo FC)Atacante segue sua recuperação na Espanha (Foto: Felipe Espíndola / Site oficial do São Paulo FC)
- Já falei outras vezes que se precisar eu faço fisioterapia o dia todo. Quem vai cansar
são os aparelhos, não eu – afirmou o jogador, esbanjando bom humor, em entrevista ao site oficial do clube do Morumbi.
Luis Fabiano na fisioterapia na maca (Foto: Felipe Espíndola / Site Oficial do São Paulo FC)Atacante são-paulino ainda não tem data de
apresentação (Foto: Felipe Espíndola / SPFC)
Na manhã desta terça-feira, o atacante realizou tratamento na maca colocada no seu quarto. À tarde, como as dores na perna diminuíram sensivelmente, o camisa 9 já pode descer para a academia do hotel para usar a bicicleta ergométrica.
Enquanto o atacante segue o tratamento na Espanha, os cartolas por aqui continuam planejando a apresentação do craque. Inicialmente, ela está agendada para o dia 30. O problema é que nesse dia toda a cúpula tricolor estará no Recife, já que o time enfrenta o Santa Cruz, pela segunda fase da Copa do Brasil. O local também ainda não está definido. Pode ser tanto no CT Laudo Natel, em Cotia, como ocorreu com o meia Rivaldo, como no estádio do Morumbi, com um evento aberto para os torcedores.

Em casa na Bolívia: Inter é recebido com festa em Cochabamba

Dezenas de colorados vão ao aeroporto e ao hotel para recepcionar delegação um dia antes do jogo contra o Jorge Wilstermann

Por Alexandre Alliatti Direto de Cochabamba, Bolívia
tinga Internacional desembarque (Foto: Alexandre Alliatti/Globoesporte.com)Colorados agarram Tinga: festa vermelha na Bolívia (Foto: Alexandre Alliatti/Globoesporte.com)
Teve torcedora chorando, teve amigo se abraçando de alegria, teve colorado pulando por ter conseguido uma foto ou um autógrafo. E tudo isso na Bolívia. Foi com muita festa a chegada do Inter a Cochabamba, a cidade onde o clube gaúcho duelará nesta quarta-feira com o Jorge Wilstermann pela Libertadores. O elenco vermelho rumou de Santa Cruz de la Sierra até Cochabamba na noite desta terça. Acabou surpreendido pela presença de dezenas de colorados.
A festa começou no aeroporto. Torcedores vestiram a camisa e foram até lá recepcionar os ídolos. A exemplo do que acontece em Santa Cruz de la Sierra, há muitos brasileiros na cidade estudando Medicina. É o caso dos amigos Bradly Cristian, Igor Gontillo e Ben Hur Cardoso, todos de Rondônia. Eles viraram torcedores do Inter por influência dos pais.
- Meu pai é gaúcho. Ele inclusive veio para cá só para ver o jogo. Já compramos ingressos – disse Bradly.
Quando o Inter chegou ao hotel, houve mais festa. Colorados se aglomeram para dar boas-vindas aos atletas. Até faixas foram disponibilizadas na entrada do hotel Portales, onde o elenco fica até a manhã de quinta-feira.
O voo de Santa Cruz de la Sierra até Cochabamba foi absolutamente tranquilo. Durou cerca de meia hora. O duelo com o Jorge Wilstermann é às 19h30m (de Brasília) desta quarta.

Pinheiros e Vôlei Futuro vencem e avançam aos playoffs da Superliga

Novamente titular, Giba comanda vitória da sua equipe sobre o Santo André por 3 sets a 0, fora de casa. Time de Araçatuba derrota o São Bernardo

Por GLOBOESPORTE.COM Santo André, SP
vôlei giba pinheiros (Foto: João Pires / Pinheiros SKY)Giba voltou a ser titular e teve uma boa atuação
(Foto: João Pires / Pinheiros SKY)
O Pinheiros garantiu sua classificação para os playoffs da Superliga Masculina na noite desta terça-feira. Com Giba como titular, o time derrotou o vice-lanterna Santo André por 3 sets a 0, parciais de 25/17, 25/17 e 25/21, pela penúltima rodada da competição.
Com o resultado, a equipe da capital paulista segue na sexta posição (com 15 vitórias e 12 derrotas) e não pode mais ser alcançado pelo nono colocado. O Santo André continua na penúltima posição, à frente apenas do São Caetano.
Depois de retornar às quadras na última rodada, Giba voltou a ser titular nesta terça. E o craque da seleção comandou o time na vitória, sendo o maior pontuador da partida, com 16 pontos (14 em ataques, um de bloqueio e um de saque). Maurício marcou mais 12 para o Pinheiros. Do lado do Santo André, Alemão fez 13 pontos.
Sétimo colocado, o Vôlei Futuro também conseguiu sua classificação nesta terça. Com 17 pontos de Leandro Vissotto, e 13 de Camejo, o time de Araçatuba derrotou o São Bernardo, for a de casa, por 3 sets a 0, parciais de 25/16, 25/22 e 25/22, e abriu dois pontos de vantagem para o nono colocado.
Resultados desta terça-feira pela Superliga Masculina:
Santo André 0 x 3 Pinheiros (17/25, 17/25 e 21/25)
Volta Redonda 1 x 3 Cruzeiro (18/25, 20/25, 27/25 e 21/25)
São Bernardo 0 x 3 Vôlei Futuro (16/25, 22/25 e 22/25)
São Caetano 0 x 3 Campinas (20/25, 23/25 e 19/25)
Sogipa 3 x 0 Minas (27/25, 25/22 e 25/18)
Blumenau 1 x 3 Montes Claros (25/19, 19/25, 21/25 e 23/25)
Londrina 0 x 3 Sesi (20/25, 24/26 e 17/25)

segunda-feira, 14 de março de 2011

União da Ilha vai levar as Olimpíadas de Londres e do Rio para a Sapucaí

Carnavalesco convoca atletas brasileiros para homenagem ao esporte nacional

Por Helena Rebello Rio de Janeiro
Alex Souza União da Ilha (Foto: Divulgação)O carnavalesco Alex Souza já vinha pensando neste
tema há alguns anos (Foto: Divulgação)
Vencedora dos Estandartes de Ouro de melhor enredo e escola de 2011, a União da Ilha vai levar Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, e a preparação para a disputa de 2016, no Rio, para a Marquês de Sapucaí no próximo ano. A escola anunciou a escolha do enredo “Era uma vez uma Ilha” com presteza para evitar que outra agremiação aproveitasse o tema, idealizado há alguns meses, mas coincidentemente sugerido publicamente pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, neste fim de semana.
O plano inicial era de montar um carnaval que abordasse a história britânica, focando na cultura popular do país. Mas no ano passado esta ideia ganhou novos contornos para aproveitar o gancho do evento esportivo.
- Já tenho o enredo há alguns anos na minha cabeça, misturando história com realidade, mitos e personagens populares da literatura inglesa, teatro, cinema, moda e esportes. Coisas que o povo pode facilmente identificar, mesmo se tratando de uma cultura estrangeira. Então busquei esse novo foco, até por fazer uma brincadeira pela nossa relação com o futebol, que foi inventado pelos ingleses. Fazer um link entre as Olimpíadas deles e a nossa vai ser como misturar o molho inglês na feijoada carioca, servir caipirinha em um pub inglês. Com certeza vai dar samba – disse o carnavalesco Alex Souza.
Apesar da maior parte do desfile ser pensada e voltada para os Jogos do próximo ano, Alex garante que haverá espaço para mostrar a cara brasileira, e conta com a presença dos atletas canarinhos para abrilhantar a festa na avenida.
- Faremos uma abertura, como se fosse a abertura dos próprios Jogos. Sempre é apresentada a história da cidade anfitriã, do país. Temos que fazer esse desenrolar. Em determinado momento vai aparecer o Rio 2016 como a próxima estação. Já está tudo pronto na minha cabeça, da comissão de frente ao encerramento. Todos os atletas têm que vir conosco, independentemente da torcida particular por uma escola. Todos têm que vestir as cores do Brasil nessa grande homenagem ao esporte nacional – afirmou.
Empolgado com as diversas conexões estabelecidas pelos subtemas que a escola irá apresentar, o carnavalesco lembra que o espírito de união dos povos proposto pela competição é semelhante ao que moveu a comunidade carioca para a reconstrução dos carros alegóricos e fantasias perdidas no incêndio que atingiu o barracão da escola, na Cidade do Samba, no dia sete de fevereiro. Como consequência, União da Ilha, Grande Rio e Portela, prejudicadas pelo fogo, não foram julgadas.
Diego Hypolito Daniele Hypolito carnaval 2007 (Foto: Arquivo / Agência O Globo)Em 2007, Diego e Daniele Hypolito desfilaram pela
Portela (Foto: Arquivo / Agência O Globo)
- O enredo é todo amarrado. Darwin vai voltar para casa (em alusão ao enredo deste ano, “O mistério da vida” e à nacionalidade do naturalista). O fogo que destruiu as fantasias também nos uniu para nos superarmos e fazermos o carnaval. E esse fogo do esporte, a cada quatro anos, une os povos e promove a paz e superação. É a superação de cada atleta para chegar ao lugar mais alto do pódio, como a nossa escola almeja. Fora que somos realmente anfitriões dos atletas, já que o aeroporto por onde as delegações vão chegar (Internacional Tom Jobim) fica na Ilha do Governador. Esse enredo tinha que ser da Ilha.
O esporte já foi tema na Marquês de Sapucaí em outras ocasiões. Em 1993, a Mocidade apresentou um enredo sobre jogos e citou as Olimpíadas. Quatro anos depois, a Mangueira cantou o desejo brasileiro de sediar a disputa em 2004, que acabou sendo em Atenas, na Grécia. Em 2007, a Portela fez enredo em homenagem ao Pan-Americano do Rio de Janeiro. No mesmo ano, a Viradouro desfilou com samba sobre jogos, em que alas e alguns carros retratavam modalidades esportivas. Apesar do histórico, Alex garante que a Ilha será inovadora.
- A forma como cada escola desenvolve e apresenta é única. E nosso contexto é outro. Quero trazer a leveza, a simpatia e graça que voltaram a conquistar o publico em 2010, como foi há décadas atrás. Adoro o humor inglês, e isso vai dar samba. E que o fogo em 2012 seja apenas olímpico.
Canoagem carnaval 2007 (Foto: Reuters)A canoagem e a vela também foram representadas em 2007, em enredo sobre o Pan (Foto: Reuters)

Após sete horas de conversa e sono, Inter desembarca na Bolívia

Delegação colorada chega a Santa Cruz de la Sierra, primeira parada antes do jogo contra o Jorge Wilstermann, na altitude de Cochabamba

Por Alexandre Aliatti Santa Cruz de la Sierra, Bolívia
Entre embarques, desembarques, alfândega, deslocamento, espera e voo, foram sete horas de viagem até o Inter desembarcar, no início da noite desta segunda-feira, na Bolívia. A primeira parada do elenco vermelho no país vizinho é na cidade de Santa Cruz de la Sierra. Dali, a delegação rumará na terça para Cochabamba, onde duela com o Jorge Wilstermann na próxima quarta, pela terceira rodada do Grupo 6 da Libertadores da América.
Rodrigo, Guiñazu e Cavenaghi do Internacional (Foto: Alexandre Alliatti / Globoesporte.com)Jogadores desembarcam na Bolívia após sete horas de viagem (Foto: Alexandre Alliatti / Globoesporte.com)

Comissão técnica, diretoria, funcionários e 19 jogadores formaram o comboio, que deixou Porto Alegre por volta de 12h, com leve atraso. Os colorados primeiro rumaram para São Paulo, onde chegaram às 13h30m. No aeroporto de Guarulhos, eles almoçaram em um restaurante. E então rumaram para a Bolívia, desta vez com um atraso maior. O voo, previsto para iniciar às 16h, só partiu às 16h45m. A chegada ocorreu às 19h15m.
Foi um voo sem transtornos. No primeiro trecho, entre Porto Alegre e São Paulo, os jogadores aproveitaram para jogar conversa fora. Bolatti, Cavenaghi e Sorondo, sentados juntos, chegaram a gargalhar ao assistir a vídeos no computador. A parte final da viagem começou com o tradicional resgate de histórias do passado por parte dos boleiros, mas eles, de barriga cheia, logo caíram no sono. Praticamente não houve turbulência no trajeto.
O Inter fica em Santa Cruz de la Sierra até a noite desta terça-feira, quando partirá para Cochabamba. Antes, pela manhã, o elenco fará um treinamento na cidade, o último antes do jogo contra o Jorge Wilstermann. O clube decidiu só ir para o palco do jogo 24 horas antes de a bola rolar para tentar minimizar os efeitos da altitude de 2,5 mil metros.
O time vermelho tem indefinições para a partida. Na zaga, Sorondo, Rodrigo e Índio disputam duas vagas. No meio, Wilson Matias deve acompanhar Bolatti, e é provável que Guiñazu, de volta, tome o lugar de Tinga – embora Oscar também corra riscos.
O Colorado está na Bolívia com os goleiros Lauro e Muriel, os laterais Nei, Kleber e Daniel, os zagueiros Sorondo, Rodrigo, Índio e Juan, os volantes Wilson Matias, Bolatti e Guiñazu, os meias Tinga, Oscar, Zé Roberto e Andrezinho e os atacantes Leandro Damião, Cavenaghi e Rafael Sobis.

Camisa oficial de Luis Fabiano já está à venda na internet

O atacante veste novamente o manto de número 9 do São Paulo

Por GLOBOESPORTE.COM São Paulo
Camisa Luis Fabiano (Foto: Divulgação)Atacante Luis Fabiano veste novamente o manto
de número 9 do Tricolor (Foto: Divulgação)
O torcedor do São Paulo já pode comprar, via internet, a camisa oficial do atacante Luis Fabiano, que foi anunciado como reforço do clube na última sexta-feira. O jogador vestirá novamente o número 9 do Tricolor, assim como em sua primeira passagem pelo clube entre 2001 e 2004, quando marcou 118 gols.
Na loja oficial do São Paulo, o manto ainda não está à venda, nem se tem previsão de quando estará disponível, mas o torcedor que quiser adquirir o produto pode encontrá-lo na loja do GLOBOESPORTE.COM.
A camisa número 9 está sem dono desde a saída de Washington, em meados do ano passado. Ricardo Oliveira usou a 99 no Brasileiro e a 19 na Libertadores de 2010.

hela apela para o Twitter e pede dicas para enfrentar Roger Federer

Argentino enfrentará o suíço por uma vaga nas oitavas em Indian Wells

Por GLOBOESPORTE.COM Indian Wells, EUA
juan inacio chela (Foto: Reprodução/Twitter)juan inacio chela (Foto: Reprodução/Twitter)
Juan Ignacio Chela tem 31 anos de idade e 13 de experiência como tenista profissional. Neste período, enfrentou Roger Federer cinco vezes e perdeu todas - venceu apenas um set. Às vésperas de encontrar o ex-número 1 do mundo na terceira rodada do Masters 1.000 de Indian Wells, o argentino, atual 32 do ranking, apelou. Via Twitter, pediu ajuda.
"Che, como se joga contra Roger? Mandem táticas", escreveu Chela.
Os dois se enfrentarão provavelmente nesta terça-feira, e quem triunfar avançará para as oitavas de final do torneio para encarar o vencedor do jogo entre o canadense Milos Raonic, de 20 anos, e o americano Ryan Harrison, de 18. Os dois são convidados da organização.

Lua de mel? Nada disso. Willian foi a campo e virou herói do Corinthians

Autor de dois gols na vitória sobre o Mirassol, atacante se casou na quinta-feira e teve de deixar a esposa, Loisy, para brilhar como titular

Por Leandro Canônico São Paulo
willian corinthians (Foto: Leandro Canônico/Globoesporte.com)Willian viveu dia de estrela nesta segunda: fotos, entrevistas... (Foto: Leandro Canônico/Globoesporte.com)
Estavam todos meus familiares aí e tinha o jogo também. Portanto não deu para curtir muito com ela"
Willian
Willian, autor de dois gols na vitória do Corinthians por 3 a 2 sobre o Mirassol, no domingo, se casou com Loisy na última quinta-feira. Mas não teve tempo de curtir noite de núpcias, muito menos lua de mel. Afinal, ele já sabia que seria o substituto do artilheiro Liedson, desfalque por conta de um problema no joelho direito.
Em vez de ficar em casa com a esposa, o atacante teve de se concentrar e dividir quarto com o lateral-esquerdo Fábio Santos. Mas mesmo que não precisasse se apresentar no clube, seu apartamento estava tão cheio de familiares que ele não teria como se dedicar apenas a Loisy. Willian explica.
- Estavam todos meus familiares aí e tinha o jogo também. Portanto não deu para curtir muito com ela. Mas nós vamos ter bastante tempo. Jogar como titular e fazer dois gols foi muito importante para mim. Tenho de aproveitar esse momento. Foi uma tarde brilhante do time – falou o atacante ao GLOBOESPORTE.COM. Ele planeja se casar no religioso em dezembro e depois viajar com Loisy.
Como Liedson segue no departamento médico, Willian vive a expectativa de ser titular mais uma vez no domingo, contra o Americana, às 16h, no estádio do Pacaembu. Mas ele mantém cautela e procura prestar bastante atenção nas dicas de Tite e na movimentação do camisa 9 titular.
- O Tite é um cara muito bacana. Gostei da maneira que ele vibrou no gol do Bruno César (o meia deu a vitória ao Timão aos 46 minutos do segundo tempo). Ele conversa muito comigo e passa como ele gosta que eu jogue. E eu também olho bastante o Liedson, procura ajudar na marcação, como ele faz – disse Willian. Contratado do Figueirense no começo deste ano, o atacante foi o destaque da Série B do Campeonato Brasileiro no ano passado. Mas sabe que agora a responsabilidade é muito maior. Até pelo tamanho do Corinthians.
- Sei que o futebol é muito competitivo, mas vou continuar trabalhando para buscar meu espaço. No domingo eu fiquei muito feliz, mas não sou estrela – finalizou.
Willian e o restante do elenco corintiano voltam a treinar na tarde desta terça-feira, às 16h, no CT Joaquim Grava, no Parque Ecológico do Tietê. Jorge Henrique, suspenso, e Liedson, machucado, são os desfalques. Em fase final de recuperação de uma lesão muscular na coxa direita, Chicão espera voltar.

Herrera: um atacante de sangue argentino com espírito carioca

Lado recluso da dupla com o extrovertido Lovo Abreu, camisa 17 reecontra os gols e fala da disposição sem fim que é motivo de admiração no Botafogo

Por Gustavo Rotstein Rio de Janeiro
“Mas ele não se entrega”. Essa é a resposta comum de membros de diretoria e comissão técnica do Botafogo quando questionados sobre o instável início de temporada de Herrera. A confiança é tão grande no jogador por seu comportamento em campo que seus companheiros de clube resolveram ajudá-lo a recuperar o bom futebol. O resultado começou a aparecer no último sábado, quando o argentino marcou dois gols na vitória por 4 a 0 sobre o Americano – quebrando um jejum de seis partidas sem marcar – e foi abraçado por quase toda a equipe. Um sinal de retribuição por toda a disposição do atacante neste um ano de Alvinegro.
O fim de 2010 foi complicado para Herrera. Uma cirurgia no ombro esquerdo o deixou três meses parado. O início da atual temporada tem sido de recuperação, com altos e baixos, mas nem por isso o atacante desanimou. Para ele, dedicação integral não é sacrifício, mas obrigação. Até porque, para o camisa 17 alvinegro, o futebol se resume ao que acontece dentro das quatro linhas.
Herrera Botafogo (Foto: Alexandre Durão / Globoesporte.com)Relaxado após reencontro com os gols, Herrera curte o dia de folga (Foto: Alexandre Durão / Globoesporte.com)
- Futebol é uma das coisas mais importantes da minha vida. Quero ganhar todos os jogos, mas sei que do outro lado existe um rival que dificulta. Jamais me abalo. Dou meu máximo e tenho a consciência do que acontece numa partida não tem volta. Se houve algo de ruim, é levantar a cabeça e se preparar para o próximo. Depois das partidas, o mais importante é ficar com minha família. Não quero que minha filha me veja com uma fisionomia triste - disse.
Casado há quatro anos com Jaqueline – de quem está junto há dez – e pai de Abril, de três anos, Herrera é o lado recluso da dupla de ataque Mercosul. Enquanto o uruguaio Loco Abreu se mostra extrovertido e sempre disposto a emitir suas opiniões, além de ser quase um personagem do Botafogo, o argentino é tímido e sisudo, mas não menos identificado com o Alvinegro e, principalmente, com o Rio de Janeiro. Por isso, receber a reportagem do GLOBOESPORTE.COM em sua casa foi, além de uma raridade, uma oportunidade de mostrar o outro lado de alguém que valoriza a privacidade.
- Não tenho Twitter e nem Facebook, pois acho que algumas coisas não devem ser compartilhadas. Sou uma pessoa normal, divertida em casa com a família e com os amigos. Muitos realmente não conhecem esse meu lado. De repente a pessoa que aparece na mídia todos os dias tem maior visibilidade, mas não me importo com isso. Se for reconhecido, é porque fiz coisas boas. Não sei se é certo ou errado, mas é minha maneira de ser - destacou ele, que nesta segunda-feira de folga aproveitou para relaxar no sofá da sala, navegar por seu site oficial (www.herrera17.com.br) e caminhar pelo condomínio onde mora enquanto sua filha estava na escola.
Depois de morar em Porto Alegre, quando defendeu o Grêmio, e em São Paulo, quando vestiu a camisa do Corinthians, Herrera não esconde a preferência pela Cidade Maravilhosa. Ele tomou gosto pela praia e pelo estilo de vida carioca. E apesar de não segui-lo à risca, revela admiração pelo Brasil, mesmo garantindo voltar à Argentina quando encerrar a carreira.
- Joguei três anos na Argentina como profissional e estou há cinco anos no Brasil. Sou argentino e levo meu país no sangue, mas guardo muitas coisas boas daqui. O povo brasileiro é muito afetivo e recebe todos bem. Não penso em voltar a jogar na Argentina agora, mas vou viver lá quando me aposentar, pois quero estar perto dos meus pais e gostaria que minha filha estivesse com eles também - explicou o atacante de 27 anos.
Herrera Botafogo (Foto: Alexandre Durão / Globoesporte.com)Herrera com a mulher Jaqueline: atacante em
rara exposição da intimidade
(Foto: Alexandre Durão / Globoesporte.com)
Herrera admite ter ouvido de muitas pessoas o pedido de que se naturalize brasileiro e busque uma vaga na Seleção. O atacante, que defendeu apenas a sub-20 da Argentina, se diz honrado com o prestígio, mas segue sonhando com um lugar entre os hermanos. Embora também não esconda o descontentamento com o que diz observar sobre o funcionamento da seleção de seu país.
- Gostaria de defender a Argentina, mesmo sabendo que é muito difícil. Muitos jogadores que deveriam não são valorizados. O Conca, por exemplo, foi o melhor do Brasil no ano passado e não teve uma chance. Por quê? Alguns atletas que atuam em clubes locais ficam esquecidos, mas depois que se transferem para a Europa são convocados. Isso não dá para entender.
Hoje, portanto, Herrera aproveita o Rio de Janeiro e o Brasil como local de trabalho onde encontrou o apoio incondicional da torcida do Botafogo. No futuro, terá na cidade o destino certo para o descanso com a família.
- Neste ano curti pela primeira vez o carnaval carioca na Sapucaí com minha mulher, e foi muito legal. No futuro, voltarei à cidade para passar as férias e repetir a experiência - brincou.

Martelotte confirma Ganso como titular do Peixe contra o Colo Colo

Camisa 10 santista volta a iniciar uma partida depois de ter ficado seis meses parado por conta de uma lesão

Por GLOBOESPORTE.COM Santos, SP
neymar embarque santos (Foto: Julyana Travaglia/Globoesporte.com)Ao lado de Neymar, Ganso deixa o CT rumo a sua
reestreia como titular (Foto: Julyana Travaglia)
Paulo Henrique Ganso voltará a ser titular do Santos. Antes de embarcar com o elenco para o Chile, onde a equipe enfrenta o Colo Colo pela fase de grupos da Taça Libertadores, o técnico interino Marcelo Martelotte confirmou a presença do meia entre os titulares do Peixe.
Ganso voltou a jogar pelo Alvinegro no sábado passado, quando o Peixe bateu o Botafogo-SP por 2 a 1, na Vila Belmiro. O atleta passou os últimos seis meses se recuperando de uma lesão no joelho esquerdo. Na rodada passada do Campeonato Paulista, ele atuou nos últimos 45 minutos de jogo, iniciando a jogada do primeiro gol santista e marcando o segundo.
- A possibilidade maior é que ele comece o jogo contra o Colo Colo. Pelo o que a gente viu, pelos 45 minutos que jogou no sábado, ele mostrou que está preparado para nos ajudar ao máximo. Ainda não sabemos por quanto tempo ele vai suportar, mas é importante contar com um jogador com a qualidade dele desde o início do jogo - disse o treinador ao site oficial do clube.
Martelotte ainda comentou que o time contra o Colo Colo deverá ser o mesmo que iniciou a segunda etapa contra o Botafogo-SP. Isso porque o lateral-direito Jonathan sofreu uma lesão muscular na coxa esquerda ainda no primeiro tempo do jogo com o time de Ribeirão Preto. Assim, Pará ganharia nova oportunidade no lado direito da equipe alvinegra.
Assim, a formação inicial para enfrentar o Colo Colo deverá ser: Rafael, Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano, Danilo, Elano e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Zé Eduardo.

Muricy Ramalho: 'Para pagar o que ganho aqui, nenhum clube paga'

Treinador conta que não negocia com nenhum time e revela ainda pedido dos jogadores no vestiário após o anúncio de sua saía do Fluminense

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Muricy Ramalho saída Engenhão (Foto: Ivo Gonzalez / Agência O Globo)Muricy Ramalho após pedir demissão do Fluminense
(Foto: Ivo Gonzalez / Agência O Globo)
Mal deixou o comando do Fluminense, após o Fla-Flu deste domingo, e o nome do técnico Muricy Ramalho começou a ser especulado em alguns clubes. O principal deles, o Santos, admitiu interesse, mas provavelmente não conseguirá convencer o treinador a assumir o clube no momento. Nas palavras de Muricy, em entrevista ao jornalista Paulo César Vasconcelos, do Sportv, ele disse que sua decisão em nada tem a ver com o lado financeiro e que pretende descansar. Questionado se houve quebra de contrato, já que tinha compromisso até 2012, afirmou:
- Se eu fosse sair daqui para outro clube, perfeito. Para pagar o que ganho aqui, nenhum clube paga. Eu saí por problemas que defendo. Lá atrás, quando defendi meus princípios mesmo, defendi quem me patrocina, o Fluminense, a torcida, os jogadores. Eu acreditava no sonho e deu certo. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Isso é muito por culpa dos nossos treinadores, somos assim, larga um time e vai para outro. Como não dei entrevista, falaram. Mas antes de falar tem que ver o que está falando, tem todo que ver todo o histórico. Não tenho nada, estou aqui no Rio, estou aqui legal, vou ficar um tempo aqui.
Entre outros assuntos, Muricy falou ainda sobre a relação com elenco e o momento da despedida, minutos após o empate por 0 a 0 com o Flamengo, pela Taça Rio.
- Eu não ia anunciar depois do jogo, ia convocar uma coletiva na terça-feira. Mas vazou, e os jogadores se uniram. Mandaram me chamar, todo mundo muito triste, gente chorando, funcionário chorando. O Conca fez pedido, Sheik, Marquinho, os caras que sempre falam um pouco mais, pediram. Eu me emocionei.
Muricy explicou ainda assuntos como a contratação de Araújo, a saída do vice de futebol Alcides Antunes e sobre o presidente do clube, Peter Siemsen. Confira abaixo os principais trechos abordados na entrevista.
Análise
No final do ano, fomos campeões e teve eleição, mudança no clube, era tudo novo, o pessoal está conhencendo, pegou o clube numa fase financeria complicada. Eu já venho há um ano sofrendo com isso. Sofremos o ano passado demais, ano passado perdemos Fred, Deco, Sheik, ganhamos porque os caras se juntaram e fizeram coisas que ninguém imaginava no futebol. Ganhamos de grandes, times com estrutura nota dez.
Peter Siemsen
O presidente ficou muito de acordo comigo, é um cara muito bem intencionado. De futebol sempre sabemos um pouquinho, e faz diferença ser bem intencionado, e ele é. Com certeza vai tentar melhorar as Laranjeiras, depois do alerta que fiz. Mas eu não posso esperar. Não posso chegar todo dia, encontrar daquele jeito e trabalhar, sem estar contente. Eu ganho muito bem, não posso aceitar conviver com isso.
Decisão complicada
Você começa a ficar amigo das pessoas. Dos funcionários, dirigentes. Aí pensei: vou ter que deixar esses caras, é dificil. Foi difícil falar com Celso Barros, era um projeto dele me ter como treinador aqui.
Por que logo depois do clássico?
Eu não ia anunciar depois do jogo, ia convocar uma coletiva na terça-feira. Mas vazou, e os jogadores se uniram. Mandaram me chamar, todo mundo muito triste, gente chorando, funcionário chorando. Conca fez pedido, Sheik, Marquinho, os caras que sempre falam um pouco mais, pediram. Eu me emocionei.
Araújo imposto? Saída do Alcides?
Eu concentro muito minhas coisas no time de futebol. O jardineiro cuida do jardim, o Celso Barros, do patrocínio. O Araújo, além de ser grande jogador, tem um grande caráter. Eu concordei com a contratação, os caras me consultam sempre. Celso Barros conversa comigo. Eu estava precisando de um jogador de lado. Não teve nada a ver. Alcides, também nada a ver, queria que ficasse, é meu amigo, mas não posso ficar sem aceitar porque não sou dono do clube. Eu não trago turma para trabalhar. Os caras gostam de mim porque sou simples com as coisas.
Desabafo após derrota no México (criticou a assessoria de imprensa na época)
O Fluminense era muito fechadinho, acho que ganhou também por isso. Naquela época se discutia dentro do vestiário e ninguém sabia. Agora está vazando tudo, todo mundo sabe o que um conversa com outro. Não estou dizendo que é culpa de um ou de outro, mas isto é fato. Isto ajuda a desestabilizar um time, o jogador não se sente seguro, não quer falar, e isso não e legal. Eu disse que a gente precisava agir, porque daquele jeito não daria certo.
Mau desempenho na Libertadores
Caímos num grupo muito difícil, mas a gente não jogou bem na Libertadores. Esse ano a gente só jogou bem agora, contra o Flamengo, foi um time mais organizado. Estão voltando os caras agora (que estavam machucados). No Carioca ganhamos muitos jogos, perdemos um só (para o Botafogo), mas não jogamos bem.
Machucado por dentro
Esse tipo de decisão é muito difícil, eu estou muito machucado, cansado, estressado, preciso parar. Vi gente chorando, não foi mole. Foi difícil e isso machuca.
Agradecimento
Queria agradecer a todos e pedir desculpas porque não pude fazer melhor. Poderia fazer melhor, tenho certeza, mas do jeito que estava lá não dava.