domingo, 27 de março de 2011

Na base da transpiração, Fla cozinha o Brasília e continua na cola do líder

Em clássico tenso e cheio de erros, Rubro-Negro supera o rival no forte calor do ginásio do Tijuca e se iguala ao Pinheiros, que lidera pelo confronto direto

Por Rodrigo Alves Rio de Janeiro
Guilherme Teichmann dá enterrada na partida do Flamengo contra o Brasília (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)Teichmann passa pela marcação e consegue uma
enterrada (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)
Para um ginásio que o Flamengo chama de caldeirão, a temperatura devia estar muito perto do ponto de fervura. Enquanto o sol castigava os cariocas – os que não foram à praia, claro – em plena hora do almoço no domingo, o Rubro-Negro abria as portas do Tijuca Tênis Clube para o clássico de maior rivalidade no basquete nacional. Do outro lado da quadra estava o Brasília, com prestígio de líder do NBB. Da beleza técnica, ninguém pôde se orgulhar. Em jogo tenso do início ao fim, repleto de erros e precipitações, riu por último quem manteve o controle. O Flamengo aproveitou o desequilíbrio do adversário no segundo tempo para deslanchar e cravar a vitória por 93 a 80. Mais que o sabor de cozinhar os arquirrivais, o resultado vale o retorno à parte de cima da tabela, a duas rodadas do fim da primeira fase.
O Flamengo tem agora 19 vitórias em 26 jogos, mesma campanha do Pinheiros, que leva vantagem no confronto direto e por isso é o líder de fato. Os dois próximos jogos serão na estrada, contra São José e Limeira. Se tivesse vencido por um ponto a mais, o clube carioca teria vantagem no confronto direto com o Brasília – cada um ganhou uma, mas o saldo favorece a equipe da capital. Os atuais campeões do NBB só jogam mais uma vez, em casa, contra Joinville, e precisam torcer muito por tropeços dos concorrentes se quiserem terminar o campeonato no alto da classificação.
No duelo de 58 tiros de três, muitos deles precipitados, até os lances livres contaram com erros acima do normal. O Flamengo venceu com 27 pontos de Marcelinho, mais do que acostumado à tensão de enfrentar o Brasília.
- É uma rivalidade de muito tempo. O jogo teve ingredientes de playoffs, foi mérito das defesas. Sabíamos da importância desta vitória, e agora temos essa sequência fora de casa. É muito difícil. Mesmo faltando apenas duas rodadas, não dá para fazer previsões – comentou Marcelinho logo após a partida, quando o clima tenso já tinha se dissipado e seu filho Gustavo batia bola no garrafão.
O Brasília teve 29 pontos de Alex, único do time a manter a regularidade nos quatro períodos. Nezinho fez 16, mas cometeu oito desperdícios e falhou em lances bobos, tirando do sério o técnico José Carlos Vidal. Encharcado de suor, Alex foi até o banco e pegou uma toalha branca antes de falar sobre a missão de secar os rivais.
- Jogar neste ginásio, neste horário, com o calor do Rio, é muito difícil. Desgasta bastante. Cometemos erros nesta partida e em outras, poderíamos estar mais perto da liderança. Mas todo mundo ainda pode ser surpreendido. Vamos jogar em casa contra Joinville e esperar para ver – afirmou o ala-armador, perseguido pela torcida o tempo todo.
Marcelinho na partida de basquete entre Flamengo e Brasília (Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo)Marcelinho foi o segundo maior pontuador do clássico (Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo)
Em condições normais, o confronto seria na Arena da Barra, mas o show da banda Iron Maiden neste domingo forçou o Fla a mudar o palco do clássico. O calor implacável do Rio afugentou parte da torcida, que não chegou a lotar as arquibancadas do Tijuca. Mas o número era suficiente não só para brindar os jogadores do Brasília com os "elogios" de sempre como também para abafar o Hino Nacional cantando o do Flamengo por cima a plenos pulmões.
Quem também não compareceu, mas por outros motivos, foi a dupla de pivôs que deveria tomar conta dos garrafões. Do lado rubro-negro, Bábby sofreu uma lesão no ombro esquerdo e pode ficar até 20 dias parado. Pelo Brasília, Lucas Tischer, com um estiramento na panturrilha, também era desfalque.
Àquela altura, Pinheiros, Franca, Uberlândia, Bauru e Joinville já tinham vencido na rodada. Ou seja, quem perdesse no Rio ficaria numa enrascada na briga pela liderança.
Antes de a bola subir, foi respeitado um minuto de silêncio pela morte da mãe do pivô Átila dos Santos, do Fla – o único momento da tarde com decibéis reduzidos. Em seguida, Teichmann e Cipriano pularam para o tapinha inicial. Deu Cipriano, mas a bola caiu na mão de Duda, que partiu para a bandeja e levantou a torcida pela primeira vez.
O time da casa emplacou um início arrasador com 7 a 0, enquanto os visitantes erravam tudo e só pontuaram após três minutos, com Alex num chute de três. O Brasília chegou a cortar para 9 a 7, mas o Fla emendou sete pontos seguidos e abriu uma vantagem confortável.
Como de hábito no clássico, as duas equipes, nervosas, abusavam dos erros no ataque. O Flamengo ao menos aproveitava as brechas na defesa rival e se mantinha à frente. Chegou a abrir 13 pontos e virou o primeiro quarto vencendo por 20 a 12.
Na volta para o segundo período, mais um festival de falhas. Após um minuto e meio, com o placar ainda zerado, Alex tentou uma infiltração e foi ao chão, levando a mão à perna esquerda. Ficou quase um minuto caído e deixou a quadra mancando, com cara de dor, sob uma chuva de vaias.
A primeira cesta veio após dois minutos de bola quicando, com Nezinho, mas o Fla logo respondeu com duas bolas de três de Jefferson, cestinha da equipe no primeiro tempo com nove pontos. Mesmo sem Alex, o Brasília cortou a vantagem para dois. O ala voltou a quatro minutos do intervalo e viu o Fla abrir cinco outra vez. Antes do estouro do cronômetro, Duda quase acertou do meio da quadra. A torcida ficou com o grito engasgado, mas ao menos viu o time sair para o vestiário vencendo por 34 a 29 – placar baixo que ilustrava os erros.
Na volta para o terceiro período, Nezinho tentava manter o Brasília na briga, mas o Flamengo atacava com Hélio, Duda e Marcelinho. Assim abriu 11 pontos, e o jogo voltou a ficar ruim, cheio de precipitações nos dois lados da quadra. Os chutes eram basicamente de três, e foi preciso que Alex acertasse dois seguidos para enfim mexer no placar. A diferença caiu para meia dúzia, mas voltou para dez com uma cravada de Teichmann que levantou a torcida no ginásio. Logo depois, pulou para 12 com uma bandeja de Marcelinho, e àquela altura o clima era de festa total. Apesar de uma boa bola – de três, claro – de Rossi, os donos da casa venciam por 66 a 56 na virada para os últimos dez minutos, com direito a cesta de Teichmann no estouro do relógio.
 David Teague na partida do Flamengo contra o Brasília (Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo) O americano David Teague é marcado de perto por Rossi (Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo)
Depois de um minuto e meio com arremessos precipitados amassando o aro, o placar do último período se mexeu com um tiro de longe de Marcelinho. O Brasília cometia erros bobos no ataque, e os anfitriões aproveitavam para manter sua zona de conforto no placar. Livres ou marcados, os visitantes erravam tudo. Neste momento Vidal pediu tempo e nem permitiu que os atletas se sentassem. Com todos de pé, caprichou na bronca. Não adiantou muito.
O primeiro ponto do Brasília no último quarto só veio após quase quatro minutos, quando o Flamengo já liderava por 18. Nezinho, jogando muito mal, bateu boca com Wagner e passou a ser "homenageado" pelos gritos da torcida. O Rubro-Negro ainda conseguiu organizar um pouco seu esquema ofensivo, mas o clima ficou tenso, com faltas técnicas dos dois lados e muita reclamação com a arbitragem. Com o jogo truncado e ainda baseado quase exclusivamente nas bolas de longa distância, o cronômetro correu até o fim.
Ao Brasília, resta vencer sua última partida, contra Joinville, e secar os rivais. O Fla, que ainda joga duas vezes fora de casa, passa a ser o maior rival do Pinheiros na luta pela liderança. Ao fim do jogo, a torcida no Tijuca nem queria saber disso. Só pensava em saudar seus atletas no caldeirão. Sem trégua do calor, mas com a alma lavada.
Confira todos os resultados da rodada:
Joinville 102 x 57 Vila Velha
Franca 92 x 68 Assis
Bauru 95 x 73 Araraquara
Pinheiros 83 x 74 São José
Minas 62 x 96 Uberlândia
Paulistano 70 x 61 Limeira
Flamengo 93 x 80 Brasília

Neymar se apresenta aos ingleses, e Brasil bate a Escócia em Londres

Após duas derrotas sob o comando de Mano, time volta a vencer com bela atuação do atacante. Damião, Lucas e Jonas estrearam com a amarelinha

Por Márcio Iannacca Direto de Londres
Para os ingleses que ainda não conheciam: Muito prazer, me chamo Neymar! Ou melhor: "My name is Neymar". Na manhã deste domingo, com dois gols do atacante do Santos, a Seleção Brasileira bateu a Escócia por 2 a 0, no Emirates Stadium, em Londres, e acabou com o jejum de dois jogos sem vitória e gols (assista aos melhores momentos no vídeo ao lado). Foi o primeiro triunfo da Seleção em 2011. E tudo sob o olhar de Ronaldo Fenômeno, que foi homenageado pela organização antes do início do amistoso.
Ronaldo, inclusive, foi ao vestiário antes do início do amistoso desejar sorte aos jogadores da Seleção Braisleira, principalmente a Neymar, com quem tem trocado mensagens constantes via Twitter. Em seguida, com vídeos de gols exibidos no telão do Emirates Stadium, o Fenômeno entrou no gramado antes do pontapé inicial e foi aplaudido de pé pelos cerca de 35 mil torcedores que acompanharam a partida no estádio do Arsenal. O ex-atacante brincou:
- Estou com saudade desta torcida, da trave, onde fiz tantos gols. Deu vontade de pegar a camisa 9. O Barreto (roupeiro) até me ofereceu - disse o ex-atacante, que viu Leandro Damião ter uma boa estreia utilizando o número diante dos escoceses.
Mas a homenagem a Ronaldo foi ofuscada pelo brilho de Neymar. Pouco conhecido na Inglaterra por torcedores e até mesmo profissionais do futebol, o garoto encantou com dribles e dois gols, um deles de pênalti. Agora, com Chelsea e Barcelona interessados, a briga para contar com o "garoto do moicano", como foi chamado pelo técnico do Queens Park Rangers, Neil Warnock, promete ser ainda maior.
Os próximos amistosos da Seleção Brasileira acontecerão em junho. No dia 4, o time canarinho vai enfrentar a Holanda, em Goiânia. Quatro dias depois, o adversário será a Romênia, em São Paulo, na despedida de Ronaldo Fenômeno com a amarelinha. A lista para os dois confrontos será uma prévia dos atletas que vão participar da Copa América, em julho, na Argentina.
Neymar Comemoração Brasil x Escócia (Foto: Getty Images)Neymar comemora o gol da Seleção Brasileira sobre a Escócia, em Londres (Foto: Getty Images)
Neymar marca e premia ousadia da Seleção na etapa inicial
elano brasil escócia amistoso (Foto: Mowa Press)Elano voltou à Seleção e mostrou desenvoltura
no amistoso contra a Escócia (Foto: Mowa Press)
Mesmo com a Escócia retrancada, com nove jogadores atrás da linha da bola quando o Brasil mantinha maior domínio do jogo, o grupo comandado por Mano Menezes mostrou desenvoltura para chegar ao gol na etapa inicial. Jogando contra a torcida rival, em maior número no Emirates Stadium, o time canarinho foi conduzido principalmente por Elano, principal articulador do meio de campo. Destaque também para os avanços de Daniel Alves pelo lado direito.
A primeira chance clara de gol da Seleção surgiu em um chute de fora da área de Jadson aos 17. A equipe de Mano Menezes seguiu pressionando, e o estreante Leandro Damião começou a ser mais acionado. Aos 19, Elano bateu escanteio, o atacante subiu mais do que os defensores e cabeceou. A bola explodiu no travessão da equipe escocesa.
A partir daí, toda a estrutura pelo comandante canarinho começou a aparecer. Jadson, Neymar, André Santos, todos tentando toques rápidos para furar o bloqueio escocês. Aos 26, em tabela entre Lucas e Elano, o meia do Liverpool recebeu pelo lado direito, foi à linha de fundo e cruzou. A bola desviou na mão de Caldwell e sobrou Leandro Damião, que deu um leve toque, acertando a rede pelo lado de fora.
A primeira chance da Escócia na partida aconteceu aos 34 minutos. Adam cobrou falta da esqueda e encontrou Whittaker dentro da área. O zagueiro desviou e quase abriu o marcador no Emirates. Sete minutos depois, o Brasil foi premiado por ter tomado a iniciativa durante toda a etapa final. André Santos tocou para Neymar já dentro da área. O camisa 11 dominou a bola e chutou no canto esquerdo do goleiro McGregor para abrir o marcador.
O gol acabou com o jejum de 248 minutos do time canarinho sem balançar a rede dos rivais. A última vez havia sido na vitória por 2 a 0 sobre a Ucrânia, em Derby, também na Inglaterra. Alexandre Pato deixou a sua marca. De lá para cá, o Brasil perdeu para a Argentina, em Doha, no Qatar, e para a França, em Paris, ambos por 1 a 0.
Neymar marca mais um e garante primeira vitória da Seleção em 2011
leandro damião brasil escócia amistoso (Foto: Mowa Press)Leandro Damião fez boa estreia com a camisa da
Seleção Brasileira em Londres (Foto: Mowa Press)
A Seleção Brasileira voltou para o segundo tempo disposta a matar o jogo rapidamente. Logo com um minuto, Neymar avançou da intemerdiária com a bola dominada e chutou por cobertura, acertando a trave da Escócia. No minuto seguinte, Ramires aproveitou bobeada de McArthur na entrada da área e roubou a bola. O volante avançou e, pressionado, tocou para Neymar que chutou em cima do goleiro. Na sobra, Leandro Damião dividiu com McGregor, que evitou o segundo do time canarinho.
A equipe de Mano seguiu pressionando e perdeu uma chance inacreditável aos oito. Jadson tocou para Daniel Alves completamente livre pela direita. O lateral cruzou para a marca de pênalti e Ramires bateu de primeira. A bola passou por cima do travessão de McGregor.
Mesmo com o resultado negativo, os torcedores escoceses eram os mais empolgados no Emirates Stadium. Eles cantavam o tempo todo e incentivam os jogadores. Até duas gaitas de fole apareceram nas arquibancadas do estádio inglês. Mesmo assim, o Brasil era dono do jogo. E Neymar, que fazia apenas sua terceira partida sob a direção de Mano, seguia comandando o duelo e recebendo vaias dos rivais. Nada que o intimidasse.
Aos 26, Mano colocou o são-paulino Lucas na vaga de Jadson, mais uma das revelações do Brasil e destaque do Sul-Americano sub-20. Aos 31, o Brasil fez o segundo. Em passe do próprio Lucas , que estreou com a amarelinha ao lado de Damião e Jonas, Neymar recebeu dentro da área, pedalou diante do adversário e foi derrubado. Pênalti. Na cobrança, o santista bateu do lado direito de McGregor, que caiu para a esquerda.
Aos 44, Neymar deixou o gramado substituído por Renato Augusto. O curioso é que como a maioria dos torcedores no Emirates Stadium era escocesa, o garoto saiu abaixo de vaias. No fim, a vitória premiou a equipe que buscou o ataque durante os 90 minutos.

brasil 2 x 0 escócia
Julio César, Daniel Alves, Thiago Silva, Lucio e André Santos; Lucas Leiva (Sandro), Ramires, Elano (Elias) e Jadson (Lucas); Neymar (Renato Augusto) e Leandro Damião (Jonas) McGregor, Hutton, Crainey, Berra (Danny Wilson) e Whittaker (Commons); Caldwell, Brown, Adam (Snodgrass) e Morrison; McArthur (Bannan) e Kenny Miller (Mackail-Smith)
Técnico: Mano Menezes Técnico: Craig Levein
Gols: Neymar, aos 41 minutos do primeiro tempo; Neymar, aos 31 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos:
Estádio: Emirates, em Londres (Inglaterra). Data: 26/03/2011. Árbitro: Howard Webb (ING)

sábado, 26 de março de 2011

Souza faz golaço, Flamengo bate Lokomotiv e assegura o terceiro lugar

Depois de empate por 4 a 4 no tempo normal, Rubro-Negro marca na prorrogação e garante seu lugar no pódio do Mundialito de Clubes

Por Igor Christ São Paulo
Não era a disputa do título, mas o Flamengo jogou para vencer e conseguiu. O time rubro-negro bateu o Lokomotiv-RUS na prorrogação por 5 a 4 (4 a 4 no tempo normal) e garantiu o terceiro lugar do Mundialito de Clubes, em São Paulo. O herói da partida foi o grandalhão Souza, que marcou um golaço no tempo extra após arrancada espetacular, e assegurou o lugar no pódio para os rubro-negros.
- O gol saiu na hora certa, quando estávamos precisando e com o time cansado em quadra. Dei uma arrancada na raça após roubada de bola, saí no contra-ataque e fiquei com o gol aberto para bater. Não deu para ficar com o título, mas o terceiro lugar está de bom tamanho - disse Souza.
Souza no jogo Flamengo x Lokomotiv (Foto: Igor Christ / Globoesporte.com)Souza foi o autor do gol da vitória do Flamengo (Foto: Deco Pires / Divulgação)
A disputa pelo terceiro lugar começou de forma equilibrada, com os times ajustando o posicionamento em quadra. O Flamengo arriscou primeiro, em finalização do artilheiro André, que tocou no travessão, aos seis minutos. Em seguida, o Lokomotiv encaixou um contra-ataque rápido e abriu o placar em linda bicicleta de Maci. Até a torcida rubro-negra aplaudiu o adversário.
Na saída de bola do segundo período, Souza acertou uma bomba no cantinho e deixou tudo igual na partida. A alegria rubro-negra, no entanto, durou pouco. Também na saída de bola, Leonov chutou no alto e tratou de desempatar: 2 a 1 Lokomotiv. Mas o Flamengo tinha o goleador do Mundialito em quadra. Aos quatro, André dominou pela direita, girou rápido e bateu rasteiro. A um minuto do fim da etapa, Leonov acertou um bonito chute de longe e fez o terceiro do time russo: 3 a 2.
Golaço garante prêmio de consolação ao Flamengo
O Flamengo voltou para o terceiro período disposto a reagir na partida. Aos dois minutos, Anderson aproveitou rebote do goleiro e bateu de voleio para deixar tudo igual no placar novamente. Na sequência, Maci acertou um voleio espetacular, no meio do gol, e marcou o quarto do Lokomotiv: 4 a 3. A dois minutos do fim, Tavares bateu falta com precisão, no alto, e levou o jogo para a prorrogação. No tempo extra, brilhou a estrela de Souza, que arrancou pela direita e soltou uma bomba no ângulo: 5 a 4 para o Flamengo e terceiro lugar assegurado.

Jorginho levanta a taça e comemora: 'É o trem-bala invadindo a areia'

Um dos destaques da vitória sobre o Sporting por 4 a 2, o capitão afirma que o time cruz-maltino foi campeão com méritos

Por Igor Christ São Paulo
Jorginho festeja gol do Vasco contra o Sporting no Mundialito de Futebol de Areia (Foto: Deco Pires/Divulgação)Jorginho festeja gol do Vasco contra o Sporting
(Foto: Deco Pires/Divulgação)
Capitão do Vasco e um dos destaques da campanha no Mundialito de Futebol de Areia, o atacante Jorginho se emocionou ao receber a taça das mãos do presidente Roberto Dinamite. Para o jogador, o time cruz-maltino evoluiu ao longo da competição e soube se impor diante de adversários experientes na fase decisiva do torneio.
- Estou muito feliz e queria dedicar esse título para todos os vascaínos. Ganhamos do Corinthians, derrotamos o nosso rival Flamengo duas vezes e batemos o Sporting hoje. Não vencemos por sorte, vencemos com méritos. Somos os primeiros campeões mundiais entre clubes. Ninguém tira isso do Vasco. É o trem-bala da Colina invadindo a areia - brincou.
Autor do primeiro gol vascaíno na final, Bruno Xavier ressaltou a força do grupo e elogiou o trabalho feito pelo clube.
- Esse título vai ficar registrado eternamente. O mérito é de todo o grupo. Nós temos o Júnior Negão no banco, que é o maior de todos na areia. Ele corrige nosso posicionamento, nos dá conselhos e ajuda o grupo. Sabíamos que no mata-mata não podíamos errar e entramos concentrados nesses jogos. Esse foi o diferencial.
 

Vasco bate Sporting e é o primeiro campeão mundial de futebol de areia

Com apoio da torcida e diante do presidente Roberto Dinamite, o time cruz-maltino vence a final na manhã deste sábado por 4 a 2, de virada

Por Igor Christ São Paulo
Sol, torcida apoiando, o presidente do clube, Roberto Dinamite, prestigiando. Num cenário perfeito, o Vasco conquistou o título do I Mundialito de Clubes de Futebol de Areia ao bater o Sporting por 4 a 2, na final disputada na arena montada na Represa de Guarapiranga, em São Paulo.
- Diziam que éramos favoritos, mas não começamos bem o campeonato. Fomos subindo de produção nas fases finais até conquistarmos o título contra o Sporting, que é uma grande equipe - analisou Betinho.
Mas o início foi complicado para o time da Colina. Com apenas 27 segundos de bola rolando, Leghissa cobrou falta do campo de defesa e Fernando DDI desviou: 1 a 0 Sporting. O gol deixou os jogadores do Vasco nervosos, Jorginho reclamou e levou cartão amarelo.
Mas aos poucos o time cruz-maltino colocou a cabeça no lugar e chegou à virada ainda no primeiro tempo. A quatro minutos do fim da etapa, Bruno Xavier empatou batendo no ângulo. Rafinha, pegando rebote do goleiro Paulo Graça a pouco mais de dois minutos do encerramento, fez o segundo.
Betinho briga pela bola na vitória do Vasco sobre o Sporting no Mundialito de Futebol de Areia (Foto: Deco Pires / Divulgação)Betinho disputa a bola com Belchior durante a decisão do Mundialito (Foto: Deco Pires / Divulgação)
O forte calor na manhã deste sábado em São Paulo fez com que os jogadores se poupassem. Poucas chances de gol foram criadas nos 12 minutos do segundo tempo e o placar de 2 a 1 para o Vasco não foi alterado.
No terceiro tempo, o Vasco sacramentou a vitória. Faltando 8m30s, Rafinha levantou para o uruguaio Pampero, de cabeça, encobrir o goleiro Graça e fazer um bonito gol. Um minuto depois, numa falta na entrada da área, Belchior diminuiu para o Sporting: 3 a 2.
Confiante na vitória, a torcida do Vasco começou a gritar olé a cinco minutos do fim da partida. Restando 1m45s, Belchior assustou ao acertar a trave do goleiro Salgueiro, mas no ataque seguinte Jorginho deixou Betinho na cara do gol para marcar o quarto e escrever o nome do Vasco na história como o primeiro campeão mundial de futebol de areia.
Pampero é eleito o craque do Mundialito
Após a final, a organização entregou os prêmios individuais da competição: o potiguar André (Flamengo) foi o 'Artilheiro' com 15 gols, o português Graça, do Sporting, recebeu o troféu de 'Melhor Goleiro' e o uruguaio Pampero, do Vasco, foi eleito o 'Melhor Jogador' do campeonato.
 

Coritiba vence Iraty e alcança dois recordes no Paranaense

Vitória por 4 a 2 sobre o Azulão manteve time com 100% de aproveitamento no returno e ampliou sequências de vitórias e de jogos invicto

Por Luciano Balarotti Curitiba
Anderson Aquino gol Coritiba (Foto: Ag. Estado)Equipe comemora gol de Anderson Aquino que abriu caminho para mais uma vitória (Foto: Ag. Estado)
Com direito a gol-relâmpago, o Coritiba, mesmo jogando fiora de casa, venceu o Iraty por 4 a 2. Anderson Aquino marcou dois e Davi outros dois para o Coxa. Willian e Maranhão descontaram para o time da casa.
A vitória deu ao Coxa dois recordes históricos no Campeonato Paranaense. Com 12 triunfos em sequência, o time igualou a marca do rival Atlético-PR, obtida em 2008. E chegou também ao recorde de invencibilidade na competição, me que não perde há 28 jogos.
Além disso, o Coritiba segue com 100% de aproveitamento no returno, com 18 pontos ganhos, e manterá no mínimo cinco de vantagem sobre o vice-líder ao final da rodada, que terá mais cinco partidas no domingo. O próximo jogo da equipe será na quarta-feira, às 21h50m, no Couto Pereira, contra o Atlético-GO. Será a partida de volta da segunda fase da Copa do Brasil, e o Coxa , que venceu por 2 a 1 em Goiânia, pode até perder por 1 a 0 que avança na competição.
Já o Iraty só volta a jogar no sábado, quando visita o Corinthians-PR, às 15h30m, no Ecoestádio, pelo estadual.
Coxa marca no início e domina jogo
Mesmo longe de casa, o Coxa definiu o jogo já no primeiro lance. Anderson Aquino recebeu lançamento na área e bateu sem chance para o goleiro Renato, aos 15 segundos de jogo.
O gol no início deixou o time visitante à vontade para administrar a partida. E mesmo sem forçar, logo o Coritiba chegou ao segundo. Novamente pelos pés de Anderson Aquino, que aproveitou rebatida em bola dividia por Jeci para tocar na saída do goleiro, aos dez minutos.
Nem mesmo a saída de Marcos Aurélio, que contundido deu lugar a Éverton Ribeiro, mudou o panorama da partida. A não ser em chute de Bruno, que passou rente à trave de Edson Bastos, aos 22 minutos, o Azulão praticamente não levou perigo.
Segundo tempo começa igual, mas Iraty melhora no fim
A parte final da partida começou praticamente igual ao primeiro tempo. A diferença é que o Coxa demorou um pouco mais para marcar. Davi ampliou o marcador ‘apenas’ aos quatro minutos, pegando de sem pulo um cruzamento para a área.
O mesmo Davi voltou a marcar aos 17, aproveitando cruzamento na medida de Léo Gago. Com os dois gols, o meia chegou a dez no campeonato, e divide a artilharia com o atleticano Paulo Baier, que vai a campo neste domingo.
Com a vitória garantida, o Coxa relaxou e permitiu que o Iraty pressionasse no final do jogo. Após desperdiçar duas boas chances com Eduardo, aos 22 e aos 28, o Azulão diminuiu aos 33 minutos, com Wilian completando, de cabeça, cobrança de escanteio.
Seis minutos depois, Edson Bastos rebateu mal e Paraíba aproveitou o rebote, rolando mansamente para as redes. Neste momento o Coxa tinha apenas dez jogadores em campo, depois que Jeci, com dores musculares, deixou o gramado. Como Marcelo Oliveira já havia feito três substituições, o time foi obrigado a ficar com um a menos. E sofreu muita pressão do time mandante até o final da partida, insuficiente para mudar o resultado.
iraty 2 x 4 coritiba
Renato; Maicon, Gilvan, Sílvio e Wendell; Mauro (Paraíba), Eduardo, Bruno e Cleiton (Neto); Jaime (Wilian) e Arthur. Edson Bastos; Jonas, Jeci, Emerson e Lucas Mendes; Leandro Donizete, Léo Gago (Willian), Tcheco (Marcos Paulo) e Davi; Marcos Aurélio (Éverton Ribeiro) e Anderson Aquino.
Técnico: Gilberto Pereira Técnico: Marcelo Oliveira
Gols: Anderson Aquino, aos 15 segundos e aos dez minutos, do primeiro tempo; Davi, aos quatro e aos 17, Wilian, aos 33, e Maranhão, aos 39 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Mauro e Gilvan (Iraty); Éverton Ribeiro (Coritiba)
Data: 26/03/2011. Local: Estádio Emílio Gomes, em Irati
Árbitro: Adriano Milczvski, auxiliado por Moisés Aparecido de Souza e Diogo Morais.
Público pagante: 2.643. Público total: 2.810. Renda: R$ 38.470,00.
Ter faltado gol no primeiro tempo talvez não seja um sinônimo exato de ter faltado Leandro Damião. Mas há relação. Em repetidas vezes ao longo dos 45 minutos iniciais, o Inter jogou como se seu camisa 9 titular estivesse lá. Cruzamentos para a área foram em vão. Damião, lá em Londres com a Seleção Brasileira, não tinha como subir para cabecear.
Cavenaghi voltou a perder gols – alguns, é justo dizer, criados por ele mesmo. O Torito, quase grudado na rede rival, pegou mal na bola após tabelamento com Oscar e deixou no ar aquela sensação de que seria mais um jogo de desperdício para ele. Ter chegado um segundo depois do goleiro em outra jogada, ao enganar o marcador com o corpo, foi mais um lance de protagonismo do argentino. Chute forte, de perna esquerda, também. Vanderlei espalmou.
O Inter teve Oscar, nenhuma novidade, como expoente. O guri conduziu o time ao ataque, distribuiu dribles, encurtou tabelamentos, arriscou a gol. Ele teve dois lances centrais, em chutes de longe: um o goleiro pegou, e o outro saiu por cima. Enquanto isso, Zé Roberto errou uma jogada depois da outra. Andrezinho esteve discreto.
O São Luiz incomodou. Poderia até ter fechado o primeiro tempo na frente do Inter. Sharlei, com dois minutos, girou dentro da área. Lauro precisou de agilidade para defender. Nicolas, mais tarde, bateu com força. O goleiro colorado encaixou a bola no meio do gol. Mas a etapa inicial terminou com um problema para os visitantes: Daril foi expulso.
O retorno de D'Alessandro
A torcida teve motivos para comemorar antes mesmo de começar o segundo tempo. Entraram D’Alessandro e Rafael Sobis, saíram Andrezinho e Zé Roberto. O São Luiz, com apenas dez jogadores em campo, viu sua força ofensiva diminuída. Só deu Colorado. Mas e o gol?
D’Ale, logo com três minutos, arriscou. Mandou chute de direita, mas sem muita força. O goleiro pegou. Cavenaghi, em cobrança de falta, mandou para cima, com perigo. Ele mesmo, na pequena área, desviaria cruzamento de Oscar para fora. E depois rasparia a cabeça em chute do garoto, novamente sem mira. Cadê o gol, Torito?
O gol quase esteve com D'Alessandro. E seria inesquecível. Aos 31 minutos, o argentino dominou a bola pelo meio, deu um toque leve para erguê-la e mandou uma pancada impressionante. A bola viajou pelo ar do Beira-Rio e encontrou o travessão do São Luiz. Alex, no rebote, não conseguiu fazer.
Cavenaghi ainda colocaria mais uma chance desperdiçada em sua coleção. Alex cruzou, ele desviou de letra, o goleiro pegou. Com a torcida irritada pelos gols perdido (Alex desperdiçou uma chance quase em cima da linha) e por erros técnicos, especialmente nos cruzamentos de Nei, o jogo caminhou até o final. Nem D'Alessandro conseguiu dar a vitória ao Inter.

INTERNACIONAL 0 X 0 SÃO LUIZ
Lauro, Nei, Índio, Rodrigo e Kleber; Wilson Matias (Alex), Guiñazu, Andrezinho (D'Alessandro), Oscar e Zé Roberto (Rafael Sobis); Cavenaghi. Vanderlei, Danilo (Bronzatti), Jesum, Neguetti e Xáro; Dario, Glauber, Baiano e Alexandre (Anderson Oliveira); Nicolas (Carlos) e Sharlei.
T: Celso Roth T: Paulo Porto
Estádio: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). Data: 26/03/2011. Árbitro: Márcio Chagas da Silva. Auxiliares: João Lúcio Monteiro de Souza Júnior e Marcelo Oliveira e Silva.
Cartões amarelos: Danilo, Daril, Carlos (São Luiz); Nei, Alex (Inter). Cartão vermelho: Daril (São Luiz).
Público: 5.396. Renda: R$ 52.250,00.

Nem D’Alessandro garante vitória: Inter empata em casa

Argentino volta de lesão e participa de todo o segundo tempo, mas Colorado fica no 0 a 0 com o São Luiz

por Alexandre Alliatti
Oscar Internacional x São Luiz (Foto: Jefferson Bernardes / VIPCOMM)Oscar conduz Inter no primeiro tempo, mas time não
vence (Foto: Jefferson Bernardes / VIPCOMM)
O impacto do retorno de D’Alessandro foi menor do que a força da ausência de Leandro Damião. O Inter teve seu principal craque em campo durante todo o segundo tempo, recuperado de lesão, mas ficou órfão dos gols que o camisa 9 costuma marcar. Resultado: empatou por 0 a 0 com o São Luiz no Beira-Rio. O adversário colorado ficou mais de metade da partida com um jogador a menos.
O Inter desperdiçou muitas chances de gol, especialmente com Cavenaghi, aumentando uma rotina que persegue o argentino desde sua chegada ao Beira-Rio. Ele ainda não marcou pelo novo clube. Já D’Alessandro melhorou o time e quase fez um gol espantoso, mas não conseguiu conduzir o time de Celso Roth à vitória.
Com o resultado, o Inter foi a nove pontos, com a liderança do Grupo A da Taça Farroupilha ameaçada pelo Lajeadense, que neste domingo recebe o Ypiranga. O São Luiz subiu para seis, momentaneamente em terceiro. O Colorado volta a campo na quarta-feira, novamente no Beira-Rio, mas desta vez pela Libertadores. O oponente é o Jorge Wilstermann, da Bolívia.

Cadê o gol? Ou cadê Damião...

Fernando Prass vibra com a boa procura de ingresso dos vascaínos

Goleiro acredita que, neste domingo, no clássico com o Fluminense, a torcida poderá assistir a um grande jogo

Por Fred Huber Rio de Janeiro
fernando prass treino do vasco (Foto: FOTOCOM.NET)Prass diz que vitórias tiram a pressão dos atletas
para atuarem no clássico (Foto: FOTOCOM.NET)
Animada com a vitória por 2 a 0 sobre o Botafogo na última rodada, a torcida do Vasco parece ter criado uma confiança nos comandados do técnico Ricardo Gomes. Prova disso foi a boa procura de ingressos para o clássico deste domingo, às 18h30m (de Brasília), no Engenhão, contra o Fluminense. Os cruz-maltinos já esgotaram as entradas do Setor Sul.
O goleiro Fernando Prass disse que esta mobilização tem uma satisfação especial para os jogadores, principalmente por causa das dificuldades por que o time passou no início da competição. O camisa 1 acredita que uma vitória no clássico incentivará ainda mais os torcedores a irem ao estádio apoiar a equipe.
- Em casa, já tivemos quase 10 mil pessoas no estádio (contra o Duque de Caxias), o que foi excepcional. No último jogo, contra o Botafogo, já deu para ver que a torcida ia comparecer quando fui para o campo aquecer. Pelo momento que vivemos, acho que tem tudo para esgotar os ingressos para o Vasco. Confiança é uma coisa gradativa. Mas as coisas no futebol acontecem rápido, e nós somos a prova disso. As vitórias trouxeram os torcedores de volta. Se tivermos mais uma, vão voltar a lotar São Januário para nos ajudar - declarou o arqueiro.
Prass comentou sobre a expectativa para o clássico, que ficou mais badalado após os dois times terem vencido seu último jogo. Ele acredita que o público poderá ver uma das melhores partidas do campeonato.
- É difícil falar porque clássico tem muita marcação e tensão. Em jogos assim, costuma ter menos jogadas bonitas. Mas já vimos grandes clássicos. Pelo nosso momento e pela virada deles (contra o América-MEX), acho que tem tudo para ser um jogo muito bom. Os jogadores não entram com a pressão de terem sido derrotados no jogo anterior.
O Vasco é o líder do Grupo A da Taça Rio com nove pontos.

Convocação para amistosos em junho será prévia da Copa América

Mano Menezes admite que lista para os jogos contra a Holanda, no dia 4, e Romênia, no dia 7, terá 'raríssimas' exceções para o torneio na Argentina

Por Márcio Iannacca Direto de Londres
Neymar Mano Menezes treino Seleção (Foto: Mowa Press)Mano Menezes orienta Neymar durante o treino da
Seleção Brasileira em Londres (Foto: Mowa Press)
O técnico Mano Menezes admitiu neste sábado que o confronto deste domingo, às 10h (de Brasília), contra a Escócia, no Emirates Stadium, será o último para observações visando a Copa América, em julho, na Argentina. Segundo o treinador, a próxima convocação, em maio, para os amistosos diante da Holanda, no dia 4 de junho, em Goiânia, e Romênia, em 7 de juhho, em São Paulo, serão a prévia do grupo que vai disputar o torneio continental.
Apesar de a partida diante dos romenos marcar a despedida de Ronaldo Fenômeno da Seleção Brasileira, o treinador vai utilizar o confronto como teste para o torneio. O time vai estrear na Copa América no dia 3 de julho, contra a Venezuela, em La Plata. Seis dias depois, o time enfrenta o Paraguai e, em seguida, no dia 13, o Equador. As duas últimas partidas serão em Córdoba.
- Até pela proximidade do amistoso com a Holanda, no dia 4 de junho, e com a Romênia, no dia 7, nós vamos oficializar o grupo entre os amistosos, que é a data-limite.  O grupo de jogadores que vai estar nesses dois próximos amistosos, com raríssimas exceções, vai estar na Copa América da Argentina - afirmou o comandante canarinho.
O confronto deste domingo entre a Seleção Brasileira e a Escócia será transmitido ao vivo pela TV Globo. O GLOBOESPORTE.COM acompanha a partida em Tempo Real.

Rio de Janeiro não dá chances para o São Bernardo e sai na frente na série

Equipe vence primeiro jogo da melhor de três sem perder um set sequer e pode avançar às semifinais se conseguir outro triunfo na terça-feira, em casa

Por GLOBOESPORTE.COM São Bernardo do Campo, SP
Dono da melhor campanha da fase de classificação, o Rio de Janeiro fez o que se esperava dele no primeiro jogo dos playoffs de quartas de final da Superliga. Encontrou do outro lado da quadra um São Bernardo valente, doido para ser o causador do terceiro tropeço de um dos gigantes do campeonato. Mas só esse espírito não foi suficiente para evitar, dentro de casa, a derrota por 3 sets a 0, parciais de 25/21, 25/10 e 25/19. A segunda partida da melhor de três será nesta terça-feira, às 19h, no Maracanãzinho.
Sheila Volei (Foto: Vipcom)Sheilla comemora mais um ponto na partida que abriu os playoffs da Superliga  (Foto: Vipcom)
- Ganhamos por 3 a 0, mas foi um jogo mais ou menos fácil. Nós erramos coisas que não poderíamos mais errar. Abríamos e deixávamos o o time delas chegar. Mas foi uma vitória importante e agora é tentar fechar série em duas partidas - disse Sheilla.
A constância ainda é algo que o hexacampeão persegue. Apesar de ter levado o primeiro set, o time de Bernardinho falhava no ataque mais do que as donas da casa e permitia que elas encostassem no placar. Foi assim durante três momentos e sempre após abrir uma frente grande, como os oito pontos conseguidos com as boas atuações de Mari e Sheilla (21/13). São Bernardo não desanimava. O bloqueio passou a subir com mais frequência e evitava que o Rio de Janeiro fechasse a parcial (23/20). Sheilla apareceu mais uma vez para mostrar quem mandava ali: 25/21.
E para não deixar sombra de dúvida e conter o ímpeto das anfitriãs, tratou de impor um 8 a 0. Mais atenta e solta fez com que o segundo set fosse de uma equipe só. São Bernardo tinha dificuldades para virar as bolas. E quando achava que iria comemorar um ponto via Fabi defender um ataque com o pé esquerdo. O lance arrancou o sorriso de Danielle Scott, a central americana que teve o ataque de meio salvo pela líbero.  A diferença já era para lá de confortável (18/5), mas o time paulista não se entregava. Thaisinha encontrava espaços e fez três pontos seguidos, mesmo diante da muralha que subia do outro lado da rede. Só que Mari também respondia e ajudava o Rio de Janeiro a fazer 2 sets a 0: 25/10.
Diante de sua torcida, o São Bernardo tentava reagir. Começou melhor o terceiro set (3/1) e fez Bernardinho dar um puxão de orelhas em suas pupilas. Funcionou. Elas conseguiram a virada, ditaram o ritmo do jogo e viram o tom de voz do treinador mudar no pedido de tempo. Refletia o momento da partida. O Rio de Janeiro caminhava com tranquilidade para sua primeira vitória na série e só depende agora fazer o dever de casa na terça-feira, para avançar às semifinais: 25/19.
- Esse jogo foi muito importante porque demos nosso primeiro passo rumo às semifinais. Ganhar esse troféu foi importante para quem ficou seis meses parada. Estou me sentindo bem e quero ajudar ainda mais o time - comemorou Mari, eleita a melhor jogadora do confronto.

Massa lamenta oitavo lugar no grid, mas admite que não pensava na pole

Brasileiro alega problemas com os pneus no treino classificatório e espera que a Ferrari faça um bom trabalho nos boxes para a corrida de domingo, às 3h

Por GLOBOESPORTE.COM Melbourne, Austrália
Com o alemão Sebastian Vettel voando no Albert Park, Felipe Massa não se iludiu. O brasileiro da Ferrari admitiu que a pole position no GP da Austrália era um sonho distante neste fim de semana. Ainda assim, ele não escondeu uma certa decepção após o treino classificatório de sábado, quando ficou apenas na oitava posição. Esperava andar mais à frente, como aconteceu nos teste da pré-temporada. Felipe alega problemas com os pneus e agora aposta todas as fichas na corrida de domingo, às 3h (de Brasília), torcendo por um bom trabalho da equipe nos boxes.
- Sem dúvidas, fomos menos competitivos do que poderíamos ser. É claro que não pensei que lutaria pela pole, principalmente quando você olha para o tempo marcado pelo Vettel. Mas esperava uma posição melhor. Tivemos problemas de aderência com os dois tipos de pneus neste asfalto, que é pouco abrasivo. Agora temos de nos preparar da melhor forma para a corrida. Além da velocidade dos carros, também vai contar muito a confiança no trabalho da equipe nos boxes – explica Massa.
Clique aqui e confira a galeria com as melhores fotos do treino classificatório de sábado
felipe massa ferrari gp da austrália (Foto: agência Reuters)Felipe Massa tenta se recuperar de maus resultados neste fim de semana em Melbourne (Foto: Reuters)
O brasileiro, que ficou três posições atrás do companheiro Fernando Alonso, afirmou que os pneus frios o atrapalharam quando rodou no fim da superpole (o G3, que define os dez primeiros do grid). Foi ali que ele perdeu sua última chance de melhorar a posição na largada.
- Minha rodada na superpole? Quando saí dos boxes, acelerei e os pneus e, evidentemente, ainda estavam frios demais. Acho que eles não foram danificados para a corrida, mas não me ajudaram em nada na minha última tentativa no treino classificatório.
Confira como ficou grid de largada para o GP da Austrália de 2011:
1 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - 1m23s529
2 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - 1m24s307
3 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - 1m24s395
4 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - 1m24s779
5 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 1m24s974
6 - Vitaly Petrov (RUS/Renault-Lotus) - 1m25s247
7 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - 1m25s421
8 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - 1m25s599
9 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - 1m25s626
10 - Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - 1m27s066
Eliminados na segunda parte do treino classificatório:
11 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - 1m25s971
12 - Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) - 1m26s103
13 - Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) - 1m26s108
14 - Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) - 1m26s739
15 - Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth) - 1m26s768
16 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - 1m31s407
17 - Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) - sem tempo
Eliminados na primeira parte do treino classificatório:
18 - Nick Heidfeld (ALE/Renault-Lotus) - 1m27s239
19 - Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Renault) - 1m29s254
20 - Jarno Trulli (ITA/Lotus-Renault) - 1m29s342
21 - Timo Glock (ALE/MVR-Cosworth) - 1m29s858
22 - Jerome D'Ambrosio (BEL/MVR-Cosworth) - 1m30s822
Não se classificaram (acima dos 107% da pole - 1m31s266):
Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth) - 1m32s878
Narain Karthikeyan (IND/Hispania-Cosworth) - 1m34s293