sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Brasil tem 62,5% de chances de pegar pedreira já na 1ª fase, diz matemático

Antes de sorteio, Tristão Garcia simula combinações e avalia ainda que a possibilidade de a seleção de Felipão cair em um 'supergrupo da morte' é de 6,95%

Por Rio de Janeiro
425 comentários
Antes das bolinhas, a calculadora. Na frieza dos números, pode-se afirmar que a Seleção tem chances consideráveis de enfrentar um adversário de peso logo na primeira fase do Mundial. No mais, vai depender da sorte que Neymar e companhia terão nesta sexta-feira, no Sorteio Final da Copa do Mundo de 2014. E, segundo o matemático Tristão Garcia, a probabilidade de o Brasil ter pedreira pela frente já na primeira fase, seja um campeão mundial (Itália, França e Inglaterra) ou então Holanda e Portugal, rivais tradicionalmente incômodos, é de 62,5%, enquanto há 37,5% de chances de não cruzar com o caminho de nenhum adversário de peso logo de cara.
Existe ainda a possibilidade de a seleção brasileira cair em um “supergrupo da morte”, com dois desses rivais de peso na mesma chave. Nesse caso, a matemática seria bem mais generosa com Felipão, e esse número cairia para 6,95%. Essa é a chance de o Brasil dividir o grupo, por exemplo, com Holanda e Itália. Já a probabilidade de enfrentar apenas uma pedreira antes das oitavas é de 55,55%.
Possíveis cenários de grupos da morte no sorteio da Copa (Foto: Infoesporte)
O cálculo pode ser feito também sem Holanda e Portugal. Nesse caso, a chance de o Brasil cair em um “supergrupo da morte” com três campeões mundiais diminui para 2,08%. As estatísticas mostram ainda que a possibilidade de a equipe de Felipão encarar apenas uma equipe do trio formado por França, Itália ou Inglaterra na primeira fase é de 37,5%.
- Existe uma chance muito considerável de o Brasil enfrentar, ao menos, um campeão mundial. O mais provável é que o Brasil não caia com um campeão, mas esse valor de 37,5% (número que representa apenas um campeão mundial na chave do Brasil) significa mais de um terço, o que é uma probabilidade muito importante - disse o matemático, que disse que a chance de não haver nenhum campeão mundial no grupo do Brasil é de 60,42%.
O matemático simulou também a possibilidade de haver um “supergrupo da morte” com três campeões mundiais, independentemente da presença do Brasil: 6,25%. Já a probabilidade de uma chave que tenha duas nações que já levaram o caneco para casa é de 36,45%, enquanto a chance de haver um grupo sem campeões mundiais é de 15,63% (essa possibilidade acontece apenas nas chaves em que Colômbia, Suíça e Bélgica são cabeças de chave).
info potes sorteio copa (Foto: arte esporte)
O processo do sorteio
Na terça-feira, a Fifa explicou como vai funcionar o sorteio na Costa do Sauípe, na Bahia (veja aqui mais detalhes). Com novidades, até o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, reconheceu que demorou a entender os critérios. A principal mudança é que o Pote 4 terá nove seleções da Europa (incluindo as campeões mundiais Itália, França e Inglaterra) -, mas uma dessas equipes do Velho Continente será sorteada logo no início do evento para compor o Pote 2, que aparece inicialmente com sete equipes (Argélia, Camarões, Costa do Marfim, Gana, Nigéria, Chile e Equador).
Em seguida, Valcke vai selecionar as bolinhas do Pote 1, determinando qual cabeça de chave estará em cada grupo. Depois, uma novidade: como a seleção europeia, que foi sorteada no início, só poderá fazer parte de um grupo com cabeça de chave sul-americano, Brasil, Uruguai, Argentina e Colômbia serão alocadas em um "Pote X". Nele, haverá um sorteio para definir em qual chave a primeira equipe sorteada cairá.
- O momento mais importante será o primeiro sorteio. Se não sortear um campeão mundial no primeiro ato, os grupos terão no máximo dois campeões mundiais cada um. Com um sorteio absolutamente limpo, teria 33,33% de chances de sair um campeão mundial europeu. Depois, 25% de chances de cair em cima do Brasil - explicou Tristão.
Sorteio Copa do Mundo Costa do Sauípe (Foto: EFE)Sorteio Final da Copa do Mundo da Fifa acontecerá nesta sexta-feira na Costa do Sauípe (Foto: EFE)

Com a definição do grupo da primeira seleção europeia, o sorteio terá sequência e todas as seleções do Pote 2 serão sorteadas para conhecerem os seus grupos. Em seguida, os Potes 3 e 4 terão as suas chaves definidas para a Copa de 2014. 
O sorteio da Copa do Mundo terá as participações de ex-jogadores como Zidane (França), Cafu (Brasil), Ghigggia (Uruguai), Cannavaro (Itália), Kempes (Argentina), Geoff Hurst (Inglaterra), Matthäus (Alemanha) e Hierro (Espanha). As atrações musicais ficarão por conta do Rapper Emicida, Alcione, Margareth Menezes, Olodum, Alexandre Pires, entre outros.
O Sorteio Final da Copa do Mundo da Fifa será transmitido ao vivo pela TV Globo. O GloboEsporte.com também vai acompanhar a festa em Tempo Real.

Do rúgbi ao boxe, as relações de Nelson Mandela com o esporte

Ex-presidente da África do Sul praticava a nobre arte na adolescência. Na década de 90, ele ficou marcado por história relacionada à seleção nacional, os Springboks

Por Rio de Janeiro
Comente agora
francois pienaar nelson mandela 1995 (Foto: Getty Images)Mandela aperta mão de François Pienaar, em 1995 (Foto: Getty Images)
Ex-presidente da África do Sul, dono de um Prêmio Nobel da Paz e um dos homens mais respeitados do planeta, Nelson Mandela morreu aos 95 anos em Pretória, como anunciou o presidente do país, Jacob Zuma, nesta quinta-feira, após ser internado quatro vezes no hospital desde dezembro (saiba mais no G1). A relação de Mandela com o esporte era bastante estreita e muito do legado que deixou para o povo passa por ele.
- O esporte tem o poder de mudar o mundo. Tem o poder de inspirar, tem o poder de unir as pessoas de uma forma que poucas outras coisas conseguem. Ele fala aos jovens em uma linguagem que eles compreendem - relatou Mandela ao receber o Prêmio Laureus inaugural pelas realizações ao longo da vida, no meio de 2000.
Um dos episódios mais marcantes de sua vida pública, por exemplo, teve relação com a seleção nacional de rúgbi, os Springboks (nome vindo de uma espécie de antílope da fauna local), esporte que Madiba, como era carinhosamente chamado pelo povo, nunca praticou. Ele mal entendia as regras, segundo o "USA Today Sports". Em 1994, após deixar a vida no cárcere, onde ficou 27 anos, Mandela percebeu que uma maneira de reduzir as diferenças ainda remanescentes do extinto Apartheid, regime racista que ficou vigente de 1948 a 1993, era usar o esporte, fazendo com que os brancos e os negros sul-africanos se unissem em uma só torcida. A distinção, contudo, era muito marcante, e ele precisou lutar muito.

Os brancos jogavam rúgbi, enquanto os negros, futebol. Há registros de que o próprio Mandela, quando jovem, era um dos opositores dos Springboks. Mas assim que conseguiu o cargo de presidente eleito pelo voto universal no país, o ex-mandatário conseguiu que a África do Sul alcançasse o direito de sediar a Copa do Mundo de rúgbi do ano seguinte. Além disso, Madiba apoiou o time, fato que incomodava tanto brancos quanto negros no início, que acabou vencendo a competição em casa sobre a Nova Zelândia. O episódio culminou no filme "Invictus", estrelado pelos atores Morgan Freeman, que interpretou Mandela, e Matt Damon, que fez o capitão dos Springboks, François Pienaar, crucial na ocasião por ter incorporado as ideias de Madiba.
Entre os anos 1990 e 2000, Madiba ajudou na organização e deu nome a torneios de rúgbi como o Nelson Mandela Challenge Plate, desafio anual entre África do Sul e Austrália, e o Nelson Mandela Challenge, jogo de futebol disputado uma vez por ano entre seu país e um adversário internacional. A renda desses desafios era revertida para sua fundação, que auxilia crianças carentes e portadoras do vírus HIV.
Mandela luva Mohamed Ali boxe (Foto: Reuters)Mandela ganhou luva autografada por Layla Ali, filha do ex-pugilista Muhammad Ali, e está em um museu (Foto: Reuters)

Esporte mais popular entre os negros, o futebol também foi importante na integração da África do Sul. A Copa Africana de Nações de 1996, vencida pelos Bafana Bafana, como é chamada a seleção sul-africana, é um dos marcos no processo. O país não tinha sido escolhido como sede do torneio, mas tomou o lugar do Quênia após a desistência por problemas econômicos. Três estádios utilizados na Copa do Mundo de Rúgbi de 1995 foram utilizados, além do Soccer City, que era um símbolo do futebol em Soweto.
01
Boxe como válvula de escape para a tensão
Muito antes da vida política e do episódio com os Springboks, contudo, Nelson Mandela já lutava dia após dia. Ainda jovem, iniciou a prática de boxe de forma amadora em sua universidade. O Madiba manteve os treinamentos mesmo no período em que esteve preso. Segundo a imprensa sul-africana, Mandela gostava do boxe por achar o esporte muito democrático.
Mandela Boxe 1952 (Foto: Getty Images)Mandela com uniforme em 1952 (Foto: Getty Images)
- Boxe é igualitário. No ringue, idade, cor e riqueza são irrelevantes. Quando você está circulando com seu adversário, sondando seus pontos fortes e fracos, não pensa em seu status social ou sua cor. Meu interesse principal estava no treinamento, eu encontrei um exercício rigoroso para ser uma excelente válvula de escape para a tensão e estresse - escreveu Mandela, em sua autobiografia.
- Eu não gostava da violência do boxe tanto quanto a ciência disso. Era uma forma de me perder em algo que não era a batalha.

Nelson Mandela tinha 1,94m de altura e sempre foi bastante magro. Por isso, costumava dizer que seria melhor no atletismo do que em esportes de luta. Mesmo assim, continuou praticando a modalidade mesmo quando já participava ativamente dos movimentos antiapartheid. Além de ter uma relação com o rúgbi e o boxe, só depois que ele foi libertado da prisão, o país voltou a disputar as Olimpíadas e entrou nas Copas do Mundo de futebol.
02
Mandela e as olimpíadas
A Cidade do Cabo se candidatou a sede dos Jogos Olímpicos de 2004. Ficou em terceiro lugar na votação do Comitê Olímpico Internacional, atrás de Roma e da vencedora Atenas. Mas os sul-africanos não ficaram de fora da festa. Mandela carregou a tocha olímpica em Robben Island, local onde foi mantido prisioneiro entre 1962 e 1990.
- Estive preso aqui por muito tempo e eu me identifico muito com a Robben Island. Estou muito feliz e honrado pela honra de carregar a Tocha Olímpica  aqui - disse Mandela, na ocasião.

Em comunicado, o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, disse que o sul-africano "era um verdadeiro estadista. Um inesquecível homem que entendeu que o esporte poderia construir pontes, derrubar muros e revelar nossa habitual humanidade".
Mandela Tocha 2004 (Foto: Getty Images)Nelson Mandela com a Tocha Olímpica em 2004 (Foto: Getty Images)

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Rotina de troca de técnicos volta
a todo vapor no Brasileirão 2013

Apenas seis treinadores mantêm emprego do início ao fim do campeonato, deixando para trás tendência da última temporada, quando nove continuaram em seus cargos

Por Rio de Janeiro
66 comentários

Marcelo Oliveira, técnico do Cruzeiro (Foto: Rafael Araújo / GloboEsporte.com)Marcelo Oliveira dirige o campeão Cruzeiro na atual temporada (Foto: Rafael Araújo / GloboEsporte.com)
O ano de 2012 marcou um recorde de nove técnicos mantidos no cargo na Série A do Brasileirão do começo ao fim da disputa, tendência esta que não se confirmou na atual edição da competição nacional. Foram 14 os clubes que optaram por não seguir trabalhos iniciados na primeira rodada do campeonato ou mesmo antes. E essa é justamente a média de equipes que decidem pela mudança, desde 2006 até hoje com a fórmula de pontos corridos e 20 times.

Dos seis que mantiveram o emprego, um já sabe que não fica: Tite, do Corinthians. Oswaldo de Oliveira, do Botafogo, vem sendo especulado como novo treinador do Santos. Às vésperas da disputa do Mundial de Clubes da Fifa, Cuca estendeu seu compromisso com o Atlético-MG até o fim de 2014; Marcelo Oliveira renovou contrato com o Cruzeiro; enquanto Enderson Moreira, do Goiás, e Cristóvão Borges, do Bahia, ainda negociam a permanência com suas respectivas diretorias. Destes, se nem todos foram brilhantes como a campeã Raposa, nenhum vai ser rebaixado para a Série B.
dança dos técnicos da Série A numerologos (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)Confira acima todas as mudanças de técnicos no Brasileirão Série A em 2013 (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)




01
Mudanças: o que deu certo e o que deu errado

Só não dá para dizer que trocar de técnico é mau negócio. Afinal, Grêmio e Atlético-PR mudaram e se deram bem. No Tricolor, Luxemburgo dirigiu o time em cinco rodadas, com aproveitamento de 53,3%. Com Renato Gaúcho à beira do campo, esse percentual subiu para 58,3% e a vaga na Taça Libertadores 2014 foi assegurada. Os números do Furacão são ainda mais significativos. Ricardo Drubscky deixou a equipe na zona de rebaixamento após seis jogos e 33,3% dos pontos conquistados. Após mais uma derrota com o interino Alberto Valentim, Vagner Mancini assumiu o posto na oitava rodada para colocar a equipe rubro-negra nas cabeças graças a um impressionante aproveitamento de 61,1% desde que assumiu o cargo. Os paranaenses ainda não se garantiram na competição sul-americana, mas só dependem do próprio resultado para alcançar a meta.
Vanderlei Luxemburgo Corinthians e  Fluminense (Foto: José Patrício / Agência estado)Luxemburgo teve dificuldades comandando Grêmio e Fluminense (Foto: José Patrício / Agência estado)
Luxa, por sinal, além de decepcionar no Grêmio, também teve passagem frustrante pelo Fluminense com aproveitamento de 37,5%, o que colocou o Tricolor como sério candidato ao rebaixamento. O substituto dele, Dorival Júnior, pode se envolver na queda de dois clubes cariocas. Ele dirigiu o Vasco por 25 rodadas com um aproveitamento ruim, de 33,3%, que manteve o Cruz-Maltino como integrante constante do Z-4 em 2013. O treinador chegou ao Flu para comandar a equipe por cinco jogos e conquistou 58,3% dos pontos disputados em quatro partidas, o que nem seria tão mau se o Tricolor não estivesse desesperado.

Quem mais usou e abusou do troca-troca foi justamente o lanterna Náutico, que foi dirigido por cinco técnicos diferentes até se conformar com o descenso. Silas, Zé Teodoro, Jorginho, Levi Gomes e Marcelo Martelotte se alternaram sem conseguir fazer o Timbu render o suficiente para se manter na elite. Coritiba, Criciúma, Flamengo, Fluminense, Ponte Preta, São Paulo e Vasco tiveram três comandantes. No geral, foram 24 mudanças de comando, quatro a mais que 2012, mas seguindo a média desde 2006.
iNFO - vai e vem dos técnicos (Foto: Editoria de Arte)Tabela mostra total das trocas de treinador ano a ano no Campeonato Brasileiro de pontos corridos (Foto: Editoria de Arte)







02
Série B: só três técnicos do início ao fim

Como é de praxe, as trocas de técnico na Série B foram muito mais intensas. No total, 35 passagens de bastão entre os "professores" movimentaram a Segundona. Apenas três equipes mantiveram os técnicos desde o início: o campeão Palmeiras de Gilson Kleina, o vice Chapecoense de Gilmar Dal Pozzo, e o Paraná de Dado Cavalcanti, que integrou o G-4 durante boa parte do campeonato, mas caiu de rendimento na reta final e perdeu a chance de retornar à Primeira Divisão. Sport e Figueirense, que também subiram, fizeram apenas uma troca.

Os times que caíram para a Série C mexeram bastante, especialmente o Paysandu, recordista no quesito. O trabalho começou com Lecheva, seguiu com Givanildo Oliveira, depois com Arturzinho e Vagner Benazzi, e na última rodada foi a vez do interino Rogerinho tentar em vão promover um milagre, mas já era tarde demais. Outro rebaixado, o Guaratinguetá, após passagem de três treinadores, inovou com um revezamento de interinos, culminando com a queda para a Terceirona. Fechando os integrantes do Z-4 final, o ASA mudou três vezes, e o São Caetano, duas.
dança dos técnicos da Série B numerologos (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)Veja também que técnicos entraram e saíram dos clubes ao longo da Série B (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com)
Ponte falha, mas arranca empate com o Lanús e mantém final aberta
Macaca leva gol de falta após desatenção, mas responde na mesma moeda com Fellipe Bastos e confirma 1 a 1. Na quarta, equipes decidem o título
 
 
A CRÔNICA
por Murilo Borges
Falta boba na intermediária. O batedor ajeita a bola. Com carinho, coloca no ângulo e deixa o goleiro imóvel no centro da meta. Gol, que define o clima do estádio. A mesma jogada que fez o pontepretano roer as unhas causou o grito de gol mais espontâneo de toda a campanha na Copa Sul-Americana. Ponte Preta e Lanús fizeram uma típica final entre brasileiros e argentinos: muitas faltas, catimba, empurrões e técnica, que sobrou nos pés de Goltz e Fellipe Bastos. Como um joga para cada time, a primeira metade da decisão acabou empatada em 1 a 1 nesta quarta-feira à noite, no Pacaembu abarrotado com quase 30 mil fanáticos alvinegros. A disputa pelo título se estende até a próxima quarta, em La Fortaleza, na província de Buenos Aires. Lá, Ponte e Lanús disputam de fato o troféu sem a vantagem dos gols fora. Qualquer empate leva o jogo para os pênaltis. Vitória confirma o título.
Fellipe Bastos comemora, Ponte Preta x Lanús (Foto: Marcos Ribolli)Fellipe Bastos recebe os cumprimentos dos companheiros: volante é peça decisiva (Foto: Marcos Ribolli)
Se depender do desempenho desta noite, a Macaca pode ir à Argentina confiante no primeiro título de sua história de 113 anos. O time dominou o primeiro tempo, criou várias oportunidades e falhou duas vezes. Em uma, Santiago Silva ajudou ao perder gol feito. Na outra, Goltz acertou uma bela cobrança de falta para abrir o marcador. O golpe, porém, não foi fatal. A Ponte é guerreira, como a torcida que mais uma vez pegou estrada para liderar o time fora de campo. Porque, no gramado, quem manda é Fellipe Bastos.
O camisa 15 foi dono da Ponte nos dois tempos. Teve a melhor chance na primeira etapa, mas parou em defesa segura de Marchesin. Nos 45 minutos finais, acertou um belo chute em cobrança de falta, no canto direito do camisa 1 argentino. Quase repetiu a dose pouco depois, ao acertar o travessão. Mostrou que está com o pé calibrado e pronto para decidir, como fez contra o Deportivo Pasto nas oitavas de final.
O próximo capítulo da rivalidade será na quarta-feira. A Ponte Preta, já rebaixada no Brasileirão, cumpre tabela com o Internacional em Caxias do Sul, no próximo domingo. Os titulares folgam para pensar exclusivamente na partida em La Fortaleza, no distrito de Lanús. A cabeça está boa. O empate, apesar de não satisfazer nenhum torcedor nesta noite, dá à Macaca o direito de esperar o Lanús, que, em casa, terá que partir para o ataque pois precisa da vitória. Aí, entra a principal característica da equipe. Se contra-atacar como normalmente faz e fez, a taçafica mais próxima.
Ponte Preta x Lanús (Foto: Marcos Ribolli)Goltz vai festejar gol com a torcida: empate na Argentina leva decisão aos pênaltis (Foto: Marcos Ribolli)
Ponte dita o ritmo, cria e toma susto
Como clube, o Lanús sabe bem o que é uma final. Venceu Copa Conmebol, faturou Campeonatos Argentinos das três divisões e já esteve em outras decisões. Mas, nesta quarta, quem pareceu expert no assunto foi a Ponte Preta. Empurrada por cerca de 30 mil torcedores no Pacaembu, a Macaca partiu organizadamente para cima desde o começo. Mordeu a saída de bola dos três zagueiros, anulou o meio-campo e as laterais do adversário e criou chances em contra-ataques. Faltou só o detalhe principal.
Ponte Preta x Lanus (Foto: Marcos Ribolli)Jogo truncado por cima e por baixo: cara de final
entre brasileiros e argentinos(Foto: Marcos Ribolli)
E não foi por falta de oportunidades. Fernando Bob chutou a primeira com seis minutos, mas mandou por cima. Uendel avançou pela esquerda e arriscou cruzamento fechado, que assustou o goleiro argentino. Elias experimentou de longe e parou no peito de Marchesin. A Ponte, como não fez nas outras fases, teve que atacar. A melhor chance, porém, saiu de um contragolpe. Fellipe Bastos roubou na intermediária, avançou até a área e encheu a canhota. O goleiro espalmou, para desespero da macacada.
Se o ritmo pontepretano era frenético, o argentino estava mais para o cuidadoso. Como todos os hermanos que chegam ao Brasil para uma partida decisiva, o Lanús só passou do meio-campo "na boa". Esperou um erro da Macaca para se soltar. Foi assim no cruzamento de Velázquez, que quase surpreendeu Roberto. E no inacreditável gol perdido por Santiago Silva, no último minuto de bola rolando. "El Tanque", livre na pequena área e com o gol aberto, bateu de forma displicente na bola e mandou para fora. O cuidado que sobrou ao time faltou ao centroavante. Sorte da Ponte. De campeã?
Ponte Preta x Lanús (Foto: Marcos Ribolli)Torcida da Ponte compareceu em peso ao estádio
nesta quarta, em São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)
Faltas precisas garantem 1 a 1
A Ponte voltou para o segundo tempo com uma ordem clara de Jorginho: apertar a marcação no campo de ataque. A ordem não foi muito bem assimilada. Ao contrário do primeiro tempo, a equipe brasileira deu mais espaços aos argentinos, que, aos poucos, começaram a se arriscar. A tática ainda era a mesma: esperar pelo erro da Macaca. Foi bem o que aconteceu.
Após chutão para frente, Santiago Silva – o mesmo que perdeu aquela chance incrível – foi agarrado por Diego Sacoman. Falta. Jorginho, do banco, pressentiu o pior. Goltz ajeitou na intermediária, tirou a bola do alcance da barreira e também de Roberto. O chute entra na gaveta e cala o Pacaembu por alguns minutos. Logo, os alvinegros pensam: não é possível que o filme de todos aqueles vices se repetirá novamente?
Nesta primeira metade da decisão, sim. A Ponte sentiu o gol de tal forma que passes simples viraram complexos, dribles básicos foram desperdiçados e chutes tinham a linha de fundo como único caminho. Jorginho tentou com Adaílton e Chiquinho e ganhou um time mais forte e veloz, mas com a mesma falta de precisão. Os dois tiveram chances de finalizar, mas sem perigo a Marchesin.
Até que surgiu Fellipe Bastos. Ele, que quase abriu o placar em contra-ataque no primeiro tempo, respondeu a Goltz da mesma moeda. Cobrança de falta perfeita por cima da barreira e goleiro imóvel no meio do gol. O empate recolocou a Ponte na partida. Bastos ainda teve a chance de virar: em nova cobrança, acertou o travessão. Mas o placar ficou nisso. Com precisão exata, brasileiros e argentinos mantém a igualdade por uma semana. Mas o pontepretano sabe que o empate está só no placar: no que puder disputar, a vantagem está com a Macaca. Pela torcida, pela garra, pela sorte. Para quem dominou Pasto, Vélez e São Paulo, o Lanús é uma etapa. Que, Justiça seja feita, será ultrapassada.
Fellipe Bastos comemora, Ponte Preta x Lanús (Foto: Marcos Ribolli)Fellipe Bastos teve a chance de marcar o segundo, mas parou no travessão (Foto: Marcos Ribolli)

De saída do Vasco, André posta foto na praia e diz: 'Vai bater saudade'

Atacante Willie e volante Sandro Silva, também afastados, já falaram em tom de despedida nesta quarta-feira em São Januário

Por Rio de Janeiro
232 comentários
A passagem do atacante André pelo Vasco, oficialmente, se encerra no dia 31 de dezembro, quando termina o contrato de empréstimo do jogador com o clube de São Januário. Mas o fim da linha parece ter sido nesta quarta-feira. O atacante, artilheiro do time em 2013 - foram 12 gols em 27 jogos -, não apareceu no campo no treino desta manhã e está definitivamente afastado dos planos do técnico Adilson Batista. Ele esteve no clube e já falou em tom de despedida com os ainda companheiros de Vasco. Na conta do jogador no Instagram, uma foto na praia de Ipanema e mensagem: 'Vai deixar saudade'.
Mas não é só André que está fora do Vasco nessa última semana de competição do clube, em meio à luta contra o rebaixamento. Willie e Sandro Silva, que também estiveram em São Januário esta manhã, mas não subiram ao campo, também não fazem mais parte do elenco vascaíno. Outros dois que não foram relacionados pelo técnico Adilson Batista na semana passada, Francismar e Montoya, no entanto, voltaram a treinar normalmente na atividade desta manhã.
André praia jogador Vasco (Foto: Reprodução / Instagran)André posta foto na praia e diz que vai sentir saudade (Foto: Reprodução / Instagran)
André chegou ao Vasco cercado de expectativa para retomar seu bom início de carreira e também porque ia jogar no clube do coração de seu pai, o seu Lenilson. Fez gols e chegou a conquistar a torcida do Vasco, mas as constantes aparições em noitadas começou a causar incômodo em São Januário, principalmente quando o time ia descendo a ladeira. Chamado a atenção ainda na época de Dorival Júnior pelo diretor de futebol Ricardo Gomes e pelo vice de futebol Ercolino de Luca, o jogador passou para a reserva de Edmilson e depois também foi preterido por Thalles. Com Adilson, o jogador pouco apareceu, embora tenha feito um gol importante no empate contra o Santos por 2 a 2, no Maracanã.
Emprestado pelo Atlético-MG, André deve retornar ao Galo, que pode reemprestá-lo em 2014. Neste ano, o atacante atuou pelo Santos e pelo Vasco.

Grupo que elegeu Peter Siemsen cobra ação nos bastidores para que jogos de Vasco e Coritiba tenham ‘resultado esperado’

O gerente de futebol Marcelo Teixeira, técnico Dorival Junior, ex-jogador Marcão e o presidente Peter Siemsen assistem ao treino do Fluminense
O gerente de futebol Marcelo Teixeira, técnico Dorival Junior, ex-jogador Marcão e o presidente Peter Siemsen assistem ao treino do Fluminense Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo
Extra
Tamanho do texto A A A
Principal grupo de apoio ao presidente Peter Siemsen, a Flusócio tem por hábito publicar em seu blog textos fazendo cobranças, elogios ou dando sugestões à cúpula tricolor. No mais recente deles, levanta uma bandeira para lá de polêmica. Segundo o grupo, nesta última rodada, dentre outras providências, cabe à diretoria “agir nos bastidores” para garantir que os outros jogos que interessam ao clube tenham o “resultado esperado”.
As partidas em questão são Atlético-PR x Vasco e São Paulo x Coritiba. Ao Fluminense, interessa que, nos dois jogos, os clubes mandantes saiam vitoriosos ao menos com um empate. Segundo o grupo político, eles são superiores aos seus rivais deste fim de semana. Confira o trecho da nota que contém esta declaração:
“Vasco e Coritiba têm jogos dificílimos e não é improvável que saiam sem a vitória, resultados que bastam para nós. Cabe à Diretoria agir nos bastidores para que a lógica faça com que esses jogos tenham os resultados esperados, já que Atlético-PR e São Paulo têm times claramente superiores à Vasco e Coritiba”.
Com a proximidade da reta final do Brasileiro, a prática da mala branca voltou a ser debatida ao longo dos últimos jogos. Perguntado na última segunda-feira se concorda com a artimanha, o diretor de futebol do clube, Rodrigo Caetano, despistou.
- É possível (a existência da mala branca). Normalmente acontece. Mas não vou ficar especulando quem vai mandar para quem, se o Bahia vai receber, se o Fluminense vai mandar. Os resultados que nos interessam só vão ter significado se fizermos a nossa parte. Se o Fluminense vencer o Bahia, que vai ser muito difícil, mas não é impossível, nem improvável, nós vamos depender de uma vitória dos nossos concorrentes. Não adianta fazer elações. Nesse momento o Atlético-PR tem interesse no jogo e o São Paulo tem interesse de manter a tradição de grande clube que é. Da mesma forma que o Bahia vai jogar pelas suas tradições.
Abaixo, a íntegra da nota da Flusócio:
"Depender de outros resultados é ruim. Muito pior quando o que está em jogo é a permanência na Série A. Mas, infelizmente, por conta de uma série de fatores e pecados, é essa a situação que se apresenta ao Fluminense, um dos clubes mais vencedores da história recente do futebol brasileiro.
Ao time, não cabe ficar com calculadora na mão ou com a cabeça nos outros resultados. É obrigação lutar pela vitória com tanta ou mais disposição que a mostrada no último sábado. Contra um Bahia já sem objetivos e sem a qualidade de um Atlético-MG ou Santos, é improvável que não consigamos os 3 pontos se realmente entrarmos em campo com disposição para tal.
Vasco e Coritiba têm jogos dificílimos e não é improvável que saiam sem a vitória, resultados que bastam para nós.
Cabe à Diretoria agir nos bastidores para que a lógica faça com que esses jogos tenham os resultados esperados, já que Atlético-PR e São Paulo têm times claramente superiores à Vasco e Coritiba.
A situação hoje lembra a que vivemos em 2011, na última rodada da primeira fase da Libertadores. Naquela noite, Buenos Aires presenciou o verdadeiro time de guerreiros. Um time que entrou em campo voando em busca do resultado e honrou a camisa. Uma atuação que, ainda que o resultado de Nacional-URU e América-MEX não fosse o único que nos interessava, deixaria a torcida orgulhosa.
É esse o espírito que queremos ver. Um dos grandes heróis daquela noite em Buenos Aires estará em campo e poderá dar o seu depoimento. Gum! Justo ele que tem sido um gigante e se superado nesse momento de desespero. Mesmo numa fase não tão boa tecnicamente, Gum vem se superando na raça de uma forma contagiante. Que ele consiga passar esse espírito para os outros jogadores.
Vamos acreditar, jogadores! Nossa torcida quer ver luta! Em nome da honra, lutem até o fim!"

Leia mais: http://extra.globo.com/esporte/fluminense/grupo-que-elegeu-peter-siemsen-cobra-acao-nos-bastidores-para-que-jogos-de-vasco-coritiba-tenham-resultado-esperado-10970414.html#ixzz2mYtW2huB

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Kalil apela a Dilma para liberação da verba de Bernard: 'Presidente, socorro'

Com salários atrasados no Galo, dirigente diz que não terminará o seu mandato se a Fazenda continuar a bloquear o dinheiro: 'Faz uma semana que não durmo direito'

Por Belo Horizonte
2273 comentários
Alexandre Kalil presidente do Atlético-MG coletiva (Foto: Bruno Cantini / Site Oficial do Atlético-MG)Kalil com Rodolfo Gropen, diretor de planejamento (Foto: Bruno Cantini / Site Oficial do Atlético-MG)
A duas semanas da estreia do Atlético-MG no Mundial de Clubes, a competição intercontinental não é a única preocupação do presidente do clube, Alexandre Kalil. Em entrevista coletiva concedida na tarde desta quarta-feira na sede do Galo, em Belo Horizonte, Kalil desabafou contra o bloqueio da verba da venda de Bernard ao Shakhtar Donetsk, pedido pela Fazenda Nacional. Em tom de apelo, o dirigente pediu a ajuda até da presidente da República, Dilma Rousseff, para a liberação do dinheiro. Os salários do clube estão atrasados há um mês e meio, e a diretoria precisou recorrer a parceiros para pagar os últimos vencimentos que foram quitados.
- Faz exatamente uma semana que não durmo direito, estou preocupado. Preciso da torcida. Se o tratamento que nós estamos tendo continuar, eu não fecho o meu mandato (que vai até o fim de 2014). É pedir à nossa presidente que nos trate como mineira como ela é. Estamos pedindo socorro à nossa presidente, ao ministro Fernando Pimentel (do Desenvolvimento), que é poderoso no governo da Dilma. Presidente, socorro. Minas Gerais precisa ser olhada  - afirmou Kalil.
O presidente comparou a situação do Atlético-MG com a de outros clubes brasileiros que recebem verbas federais.
- Não estou pedindo patrocínio federal, como foi dado por Petrobras, Lubrax. Não quero isenção de PIS e Cofins nos estádios, como estão dando para Grêmio, Atlético-PR. Não quero que descontem nada dos impostos do Atlético. Eles que mandam. Só eles que podem nos ajudar. Não temos representatividade. A própria presidente disse que tomaria conta do Atlético, porque ela disse que era atleticana. Mas ela não precisa. Peço que converse com o Luiz Adams (advogado-geral da União), que vetou os dois acordos que fizemos com a Fazenda - desabafou.
Procuradoria da Fazenda aponta tributos não repassados aos cofres públicos
Procurada para comentar as declarações de Kalil, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) enviou nota através de sua assessoria de imprensa para explicar as causas do bloqueio da verba de Bernard.
- A PGFN informa que a questão está na esfera judicial, que boa parte da dívida do clube refere-se a tributos que foram descontados mas não repassados aos cofres públicos e que a penhora relativa à transação do jogador Bernard está mantida por recente decisão do TRF da 1ª região.
Não estou pedindo patrocínio federal, como foi dado por Petrobras, Lubrax. Não quero isenção de PIS e Cofins nos estádios, como estão dando para Grêmio, Atlético-PR. Não quero que descontem nada dos impostos do Atlético
Alexandre Kalil
Maior transferência da história do Atlético-MG, Bernard foi vendido por 25 milhões de euros (cerca de R$ 77 milhões) ao Shakhtar em agosto, logo depois da conquista da Libertadores. Porém, o montante da venda foi bloqueado pela Fazenda Nacional. São três processos distintos. O pedido negado é de apenas um deles. Além deste, de cerca de R$ 27,4 milhões, há um no valor de quase R$ 12 milhões e outro de R$ 4,5 milhões.

O clube teve pedido de desbloqueio negado pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da Primeira Região, em Brasília, em 4 de setembro. Para não ter o valor bloqueado, o Atlético-MG ofereceu, em garantia, um imóvel localizado na região da Pampulha que, segundo o clube, valeria em torno R$ 40 milhões. Mas, de acordo com o documento emitido pelo TRF, o imóvel foi avaliado por um oficial de Justiça em R$ 20 milhões.

Fenômeno no Bellator, Goiti Yamauchi sonha em encontrar Lyoto Machida

Brasileiro de origem japonesa vem chamando atenção no MMA mundial e diz que se inspira no ex-campeão do UFC para alcançar seus objetivos

Por Rio de Janeiro
2 comentários
Japonês no nome e na certidão de nascimento, mas brasileiro de carteirinha e com muito orgulho. Assim é o peso-pena Goiti Yamauchi, de 20 anos, e uma das sensações do MMA mundial com 11 vitórias consecutivas, sendo as últimas duas no Bellator, segundo maior evento do esporte no mundo.
Nascido no Japão e chegando ao Brasil com três anos e meio, em Curitiba, Goiti é faixa-preta de jiu-jítsu, sendo duas vezes campeão brasileiro, além de ter um título paranaense no boxe. Pelo muay-thai, o nipo-brasileiro tem um cartel de sete vitórias e nenhuma derrota. Com dois cinturões no MMA, pelos eventos Iron Fight e Smash, Yamauchi tem em outro atleta com ascendência japonesa um espelho no esporte: o ex-campeão meio-pesado do UFC, Lyoto Machida.
MMA Goiti Yamauchi Bellator 109 (Foto: Reprodução/Bellator MMA)Goiti Yamauchi chama atenção no MMA mundial atuando pelo Bellator e se inspirando em nomes como Lyoto Machida e Cain Velásquez (Foto: Reprodução/Bellator MMA)
- Lyoto Machida é uma grande inspiração, também tem origem japonesa, e apesar de ser mais ligado ao Karatê, com certeza me identifico com o estilo dele. Ele também traz muito da cultura do Japão na sua vida e na profissão, então, de certa forma, me espelho nele também. Quem sabe um dia até sou convidado para fazer uns treinos com ele - comentou Goiti Yamauchi.
Apesar de suas ligações genéticas com o Japão, o lutador faz questão de frisar que luta pelo Brasil, pois foi no país que sua personalidade e caráter foram formados, apesar de dizer que sonha em voltar ao oriente um dia para lutar e rever parentes próximos. Determinado e disciplinado, Goiti Yamauchi pensa alto no Bellator, espera fazer carreira na organização e não quer saber de festas no final de ano, para já começar a planejar a preparação para o GP dos pesos-penas no início de 2014.
Mais Combate.com: confira as últimas notícias do mundo do MMA
- Tenho mais três anos de contrato no Bellator. Sou um dos mais novos do evento, mas nunca quis as coisas mais fáceis e por isso, já estou em pré-temporada para o ano que vem, esperando pela confirmação de participação no GP no início do ano. Não escolhia adversários enquanto lutava em eventos no Brasil, então quem vier no Bellator, vou vencer na busca pelo título da categoria - disse o peso-pena.
Vivendo o melhor momento na curta carreira, Goiti Yamauchi recorre mais uma vez aos ensinamentos japoneses para não cair nas armadilhas que existem para atletas jovens e que começam a obter sucesso na vida profissional. O lutador absorve o máximo possível dos ensinamentos orientais para alcançar seus obejtivos diários, como o foco nos treinamentos, disciplina para perder peso e concentração na hora da luta.
Se considerando um estrategista no combate, por não preferir lutar em pé ou no chão, mas sim de acordo com o que o adversário vai escolher para o confronto, Goiti Yamauchi revela admiração pelo campeão peso-pesado do UFC Cain Velásquez. E foi em um nocaute digno do americano de origem mexicana, que o brasileiro conseguiu encerrar sua última luta no Bellator 109, nocauteando Saul Almeida, no primeiro round. Com 13 vitórias por finalização, essa foi a primeira vez que o lutador conseguiu um nocaute como profissional de MMA.
MMA Goiti Yamauchi Bellator 109 (Foto: Reprodução/Bellator MMA)Diante de Saul Almeida, no Bellator 109, Goiti Yamauchi conseguiu vencer a primeira luta por nocaute como profissional de MMA (Foto: Reprodução/Bellator MMA)
- Foi uma sensação muito boa nocautear o adversário. Eu estava preparado para lutar onde fosse, e ele preferiu a trocação. Apesar da maioria das minhas vitórias vir por finalização, eu não escolho em que situação lutar e foi bom vencer a primeira por nocaute. Ainda mais que essa é uma das armas prediletas do Cain Velásquez, que é um cara que eu também admiro. Ele é um animal dentro do octógono - revelou o peso-pena, que não descarta, entretanto, subir de categoria após "gravar" seu nome na divisão até 66kg.
Goiti Yamauchi é atleta da Team Yamauchi, em Curitiba (Paraná), e tem como treinador principal seu próprio tio, Flavio Ossamu Yamauchi. Como profissional de MMA, o peso-pena possui um cartel de 16 vitórias e uma única derrota. Atualmente, o nipo-brasileiro conta com 11 triunfos consecutivos no esporte.

Após cinturão no Rei da Selva, Pato curte família antes de novo desafio

Amazonense optou por descansar alguns dias antes de retomar a rotina de treinos para se apresentar no Jungle Fight, que acontecerá dia 21 de dezembro, no PA

Por Manaus
Comente agora
Robert Pato tem agendado para o dia 21 de dezembro o seu último compromisso do ano no Jungle Fight, que será realizado em Belém (PA). Com a responsabilidade de lutar num dos maiores eventos de MMA da América Latina, o lutador optou por dar uma “parada” de quatro dias nos treinos para voltar revigorado ao octógono.
Pato, Rei da Selva (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)Após luta, Pato descansa em hotel ao lado de família (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)
De acordo com ele, que recentemente conquistou o cinturão do Rei da Selva,  aproveitar alguns poucos dias de folga era uma necessidade. Logo, ele apr
- O descanso é essencial para o atleta de alto rendimento e eu realmente estava precisando disso, pois estou vindo de um estresse muito grande. Ganhei graças a Deus o Rei da Selva, mas o treinamento foi muito doloroso, meus dias foram puxados e a pressão foi grande. Logo, estou recarregando as minhas baterias ao lado da minha família, curtindo o hotel, o campo de golfe, a piscina, e aproveitando para voltar com todo gás para o Jungle – disse Pato.   
Para o educador físico e presidente do Conselho Regional de Educação Física da 8º Região (CREF), Jean Carlo Azevedo, o descanso do atual meio-médio (77Kg) é mais que merecido. Além disso, vai ajudar o atleta, ou seja, na capacidade do organismo aumentar suas reservas energéticas após um esforço.
Pato, Rei da Selva (Foto: Isabella Pina)Pato faturou o cinturão do Rei da Selva, no último sábado (Foto: Isabella Pina)

Mesmo fazendo jus ao período de relaxamento, Roberto Pato conta que não deixa de pensar no seu próximo desafio. E mesmo sem conhecer o adversário, o lutador da Nova União afirma que vai seguir a risca a “receita” que o fez vencedor do Rei da Selva Combat 2, no último final de semana, ao enfrentar Mamede Jezini: Dedicação total.  
- Realmente ainda não sei quem eu vou enfrentar, mas o Jungle Fight tem esse perfil de suspense e de colocar o lutador numa verdadeira guerra. Após retornar deste descanso, vou encarar novamente a maratona de quase dez horas de treinos, regada com preparação física, boxe, jiu-jítsu, corrida, fisioterapia, malhação e outros quesitos. Usarei todas as minhas armas para ser um vencedor - finalizou o lutador.
* Por Alírio Lucas, com supervisão de Tadeu Matsunaga

UFC anuncia Jon Jones contra Glover Teixeira no UFC 171, em Dallas

Luta entre os meio-pesados acontece dia 15 de março e foi revelada durante programa de TV oficial do Ultimate. Vendas de ingressos em janeiro

Por Rio de Janeiro
Comente agora
Dessa vez, finalmente o combate entre o campeão meio-pesado do UFC, Jon Jones, e o brasileiro Glover Teixeira pode sair do papel. Durante o programa de TV oficial da organização, "UFC Tonight", a sétima defesa de título do americano foi anunciada para Dallas (EUA), dia 15 de março de 2014, no UFC 171. As vendas de ingressos para o evento, que tem somente o confronto entre os meio-pesados confirmado, começam dia 17 de janeiro.
Essa é a terceira tentativa do Ultimate em marcar o confronto. Inicialmente anunciado para o UFC 169, em fevereiro, e depois para o UFC 170, Dana White e Jon Jones vieram a público revelar que ainda não seria possível marcar nova luta para o americano, que ainda se recuperava do duelo contra o sueco Alexander Gustafsson, no UFC 165, em setembro desse ano.
MONTAGEM - Glover Teixeira e Jon Jones (Foto: Agência Getty Images)Glover Teixeira e Jon Jones se enfrentam no UFC 171, em Dallas, dia 15 de março (Foto: Agência Getty Images)
Mais Combate.com: confira as últimas notícias do mundo do MMA
Jon Jones se tornou o recordista de defesas de cinturão bem sucedidas na categoria peso-meio-pesado do UFC, com seis, ao derrotar o sueco Alexander Gustafsson por decisão unânime em setembro passado, no UFC 165, em Toronto. O americano tem 19 vitórias e apenas uma derrota, por desclassificação, em seu cartel, e defende sequência de 10 vitórias consecutivas.
Glover Teixeira, por sua vez, não perde há 20 lutas, desde 2005, e tem um cartel de 22 vitórias e duas derrotas. Desde que estreou no UFC, venceu cinco vezes, duas delas por nocaute e duas por finalização. O mineiro de Sobrália está atualmente treinando na Black House e na American Top Team.
UFC 171
15 de março de 2014, em Dallas (EUA)
CARD PRINCIPAL
Jon Jones x Glover Teixeira

Sul-coreano de 32 anos recusa o UFC por achar que ainda não é a hora

Campeão peso-leve do Road FC, Nam Yui Chul diz que ainda pretende lutar por mais oito anos. Ele venceu sete de seus últimos oito combates

Por Rio de Janeiro
40 comentários
Lutar pela principal organização de MMA do mundo pode ser o sonho de praticamente todo atleta do esporte, mas pelo menos por enquanto isso não se aplica a Nam Yui Chul. Campeão do peso-leve do Road FC, o sul-coreano recusou uma proposta de Dana White e companhia, mesmo estando com mais de 30 anos e já com 22 combates de experiência.
- Não fiquei animado tanto quanto eu esperava. Achei que esta não é a hora de ir para o UFC. Tenho muitas vantagens no Road FC. Sou reconhecido como um campeão e tenho uma condição estável. Certamente não desisti do UFC, mas simplesmente ampliei meus horizontes não levando em conta os ganhos a curto prazo - disse o sul-coreano em comunicado divulgado pelo Road FC.
nam Yui Chul   (Foto: Divulgação/Road FC)Nam Yui Chul venceu sete de suas últimas oito lutas (Foto: Divulgação/Road FC)
Mais Combate.com: confira as últimas notícias do mundo do MMA
Nam Yui Chul vai completar 33 anos em julho. Ele tem atualmente um cartel com 17 vitórias, quatro derrotas e um empate e foi o único que conseguiu vencer Hacran Dias (21-2-1), um dos brasileiros com melhor cartel no Ultimate, antes de o atleta da Nova União ser contratado pela organização americana.
- Eu poderia continuar como lutador até os 40 anos. Tenho 32 agora, então ainda restam oito anos para eu parar. Ninguém sabe o que poderia acontecer. Vou tentar o meu melhor sempre. E neste momento eu tento o meu melhor como um lutador do Road FC - finalizou.

Curtinhas: John Dodson se lesiona e está fora de luta contra Jorgensen

Stefan Struve faz novo teste no coração em um mês; José Aldo faz sparring com Renan Barão para lutas no UFC 169, em fevereiro de 2014

Por Rio de Janeiro
23 comentários
John Dodson Pesagem UFC 166 (Foto: Evelyn Rodrigues)John Dodson está fora do evento do próximo dia 14
de dezembro (Foto: Evelyn Rodrigues)
O americano Scott Jorgensen terá de esperar um novo adversário para sua estreia no peso-mosca pela segunda vez. Após Ian McCall ser forçado a desistir do combate para passar por uma cirurgia na mão, seu substituto, John Dodson, também vai sair do duelo por conta de uma lesão, de acordo com o perfil oficial de notícias do UFC no Twitter. O site "Sherdog" apurou que Dodson lesionou o joelho durante um treino. Agora, Jorgensen aguarda um novo substituto para o confronto, que estava marcado para o UFC: Johnson x Benavidez, que acontece no próximo dia 14 de dezembro, em Sacramento.
Mais Combate.com: confira as últimas notícias do mundo do MMA
Testes em um mês
Diagnosticado com uma condição chamada "Coração de Atleta", comum entre os que treinam excessivamente, Stefan Struve segue firme em sua recuperação. Sem lutar desde março, quando foi nocauteado por Mark Hunt, ele vem trabalhando a parte física e ainda precisa de novos exames para ser liberado e assim poder voltar ao Ultimate.
- É bom ficar em forma e pronto para lutar de novo, próximo teste no hospital em um mês! Vamos fazer isso! - vibrou Struve no Twitter.
Equipe unida
José Aldo e Renan Barão estarão juntos no UFC 169, em 1º de fevereiro de 2014, fazendo respectivamente o coevento principal e o evento principal da noite. Os companheiros de equipe estão treinando juntos para seus desafios, e o campeão dos pesos-penas do Ultimate publicou nesta terça-feira uma foto do treino de sparring com Barão, campeão interino dos pesos-galos.
- Equipe toda unida para mais uma batalha!!! - escreveu Aldo no Instagram. Além dos dois, aparece na foto também Eduardo Dantas, campeão peso-galo do Bellator, que se prepara para defender seu cinturão contra o compatriota Rafael Morcego em data ainda não confirmada.
José Aldo Renan Barão treino MMA (Foto: Reprodução/Instagram)José Aldo (centro) e Renan Barão (dir.) treinam na equipe Nova União (Foto: Reprodução/Instagram)