quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Algoz de Esquiva relembra final em Londres e abre espaço para revanche

Dois anos após luta em que brasileiro foi punido nos segundos finais e perdeu o ouro, Murata diz que não há muito o que discutir sobre decisão: "O resultado final é tudo"

Por Rio de Janeiro
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Se não fosse uma polêmica punição por excesso de contato físico, a medalha de prata de Esquiva Falcão nos Jogos Olímpicos de Londres 2012 poderia ter sido a de ouro. Mas quem ficou no topo do pódio da categoria peso-médio, na ocasião o japonês Ryota Murata. Dois anos depois daquele combate e da tentativa frustrada do Comitê Olímpico do Brasil (COB) de mudar o placar da disputa, o pugilista asiático afirmou que "o resultado final é tudo" e se mostrou aberto a um novo duelo com o brasileiro, dessa vez no boxe profissional.
Esquiva Falcão medalha de prata (Foto: Reuters)Na final dos pesos-médios em Londres 2014, melhor para Murata após punição contra Esquiva (Foto: Reuters)
O momento que, para muitos brasileiros, definiu a luta foi na parte final do terceiro round. O juiz polonês Mariusz Gorny considerou que Esquiva estava agarrando Murata e lhe aplicou a punição (que dá dois pontos para o adversário). O capixaba reclamou, pedindo que o rival também fosse advertido, mas o japonês seguiu ileso até o fim da luta e conquistou a medalha de ouro pelo placar de 14 a 13.
Para Esquiva, ele próprio foi o verdadeiro vencedor. E, de acordo com o pugilista brasileiro, Murata lhe havia dito, em um encontro em janeiro deste ano em Las Vegas, que o ouro merecia ter ficado com o capixaba. Porém, em entrevista por e-mail ao GloboEsporte.com, o japonês mudou o discurso.
- Penso que fiz uma boa luta, mas o resultado final é tudo. Se ele não tivesse sofrido a punição de pontos, eu teria feito uma luta diferente. Não há muito o que discutir - escreveu o asiático.
boxe cartel esquiva falcao ryota murata (Foto: Editoria de arte)
Tanto Esquiva quanto Murata migraram para o boxe profissional depois da participação nos Jogos de Londres. Ambos são contratados da Top Rank, mesma empresa que tem no plantel o filipino Manny Pacquiao, único a ser campeão mundial em oito categorias diferentes e atual detentor do cinturão dos meio-médios da Organização Mundial de Boxe (WBO).
Os dois estão invictos no profissional, com quatro vitórias em quatro lutas cada. Porém, Murata é quem apresentou os melhores resultados, nocauteando todos os adversários. Esquiva, por sua vez, teve dois triunfos definidos por decisão unânime, e o último combate foi na categoria médio-ligeiro.
Murata abre espaço para um novo confronto direto com o brasileiro para ver quem levaria a melhor nessa nova fase dos lutadores. No amador, além da final olímpica, o capixaba também levara a pior no Mundial de 2011, no Cazaquistão.
- Se for isso o que os fãs quiserem, vou lutar com ele onde e quando for. Espero que essa luta aconteça quando nós dois ganharmos mais experiência como pugilistas (profissionais) e em um grande palco - declarou Murata.
metas e recusa ao estilo mayweather
A referência atual no boxe profissional é o americano Floyd Mayweather, que já foi campeão mundial em cinco categorias e é o atual detentor dos cinturões dos meio-médios do Conselho Mundial de Boxe (WBC) e dos médio-ligeiros do WBC e da Associação Mundial de Boxe (WBA). O início de carreira de Murata já consegue ser melhor do que o de Mayweather (quatro vitórias por nocaute). Apesar da comparação, o japonês tem a certeza de não querer seguir o estilo de ostentação do pugilista americano.
- Meu objetivo é ser um tipo diferente de astro - afirmou.
Murata, que deixou a aposentadoria após os Jogos Olímpicos para lutar profissionalmente, já tem marcada sua quinta luta. Será no dia 5 de setembro, em Tóquio, contra o mexicano Adrián Luna Flores (17 vitórias e duas derrotas). É mais um passo em uma carreira que o japonês deseja que seja longa e promissora.
- Como amador, eu atingi minha meta ganhando a medalha de ouro olímpica. Então, senti que a progressão natural na minha carreira era lutar no profissional. Vou continuar lutando até ficar satisfeito com as minhas conquistas. Não consigo dizer até onde (quero chegar), mas estabeleci padrões elevados - garantiu.
Ryota Murata (Foto: Chris Farina / Top Rank)Murata tem quatro nocautes nas quatro lutas que já fez no boxe profissional (Foto: Chris Farina / Top Rank)


Menos de 24 horas após demissão de Jorginho, Vitória anuncia Ney Franco

Ex-comandante é demitido na madrugada de quinta-feira, e treinador retorna ao
Rubro-Negro baiano apenas três meses depois de sair para assumir o Flamengo

Por Salvador
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Ney Franco; Vitória (Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Vitória)Ney Franco está de volta ao Vitória (Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Vitória)
O Vitória passou menos de 24 horas sem treinador. Após a demissão do técnico Jorginho, na madrugada desta quinta-feira, logo após a derrota por 2 a 0 para o Coritiba, o clube anunciou um novo nome. E o substituto é um velho conhecido da torcida: Ney Franco, justamente o antecessor de Jorginho, é o novo técnico do Rubro-Negro.
Ney volta ao clube três meses depois de ter pedido demissão, no dia 12 de maio, para logo em seguida acertar com o Flamengo. Ele havia assumido o Vitória em setembro de 2013, quando foi responsável pela boa campanha da equipe no Campeonato Brasileiro. Com ele, o clube terminou em quinto lugar, a um ponto do Botafogo, clube que disputou a Taça Libertadores da América.
A boa campanha na Série A gerou muita expectativa em torno do trabalho do treinador em 2014. Expectativas que foram frustradas com uma péssima campanha no primeiro semestre: o Vitória foi eliminado na primeira fase da Copa do Brasil, caiu na Copa do Nordeste após ser goleado por 5 a 1 para o Ceará e, por fim, perdeu o título baiano para o rival Bahia.
Apesar da série de fracassos, a diretoria rubro-negra demonstrou confiança no trabalho do treinador. Porém, no início da Série A, Ney começou a ser questionado pelo fraco desempenho do time na competição – foram dois empates, uma vitória e uma derrota –, o que piorou depois de perder o estadual para o maior rival.
Após um empate diante do Bahia, na Arena Fonte Nova, veio o pedido de demissão do próprio técnico. Dois dias depois, ele acertou sua ida para o Flamengo, onde permaneceu apenas sete jogos. Foram quatro vitórias e três empates, com o time carioca na lanterna do Brasileirão. Demitido no dia 23 de julho do clube da Gávea, Ney retorna ao futebol menos de um mês após ficar sem emprego.
No domingo, diante do Figueirense, o time deve ser comandado por Éder Bastos, auxiliar de Ney Franco, que só assume o time na segunda-feira.

Ouro mundial no judô vale 551 vezes menos que o título de Wimbledon

Campeão do Mundial da Rússia levará R$ 13 mil, enquanto o tenista Novak Djokovic, atual vencedor do Grand Slam, arrematou R$ 6,7 milhões em apenas um torneio

Por Rio de Janeiro
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rafaela silva mundial de judo equipes (Foto: Marcio Rodrigues / MPIX )Rafaela Silva em ação no Mundial de judô do Rio no ano passado (Foto: Marcio Rodrigues / MPIX )
Rafaela Silva poderia repetir o feito do ano passado e vencer o Mundial pelo resto da vida que, mesmo assim, não chegaria nem perto da premiação que Novak Djokovic levou no Grand Slam de Wimbledon 2014. Na verdade, a carioca precisaria ser campeã do mundo outras 550 vezes para somar os R$ 6,7 milhões ganhos pelo sérvio em apenas um torneio de tênis. Assim como no ano passado, no Rio de Janeiro, o medalhista de ouro no Mundial da Rússia, competição mais importante para o judô depois dos Jogos Olímpicos, arremata cerca de R$ 13 mil - que ainda são divididos entre o judoca e seu treinador. Para se ter uma ideia, a premiação total do Mundial é de R$ 660 mil, contra R$ 95 milhões da tradicional competição britânica.
- Há um abismo muito grande que passa por dedicação, todo o processo do atleta para medalhar, e ele chega ao final e ganha cinco mil dólares, que ainda divide com o treinador. Acho justa essa divisão (com o treinador), só acho pouco - afirmou Ney Wilson, gestor de alto rendimento da Confederação Brasileira de Judô.
- Cada atleta escolheu seu esporte, faz o que gosta, tem o talento para aquilo. Mas poderia ser melhor na divisão de dinheiro, sim. Muitos atletas não estão preocupados com os 6 mil dólares do Mundial, mas sim com a medalha que batalhou. É a realidade - se contenta Rafaela Silva, campeã do mundo no Rio e que tenta o bi na Rússia a partir do dia 25.
Info_PREMIACOES_Judo-e-outros-esportes_5 (Foto: Infoesporte)
Mas esse abismo entre alguns esportes não é exclusividade do judô. Realizado no último mês, em Roterdã, na Holanda, o Mundial de ciclismo BMX garantiu R$ 12 mil ao campeão. Já na natação, que conta com ídolos como Cesar Cielo e Michael Phelps, a medalha de ouro vale um pouco mais, cerca de R$ 33 mil. O atletismo levanta ainda mais o sarrafo. O jamaicano Usain Bolt, dono de oito medalhas douradas em mundiais, enriqueceu R$ 90 mil com cada uma delas.
Kelmendi mundial de judô campeã (Foto: Raphae Andriolo)Kelmendi mostra medalha de ouro no Mundial do Rio: R$ 13 mil de prêmio (Foto: Raphael Andriolo)
Esses dados são de modalidades individuais. Nos esportes coletivos, os valores aumentam exponencialmente. A Copa do Mundo de futebol, que terminou no dia 13 de julho no Maracanã, deixou a seleção alemã R$ 78 milhões mais rica. Enquanto isso, a Liga Mundial de vôlei, vencida pelos Estados Unidos, que derrotaram o Brasil na decisão, premiou os campeões com R$ 2,2 milhões.
Voltando à comparação individual, vamos levar em conta o número 1 do tênis, Novak Djokovic, e a número 1 da categoria meio-leve (52kg), a judoca Majlinda Kelmendi, de Kosovo. Em 2013, o sérvio disputou 16 torneios e ganhou sete títulos. Ele acumulou cerca de R$ 28,2 milhões em prêmios - fora patrocínios. No mesmo período, Kelmendi, rival da brasileira Érika Miranda e uma das atletas mais ativas do circuito, lutou seis dos principais torneios da Federação Internacional de Judô (FIJ), venceu quatro e foi ao pódio em outros dois. Ela somou menos de R$ 50 mil na temporada. O ano de 2014 nem acabou, e Djokovic já acumula mais de R$ 16 milhões.
As premiações dos outros três Grand Slams de tênis confirmam o tamanho da disparidade. O suíço Stanislas Wawrinka e a chinesa Na Li faturaram mais de R$ 5,6 milhões cada um ao vencerem o Aberto da Austrália. Já Rafael Nadal e Maria Sharapova somaram mais de R$ 5 milhões às suas contas ao serem campeões de Roland Garros. E agora em setembro, o US Open dará R$ 6,6 milhões para quem levantar o troféu de campeão na chave de simples.
Djokovic Wimbledon (Foto: Getty Images)Djokovic beija o troféu do Grand Slam de Wimbledon 2014 (Foto: Getty Images)

Enquanto isso, o circuito mundial de judô é composto por quatro Grand Slams (assim como no tênis) - cada um deles rende ao campeão cerca de R$ 11 mil; 12 Grand Prix - o ouro vale R$ 6.800; e um Mundial - R$ 13 mil (que só não acontece em ano de Olimpíadas). Sem contar os torneios que pontuam e premiam menos, como os Abertos Continentais e os Continentais. Imaginando que um judoca dispute e ganhe todos os 17 principais campeonatos do ano, o que seria impossível porque alguns deles são disputados simultaneamente, ele só alcançaria a bolada de R$ 140 mil.
Para a técnica da seleção feminina, Rosicléia Campos, a diferença é muito mais cultural por se tratar de um esporte nascido no Japão, com uma filosofia oriental, e que até pouco tempo tinha seu principal órgão, a Federação Internacional, gerida por dirigentes asiáticos, sem uma mentalidade tão empreendedora. Ela acredita que o judô, num futuro, pode chegar no mesmo patamar financeiro que o tênis ou o vôlei e lembra que a sua modalidade já evoluiu muito.  
Hoje um atleta de tênis sobrevive só com as premiações, levando a equipe dele, fazendo as viagens... No judô isso não acontece. Se não tiver um investimento da Confederação ele não consegue chegar"
Ney Wilson
- O judô não tem a cultura de ter remuneração. Culturalmente falando, a gente é de uma filosofia japonesa. Até a FIJ só passou a pagar quando mudou a direção. Tinham pessoas asiáticas no comando e quando o (Marius) Vizer entrou com uma visão empresarial, mudou muito. Com mais exposição do esporte na mídia. Estamos nos preparando para nos tornar um tênis, um vôlei. Resultados já temos. Da parte financeira, estamos começando a progredir. Falo pela minha época de judoca mesmo. Era muito amador. Estamos caminhando para ser uma grande potência na questão financeira também. O quadro que a tínhamos para o que temos hoje já melhorou muito. Isso não existia antes, receber dinheiro por ser campeão mundial. Hoje em dia você é campeão olímpico, consegue patrocinador... - avaliou.
Ney Wilson concorda com Rosicléia quanto ao crescimento do investimento no judô nos últimos anos. Foi apenas em 2009, ou seja, há cinco anos, que a FIJ estabeleceu novas regras, entre elas a premiação em dinheiro para os medalhistas dos campeonatos do circuito mundial. Apesar de acreditar que a conquista de uma medalha é inalculável, ele sabe que um judoca, hoje, não consegue viver e treinar somente com os prêmios dos torneios.
- Uma medalha não tem preço. Não dá para calcular. Dá para calcular, sim, o valor de investimento para ele chegar a uma medalha, mas o significado é uma coisa muito maior do que o valor financeiro. Na nossa modalidade a premiação é uma coisa muito nova. Foi introduzida recentemente, em 2009 junto com o ranking mundial, e foi importante para a profissionalização e a valorização do atleta. Antes tinha uma premiação só no Campeonato Mundial. Mas ainda está muito longe das principais modalidades. Nosso esporte já evoluiu, mas ainda caminha nesse sentido. Hoje um atleta de tênis sobrevive só com as premiações, levando a equipe dele, fazendo as viagens... No judô isso não acontece. Se não tiver um investimento da Confederação ele não consegue chegar - afirmou.
A única mulher brasileira campeã olímpica da modalidade, Sarah Menezes, prefere fazer a parte que lhe cabe, treinando e competindo em busca do maior número de medalhas possíveis. Consequentemente, o dinheiro virá, como aconteceu após o inédito primeiro lugar nos Jogos de Londres, em 2012, quando ela ganhou R$ 100 mil dos patrocinadores pela conquista.
- Não me preocupo com a parte do dinheiro. Se você ficar pensando no dinheiro é perigoso. Tem que se concentrar dentro do tatame e o que vier é lucro.
Sarah busca os R$ 13 mil e a medalha de ouro no Mundial de judô entre 25 e 31 de agosto em Chelyabinsk, na Rússia. O SporTV transmite as eliminatórias a partir das 2h (de Brasília) e as finais às 8h (de Brasília).
programação mundial de judô da rússia 2014 (Foto: programação mundial de judô da rússia 2014)

"Vou trazer a tempestade dessa vez”, diz Cung Le sobre luta contra Bisping

Ex-campeão peso-médio do Strikeforce também diz que ainda sonha em enfrentar Anderson Silva: “Quero me testar contra o meu ídolo um dia"

Por Las Vegas, EUA
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No próximo sábado o UFC volta a Macau, na China, com o duelo entre Cung Le e Michael Bisping na luta principal. Aos 42 anos de idade, o atleta vietnamita tem nove vitórias e duas derrotas em seu cartel e não luta desde novembro de 2012, quando nocauteou Rich Franklin e teve que se submeter a uma série de cirurgias para se recuperar de uma lesão pé e outra no joelho. O tempo longe do octógono, no entanto, não é um empecilho para o lutador, que diz ter seguido à risca todas as recomendações médicas durante a sua recuperação e prometeu raios e trovoadas durante o combate contra o atleta inglês.
Cung Le UFC luta pesagem (Foto: Divulgação / UFC)Cung Le garante que trará de volta a tempestade para a luta contra Michael Bisping (Foto: Divulgação / UFC)
- A preparação tem sido muito boa, mas dura. A razão pela qual tem sido boa é que eu me recuperei totalmente das minhas lesões. Eu tive três cirurgias em quatro meses, sendo que uma foi seis semanas antes da luta contra o Rich Franklin e outras duas logo depois do combate. Então demorou um pouco para que eu me recuperasse. Segui todas as recomendações médicas de não fazer sparring logo de cara ou não voltar a treinar luta agarrada logo de início. Comecei pelo condicionamento físico e trabalhando nas minhas técnicas e fiz tudo o que era preciso para ficar 100%. Acho que agora estou de volta, me sinto mais forte e pronto para esse duelo. Os fãs sabem que essa luta vai ser empolgante e que eu sempre entro lá para dar o máximo de mim, assim como o Michael Bisping. Mas estou trazendo a tempestade comigo dessa vez. Esperem por raios após as trovoadas - disse o atleta em entrevista por telefone ao Combate.com.
Famoso na China por seus papeis em filmes de artes marciais, Cung Le é um dos embaixadores do UFC na Ásia e foi apontado como um dos possíveis adversários para o retorno de Anderson Silva ao octógono, depois que o brasileiro lesionou a perna em dezembro passado durante o combate contra Chris Weidman. Apesar do rumor não ter se confirmado, o ex-campeão do Strikeforce afirmou que sempre se inspirou no Spider e que ainda sonha em, um dia, poder se testar diante do ex-campeão peso-médio do UFC:
- Eu adoraria enfrentar o Anderson um dia. É maravilhoso poder lutar contra alguém que sempre te inspirou, poder se testar contra um ídolo. Eu quero um dia me testar contra o meu ídolo, se eu tiver essa oportunidade. Me senti muito honrado por estar envolvido em uma conversa sobre enfrentá-lo um dia.
Cung Le ainda falou sobre o estilo falastrão de Michael Bisping, as similaridades entre sua carreira no UFC e no cinema e do sonho de ainda conquistar o cinturão peso-médio.
Cung Le ufc (Foto: Divulgação/UFC)Vietnamita diz que provocações de Bisping não são
nada e promete show em Macau (Foto: Divulgação/UFC)
Confira a entrevista na íntegra:
Combate.com: Você não luta desde 2012 e passou por algumas cirurgias no último ano. Isso influenciou a sua preparação para esse duelo? Como você se sente nessa reta final?
Cung Le:
A preparação tem sido muito boa, mas dura. A razão pela qual tem sido boa é que eu me recuperei totalmente das minhas lesões. Eu tive três cirurgias em quatro meses, sendo que uma foi seis semanas antes da luta contra o Rich Franklin e outras duas logo depois do combate. Então demorou um pouco para que eu me recuperasse. Segui todas as recomendações médicas de não fazer sparring logo de cara ou não voltar a treinar luta agarrada logo de início. Comecei pelo condicionamento físico e trabalhando nas minhas técnicas e fiz tudo o que era preciso para ficar 100%. Acho que agora estou de volta, me sinto mais forte e pronto para esse duelo. Os fãs sabem que essa luta vai ser empolgante e que eu sempre entro lá para dar o máximo de mim, assim como o Michael Bisping. Mas estou trazendo a tempestade comigo dessa vez. Esperem por raios após as trovoadas.
Você treinou algo específico para o estilo do Michael Bisping?
Michael é um lutador completo, então eu tentei trabalhar o meu jogo por inteiro, me certificando de que estarei em excelentes condições físicas e em forma. Eu estou indo para essa luta muito forte fisicamente e focado. Se o duelo passar do terceiro round, que é o que ele está planejando fazer, eu estarei pronto. Ao mesmo tempo, também estarei apto a soltar muito mais golpes nesses rounds. Vou estar mais perigoso do que nunca.
Michael Bisping costuma provocar seus adversários antes de duelos, mas dessa vez ele não fez uso do chamado “trash-talking”. Vocês inclusive posaram para fotos em Macau no mesmo restaurante e parece que há um clima pacífico. Por que você acha que ele está sendo mais respeitoso dessa vez?
Eu acho que ele não tem o que dizer. Eu não estou lhe dando nenhuma munição, então o que ele vai falar? Para mim ele é um bom lutador. Também tive a chance de conhecê-lo e sair aqui em Macau, e ele foi gente boa, mas quando nós nos encaramos, Michael chegou muito perto e me empurrou com a testa. Porém, essas coisas não me incomodam. Nós vamos ter a nossa chance de resolver as diferenças dentro do octógono no próximo sábado. Ele vai ter a chance dele e eu a minha.
Bisping na coletiva do UFC em São Paulo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Michael Bisping é famoso por provocar seus rivais e desafiá-los nas encaradas (Foto: Marcos Ribolli)
Por outro lado, apesar de Michael Bisping não estar fazendo uso do “trash-talking”, ele já está falando sobre lutar contra Luke Rockhold, mas a luta entre vocês não aconteceu ainda. Você acha que ele está subestimando as suas habilidades?
Ele pode falar o que quiser, que ele quer enfrentar Luke Rockhold ou Vitor Belfort ou quem quer que seja, mas primeiro de tudo, ele terá que passar por mim e eu garanto que não será uma tarefa fácil. Eu planejo ser uma parede de tijolos contra a qual ele vai colidir e cair sentado. Ele pode me subestimar, mas isso funciona melhor para mim, pois me deixa mais forte, mais faminto pela vitória, então ele só está arrumando mais problemas. Estou empolgado para enfrentar o Michael e ele chegou ao top 10 porque venceu quem tinha que vencer e trabalhou duro, além de falar um monte de besteiras, mas eu estou empolgado para esse duelo.
Bisping atualmente é o dono da oitava posição no ranking dos pesos-médios do UFC. O que uma vitória sobre ele representa e onde te colocaria na fila pelo título da divisão?
Eu não penso nos top 10, só penso em enfrentar o Michael Bisping sem me preocupar com quem quer fazer esses rankings ou decidir onde cada lutador está colocado. Eu só quero ir lá e dar um grande show, vencer e sair de férias, voltar a fazer filmes, treinar para uma nova luta ou para um novo filme. A vida tem sido muito boa, Deus tem me abençoado muito. Eu estou no Vietnã treinando agora, hoje é meu dia de folga e eu tive a oportunidade de visitar um orfanato. Quando saí de lá, me senti tão abençoado…por tudo o que eu tenho e todas as oportunidades que tive na vida. Meus filhos têm um teto para morar, comida na mesa e um videogame para jogar. Eu estou indo bem, você se sente mais corajoso e forte quando vai para um lugar desses. Eu vi todos esses voluntários cuidado de crianças com problemas de saúde, físicos e mentais. Crianças que não têm ninguém da família ao seu lado, que foram abandonadas. Eu tinha recebido um dinheiro de um patrocinador e acabei trazendo uma tonelada de arroz e brinquedos, doces e doei o resto do dinheiro para a organização. Ainda assim, eu acho que não fiz nada, porque quando saí de lá, eu estava chocado com o quão agradecidas essas crianças estavam com tão pouco. Eu não posso pedir nada mais, a não ser descobrir como ajudar mais lugares como esse.
Cung Le (Foto: Reprodução/Twitter)Cung Le postou foto com um físico muito superior ao que
se viu em suas lutas anteriores (Reprodução: Twitter)
Você disse que agora só está focando no Bisping, mas você ainda pensa no cinturão. Ainda é um sonho possível de realizar?
Eu sempre penso no cinturão. Eu fui campeão do Strikeforce, mas, ao mesmo tempo, também escolhi a carreira no cinema e me sinto abençoado por poder fazer o que faço e por ter diferentes habilidades e talentos para ganhar dinheiro em diferentes arenas e no mundo do entretenimento. Claro que você quer ser o campeão do UFC, claro que você quer ter o papel principal em um filme que vai ser sucesso de bilheteria. Mas eu  só consigo pensar nos devidos esforços que vão me ajudar ao longo do caminho. Eu sinto que posso lutar para sempre depois desse camp de treinamento, mas também me lembro todos os dias como me senti a cada manhã quando acordava para treinar, era como se um ônibus tivesse passado por cima de mim. Sua mente está sempre tentando te enganar para te levar além. Estou feliz em ser a luta principal desse evento e prefiro pensar em uma luta por vez e em um filme por vez. Prefiro viver um dia de cada vez, e só então veremos o que vai acontecer.
Na sua carreira, você provavelmente levou um pouco do que aprendeu com MMA para o mundo do cinema. Mas há alguma coisa que você aprendeu com a sua carreira de ator que você levou para dentro do octógono?
É mais o que eu aprendi com MMA que eu levei para os filmes, mas talvez eu tenha aprendido com os filmes como ser mais cara de pau. Sabe quando você se sente muito cansado e age como se estivesse com todo o gás do mundo? Ou quando alguém te acerta um grande soco e você age como se não tivesse sido nada (risos). Acho que a carreira de ator me ajudou nesse aspecto (risos).

O seu nome foi ventilado como um dos possíveis adversários para o retorno de Anderson Silva ao MMA, depois da lesão que ele sofreu em dezembro passado. Como você se sentiu quando ouviu esses boatos e, agora que Anderson vai enfrentar Nick Diaz no ano que vem, como você vê esse duelo?
Eu acho que, se o Anderson estiver mesmo 100% recuperado, ele não vai ter dificuldades em vencer. Mas no MMA todo mundo tem chance de vencer, não importa o que as pessoas digam, há sempre 50% de chance para cada lado. Tenho certeza de que será uma luta incrível, porque Nick Diaz é um lutador muito talentoso e Anderson está voltado daquela lesão horrível. Todo mundo vai querer ver  esse retorno. Mas eu adoraria enfrentar o Anderson um dia. É maravilhoso poder lutar contra alguém que sempre te inspirou, poder se testar contra um ídolo. Eu quero um dia me testar contra esse ídolo, se eu tiver essa oportunidade. Me senti muito honrado por estar envolvido em uma conversa sobre enfrentá-lo um dia.

Jacarezinho dá lugar a David Tatá em disputa de cinturão no Jungle Fight 73

Novo adversário do campeão Jonas Bilharinho, mineiro vem de quatro vitórias seguidas na organização. "Sou o tipo de atleta que o Wallid gosta", diz Tatá

Por São Paulo
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Cerca de uma semana após ser anunciado como primeiro desafiante ao cinturão peso-galo de Jonas Bilharinho, o lutador Fabiano Jacarezinho se retirou do card do Jungle Fight 73, programado para o próximo dia 6 de setembro, em São Paulo. Segundo a organização, o atleta adoeceu e foi impedido por seu médico de dar sequência aos treinamentos, o que comprometeria sua preparação para o combate. Em seu lugar, entra o mineiro David "Tatá" da Silva, da equipe Colisão Jiu-Jítsu.
David Tata e Wallid Ismail Jungle Fight 62 (Foto: Vinicius Stasolla / Divulgação)David Tatá (esq.) com o Troféu Carlson Gracie, ao lado de Wallid Ismail (Foto: Vinicius Stasolla / Divulgação)
Tatá vem de quatro vitórias seguidas dentro do Jungle, a última delas sobre Diego Duarte, em julho. Nessa sequência, também arrebatou um Troféu Carlson Gracie, dado ao lutador mais empolgante de cada edição do evento. Seu cartel inclui sete vitórias e apenas um revés.
- Sou o tipo do atleta que o Wallid (Ismail, presidente do Jungle Fight) gosta, pois luto sempre para frente, para definir a luta, e não escolho data e nem adversário, ainda mais valendo cinturão. Estou em um momento bom, venho vencendo bem as minhas lutas, sempre contra adversários duros, o que é comum no Jungle Fight. Já comecei a minha preparação e podem ter certeza que vou dar tudo de mim lá em cima - prometeu o lutador mineiro.
O evento terá também a primeira disputa de cinturão no peso-palha (até 52kg) feminino na história da organização, entre Maiara Alves e Ericka Almeida, mais oito lutas. Confira o card atualizado:
Jungle Fight 73
6 de setembro de 2014, no Ginásio Mauro Pinheiro, em São Paulo (SP)
CARD DO EVENTO:
Jonas Bilharinho x David Tatá - cinturão peso-galo (até 61kg)
Maiara Alves x Ericka Almeida - cinturão peso-palha (até 52kg) feminino
Rene "Soldado" Pessoa x Jose "Suavecito" Diaz - até 77kg
Fernando di Pierro x  Douglas Bertazini - até 84 kg
Martin "La Maquina" Ottaviano x Charles Leite (até 93kg)
Matheus Mattos x Allan Miguel - até 61kg
Valdines Silva x Allan "Popeye" - até 66kg
Paulo Oliveira "Capoeira" x Diego Paiva - até 57kg
Gregory "Robocop" Rodrigues x Bruno Lopi - até 84 kg
Roberto Silva x Diogo "Pink" - até 61kg

Marcus Buchecha e Cara de Sapato se reencontram e treinam no Rio

Lutador de jiu-jítsu considerado o melhor do mundo na atualidade elogia evolução de atleta do UFC, que tenta convencer amigo a passar ao MMA

Por Rio de Janeiro
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Considerado por muitos o maior nome do jiu-jítsu na atualidade, o santista Marcus "Buchecha" Almeida se mudou para os EUA nos últimos anos, onde treinou com grandes nomes do MMA, como Cain Velásquez e Daniel Cormier. De volta ao Rio de Janeiro para resolver questões particulares, Buchecha aproveitou para encontrar um antigo amigo que também vem se destacando nas artes marciais mistas: o paraibano Antônio Carlos Cara de Sapato, campeão da terceira temporada do The Ultimate Fighter Brasil - Em Busca de Campeões no peso-pesado.
Antônio Carlos Cara de Sapato e Marcus Buchecha treino jiu-jítsu MMA (Foto: Divulgação )Antônio Carlos Cara de Sapato e Marcus Buchecha juntos na Nova União (Foto: Divulgação )
Os dois foram companheiros de equipe na Checkmat e têm um longo histórico de amizade entre eles, desde 2008.
- A gente vem lutando juntos desde a faixa azul. Somos da mesma equipe desde juvenil, a gente compete juntos, já acabamos até lutando algumas vezes, mas sempre fomos bons amigos e a amizade continuou. Ele acabou tomando um rumo diferente, deixou o jiu-jítsu de lado e foi para o MMA, mas mantivemos o contato e sempre é bom ver um amigo se dando bem em novos objetivos da carreira e da vida - afirmou Buchecha em entrevista ao Combate.com.
O reencontro entre os dois aconteceu na tarde de terça-feira, na academia Upper, sede da equipe Nova União, para onde Cara de Sapato se transferiu após sua participação no reality show do UFC. O treino foi de luta agarrada - jiu-jítsu e luta olímpica combinados, sem quimono - mas o paraibano aproveitou para tentar incentivar Buchecha a seguir seus passos no MMA.
Antônio Carlos Cara de Sapato e Marcus Buchecha treino jiu-jítsu MMA (Foto: Divulgação )Cara de Sapato e Marcus Buchecha disputam
posição no solo (Foto: Divulgação )
- Confio muito nele, ele é um cara muito talentoso. É um cara que, assim como ele é bom no jiu-jítsu, tem grandes condições de ser bom também no MMA. Ele vem da luta agarrada, então já tem a facilidade para o wrestling. Ele treinou nos EUA, onde o wrestling é muito forte, acredito que ele pode ficar muito completo e disputar muita coisa no MMA - analisou Sapato.
Tricampeão mundial de jiu-jítsu com quimono super-pesado e no absoluto, bicamepão mundial de jiu-jítsu sem quimono super-pesado e no absoluto, além de campeão do ADCC, Buchecha admitiu que está pensando no caso, mas não tem pressa para fazer essa transição.
- Com certeza é um caso a se pensar, porque é muito diferente, uma transição bem complicada, mas (eu consideraria) principalmente pela falta de incentivo ao jiu-jítsu, pela falta de premiação em dinheiro, que deixa muito a desejar no esporte. Só temos poucas competições, como o World Pro e o ADCC, que pagam uma boa premiação em dinheiro. Como atletas de jiu-jítsu, somos lutadores profissionais e precisávamos de uma remuneração melhor. Algumas federações vêm pecando bastante nisso, e acaba deixando a janela aberta para os lutadores migrarem muito para o MMA. Com certeza penso (numa transição), mas não tenho data ainda. É um pensamento, sim - disse Buchecha.
Antônio Carlos Cara de Sapato e Marcus Buchecha treino jiu-jítsu MMA (Foto: Divulgação )Cara de Sapato busca uma chave de calcanhar
em Buchecha (Foto: Divulgação )
Apesar de ter treinado com Velásquez e Cormier, Marcus Buchecha não se testou com os dois lutadores do UFC nas artes marciais mistas - estava em período de preparação para o ADCC. O sucesso de Cara de Sapato no MMA, todavia, pode convencê-lo a tentar uma transição também. O santista ficou bem impressionado com a evolução do amigo na modalidade.
- Pude ver a evolução dele no jiu-jítsu, e ele não tinha medo de arriscar. Tinha um jogo, na faixa-preta mudou para outro jogo, começou a fazer guarda berimbolo, embolar e se enrolar por baixo. Chegou na faixa-preta, começou a fazer isso e continuou ganhando campeonato. Mostrou que não tem medo nenhum de arriscar e de aprender. Acho que por isso que está sendo tão bem-sucedido nessa evolução dele no MMA, porque ele aprende muito rápido, e isso o ajuda muito.
A troca de elogios entre os dois lutadores só acaba quando começam a brincar entre si sobre qual dos dois é o "muso" do jiu-jítsu. Aí, a rivalidade é intensa:
- Rapaz, tem (competição) não, porque a disparidade aí é grande. Ele sai perdendo feio. O bichinho é surrado (risos) - brincou Sapato.
- O Sapato, alguém falou para ele que ele é bonito, e ele, inocente, acreditou, esse é o problema! (Risos) Ele acha mesmo que é bonito, mas o cara está louco da cabeça... Não tem nem questionamento, o cara é feio mesmo. É feio mas é gente boa, e é bom de jiu-jítsu e de porrada também - respondeu Buchecha.
Antônio Carlos Cara de Sapato e Marcus Buchecha treino jiu-jítsu MMA (Foto: Divulgação )Os lutadores se divertem lembrando histórias antigas do jiu-jítsu (Foto: Divulgação )

Volta de Dominick Cruz ao octógono fecha o card preliminar do UFC 178

Luta do ex-campeão dos galos é usada como trunfo para valorizar a parte inicial do evento. Amanda Nunes x Cat Zingano abre card principal do show

Por Las Vegas, EUA
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UFC Dominick Cruz (Foto: Adriano Albuquerque)Dominick Cruz fecha o card preliminar do UFC 178
contra Takeya Mizugaki(Foto: Adriano Albuquerque)
A exemplo do que foi feito com a luta entre Urijah Faber e Alex Caceres no UFC 175, o UFC manteve a estratégia de colocar um grande nome encerrando o card preliminar de um evento numerado. E o escolhido desta vez foi ninguém menos que Dominick Cruz, ex-campeão dos pesos-galos e com um cartel de 19 vitórias em 20 lutas como profissional. A luta do "Dominator" contra o japonês Takeya Mizugaki foi anunciada como sendo a última da programação inicial do evento. O objetivo é dar ao público que não comprou o pay-per-view do card principal uma luta com um grande nome, estimulando a compra do card principal, de acordo com o sistema de vendas do UFC nos EUA.
Com a definição de Cruz x Mizugaki no card preliminar, a brasileira Amanda Nunes, única representante do país no evento, fará a luta de abertura do card principal contra a americana Cat Zingano. Deste duelo pode sair a próxima desafiante ao cinturão de Ronda Rousey no peso-galo feminino.
Confira a programação oficial do evento, que começa às 20h (de Brasília) e terá transmissão na íntegra e com exclusividade do Combate, e acompanhamento em Tempo Real do Combate.com.
UFC 178
27 de setembro de 2014, em Las Vegas (EUA)
CARD PRINCIPAL
Peso-mosca: Demetrious Johnson x Chris Cariaso
Peso-leve: Donald Cerrone x Eddie Alvarez
Peso-pena: Conor McGregor x Dustin Poirier
Peso-médio: Tim Kennedy x Yoel Romero
Peso-galo: Cat Zingano x Amanda Nunes
CARD PRELIMINAR
Peso-galo: Dominick Cruz x Takeya Mizugaki
Peso-leve: Jorge Masvidal x James Krause
Peso-meio-médio: Patrick Cote x Stephen Thompson
Peso-meio-médio: Brian Ebersole x John Howard
Peso-leve: Kevin Lee x Jon Tuck
Peso-galo: Manny Gamburyan x Cody Gibson

Henderson não se vê favorito contra dos Anjos: "Somos dois veteranos"

Ex-campeão dos pesos-leves elogia o brasileiro e critica eventual furada de fila de Eddie Alvarez na corrida por uma disputa do cinturão da categoria

Por Rio de Janeiro
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Ben Henderson na pesagem do UFC (Foto: Adriano Albuquerque)Ben Henderson mostrou respeito ao brasileiro Rafael
dos Anjos, seu rival sábado (Foto: Adriano Albuquerque)
Protagonista do evento principal em Tulsa, no próximo sábado, o peso-leve americano Ben Henderson demonstra ter muito respeito por seu adversário, o brasileiro Rafael dos Anjos. Em entrevista por telefone ao Combate.com nesta quarta-feira, o ex-campeão da categoria disse que fez um bom período de treinos, e elogiou dos Anjos.
- Meus treinos foram ótimos, fiz meu programa completo, nada maluco aconteceu. Estou empolgado e sem lesões. Eu treinei de tudo, não me concentrei em nenhum ponto específico, porque Rafael é um lutador completo. Se eu focasse em uma área, certamente deixaria outra descoberta, e isso seria um perigo contra um cara como ele. Fiz um programa bem completo de treinos. A verdade é que somos veteranos no esporte e não acho que haja nenhum favorito nessa luta. Estamos nisso há muito tempo. Respeito muito Rafael pelo que ele vem mostrando em sua carreira, e não acho que haja favoritismo para nenhum dos lados.
Perguntado com o que se preocuparia mais no jogo do brasileiro, Henderson disse que terá diante de si um lutador completo, que atua bem tanto no chão como em pé.
- Rafael é conhecido pelos eu jiu-jítsu, que é um dos melhores do mundo, mas ultimamente ele tem mostrado uma imensa evolução no jogo em pé, com um ótimo boxe e um muay thai excelente, por conta dos treinos com Rafael Cordeiro. Hoje eu o vejo mais forte em pé do que nunca. Claro que o jogo de chão é a sua maior especialidade, mas se eu não tiver cuidado com a parte em pé, posso ser surpreendido. E isso não vai acontecer.
montagem UFC  Rafael dos Anjos e Ben Henderson (Foto: Editoria de Arte)Rafael dos Anjos e Ben Henderson fazem a luta principal do evento em Tulsa, no sábado (Foto: Editoria de Arte)
Henderson também se mostrou tranquilo com a chegada de Eddie Alvarez aos pesos-leves do UFC. O lutador, no entanto, não gostaria de ver o recém-chegado furar a fila na corrida por uma disputa de cinturão.
- Foi ótimo Eddie ter sido contratado, para mim é bom ter um dos melhores para enfretar. Sempre pedi para lutar contra os melhores do mundo. Um já chegou. Que venham outros. Podem trazer quem for, porque para serem campeões, eles terão que passar por mim, e acho que não vão conseguir tão facilmente. Sobre furar a fila, eu penso o seguinte: Pode acontecer? Claro que pode. Deveria acontecer? Não. Tenho meu lugar na fila e acho que isso deve ser respeitado. Eddie fará sua primeira luta contra Cerrone, e terá muito trabalho nela. Será um bom cartão de visitas dos leves do UFC.
O Combate e o SporTV 2 transmitem o torneio ao vivo e com exclusividade a partir de 20h (horário de Brasília) de sábado; o Combate.com acompanha o evento em Tempo Real a partir do mesmo horário e exibe em vídeo, ao vivo, a primeira luta do card preliminar entre os pesos-moscas Wilson Reis e Joby Sanchez. Na sexta-feira, o Combate e o Combate.com transmitem a pesagem do evento a partir de 17h30m (também de Brasília).
UFC: Henderson x Dos Anjos
23 de agosto, em Tulsa (EUA)
CARD PRINCIPAL
Peso-leve: Benson Henderson x Rafael dos Anjos
Peso-meio-médio: Jordan Mein x Mike Pyle
Peso-médio: Francis Carmont x Thales Leites
Peso-pena: Max Holloway x Clay Collard
Peso-leve: James Vick x Valmir Lázaro
Peso-leve: Chas Skelly x Tom Niinimaki
CARD PRELIMINAR
Peso-meio-médio: Neil Magny x Alex Garcia
Peso-leve: Beneil Dariush x Tony Martin
Peso-galo: Aaron Phillips x Matt Hobar
Peso-meio-médio: Ben Saunders x Chris Heatherly
Peso-mosca: Wilson Reis x Joby Sanchez

Wilson Reis acredita que enfim achou sua categoria: "Mais rápido e versátil"

Lutador brasileiro faz primeira apresentação no peso-mosca neste sábado e esbanja confiança contra oponente estreante: "Talentoso, mas vou despachar"

Por Rio de Janeiro
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O lutador brasileiro Wilson Reis faz neste sábado sua primeira luta como peso-mosca (até 56,7kg) na carreira, na abertura do "UFC: Henderson x Dos Anjos", em Tulsa, Oklahoma (EUA). É a terceira categoria de peso que o atleta paulista experimenta na carreira, após passar pelo peso-pena e peso-galo, e, com apenas 1,63m de altura, Reis acredita enfim ter chegado ao seu peso ideal.
- Eu lutei no peso-pena por muitos anos, uns quatro anos da minha carreira. Desci para o 61 por algum tempo, vi que estava pequeno ainda e tinha condições de descer mais. Vi logo que o peso-mosca seria minha categoria, pois sou baixo de altura, sou mais parrudo, tenho muito músculo. Aos poucos fui cortando, diminuindo meu peso, até ter confdiçoes de baixar para essa categoria - disse o lutador, em entrevista por telefone ao Combate.com.
wilson reis CANADA toronto ufc (Foto: Getty Images)Wilson Reis comemora vitória no peso-galo: ele espera render melhor entre os moscas (Foto: Getty Images)
Reis aderiu a uma dieta mais balanceada e cortou entre seis e sete quilos antes mesmo de iniciar o camp de treinamentos para o evento deste sábado. Seu rendimento nos treinos o deixou empolgado para a estreia na divisão.
- Vi que eu naturalmente estava mais rápido e mais versátil. Fiz sparrings com gente do peso-galo do UFC e vi que minha velocidade estava melhor. Nas minhas performances nos treinos, estava bem mais rápido, vi que essa é minha categoria natural mesmo. Fiquei bem à vontade - contou.
A estreia do brasileiro no peso-mosca era, originalmente, contra Tim Elliott, 11º colocado do ranking da categoria no UFC, mas uma lesão tirou o americano de ação com cerca de duas semanas restando para o evento. O Ultimate anunciou na semana passada que ele seria substituído por Joby Sanchez, estreante na organização, mas invicto em seis lutas como profissional e oriundo da renomada academia Jackson's-Winkeljohn's MMA. Apesar disso, Reis não vê perigo extra pela pressão de enfrentar um "franco atirador".
- Estou bem tranquilo. É pior para ele, que teve pouco tempo para se preparar, mas eu tive um camp inteiro para me preparar. Mudou um pouco o adversário, mas se ele não fosse bom, não estaria no UFC. Meu objetivo é despachar o quanto antes melhor. Estudei, acho importante estudar o adversário. Hoje em dia tem facilidade de encontrar vídeo. Ele é um rapaz talentoso, mas não acho que é do meu nível. Vou chegar lá e despachar - prometeu o brasileiro.
O Combate e o SporTV 2 transmitem o "UFC: Henderson x Dos Anjos" ao vivo e com exclusividade a partir de 20h (horário de Brasília) de sábado; o Combate.com acompanha o evento em Tempo Real a partir do mesmo horário e exibe em vídeo, ao vivo, a primeira luta do card preliminar, entre os pesos-moscas Wilson Reis x Joby Sanchez. Na sexta-feira, o Combate e o Combate.com transmitem a pesagem do evento a partir de 17h30m (também de Brasília). Confira o card completo:
UFC: Henderson x Dos Anjos
23 de agosto de 2014, em Tulsa (EUA)
CARD PRINCIPAL
Peso-leve: Benson Henderson x Rafael dos Anjos
Peso-meio-médio: Jordan Mein x Mike Pyle
Peso-médio: Francis Carmont x Thales Leites
Peso-pena: Max Holloway x Clay Collard
Peso-leve: James Vick x Valmir Lázaro
Peso-leve: Chas Skelly x Tom Niinimaki
CARD PRELIMINAR
Peso-meio-médio: Neil Magny x Alex Garcia
Peso-leve: Beneil Dariush x Tony Martin
Peso-galo: Aaron Phillips x Matt Hobar
Peso-meio-médio: Ben Saunders x Chris Heatherly
Peso-mosca: Wilson Reis x Joby Sanchez

UFC negocia luta de Lyoto Machida contra Luke Rockhold, diz Cormier

Duelo colocaria à frente segundo e quinto colocados do ranking dos médios

Por Rio de Janeiro
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O telejornal oficial do Ultimate, "UFC Tonight", noticiou na noite desta quarta-feira que um combate entre Lyoto Machida e Luke Rockhold estaria sendo negociado para o futuro. A informação foi dada pelo peso-meio-pesado Daniel Cormier, um dos apresentadores do programa de TV e companheiro de equipe de Rockhold.
- Luke Rockhold x Lyoto Machida, esta luta está sendo discutida. Ambos os caras querem a luta. Nós sabemos que Lyoto pediu por ela mais cedo. Luke está muito aberto a esta luta. A luta está sendo discutida internamente - disse Cormier, de acordo com o site "MMA Junkie".
Montagem - Lyoto Machida x Luke Rockhold (Foto: Editoria de Arte)Lyoto Machida pode ser próximo adversário de Luke Rockhold (Foto: Editoria de Arte)
Em contato com o Combate.com, a equipe de Lyoto Machida confirmou que Rockhold foi cogitado pelo UFC como um possível adversário para o futuro, mas não há ainda nenhum acerto ou data para o duelo.
Rockhold está atualmente na quinta posição do ranking dos médios, mas é considerado forte candidato à próxima disputa de cinturão após a luta entre Chris Weidman e Vitor Belfort. Ex-campeão do Strikeforce, o lutador californiano vem de duas vitórias consecutivas, sobre Costas Philippou e Tim Boetsch, e tem cartel de 12 vitórias e apenas duas derrotas.
Lyoto Machida foi o último desafiante ao cinturão de Weidman nos médios, em luta que perdeu por pontos em julho passado, no UFC 175. Seu cartel inclui 21 vitórias e cinco derrotas, além do título dos pesos-meio-pesados do Ultimate, entre 2009 e 2010. Ele é atualmente o segundo colocado do ranking.

Rivais se divertem com nova derrota do Palmeiras: “Lanterna verde”


qua, 20/08/14
por meiodecampo |
categoria Sem categoria
Com a derrota para o Sport, no Recife, o Palmeiras caiu para a última colocação no Campeonato Brasileiro – clique aqui e veja os gols do jogo. A possibilidade de um terceiro rebaixamento – e justo no ano do centenário do clube – fez com que vários torcedores rivais criassem montagens na internet, tirando sarro dos palmeirenses. Veja abaixo:
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Seleção sub-20 vence o Levante e conquista o Torneio de Valência

Brasil se recupera após começo irregular com dois empates e fatura competição depois de passar pela Argentina nas semis. Próximo desafio será o Sul-Americano

Por Valência, Espanha
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Após a derrota do Brasil por 7 a 1 para a Alemanha na Copa do Mundo, a torcida exigiu mudanças e renovação. O primeiro desafio pós-Mundial colocou justamente uma nova geração à prova. A equipe sub-20 disputou o Torneio de Valência e passou no teste, superando vários desafios. Nesta quarta-feira, o time comandado pelo técnico Gallo venceu o Levante por 2 a 0 e conquistou o Torneio de Valência, gols de Thalles, do Vasco, e Gerson, do Fluminense. Em janeiro de 2015 os meninos jogarão o Sul-Americano da categoria em busca de uma vaga no Mundial, que será realizado no mesmo ano na Nova Zelândia.
O primeiro "adversário" foi o gramado sintético. A Seleção demorou a se adaptar ao terreno artificial e empatou os dois primeiros jogos, contra Catar e Equador. Na terceira partida, um oponente mais fraco os ajudou a se reerguer com estilo: 4 a 0 na China. A partir daí, o Brasil cresceu e amadureceu. No último duelo da fase de grupos, a canarinho precisava vencer o Valencia, que jogava em casa, para avançar e conseguiu um convincente resultado de 3 a 1.
Comemoração do Brasil contra o Levante, sub-20 (Foto: Reprodução)Brasil comemora a conquista do Torneio de Valência (Foto: Reprodução)

Nas semifinais veio o teste mais complicado de todos. O clássico contra a Argentina. Sem o técnico Gallo, expulso por reclamações ao árbitro contra o Valencia, os meninos brasileiros chegaram a seu auge, mesmo encontrando um ambiente hostil em campo num confronto com muitas faltas e violência. Apesar da tensão constante e de uma briga generalizada no primeiro tempo, deu Brasil novamente: 2 a 1.
O Levante honrou sua surpreendente chegada à final e foi o time mais organizado enfrentado pela Seleção. Bem postados defensivamente, os espanhóis não deixavam o adversário jogar e exploravam bem os contra-ataques. Uma cobrança de pênalti convertida pelo atacante Thalles e um gol nos acréscimos de Gerson nos garantiu o primeiro título após o desastre da Copa do Mundo. Bom sinal para um 2015 cheio e para as Olimpíadas, que se aproximam a passos largos.
Frame-Brasil X Levante - Sub-20 (Foto: Reprodução)Seleção brasileira conseguiu se adequar ao gramado sintético (Foto: Reprodução)
Devidamente adaptada ao gramado sintético e bem mais à vontade, a Seleção começou o jogo contra o Levante partindo para o ataque, mas esbarrou na boa defesa espanhola, que não deixava os brasileiros se aproximarem da grande área. As jogadas de bola parada e os cruzamentos era as melhores opções. O time valenciano foi responsável pelas oportunidades mais perigosas quando conseguiram controlar o ímpeto inicial da equipe canarinho. Os contra-ataques, contudo, pararam no goleiro brasuca.
Quando o primeiro tempo caminhava para o fim, o Brasil cresceu e por pouco não conseguiu abrir vantagem. O ritmo alucinante foi mantido na volta do intervalo. Desta vez, porém, o Levante não esboçou o mesmo poder de reação. A entrada do atacante Yuri Mamute deu ao time canarinho o gás que faltava. Ele deu muito trabalho aos defensores rivais até que, aos 14 minutos, foi derrubado dentro da área quando, de frente para o gol, se preparava para chutar. Thalles cobrou e fez 1 a 0. Nos acréscimos, a defesa espanhola confirmou a festa brasileira com uma falha não perdoada por Gerson, que só precisou levantar a perna para assegurar os 2 a 0.