segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Marcelo Oliveira avalia empate como amargo, mas admite justiça no placar

Treinador considera que resultado poderia ser outro, se o Cruzeiro não se descuidasse no final da partida contra o Fluminense

Por Belo Horizonte
 
Meio amargo. Assim pode ser classificado o empate por 3 a 3 obtido pelo Cruzeiro, neste domingo, diante do Fluminense, no Maracanã (Veja os melhores lances do jogo no vídeo ao lado), a partir da análise do técnico Marcelo Oliveira. Para ele, se pelas circunstâncias da partida o resultado não foi tão bom, analisando a tabela e a dificuldade da partida contra o adversário carioca o ponto pode ser comemorado.  
- Começamos o jogo bem, fizemos o gol, mas não pudemos saborear o gol, porque houve um descuido na bola parada e eles empataram. No segundo tempo, o Cruzeiro foi muito bem, buscando o gol sempre, tivemos o terceiro gol, uma boa situação de levar a vitória, mas infelizmente teve um descuido. O Fluminense veio para cima, mas tivemos contra-ataques muito claros e não tivemos tranquilidade para fazer o quarto gol, e contra um time de qualidade tudo pode acontecer. Pelas circunstâncias, ficou um pouco amargo o resultado, mas pela tabela fica de bom tamanho, por causa da dificuldade que é jogar aqui.
O Cruzeiro vencia a partida por 3 a 2 até os 43 minutos do segundo tempo, quando levou o gol do Fluminense, marcado por Kennedy. O resultado fez o time celeste chegar aos 43 pontos e a vantagem na ponta da tabela diminuída.
Mas, segundo o técnico Marcelo Oliveira, pelas dificuldades da partida, o empate foi justo, apesar de o treinador ter lamentado o descuido na partida no Maracanã.
Foi um jogo muito bom, friamente analisando, foi merecido e justo
Marcelo Oliveira
- Foi justo, talvez esteja marcando um ponto, porque precisaria controlar o jogo por quatro, cinco minutos. O Cruzeiro se descuidou no lance. Mas, se analisar o jogo, teve alternância de domínios, e o Fluminense é um time que joga muito parecido com o Cruzeiro, com jogadores que se movimentam muito e tem habilidade. Foi um jogo muito bom, friamente analisando, foi merecido e justo – avaliou o técnico.  
O Cruzeiro agora começa o segundo turno diante do Bahia, na próxima quinta-feira, no Mineirão. O lateral Samudio deverá ser mais um desfalque para o time celeste.
Marcelo Oliveira, técnico do Cruzeiro (Foto: Reprodução / TV Globo Minas)Apesar de amargo, Marcelo Oliveira considerou o empate justo no Maracanã (Foto: Reprodução / TV Globo Minas)

Satisfeito, Dorival aprova atuação do Palmeiras: "Vi um time guerreiro"

Em sua estreia, técnico muda esquema e vê time igualar jogo com o Furacão fora de casa, mesmo após a expulsão de Josimar: "Deixar de perder já é especial"

Por Curitiba, PR
 
A estreia de Dorival Júnior como técnico do Palmeiras foi positiva na avaliação do próprio treinador. Mesmo com a expulsão de Josimar aos 17 minutos do segundo tempo, o Verdão empatou por 1 a 1 com o Atlético-PR, neste domingo, na Arena da Baixada, em Curitiba. Nitidamente mais confiante e melhor distribuído em campo, o time atuou de igual para igual e até teve chances de vitória.

Por isso e pelo resultado, Dorival gostou do que viu. O Verdão acumulava duas derrotas e conseguiu brecar a sequência negativa, justamente com um esquema surpreendente do comandante. Ele usou Juninho aberto como meia pela esquerda, Leandro na direita e Diogo centralizando, municiando o centroavante Henrique, autor do gol de pênalti alviverde.
- O time vinha muito castigado pelos últimos resultados. É natural minar a confiança dos jogadores. O Palmeiras hoje jogou, não se preocupou. Colocou a bola no chão e apareceu para as jogadas. Não teve receio e isso é importante, independentemente do resultado. Deixamos de perder e isso já é especial. Poderíamos ter melhor sorte, se não ficássemos com um a menos. Estou muito satisfeito, porque vi um time vibrante, guerreiro e que até dominou o jogo. Foi importante para a sequência do ano - disse ele, observado pelo vice-presidente Maurício Galliote.

Apesar da evolução, Dorival também reconheceu que o time precisa buscar melhorias em todos os sentidos para afastar de vez o perigo de queda para a Série B.

Com o empate, o Verdão encerrou o primeiro turno do Brasileirão na 16ª colocação, com 18 pontos, fora da zona de rebaixamento.
Dorival Junior, Palmeiras X Atlético-Pr (Foto: Getty Images)Dorival Junior em sua estreia no comando do Palmeiras, fora de casa, contra o Furacão (Foto: Getty Images)

Confira a entrevista completa:

Elenco carente de peças


- Vamos buscar soluções internamente. Realmente precisamos de algumas coisas para ter condições de lutar por algo melhor na competição e corrigir. O importante foi o resgate que tivemos. O time jogou com mais confiança e manteve um nível. Foi acima do último jogo e isso é muito positivo.

O que mais gostou do time

- É cedo para ter uma posição concreta de time. A evolução foi boa, mas ainda aquém das nossas necessidades, por estarmos carentes de pontos na virada do turno. O time voltou a ter confiança, e isso é o ponto positivo, mas é muito pouco, porque a distância permanece na tabela.

Juninho como meia

- Queria ter mais força pelo lado de campo. Ele marcou bem e queria aproveitá-lo numa função que sabe jogar. Eu o acompanhei no Figueirense e ele tem essa característica. Se posicionou muito bem e deu sustentação ao time.

Josimar expulso

- Toda expulsão desequilibra. Perdemos a chance de manter o domínio do jogo, com troca de passes a todo momento. Fatalmente poderíamos ter a chance de um novo gol. O lance foi uma precipitação, acho que houve um escorregão. A primeira impressão é essa. O Josimar não é um jogador violento.

Forma de atuar

- Acredito que tem de se expor se quiser algo a mais em um campeonato. Vamos ter uma postura, com uma contenção mais forte, para o time não sofrer. Houve uma diferença considerável para o jogo do Atlético-MG. O time foi agressivo na marcação e nas chances. O Palmeiras deu um passo importante para se recuperar.

Atuação do Victorino

- Pelo período parado, é natural que haja uma expectativa. Precisamos ter cuidado com ele. Espero que repita a boa atuação de hoje, fundamental para a segurança do time, mesmo com um a menos.

Evolução do time

- A equipe vinha muito castigada pelos últimos resultados. É natural minar a confiança dos jogadores. O Palmeiras hoje jogou, não se preocupou. Colocou a bola no chão e apareceu para as jogadas. Não teve receio e isso é importante, independentemente do resultado. Deixamos de perder já é especial. Poderíamos ter melhor sorte, se não ficasse com um a menos. Estou muito satisfeito, porque vi um time vibrante, guerreiro e que até dominou o jogo. Foi importante para a sequência.

Pretende manter o esquema?

- Provavelmente. Tenho de ver primeiro quem vou ter à disposição, para aproveitar os jogadores que chegaram no momento adequado

Jogos quarta e domingo

- É difícil. Não só para mim. É altamente prejudicial, porque não recupera e não melhora tecnicamente. Temos de conviver com isso. Já sabia antes de assinar o contrato. Temos de enfrentar e trabalhar o máximo possível no pouco tempo que houver. Vai ter pouco tempo até fim de outubro.

Marsiglia diz que árbitro acertou ao voltar atrás em pênalti contra o Bahia

Comentarista diz que não há como provar que houve interferência externa e lembra que mesmo juiz mudou marcação em Inter x Palmeiras de 2012

Por São Paulo
O árbitro Francisco Carlos Nascimento acertou ao voltar atrás e cancelar a marcação de pênalti que tinha assinalado a favor do Coritiba no empate sem gols com o Bahia, neste domingo. A opinião é do comentarista de arbitragem Renato Marsiglia, que questiona, porém, se a visão do quarto árbitro seria melhor que a dele. Marsiglia diz que não há como saber se houve interferência externa, com informações obtidas com pessoas que não formam o quinteto de arbitragem.
No lance, Lucas Fonseca derrubou Zé Eduardo fora da área, e o árbitro apontou a marca do pênalti. Após conversar com seus auxiliares, voltou atrás.
Zé Love é derrubado por Lucas Fonseca, na partida do Coritiba contra o Bahia (Foto: Divulgação/ Site oficial Coritiba)Zé Love é derrubado por Lucas Fonseca fora da
área (Foto: Divulgação/ Site oficial Coritiba)
- Ele dá pênalti em um lance fora da área e é informado ou pelo auxiliar ou pelo quarto árbitro que foi fora da área. Voltar atrás é decisão correta. No erro, o mal menor é voltar atrás. O auxiliar tinha melhor condição para opinar, mas o que me chama atenção é o quarto árbitro, que tinha pior posicionamento em campo, sem noção de profundidade - disse, no "Troca de Passes".
Marsiglia lembrou que Francisco Carlos Nascimento também esteve envolvido em uma polêmica semelhante em 2012, em um jogo entre Internacional x Palmeiras.
- Não tem como provar (a interferência externa), teria de ter confissão. Como naquele Internacional e Palmeiras no Beira-Rio, com o mesmo árbitro, quando o Palmeiras tentou anular o jogo após ele anular o gol de Barcos feito com a mão - acrescentou Marsiglia.
Árbitro Francisco Carlos do Nascimento assinala pênalti para o Coritiba, mas volta atrás (Foto: Divulgação/ Site oficial Coritiba) Francisco do Nascimento consulta o quarto árbitro
(Foto: Divulgação/ Site oficial Coritiba)
No Brasileiro de 2012, no Beira-Rio, Barcos teve um gol anulado em derrota por 2 a 1 do Alviveder contra o Inter minutos após a validação do mesmo. Na ocasião, o clube paulista entrou com ação no STJD pedindo a anulação do jogo, alegando que Francisco Carlos Nascimento contou com interferência externa para anular o gol. O tribunal, porém, não aceitou o pedido, já que o árbitro alegou que havia sido avisado pelo quarto árbitro, Jean Pierre Gonçalves Lima.
Comentarista do SporTV, André Rizek diz que muitos árbitros e ex-árbitros admitem, fora dos microfones, que recebem informações para tomar algumas decisões.
- Quem conversa com árbitros sabe que já existe a interferência externa, já foram usados, mas ninguém jamais vai admitir, pois você atenta contra regra e jogo pode ser anulado - diz.

Muricy enaltece jogo coletivo e prevê dificuldade para alcançar o Cruzeiro

Treinador diz que rival mineiro é muito bem preparado e erra pouco. Segundo ele, evolução do São Paulo é resultado do ótimo ambiente que existe no dia a dia

Por São Paulo
 
Há sete jogos sem perder no Campeonato Brasileiro, vice-líder ao final do primeiro turno, mas distante do líder Cruzeiro, sete pontos à frente (43 a 36). Muricy Ramalho está satisfeito com o São Paulo que, após um início irregular, cresceu de rendimento e, neste domingo, venceu o Sport por 2 a 0, com gols de Ritchelly (contra) e Alexandre Pato. O treinador enalteceu o jogo coletivo de sua equipe, mas admitiu que será muito difícil alcançar o time mineiro.

- Todo mundo fala dos homens de frente, mas é preciso ressaltar aqueles que carregam o piano. O que Souza e Denilson estão jogando é algo impressionante. O pessoal atrás consertou a defesa. E esses quatro, que têm muita qualidade, entenderam e estão se comprometendo. O time está muito bem. Isso é importante, principalmente porque no ano passado a nossa realidade era lutar contra o rebaixamento - afirmou o treinador.
Sobre a briga com o Cruzeiro, Muricy disse que o seu time precisa manter o ritmo, mas lembra que o concorrente quase não erra.
- Observando o Cruzeiro, eles erram muito pouco. Se quisermos ter alguma chance de se aproximar, não podemos errar mais em casa e fazer a diferença fora, Mas volto a dizer, o Cruzeiro é o melhor time porque já encontrou seu caminho.
Na longa coletiva, Muricy falou sobre vários assuntos. Veja abaixo

JOGO COLETIVO

- Quando se fala em quarteto, eu não tenho boas recordações. Todo mundo lembra o que aconteceu na Seleção (na Copa de 2006, mesmo com Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Adriano e Ronaldo, o Brasil não passou das quartas de final). Eles (Ganso, Pato, Kaká e Kardec) entenderam que precisam ajudar no combate. Acho que isso faz a diferença, todos estão se doando. Nosso ambiente é ótimo e tudo isso se reflete em campo. Sou técnico e torcedor e estou mais com eles do que com a minha família. Os jogadores compraram a ideia que nós apresentamos e o time, com isso, cresceu.

AMBIENTE

- É a coisa mais importante num time do futebol. Quantos times a gente viu que tinha um monte de feras que não se davam bem? Ninguém é dono de nada. Eles têm gosto de ficar juntos. Ficaram cinco dias preso essa semana. Se não tiver bom ambiente, não consegue ir para frente.

ALEXANDRE PATO

- Ele mudou a maneira de pensar futebol. Explicamos que ele precisava ser mais competitivo. Os caras gostam muito dele. O que falta era uma participação maior. Tem arranque, bate duro, é inteligente. Está gostando de fazer o que está fazendo e isso é importante.
Muricy Ramalho, São Paulo X Sport (Foto: Marcos Ribolli)Muricy Ramalho, São Paulo X Sport (Foto: Marcos Ribolli)


CRUZEIRO E DIFERENÇA DE SETE PONTOS

- É o melhor time do país porque se preparou para isso. Eles erram muito pouco. Se quisermos ter alguma chance de se aproximar, não podemos errar mais em casa e fazer a diferença fora, Mas volto a dizer, o Cruzeiro é o melhor time porque já encontrou seu caminho.

SEGUNDO TURNO

- A verdade é que a Sul-Americana atrapalha. Nós não temos um plantel como o do Cruzeiro que permita jogar bem os dois torneios. Hoje já perdemos o Paulo Miranda e outros estão no limite. É impossível jogar na quinta à noite e manter o alto nível no domingo à tarde. A recuperação não é correta. Vamos lutar, mas não será fácil, não adianta pensar ao contrário.

LUIS FABIANO VOLTARÁ NA RESERVA?

- Ele está voltando agora e estamos pouco a pouco fazendo treinamentos só para ele. Primeiro, foi campo reduzido, depois fizemos um coletivo com o pessoal da base. Começam os confrontos. Ele não se protege mais, mas ainda não está pronto para jogar. Eu não tenho preferência por ninguém, joga quem estiver melhor. Eu fico com esses caras mais do que com a minha família e se não for justo, estou morto. Quem está bem fica. Do jeito que Pato e Kardec estão jogando, o Luis vai ter de ralar muito, embora todos aqui reconheçam a qualidade dele.

CRESCIMENTO DO GANSO

- Eu não provoco ninguém. Faço o que é melhor para o time. Naquele jogos que saiu, merecia sair. E depois voltou bem, permanece. Se continuar bem vai para a Seleção. É o jogador que escolhe o caminho. E até quem não é são-paulino está torcendo para ele voltar para a Seleção. Por isso que eu insisto tanto.

Após virada, Marquinhos responde a suposta provocação de J. Henrique

Zagueiro do Figueirense diz que atacante do Inter chamou o clube alvinegro de time de m... Na resposta, defensor dispara: "O time de m... ganhou deles aqui dentro"

Por Porto Alegre
 
Foi na base da vontade, mas deu resultado. Depois de um primeiro tempo abaixo e que saiu de campo com uma diferença de dois gols, o Figueirense conseguiu virar sobre o Inter. Neste domingo, o Alvinegro deu sequência à fase positiva e garantiu o triunfo por 3 a 2, com gols de Everaldo, Marco Antônio e Giovanni Augusto.
Para o zagueiro Marquinhos, a vitória retrata a entrega dos jogadores do Figueirense. O defensor também aproveitou para rebater uma suposta provocação do atacante colorado Jorge Henrique no intervalo da partida.
- É um time de guerreiros como ao Argel fala, entramos no sono no primeiro tempo. E só para deixar registrado, o Jorge Henrique falou no final do primeiro tempo que nosso time era de m... O time de m... ganhou deles aqui dentro - esbravejou, em entrevista à rádio CBN/Diário.
 O lateral Leandro Silva preferiu focar apenas na partida e lembrou que no segundo tempo o Figueirense atuou como o esperado. Da mesma maneira que joga no Orlando Scarpelli, resolveu atacar e buscar o resultado.
-É assim, essa alegria que a gente tem em casa tem que repetir, isso que está acontecendo com o Figueira. É garra! - comemorou.
O Figueirense volta a campo na quarta-feira, no Orlando Scarpelli, diante do Fluminense. Para a partida, Argel tem quatro desfalques certos. Roberto Cereceda, Tiago Volpi e Nem, todos suspensos. Marcão, com uma fratura exposta no dedo, fica fora por seis semanas.

domingo, 7 de setembro de 2014

Torcedores do Inter protestam perto de vestiário e geram tensão; vídeo

Manifestação ocorre após derrota em casa e de virada por 3 a 2 para o Figueirense

Por Porto Alegre
 
Das vaias nas arquibancadas à tensão do lado de fora do Beira-Rio. A derrota do Inter de virada por 3 a 2 contra o Figueirense, em casa, neste domingo, pela 19ª rodada do Brasileirão, deixou os colorados inconformados. Após a partida, um grupo de torcedores se concentrou em frente ao portão que dá acesso à zona mista do estádio, para protestar contra o desempenho da equipe e contra o presidente Giovanni Luigi (assista ao vídeo).
A manifestação durou cerca de 25 minutos. Embora tenha ocorrido de forma pacífica, a proximidade do grupo com o vestiário gerou tensão, devido aos gritos e palavras de ordem. Observados pela polícia militar, os torcedores exaltaram a insatisfação com o momento vivido pelo clube e cobraram mais vontade à equipe. Alguns sócios chegaram a dizer que cancelariam suas matrículas. Com instrumentos musicais, os torcedores entoavam músicas com críticas à postura dos jogadores.
- Vergonha, vergonha! Time sem vergonha! - entoavam.
O episódio retardou o começo da entrevista coletiva de Abel Braga. Um número inferior de torcedores seguiu no espaço durante a manifestação do treinador, esperando a sua saída. No entanto, Abel deixou o estádio por outra local. Alguns torcedores o chamaram de "covarde".
- A manifestação da torcida é absolutamente normal. O torcedor tem todo o direito. Com certeza. Eles estão sentido uma decepção muito grande. Porque é exatamente o que estou sentindo. Foi um dos momentos mais infelizes que eu já tive. Tivemos uma falta ao nosso favor, que nós tomamos o contra-ataque. Não dá para dar o contra-ataque para o adversário, isso foi muito martelado no vestiário. É um jogo para esquecer, foi uma decepção horrível - afirmou Abel.
Apesar de ser o terceiro colocado no Brasileiro, o Inter vem de duas eliminações precoces, na Copa do Brasil, para o Ceará, e na Sul-Americana, para o Bahia. Em casa, já são três derrotas consecutivas. Outro alvo da ira é o atacante Rafael Moura, que se aproxima de 800 minutos sem marcar gols pelo Colorado. O próximo confronto é quarta, contra o Vitória, em Salvador.
inter torcedores protesto beira-rio (Foto: Reprodução/RBS TV)Protesto durou quase meia hora perto da zona mista e do vestiário (Foto: Reprodução/RBS TV)

Dia da Independência: Brasil atropela a Argentina e quebra tabu de 12 anos

Raulzinho tem atuação de gala com 21 pontos, time de Rubén Magnano devolve derrotas passadas, incluindo a do Mundial de 2010, e manda rival para casa

Por Direto de Madri, Espanha
Demorou, mas a vitória surgiu. Depois de três derrotas dolorosas no Mundial de 2010, Copa América de 2011 e Olimpíadas de 2012, o Brasil deu seu grito de Independência e, enfim, bateu a Argentina, na revanche do 7 de setembro do Mundial de 2010 na Turquia. O placar de 85 a 65 (33 a 36) na noite deste domingo, no Palacio de Deportes de Madri, deu provas de que o sonho de uma medalha nesta Copa do Mundo de Basquete está mais vivo do que nunca para essa geração. O resultado positivo pôs fim ao tabu de 12 anos sem ir para as quartas de final e, de quebra, mandou o arquirrival embora para seu país nas oitavas, algo que não acontecia desde 1994. Raulzinho saiu do banco para ser o destaque da Seleção com 21 pontos e um aproveitamento impressionante de 9 acertos em 10 arremessos. Anderson Varejão foi outro monstro com oito pontos, nove rebotes, quatro assistências e muita raça em quadra, algo que não aparece nas estatísticas.
- É uma vitória que nos classifica entre os oito melhores do mundo e nos deixa mais próximos de uma medalha. Curiosamente, tivemos mais um encontro (com a Argentina). Aconteceu na Turquia, em Londres e agora aqui. Jogamos muito melhor na segunda parte, mas foi estranho, pois não mudou nada do primeiro para o segundo tempo. O time entrou um pouco nervoso. Mas, o que eu falei para eles é que eles são os verdadeiros espelhos para o basquete do Brasil. O mais importante é fazer as pessoas jogarem basquete desde criança. Essa é a nossa veia - disse Rubén Magnano.
O adversário na próxima fase será novamente a Sérvia, que, mais cedo, bateu a Grécia por 90 a 72. O SporTV transmite o duelo na próxima quarta-feira, às 13h (Brasília), que terá cobertura do GloboEsporte.com em Tempo Real. Os assinantes do Canal Campeão também podem acompanhar tudo através do SporTV Play.
Nene, Brasil X Argentina - Mundial de Basquete (Foto: Agência AP)Nenê fez bem seu papel e não deixou Scola jogar, assim como Varejão e Splitter (Foto: Agência AP)

Bolas de 3 da Argentina dão o tom do 1º quarto

O placar de 21 a 13 a favor da Argentina no primeiro quarto teve um só porquê: as bolas de fora. Foram 15 pontos neste quesito, três delas de Prigioni, contra nenhuma do Brasil. De resto, o duelo foi equilibrado. Os dois técnicos mexeram em seus quintetos iniciais. Magnano colocou Leandrinho na vaga de Alex e Varejão para auxiliar Splitter a segurar Scola, que zerou em pontos, mas deu três assistências. Julio Lamas entrou com o calibrado Leo Gutierrez no lugar do versátil Walter Herrmann, na tentativa de abrir o garrafão brasileiro.
Mas o Brasil marcava mal. Sem segurar as bolas de fora do rival, a equipe verde e amarela não tinha intensidade de contra-ataques. Com isso, viu a Argentina abrir. O fantasma parecia que iria novamente surgir no caminho da seleção brasileira. Só que, desta vez, Prigioni era o carrasco, já que Scola estava muito bem marcado por Tiago Splitter, Varejão e Nenê.
Giovannoni entra bem, e Brasil encosta

Veio o segundo quarto e o Brasil acertou a marcação nas bolas de três pontos. Sem os arremessos de longe, a Argentina teve que focar seu jogo nos armadores Campazzo e Prigioni para manter a vantagem, especialmente depois de perder Scola, carregado com duas faltas ofensivas, em decorrência da boa marcação de Nenê. Com o objetivo de melhorar seu percentual de fora, Magnano pôs Giovannoni. A tática deu certo, e o ala acertou duas bolas, trazendo a diferença no intervalo para os três pontos (36 a 33). A intensidade brasileira também cresceu, e os argentinos passaram a cometer faltas. Ao contrário de outros jogos, o percentual do lance livre foi muito bom. Dos 11 cobrados, nove acertos até o intervalo. Mas faltava Marcelinho Huertas entrar na partida para fazer o Brasil crescer.
Marquinhos comanda virada

As equipes voltaram do intervalo nervosas e sem pontuar. O Brasil precisou de dois minutos para fazer dois pontos com Marquinhos, depois de bela jogada para cima de Scola. A Argentina foi ainda pior. Foram cinco minutos sem anotar, incluindo quatro lances livres desperdiçados pelo pivô, que não fazia boa partida. Para piorar, Prigioni cometeu sua quarta falta e deixou o time. Os rebotes passaram a ser todos do Brasil, com a soberania de Varejão e Splitter no garrafão. Bem na defesa, o time acertou a mão no ataque, assumindo, pela primeira vez, a liderança no placar. Não apenas passou à frente, como abriu vantagem. Marquinhos e Raulzinho eram os mais eficientes. O ala do Flamengo foi responsável por oito pontos na virada brasileira, que foi para o quarto final vencendo por oito (57 a 49).
o grito de independência e vitória

Os 10 derradeiros minutos foram um passeio brasileiro. Confiantes e à frente do marcador, a equipe explorava o desespero dos argentinos, que buscavam os chutes de três, mas sem sucesso. Raulzinho dava show na transição e pontuação. Das mãos dele, saíram 14 pontos no período final. A vantagem não demorou a chegar na casa dos 20 pontos. Os momentos finais serviram para que a seleção desfrutasse de sua primeira grande vitória sobre boa parte da geração mais vitoriosa do basquete argentino e acabasse com o incômodo tabu de 12 anos sem figurar entre os oito primeiros do Mundial. No banco, os jogadores comemoravam. Em quadra, os jogadores se abraçavam antes mesmo de o cronômetro zerar. A Argentina estava entregue. Era o grito de independência do basquete brasileiro: 85 a 65. Agora, que venha a Sérvia.
Tiago Splitter e Luis Scola Brasil X Argentina mundial de basquete (Foto: Agência AP)Tiago Splitter comemora ao fundo com Luis Scola desolado após derrota da Argentina para o Brasil (Foto: Agência AP)

Escalações:
Brasil: Marcelinho Huertas (0), Alex (5), Marquinhos (13), Nenê (7) e Tiago Splitter (10). Entraram: Raulzinho (21), Larry Taylor (4), Leandrinho (10), Marcelinho Machado, Guilherme Giovannoni (7), Anderson Varejão (8) e Rafael Hettsheimeir (-). Tec: Rubén Magnano
Argentina: Pablo Prigioni (18), Facundo Campazzo (11), Andrés Nocioni (4), Walter Herrmann (5) e Luis Scola (9). Entraram: Selem Safar (10), Nico Laprovittola (0), Marcos Mata (0), Leo Gutierrez (6), Marcos Delia (2), Matias Bortolin (-) e Tayavek Gallizzi (-). Tec: Julio Lamas

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Al Iaquinta vence Rodrigo Damm por nocaute técnico no terceiro round

Em duelo de ex-participantes do The Ultimate Fighter, companheiro de treinos de Chris Weidman domina luta contra brasileiro em Mashantucket

Por Mashantucket, EUA
O lutador brasileiro Rodrigo Damm sofreu sua segunda derrota consecutiva ao ser nocauteado pelo americano Al Iaquinta no card preliminar do "UFC: Jacaré x Mousasi", nesta sexta-feira, em Mashantucket (EUA). Iaquinta, ex-finalista do The Ultimate Fighter americano e companheiro de treinos de Chris Weidman, conseguiu o nocaute técnico contra o participante do primeiro The Ultimate Fighter Brasil aos 2m41s do terceiro round.
Al Iaquinta x Rodrigo Damm, UFC (Foto: Getty Images)Al Iaquinta acerta cotovelada decisiva em Rodrigo Damm no card preliminar (Foto: Getty Images)
Damm ameaçou com um chute alto no começo do combate, mas Iaquinta contragolpeou com jabs e diretos perigosos. Aos poucos, o americano foi ficando confortável e acertou bons chutes baixos e ganchos no rosto. Um cruzado de esquerda entrou bem no rosto de Damm, que absorveu bem o golpe. Iaquinta ainda defendeu uma entrada de queda e conectou mais diretos de direita no capixaba, que tinha dificuldades em encontrá-lo com seus socos.
O brasileiro insistiu no boxe no início de segundo round, e Iaquinta seguiu levando a melhor, conectando seu direto de direita. Num moneto de trocação franca, Damm conectou bom cruzado, mas o americano seguia melhor e acertando mais golpes. Uma sequência de gancho no corpo e cruzado de direita entrou em cheio, mas o capixaba novamente absorveu bem. Um chute alto de esquerda balançou Damm, mas Iaquinta não soube aproveitar o momento. O brasileiro resistiu, tentou um single leg nos segundos finais, mas Iaquinta o rechaçou e ainda acertou um bom gancho de esquerda antes do fim do round.
Rodrigo Damm voltou ao terceiro e último assalto com a guarda mais alta e Iaquinta passou a acertar mais golpes no corpo. Com o decorrer do round, porém, o capixaba baixou a guarda de novo e levou um direto de direita que o derrubou. Iaquinta surpreendeu e não foi atrás de Damm no chão, respeitando o jogo de solo do brasileiro. O árbitro Herb Dean mandou o capixaba se levantar, e Iaquinta aproveitou que o adversário estava atordoado e partiu para cima. Com duas cotoveladas, ele derrubou Damm novamente e, desta vez, Dean entrou no meio para encerrar o combate.
- Eu mantive a pressão por toda a luta. Sabia que ele era um cara duro. (O nocaute) Começou com um chute, achei que era o momento, fui para dentro dele para conseguir a vitória. A gente trabalhou muito em defender suas quedas e em fazê-lo pagar quando as tentasse - disse Iaquinta.
John Moraga, UFC (Foto: Getty Images)Moraga tem o braço erguido (Foto: Getty Images)
Moraga finaliza e volta a vencer no UFC
O ex-desafiante número 1 dos pesos-moscas John Moraga retornou à coluna das vitórias no UFC ao derrotar Justin Scoggins por finalização (guilhotina) aos 47s do segundo round. Scoggins foi melhor no primeiro round, quando levou a luta para o solo rapidamente. Moraga ameaçou com guilhotinas duas vezes, mas seu adversário se livrou de ambas as finalizações com facilidade, passou a guarda e se manteve por cima por boa parte do round, com bons golpes. O segundo round ia seguindo roteiro parecido, mas, desta vez, Moraga remontou a guarda rapidamente e insistiu na guilhotina, e Scoggins desta vez foi forçado a bater em desistência.

Cangaceiro e Soldado batem o peso
e estão prontos para lutar no Coliseu

XI edição do evento está marcada para a noite deste sábado, a partir das 20h, em AL

Por Arapiraca
Soldado e Cangaceiro vão lutar no Coliseu (Foto: Viviane Leão/GloboEsporte.com)Soldado e Cangaceiro vão lutar no Coliseu (Foto: Viviane Leão/GloboEsporte.com)
Os lutadores que vão participar da XI etapa do Coliseu Extreme Fight passaram pela tradicional pesagem na noite desta sexta-feira, no Arapiraca Garden Shopping. Sábado, os combates de MMA vão ser disputados no Ginásio João Paulo II, em Arapiraca, interior de Alagoas, a partir das 20h. O duelo mais aguardado desta edição vai ser entre o paraense Gilberto "Cangaceiro" Dias e o paraibano Giovanni "Soldado", que disputam o cinturão dos moscas. Outro combate que promete vai colocar frente a frente no octógono o brasiliense Luciano Palhano e o pernambucano Roniele “Blindado”, na categoria peso leve.
A assessoria de imprensa do Coliseu informou que o brasiliense Marcone Muniz não bateu o peso nesta sexta, mas como a diferença foi de apenas 300 gramas ele vai lutar contra o potiguar João Paulo Morfeu, tendo como punição o pagamento de multa.
O pernambucano Marcos Júnior estava dois quilos acima do peso, ainda tenta baixar, mas a luta com o alagoano Toni Belo, pelo cinturão dos galos, está ameaçada. Atleta de Arapiraca, Toni foi ovacionado pelo público nesta sexta e agora torce para o seu combate ser confirmado.
João Paulo Morfeu encara Marcone Muniz, que não bateu o peso (Foto: Viviane Leão/GloboEsporte.com)João Paulo Morfeu encara Marcone Muniz, que não bateu o peso (Foto: Viviane Leão/GloboEsporte.com)



01
Confira o card da xi edição do  coliseu

Disputa de cinturão Peso Mosca
Giovanni da Silva "Soldado" (Hikari) vs. Gilberto Dias "Cangaceiro" (Constrictor Team)
Categoria Peso Médio
Walison Pereira (Ricardo Feitosa) vs. José Aparecido Santos "Zeca Predador" (Nordeste Jiu-jítsu)

Categoria Peso Leve
Luciano Palhano (M Guerra Team) vs. Roniele Gomes "Blindado" (Mario Sukata Team)
Categoria Peso Pena
Janio Rodrigues "Vitamina" (Ryan Gracie Team Butantã) vs. Alexsandro Santos "Miudinho" (Champion Team | Nordeste Jiujitsu)

Categoria Peso Galo
Jeferson Vieira "Pitbull" (Adois Fight) vs. Thayã Paulino de Almeida (Original Cage | Sport Boxe)
Categoria Peso Pena
Otávio dos Santos "Besouro" (Shock Fight | MMA Trainer) vs. Pedro Gomes (Nordeste Jiu-jitsu)

Categoria Peso Leve
Anderson Diniz "Falamansa" (Hikari | Eclipse) vs. Diogo Cavalcanti "Fofão" (Constrictor Team)
Categoria Peso Galo
José Antônio da Silva "Toni Belo" (Ricardo Feitosa | Titãs Muay Thai) vs. Marcos Junior (Mario Sukata Team)

Categoria Peso Palha
Marcone Muniz (M Guerra Team) vs. João Paulo "Morfeu" da Costa (Hikari)
Card Preliminar
Categoria Peso Pena
Anderson Barreto "Samurai" (Adois Fight) vs. Leandro dos Santos Rodrigues (Nordeste Jiu-jitsu)
Categoria Peso Pena
Ítalo Ribeiro (Ricardo Feitosa) vs. Ricardo Rodriguez (Hikari)

Após entrar com hino do Brasil, Sapo vence Camozzi por decisão dividida

Resultado gera controvérsia após luta equilibrada. Chas Skelly bate recorde da "era Zuffa" com segunda vitória em 13 lutas e Chris Beal segue invicto

Por Mashantucket, EUA
Precisando da vitória após duas derrotas consecutivas, Rafael "Sapo" Natal entrou no octógono nesta sexta-feira ao som do Hino Nacional Brasileiro, como se fosse jogo de Copa do Mundo. Deu certo, e o lutador mineiro conseguiu um triunfo tão dramático quanto o que a seleção brasileira conquistou contra o Chile no Mineirão, nas oitavas de final do torneio deste ano: foi anunciado vencedor por decisão dividida (29-28, 28-29 e 29-28) contra o americano Chris Camozzi no card preliminar do "UFC: Jacaré x Mousasi", em Mashantucket (EUA). A luta foi equilibrada e o resultado não agradou a todos os torcedores presentes à arena, mas o peso-médio brasileiro, muito emocionado com o triunfo, explicou porque venceu o segundo round, que foi o decisivo do confronto.
- Ele finalizou forte, ele golpeou forte no segundo round, mas não causou nenhum dano. Desculpem, caras, mas eu venci - disse Sapo na entrevista pós-luta, ainda no octógono.
Rafael Natal, UFC (Foto: Getty Images)Rafael Natal chora ao ser anunciado vencedor por decisão dividida em Mashantucket (Foto: Getty Images)
Natal começou a luta jogando muitos chutes baixos, mas Camozzi respondeu na mesma moeda e acertou bons golpes na trocação. O brasileiro, porém, acertou um bom gancho no corpo e outro direto no rosto. Suas duas primeiras tentativas de queda foram rechaçadas pelo americano, mas ele deixou um cruzado de esquerda ao sair do clinche. Com pouco mais de 1m30s restando no primeiro round, Sapo enfim conseguiu quedar o americano. Ele o manteve no solo por pouco tempo, mas dominou a luta agarrada no restante do período.
Natal começou o segundo round mais ligado e acertou bons chutes baixos. Após não ter sucesso na primeira tentativa de queda, o mineiro derrubou na metade do assalto, mas, novamente, não manteve Camozzi preso no chão. O americano rejeitou outras duas entradas do brasileiro e acertou bons golpes no clinche. Ele terminou o período com um chute alto na orelha de Sapo, mas o golpe não entrou em cheio.
Rafael Natal x  Chris Camozzi, UFC (Foto: Getty Images)Sapo acerta um direto de direita em Camozzi no
primeiro round (Foto: Getty Images)
A luta seguiu equilibrada no terceiro e último round. Sapo começou chutando baixo, mas Camozzi respondeu com ainda mais força. O americano se esquivava bem dos golpes de Natal em pé e conectou bons jabs e diretos. O brasileiro parecia não ter mais gás e explosão para conseguir a queda. Camozzi dominou o combate no clinche, acertou bom chute nas costelas e, após rechaçar mais uma derrubada, esteve próximo do nocaute técnico com um upper e uma série de golpes retos. Os dois terminaram em trocação franca e Camozzi ainda arriscou uma joelhada voadora e um cruzado no soar do gongo. Não foi o suficiente, porém, para garantir sua vitória.
- Uma vitória é uma vitória. Achei que venci o primeiro e segundo round, mas eu cansei no terceiro round. Havia muita pressão sobre nós dois. Eu tinha muita pressão sobre mim, porque vinha de duas derrotas, e não podia perder de novo. Eu botei tudo o que eu tinha lá dentro, e quando você tem esse tipo de pressão, isso te deixa cansado, porque você deu tudo. Achei que venci o primeiro e segundo (rounds), e fiz o bastante para vencer - analisou Sapo nos vestiários.
Camozzi, no entanto, não se convenceu.
- Estão dizendo que ele venceu os dois primeiros rounds, como? Mesmo se você der o primeiro (round) para ele, como você dá o segundo a ele? Isso não é nem possível - reclamou o americano.
Matsuda luta bem, mas Beal vence e segue invicto
Escalado para substituir o lesionado Dustin Kimura de última hora, o japonês Tateki Matsuda fez boa luta e quase surpreendeu, mas o americano Chris Beal manteve sua invencibilidade no MMA com uma vitória por decisão unânime. (29-28, 30-27 e 29-28). Estreante no UFC, Matsuda não se intimidou com o invicto Beal e foi para cima com chutes na perna e ganchos. Porém, mais preparado, o americano logo o derrubou, acertou cotoveladas que abriram um corte no supercílio esquerdo e atacou um kata-gatame no solo. O japonês raspou e Beal ameaçou uma guilhotina, mas Matsuda se livrou e passou a atacar com cotoveladas. O americano saiu de baixo, se levantou e acertou uma bomba de direita, mas seu adversário cresceu durante o primeiro round, acertando chutes baixos que começaram a desgastar a perna esquerda de Beal.
Chris Beal x Tatek Matsuda - UFC (Foto: Getty Images)Chris Beal acerta golpe em Tateki Matsuda: luta equilibrada (Foto: Getty Images)
Matsuda seguiu apostando nos chutes baixos no segundo round e Beal já não tinha a mesma explosão para soltar seus socos. Uma tentativa de queda do americano foi facilmente defendida. O japonês passou a trocar a base e acertar chutes também nas costelas. O round estava nas mãos dele, mas ao quedar Beal, ele acabou caindo por baixo e o americano aproveitou: obteve a montada e desferiu mais cotoveladas no rosto. No terceiro round, Beal voltou a levar o duelo para o solo, montou sobre Matsuda e voltou a atacar no ground and pound. O japonês ainda remontou a guarda, mas seguiu dominado na luta agarrada pelo restante da luta.
Skelly bate recorde na "era Zuffa"
O texano Chas Skelly, do Team Takedown, bateu um novo recorde de vitórias consecutivas em menor espaço de tempo na "era Zuffa" do UFC: venceu sua segunda luta em 13 dias, ao derrotar Sean Soriano por decisão unânime (triplo 30-27) na abertura do card preliminar. Lutando pela segunda vez em duas semanas, Skelly não quis dar chance para que o desgaste fosse um fator e partiu rapidamente para cima de Soriano, buscando a luta agarrada e a definição. Ele pegou as costas do adversário em instantes e, com exceção de um breve instante em que Soriano conseguiu tirá-lo das costas e ficar por cima, dominou amplamente o primeiro round. Nos dois minutos finais, ele fechou o triângulo na linha da cintura e  tentou fechar o mata-leão "na marra", mas não obteve o ajuste ideal.
Chas Skelly x Sean Soriano - UFC (Foto: Getty Images)Chas Skelly dominou Sean Soriano na luta agarrada: duas vitórias em 13 dias (Foto: Getty Images)
No segundo round, Skelly já respirava pesado e mostrava cansaço, mas mesmo assim conseguiu levar a luta ao solo - após acertar um golpe inadvertido abaixo da linha de cintura - e pegar as costas do oponente de novo. Ele teve mais tempo nas costas e chegou a encaixar o mata-leão, mas Soriano se defendeu bem. Em desvantagem, o atleta da Blackzilians foi para cima na trocação no último round, mas Skelly logo fechou a distância e quedou o adversário. Soriano conseguiu se livrar e ficar por cima, mas o texano do Team Takedown seguiu sendo mais agressivo, atacando chaves de braço e de calcanhar. Ele ainda raspou e obteve a montada, e terminou a luta por cima. Com as mãos nos joelhos, Skelly ouviu a decisão dos juízes anunciada por Bruce Buffer e, exausto, sentou numa das cadeiras VIP do evento ao descer do octógono.

Ronaldinho Gaúcho assina contrato de 2 anos com Querétaro, do México

Craque vai para time que tem mesmo apelido do Atlético-MG e volta a usar 49:
"Meu número da sorte! Espero repetir e viver as mesmas alegrias! #SiempreGallos"

Por Rio de Janeiro
Os rumores se confirmaram: Ronaldinho Gaúcho vai mesmo jogar no futebol mexicano. Nesta sexta-feira à noite, último dia para inscrições no país, o jogador de 34 anos acertou contrato por duas temporadas com o Querétaro, time da primeira divisão local, coincidentemente apelidado de "Gallos Blancos", mesmo animal mascote do Atlético-MG, seu ex-clube.
- Agora é oficial! Camiseta 49!! Meu número da sorte!! Espero repetir e viver as mesmas alegrias!! #SiempreGallos. Escolhi o Mexico pelo carinho que sempre recebi aqui. Muito motivado para representar o @Club_Queretaro. Obrigado @OlegarioVazquez!! - escreveu Ronaldinho Gaúcho em sua conta pessoal no Twitter, referindo-se ao empresário Olegario Vázquez Aldir, dono do Querétaro.
Ronaldinho assina contrato com Club Queretaro (Foto: Reprodução / Twitter)Ronaldinho Gaúcho assina contrato com o Querétaro: compromisso de dois anos (Foto: Reprodução / Twitter)

Mais cedo, seu novo patrão foi o primeiro a anunciar a contratação.
Olegario Vazquez twitter Ronaldinho (Foto: Reprodução / Twitter)Post de Olegario Vazquez no Twitter: "O astro Ronaldinho é Gallo" (Foto: Reprodução / Twitter)
- Tenho o prazer de compartilhar com vocês que a partir de hoje, o astro @10ronaldinho é gallo. Reforça uma grande equipe, os fãs merecem. #YoSoyGallo - escreveu Vazquez em sua conta no Twitter.
No site do clube, o comunicado oficial da contratação celebra os feitos do craque.
- À opinião pública se informa que Ronaldo de Assis Moreira, "Ronaldinho", assinou sua incorporação ao Club Gallos de Querétaro pelos próximos dois anos na Liga MX. Estamos muito contentes de incorporar em nossas  fileiras a partir de hoje um jogador que se destacou no futebol internacional como campeão do mundo em 2002, ganhou títulos de melhor jogador da Fifa em 2004 e 2005 e se converteu no sexto futebolista da história a ganhar a Liga dos Campeões, com o Barcelona, e a Taça Libertadores, com o Atlético-MG. Esperamos que a torcida da cidade e de todo o país se una a esta celebração de ter Ronaldinho como mais um gallo que acrescentará sua experiência e habilidade para seguir fortalecendo a esta grande equipe, Gallos de Querétaro - afirma o comunicado.
Anuncio Ronaldinho Site Club Queretaro (Foto: Reprodução)Site do Querétaro anuncia a contratação do craque brasileiro (Foto: Reprodução)
A apresentação estaria marcada para segunda-feira. A estreia poderia ser na oitava rodada do Apertura 2014, na sexta-feira da semana que vem, quando os "Gallos Blancos" recebem o Puebla, no estádio La Corregidora, cuja capacidade é para 34 mil torcedores. O curioso é que o adversário conta com outro craque veterano, o mexicano Cuauhtemoc Blanco, de 41 anos.
Com sete rodadas disputadas do Campeonato Mexicano, o Querétaro está em oitavo lugar, última posição que garante vaga na segunda fase. Em seu elenco, tem outros quatro brasileiros. O mais conhecido deles é Danilinho, ex-Atlético-MG. Os outros são o meio de campo Willian Fernando, ex-Joinville, Náutico, Atlético-GO, Palmeiras e Vitória, e os atacantes Camilo Sanvezzo, cuja carreira profissional foi toda fora do país, e Ricardo Jesus, ex-Atlético-GO, Avaí, Portuguesa e Ponte Preta.

Ring girl do Jungle Fight 73, Ana Paula Minerato faz ensaio sensual

Loira posa dentro de cage antes do evento que acontece neste sábado, quando estará ao lado de Geisa Vitorino e Syllvia Andrade, em São Paulo

Por Rio de Janeiro
Ana Paula Minerato será uma das ring girls do Jungle Fight 73, neste sábado, em São Paulo, ao lado de Geisa Vitorino e Syllvia Andrade. A loira que é musa da escola de samba Gaviões da Fiel, realizou um ensaio fotográfico sensual com a roupa que vai utilizar no evento que acontecerá no ginásio do Ibirapuera. O card terá transmissão ao vivo no Canal Combate e no SporTV, a partir das 21h (de Brasília).
Confira as fotos:
Ana Paula Minerato, ring girl do Jungle Fight 73 (Foto: Caio Duran/Divulgação)Ana Paula Minerato, ring girl do Jungle Fight 73 (Foto: Caio Duran/Divulgação)
ana paula minerato ring girl (Foto: Caio Duran/Divulgação)Ana Paula Minerato estará ao lado de Geisa Vitorino e Syllvia Andrade (Foto: Caio Duran/Divulgação)
ana paula minerato ring girl (Foto: Caio Duran/Divulgação)Ana Paula Minerato, em ensaio sensual (Foto: Caio Duran/Divulgação)