quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Por Camilo Pinheiro Machado, Joanna de Assis e Raphael Marinho — Nova York, EUA
 
Weidman quer vencer Jacaré para manter fama contra brasileiros: Weidman quer vencer Jacaré para manter fama contra brasileiros:
Raphael Marinho
Chris Weidman diz amar o Brasil. Não é difícil gostar de um país com tantas belezas naturais, diversidade cultural e povo caloroso, mas esse amor do lutador se explica também pelas saborosas lembranças que guarda quando lutou contra adversários brasileiros. A mais famosa vítima de Chris foi Anderson Silva, que perdeu para o americano duas vezes, tornando Weidman um rosto conhecido no Brasil. Primeiramente o americano foi odiado. Mais tarde, no entanto, passou a ser respeitado.
- Sou mais reconhecido na rua no Brasil do que nos Estados Unidos. Lembro que fui fazer uma entrevista coletiva no Brasil e vários carros foram me seguindo e tirando fotos quando saí do aeroporto, foi louco! Na primeira vez que enfrentei Anderson Silva, ninguém tinha tirado o título dele ainda, então lá fui eu. Nem sei se tinha esse plano de nocauteá-lo, mas eu o nocauteei. Lembro que só o fato de eu ter falado isso antes da luta, que iria nocauteá-lo, causou um ódio por parte dos brasileiros. Eles me odiaram por eu falar isso. E, na segunda luta, os brasileiros passaram a me respeitar pelo que fiz na primeira, mas a maneira como a segunda luta terminou foi diferente do que qualquer um pensou. Foi terrível, me senti muito mal por Anderson Silva, eu achava que iria finalizá-lo, mas não imaginei que iria quebrar a perna dele.
Chris Weidman quer superar Ronaldo Jacaré, no UFC 230, e conquistar a sétima vitória contra brasileiros no Utimate — Foto: InfoesporteChris Weidman quer superar Ronaldo Jacaré, no UFC 230, e conquistar a sétima vitória contra brasileiros no Utimate — Foto: Infoesporte
Chris Weidman quer superar Ronaldo Jacaré, no UFC 230, e conquistar a sétima vitória contra brasileiros no Utimate — Foto: Infoesporte
Além de Anderson, Weidman também venceu os brasileiros Demian Maia, Valdir Araújo, Lyoto Machida e Vitor Belfort. No UFC 230, em Nova York, o peso-médio pode adicionar Ronaldo Jacaré a essa lista de respeito.
- Eu amo os brasileiros e amo o Brasil , um lugar onde existem lutadores incríveis, mas no fim das contas não interessa de onde a pessoa seja. Se você coloca alguém na minha frente, quero vencê-lo. Eu fico feliz de termos tantas lendas brasileiras como lutadores, mas estou animado para vencer mais uma vez, e bastante confiante para isso. Tenho muito respeito por Jacaré, ele foi bem por onde lutou, logicamente tem um jiu-jítsu muito bom, é grande lutador de MMA, campeão também no Strikeforce. Ele teve alguns altos e baixos, o que é normal no UFC, mas ele oferece muito ao esporte - disse Weidman.
Originalmente, no UFC 230, Weidman iria lutar contra Luke Rockhold, mas este se contundiu, dando lugar a Jacaré faltando apenas duas semanas para a luta deste sábado, no Madison Square Garden.
- Tive duas semanas para me preparar para enfrentar Ronaldo Jacaré, mas isso não foi problema. Fiquei 15 minutos triste quando Luke saiu da luta, mas Jacaré estava ali, disponível e preparado, então, não tive nenhuma questão quanto a isso. Eu aceitei a luta antes dele, porque... o que posso fazer? Com quem seja que eu for lutar, a luta seguinte é pelo título. E estou muito confiante, em ótima forma, treinando muito forte. Quando você acredita e sabe que é o melhor do mundo, você tem que estar preparado pra vencer qualquer um.
Se vencer Jacaré, Weidman espera voltar a disputar o cinturão do peso-médio — Foto: Getty ImagesSe vencer Jacaré, Weidman espera voltar a disputar o cinturão do peso-médio — Foto: Getty Images
Se vencer Jacaré, Weidman espera voltar a disputar o cinturão do peso-médio — Foto: Getty Images
Aos 34 anos, o carrasco de brasileiros se mostra muito preparado para enfrentar o também experiente Jacaré, de 38 anos. Weidman se vê superior em todos os caminhos que a luta pode tomar.
- Estou confortável com todas as possibilidades. Se le me jogar pra baixo, estou tranquilo. Se eu jogá-lo ao chão, estou tranquilo. Se lutarmos em pé, estou tranquilo. Sou muito experiente e aprendi muito nas adversidades, nunca me senti tão confiante antes. Nós nunca sabemos o que vai acontecer. Só o que sei é que fiz tudo o que pude na minha preparação. E isso é o que me torna tão relaxado e confiante. Eu diria que as chances de eu perder essa luta são muito baixas. E se ele me vencer, então ele merece, porque eu sou uma verdadeira fera atualmente.
Combate transmite o UFC 230 no próximo sábado na íntegra, ao vivo e com exclusividade a partir de 19h30 (horário de Brasília). O Combate.com transmite as duas primeiras lutas do card preliminar em vídeo, e acompanha o restante do evento em Tempo Real.
UFC 230
3 de novembro de 2018, em Nova York (EUA)
CARD PRINCIPAL (23h, horário de Brasília):
Peso-pesado: Daniel Cormier x Derrick Lewis
Peso-médio: Chris Weidman x Ronaldo Jacaré
Peso-médio: David Branch x Jared Cannonier
Peso-médio: Karl Roberson x Jack Marshman
Peso-médio: Derek Brunson x Israel Adesanya
CARD PRELIMINAR (19h30m, horário de Brasília):
Peso-pena: Jason Knight x Jordan Rinaldi
Peso-mosca: Roxanne Modafferi x Sijara Eubanks
Peso-pena: Sheymon Moraes x Julio Arce
Peso-meio-médio: Lyman Good x Sultan Aliev
Peso-leve: Lando Vannata x Matt Frevola
Peso-pena: Shane Burgos x Kurt Holobaugh
Peso-galo: Brian Kelleher x Montel Jackson
Peso-pesado: Marcos Pezão x Adam Wieczorek
Por Marcelo Barone — Rio de Janeiro
 

Patrício Pitbull costuma abrir a bandeira do Brasil quando entra em ação no cage do Bellator. E na edição 209, quando defenderá o cinturão do peso-pena contra Emmanuel Sanchez, dia 15 de novembro, em Israel, o potiguar carregará as cores do país em seu calção, que será inspirado no capacete de Ayrton Senna, tricampeão mundial de Fórmula-1.
Patrício Pitbull defenderá cinturão em Israel — Foto: divulgação/BellatorPatrício Pitbull defenderá cinturão em Israel — Foto: divulgação/Bellator
Patrício Pitbull defenderá cinturão em Israel — Foto: divulgação/Bellator
Fã do piloto, que morreu em um acidente no circuito de Ímola, em 1994, Pitbull decidiu prestar uma homenagem a quem tem como inspiração na carreira, conforme declarou ao Combate.com.
- Eu li o livro do Senna dez anos atrás. O que me chamou a atenção foi a maneira como ele encarava o esporte, a concentração dele. Eu me identifiquei bastante. Esse cara é uma referência. O livro cravou de vez a maneira como eu deveria agir no meu treinamento. Por exemplo, tem uma curva que ele estava sem marcha, e ele conversava com o engenheiro, dizia o que funcionava, o que não funcionava. É assim que faço com meus treinadores, se acho que algo não está dando certo. Desde então comecei a ser um lutador mais completo, a treinar outras artes. Sempre quis ter alguma coisa na minha roupa de luta para simbolizar o Brasil. O ídolo máximo do esporte no país é o Senna, então vou jogar o desenho do capacete dele, a bandeira do Brasil, no meu short - declarou o atleta, recordando que no dia do trágico acidente tinha apenas sete anos de idade e estava na feira com o pai.
Imagem do short em homenagem a Ayrton Senna que Patrício Pitbull usará no Bellator 209 — Foto: DivulgaçãoImagem do short em homenagem a Ayrton Senna que Patrício Pitbull usará no Bellator 209 — Foto: Divulgação
Imagem do short em homenagem a Ayrton Senna que Patrício Pitbull usará no Bellator 209 — Foto: Divulgação
A ideia de Pitbull tomará forma através do trabalho do publicitário Lucas Aquino, que recebeu a missão de utilizar o capacete como inspiração para o calção do amigo. E, após o confronto, o campeão do Bellator promete leiloar a peça, em um gesto nobre.
- Vou leiloar o short, a bandagem e as luvas. Irei doar a quantia para alguma comunidade que não tenha acesso a àgua no Nordeste, onde sofremos com a seca. Solicitei ao Exército do Brasil um mapa do Rio Grande do Norte para ver onde precisa de poço para fazermos alguma coisa boa.
Em relação ao embate, Pitbull acredita que a luta contra Sanchez não será decidida pelos jurados, e provoca o adversário, classificado como "mãos de pantufa" por, segundo o atleta canarinho, não ter potência nos golpes.
- Ele é completo, mas tem mãos de pantufa, não pega duro. Um soco na cara é um soco na cara, pode desconectar e ir à lona, mas ele tem mão fofa. Ele acha que tem mais chance caso a luta dure mais tempo ou se formos para o chão. Sou superior em todos os aspectos, é só ver os números. Sou mais finalizador do que nocauteador se você vir o meu cartel. Estava empatado, mas desempatei finalizando alguns caras (risos). Ele falou que vai me finalizar. Estou empenhado em calar a boca dele e finalizar só para dar um resposta. A luta acaba antes do quinto round. Não posso deixar que um cara inferior a mim lute comigo durante 25 minutos - declarou o atleta, que chega a Israel no dia 11 e pretende viajar pelo pela região para conhecer Jerusalém.