sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Primeiro Botafogo x Flamengo custa
R$ 500 para torcedores de Roraima

Grupo de rubro-negros e um alvinegro organiza viagem para assistir ao clássico na
Arena da Amazônia. Para alguns, será a primeira vez ao vivo com time de coração

Por Boa Vista, Roraima
Quanto vale assistir a um jogo do seu time de coração? E quanto vale se o clube para o qual torce está naturalmente a milhares de quilômetros de distância de onde você mora? Para Bruno Guilherme, Suelton Melo e Adysson Roque, a oportunidade tem preço: R$ 500. Foi o que gastaram os amigos que trabalham numa agência bancária em Roraima para, neste sábado, na Arena da Amazônia, às 21h (de Brasília), assistirem ao clássico Botafogo x Flamengo, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro.
 O primeiro passo foi garantir o ingresso, e eles agiram rápido ao garantir pela internet as entradas, cada uma a R$ 100 (meia-entrada) – com preços que iam de R$ 80 a R$ 250, sem contar camarotes vendidos por R$ 4.000 apenas por telefone, as 43.675 entradas disponibilizadas foram todas vendidas em apenas 10 horas. Depois, era só separar o dinheiro para passagens, hospedagem e alimentação. Com a logística fechada, a despesa de R$ 500 nem saiu tão salgada assim diante do sonho a ser realizado – na final da Copa do Brasil de 2013, contra o Atlético-PR, no Maracanã, o Flamengo estabeleceu ingressos de R$ 250 a R$ 800 (valores cheios).
Os amigos estão em torcidas adversárias, mas o 'fair play' predomina (Foto: Herianne Cantanhede/GloboEsporte.com/rr)Suelton, Adysson e Bruno estão em torcidas adversárias, mas o "fair play" predomina (Foto: Herianne Cantanhede)

A viagem está marcada para a madrugada de sábado, quando os três tomarão a ponte-aérea de Boa Vista a Manaus – o voo dura aproximadamente 50 minutos – para uma experiência inédita: os rubro-negros Bruno e Suelton e o alvinegro Adysson nunca assistiram juntos a um duelo entre as duas equipes. Mais do que isso, dois deles sequer viram de perto, das arquibancadas de um estádio, o seu time do peito.
– É a primeira vez. Antes, nem mesmo pela TV. Cada um ficava na sua casa. Estou muito ansioso para esta partida. Assisti a Portugal x Estados Unidos na Arena (da Amazônia), pela Copa do Mundo, mas ver o Flamengo, o time para o qual torço desde criança, será uma emoção única. Espero que seja uma partida tranquila, e que a torcida nortista realize uma grande festa nas arquibancadas – diz Bruno.
Suelton, por sua vez, já sentiu o gostinho de se misturar à torcida do Flamengo. No início do ano ele viajou ao Rio de Janeiro, onde assistiu ao jogo contra o Bolívar, pela Taça Libertadores.
– A emoção é muito grande. Todas as expectativas são superadas quando estamos na torcida – garante ele, minimizando o fato de o Rubro-Negro não ter passado de um empate em 2 a 2 naquele dia 12 de março. – Este jogo em Manaus também será muito especial. É o meu primeiro clássico, também a estreia dos meu amigos. A emoção será imensa.
os torcedores compraram os ingressos pela internet (Foto: Herianne Cantanhede)"Experiente", Suelton mostra seu ingresso para o clássico Botafogo x Flamengo (Foto: Herianne Cantanhede)
Adysson, por sua vez, ouve os amigos à espera de uma brecha para falar. Em minoria – outros dois torcedores do Flamengo acompanharão o trio –, ele não se sente intimidado, muito menos se deixa abater pela má fase do Botafogo. Os rivais provocam, contam como certa a vitória no sábado, mas ele dá de ombros. A confiança é tanta que assistirá ao duelo na torcida adversária – na verdade, mais pela força das circunstâncias, uma vez que os ingressos foram adquiridos juntos.
– Sinto muito, mas o Botafogo vai vencer – afirma Adysson, lacônico e aos risos.
Com 30 pontos, o Botafogo é o 19º colocado do Brasileirão e entra na reta final lutando contra o rebaixamento à Segunda Divisão. Para deixar o Z-4 ao fim da 31ª rodada, o Alvinegro tem não somente de bater o arquirrival, mas também torcer por derrota do Coritiba diante do Grêmio, para que o Vitória não supere o Criciúma e por um tropeço do Bahia diante do Inter.
O Flamengo, com 40 pontos, abriu uma distância confortável da confusão, como o técnico Vanderlei Luxemburgo chama o grupo dos times que brigam para não cair. Ocupa a 11ª colocação a oito rodadas para o término do Brasileirão. Se afasta passo a passo o risco de rebaixamento – a equipe ocupava a lanterna quando o comandante chegou à Gávea –, o Fla não visa à parte de cima da tabela: está a 11 pontos do Atlético-MG, primeiro time do G-4. De olho na Copa do Brasil, pela qual encara o próprio Galo nas semifinais, seguiu com apenas quatro titulares para Manaus.
*Matéria de Herianne Cantanhede, sob supervisão de Emmily Melo

Barcos vê pênalti "injusto" e ironiza regra: "Joga a bola na mão do outro"

Atacante diz que dar carrinho sem usar o braço é impossível e afirma que
jogadores podem mirar deliberadamente o adversário para se beneficiar

Por Porto Alegre
O Grêmio superou o Figueirense por 1 a 0, nesta quarta-feira, pelo Campeonato Brasileiro, com um gol de pênalti que gerou muita reclamação dos jogadores do time catarinense. Nirley deu um carrinho dentro da área para bloquear um cruzamento de Zé Roberto, e o árbitro Vinicius Furlan apontou toque de mão. O atacante Barcos, que converteu a cobrança, admitiu em entrevista ao “Arena SporTV” que a nova orientação sobre bola na mão é injusta. O jogador chegou a ironizar as mudanças na lei dizendo que um atleta pode mirar, deliberadamente, no braço de um adversário para se beneficiar (assista ao vídeo).
- Quando fui na reunião, eles falaram que se você der carrinho e a bola tocar na mão, é mão. Falamos que dar carrinho sem a mão é impossível. Mas falaram que se bater, é pênalti. Então isso é pênalti. Diz que está tirando vantagem da jogada. A bola ia para trás e ele não permitiu, então é pênalti. É justo? É injusto? Se fosse para a gente também seria injusto. Mas vão apitar porque é a nova regra (...) Eu falo com os laterais, gente que está acostumada a dar carrinho e é impossível não colocar o braço. Ninguém vai dar carrinho sem o apoio. Se há o apoio do braço, você joga a bola na mão do outro e é pênalti. Então agora a gente está tentando fazer cruzamento e jogar a bola na mão do outro – disse, com um sorriso.
Nirley dá carrinho em Zé Roberto e gera pênalti polêmico (Foto: Reprodução SporTV)Nirley dá carrinho em lance que gerou reclamação
do Figueirense (Foto: Reprodução SporTV)
O lance aconteceu aos 35 da etapa inicial. Zé Roberto invadiu a área pela esquerda e Nirley, no momento de dar o carrinho, tocou com o braço na bola. Apesar dos jogadores do Figueira reclamarem, o árbitro marcou a penalidade. Barcos cobrou com categoria e fez o seu 28º gol na temporada.
O atacante gremista rejeitou, no entanto, a reclamação do Figueira por um pênalti não marcado aos 45 minutos do segundo tempo. Everaldo fez bela jogada, dando um lençol no adversário, e caiu após tentar superar a marcação do zagueiro Pedro Geromel. Para Barcos, nada de ilegal aconteceu.
- Foi não (pênalti). Ele está procurando o pênalti. Difícil que marquem um desse, no corpo a corpo com o zagueiro. (Se fosse comigo) Reclamaria, mas faria o que ele fez, levantar rápido e sair correndo porque sei que não é nada - disse.
O Grêmio é o sexto na tabela do Brasileirão, com 50 pontos e volta a campo contra o Coritiba, no Couto Pereira, neste sábado, às 18h30 (de Brasília). O Figueira é o 13º, com 35 pontos, e pega o Cruzeiro, no Orlando Scarpelli, no mesmo dia, às 16h20.

A comparação é inevitável. Quando o filho escolhe a mesma carreira do pai, seja em qual área for, a busca por paralelos na carreira fatalmente ocorre em algum momento. Uns, como Felipe Adão, não tiveram tanta sorte na carreira, mas outros, como Djalminha, emplacaram. O tempo passa, a história se repete, e filhos de jogadores se espalham pelas categorias de base do Brasil. Confira uma lista com dez nomes:

Renan Donizete, filho do Pantera, também do juvenil do FlamengoRenan Donizete (Flamengo)
Herdou até o apelido do pai (no diminutivo) e é um dos principais jogadores da base do Flamengo. O Panterinha tem 19 anos, já disputou duas Copas São Paulo como titular e mostra muita qualidade dentro de campo com belos dribles e gols. Mas esbarra na falta de regularidade e no histórico extracampo, que pode atrapalhar sua carreira.

Bernardo Ávila (Sem clube)
Leandro Ávila foi um dos principais volantes do futebol brasileiro na década de 90. Tricampeão carioca pelo Vasco, campeão brasileiro pelo Botafogo e carioca pelo Flamengo, chegou à Seleção. O filho dele, Bernardo Ávila, tem 18 anos e já conta com passagens por Flamengo e Atlético-PR. Meia de origem, joga também como volante e pode acertar com o Botafogo nos próximos dias.

Marcos (Internacional)
Neste caso, não se trata de um filho de ex-jogador, e sim de um jogador que ainda atua. Índio, zagueiro do Internacional, é pai de Marcos, atacante de 14 anos que atua no sub-15 do Colorado. Mas, ao contrário do pai, é atacante.

Djalminha (Boavista)
O terceiro Djalma da família Dias tem 15 anos, defende o Boavista no Campeonato Carioca Sub-15 e jogou algumas partidas com a camisa 8. Assim como o pai, é meia e canhoto.

Lucas Macedo (Palmeiras)
No início da década de 90, Macedo foi uma das revelações do Rio Branco-SP e depois passou por São Paulo, Santos e Vasco, entre outras equipes. O filho dele, Lucas Macedo, tem 17 anos e também é atacante. Joga nos juvenis do Palmeiras.

inter treino léo ortiz Léo Ortiz (Internacional)
Filho do campeão mundial de futsal Ortiz, Léo Ortiz (esq) atua no futebol de campo do Internacional. Ao contrário do pai, que se notabilizou pelo poder de finalização e já treinou atacantes da base colorada, Léo é volante, e pode atuar também como zagueiro. Tem 18 anos e integra o elenco de juniores.

Matheus Mancini (Grêmio)
Filho de Vagner Mancini, Matheus chegou ao Grêmio no início de 2014, vindo do Botafogo-SP, para compor a zaga do time de juniores. Canhoto, se destaca pela técnica e pela eficiência no jogo aéreo, e foi campeão gaúcho da categoria em outubro.

Cássio Augusto (Vasco)
No fim da década de 80, Cássio surgia no Vasco como um lateral rápido e com chute forte, e que acabou fazendo carreira em equipes da Série A, como Goiás, Santos, Fluminense e Portuguesa. Atualmente, é técnico do time sub-17 do Vasco, onde atua Cássio Augusto, seu filho, que joga como volante ou lateral-direito.

Nickson (Vitória)
Nos anos 90 e 2000, Jackson atuou por Sport, Palmeiras, Cruzeiro e Vitória, entre outros clubes, além de ter sido convocado para a Seleção em algumas ocasiões. Nickson, filho dele, se destaca na base do Vitória, e aos 17 anos, já jogou várias partidas pelo os juniores. Assim como o pai, é meia.

Diego e Marcel (Ituano)
Volante da Seleção na Copa de 1998, Doriva foi campeão paulista como treinador do Ituano em 2014. E os dois filhos dele, Diego e Marcel, são meias e atuam na base do Ituano. O primeiro chegou até a passar por um período de treinos na base do Middlesbrough, na Inglaterra.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Aniversariante, Pelé explica relação com camisa 10: "Ela me escolheu"

Santos divulgou vídeo em seu canal oficial em homenagem ao aniversário do Rei do Futebol. Ele comenta mística da camisa 10 do Peixe

Por Santos, SP
Em um vídeo publicado pela Santos TV, Pelé, que completa 74 anos nesta quinta-feira, explica relação "afetiva" que tem com a numeração que lhe acompanhou durante toda carreira no Peixe e na seleção brasileira. Durante o vídeo, o Rei do Futebol comenta como foram seus primeiros momentos com a camisa 10 do Alvinegro.
- Usei a camisa 10 do Santos em 1957, após a contusão do meu parceiro de equipe Vasconcelos. Ele era o camisa 10, número que, desde então, passei a usar. Na Copa do Mundo em 1958, na Suécia, fui o décimo atleta brasileiro a ser inscrito. Por conta disso, fui o camisa 10 da seleção em seu primeiro título mundial - diz.

Depois, Pelé explica que não foi ele que escolheu utilizar a numeração.
- O velho testamento diz que o número dez simboliza a perfeição. Diz também que os grandes encontros da vida já estão programados antes de acontecerem. Eu não escolhi a camisa 10, ela que me escolheu - finalizou o Rei.

Cartilha da Seleção: jogadores ainda se adaptam ao novo padrão da CBF

Fotos durante primeiras viagens mostram que atletas ainda não estão acostumados com regras da comissão técnica. Brincos, gorros e bonés são vistos em imagens

Por Rio de Janeiro
Neymar brasil cartilha (Foto: Reprodução / Instagram)Neymar posa de boné num voo da Seleção na Ásia (Foto: Reprodução / Instagram)
As regras de conduta da seleção brasileira foram divulgadas nesta quinta-feira pelo jornal "Folha de S.Paulo". Mas nem todos os itens da cartilha têm sido cumpridos pelos jogadores nas duas primeiras convocações feitas pelo técnico Dunga.
Em fotos nas redes sociais dos atletas ou no site oficial da CBF é fácil perceber como os jogadores têm tido dificuldades para se adaptar aos itens relacionados na cartilha, entre eles a do uso de bonés, gorros e joias durante o período de concentração.
Neymar já deu coletiva usando brincos. O atacante, que é o artilheiro da nova era Dunga com cinco gols em quatro jogos, também já tirou fotos com os companheiros dentro do avião que conduzia a delegação de boné. O zagueiro David Luiz é outro que tem aparecido nas entrevistas oficiais com um gorro preto - semelhante ao que usou na Copa do Mundo.
 No hino nacional, os atletas têm tido uma atitude bem diferente da vista na Copa do Mundo. Em vez do abraço entre os atletas, a mão no peito e o canto mais contido. Nesta quinta-feira, o coordenador de Seleções da CBF, Gilmar Rinaldi, e Dunga comentaram as regras impostas nesse novo período da equipe canarinho.
- Não proibimos nada, sugerimos algumas coisas para que se tenha um bom convívio. Não é algo disciplinar, é uma coisa chamada organização. Acho que o torcedor brasileiro queria isso. A seleção já tinha um regulamento interno, o que fizemos foi acrescentar algumas coisas que tínhamos como importantes para que haja uma boa convivência. Vamos ficar 30, 40 dias juntos, e dentro da Seleção tem que ter um só pensamento – ressaltou Dunga.
David Luiz brasil cartilha (Foto: Reprodução / Instagram)David Luiz dá entrevista coletiva na Seleção de gorro (Foto: Reprodução / Instagram)

Gilmar Rinaldi também lembrou que a cartilha colocada em prática na seleção brasileira não é algo novo. Segundo o coordenador, alguns itens foram acrescentados em virtude do surgimento das redes sociais e da difusão da internet.
A próxima viagem da Seleção está marcada para o dia 9 de novembro. O time canarinho vai encarar a Turquia, no dia 12, em Istambul, e a Áustria, no dia 18, em Viena. Os dois confrontos serão transmitidos ao vivo pela TV Globo, Sportv e GloboEsporte.com.
Neymar brasil cartilha (Foto: Mowa Press)Neymar concede coletiva de brinco antes do amistoso da Seleção contra a Argentina, na China (Foto: Mowa Press)

Dunga confirma: "Neymar é o capitão"

Após convocação, técnico descarta mudança de braçadeira para Thiago Silva

Por Rio de Janeiro
Neymar gol Brasil x Japão (Foto: Reuters)Neymar com a braçadeira contra o Japão: craque é o capitão da Seleção com Dunga (Foto: Reuters)
Poucas horas após a convocação da Seleção para os amistosos com Turquia e Áustria nesta quinta-feira, o técnico Dunga usou o site da CBF para deixar claro: Neymar segue como capitão da equipe, mesmo após o retorno de Thiago Silva.
O zagueiro, que usou a braçadeira na última Copa do Mundo, ainda não havia sido chamado por Dunga por causa de lesões. De volta à Seleção, o jogador do Paris Saint-Germain terá que passar a faixa para o craque do Barcelona, que virou capitão após Dunga assumir o lugar de Luiz Felipe Scolari depois do Mundial.
- O Neymar é o capitão. Isso já está decidido - disse Dunga ao site oficial da CBF.
Mais cedo, durante a coletiva sobre a convocação para os amistosos, o técnico elogiou Thiago e afirmou que o atleta não perderá a liderança na Seleção:
- Não existe ex-capitão. O capitão sempre vai ser capitão. Quando cheguei à Seleção, o presidente Marin e o doutor Marco Polo me deram livre arbítrio para escolher os jogadores e tomar as decisões. A cada momento, tudo precisa ser avaliado. Ele está voltando depois de um bom tempo e vamos conversar com todos. São grandes jogadores, estrelas do futebol mundial e vamos falar com todos – afirmou o treinador da seleção brasileira.

Info - Lista de convocados dunga (Foto: Editoria de Arte)


terça-feira, 21 de outubro de 2014

Aidar critica convocações e cobra R$ 20 milhões da CBF na Justiça

Presidente lamenta perder jogadores para a Seleção em meio aos últimos jogos do Brasileirão e promete batalha judicial com a entidade para que Tricolor seja ressarcido

Por São Paulo
Carlos Miguel Aidar São Paulo (Foto: Carlos Augusto Ferrari)Aidar em entrevista coletiva nesta terça-feira no Morumbi (Foto: Carlos Augusto Ferrari)
O presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, voltou a disparar contra a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em virtude da convocação de jogadores para amistosos da seleção brasileira durante o Campeonato Brasileiro. O dirigente revelou que vai acionar a entidade na Justiça para que o clube seja ressarcido pela cessão de atletas.

– O departamento jurídico já notificou oficialmente a CBF. O prazo venceu, e não houve resposta. A CBF bate em um dispositivo da Fifa que permite que a entidade nacional não pegue pelo atleta, mas a Lei Pelé determina que é obrigatório o reembolso. São R$ 20 milhões. O São Paulo tem dificuldades financeiras, e a CBF nada em dinheiro. Ela poderia pegar um pouco desse dinheiro que está na piscina para pagar os clubes em dificuldades – afirmou.

No início do mês, Aidar criticou duramente a entidade pelas convocações de Kaká e Souza para os amistosos na Ásia contra Argentina e Japão. Os atletas desfalcaram o Tricolor nas partidas diante de Atlético-MG e Atlético-PR, pelo Campeonato Brasileiro, e Huachipato, pela Copa Sul-Americana.
Agora, o dirigente acredita que será a vez de Paulo Henrique Ganso ganhar uma oportunidade com Dunga nas partidas contra Turquia e Áustria, marcadas para os dias 12 e 18 de novembro. O meio-campista vem sendo um dos destaques do time nas últimas partidas. O treinador anunciará a lista de convocados nesta quinta-feira.
O elenco ainda perderá o lateral-direito Auro, chamado por Alexandre Gallo para a seleção sub-21. O jogador não é titular com o técnico Muricy Ramalho, mas é a única opção da posição desde a venda de Douglas para Barcelona.

– Não vou pedir para dispensar. Mas, se eu estivesse no lugar do (José Maria) Marín (presidente da CBF), não convocaria jogadores no meio do campeonato. Você se esforça para montar um time com atletas de expressão, tenta encostar no Cruzeiro, e, de repente, os melhores valores são retirados do time para servirem à Seleção - concluiu Aidar.

Murilo lamenta a situação de Jaque, mas já admite manter a casa sozinho

Ponteiro do Sesi-SP e da seleção brasileira planeja como lidar com desemprego da esposa, que não encontra clube para atuar: "Sair do Brasil está fora de cogitação"

Por São Paulo
murilo LANÇAMENTO SUPERLIGA DE VÔLEI 2014-2015 (Foto: Marcos Ribolli)Murilo está com uma tipoia por conta de uma operação no ombro direito (Foto: Marcos Ribolli)
Esposa desempregada, filho pequeno para cuidar e cirurgia recente. A rotina de Murilo não tem sido das mais tranquilas. Mas encontrar um clube para a esposa Jaqueline atuar no Brasil é hoje a maior preocupação do dono de duas pratas olímpicas.
O pequeno Arthur, de 9 meses, é um bebê calminho e só dá alegrias aos pais. E a operação para corrigir um problema na articulação do ombro direito, na semana passada, aconteceu sem problemas. O único incômodo é a tipoia, que limita os movimentos. Mas, em dois meses, ele estará novamente em ação.
Ver a amada sem trabalho tem tirado Murilo do sério. Jaqueline é bicampeã olímpica e está acostumada com um salário considerado alto para os padrões do vôlei brasileiro, algo que a grande maioria dos 13 clubes inscritos na Superliga feminina, que começa no dia 7 de novembro, não pode bancar. Jaque teve propostas para atuar no Japão e na Europa, mas a família decidiu que não vai se separar pelo menos até que Arthur cresça. Por essas e outras, o camisa 8 já fala em sustentar a casa sozinho.
- Graças a Deus posso manter a família tranquilamente com só eu trabalhando. Eu tenho um ótimo contrato com o Sesi-SP. A Jaque já tem alguns anos de vôlei também. A gente tem uma independência financeira que permite. Mas vamos aguardar, ainda há esperança de ela conseguir um clube para trabalhar. Tem times em que ainda cabe a Jaque, mas eles precisam ter interesse. Não adianta só a gente querer. Precisa partir deles - afirmou Murilo, durante o evento de lançamento da Superliga (masculina e feminina), nesta terça-feira, em um hotel de São Paulo.
Além da questão financeira, outro fator que dificulta o acerto de Jaqueline com algum time é a sua pontuação 7 - a máxima - no ranking da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Por conta disso, ela não poderá jogar pelo Osasco, seu último empregador. De acordo com o regulamento da competição, cada clube só pode ter duas jogadoras com a pontuação máxima, dada apenas para oito atletas, todas da seleção. E o time da Grande São Paulo já conta com Dani Lins e Thaisa. Sesi-SP (Fabiana) e Rio de Janeiro (Natália), os outros dois clubes que contam com os maiores investimentos no Brasil, teriam vaga e condição financeira de contar com a mãe de Arthur - Tandara (Praia Clube), Sheilla e Fernanda Garay (ambas na Europa) são as outras atletas de nível 7. Mas as negociações estariam esbarrando na falta de um acordo salarial. Questionado se Jaque aceitaria uma redução salarial, Murilo deixou claro que a esposa quer ser valorizada por tudo o que já conquistou.
- Eu não gosto de falar sobre isso. Vai depender da situação, onde vai ser, o que vai ser. Ela é uma jogadora bicampeã olímpica e precisa ser valorizada por isso. Infelizmente, hoje o mercado está difícil. Não só para ela, mas para outras jogadoras que tiveram que sair do Brasil e lá recebem muito bem para jogar. Nós temos que avaliar a proposta e a situação para tomar uma decisão, que vai ser uma decisão nossa, de família mesmo.
Jaqueline Brasil x EUA mundial feminino de vôlei (Foto: Divulgação / FIVB)Jaqueline não sabe o que vai ser do futuro dela no vôlei (Foto: Divulgação / FIVB)

Durante o Mundial da Itália, no mês passado, quando foi medalhista de bronze com a seleção brasileira, e após a competição, Jaqueline chegou a chorar quando falou da sua situação e fez apelos para ser ajudada. Mas até agora nada. A solução seria aceitar propostas recebidas nas últimas semanas do Japão e da Europa. Entretanto, não está nos planos da família Endres deixar o Brasil.
- Não tem outra coisa para fazermos, estamos aguardando. Já pedimos ajuda, já brigamos, já discutimos e já choramos. Sair do Brasil está fora de cogitação. Essa é uma decisão nossa e vamos arcar com as consequências.  A gente não quer o Arthur fora do Brasil ou a Jaque longe do Arthur por tanto tempo. Isso a gente vai bater no peito. Se não for para jogar no Brasil, ela fica em casa – disse Murilo.
Indagado sobre a possibilidade de ajudar a titular da seleção brasileira, o diretor geral da CBV, Radamés Lattari disse que a entidade já fez a parte dela. Cabe agora aos clubes e a jogadora chegarem a um acordo.
- Dos 13 clubes que estão participando da competição, o único que tem duas jogadoras de 7 pontos é o Osasco. Todos os outros clubes têm uma vaga para jogadora de 7 pontos. Aí é um acordo entre o desejo do clube e o desejo da jogadora. Não compete à CBV fazer esse tipo de acordo - comentou o dirigente.
murilo LANÇAMENTO SUPERLIGA DE VÔLEI 2014-2015 (Foto: Marcos Ribolli)Murilo vai sustentar a família caso Jaqueline não arrume um clube para atuar (Foto: Marcos Ribolli)

Slater sonha com 12º caneco em ano "amargo": "Nada a perder no Havaí"

Após 13º lugar em Portugal, mito diz que título mundial ainda é possível, apesar dos altos e baixos: "Parece que não é meu ano. Normalmente, acontece mágica quando é"

Por Direto de Peniche, Portugal
Onze vezes campeão mundial e considerado uma lenda viva do surfe, Kelly Slater não esperava ter se despedido tão cedo da etapa portuguesa do Circuito Mundial de Surfe (WCT). Eliminado na terceira fase por uma zebra, o espanhol Aritz Aranburu, número 30 do mundo, o americano perdeu uma chance de ouro de encostar ou até mesmo ultrapassar Gabriel Medina. Além disso, ainda perdeu a vice-liderança do ranking para o australiano Mick Fanning, que sagrou-se campeão nos tubos de Peniche. Para o mito, o seu caminho ao longo do ano teve um sabor agridoce, alternando altos e baixos. O surfista de 42 anos ainda acredita que pode levantar o seu 12º caneco na última etapa, o Pipe Masters, de 8 a 20 de dezembro, no Havaí, mas sabe que a missão será complicada, afinal, depende de uma combinação de resultados.
Kelly Slater Pipe Pro surf (Foto: Divulgação/Site oficial Pipe Pro)Slater ganhou o último Pipe Masters, pela 7ª vez, e ainda acredita no título mundial (Foto: Divulgação/Site oficial Pipe Pro)
- O título ainda é possível. Poderia ser menos “amargo”, com momentos bons e outros mais amargos. As coisas poderiam ter acontecido pelo meu caminho para tornar tudo mais fácil. Parece que este não é o meu ano. Normalmente, parece que acontece mágica quando é o seu ano. Agora, provavelmente, terei de ganhar lá. Eu não tenho nada a perder em Pipeline. E ganhei o último no Havaí (risos) - disse Slater.
Na terceira colocação do ranking, o americano tem poucas chances e sai da briga se Medina chegar até a quarta fase. O brasileiro é o único que depende apenas de si mesmo para ser campeão mundial, basta chegar à final em Pipeline. Se Mick Fanning for eliminado antes dele, Gabriel também escreve o seu nome na história.
Kelly Slater, Portugal (Foto: Márcio Fernandes / Agência estado)Após quebrar a prancha, irritado, Slater fez alegria dos fãs (Foto: Márcio Fernandes/Agência estado)
A lenda do surfe mundial conhece como poucos o caminho das pedras em Banzai Pipeline. Kelly já venceu sete vezes o tradicional Pipe Masters, incluindo a última edição, que consagrou Fanning como o campeão mundial (ao passar para a semifinal). Para o americano, a última etapa será menos "loteria" e ele espera usar a experiência a seu favor.
- Lá em Pipe, temos os corais e a onda quebra sempre no mesmo lugar, por isso, temos mais controle sobre o nosso destino. É mais fácil tomar decisões. Em Portugal, você não tem como ter uma ideia se pode ter uma nota 10 ou levar um ponto, varia muito. No Havaí você pode fazer uma análise melhor, de quais ondas precisa pegar ou quais precisa para alcançar determinada pontuação na bateria. A experiência ajuda nessas condições - contou o veterano, que apontou o havaiano John John Florence como um dos principais favoritos da etapa.
Slater lamentou a campanha ruim em Portugal e disse que a falta de paciência para escolher as ondas certas foi um de seus vilões em Supertubos, assim como ocorreu em 2011, quando Adriano de Souza, o Mineirinho, o venceu em uma final épica.
- Fui paciente por apenas 10 minutos. Depois, peguei uma onda ruim, ele (Aranburu) teve uma boa atrás, que teria sido minha se eu tivesse esperando mais um pouco. É assim. Aconteceu a mesma coisa comigo contra o Adriano na final em 2011. São decisões, não gosto de ver como má sorte. Não acho que tenha sido uma questão de sorte. A onda aqui lembra Pipeline, você consegue encontrar bons tubos. Mas eu senti que uma boa onda não iria se materializar para mim aqui. Eu simplesmente não consegui manter um bom ritmo - finalizou.
o que medina precisa para ser campeão mundial
- Se Medina perder na segunda (25º) ou na terceira fase (13º) em Pipeline, precisa torcer para Slater não vencer a etapa, e Fanning não chegar às semifinais. Caso Fanning pare nas quartas, os dois farão uma bateria homem a homem para decidir o caneco.
- Se perder na quinta fase (9º), tem que torcer para Mick não chegar à final.
- Se perder nas quartas (5º) ou nas semis (3º), tem que torcer para Mick não vencer a etapa.
- Se chegar à final, conquista o título, independentemente do resultado de Mick.

"Cansado e tenso", Pistorius recebe visitas de padre e psicólogo na prisão

Atleta se junta a mais oito deficientes - um biamputado, dois cegos e cinco cadeirantes - em ala do Kgosi Mampuru II. Comissário relata impressão após conversas

Por Pretória, África do Sul
Em seu primeiro dia no presídio Kgosi Mampuru II, também conhecido como Prisão Central de Pretória, Oscar Pistorius mostrou um semblante "cansado e tenso", segundo relato do comissário local Zebulon Monama. O atleta recebeu visitas de um padre e um psicólogo, que contaram como viram as reações do novo detento após conversas. No lugar onde estão cerca de 7 mil prisioneiros, Pistorius ficará em uma ala especial com outros oito deficientes: um também biamputado, dois cegos e cinco cadeirantes.

Cada cela individual nesta ala possui um banheiro com pia, vaso sanitário e chuveiro. Uma cama, com colchão, lençóis, travesseiros e cobertores também está instalada, e há um médico e cinco psicológos para atender os presos. Consultas particulares são permitidas dentro das instalações.
pistorius prisão  (Foto: Getty Images)Pistorius é levado de van até prisão: "cansado e tenso", relatam padre e psicólogo após visitas (Foto: Getty Images)
De acordo com o jornal britânico "Mirror", o Kgosi Mampuru tem uma das piores famas do sistema penitenciário sul-africano. É de conhecimento público a superlotação, constantes brigas de gangues rivais, estupros e transmissão de HIV como punição aos detentos. Em recente inspeção, foi revelado que os presos passam até 23 horas apertadosm e que 80 homens podem dividir uma cela com capacidade para 40.
Ponte supera Avaí e embala rumo à Série A com décima partida invicta
Em confronto tenso, Macaca faz início arrasador no segundo tempo, vence por 3 a 1 e abre dez pontos de vantagem para o quinto colocado
 
 
DESTAQUES DO JOGO
  • polêmica
    gol anulado
    Vagner tromba com zagueiro, deixa a bola escapar, e Alexandro marca. Arbitragem anota falta e anula segundo gol da Ponte no 1º tempo.
  • os nomes do jogo
    Cajá e Cafu
    A dupla comandou a Ponte na partida. O primeiro gol teve passe do meia e finalização do atacante. No seguinte, eles inverteram. Bela parceria.
  • guerreiro
    Pablo
    Zagueiro do Avaí viveu todas as emoções possíveis em campo. Fez gol, tomou ponto na cabeça, jogou machucado, levou amarelo... Só faltou o vermelho.
A CRÔNICA
por Heitor Esmeriz
Guto Ferreira pode pregar que todo jogo vale três pontos, que todos têm a mesma importância. Mas quando parar para analisar a campanha da Ponte Preta na Série B do Brasileiro, vai reconhecer que alguns foram marcantes. Simbólicos. Foi o caso do duelo contra o Avaí, na noite desta terça-feira, no Estádio Moisés Lucarelli: reta final, concorrente direto, casa cheia, tensão, polêmicas e mais um passo rumo à elite nacional. Com todos os ingredientes de uma grande partida, a Macaca bateu o Avaí por 3 a 1 com um início arrasador de segundo tempo, aumentou a vantagem na liderança e fez a festa dos 10.144 pagantes no Majestoso.
A Ponte teve em Renato Cajá, seu camisa 10, o principal nome para completar o décimo jogo sem derrota, agora com oito vitórias e dois empates. Com uma assistência e um gol, o meia liderou o time. Mas é preciso também reconhecer a importância de Cafu, também dono de um gol e uma assistência, e a redenção de Bryan, que superou as críticas com um golaço de fora da área. Sem contar a regularidade de Juninho e Rodinei, a classe de Fernando Bob e o comprometimento de todos os demais. A Ponte provou que está pronta para conquistar o acesso e brigar pelo título até o fim da Série B. Está com a faca e o queijo na mão.
Ao Avaí, que teve um fio de esperança quando Pablo empatou no fim do primeiro tempo, o resultado liga o sinal de alerta. Foi a quarta derrota em cinco jogos. A equipe parece perder fôlego no momento decisivo e vê a vaga no G-4 ameaçada. Em quarto lugar, tem 52 pontos, dois a mais que o quinto colocado Ceará (derrotado pelo Icasa nesta noite).
Na ponta da tabela, a noite ficou ainda mais completa para a Ponte com as derrotas de Vasco e Ceará para América-RN e Icasa, respectivamente. A combinação de resultados fez a Macaca abrir dez pontos para o Ceará. Agora com 60, a Alvinegra está, segundo os matemáticos, a seis pontos nos sete compromissos restantes de carimbar o retorno à primeira divisão.
Pela frente, Ponte e Avaí têm outro confronto direto na sequência da Série B. Embalada, a Macaca pega o Vasco, sábado, às 16h10, em São Januário. Um dia antes, o Avaí recebe o Joinville, na Ressacada, em clássico estadual marcado para as 19h30.
O jogo
Ponte e Avaí fizeram um primeiro tempo de tirar o fôlego, com muita intensidade, emoção e polêmica. O início do jogo era um sinal do que os times tinham a oferecer. Era correria, mas também tinha qualidade com a bola nos pés. O Avaí surpreendeu com uma postura agressiva e dominou o meio-campo até os sete minutos. Renato Cajá precisou entrar em ação para colocar a Macaca no jogo. Depois de quase abrir o placar com uma bomba da entrada da área, ele deixou Cafu duas vezes na cara do gol. Na primeira, o atacante mandou por cima. Mas se redimiu ao receber passe na medida do meia dentro da área, girar e mandar para as redes, aos 15 minutos.
A Ponte tentou tirar proveito do momento e partiu para cima. Até chegou a marcar mais uma vez, com Alexandro, mas a arbitragem viu falta do atacante na defesa do Avaí antes de Vagner cair no chão e soltar a bola. Estavam instaladas a polêmica e a tensão no Majestoso. Os jogadores dos times acusavam o nervosismo: os da Ponte com seguidas reclamações; os do Avaí com entradas fortes. Na bola, a Macaca seguia melhor, porém, voltou a vacilar em uma jogada área. Aos 46 minutos, Pablo completou de cabeça cobrança de falta de Marquinhos e empatou. Foi o quinto gol seguido pelo alto que a Ponte sofreu em casa.
A Macaca voltou mordida do vestiário. O resultado foi um recomeço avassalador, com a afirmação de Cafu, a consagração de Cajá e a redenção de Bryan. Os dois primeiros trocaram de papéis. Cafu foi o garçom para Cajá recolocar a Ponte na frente, de cabeça. A torcida ainda comemorava quando Bryan, o titular mais questionado, acertou uma bomba da intermediária e ampliou. Tudo isso com quatro minutos. Ainda tinha muito tempo pela frente, mas poderia acabar ali. Com a atmosfera totalmente favorável, a Macaca soube administrar a vantagem e confirmar outro passo rumo à elite. O caminho está cada vez mais solidificado.
Comemoração da Ponte Preta (Foto: Victor Haffner/ PontePress)Rodinei, Alexandro, Cafu e Rafael Costa festejam liderança da Ponte (Foto: Victor Haffner/ PontePress)

Luiz Adriano faz cinco, bate recordes e entra para a história do Shakhtar

Ucranianos goleiam o Bate por 7 a 0. Atacante se torna o maior artilheiro da história do clube, é o primeiro a fazer 4 em um 1º tempo na Champions e se iguala a Messi

Por Borisov, Belarus
O atacante Luiz Adriano  e o Shakhtar Donetsk entraram para a história da Liga dos Campeões nesta terça-feira. Com cinco gols na vitória por 7 a 0 sobre o Bate Borisov, o brasileiro se tornou o maior artilheiro da história do clube com 117, superando Andriy Vorobey, que fez 114. O jogador é o primeiro a balançar as redes quatro vezes em um primeiro tempo na competição e o segundo a conseguir cinco em uma partida - o primeiro foi Lionel Messi, em 2012, contra o Bayer Leverkusen.
O Shakhtar é a primeira equipe a marcar seis gols no primeiro tempo na história da Champions. Além dos cinco de Luiz Adriano, artilheiro isolado da atual edição da Liga dos Campeões com seis, Alex Teixeira e Douglas Costa também balançaram as redes. O time iniciou o jogo com cinco brasileiros: Fernando e Taison completaram a "colônia brasuca". Bernard, Fred e Marlos foram acionados no começo da segunda etapa.

- Sem dúvida é um dos dias mais importantes da minha carreira. Nem nos meus melhores sonhos pensei em quebrar tantos recordes de uma vez. Estou muito feliz e emocionado com tudo o que venho passando aqui no Shakhtar.
shakhtar donetsk x borisov - luiz adriano (Foto: Reprodução)Sorriso maroto: atacante brilha em dia histórico para ele e para o clube (Foto: Reprodução)
O triunfo histórico não foi suficiente para deixar os ucranianos na liderança do Grupo H. O Porto, que venceu o Athletic Bilbao por 2 a 1, está no topo da tabela com sete pontos. O Shakhtar tem cinco, o Bate é o terceiro com três, e o time espanhol pontuou apenas uma vez.
O Bate estava credenciado a surpreender o Shakhtar. A equipe de Belarus não perdia em casa há mais de um ano, desde 29 de setembro do ano passado. No campeonato nacional são 26 partidas de invencibilidade. Até que Luiz Adriano pisou na Borisov Arena e jogou as estatísticas no lixo com sua grande atuação.
Alex Teixeira abriu o placar aos 11 minutos. Luiz Adriano, de pênalti, aos 28, ampliou. Douglas Costa, aos 35, fez com que o jogo parecesse de videogame. Um minuto depois saiu o quarto, o segundo do astro da noite, que voltou a marcar aos 40 e 44. A conta foi encerrada no fim da segunda etapa, aos 37.
Luiz Adriano comemora gol do Shakhtar contra o Borisov (Foto: Agência AP )Beijinho, beijinho, tchau, tchau: Jogador dedicou atuação a familiares e companheiros (Foto: Agência AP )
O Porto manteve a liderança do Grupo H ao vencer o Athletic Bilbao por 2 a 1 e aumentou a crise no clube espanhol. Os bascos têm apenas duas vitórias na temporada em todas as competições e aumentaram a sequência sem êxitos para nove jogos. Os portugueses voltam a se destacar após uma derrota no fim de semana que deu fim a uma série de 11 duelos sem perder.
Ilustração Liverpool X Real Madrid 1920x1080 (Foto: infoesporte / cláudio roberto)O GloboEsporte.com transmite o duelo entre Liverpool e Real Madrid ao vivo nesta quarta-feira, pela Champions