terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Derick Lewis descarta Ngannou e diz preferir o vencedor de Overeem x Hunt

Sensação entre os pesados, americano afirma que possível vitória sobre o francês
não lhe garantiria uma disputa do título antes do Natal: "Quero um desafio maior"

Por Las Vegas, EUA
Derrick Lewis UFC (Foto: Getty Images)Derrick Lewis espera enfrentar o vencedor de Overeem x Hunt (Foto: Getty Images)
Com uma sequência de seis vitórias, Derrick Lewis passou a ser um dos "queridinhos" dos fãs de MMA e dos dirigentes do UFC. Após seu último triunfo, diante de Travis Browne, com um nocaute no segundo round, o americano passou a ser um forte candidato à disputa do cinturão da divisão em breve. Para isso acontecer antes do Natal, conforme é o desejo do lutador de 32 anos, a estratégia é enfrentar lutadores com posição melhor do que o seu sétimo lugar no ranking da categoria. 
- Penso que eu e Francis Ngannou estamos muito próximos no ranking e eu gostaria de enfrentar alguém que fosse realmente um desafio maior. E acredito que o Mark Hunt seja esse desafio. Vencer o Ngannou não me levaria a lugar algum, não me colocaria mais próximo do cinturão, porque, de fato, ele não lutou com nenhum desafiante ao título da divisão ainda. Na verdade, ele corre desses caras mais perigosos - afirmou Lewis no programa "The MMA Hour".    
Apesar da preferência pessoal para enfrentar o vencedor de Overeem x Hunt, que se enfrentam no próximo sábado, 4 de março, no UFC 209, Derrick Lewis afirma que enfrentaria quem o Ultimate determinar, inclusive, o próprio Francis Ngannou. Tanto que o americano já começou a provocar o francês de 30 anos e invicto há nove lutas. 
- Ele é um desses caras que posam de bom moço. Ele fala a coisa certa para a imprensa e não é como eu. Eu digo o que vem na minha cabeça e, provavelmente, o UFC não gosta disso. Mas eu, realmente, não dou a mínima para isso. Mas posso enfrentá-lo, sim. Os Estados Unidos adoram ver dois negros brigando. Eles amam isso - concluiu Derrick Lewis.     

Nenê não viaja e desfalca Vasco
em partida contra o Vila Nova

Meio-campista sente desconforto na coxa e não segue para Goiânia, onde
equipe cruz-maltina joga nesta quarta-feira, pela segunda fase da Copa do Brasil

Por Rio de Janeiro
Nenê Vasco (Foto: Paulo Fernandes/Vasco)Nenê vai desfalcar o Vasco na partida contra o Vila Nova(Foto: Paulo Fernandes/Vasco)
O Vasco não terá seu principal jogador para a partida contra o Vila Nova, nesta quarta-feira, pela segunda fase da Copa do Brasil. O meia Nenê sentiu um desconforto na coxa, não viajou com a equipe para a Goiânia e ficará em São Januário treinando.
A comissão técnica achou melhor não correr risco com o jogador, que realizará avaliações no Caprres.
Esta será a primeira partida em que Nenê irá desfalcar o Vasco em 2017. O meio-campista vinha tendo bom desempenho físico, chegando a ser líder em quilômetros percorridos em algumas partidas da equipe na Taça Guanabara. 
Em sete partidas oficiais pelo Vasco em 2017, Nenê marcou três gols. Ele também contribuiu com três assistências na temporada. 
O Vasco enfrenta o Vila Nova nesta quarta-feira, em Goiânia, às 21h45 (de Brasília). O confronto é em jogo único e, em caso de empate, será decidido nos pênaltis.

Coritiba vai de Daniel a Ronaldinho Gaúcho, critica Carpegiani após saída

Demitido na última segunda-feira, treinador reclama da diretoria do Coritiba para contratações: "Quando não tem convicção, acontece isso o que aconteceu", lamenta

Por Curitiba
Carpegiani Coritiba (Foto: Divulgação/Coritiba)Carpegiani conta ter montado uma lista de reforços, mas poucos nomes chegaram (Foto: Divulgação/Coritiba)
A caminho de Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina, o técnico Paulo César Carpegiani parou o carro e desabafou após a sua demissão ocorrida na noite da última segunda-feira. Em entrevista por telefone para a reportagem do GloboEsporte.com, ele citou os problemas apontados, destacou que não existe "convicção" e "filosofia" na condução do clube e nas contratações dos atletas, além de criticar a falta de compreensão do momento que a equipe vive em meio às dificuldades desde a pré-temporada do Coritiba. 
Carpegiani usou dois tipos de negociação do clube para exemplificar os bastidores do Coritiba: o meia Daniel, que veio emprestado do São Paulo, à tentativa frustrada de trazer Ronaldinho Gaúcho. O treinador deixou claro que não era contra a chegada de Daniel, mas lembrou que o jogador não era a solução para os problemas do time e, enquanto isso, depositava energia em uma negociação com Ronaldinho Gaúcho. 
- Quando não tem convicção, acontece isso o que aconteceu. Em um mês e meio se muda de opinião e não se analisa o que está acontecendo. Se não tiver uma linha e uma filosofia, você está sujeito a trazer um menino do São Paulo, como o Daniel, - e aqui deixo bem claro que o São Paulo preza muitos os meninos -, mas o Daniel é uma aposta da direção (do São Paulo), ao Ronaldinho Gaúcho. É uma discrepância muito grande, uma diferença abismal. Temos que ter filosofias e convicções, disse. 
Em um mês e meio se muda de opinião e não se analisa o que está acontecendo. Se não tiver uma linha e uma filosofia...
Carpegiani
Questionado se o processo de tentativa de contratação de Ronaldinho Gaúcho trouxe um aumento de expectativa que pode ter prejudicado o clima no clube, Carpegiani preferiu não responder, mas avaliou que o "constrangimento" poderia ter sido evitado. 
- Na minha opinião, até fora do futebol, se a gente pudesse evitar o que não é concretizado, poderia evitar esse tipo de constrangimento, completou. 
Carpegiani também revelou que teve poucos de seus pedidos de contratação atendidos. Segundo ele, no início do ano, a sua comissão técnica se debruçou sobre estudos de jogadores que seriam necessários, fez uma lista e entregou para a diretoria, que não foram cumpridos em sua totalidade. 
No início do ano fizemos um levantamento com toda a comissão técnica. Sentamos na frente das possibilidades de vários jogadores e apresentamos para a direção. Dessa lista tem dois ou três (contratados)
Carpegiani
- No início do ano fizemos um levantamento com toda a comissão técnica. Sentamos na frente das possibilidades de vários jogadores e apresentamos para a direção. Dessa lista tem dois ou três (contratados). Na medida que não se consegue trazer, haviam outros na mesma posição que eram contratados. Sempre deixei a direção muita à vontade, porque sei que existem dois tipos de contratação: aquela que você pede e aquela que você consegue. Nunca brequei um clube de futebol para contratar ninguém, porque somos pessoas contratadas para treinar um time de futebol e só. 
O treinador ainda avaliou que a desclassificação para o ASA, pela Copa do Brasil, foi a gota d´água de um copo cheio de problemas. Segundo ele, os problemas acontecem desde a pré-temporada, com jogadores ainda fora da condição física necessária. 
- Iniciamos uma pré-temporada com muita dificuldade e alguns jogadores ainda não em forma ou voltando de lesões. Fizemos uma preparação inadequada devido à essas divergências físicas de Berola ou Rildo sem jogar. Foi dada uma ênfase e uma preparação toda especial e entramos no campeonato com muita dificuldade. Fizemos um campeonato com jogos apertadíssimos e com contratações que tivemos dificuldades. O copo derramou contra o ASA, mas foi uma consequência.
Por fim, Carpegiani lamentou que não houve uma compreensão por parte da diretoria da situação como um todo. Ele também negou que a falta de um sistema tático definido tenha contribuído para os resultados ruins e sua demissão. 
Isso exige compreensão e atenção das partes que comandam. Coerência e ver o que está passando. O futebol que a gente não estava apresentando foi lá atrás e isso tem que ser levado em consideração
Carpegiani
- Isso exige compreensão e atenção das partes que comandam. Coerência e ver o que está passando. O futebol que a gente não estava apresentando foi lá atrás e isso tem que ser levado em consideração. Times do mundo inteiro jogam de várias formas e poderíamos apresentar um melhor futebol, mas jogadores importantes apresentavam problemas e não tivemos continuidade.
Carpegiani ainda negou que a relação com os jogadores não vinha bem e que teria contribuído para a sua demissão. Para ele existem interesses por trás da divulgação do ambiente do Coritiba.
- Isso beira à maldade. Você tem um grupo, tem 30 jogadores e aqueles que jogam estão insatisfeitos? Agora encontram razões e assuntos assim só podem surgir de pessoas interessadas - da imprensa ou de um diretor -, na escalação de determinados jogadores. Não tem haver e não acredito em nada. 
O Coritiba volta a campo nesta quarta-feira no clássico Atletiba, no jogo adiado da quinta rodada do Paranaense. Enquanto não define um novo técnico, a equipe será dirigida pelo auxiliar técnico Pachequinho. 

Drama, frustração e esperança: a luta do Mito para voltar a brilhar na Raposa

Nesta terça-feira, Dedé completa um ano sem jogar pelo Cruzeiro; série de graves lesões atrapalharam a carreira do zagueiro, que tenta atuar novamente em alto nível

Por Belo Horizonte
“O Mito”. Assim Dedé ficou conhecido nos campos de futebol. Um zagueiro rápido, com bom desarme e que ainda se arrisca no ataque. Não à toa, logo ganhou os torcedores de Volta Redonda e Vasco, seus primeiros clubes. No Cruzeiro, não foi diferente. O defensor fez história na Raposa e conquistou dois títulos brasileiros e um mineiro nos dois primeiros anos vestindo a camisa azul. Porém, imprevistos aconteceram e fizeram com que o camisa 26 passasse por momentos difíceis na carreira: nesta terça-feira, ele completa um ano sem jogar.
Dedé; Cruzeiro (Foto: Washington Alves/Light Press)Dedé recupera a parte física e já treina com o elenco do Cruzeiro (Foto: Washington Alves/Light Press)
Lesões, o terror de todo jogador. Foram elas que atrapalharam o bom momento vivido por Dedé no Cruzeiro. Os problemas no joelho direito tiveram início em 2014. Desde sua estreia, o Mito  participou de apenas 91 jogos dos 262 feitos pelo time celeste. Desses, 88 foram como titular e três como suplente. Ainda permaneceu no banco de reservas em três oportunidades. São 150  partidas de fora por conta de contusões (57,25% delas durante o período de maio de 2013 a fevereiro de 2017).
2014: O INÍCIO

Tudo começou em 2014. No ano do bicampeonato brasileiro, Dedé lesionou o ligamento do joelho direito após a vitória sobre o Coritiba, por 3 a 2, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro no dia 17 de maio. Mas, não precisou passar por cirurgia. Ele estava em ascensão e disputava uma vaga para ir à Copa do Mundo. A contusão tirou todas as chances do zagueiro.

A volta aos gramados em partidas oficiais aconteceu diante do Figueirense, no dia 26 de julho, no triunfo celeste por 5 a 0, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. Antes, porém, ele chegou a viajar com a equipe para uma excursão aos Estados Unidos e até entrou no segundo tempo de duas partidas: vitórias sobre os mexicanos Tigres e Chivas, ambas por 2 a 0. 

No dia 5 de novembro, uma notícia ruim: Dedé teve constatado um edema ósseo no joelho direito, depois do duelo com o Santos, na Vila Belmiro, válido pela segunda partida da semifinal da Copa do Brasil. A partir daí foi iniciado um tratamento convencional, de fisioterapia. 
2015: FRUSTRAÇÕES

Sem sucesso com o tratamento, o Cruzeiro optou por uma intervenção cirúrgica mais incisiva, em janeiro, que o deixaria de fora dos gramados no primeiro semestre da temporada de 2015. Meses se passaram e, em outubro, sem a volta de Dedé, a diretoria confirmou que, na verdade, o zagueiro havia realizado dois procedimentos cirúrgicos e não apenas um, como tinha sido divulgado pelo clube. 
Dedé; Cruzeiro (Foto: Washington Alves/Light Press)Dedé completa um ano sem atuar pelo Cruzeiro nesta terça (Foto: Washington Alves/Light Press)
De acordo com Sérgio Freire Júnior, médico do Cruzeiro, um dos pinos que foi colocado durante o procedimento, realizado pelo Dr. José Luiz Runco, causou uma reação no local e teve que ser retirado, em uma cirurgia feita pelo próprio clube. 

Dedé voltou a ser relacionado contra o Joinville, em 29 de novembro. Na ocasião, o time celeste venceu por 3 a 0, no Mineirão. Mesmo com o pedido da torcida,  Mano Menezes, então técnico da equipe, optou por não utilizá-lo. Depois, ele foi convocado pelo treinador para a partida diante do Internacional, pela última rodada do Campeonato Brasileiro (derrota por 2 a 0). Porém, o defensor também não saiu do banco de reservas.

2016: tratamento com especialista

Após 14 meses sem jogar, Dedé voltou a atuar. A última partida foi no dia 28 de fevereiro, no empate em 1 a 1 com o América-MG, no Mineirão, pelo Campeonato Mineiro. No entanto, em março, depois de apenas seis jogos, o defensor sofreu uma fratura na patela do joelho direito. A partir daí, ele passou por tratamento na Toca da Raposa II até ser liberado para a transição. Mas, durante as atividades no campo, o Mito voltou a sentir o local da lesão. Em novos exames, os médicos concluíram que o jogador precisaria passar por uma nova cirurgia.
info-dede-cruzeiro (Foto: editoria de arte)Histórico de Dedé pelo Cruzeiro ano a ano desde a sua contratação (Imagem: Editoria de Arte/GloboEsporte.com)


O procedimento não ocorreu no Brasil. Para tentar resolver de uma vez por todas a lesão do jogador, Dedé foi operado nos Estados Unidos por um dos principais especialistas em joelho do mundo: Robert LaPrade, que tratou atletas como Lewis Hamilton, Kobe Bryant e David Beckham. A recuperação após a cirurgia foi na Toca da Raposa. 
2017: UMA NOVA ESPERANÇA

Nesta terça-feira, Dedé completa mais um ano sem jogar futebol. O último jogo do zagueiro foi em 28 de fevereiro, no empate por 1 a 1 com o América-MG, pela quinta rodada do Campeonato Mineiro. O retorno, porém, está próximo. Ele está em processo de recuperação da parte física e já está treinando normalmente com o grupo. Para Léo,  amigo e companheiro de posição, a volta do camisa 26 tem que acontecer no tempo certo. 

- Ele tem treinado bem, tem se empenhado bastante nos treinamentos, na evolução no que ele vem fazendo, no tratamento. É um momento que gera mais ansiedade no jogador, por já ter passado por isso. Mas é um jogador que, quando voltar, vai nos ajudar bastante, colaborar bastante. Espero que ele volte bem. Claro, que no tempo certo. As coisas vão caminhar com tranquilidade para que ele possa voltar e nos ajudar. 
Cruzeiro fez 262 jogos desde a estreia de Dedé

Dedé participou de 88 como titular, três entrando no segundo tempo e três no banco de reservas

Dos 168 jogos em que Dedé não foi relacionado:

- três foram por suspensão
- três ele estava a serviço da seleção brasileira
- 11 o Cruzeiro jogou com um time considerado reserva 
- um ele pediu para não jogar (contra o Vasco, no dia 23 de novembro, pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro)
- 150 por lesão (57,25% do jogos do Cruzeiro)
(*) por Thaynara Amaral, com supervisão de Diogo Finelli