terça-feira, 10 de março de 2015

TERMÔMETRO GE: ranking do futebol brasileiro de 2015
É em vão tentar tirar da cabeça de um fanático que o time dele é o melhor da história da humanidade, o maior desde que o mundo é mundo. Mas que tal debater qual a equipe do momento? O GloboEsporte.com dá uma força e começa a publicar seu ranking, baseado nos últimos seis jogos. O termômetro leva em conta cada adversário e campeonato - e dá pesos maiores para as partidas mais recentes. Na primeira lista, a ponta é do Corinthians. Comente com a hashtag #termometroge

ATUALIZADO EM 9/3
CorinthiansCOR Fez quase nada nos dois últimos jogos: só bateu o campeão da Libertadores fora de casa e depois venceu um clássico contra o São Paulo no Morumbi. Ah, detalhe: são cinco vitórias e um empate nas últimas seis partidas. Impressiona.
PalmeirasPAL Seis jogos, seis vitórias, 13 gols feitos, apenas um sofrido. O Palmeiras versão 2015 não vem tendo adversários capazes de encará-lo nas partidas mais recentes. Será que conseguirá manter contra times mais fortes?
CruzeiroCRU É bem verdade que foram três empates nas seis partidas mais recentes, mas em jogos grandes: o clássico com o Galo e os dois duelos pela Libertadores, um deles na altitude de Sucre. Contra times do interior, teve vitórias fáceis.
São PauloSAO Caiu de rendimento. Tinha três goleadas em quatro jogos, mas teve semana ruim ao só empatar com o Rio Claro e depois perder para o Corinthians em casa. Temporada ioiô do Tricolor: até sobe, mas logo desce.
SantosSAN Não foram os resultados que convenceram o Santos a demitir o técnico Enderson Moreira. São cinco vitórias e um empate nos últimos seis jogos. O Peixe segue invicto na temporada.
FluminenseFLU A boa vitória no clássico contra o Botafogo (3 a 1) dá um pouco de ânimo à temporada do Fluminense, que vinha remoendo as atuações fracas no Carioca e a derrota para o Vasco.
CoritibaCFC Nada de empolgante, nada de excepcional, mas vem tendo uma caminhada sem maiores sobressaltos no Paranaense. A vitória de 1 a 0 sobre o Londrina resumiu bem isso: mais precisão do que brilho.
FigueirenseFIG É mais um que não chega a mergulhar seu torcedor em surtos de euforia, mas cumpre bem seu papel no Catarinense, com resultados entre razoáveis e bons. Dá para o gasto.
InternacionalINT A ótima recuperação colorada na Libertadores não teve sequência no Gaúcho, onde o time colorado, com reservas, teve atuação apática e perdeu para o Juventude. O rendimento e os resultados são oscilantes.
10º VascoVAS O líder do Carioca não pode reclamar dos resultados: são três vitórias seguidas, uma delas no clássico com o Fluminense. Mas as fragilidades ficam evidentes quando precisa parir um porco-espinho para bater o Bonsucesso.
11º FlamengoFLA O baque da derrota para o Botafogo foi amenizado com a vitória tranquila sobre o Friburguense (2 a 0). Mas o Rubro-Negro é o pior dos grandes no Carioca. Pode fazer bem mais.
12º SportSPO O Leão faz o que se espera dele como único representante do Nordeste remanescente na Série A: constrói boa campanha no Pernambucano. Mas o rendimento segue sem animar muito (vide a vitória tímida de 1 a 0 no Serra Talhada).
13º ChapecoenseCHA Estaria melhor no ranking se tivesse resultados melhores contra times da Série A, casos de Figueirense (levou 1 a 0) e Joinville (0 a 0). Contra o Criciúma, da B, só empatou: 1 a 1.
14º Ponte PretaPON Tem dois empates seguidos, contra Mogi Mirim e Vilhena-TO, e vem oscilando na temporada. Nem empolga, nem assusta: fica em uma espécie de limbo que pode ser perigoso no Brasileiro.
15º Atlético-MGCAM Até vence os pequenos no Mineiro, mas sofre na Libertadores e empatou com o Cruzeiro no clássico deste domingo (1 a 1). Cadê o time que atropelou oponentes ao ganhar a Copa do Brasil?
16º JoinvilleJEC Vem falhando na temporada. Quando vence, é com sofrimento – vide os 2 a 1 sobre o Metropolitano neste domingo. Quase caiu já na primeira fase do Catarinense. Não é o 2015 dos sonhos.
17º GrêmioGRE Fazia tempo que a torcida do Grêmio não vivia tempos de tanto pessimismo em um começo de temporada. E não é injusto, não: o rendimento dá medo, e os resultados também. Mas calma lá: teve vitória por 3 a 1 no Caxias sábado.
18º AvaíAVA Um time da Série A do Brasileiro estar em um quadrangular que define quem será rebaixado no estadual diz muito sobre esse começo de 2015 do Avaí. Se for possível algum ânimo, ao menos o Leão venceu o Atlético de Ibirama por 2 a 0.
19º GoiásGOI A vitória de 1 a 0 sobre o Atlético-GO pode dar uma empolgação extra ao Goiás em uma temporada de pouco futebol e resultados medianos - em um campeonato que está longe de ser complicado.
20º Atlético-PRCAP O Furacão paga o preço de usar seu time sub-23 no Paranaense. Fora da zona de classificação, apelou ao time titular, que pouco ajuda: uma derrota e um empate nos dois últimos jogos, ambos com a equipe principal.

Reunião com Shandong nos próximos 



dias pode definir liberação de Montillo


Argentino teria ficado fora do último jogo do clube chinês por estar sem cabeça. Ele tem acerto verbal com o Flamengo e nem considera se transferir para outra equipe

Por Rio de Janeiro
Montillo, Shandong  (Foto: Fabio Lima)Montillo quer deixar a China (Foto: Fabio Lima)
A contratação de Montillo pelo Flamengo parece ser questão de tempo. A indefinição é em relação a quando ele chegará ao clube. Insatisfeito na China, o meia argentino terá uma reunião junto de seu empresário nos próximos dias com o Shandong Luneng para tentar antecipar sua liberação - o contrato se encerra no meio de 2016. O ideal, na cabeça do jogador, é ser liberado agora, mas o próprio acredita que isso é quase impossível de acontecer. Ele pedirá, então, para deixar o clube chinês em julho, quando reabre a janela de transferências para atletas vindos do exterior. Ou, na pior das hipóteses, no fim do ano. Montillo e Flamengo têm tudo acertado desde o início de 2015.
No primeiro contato, os chineses recusaram liberar o meia. Durante a pré-temporada, ele foi claro ao manifestar o desejo de deixar a China por problemas familiares. A dificuldade de adaptação dos filhos Santino e Valentín ao país asiático foi apontada como principal problema. A vontade dele é retornar ao Brasil, mas liberá-lo agora é improvável, uma vez que a janela de transferências da China está fechada, ou seja, o Shandong não conseguiria repor a perda de seu armador.
Montillo não foi relacionado para a estreia do Shandong Luneng no Campeonato Chinês, no último fim de semana. Segundo pessoas próximas ao meia, ele teria pedido para ficar fora por estar sem cabeça para jogar. No entanto, a informação oficial é de que um problema físico o tirou da partida. Ciente do acontecido, o Flamengo segue monitorando a situação do argentino, que deu sua palavra ao clube carioca. Montillo, por sinal, nem considera se transferir para outro time que não o Fla. A camisa 10 rubro-negra o aguarda.

Meta da nutricionista é que Fernanda Gentil 


ganhe apenas 7kg na gravidez


Depois de "chutar o balde", apresentadora engorda quase 3kg no primeiro trimestre e leva um "puxão de orelha" da nutricionista Eveline Duarte

Por Rio de Janeiro
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O primeiro trimestre da gravidez de Fernanda Gentil foi de total relaxamento na dieta, mas chegou a hora de entrar na linha. Além da série de exercícios físicos ao longo da semana, a apresentadora também terá de manter uma alimentação adequada para garantir a gestação mais saudável. Com 1,69m de altura, ela pulou dos 64kg para 66,9kg nessas 12 semanas e levou um "puxão de orelha" da nutricionista Eveline Duarte. Isso tudo porque ela não deveria ter engordado um grama sequer.



- Chutei o balde e quero aprender se foi certo ou errado. Vinha tomando um café da manhã pouco nutritivo. Mas sei que isso vai mudar e o primeiro grande choque vai ser me adaptar a uma nova rotina de alimentação que deve ser específica e diferente da que estava acostumada quando eu fazia mais exercícios. Nas últimas semanas, eu andei exagerando. Comi fast food, pizza, sorvete, açaí, muitos pães, brigadeiro, macarrão à noite e tudo o que me dava na telha - contou Fernanda.
 O Ministério da Saúde adota parâmetros de referências maiores do que o estipulado como meta para ela (entre 9 e 15kg), mas o mais apropriado é a avaliação individual da dieta, de exames laboratoriais periódicos e do controle do peso do bebê através de ultrassonografias. Vamos trabalhar em parceria com a obstetra para que ela 'ganhe' muitos nutrientes, e pouco peso
Eveline Duarte
 A avaliação de ganho de peso na gestação não é o único indicador para a saúde da mãe e do bebê. É imprescindível um controle rigoroso sobre a ingestão de nutrientes específicos e o estilo de vida da gestante. A nutricionista explica que assim é possível garantir o bom desenvolvimento fetal, um parto apropriado e um aleitamento materno de sucesso. A meta para Fernanda é completar a gravidez com 71kg, ou seja, ganhar apenas 7kg ao todo.
- O Ministério da Saúde adota parâmetros de referências maiores do que o estipulado como meta para ela (entre 9 e 15kg). Porém essa é uma recomendação de 1998, mais preocupada com a subnutrição do que com o aumento no número de obesos. O mais apropriado para uma estimativa é a avaliação individual da dieta, de exames laboratoriais periódicos e do controle do peso do bebê através de ultrassonografias. Vamos trabalhar em parceria com a obstetra para que ela "ganhe" muitos nutrientes, e pouco peso - explicou Eveline.
fernanda alimentacao interna gentil (Foto: eu atleta)A nutricionista Eveline Duarte vai orientar Fernanda Gentil ao longo da gravidez (Foto: eu atleta)

Consciente da responsabilidade, a jornalista ressalta que nunca teve problema com os ponteiros da balança e que sempre foi muito regrada, disciplinada e apenas "se libertou" da alimentação quando descobriu que estava grávida.

- Sempre me cuidei, fiz exercícios, esportes e malhei. A gente escuta muito isso do "ter que comer por dois". Senti logo de cara a mudança no corpo, pois eu estava tão acostumada a levar uma vida mais limitada em relação à alimentação que quando me libertei já fez diferença. Não foram poucas as besteiras que eu comi. Será que vai dar para recuperar o tempo perdido? - perguntou Fernanda. 
 É preciso considerar o estado nutricional da gestante individualmente, sempre com acompanhamento de profissionais qualificados e aptos a garantir uma perfeita evolução obstétrica
Eveline Duarte, nutricionista
 Como resposta, a nutricionista tratou de incentivar a futura mamãe, que terá tempo de sobra para retomar o pique e cortar da dieta os alimentos gordurosos e levar os horários para comer a sério.
- Essa "libertação" é como trocar a chave de atleta saudável para gestante. Mas na verdade nada deveria mudar. Você não está comendo em dobro, mas sim nutrientes que atendam a você e ao bebê. Sempre dá para recuperar, claro. Mas o que passou, passou. Vamos pensar daqui para frente. As células dele estão sendo formadas, e tem muita coisa pela frente - explicou Eveline.
Fernanda vai fazer uma nova dieta durante a gravidez e também após o nascimento do bebê. O acompanhamento nutricional é fundamental para que a gestante não tenha dificuldades de perder esse peso extra após virar mamãe. (Confira a dieta abaixo)
eu atleta gentil alimentacao (Foto: eu atleta)


- O ganho de peso excessivo na gestação está relacionado com resultados obstétricos desfavoráveis, ou seja, diabetes gestacional, hipertensão arterial, pré-eclampsia, macrossomia (bebê com peso elevado), obesidade materna e complicações no parto, além de contribuir para uma obesidade futura dessa criança que está sendo gerada. É preciso considerar o estado nutricional da gestante individualmente, sempre com acompanhamento de profissionais qualificados e aptos a garantir uma perfeita evolução obstétrica - explicou a nutricionista.
O encontro das duas agora será mensal. Fernanda terá de passar pelo crivo da fita métrica a cada ida ao consultório. Por isso, terá de controlar o apetite, manter o foco na dieta e seguir o cardápio.
- Sou obediente e só estava "me largando" conscientemente. Aquelas mulheres que de costas nem se percebe que estão grávidas são lindas e pretendo ficar assim também - encerrou Fernanda.

Com injúria racial a Feijão, Brasil reclama de argentinos e critica ITF

Em partida de uma torcida só nesta segunda, equipe brasileira sofre com insultos, lamenta comportamento argentino e se aborrece com arbitragem e organizadores

Por Direto de Buenos Aires


O último dia da série de oitavas de final da Copa Davis entre Brasil e Argentina, em Buenos Aires não ficou apenas marcada pela derrota de Thomaz Bellucci para Federico Delbonis por 3 sets a 1, que garantiu o triunfo dos anfitriões por 3 a 2. Com a política de portões abertos para o jogo desta segunda-feira, a quadra montada em Tecnópolis ficou lotada de torcedores argentinos que lançaram insultos à equipe brasileira e atrapalharam a atuação do número 2 do Brasil. Até João Souza, o Feijão, foi alvo de injúria racial, sendo chamado de macaco pelos "hinchas". Os integrantes da equipe brasileira se mostraram indignados com a arbitragem e reclamaram que a Federação Internacional de Tênis (ITF, em inglês), que gere a competição entre países, não deu suporte aos brasileiros durante os dias de disputa do confronto.
copa davis torcida brasil bellucci x delbonis (Foto: Matheus Tibúrcio)Torcedores brasileiros saem pela quadra ouvindo os berros da torcida argentina (Foto: Matheus Tibúrcio)
O clima hostil foi a tônica da partida desta segunda-feira. Somente três torcedores brasileiros foram assistir ao jogo entre Bellucci e Delbonis, além dos pais e familiares de Feijão. Primeiro ficaram no meio dos torcedores argentinos para depois irem para perto do banco brasileiro.
Se nos outros duelos a pressão imposta pelos torcedores era a mesma, no último os argentinos dominaram o coro, como se fosse uma partida de uma torcida só. Em todo primeiro serviço errado de Bellucci, os argentinos comemoravam - e o troco contra Delbonis não havia pela falta de brasileiros nas arquibancadas. Até o próprio Feijão teve de ouvir injúrias raciais dos argentinos, tanto nesta segunda, acompanhando Bellucci do banco do Brasil, quanto no domingo, quando perdeu para Leonardo Mayer por 3 sets a 2 em 6h42, o jogo de simples mais longo da história da Copa Davis.
- Eu ouvi "macaco", no comecinho do jogo. Teve "segura a banana"... Óbvio que, por dentro, eu estava mordido. A vontade era de já parar o árbitro, mas ia tomar vaia, não ia dar pano para manga. É aquilo... macaco não precisa falar, já é racismo forte. Mas o resto é normal. Jogar fora de casa é isso mesmo - disse Feijão.
Banco brasileiro dá apoio a Bellucci (Foto: Divulgação / CBT)Torcedores solitários do Brasil estavam na arquibancada; Feijão foi alvo de injúria racial (Foto: Divulgação / CBT)
Bellucci deu azar de pegar o dia em que os mais de oito mil lugares da arena em Tecnópolis esteve abarrotada de argentinos. Ouviu diversos tipos de xingamentos, como "Bellucci se cagou" e "Bolucci" (conversão de "boludo", xingamento em espanhol de cunho pejorativo, com Bellucci).
- Foi o dia mais complicado de jogar. Antes ainda tinha torcida brasileira incomodando eles. Foi um dia muito complicado, tinha muito barulho, muita gente falando no meu ouvido para sacar, nos momentos que eu ia atrás da quadra para a toalha ficavam me xingando. A gente sabia que ia ser assim, não esperávamos ser tratados como lorde - contou Bellucci.
Logo depois da partida, a equipe brasileira, já irritada, não quis dar a coletiva de imprensa oficial e obrigatória. A decisão foi baseada no fato de que representantes da ITF foram em busca de Feijão, no domingo, durante o começo da partida entre Bellucci e Delbonis, para que ele desse a coletiva de imprensa. Feijão foi, contrariado, e perdeu o primeiro set disputado naquele dia. Já Mayer não foi à coletiva, somente o capitão Daniel Orsanic. O episódio irritou a comissão técnica, assim como reclamaram dos juízes de cadeira, por não terem dado advertências contra a Argentina por conta do comportamento da torcida. O árbitro geral, o britânico Andrew Jarrett, também foi alvo das críticas do Brasil por não falar espanhol.
copa davis corda de isolamento brasil bellucci x delbonis (Foto: Matheus Tibúrcio)Corda de isolamento separava torcidas, mas argentinos encheram arquibancada nesta segunda (Foto: Matheus Tibúrcio)
- Foi um dos pontos fracos do confronto. Foi uma escolha infeliz da ITF de não ter colocado pelo menos um árbitro que falasse a língua espanhola, que seria mais fácil para todo mundo. Eu acho que os europeus às vezes vêm para cá e não entendem bem o que está acontecendo. O nosso clima, a paixão da torcida é diferente. E eles não sabem reagir em relação a isso. Nesse caso nos prejudicou e atrapalhou um pouco. Em muitas ocasiões, eles não souberam administrar as questões de controlar a torcida, de ser mais enérgico. Toda hora que o Thomaz ia sacar era barulho, tinha assobio, toda hora tinha que parar. E hoje era jogo de uma torcida só, então era só contra um jogador. Tinha que ter uma conduta diferente. Nos outros dias era diferente. Nossa torcida era menor, mas fazia tanto barulho quanto a deles. Tinha que ser mais rígido hoje, é uma coisa lógica - avaliou João Zwetsch, capitão brasileiro.
Brasil e Argentina não se enfrentavam pela Copa Davis desde 1980. Os argentinos agora possuem seis vitórias (ganharam os cinco últimos encontros), enquanto os brasileiros, duas (edições de 1972, no Rio de Janeiro, e de 1975, em São Paulo).
ARGENTINA X BRASIL - RESULTADOS
Sexta-feira
Carlos Berlocq (ARG) 2 x 3 Feijão (BRA) - 6/4, 3/6, 5/7, 6/3 e 6/2
Leonardo Mayer (ARG) 3 x 1 Thomaz Bellucci (BRA) - 6/4, 6/2, 1/6 e 6/3
Sábado
Carlos Berlocq/Diego Schwartzman (ARG) 0 x 3 Marcelo Melo/Bruno Soares (BRA) - 7/5, 6/3 e 6/4
Domingo
Leonardo Mayer (ARG) 3 x 2 Feijão (BRA) - 7/6(4), 7/6(5), 5/7, 5/7 e 15/13
Segunda-feira
Federico Delbonis (ARG) 3 x 1 Thomaz Bellucci (BRA) - 6/3, 4/6, 6/2 e 7/5

Magoado e à espera de valorização,  





Luan repensa futuro no Atlético-MG

Atacante diz que se sacrificou muito pelo clube, jogando com costela quebrada e até agravando uma lesão no joelho, e acredita que precisa pensar mais na sua família

Por Belo Horizonte
Luan Atlético-MG, entrevista (Foto: Lucas Borges)Luan não esconde que pode deixar o Atlético-MG ao final do contrato (Foto: Lucas Borges)
A lua de mel acabou. Xodó da torcida e um dos principais nomes das recentes conquistas do Atlético-MG, o atacante Luan já admite que, em breve, seu futuro pode ser longe da Cidade do Galo. O jogador, que tem contrato até 2016, revelou, em entrevista exclusiva aoGloboEsporte.com, que deve se reunir com a diretoria nesta semana para discutir uma possível renovação. Entretanto, considera já ter se sacrificado muito pelo clube e que agora colocaria sua família como prioridade. Com isso, a possível extensão do vínculo passaria por uma valorização por parte da diretoria. Procurada pela reportagem, a diretoria de futebol do clube informou que não irá comentar o assunto e que tem contrato com o jogador até o fim do próximo ano. 
- Tenho conversado bastante com a minha família em relação a isso. O meu contrato vai até o ano que vem e, agora, tenho que pensar mais na minha família. Esses anos, eu pensei muito no clube. Cheguei a jogar com o joelho f... para ir ao Mundial. Logo depois da cirurgia que fiz no início de 2014, recebi uma notícia de um médico do Atlético-MG, que talvez eu não pudesse mais voltar a jogar futebol, porque a lesão havia sido complicada. Joguei com a costela quebrada, também com o ombro luxado, acho que vão ser poucos que vão fazer isso pelo clube. Enfim, a valorização vai ter que vir do clube. Claro que cheguei aqui sob desconfiança, ninguém conhecia, e depois eu fui conquistando o carinho do torcedor, e sou muito grato por isso, à torcida atleticana, à massa atleticana, que sempre me apoia nos jogos.
 O meu contrato vai até o ano que vem e, agora, tenho que pensar mais na minha família. Esses anos eu pensei muito no clube. Cheguei a jogar com o joelho f... para ir ao Mundial. (...) Joguei com a costela quebrada, também com o ombro luxado, acho que vão ser poucos que vão fazer isso pelo clube.
Luan
Outro assunto que vem incomodando Luan são as críticas feitas por parte da torcida ao seu futebol. Apesar de se mostrar tranquilo em relação ao assunto e dizer que essa cobrança não acontece pela maioria da torcida, o atacante reconhece que essas críticas, segundo ele, injustas, atrapalham não só o jogador em questão, mas o grupo todo. 
- Sou tranquilo em relação a esses torcedores que vão ao estádio só para cornetar e desanimar algum jogador, mas isso acaba desanimando um time inteiro, como é o caso do Patric e do Emerson Conceição, que desde quando chegou, já é criticado. Já está sobrando inclusive para mim, que sempre fui um jogador que sempre teve raça e disposição. Em alguns jogos assumo que isso faltou , mas não porque eu não quis, mas porque não houve mesmo, faltou perna, faltou pulmão para que chegássemos no final do jogo com condição de conseguir reverter as situações adversas. Mas não ligo, conversei muito com o Levir (Culpi) sobre isso.
Além das críticas, Luan revelou que a má fase vivida pelo Atlético-MG na Taça Libertadores, em que o time sofreu duas derrotas em dois jogos, também tem abatido não só ele, mas todo o grupo. O atacante comentou a diferença da equipe atual para as equipes dos anos anteriores, e disse que confia em uma reação do Galo na competição continental.
Luan, atacante do Atlético-MG (Foto: Bruno Cantini/CAM)Luan considera injustas algumas críticas que ele e outros jogadores estão recebendo no Galo (Foto: Bruno Cantini/CAM)

- Estou chateado com outras coisas, não só com isso, mas quero deixar claro que sou muito grato ao torcedor atleticano. As derrotas que aconteceram na Libertadores deixaram a gente um pouco abalados, não esperávamos esses dois baques, em jogos que estávamos bem a acabamos cometendo erros bobos, infelicidades, em um grupo difícil. Esses times sabem jogar a Libertadores, e a gente deixou de saber como joga a Libertadores. Em relação aos jogadores que disputaram as duas última Libertadores, é um time completamente diferente, mudaram muitas peças, jogar Libertadores é difícil. Essas coisas que me deixaram chateado, as derrotas e algumas críticas injustas, mas eu não tenho nada a ver com isso, o torcedor tem o seu critério, e a gente tem que levantar a cabeça e dar a volta por cima de tudo isso.
(*) Lucas Borges, sob supervisão de Diogo Finelli