segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Goiás perde três mandos de campo
e não joga mais em Goiânia em 2013

Alviverde é punido pelo STJD por conta de briga na arquibancada do Serra Dourada na vitória sobre Atlético-PR; multa de R$ 50 mil também é aplicada

Por Goiânia
235 comentários
Goiás x Atlético-PR - briga na torcida (Foto: Cristiano Borges / O Popular)Facções da torcida organizada do Goiás brigam no Serra Dourada (Foto: Cristiano Borges / O Popular)
A briga que envolveu facções de uma torcida organizada do Goiás nas arquibancadas do Serra Dourada na vitória por 3 a 0 sobre o Atlético-PR, em 20 de outubro, rendeu ao clube a perda de três mandos de campo na Série A, além de multa no valor de R$ 50 mil. Dessa forma, o clube, que ainda deve recorrer da decisão, está proibido de jogar em Goiânia em 2013, já que lhe restam apenas três jogos como mandante no Brasileirão - contra Ponte Preta, Internacional e Santos.
A sentença foi proferida no início da noite desta segunda-feira pela Primeira Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro. A defesa esmeraldina foi feita pelo advogado e presidente do clube, João Bosco Luz, que, por meio de sua conta pessoal no Twitter, condenou a atitude dos torcedores, que considerou como 'vândalos'.
Tweet de João Bosco Luz, presidente do Goiás (Foto: Reprodução/Twitter)João Bosco Luz confirma a punição no STJD e condena atitude de 'vândalos' (Foto: Reprodução/Twitter)
Na ocasião, Péricles Bassols, árbitro do jogo entre Goiás e Atlético-PR, precisou interromper a partida em duas oportunidades devido à confusão nas arquibancadas. O juiz relatou os fatos na súmula e ainda descreveu que uma pedra supostamente atirada por torcedores do Furacão, foi lançada ao gramado. O Furacão também foi julgado nesta segunda, mas foi absolvido.
Súmula - Goiás x Atlético-PR (Foto: Reprodução)Péricles Bassols, árbitro de Goiás x Atlético-PR, relata brigas no Serra na súmula do jogo (Foto: Reprodução)
O confronto também ficou marcado pelo desabafo de Walter, que não comemorou ao marcar o gol que selou a vitória esmeraldina por 3 a 0 e criticou o comportamento da torcida (veja vídeo).
 - Isso é uma palhaçada. Não é torcedor. Nosso time está brigando pela Libertadores, podemos pensar nisso, já que a parte de baixo da tabela ficou para trás. Mas com essa torcida não vamos chegar. Hoje (domingo) era jogo para 30 mil pessoas. As poucas que vieram (13.713 pagantes) ainda fizeram isso – disse Walter após a partida.
O clube goiano ainda aguarda julgamento do recurso no episódio em que torcedores utilizaram raio laser no rosto do goleiro Rogério Ceni, do São Paulo. A princípio, o clube goiano foi punido com a perda de um mando de campo, mas conseguiu efeito suspensivo da pena. O recurso começou a ser julgado na última quinta-feira, mas Flávio Zveiter, presidente do STJD, pediu vistas do processo, que entrará em pauta novamente nesta quinta (07).

Campeões das Séries A e B vão receber troféus em campo

Entrega será no primeiro jogo em casa após confirmação dos títulos

Por São Paulo
447 comentários
Taça de Campeão é exposta nas Laranjeiras - Brasileiro Fluminense (Foto: Carlos Mota / Globoesporte.com)Taça de campeão brasileiro da Série A
(Foto: Carlos Mota / Globoesporte.com)
A CBF vai entregar no campo, e não numa cerimônia de premiação, os troféus aos vencedores das Séries A e B do Campeonato Brasileiro. A ideia da entidade é que os clubes recebam as taças no primeiro jogo em casa que fizerem após a confirmação dos títulos.
Na prática: o Cruzeiro pode ganhar a Série A já no próximo domingo. Basta que vença o Grêmio, e o Atlético-PR não derrote o São Paulo. A entrega do troféu seria duas rodadas depois, quando o time voltaria a ser mandante, contra a Ponte Preta.
O mesmo vale para o Palmeiras, que está prestes a conquistar o título da Série B. Mesmo que seja campeão neste sábado, contra o Joinville, receberia a taça na semana seguinte, quando volta a jogar no Pacaembu, contra o Boa Esporte - e não em Belém, contra o Paysandu.
Até o ano passado, os campeões recebiam suas taças na festa promovida pela entidade após o encerramento das competições.
Neste ano, por causa do sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2014, a ser realizado em 6 de dezembro, a CBF decidiu não fazer a cerimônia - na qual também eram premiados os melhores jogadores, técnico e trio de arbitragem.
Vale lembrar que o Botafogo-PB, campeão da Série D, já recebeu o troféu em campo neste fim de semana, após derrotar o Juventude. Já os finalistas da Série C ainda não foram definidos - mas é certo, também, que o campeão receberá a taça no local da partida decisiva.

domingo, 3 de novembro de 2013

Bjorn Rebney rebate críticas de Dana White sobre 'karma' no Bellator

CEO da organização mostra satisfação com resultado final do evento do último sábado e diz não entender os comentários do presidente do UFC

Por Rio de Janeiro
7 comentários
Bjorn Rebney, presidente do Bellator MMA (Foto: Site oficial do Bellator)Bjorn Rebney, CEO do Bellator, rebate críticas de
Dana White (Foto: Site oficial do Bellator)
Após Dana White, presidente do UFC, comentar ironicamente pelo Twitter as lutas do Bellator 106, realizado no último sábado, o CEO da organização, Bjorn Rebney, rebateu de forma enfática o dirigente rival. Sem entender o por que da ironia, já que Dana havia afirmado que ele estava se fartando de "Karma", Rebney disse estar muito satisfeito com os números obtidos com as lutas do card do evento.
- Eu não sei o que é karma, mas se for colocar as melhores lutas de MMA que eu já assisti, juntas em um mesmo card, então tudo bem. Espero me fartar com grandes quantidades de karma - disse Bjorn Rebney na entrevista coletiva realizada após o Bellator 106.
Mais Combate.com: confira as últimas notícias do mundo do MMA
Após o cancelamento da luta entre Tito Ortiz e Rampage Jackson em função de uma lesão no pescoço do primeiro, muitos se preocuparam se a luta principal entre Michael Chandler e Eddie Alvarez, pelo cinturão dos pesos-leves da organização, seria suficiente para fazer do evento um sucesso. No entanto, com outras duas disputas de cinturão em jogo na noite, e com a confirmação de um espetáculo na disputa entre os leves, Rebney se mostrou bastante satisfeito com o resultado final do evento.

'Dizem que sou a Cyborg mais bonita', diz a peso-galo Jessica Andrade

Paranaense teve seu estilo de luta comparado a Wanderlei Silva e Crys Cyborg, após o massacre diante da britânica Rosi Sexton no UFC Manchester

Por Rio de Janeiro
5 comentários
Com duas lutas no Ultimate, sendo uma derrota na estreia para Liz Carmouche em julho, e uma vitória, dia 26 de outubro, sobre Rosi Sexton no UFC em Manchester, Jessica "Bate Estaca" Andrade impressionou a todos com relação a quantidade de golpes desferidos contra a britânica em seu último combate no octógono. Tanto que seu estilo agressivo a fez ser comparada com Wanderlei Silva, um dos grandes nomes do esporte.
- É muito legal ouvir que lutei parecido com o Wanderlei Silva, finalmente consegui mostrar o meu jogo. Sempre lutei de maneira agressiva e mesmo tomando porrada nunca deixei de ir para cima. Fico honrada em ouvir isso, falando que eu pareço com o cachorro louco lutando - disse a lutadora à "Ag. Fight".
Jessica Andrade luta UFC (Foto: Getty Images)Jessica Andrade em sua última luta no UFC, quando castigou Rosi Sexton (Foto: Getty Images)
Mais Combate.com: confira as últimas notícias do mundo do MMA
O estilo de jogo da brasileira deu o que falar ainda dentro do octógono, quando o comentarista Joe Rogan afirmou que o confronto não precisava chegar ao final e deveria ter sido interrompido pelo árbitro. Entretanto, segundo Jessica Andrade, não foi apenas o jeito de lutar que tem rendido elogios à atleta.
- Já ouvi vários comentários de que eu sou a Cris Cyborg só que mais bonita. Mas é sempre legal ser comparada a grandes lutadores - comentou Jessica Andrade.
Atleta da Paraná Vale Tudo, Jessica Andrade possui um cartel de 10 vitórias e três derrotas como profissional de MMA. Aos 22 anos, a lutadora afirmou ainda que já começa a colher frutos por estar na maior organização de MMA do mundo, já que conseguiu comprar uma moto e passou a ajudar a família no interior do Paraná.

Ex-lutador do UFC, Rory Markham é preso por agressão doméstica

Incidente aconteceu na cidade de Chicago, Estados Unidos. Peso-meio-médio já havia sido preso no início do ano por agressão grave, em Iowa

Por Rio de Janeiro
Comente agora
O ex-lutador do UFC, Rory Markham foi preso na noite do último sábado, na cidade de Chicago (EUA), por agressão doméstica. A fiança para poder ser liberado está fixada em US$ 250.000 (aproximadamente R$ 560.000). A informação foi dada primeiramente pelo site "MMA Mania".
Esta não é a primeira vez que o meio-médio tem problemas legais nos Estados Unidos. No início do ano ele foi preso no estado de Iowa, acusado de agressão grave. Na época, ele foi obrigado a desembolsar US$ 10.000 (aproximadamente R$ 22.500) para sair da prisão.
 Rory Markham lutador UFC (Foto: Getty Images) Rory Markham, ex-atleta do UFC, é preso por agressão doméstica (Foto: Getty Images) 
Mais Combate.com: confira as últimas notícias do mundo do MMA
Com 31 anos, Rory Markham possui um cartel de 16 vitórias e seis derrotas como profissional de MMA. No UFC foram apenas três lutas, com um nocautea na estreia, em 2008, contra Brodie Farber e duas derrotas seguidas. Em 2009 ele foi nocauteado no primeiro round por Dan Hardy e em 2010, sofreu nocaute técnico também no primeiro round para Nate Diaz.

Cezar Mutante promete se reinventar para confronto contra Daniel Sarafian

Peso-médio esquece da luta que não aconteceu na final do TUF Brasil 1e garante que vai buscar a finalização contra companheiro de reality show

Por Rio de Janeiro
18 comentários
Cercado de grande expectativa por parte dos fãs de MMA no Brasil, o confronto entre Cezar Mutante e Daniel Sarafian promete ser muito mais do que apenas um exercício de imaginação sobre como teria sido a luta entre os dois na final da primeira edição do TUF Brasil, caso Sarafian não tivesse se lesionado e dado lugar à Serginho Moraes. De acordo com o pupilo de Vitor Belfort, o duelo entre os pesos-médios no dia 9 de novembro, em Goiânia, irá mostrar a todos como ele evoluiu no esporte e promete fazer jus ao apelido de "Mutante".
- Hoje em dia, eu sou um outro lutador. Se você for lutar comigo, não me estude pelas minhas últimas lutas porque você vai lutar contra um novo "Mutante". Vou honrar meu apelido contra o Sarafian. Eu até tive um bom relacionamento com ele no reality show, mas agora estamos aqui para trabalhar porque somos profissionais do esporte. Ele é meu amigo e meu adversário, então vou fazer exatamente o que faria com todos os outros adversários: vou para finalizar - garantiu Cezar Mutante ao site "MMA Fighting".
Cezar Mutante (Foto: Ivan Raupp)Cezar Mutante promete se reiventar para duelo contra Daniel Sarafian, no UFC em Goiânia (Foto: Ivan Raupp)
Mais Combate.com: confira as últimas notícias do mundo do MMA
Determinado a marcar seu nome na história do esporte, o lutador de 28 anos vem treinando com Vitor Belfort (que fará a luta principal da noite no UFC Goiânia contra Dan Henderson) na academia Blackzilians, em Miami (EUA). Para o duelo contra Daniel Sarafian, o lutador não quer pensar no confronto como uma chance de provar que venceria o adversário na final do TUF Brasil, mas sim com o objetivo de subir de posição no ranking da categoria até 84kg.
- Eu já venci a luta na final do TUF Brasil e ganhei o programa. Isso é passado, mas já que os fãs gostariam de ver aquela luta, eles vão ter agora em Goiânia. Claro que o Daniel é muito forte e um lutador completo, mas estou preocupado apenas em ser o melhor lutador possível para esse combate. Ele que tem que se preocupar comigo e não o contrário. Apenas mantenho na cabeça o objetivo de chegar ao top 10 da categoria e vou chegar lá. Quero ser o campeão do UFC um dia, não importa quanto tempo isso vá demorar a acontecer e quem eu tenha que vencer - disse o peso-médio.
Com um cartel de seis vitórias e duas derrotas, Cezar Mutante entrou no octógono a última vez na vitória diante de Thiago Marreta por finalização (guilhotina) com apenas 47s do primeiro round, no UFC 163, em agosto, no Rio de Janeiro.

Ex-campeão do Strikeforce, Saffiedine crê em manutenção do título de GSP

Peso-meio-médio acredita que Johny Hendricks não será capaz de ganhar cinturão da categoria diante do canadense no UFC 167, dia 16 de novembro

Por Rio de Janeiro
18 comentários
Último campeão meio-médio do extinto Strikeforce, Tarec Saffiedine sempre deixou claro seu desejo de disputar o mais breve possível o título da categoria no UFC. Para dar o primeiro passo ao sonho, o belga irá enfrentar dia 4 de janeiro de 2014, na edição de Cingapura do Ultimate, o americano Jake ellenberger, número quatro do ranking oficial da categoria. De olho no combate do UFC 167, dia 16 de novembro, entre o campeão da categoria até 77kg, Georges St-Pierre e Johny Hendricks,  Saffiedine não crê, por enquanto, que o cinturão vá mudar de mão.
- Johny Hendricks é realmente um lutador bem duro, que tem as mãos pesados e um bom wrestling, mas Georges St-Pierre está um nível acima dele tecnicamente falando. Johny vai querer ir para a trocação, mas o St-Pierre vai usar sua melhor movimentação e os jabs para impedir isso. Se não me engano, o GSP nunca lutou com um canhoto. Pode ser que eu esteja errado, mas vamos ver como ele reage a isso. Em todo o caso, acho que ele vence a luta - disse Tarec Saffiedine.
Tarec Saffiedine Strikeforce MMA (Foto: Reprodução/ Twitter)Tarec Saffiedine com o cinturão dos meio-médios do extinto Strikeforce (Foto: Reprodução/ Twitter)
Mais Combate.com: confira as últimas notícias do mundo do MMA
Ao analisar o estilo de jogo de cada lutador, Saffiedine vê o número de nocautes impostos por Hendricks em suas últimas vitórias apenas como um erro de estratégia dos adversários. Fato que ele tem certeza que o campeão dos meio-médios não irá cometer.
- Acho que Johny Hendricks nocauteou tantas pessoas muito mais porque eles permaneceram na frente dele, sem se movimentar. Mas com St-Pierre, vai ser diferente, porque GSP vai se movimentar, obrigando Hendricks a procurar mudar para o wrestling para controlar ele - analisou o atleta.
Aos 27 anos, Tarec Saffiedine possui um cartel de 14 vitórias e três derrotas. Para sua estreia no UFC, diante de Jake Ellenberger, além de chegar com o título do extinto Strikeforce, também com uma sequência de quatro vitórias, sendo todas por pontos.

Pescador em Caçador


dom, 03/11/13
por Klima Pessanha |
categoria Junior Cigano
De folga após a derrota para Cain Velásquez no UFC 166, no dia 19 de outubro, Junior Cigano voltou a Caçador, onde nasceu, para aproveitar um pouco da tranquilidade da cidade catarinense. Cigano saiu com amigos para pescar e já exibia um rosto bem menos inchado do que estava após o combate.
- Como sempre, nada melhor do que estar na terra natal e aproveitar para relaxar com uma pescaria – escreveu Cigano no Instagram.
O ex-campeão dos pesados do Ultimate ainda não sabe quando retorna ao octógono. Como 2013 já está com todos os cards praticamente fechados, ele só deve voltar a lutar em 2014.

'Feliz Halloween', brinca Alvarez após luta intensa com Chandler no Bellator

Americano derrotou o compatriota durante o Bellator 106, neste sábado,
em duelo que deixou os dois lutadores bastante machucados

Por Rio de Janeiro
73 comentários
Pretendido pelo Ultimate, Eddie Alvarez desistiu da briga judicial com o Bellator e permaneceu na organização com a promessa que disputar o título do peso-leve. A decisão trouxe bons frutos para o americano. Na noite deste sábado, em Long Beach (EUA), ele teve a revanche diante de Michael Chandler e tirou a invencibilidade do rival em uma luta emocionante, cheia de reviravoltas, sangrenta e que só foi decidida pelos jurados. Alverez levou a melhor, mas as mãos de Chandler deixaram marcas, como se vê nas fotos abaixo.
- Feliz Halloween - brincou Alvarez no Twitter ao postar uma das imagens.
MONTAGEM - Eddie Alvarez (Foto: Reprodução / Twitter)À esquerda, Eddie Alvarez depois de levar os pontos. À direita, o ferimento aberto  (Foto: Reprodução / Twitter)
Mais Combate.com: confira as últimas notícias do mundo do MMA
Por causa da disputa judicial com o Bellator, Eddie Alvarez estava sem lutar há mais de um ano. Aos 29 anos, atingiu um cartel com 25 vitórias e apenas três derrotas. Dos últimos 11 combates, perdeu apenas para Michael Chandler, na disputa do título da organização em novembro de 2011.

Bellator 106: Alvarez faz luta dura, se recupera de mata-leão e leva cinturão

Michael Chandler quase repete golpe que o consagrou no combate de 2011, mas vê adversário controlar situação e ganhar na decisão dividida

Por Rio de Janeiro
60 comentários
Eddie Alvarez leva o cinturão no Bellator 106 (Foto: Reprodução / Twitter)Eddie Alvarez leva o cinturão no Bellator 106
(Foto: Reprodução / Twitter)
Depois de um primeiro combate emocionante em 2011, que terminou com a vitória de Michael Chandler com um mata-leão no quarto round, e a conquista do cinturão dos peso-leves na época, o lutador Eddie Alvarez ganhou a chance da revanche, neste domingo, pelo Bellator 106. Em uma noite com disputa de quatro cinturões e com duelos eletrizantes, os americanos protagonizaram um show de MMA e, em uma batalha de cinco rounds,Alvarez levou a melhor em decisão dividida. No confronto, ele se recuperou de um golpe semelhante ao do primeiro embate e controlou a situação para sair com resultado positivo. Foi a primeira derrota de Chandler na carreira.
- No fundo, eu senti que seria o campeão - disse Avarez, visivelmente emocionado, no final da luta, antes de receber vaias de alguns torcedores que não concordaram com a decisão.

Além dos dois, Joe Riggs ainda ficou com a vitória sobre Mike Bronzoulis, Daniel Straus venceu Pat Curran e Emanuel Newton derrotou Muhammed Lawal. Todas as três lutas valeram cinturão e acabaram com decisão unânime da arbitragem. Os brasileiros Cleber Luciano e Cristiano Souza também venceram seus confrontos.
Mais Combate.com: confira as últimas notícias do mundo do MMA
Eddie Alvarez já havia sido campeão dos leves e participa do Bellator desde o primeiro evento da organização, em abril de 2009. Na ocasião, o lutador, chamado de “Assassino Silencioso”, venceu o irlandês Greg Loughran com uma guilhotina no primeiro round. O americano ainda participou da primeira temporada do Torneio dos Leves e conquistou o cinturão da categoria ao bater o compatriota Toby Imada na final do GP. Antes de perder seu título para Chandler, Alvarez o defendeu com sucesso contra Pat Curran. O seu cartel no MMA agora é de 25 vitórias, sendo 14 por nocaute, e três derrotas.
Eddie Alvarez (Foto: Reprodução / Facebook)Eddie Alvarez com o cinturão do Bellator  (Foto: Reprodução / Facebook)
A luta da noite: Eddie Alvarez retoma o título após duelo equilibrado
A luta começou intensa. No primeiro round, Eddie Alvarez caiu no chão e foi dominado por Michael Chandler, que quase finalizou com um mata-leão bastante semelhante ao do combate de 2011, mas o lutador conseguiu se recuperar, levantou e ganhou aplausos da torcida, que estava empolgada.

No segundo round, foi a vez de Chandler, que apostava nas esquivas rápidas, sentir um soco de Alvarez. Ele levou o golpe no queixo, balançou e dobrou o joelho para se apoiar no chão, mas também se recuperou.

O terceiro round teve um equilíbrio maior, com muitas alternâncias de liderança. Mas Eddie Alvarez pareceu um pouco melhor, e Chandler se mostrou bastante cansado, mesmo terminando a luta em cima do rival, tentando uma sequência de socos. Michael Chandler voltou bem e encaixou uma joelhada voadora no rival. Eddie Alvarez tentou cadenciar, mas caiu em uma posição incômoda.
O quarto round acabou bastante igual, com os dois se estudando muito e já demonstrando cansaço. Ao término do quinto round, era impossível apontar algum vencedor. Mas, na decisão dividida, Eddie Alvarez acabou retomando o cinturão que havia perdido para Chandler em 2011.
Cinturões: Riggs vence Bronzoulis, Straus derrota Curran, e Newton ganha de Lawal
A final do reality show "Fight Master" terminou com a vitória de Joe Riggs diante de Mike Bronzoulis por decisão unânime dos jurados. Em um combate muito amarrado, a experiência de Riggs com 40 vitórias na carreira contou bastante para controlar o combate desta noite. Mike Bronzoulis, por sua vez, estreou no Bellator com a derrota. Com Greg Jackson no córner, Riggs se manteve firme na estratégia de controlar a luta no chão, sem dar espaço para o potente direto do adversário. Com isso, todos os três rounds foram bastante parecidos, onde Mike quase não acertou com perigo o oponente. O melhor trabalho no ground and pound e as constantes buscas pela finalização premiaram Joe Riggs na viória por decisão unânime dos jurados.
Bastante parecido com o cantor Seu Jorge, o lutador Daniel Straus fez uma excelente performance e venceu Pat Curran, que ele mesmo definiu como um "cara duro" e prometeu encarar novamente. Com isso, ele acabou ficando com o cinturão dos penas do Bellator por conta de decisão unânime. O último duelo entre os dois tinha acontecido em abril de 2009, pelo evento XFO, e “Paddy Mike” venceu por nocaute no segundo round.
Straus vence no Bellator 106 e sai com cinturão (Foto: Jayne Kamin-Oncea-USA TODAY Sports/Reuters)Straus vence no Bellator 106 e sai com cinturão (Foto: Jayne Kamin-Oncea-USA TODAY Sports/Reuters)
Emanuel Newton e Muhammed Lawal fizeram um combate de cinco rounds. O duelo se arrastou após o primeiro começar melhor e ter a chance de, inclusive, conseguir o nocaute. "King Mo" se recuperou, mas não lutou como costuma fazer. Em nova decisão unânime da noite, Newton ficou com o cinturão interino dos meio-pesados, já que o atual campeão, Attila Végh, está com uma lesão no ombro. No primeiro duelo entre os dois, em fevereiro de 2013, válido pela semifinal da oitava temporada do Torneio dos Meio-Pesados, Newton precisou de 2m35s para nocautear Lawal com um soco rodado.
Brasileiros vencem seus duelos
Cleber Luciano e Cristiano Souza, os dois brasileiros escalados no card preliminar no Bellator 106, cumpriram bem os seus papeis e venceram seus duelos contra Joe Camacho e Alejandro Garcia, respectivamente. Melhor no jiu-jítsu, Cleber Luciano foi perfeitamente táticamente e cumpriu a risca a estratégia adotada de quedar o adversário, trabalhar a luta no chão com um ground and pound agressivo e buscar constantemente a finalização. O resultado de vitória por decisão unânime corou a disciplina tática do brasileiro. Já Cristiano Souza, que é mestre de capoeira e faixa-preta de jiu-jítsu, controlou durante os três rounds a luta até encaixar um mata-leão e finalizar sua luta. Desde o início, o brasileiro foi superior ao americano, controlando bem a distância com perigosos chutes altos e contundentes socos no rosto do adversário. Mostrando boa resistência, Alejandro Garcia lembrou Diego Sanchez contra Gilbert Melendez, quando recebeu uma incrível joelhada no rosto e absorveu o golpe, chamando o brasileiro para o combate. Para seu azar, o brasileiro foi melhor com a luta no chão para finalizar com um mata-leão aos 3m06s do terceiro round.
Veja os resultados de todas as lutas do Bellator 106:

Josh Smith venceu Darren Smith por decisão unânime
Cleber Luciano venceu Joe Camacho por decisão unânime
Michael Guynon venceu Aaron Miller por finalização aos 4m20s do segundo round
Brandon Halsey venceu Hector Ramirez por nocaute técnico aos 52s do primeiro round
Cristiano Souza venceu Alejandro Garcia por finalização (mata-leão) aos 3m06s do terceiro round
Mike Richman venceu Akop Stepanyan por nocaute técnico aos 4m05 do primeiro round
Joe Riggs venceu Mike Bronzoulis por decisão unânime
Daniel Straus venceu Pat Curran por decisão unânime
Emanuel Newton venceu Muhammed Lawal por decisão unânime
Eddie Alvarez venceu Michael Chandler por decisão dividida

Para Gigante, socos na cintura foram 'caminho das pedras' contra Caião

Campeão peso-pesado do Jungle Fight diz ter minado gás do adversário com os golpes e acredita que luta deveria ter sido interrompida antes

Por São Paulo
7 comentários
William Gigante derrotou Caião Alencar por nocaute técnico no fim do segundo round, na noite de sábado, e se tornou campeão peso-pesado do Jungle Fight. E para ele a vitória deveria ter acontecido antes. O atleta da XGym diz ter se aproveitado da deficiência no gás do adversário e acredita que o árbitro central, Alessandro Souza, poderia ter interrompido o duelo num primeiro momento em que Caião não se defendeu devidamente:
- Antes da luta, vieram passar as regras e disseram que, se alguém não esboçasse reação na defesa, a luta seria parada. Teve uma hora em que eu fiquei ali no ground and pound, e ele não esboçou reação nenhuma, bem diferente de quando eu estava por baixo, tentando raspar. Mesmo assim não pararam a luta. Mas é o coração da XGym. A gente é preparado para isso, para a guerra o tempo inteiro. Consegui inverter. Vi que ele estava sentindo o gás. Eu dava um soco no rosto para ele fechar, aí eu batia no meio. Vi que o meio era o caminho das pedras, e graças a Deus deu tudo certo - disse ao Combate.com.
William Gigante com o cinturão do Jungle Fight  (Foto: Ivan Raupp)William Gigante com o cinturão do Jungle Fight (Foto: Ivan Raupp)
Mais Combate.com: confira as últimas notícias do mundo do MMA
Gigante exaltou o trabalho de quem estava no seu córner, os amigos e parceiros de treino Bira Lima e Vinicius Nuguette, e disse ter baseado seu estudo do jogo de Caião a partir do duelo dele contra Edson Conterrâneo:
- Eu já tinha reparado na última luta dele que, por mais que ele estivesse em evolução em pé, o gás ainda estava ruim. Ele ficou muito cansado quando lutou contra o Conterrâneo. A ideia era frustrá-lo nas quedas, o que consegui 99%. Naquela em que eu achei que ele fosse me dar uma joelhada, ele acabou de derrubando. Fui tentar trocar jiu-jítsu, mas graças a Deus escutei meus córneres. O Bira e o Nuguette falaram para eu não trocar jiu-jítsu com ele. Graças a Deus consegui inverter. Travei a luta, botou em pé, e eu defendi todas as outras tentativas de queda. Comecei a bater e sabia que ele iria sentir, por causa do gás. Quanto mais você bate no meio, pior para o cara.
Bastante emocionado com a conquista, Gigante mal conseguiu descrever a sensação de ser o dono do cinturão peso-pesado do Jungle Fight:
- Sinceramente não sei te explicar. Vai cair a ficha ainda. Por enquanto é só felicidade, só agradecimento a Deus, por todos que foram colocados no meu caminho. Não tenho patrocinador, mas tenho colaborador que me ajuda. É isso.

'Aldo teve sorte por lesão do Zumbi Coreano', afirma técnico de Lamas

Daniel Valverde, responsável pelo wrestling e chão do americano, acredita que confiança será fator decisivo para tomar cinturão dos penas do brasileiro

Por Rio de Janeiro
88 comentários
Desafiante ao título dos pesos-penas diante de José Aldo, dia 1º de fevereiro, na luta principal da noite do UFC 169, Ricardo Lamas sabe que este será o duelo mais importante de sua carreira no MMA. Para o confronto, inclusive, o americano contará com os brasileiros Cesar Carneiro, para comandar o treino de boxe e Muay Thai, e Daniel Valverde, responsável pela parte de wrestling e chão do lutador, na fase final da sua preparação.
Em entrevista por telefone ao Combate.com, os treinadores se mostraram confiantes que o cinturão poderá mudar de mãos no ano que vem, ressaltando que o adversário da vez poderia ser outro, caso Chan Sung Jung não tivesse se machucado no confronto de 3 de agosto, no UFC 163, no Rio de Janeiro, quando acabou derrotado por José Aldo no quarto round.
José Aldo e Ricardo Lamas (Foto: Getty Images)José Aldo e Ricardo Lamas se enfrentam no UFC 169, em fevereiro (Foto: Getty Images)
- Essa, com certeza, é a luta mais importante da carreira do Ricardo Lamas. Estamos muito felizes pela confirmação, mas claro que era algo que já esperávamos, até mesmo pela maneira como ele veio construindo sua trajetória no UFC, com quatro vitórias contundentes. Agora vamos trabalhar muito duro para vencer um lutador completo como é o José Aldo, mas que é um ser humano e possui falhas. Tanto que na luta contra o Zumbi Coreano ele deu um pouco de sorte porque o cara estava crescendo no combate quando se machucou - afirmou Daniel Valverde, faixa-preta de judô e jiu-jítsu.
Mais Combate.com: confira as últimas notícias do mundo do MMA
Na luta contra o Zumbi Coreano, ele (José Aldo) deu um pouco de sorte porque o cara estava crescendo no combate quando se machucou"
Daniel Valverde
Com três meses para se preparar para a luta, Valverde não imagina que o longo tempo entre a última vez que Lamas subiu no octógono, diante de Erik Koch em janeiro, e o confronto de fevereiro vá fazer alguma diferença no ritmo de jogo do americano. Muito pelo contrário. Segundo o treinador, quem sairia em alguma desvantagem seria justamente José Aldo, por ter se lesionado mais recentemente.
- Eu acho que quando você está sem lutar por lesão, consequentemente, você pode sofrer uma falta de ritmo de treino. E Ricardo não está machucado. Ele já vem treinando wrestling e movimentação no chão. Por ter lutado só em janeiro, ele pode perder um pouco da adrenalina da luta. Mas ele é um competidor nato, já está no meio há muito tempo, lutando wrestling, tem muita experiência e está saudável. Já o José Aldo é justamente o contrário, já que ele se lesionou em agosto contra o coreano - ressaltou o treinador.
Técnico também da brasileira Amanda Nunes, que fará sua segunda luta no UFC, dia 6 de novembro, contra Germaine de Randamie, Daniel Valverde vê como maior perigo de José Aldo a imprevisibilidade do manauara, por ser perigoso tanto em pé quanto no chão. Por isso, o treinador diz que tudo deve ser usado para conseguir o objetivo final. Até mesmo usar do idioma para tentar desvendar as instruções de Dedé Pederneiras no córner oposto.
Amanda Nunes, Cesar Carneiro e Daniel Valverde UFC (Foto: Ivan Raupp)Daniel Valverde e Cesar Carneiro também treinam a brasileira Amanda Nunes no UFC (Foto: Ivan Raupp)
- Acho que ser brasileiro pode ajudar sim. O Ricardo conhece algumas palavras de português também e a gente sabe como eles trabalham, como o Dedé Pederneiras, que faz um excelente trabalho lá, gosta de trabalhar. O José Aldo vai ser o cara mais duro que ele já vai ter enfrentado, com aquelas joelhadas imprevisíveis. Então, até mesmo por saber da competência do lado de lá, vamos trabalhar ainda mais forte. Agora, o Ricardo Lamas tem muita confiança no nosso trabalho, por ver como nós fazemos também com a Amanda Nunes, isso aumenta muito a confiança dele. Vão ser 10 semanas trabalhando incessantemente para buscar esse sonho do título - disse Daniel Valverde.