sexta-feira, 29 de julho de 2016

Evangelista Cyborg volta para casa após cirurgia no crânio; imagens fortes

Veterano do MMA, que teve afundamento facial após ser nocauteado no Bellator, passou por cirurgia bem sucedida e já está em casa: "Deus guiou os médicos"

Por Rio de Janeiro
Evangelista Cyborg (Foto: Arquivo pessoal)Raio-x do crânio de Cyborg de antes e depois da cirurgia (Foto: Arquivo pessoal)
Evangelista Cyborg voltou para casa após sete horas de cirurgia para reconstruir seu crânio, fraturado no nocaute sofrido para Michael Page, no Bellator 158, há duas semanas. O veterano enviou algumas imagens de depois da cirurgia para oCombate.com. Compare com imagens de antes do procedimento.
- Já estou em casa me recuperando, graças a Deus. A cirurgia foi longa, sete horas, mas correu tudo bem. Deus, no comando, guiou os médicos para que corresse tudo bem - disse Cyborg ao Combate.com
Veja fotos de antes e depois da cirurgia:
Evangelista Cyborg (Foto: Arquivo pessoal)À esquerda, Evangelista Cyborg antes da cirurgia. À direita, após o procedimento cirúrgico (Foto: Arquivo pessoal)
MONTAGEM - pontos Evangelista Cyborg cirurgia (Foto: Arquivo Pessoal)Evangelista Cyborg ficou com um dreno na cabeça após a cirurgia (Foto: Arquivo Pessoal)

Moradores festejam segurança em Deodoro mas preveem novo descaso

Proximidade da Olimpíada torna dia a dia de pessoas locais mais tranquilo e de menor
medo. Certeza de que a paz é parcial atormenta o sossego de quem vive no bairro 

Por Rio de Janeiro
Amanda Ribeiro trem (Foto: Cassius Leitão)Amanda diz que as viagens de trem ficaram mais tranquilas (Foto: Cassius Leitão)
A paz está instalada em Deodoro e nos bairros adjacentes. É bem verdade que se trata de uma situação momentânea. Isso porque as ruas da vizinhança estão ocupadas pelo Exército em virtude da proximidade dos Jogos Olímpicos. Moradores se mostram aliviados e satisfeitos com a sensação de segurança e ao mesmo tempo têm a devida dimensão de que a situação de maior tranquilidade é efêmera. Ela deve acabar de forma praticamente simultânea com as competições, que vão até o dia 21 de agosto. É possível que a serenidade se estabeleça ao menos até o fim da Paralimpíada, em setembro. Não há expectativa de nada além disso.

Deodoro teve o policiamento reforçado por ser um dos principais pontos de disputas do evento mundial. Complexos modernos foram instalados e competições de hipismo, mountain bike, ciclismo BMX, pentatlo moderno, tiro esportivo, canoagem slalom, hóquei sobre grama, rúgbi e basquete serão disputadas no subúrbio carioca. A volta do descaso com a população de um lugar predominantemente formado pelas classes C, D e E já é dado como certo. 

A fisioterapeuta Amanda Ribeiro falou desse misto de sentimentos que ela e sua vizinhança estão vivendo. Moradora de Ricardo de Albuqurque (sub-bairro da “Grande Deodoro”), ela admite a satisfação com o momento atual mas prevê o retorno do cotidiano caótico que costuma imperar nas redondezas. 

- De um mês pra cá a gente vem tendo mais sossego. Mas já sabemos que tudo isso deve acabar depois da Olimpíada. Tenho que viver tomando devidas precauções para evitar qualquer tipo de situação ruim. Sempre que chego de trem, pego mototáxi para casa para não dar bobeira na rua.  Fui assaltada uma vez quando estava com mais seis pessoas pertinho de onde moro, no ano passado. Três homens armados chegaram e levaram os pertences de todos nós. É uma pena que esse período de maior segurança tenha fim. Mas é o que imagino que vai acontecer – declarou Amanda, que está perto de se formar em educação física e completar a sua segunda faculdade. 
Amanda Ribeiro Deodoro (Foto: Cassius Leitão)Amanda Ribeiro faz sinal de positivo por um lado e de negativo por outro (Foto: Cassius Leitão)
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A vendedora ambulante Rafaella Carvalho é outra moradora de Deodoro que duvida da continuidade do reforço policial nas cercanias. Como passa quase o dia inteiro na rua devido ao trabalho, ela já foi testemunha de muitas situações que amedrontariam qualquer estrangeiro que está vindo ao Brasil para prestigiar ou competir nos Jogos. 

- Graças a Deus nunca fizeram nada comigo. Mas já vi muito assalto, agressão de homem e mulher e até um início de tiroteio aqui perto da estação. É uma sensação de insegurança diária. A presença de mais policiais agora certamente vai desaparecer quando acabar essa tal de Olimpíada. E o pior é que não posso parar de trabalhar. Preciso levar dinheiro para casa e sustentar quem depende de mim – frisou Rafaella, que por timidez preferiu não ser fotografada.

"Tinha um sonho": goleira do Brasil abandonou vida nos EUA pelos Jogos

Aline Reis, que ganhou uma das duas vagas na posição, morava há nove anos fora do país. Voltou no começo de 2016 com o objetivo de estar entre as 18

Por Rio de Janeiro
Aline, goleira da seleção brasileira (Foto: Cíntia Barlem)Aline, goleira da seleção brasileira (Foto: Cíntia Barlem)
Adaptada, vivendo como professora e goleira em uma das maiores universidades dos Estados Unidos. Essa é a descrição de Aline Reis. Por um sonho, ela deixou tudo isso para trás. Voltou ao Brasil depois de nove anos em outro país justamente com o objetivo de defender as cores verde e amarela na Olimpíada. A meta foi assegurada. Um semestre como atleta da Ferroviária em 2016 e a convocação por Vadão para a disputa dos Jogos. O desejo de voltar à seleção aconteceu.  

- Foi difícil porque eu amo os Estados Unidos. Também amo o Brasil, mas estava muito bem estabelecida lá. Mas eu tinha um sonho. Eu queria voltar à seleção. Eu vi o trabalho sendo desenvolvido por essa comissão técnica. Realmente um trabalho sério, bom. Vi que a seleção tinha evoluído muito e qualquer atleta tem  o sonho de ser olímpico. Quando eu decidi que queria voltar à seleção eu sabia que eu precisava de visibilidade. Foi então que eu decidi vir para a Ferroviária e poder jogar na frente de todo mundo - afirmou Aline.

O destino rumo aos Estados Unidos rendeu a Aline uma profissão. Dividindo as atividades entre estudos e treinos, ela acabou se formando na UCLA em coaching, algo que a ajuda atualmente até mesmo na posição de goleira. Conciliar as duas funções foi o casamento perfeito para a jogadora.

- Na verdade, eu fui para lá porque eu recebi uma oportunidade de estudar e jogar. Poder conciliar as duas coisas foi maravilhoso. Fiz faculdade, fiz pós-graduação enquanto eu jogava. Foi a melhor decisão da minha vida. Eu me formei em coaching. Já é muito desenvolvido lá. Quando fui para lá e notei o quanto o mercado de trabalho era bom, falei que poderia trabalhar no que eu amo e fiz isso e estudei isso.

A batalha de Aline foi tão vitoriosa que ela assegurou a vaga aos "45 do segundo tempo". Luciana vinha sendo convocada como a goleira reserva, mas ficou somente entre as quatro suplentes. A "novata", que já havia sido chamada em convocações mais antigas, acabou levando o lugar ao lado da titular Bárbara. O Brasil estreia na Olimpíada no dia 3 de agosto diante da China, no Engenhão. 

Fora da seleção, Fabi aparece em guia do vôlei para os Jogos do Rio; veja lista

Em pré-lista de Zé Roberto, líbero é incluída pela FIVB no grupo brasileiro para evento. Carol, Naiane, Roberta, Tandara, Mari Paraíba e Camila Brait também estão lá

Por Rio de Janeiro
Fabi Media Guide vôlei (Foto: Reprodução)Fabi aparece na lista brasileira (Foto: Reprodução)
Alguém um pouco mais desligado pode se assustar. No guia do vôlei para os Jogos Olímpicos do Rio, ela está lá, sorridente, na última foto da página do Brasil. Aposentada da seleção, Fabi aparece na lista de jogadoras do país para a competição. Um aviso aos fãs, porém: nem adianta sonhar. A líbero, que vai comentar o evento para a TV Globo, foi inscrita por José Roberto Guimarães na pré-lista da equipe, como precaução diante de algum possível desastre às vésperas dos Jogos. Não foi o caso.
Fabi não é a único rosto inusitado da lista. A jovem oposta Paula Borgo, do Osasco, que sequer foi convocada para os treinos, também está lá. Ela é apontada como uma das maiores promessas da nova geração e foi o grande destaque da equipe sub-23, que o Torneio de Montreux, em maio.
Além delas, também aparecem jogadoras que foram cortadas até que Zé Roberto chegasse à lista final. Carol, Naiane, Roberta, Tandara, Mari Paraíba e Camila Brait estão lá. Monique, que pediu dispensa antes do Grand Prix, é a ausência.
Veja as 20 inscritas de Zé Roberto (em negrito, as convocadas para os Jogos):
Centrais: FabianaJuciely, Carol, Adenízia e Thaísa.
Levantadoras: Dani Lins, Naiane, Roberta e Fabíola.
Ponteiras: Jaqueline, Gabi, Natália, Mari Paraíba e Fê Garay.
Opostas: Sheilla, Tandara e Paula Borgo.
Líberos: Léia, Camila Brait e Fabi.

Mais um candidato a treinador: AFA se reúne com Ramón Díaz, ex-Paraguai

Técnico de 56 anos afirma que reunião foi muito positiva e fala em prestígio de convite

Por Buenos Aires
Ramon Diaz técnico Paraguai x Argentina eliminatorias (Foto: AP)Ramón Díaz é mais um candidato da AFA (Foto: AP)
Em sua busca quase eterna por um treinador, a AFA se reuniu nesta sexta-feira com Ramón Díaz, ex-Paraguai. O técnico de 56 anos, também com passagem pelo River Plate, afirmou ao programa “Closs Continental” que teve uma conversa animadora com Armando Pérez, presidente da Comissão Normalizadora da Fifa na entidade máxima do futebol argentino.

- Foi uma conversa amena, de futebol, da metodologia de trabalho que temos. Muito positiva, para que nos conheça pessoalmente. Colocamos tudo o que fazemos e agradecemos a oportunidade de conversar com a seleção, é para se sentir orgulhoso que te chamem – disse.

Ramón Díaz comandou o Paraguai entre 2014 e 2016 e, por isso, tem um conhecimento do que a Argentina vai encontrar na caminhada até a Rússia. A seleção ocupa a terceira colocação das eliminatórias após seis rodadas (veja a tabela).

- A decisão deve ser tomada o mais rápido possível porque dentro de 15 dias será preciso enviar a convocação para as eliminatórias e dentro de um mês já há jogos muito importantes. E que valem a classificação para a Copa do Mundo. Nós deixamos muito bem o Paraguai e enfrentamos quase todas as seleções, temos conhecimento do que acontece em nível de eliminatórias.

O treinador destacou que a crise financeira na qual a AFA atravessa não seria um empecilho para que assumisse o posto.

- Não nos interessa o aspecto econômico, e sim o prestígio de dirigir a seleção. É o desejo de todos os treinadores. Queremos armar um grande projeto e levar a Argentina à Rússia em 2018. 
A Argentina já ouviu o "não" de Eduardo Berizzo (Celta de Vigo), Jorge Sampaoli (Sevilla), Diego Simeone (Atlético de Madrid), Mauricio Pochettino (Tottenham), Marcelo Gallardo (River Plate) e Marcelo Bielsa (sem clube). Edgardo Bauza, do São Paulo, e Miguel Ángel Russo, desempregado, também interessam.

Com o aval de Mourinho, Manchester United negocia a compra de Fabinho

Lateral-direito de 22 anos foi convocado para a Seleção recentemente e é um dos candidatos a vestir a camisa 2 dos Red Devils, que buscam um nome para a posição

Por Rio de Janeiro
Fabinho Monaco (Foto: Reprodução / Site Oficial)Fabinho atuou no Monaco nas três últimas temporadas (Foto: Reprodução / Site Oficial)
O lateral-direito Fabinho está próximo de deixar o Monaco, clube que defende desde 2013. O destino é o Manchester United, que tem uma carência na posição e busca reforços no mercado após a contratação do técnico José Mourinho. O clube inglês negocia a compra do jogador.

Na temporada 2015/16, o United teve na lateral o italiano Matteo Darmian, contratado junto ao Torino, mas ele não agradou na posição. Fabinho, 22 anos, conta com a admiração de Mourinho, que trabalhou com ele no Real Madrid e o promoveu ao elenco principal em 2013, pouco antes dele ser emprestado ao Monaco.

O lateral, que disputou a Copa América Centenário pela Seleção e também atua como volante, não foi liberado pelo Monaco para competir nos Jogos Olímpicos e por isso sequer foi convocado pelo técnico Rogério Micale para o torneio. Para o lugar dele, foi chamado William, do Internacional.
Caso a negociação se concretize, dois clubes brasileiros teriam direito a uma porcentagem por serem formadores de Fabinho: o Fluminense e o Paulínia.