sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Glover: "Phil Davis ganhar quatro vezes contra brasileiros não pode"

Brasileiro fará contra o americano o co-evento principal do UFC 179, no Maracanãzinho, e quer acabar com série de três vitórias contra brasucas

Por Rio de Janeiro
Recuperado e pronto para lutar a qualquer momento. É assim que Glover Teixeira se sente a pouco menos de 20 dias da sua luta contra Phil Davis no UFC 179, ou UFC Rio 5, que acontece dia 25 de outubro, no Maracanãzinho. Em entrevista por telefone ao Combate.com, o meio-pesado garantiu que está pronto para lutar e que gostaria que a luta fosse já no próximo sábado. De quebra, garantiu que Phil Davis não conseguirá sua quarta vitória seguida contra brasileiros (venceu Wagner Caldeirão, Vinny Magalhães e Lyoto Machida).
Glover Teixeira enfrenta Phil Davis no co-evento principal do UFC 179 (Montagem sobre foto da Getty Images)
Confira a entrevista na íntegra:
Combate.com: Sua luta contra o Jon Jones foi em abril. Como você aproveitou esse período de seis meses da sua última luta pra cá?
Glover Teixeira:
Descansei um pouco, me recuperei das lesões, inclusive a do ombro, que foi a pior. Tive outras lesões que foram menores, mas descansei, treinei sem compromisso, estudei algumas coisas que acho que errei na luta com o Jon Jones e é isso. Vão ser 12 semanas de treinamento, e já estou 100%. A preparação foi boa, treinei bastante de tudo. Boxe, kickboxing, parte de queda, estou 100%. Queria até que a luta fosse nesse sábado.
Como está a preparação pra luta? Trabalhou alguma área específica depois da luta com o Jon Jones? Vai ser possível notar alguma diferença no seu jogo entre sua última luta e essa? Qual?
Dei atenção a algumas coisas nessa preparação, alguns detalhes que eu tinha que mexer no meu jogo de boxe e no meu jogo de wrestling e pretendo continuar trabalhando depois dessa luta do Phil Davis. Estou confiante. Não mudei quase nada na minha rotina de treinos. Uma coisa que percebi é que havia momentos em que eu fazia dois treinos muito fortes num dia, e me desgastava demais. Dei uma consertada e botei na balança pra não ficar muito morto. Meu problema é esse: às vezes passo dos limites. Estou bem, sentindo a diferença. Estou melhor pra essa luta, agora vamos ver se funciona. Esperem que vocês vão ver... (risos).
As últimas quatro vitórias do Phil Davis foram contra brasileiros. Chegou a hora de acabar com essa série? Acha que o Phil Davis pode tentar te surpreender em pé, já que ele é um especialista no wrestling?
Não sei qual vai ser a estratégia dele. Esse é o motivo do MMA ser tão difícil. Você nunca sabe o que ele vai fazer. Até se ele falar, é difícil saber. Pode falar que vai boxear, mas na hora ele pode tentar me derrubar. Tem que treinar pra tudo. Se ele quiser em pé, jogamos em pé. Se quiser chão, vamos pro chão. Vou tentar trazer essa vitória, porque quatro vitórias contra brasileiros não pode.
Como você vê esse momento da divisão dos meio-pesados pra você, com Cormier já pra enfrentar o Jon Jones, o Gustafsson como próximo da fila, além do Anthony Johnson, que vem de boas vitórias?
Tem Cormier, Gustafsson, Johnson, eu, Phil Davis, Ryan Bader, mas eu tenho que esperar. Preciso lutar bem, conseguir um nocaute e ver o que o UFC vai fazer. É difícil falar (de quantas vitórias preciso pra disputar o título de novo), mas acho que mais duas ou três já me colocam novamente na reta para tentar novamente.

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